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Perguntas de um protestante curioso sobre a tradição oral romanista

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O leitor que costuma acompanhar este blog sabe que eu não sou do tipo que costuma lançar “desafios” ou “perguntas que ninguém responde”, armar “armadilhas” ou coisa do tipo. Na verdade, o único artigo que fiz em forma de perguntas/desafios que eu me lembre agora é este sobre Pedro , que é um dos mais antigos do blog. A razão pela qual eu escrevo este artigo em forma de perguntas não é para “desafiar” ninguém, mas apenas porque eu realmente tenho a curiosidade de saber como os romanistas respondem a estas questões, que não são nunca abordadas pela apologética católica. Portanto, as perguntas aqui são diretamente dirigidas aos apologistas católicos por questão de curiosidade pessoal, e eu gostaria muito que me respondessem mesmo. Vamos a elas!

O terceiro João é a chave para se entender o quarto evangelho

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Muito se fala no terceiro Tiago, já comprovado biblicamente aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui , aqui e em mais uns duzentos artigos até hoje irrefutáveis. Mas pouco se fala em um outro personagem quase tão importante quanto: o terceiro João. Todos conhecem os dois Joãos mais famosos, o filho de Zebedeu (a quem é falsamente atribuída a autoria do quarto evangelho ) e o João Batista. Mas poucos sabem que existiu ainda um terceiro João, o presbítero. E não, essa não é uma tese nova ou recente: remete desde ao primeiro século , quando Papias (70-163) claramente fala em dois Joãos diferentes entre os cristãos (sem se referir a João Batista como sendo um deles, porque o mesmo já havia morrido muito antes). Os fragmentos de Papias foram preservados por Eusébio de Cesareia (263-339) em sua História Eclesiástica e podem ser conferidos integralmente aqui .

Refutando objeções ao terceiro Tiago (Parte Final)

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Este artigo é uma continuação e conclusão dos outros dois artigos abordando o fato de João não ser o autor do quarto evangelho e de Tiago ser o discípulo amado. Caso você tenha caído de paraquedas e não tenha acompanhado nada dessa discussão, é indispensável a leitura dos dois artigos para compreender este.

O discípulo amado, finalmente desvendado! (Parte 2)

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Antes de mais nada, cabe destacar que este artigo é uma continuação ao artigo anterior, que prova que João não pode ter sido o autor do quarto evangelho. Portanto, neste presente artigo eu não irei refutar a autoria joanina (que já foi refutada no artigo passado), mas sim mostrar evidências do provável discípulo amado, uma vez que não é João. Por isso, caso você não tenha lido o artigo anterior, é fundamentalmente importante lê-lo integralmente para poder entender este aqui.

A tradição e as tradições. Devemos confiar nelas?

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No artigo mais recente, onde mostro as provas de que João não é o autor do quarto evangelho , o que derruba mais uma lenda da tradição, um leitor me perguntou algo importante: pra que serve a tradição? Eu dei uma resposta resumida, mas decidi escrever este artigo para aprofundar melhor a questão. O primeiro e mais importante de tudo é definir o que é a “tradição”. Apologistas católicos vivem falando da tradição e a exaltando, até mesmo a usando em debates, mas nenhum deles é capaz de dizer o que ela significa realmente, e muito menos delimitar toda a extensão da tradição, isto é, colocar numa folha de papel exatamente todas as doutrinas que são fruto da tradição, quais vieram da Bíblia e quais foram criadas pelo magistério (as três autoridades dos católicos).

Não, João não escreveu o quarto evangelho

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(O artigo em questão é todo ele pensado e idealizado por Alon Franco , já conhecido por quem segue este blog há algum tempo, e a mim coube apenas redigir o texto com a minha forma argumentativa e desenvolver os argumentos com base nas pesquisas dele) Por muito tempo, desde o final do século II até o tempo presente, tem-se crido piamente que João é o autor do quarto evangelho, de acordo com a tradição que o aponta como o autor do livro. Muitos, sem qualquer senso crítico ou pesquisa prévia, tomam isso como verdade absoluta pelo simples fato de terem sido ensinados assim a vida inteira, ainda que sem qualquer base objetiva que fundamente essa visão. Neste artigo mostrarei que não apenas a Bíblia se silencia em relação a João ser o autor do quarto evangelho (o que já é conhecido por todos), mas principalmente que ela nos passa indícios objetivos de que João não pode ter sido o autor. A primeira observação que nos leva a isso vem do fato de o discípulo amado, que se declara co...

O que Paulo pregava quando Êutico morreu?

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Atos 20:7-9 nos conta a história de um jovem que morreu enquanto Paulo estava pregando. O texto em questão diz: “E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite. E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos. E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto” (Atos 20:7-9) O que geralmente é pregado em cima deste relato é que Paulo posteriormente o ressuscitou. Um dos meus professores do mestrado, no entanto, fez uma pergunta incisiva para a turma: “Vocês lembram o que Paulo pregava quando Êutico morreu?” . A maioria dos alunos tentou voltar ao texto bíblico para ver se tinha ali algum registro, e outros (como eu) ficaram simplesmente esperando o circo pegar fogo. Por fim, ninguém “lembrou” o que P...