Privatizar ou não privatizar, eis a questão

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No cenário político é comum as questões acabarem caindo em reducionismos e redundarem em polarizações, quando muitas vezes temos a tendência de aceitar um extremo ou outro. Neste artigo analisarei apenas uma delas: a privatização. A opinião mais comum na esquerda sempre foi a de ser totalmente contra as privatizações (e na extrema-esquerda há até a intenção de estatizar aquilo que hoje é privado), enquanto a direita cada vez mais caminha para uma direção de “privatiza tudo”, discurso este muito comum ultimamente e que tem ganhado cada vez mais força com as mídias sociais. Para efeitos didáticos, chamarei aqui a primeira turma de “turma N” (privatiza nada), e a segunda de “turma T” (privatiza tudo). Aqui defenderei resumidamente a minha posição centrada no fato de que privatizar é preciso e muitas vezes absolutamente necessário, mas que isso não significa que se deva privatizar tudo.


Quando privatizar é preciso

Os esquerdistas costumam ser contra qualquer tipo de privatização sob a alegação de que isso significa “vender o Brasil”, como se isso fizesse mal aos brasileiros e à nação de alguma forma. Mas mesmo aquilo que é de posse de alguém pode (e muitas vezes deve) ser vendido se não está rendendo o esperado. Quem nunca vendeu ou pensou em vender algo que está dando prejuízo? Da mesma forma, o Estado tem o dever de passar à iniciativa privada aquilo que não está rendendo, pois o déficit cai na conta de cada brasileiro que atualmente sustenta as estatais com seus impostos. Aqui passarei um exemplo bastante simples e de fácil compreensão: os estádios da Copa.

O Brasil gastou nada a menos que 8,3 bilhões (isso mesmo, bilhões) de reais com os doze estádios da Copa (veja aqui). Para se ter ideia do quanto isso representa, o que foi gasto na reforma de um único estádio (Mané Garrincha) foi o montante equivalente à construção de trinta novos hospitais (veja aqui). Ou seja, em um país com a área de saúde em estado de calamidade pública e faltando tudo, deixamos de construir trinta hospitais para reformar um único estádio, e na Copa houve a reforma ou construção do zero de doze estádios. Além disso eles foram superfaturados, custando 66% a mais do que o previsto originalmente (e infelizmente sabemos bem o porquê).

Mas se engana quem pensa que esse foi o maior problema. Se esses estádios após serem construídos trouxessem lucro aos cofres públicos, que pudessem ser revertidos na construção de hospitais (o que a longo prazo surtiria os efeitos benéficos), poderíamos até relevar o fato ou apoiar a iniciativa. Mas o pior é que após gastarem tanto dinheiro com os estádios, agora eles estão dando ainda mais prejuízo ao governo, pois o custo da manutenção dos mesmos está muito maior do que o que se ganha com eles. Poucos anos após a Copa, estádios vivem crises financeiras e denúncias (veja aqui). Muitos desses estádios construídos às pressas foram feitos em estados sem nenhum time de futebol expressivo, o que significa na prática que se tornaram “elefantes brancos”, isto é, algo que custou muito dinheiro mas que não possui nenhuma utilidade. Como ninguém joga nesses estádios, eles acumulam prejuízos financeiros enormes.

Por exemplo, apenas um ano depois da Copa, o Mané Garrincha já acumulava prejuízo de 6,2 milhões. Um estádio construído no meio da Amazônia sofreu prejuízo ainda maior no mesmo ano (7,5 milhões). Essa Arena só recebe um jogo a cada dois meses e não consegue cobrir as despesas. No Mato Grosso, estado também sem expressão no futebol, a Arena Pantanal só recebeu 47 partidas em dois anos, e para piorar a média de público nesses jogos foi o equivalente a apenas 13% da ocupação do estádio (veja aqui). Resultado: mais prejuízo. Nem a Arena Fonte Nova, que recebe direto jogos do Bahia, consegue sair do vermelho (ibid).

Ou seja: além do Estado pagar estádios caríssimos (com os nossos impostos), ainda gasta mais dinheiro com a manutenção dos mesmos (com os nossos impostos), em uma conta deficitária. Nestas circunstâncias, apenas um ferrenho inimigo da Pátria poderia ser contra a privatização dos mesmos, que para começo de conversa nem deveriam ter sido construídos, mas já que foram, pelo menos deveriam ser privatizados, o que renderia alguma verba aos cofres públicos e ainda pouparia o Estado de gastar mês após mês mais verba com a manutenção dos mesmos, perdendo cada vez mais dinheiro inutilmente.

O caso dos estádios é apenas um exemplo de um todo muito mais amplo. Há inúmeros outros setores que não tem sentido nenhum continuar nas mãos do Estado, o que só acarreta em prejuízo e, consequentemente, na elevação dos impostos para financiá-los. Tome como exemplo os parques públicos, que nos países desenvolvidos são de administração privada, mas no Brasil o Estado gasta milhões para administrá-los, sem nenhum retorno financeiro (só na capital paulista, a prefeitura gasta 100 milhões para administrar os parques da cidade). E ninguém em sã consciência diria que nesses países desenvolvidos os parques são piores por serem privados, como por exemplo o Central Park (veja aqui), o parque de Nova York mais famoso do mundo. 

Outro exemplo simples é dos autódromos, que nos países desenvolvidos também são da iniciativa privada, mas que no Brasil são do Estado e se gasta com eles mais do que se recebe. Dória pretende privatizar Anhembi e Interlagos, o que aliviaria os cofres da prefeitura em 600 milhões em quatro anos, além do lucro das vendas estimado em 7 bilhões (veja aqui). 

Poderíamos listar aqui inúmeros outros casos, mas esses já são o suficiente para captar a ideia. A privatização é benéfica e necessária quando a mesma resulta em proveito da sociedade, a qual poderá desfrutar dos mesmos serviços com qualidade igual ou superior, mas sem gastar um único centavo do próprio bolso para que o governo gaste com as obras ou com a manutenção. O que a “turma N” defende é simplesmente um devaneio baseado na utopia de um Estado forte, gigante e centralizador, como se o Estado fosse resolver todos os nossos problemas, quando a realidade bem diante dos nossos olhos é completamente distinta.


Quando privatizar não é bom

Se por um lado privatizar é necessário em muitos casos, por outro ela pode ser prejudicial, quando: (1) uma empresa estatal estiver dando lucro e não prejuízo; ou: (2) os mais pobres dependerem do serviço para sobreviver. O primeiro ponto é bastante fácil e simples de assimilar, porque segue a mesma lógica que vimos até aqui. Da mesma forma que é desvantajoso ao Estado manter algo que lhe traz prejuízo, o inverso também é verdadeiro: é vantajoso manter algo que lhe traz lucro. Se você é dono de uma empresa e essa empresa está em superávit, você não pensa em vender essa empresa (a não ser que venha uma proposta extremamente boa, ou se haja previsões concretas de um futuro pouco promissor). Se isso vale no âmbito privado, também se aplica no âmbito público: privatizar algo que está dando lucro é burrice.

Talvez o exemplo mais famoso e memorável seja o da Vale do Rio Doce, empresa que valia perto de 100 bilhões em 1997 e foi privatizada naquele ano por 3,3 bilhões – um verdadeiro “preço de banana”. Pior ainda é saber que neste ano a empresa rendia 325 milhões de dólares em lucro, com faturamento de 3,9 bilhões. A privatização foi tão estranha e suspeita que, quinze anos depois, a Justiça reconheceu fraude na privatização da Companhia e abriu um processo pela reestatização (veja aqui). Ainda que essa realidade seja tão distante de um país caótico como o Brasil, o fato é que quatro das dez maiores empresas do mundo são estatais, o que mostra que nem sempre ser estatal implica em ser ruim ou prejudicial.

O outro caso onde sou contra a privatização é em serviços essenciais para a população mais pobre, que sofreria muito mais com a falta deles. Me refiro especialmente às áreas de educação e saúde. Sim, se os hospitais públicos fossem privatizados eles seriam muito melhores e aliviaria um tanto de impostos que temos que pagar, mas essas empresas privadas iriam cobrar como as outras, tornando o serviço que hoje é ruim mas gratuito, em algo bom mas caro. Ainda que isso pudesse ser melhor para as classes média e alta, seria pior aos mais pobres, especialmente de famílias desempregadas que já não tem quase nada pra sobreviver e que dependem de um serviço gratuito de saúde para se tratar. Sem isso, elas não teriam nada.

O mesmo raciocínio se aplica à educação pública, que mesmo sendo tão deficitária em relação às escolas privadas, são fundamentais para matricular as crianças de famílias mais pobres, que não teriam dinheiro para custear uma mensalidade em uma escola particular e assim ficariam sem educação. Ou seja, a questão aqui é entre escolher por ter o básico (mesmo com todos os problemas) ou não ter nada. É justo que famílias com mais dinheiro banquem (através dos impostos) a educação de famílias que, infelizmente, não tem nada. Isso não se aplica em casos como o transporte público, por exemplo, onde a tarifa já é cara, e passar à iniciativa privada poderia trazer mais eficiência através da concorrência (leia mais sobre isso aqui).

O próprio pensamento de que tudo o que é estatal é necessariamente ruim, não é necessariamente verdade. Nos países mais desenvolvidos é possível encontrar sistemas de educação e saúde públicos muito bons, porque nestes lugares o tamanho do Estado tende a ser muito menor do que nos países de Terceiro Mundo como o Brasil, e consequentemente sobra mais para investimentos nas áreas essenciais, resultando em uma maior qualidade. Você pode ver aqui uma lista de dez universidades públicas dos EUA, todas elas de alta qualidade acadêmica, e o sistema público de saúde da Grã-Bretanha então nem se fala: é um dos melhores do mundo, onde praticamente não há filas nos postos e nem nos hospitais, os médicos ganham 40 mil mensais e o governo cobre 83% das despesas médicas e hospitalares (veja aqui).

O segredo desses e de outros países que tem sistemas públicos de qualidade – e que não precisam ser privatizados – é que nesses lugares o Estado é “enxuto”, se preocupando apenas com as questões essenciais (como a saúde e a educação), deixando o restante com a iniciativa privada. Consequentemente, os impostos da classe trabalhadora não vão para financiamento de Carnaval, Parada Gay, Lei Rouanet, estádios da Copa e empresas falidas, mas são direcionados especificamente para os setores realmente cruciais e de importância para o povo mais simples e necessitado, tornando esses serviços mais qualificados e eficientes. É este o segredo para trazer desenvolvimento e progresso a uma nação: não o Estado gigante da “turma N”, nem o “não-Estado” da “turma T”, mas o Estado mínimo que cuida das coisas principais e se preocupa com o que é importante, deixando que o setor privado administre o restante. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,

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Comentários

  1. Com todo respeito: isso é sério? Politica em um blog de teologia?

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    1. Sim, isso é sério. Primeiro: esse blog se chama “Heresias Católicas ((( E OUTROS ASSUNTOS )))”, e no seu subtítulo está escrito: “Reflexões sobre catolicismo romano, teologia, devocionais, história E (UM POUCO DE) POLÍTICA”. Essas mudanças eu anunciei há semanas atrás, por que você não reclamou na época?

      Segundo: caso você ainda não tenha notado, parte das perguntas que recebo aqui no blog tem a ver com política. Seria hipocrisia de minha parte falar sobre isso nos comentários, mas ignorar o assunto nos posts.

      Terceiro: quase todo mundo que eu conheço no meio apologético e cristão fala de política. O padre Paulo fala de política, o Paulo Leitão fala de política, o Logos fala de política, a Condessa fala de política, o Malafaia fala de política, os Dois Dedos de Teologia falam de política, o Feliciano (é) político, e a lista vai longe. Mas quando EU falo alguma coisinha de política, aí não pode (na concepção de uma minoria como você).

      Você é livre para não ler esse tipo de artigo se não quiser, é só não clicar, simples assim. De qualquer forma, para não irritar pessoas como você eu decidi abri um novo blog só pra falar de assuntos políticos, e aqui me limitarei apenas a postar os mais importantes ou aqueles que tiverem alguma relação com religião.

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  2. Respostas
    1. Perdeu de novo. Só está perdendo atualmente.

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  3. Oi Lucas.
    Sem querer criar polêmica, mas o melhor sistema de saúde publica do mundo, segundo a OMS, é o francês e não o da Grã Bretanha (18º) como você afirmou no artigo. O nosso Brasil é 125º.

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    1. A fonte que eu usei e citei no artigo afirma que "o NHS é considerado o melhor sistema de saúde pública do mundo", mas por via das dúvidas alterei o texto para "um dos melhores" em vez de "o melhor". Abs.

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  4. Isso aí Lucas, não tiro uma vírgula do que você falou!

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  5. Quem fundou a igreja romanista?Leão I?
    *Não foi Constantino.

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    1. O termo "fundar" não é preciso, mas sim, a Igreja Católica Apostólica Romana como tal passa a existir após o cisma de 1054, sob este papa.

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    2. Mas Leão I foi eleito em 450.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Desculpe, eu confundi com outro Leão, o que tem um X depois do I (Leão IX).

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  6. Lucas como ensinar o texto de Deuteronomio 28 na igreja hoje? pois se a igreja é realmente o Israel de Deus, então seguindo Deuteronomio 28 a igreja toda deveria ser rica né? Então esse texto não se aplica hj a nós igreja, certo, pois é um texto particular sobre os israelitas.
    Mas de Deuteronomio 28 diz que quem servir a Deus iria prosperar e viver mais, porque essa palavra não se cumpriu em relação a jeremias e outros profetas que morrem de forma até cruel? Deuteronomio 28 falhou pra eles sendo que essas palavras eram justamente para os israelistas. obrigado.

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    1. As promessas (de bênção e maldição) expressas em Deuteronômio 28 e em outros textos do Antigo Testamento se aplicam exclusivamente a Israel, e a Igreja tem promessas diferentes e superiores expressas na nova aliança do Novo Testamento. Se a lei de Moisés passou na morte e ressurreição de Cristo, então não faz mais sentido aplicar esses trechos da lei para os dias de hoje. E sobre a lei ter de fato passado, isso é bem claro nas Escrituras.

      Paulo disse que “antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor” (Gl.3:23-25). Ele também disse que a justiça de Deus é “independente da lei” (Rm.3:21), que “se os que vivem pela lei são herdeiros, a fé não tem valor, e a promessa é inútil” (Rm.4:14), que nós “não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm.6:14), que nós “morremos para a lei” (Rm.7:4), que “o fim da lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê” (Rm.10:4), que “fomos libertados da lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito, e não segundo a velha forma da lei escrita” (Rm.7:6), que “eu mesmo não estou debaixo da lei” (1Co.9:20), que “por meio da lei eu morri para a lei, a fim de viver para Deus” (Gl.2:19), que “os que são pela prática da lei estão debaixo de maldição” (Gl.3:10), que “se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei” (Gl.5:18) e que Cristo “anulou em seu corpo a lei dos mandamentos expressa em ordenanças” (Ef.2:15).

      A razão pela qual isso não se aplicou sempre no âmbito particular era porque as promessas se aplicavam a Israel como um todo, e não a cada pessoa em específico. Pode ver que sempre quando os israelitas como um todo estavam ao lado de Deus, eles venciam batalhas, conquistavam territórios, prosperavam na terra, etc. E quando se desviavam, as desgraças ocorriam. Os profetas como Isaías e Jeremias eram certamente homens piedosos, mas viviam em meio a um Israel ímpio que merecia ser punido por Deus, e assim todo o Israel era castigado quando o povo se desviava, o que afetava a vida dos profetas e homens justos da época.

      Abs.

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    2. Então quais são as promessas válidas do AT para nós, a igreja, hoje?

      Eu sempre escuto pastores dizendo que a Bíblia nós temos mais de 4 mil promessas para nós e que temos que tomar posse. Afinal, quantas promessas nós temos?

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    3. As promessas do AT foram dirigidas a Israel no tempo da antiga aliança e portanto se aplicam a Israel no tempo da antiga aliança. Outras foram feitas em âmbito individual (por exemplo, a Abraão, que seria pai de multidões, etc) e se cumprem dentro deste âmbito individual. É errado pegar essas promessas dirigidas a uma pessoa ou grupo particular em um tempo específico e aplicá-las a nós nos dias de hoje em um contexto totalmente diferente. Essa é uma prática pastoral muito comum, mas hermeneuticamente errada. Podemos extrair LIÇÕES com os episódios do AT, mas as promessas que foram dadas a eles ficam com eles, nós temos outras (as da nova aliança) e não devemos misturar as coisas.

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  7. E quanto ao hangout, vai rolar?

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    1. Infelizmente tanto o Bruno como o Elisson tiveram diferentes imprevistos no dia e por isso o hangout foi adiado, mas vai acontecer.

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  8. Olá Lucas.
    Aproveitando o que o tema é político e o blog é cristão eu te pergunto: como ser cristão em meio a uma guerra? Como lidar com a ideia que temos inocentes e irmãos em Cristo sofrendo na Siria? Como levar a mensagem de um Deus que nos ama em meio a tanto sofrimento? Como falar (e viver) de fé, de amor e de esperança na síria hoje?
    obrigado amigo.

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    1. Sobre como o cristão deve agir em meio à guerra, eu sou favorável à guerra desde que por razões bastante justificáveis, mais precisamente quando não ir à guerra traz efeitos piores (inclusive moralmente) do que ir. Expresso um pouco deste pensamento aqui:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/2015/07/a-etica-crista-e-o-mal-menor.html

      Sobre o sofrimento em si, e sua relação com Deus, recomendo estes meus outros artigos sobre o tema:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/11/por-que-deus-permite-o-mal.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/12/por-que-deus-permite-os-tsunamis.html

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/11/os-desastres-naturais-e-fome-na-africa.html

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/2014/07/como-explicar-o-mal.html

      Sobre o sofrimento em uma perspectiva cristã e bíblica, como agir em meio a ele e qual o seu propósito, eu recomendo a leitura de um livro que escrevi sobre isso, "Chamados para crer e sofrer". Pode baixar o pdf aqui:

      https://mega.nz/#!ClZg0TYA!zl0DqDt0Wz9qf6SAltkX22AVqBUWrzY3_GHmEtHNHSw

      Abs!

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  9. Eu sei que não tem nada a ver com o assunto (desculpa!), mas queria saber; qual sua opinião sobre o Pr.Cláudio Duarte?

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    1. Gosto dele, é bacana o método dinâmico que ele usa para prender a atenção do público (enquanto tem outros que fazem a igreja dormir). Mas teologicamente falando, há pastores mais qualificados que ele (o que não é nenhum demérito a ele, já que ninguém tem a obrigação de ser o melhor).

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  10. Lucas, gostaria de um comentário (ou artigo) seu sobre o ataque (e as implicações) do estado islâmico às igrejas coptas no Egito.

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    1. Não tem muito o que comentar sobre isso, é lamentável, mas eles só estão fazendo aquilo que se propõem a fazer como um grupo terrorista jihadista, que já queimou, crucificou e degolou milhares de cristãos até o momento e não vai parar até que alguém tome uma providência. Mas sobre o tema do ISIS como um todo, sua formação e o que ocorre atualmente, é um assunto muito amplo que eu pretendo abordar em artigo futuramente, talvez em breve. Se quiser ver uma análise compatível com a minha (em grande parte), recomendo esse excelente vídeo do Pirula sobre o tema:

      https://www.youtube.com/watch?v=8KFYH2901T0

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  11. A salvação é pela fé, ok? No entanto eu sou condenados pelas obras. Se eu morro assasssinoo, gay, etc... eu entro na lista de 1 Co 6:9 e Apc 21:8 e sou condenados. Nesse caso não seria as minhas obras que estão me salvando. Afinal se eu praticar tais obras eu sou condenado e se eu não praticar eu sou salvo.Como entender isso?

    Se a igreja não é o israel de Deus, pq em Gl 6:16 Paulo diz que é?

    obrigado

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    1. As obras são uma CONSEQUÊNCIA da salvação, e não a CAUSA dela. Ou seja, você faz obras porque é salvo, em vez de ser salvo porque faz obras. Consequentemente, é possível determinar que uma pessoa não é salva porque lhe falta obras, uma vez que se tivesse fé consequentemente teria também as obras que são um fruto da fé. A lógica é simples. Se uma árvore não dá frutos é porque ela está morta. Se um cristão não dá frutos é porque não é salvo. O fruto/obras é o que mostra se tem vida/salvação ou não, mas não é a própria causa da vida/salvação.

      Eu não neguei que a Igreja seja o Israel de Deus, só não sei de que forma que isso significaria que as promessas feitas a Israel na antiga aliança se aplicariam literalmente à Igreja nos dias de hoje. A Igreja é o novo Israel no mero sentido de que quando o Reino foi tirado dos judeus foi dado à Igreja no lugar, e não no sentido de que tenhamos que seguir a lei judaica ou que suas premissas se apliquem a nós nos dias de hoje.

      Abs.

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  12. Tu também e a favor de projetos sociais pros mais necessitados?

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    1. Sim, especialmente para aqueles que não sobreviveriam sem isso, é questão de necessidade básica para famílias que não teriam nada para se sustentar de outra maneira. O que não se pode fazer é generalizar esses projetos sociais aplicando-os a pessoas que não são realmente necessitadas de modo a tornar as pessoas dependentes destes benefícios ao ponto de se acomodarem e não quererem trabalhar, mas não é o caso que se aplica às pessoas mais pobres e miseráveis onde a questão é de vida ou morte. Sem falar que o que o Brasil gasta com esses projetos sociais atualmente é completamente insignificante em comparação com o PIB nacional, com o total de arrecadação anual ou com as grandes fortunas.

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  13. Lucas, você não entendeu nada. A bíblia aprova sim temas como infabilidade papal, intercessão dos santos, salvação pela graça + obras, etc., mas por serem assuntos de difícil compreensão, devem ficar apenas com os acadêmicos e padres. Afinal, são 4 anos de graduação em teologia, 2 de mestrado e 4 de doutorado com os melhores exegetas DO MUNDO para finalmente conseguir-se entender a posição verdadeiramente bíblica sobre esses assuntos. Mas você é um bom garoto, e qualquer dia desses com certeza abraçará a fé católica. Continue estudando com afinco. Abraço.

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    1. Eu não sei se esse comentário é sério ou se foi alguma zueira de alguém. Estou quase certo de que foi zueira, não pode ser sério isso, mas vou responder do mesmo jeito como se fosse sério, até porque sei que de fato existem católicos fanáticos bitolados que realmente pensam assim (pasme!).

      Primeiro: os temas que você citou são de uma facilidade extrema, mais fácil que somar dois com dois ou que tirar doce da boca de uma criança. É justamente por isso, ou seja, JUSTAMENTE POR SER ÓBVIO DEMAIS que essas coisas são antibíblicas, que os papistas precisam mistificar as coisas e colocar um ar de “complexidade” em tudo, para ver se assim conseguem convencer a um ou outro leigo bobão que essa obviedade é apenas “aparente” porque ele “não é capaz” de interpretar e que a interpretação “correta” é dependente de uma liga mágica de intérpretes infalíveis, anciãos de barba branca e um semideus sentado em um trono em Roma. É a mesma coisa que os espíritas fazem para enfiar a doutrina da reencarnação dentro da Bíblia. Os mesmos malabarismos patéticos unidos ao “argumento da complexidade”. Essa é uma característica que une toda seita desesperada que sabe que está contrariando um texto bíblico simples, então pra se safar joga um ar de mistério e complexidade em cima dos textos e se julga a intérprete infalível ou mais confiável dos mesmos (porque uma simples leitura de pessoas comuns já seria o suficiente para FULMINAR esses enganos).

      Segundo: vários padres (como o brasileiro Aníbal Pereira dos Reis) cursaram tudo isso que você disse aí, e no final SE TORNARAM PROTESTANTES.

      Terceiro: todo mundo sabe que nesses lugares os futuros padres aprendem muito pouco de Bíblia. A Bíblia é de longe o livro menos estudado. Estuda-se mais filosofia, Aristóteles, Tomás de Aquino, patrística, Direito Canônico, etc, do que a Bíblia. Como disse o ex-padre Aníbal: “No seminário estudávamos de tudo sobre a Bíblia. Menos a Bíblia”.

      Quarto: os maiores gênios do planeta, como o doutor William Lane Craig, com dois PhD’s nas melhores universidades do mundo, um currículo gigante e uma produção acadêmica infindável, NÃO CREEM em nenhuma dessas doutrinas católicas aí. Na verdade, eles as acham ridículas. E eu nem preciso ir longe: o meu professor-orientador no mestrado tem pós-doutorado na Universidade de Basileia, fala oito idiomas, tem de produção acadêmica e literária mais do que você já leu em toda a vida e tem um volume de livros lidos maior que uma biblioteca. E adivinha: não é católico.

      Quinto: esses doutores católicos que você menciona aí, em suma maioria NÃO creem nesses dogmas católicos, ou pelo menos não creem por causa da Bíblia. Eu já postei há tempos atrás aqui alguns artigos cheios de citações de historiadores e teólogos católicos famosos dizendo que não havia primado do bispo romano nos primeiros séculos, e há muitas outras citações guardadas aqui que eu não citei ainda:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/02/historiadores-e-teologos-catolicos.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/03/historiadores-e-teologos-catolicos.html

      Os teólogos católicos mais sofisticados SABEM que essas doutrinas são antibíblicas e que INEXISTIAM nos primeiros séculos de Igreja, só os leigos bobinhos como você ainda pensam que essas doutrinas são “bíblicas”, porque sofreram forte carga de lavagem cerebral por toda a vida para crerem nisso. Eles creem naquelas doutrinas por pensarem fazer parte da “tradição”, e não por serem bíblicas. Até o famoso cardeal Newman, que não era nada bobo, teve que inventar a tese espúria e ridícula do “desenvolvimento da doutrina” para tentar explicar o porquê que a Igreja crê hoje em coisas que ela não aceitava no passado (nem nos tempos bíblicos, nem em alguma era patrística). Só essa ralé representada por pesos-pesados da apologética católica como Paulo Leitão, Cris Macabeus e Rafael Rodrigues ainda teimam em usar a Bíblia (=distorcê-la) para dar algum “fundamento” a algo absurdo e patentemente antibíblico.

      Estude, pense por si mesmo, deixe de ser manipulado e encontrarás a verdade também. Abs.

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    2. Cada um que aparece, kkkkkkkkkkkkkkk

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  14. Marcos Trinitariano10 de abril de 2017 11:41

    Lucas como vai irmão? sei que o assunto que vou tratar , não tem nada haver com política,apesar que gosto do assunto,mas o que tem me incomodado é com relação aos Cristãos Ortodoxo Coptas ...estive pesquisando e fiquei surpreso que eles não acredita na encarnação de Cristo, é isso mesmo Lucas? já que eles acreditam só na Divindade de Cristo, isso é contra à própia Escrituras Sagradas...como eles podem ser chamados de Cristãos?já que é uma das Igrejas mais antiga do Oriente fundada segundo a tradição Cristã no ano 42d.c, pelo seu fundador Marcos...até que em 451 rompeu definitivamente com Roma ...no qual eu achava que eles aceitavam as mesmas doutrinas Católicas, já que os Católicos Romanos tem um boa relação amigável com os Coptas. Fiquei surpreso por que eles acreditam no Monofisismo, só no Cristo Divino, então lucas como eles podem ser salvos aceitando, ou seja, negando a natureza humana de Cristo, que é uma doutrina que o Apóstolo João combateu os Hereges que negavam a encarnação de Cristo os Coptas tem alguma semelhança com os falsos líderes do qual João repreendeu...explique-me um pouco por que fiquei confuso com a doutrina deles entende irmão?Abs, fica com Deus!

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    1. Olá, Marcos, tudo bem? Negar a humanidade de Cristo é um erro grave; e mais que um erro, uma heresia tão grande que João afirma que quem nega que Jesus tenha vindo em carne é um anticristo. Portanto não é possível considerar cristão quem aceita esse tipo de crença. Todavia, até onde eu sei não são todos os coptas que creem nisso, apenas uma parte, sendo que a maioria é miafisista, que é uma doutrina diferente que não nega a humanidade de Cristo.

      Abs!

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  15. Lucas, tudo bem irmão?rapaz que bagunça virou a denominação do qual eu pertenço e ainda descumpriu a ordem judicial...é uma verdadeira Dinastia a Assembleia de Deus, o Pr. José Wellington pai quase 30 anos no poder e agora de forma desonesta foi eleito o seu filho ...querendo se perpetuar, ainda agradeceu a Deus ...é uma brincadeira, estou envergonhado Lucas.Assembleia parece que tem um "Papa" evangélico...onde iremos parar com essa politicagem...me ajuda aí irmão?é lamentável!triste mesmo.Fica com Deus.

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    1. Olá Elberth, tudo bem? Olha, com toda a sinceridade, eu prefiro não me envolver nesses assuntos internos da Assembleia de Deus. Não apenas por não ser desta igreja e não estar por dentro dos trâmites (o que aumenta consideravelmente as chances de eu cometer uma injustiça na minha análise), mas também por considerar isso um aspecto secundário e não essencial à fé. Eu sou contra o "nepotismo" nas igrejas, mas se esse filho eleito fizer coisas boas, já está de bom tamanho. Também não sei se o outro candidato era pior, não conheço bem as opções para saber se as pessoas que votaram nele tiveram razões boas o suficiente para fazerem isso, ou se foi simplesmente "politicagem" mesmo. Por isso prefiro não ir a fundo nisso, orando para que Deus guie os caminhos da Assembleia de Deus e dos assembleianos a quem estimo muito.

      Abs!

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  16. P**** lucas política?

    Não tinha mais nada pra fazer?

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  17. Lucas, o que você acha das opiniões do Nando Moura a respeito de política?

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    1. Concordo em grande parte, mas tem coisas onde acho ele bastante extremista. Ele é a representação de uma ala mais radical da direita (olavete/bolsonarista) com a qual eu não me identifico, embora concorde com muita coisa que dizem (as que fazem parte dos princípios históricos liberais-conservadores, sem os conspiracionismos adicionais). Explicar isso exigiria um artigo bem longo, o que não pretendo fazer, já que pelo visto tem gente com bastante aversão a ver artigos de política neste blog, então...

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    2. Eu não vejo problema com artigos sobre política, uma vez que estamos vivendo num país cada vez mais atacado por esses laicista, colocando o cristianismo em grande perigo.

      E outra cara, o blog é seu, vc posta o que quiser. Faça os artigos sobre política em um tempo mais livre e poste de forma aleatória. Quem não quiser ler é só não abrir, muito simples.

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    3. Também penso assim, mas infelizmente tem gente que não. Então achei melhor abrir um novo blog só pra postar de vez em quando alguns artigos de política, e deixar esse aqui para assuntos religiosos, exceto se alguma vez for realmente necessário postar aqui também.

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  18. Lucas, o que acha da alegação de que os judeus se apropriaram do território dos palestinos, que eles os agridem, matam e oprimem e pregam que eles são terroristas e criminosos?

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    1. Escrevi sobre este tema aqui:

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/2015/08/minha-opiniao-sobre-guerra-em-israel_7.html

      Abs.

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  19. Lucas o que você acha da escola austriaca de economia ? Você se considera minarquista a é o blog também está aberto para discursoes econômicas ?

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    1. O blog está aberto a discussão de qualquer assunto do mundo (só que dependendo do assunto, eu não vou saber responder xD). Em política eu sou um leigo, mas posso escrever e refletir sobre as coisas com base na minha leiguice, e ir aprendendo e desenvolvendo os pensamentos com o tempo. Eu acho o Estado mínimo da escola austríaca uma ideia boa, um ideal, mas entendo que a melhor ação política depende de cada tempo, época, pessoas e circunstâncias em específico. Ou seja, às vezes se torna necessário agir "contra o manual" em situações extraordinárias, o mundo não é algo "robótico", não é uma água parada, mas um rio em movimento.

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  20. Turma N ? Aquela mesma do " Imposto é roubo ! E que ama a Áustria

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    1. Esses do "imposto é roubo" são os anarcocapitalistas, mas a "turma N" não se limita a eles, tem muito liberal pensando assim também.

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  21. Lucas, suicídio é pecado sem perdão?

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    1. Por alguma razão eu me esqueci de responder esse comentário na época em que foi feito e só fui percebê-lo agora que outra pessoa me enviou outro comentário neste artigo, mas mesmo sendo tarde para isso, vou responder sobre o que penso a respeito disso. Embora considere o suicídio um pecado em função do nosso corpo ser templo do Espírito Santo, não vejo nada na Bíblia afirmando taxativamente que o suicídio é um pecado mortal que faz com que todos os salvos percam a salvação. Se este fosse o caso, creio que teria mais admoestações da parte do apóstolo Paulo e demais escritores bíblicos quanto a isto, uma vez que a prática do suicídio já era comum desde aquela época. Sansão cometeu suicídio, embora a sua atitude tenha sido elogiada pelo narrador do episódio em função do fato de que matou muitos filisteus na mesma ocasião.

      Enfim, não vejo alguma base bíblica forte para sustentar que se alguém comete suicídio já está automaticamente condenado ao inferno, mas obviamente se trata de um pecado que a pessoa terá que prestar contas a Deus no dia do juízo, que executará julgamento de acordo com o seu conhecimento a respeito do indivíduo, das suas condições mentais, pressões emocionais, e diversos outros fatores que podem fugir da compreensão de um ser humano externo como eu e você.

      Abs.

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  22. Lucas, qual a sua opinião sobre o Olavo De Carvalho referente as questões políticas e filosóficas?

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    1. De filosofia não vou comentar porque não sou filósofo e nem sou formado na área. A respeito das visões políticas dele, o problema é misturar muita coisa com religião, com a única finalidade de engrandecer a Igreja Católica e desprestigiar o protestantismo. Por isso a Igreja Católica é vista por ele como o grande “baluarte do conservadorismo” no Brasil e no mundo, enquanto o protestantismo é visto como um movimento “revolucionário” no pior sentido do termo. Ou seja, ele mistura a parte política com um viés religioso que ele tem, visivelmente preconceituoso e antiprotestante, que muito provavelmente nem ele acredita no que diz, mas diz com a missão de converter almas ao catolicismo para “livrar os protestantes do inferno”, como ele próprio já afirmou.

      No que ele diz sem ter qualquer conotação religiosa no meio, eu concordo em grande parte, mas discordo de outras, como por exemplo a ferrenha oposição dele ao MBL e sua preferência na época pela “desobediência civil” por julgar que o impeachment não daria certo (e a única razão pela qual esse país não virou um caos com um banho de sangue é porque ninguém deu ouvidos a ele), e também de certo extremismo que se manifesta na forma de um anticomunismo fanático que vê qualquer um como comunista, mesmo quando não é. Chegou ao ponto de dizer que o general Geisel era um comunista que matava outros comunistas porque queria ser o único comunista no Brasil. Pra mim isso é doença se não for piada. Muitos de seus seguidores partilham a opinião de que “Dória é comunista” (basicamente, qualquer um que não seja “Bolsonaro 2018”, é automaticamente um “comunista”).

      Enfim, é uma forma de extremismo político que não suporto, porque não tem em mente a realidade do cenário político, mas sim o que vai “chocar” mais para chamar a atenção do maior número de pessoas a fim de ganhar mais seguidores. É triste dizer isso, porque alguém como ele teria toda a capacidade do mundo para ser um articulista sério e competente, inteligente do jeito que é, mas infelizmente ele usa essa inteligência dele para o mal (em grande parte das vezes), se usando de verdades políticas apenas como uma estratégia para conseguir cativar mentes e depois induzi-las ao catolicismo e ao extremismo ideológico.

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