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Os Pais da Igreja e a transubstanciação - Parte 1

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Em meu  último artigo  sobre a eucaristia (Ceia do Senhor), eu abordei o aspecto bíblico de evidente simbolismo presente na afirmação de Cristo, de que  “isto [o pão] é o meu corpo... e isto [o vinho] é o meu sangue”  (Mc.14:22,24). Já neste presente artigo, irei analisar o que os Pais da Igreja primitiva tinham a nos dizer a este respeito, em dois artigos, dos quais este é o primeiro. É comum vermos os católicos citando Inácio, Justino, Agostinho e outros a favor da “transubstanciação”, mas o que eles disseram foi somente aquilo que o próprio Cristo disse: que o pão era o seu corpo e o vinho era o seu sangue, da mesma forma que disse que era a videira verdadeira, a porta, o caminho, a luz, etc. Nada que indique ou implique em qualquer sinal de literalidade ou materialismo nas declarações. Os Pais da Igreja, portanto, por vezes repetiam as mesmas verdades que Cristo ensinou, mas da mesma forma não criam na literalidade das afirmações, mas sim que eram declarações sim...

Os Pais da Igreja e a transubstanciação - Parte 2

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Esta é a segunda parte do estudo sobre os Pais da Igreja e a transubstanciação (a primeira parte você pode conferir  clicando aqui ). Irei continuar com mais citações dos Pais da Igreja sobre o tema. Já vimos citações claras e evidentes de que Agostinho, Virgílio, Crisóstomo, Teodoreto, Tertuliano, Inácio e até mesmo o papa Gregório I negavam a transubstanciação.    Iremos conferir, a partir de agora, mais evidências contundentes de que outros Pais da Igreja também negavam a tese da transubstanciação (canibalismo), e criam que as declarações de Cristo a respeito de que o pão era o seu corpo estavam em um sentido típico e simbólico. Foi exatamente assim que Orígenes de Alexandria (185 – 253) definiu a Ceia do Senhor:   “Não é a matéria do pão,   mas a palavra dita sobre ele, ao que ajuda ao que não o come indignamente. Tudo acerca do corpo é típico e simbólico ”  (Comentário sobre Mateus 15.10-20)   “E estas coisas certamente são ditas do corpo  tí...

João 6 e a transubstanciação - Parte 1

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Já dediquei até aqui vários artigos sobre a doutrina católica da transubstanciação dos elementos da Ceia, como fiz em  “Os horrores da transubstanciação”  (analisando alguns argumentos lógicos e Escriturísticos) e nos dois artigos sobre  “Os Pais da Igreja e a transubstanciação”  ( parte 1  e  parte 2 ), onde eu provo que tal doutrina não existia no tempo dos Pais da Igreja, mas é uma invenção papal de séculos posteriores. Aqui, porém, me dedicarei exclusivamente para tratar do capítulo bíblico constantemente mais utilizado pelos católicos – o de João 6 – e as suas alegações infundamentadas de que a diferença entre  “ efagon ” e “ trogô ”  seria uma base sólida que favoreceria a interpretação material e literal de que Cristo queria realmente que comessem a sua carne e bebessem o seu sangue. Tal como ocorre com todos os outros dogmas e doutrinas de Roma, com este também não poderia ser diferente: eles absurdamente tiram essa passagem de seu devido ...