26 de março de 2013

Nós estamos no fim dos tempos - Parte 1



O presente estudo será dividido em várias partes, pois será feito de forma aprofundada sobre o tema do fim dos tempos à luz da Palavra de Deus e dos últimos acontecimentos que tem acontecido, o que, creio eu, lançam ainda mais luz aos textos bíblicos.

-Qual é a necessidade de se falar sobre o fim dos tempos?

Alguns não dão tanta importância aos assuntos escatológicos e ao fim dos tempos, dizem que basta se preocupar com a própria vida com Deus e “deixarem as coisas acontecerem” como devem acontecer. Porém, se Deus não quisesse que nos preocupássemos com o tempo do fim e com os temas escatológicos, Jesus não teria passado tanto tempo pregando sobre o fim dos tempos (Mt.24; Lc.21; Mc.13), e Deus não teria dado uma revelação tão extensa sobre os últimos acontecimentos como fez, revelando ao apóstolo João diversos detalhes daquilo que está por acontecer.

Um terço da Bíblia é pura profecia, e isso no mínimo indica que o Senhor quer, sim, que as estudemos verdadeiramente e nos preparemos devidamente para quando este tempo chegar. Senão, teríamos um livro inútil na Bíblia para a leitura dos cristãos (Apocalipse), além de diversas mensagens bíblicas sem relevância, uma vez sendo que muitas epístolas tratam quase exclusivamente sobre assuntos escatológicos para a Igreja (os tessalonicenses que o digam!). O próprio Senhor Jesus repreendeu a apatia daqueles que, tendo todos os sinais à sua volta, não davam importância a eles:

“Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?” (Mateus 16:2-3)

Aquele era o tempo da primeira vinda do Messias, e ela havia sido predita por todos os profetas no Antigo Testamento, exatamente com a finalidade de oferecer todos os sinais possíveis para que aquele povo do século I identificasse que o Cristo prometido estava entre eles. Mas eles não identificavam os sinais, não davam importância, e por isso rejeitaram o Salvador. Da mesma forma que Ele deu sinais de Sua primeira Vinda, ele também deu diversos sinais da Sua segunda Vinda, da Volta de Jesus.

E, assim como desejava que as pessoas do primeiro século estudassem as profecias e identificassem os sinais, ele também deseja aqueles que vivenciariam o fim dos tempos identificassem os sinais que apontam que o Mestre está voltando. É tarefa e dever de todo cristão estudar os sinais e as profecias, e não de ficar apático em frente a tudo o que está acontecendo. Tendo isso em mente, o presente artigo visará exatamente:

Mostrar os sinais
Identificar os sinais
Revelar as profecias
Preparar o povo para o tempo do fim

Antes de tudo, é necessário dizer: este estudo não terá por finalidade dizer “quando Jesus irá voltar” ou em “que dia”, pois o dia e a hora somente Deus sabe (Mt.25:13). Cristo passou muito tempo nos dando os sinais a serem identificados acerca do tempo do fim, isto é, dos sete anos da grande tribulação e sobre a iminência dela, mas o dia e hora exata apenas o Pai sabe: “mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Mc.13:32).

Jesus passou o capítulo inteiro dando sinais de quando será o tempo do fim, para que soubéssemos quando ele está chegando, mas foi diligente em declarar que o dia exato nunca ninguém da terra saberá. É por essa razão que todos aqueles que até hoje já ousaram marcar datas para o dia da volta de Jesus ou do fim do mundo se lascaram (os maias inclusos!). É certo também que desde os tempos dos apóstolos eles pensavam estar vivendo os últimos dias (At.2:17). Grandes nomes proeminentes na Igreja Cristã também pensavam estar vivendo o fim dos tempos em sua época, tais como Tertuliano (que inclusive se uniu aos montanistas que tinham essa visão), santo Agostinho e Martinho Lutero (que pensava que o papa de sua época era o anticristo).

Portanto, errar os tempos também não é algo nada fora do normal. Mesmo assim, é bom salientar: em termos genéricos, o Novo Testamento afirma estarmos vivendo os “últimos tempos/últimos dias” desde aquela época (Séc.I), pois a primeira vinda de Cristo representou um marco na história da humanidade até ali – é como se antes de Cristo fosse o “primeiro tempo” e depois de Cristo fosse o “segundo tempo” de um jogo, e, por isso, estamos no “tempo final”, ou no “fim dos tempos”, desde quando Jesus veio pela sua primeira vez, pois a partir dali a Sua segunda vinda seria “iminente”, isto é, poderia acontecer a qualquer momento.

Mas em termos específicos, os próprios escritores do Novo Testamento deixam claro que não estavam vivendo o fim dos tempos já em seus dias, mas lançam o fim dos tempos como algo distante, no futuro. Vejamos algumas citações onde isso ocorre:

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos...” (2ª Timóteo 3:1-2)

Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências” (2ª Pedro 3:3)

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças” (1ª Timóteo 4:1-3)

Nestas e em outras ocasiões semelhantes vemos os apóstolos colocando os “últimos tempos” ou “últimos dias” como sendo algo futuro, e não como algo presente. Ao colocarem os verbos no futuro (“nos últimos dias sobrevirão... nos últimos dias virão... nos últimos tempos apostatarão...”) eles mostram que o tempo do fim não era o tempo que eles estavam vivendo, mas seria presenciado por alguma geração futura. O próprio Cristo, que muitas vezes deixou claro a iminência de Sua segunda vinda em razão dos motivos já apresentados acima, também transclareceu que a Sua vinda “demoraria a chegar” e que chegaria “depois de muito tempo”:

“O Reino dos céus, pois, será semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. Cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes. As insensatas pegaram suas candeias, mas não levaram óleo consigo. As prudentes, porém, levaram óleo em vasilhas juntamente com suas candeias. O noivo demorou a chegar, e todas ficaram com sono e adormeceram” (Mateus 25:1-5)

“E também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem. O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco. Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois. Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles” (Mateus 25:14-19)

Em outras palavras, crer que os apóstolos e o próprio Cristo achavam que a Sua volta se daria ainda em sua geração e que foram enganados pelo tempo (que é uma afirmação de diversos ateus) é falsa, tanto quanto a declaração dos preteristas de que a volta de Jesus seria mesmo naquela geração e se daria em 70 d.C, tendo por base uma interpretação equivocada de Mateus 24:34 (cuja análise correta do texto você pode conferir aqui, aqui e aqui).

Sabemos, portanto, que o fim dos tempos não seria naquela mesma geração apostólica, mas em algum tempo distante, ainda que iminente. O “segundo tempo” já havia começado e poderia ter um fim a qualquer momento, momento este que só Deus sabe, e que Jesus revelou em sinais de quando ele estaria próximo. A pergunta que fica é: estamos mesmo vivenciando o fim dos tempos? É sobre isso que analisaremos a partir de agora.


10 SINAIS MARCANTES QUE PROVAM QUE ESTAMOS NO FIM DOS TEMPOS

Sinal 1: Falsos cristos

“Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (Mateus 24:5)

Fato 1:

-Nunca houve em toda a história tantas pessoas saindo por aí se dizendo ser Jesus Cristo como está havendo nestes tempos (você pode conferir alguns deles aqui, aqui e aqui).

Sinal 2: Guerras e rumores de guerras

“Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim” (Mateus 24:6)

Fato 2:

-Nunca houve tantas pessoas mobilizadas à guerra na história; a Segunda Guerra Mundial sozinha contou com mais de 100 milhões de soldados, número próximo do contingente de soldados na grande tribulação, que será de 200 milhões (ver Apocalipse 9:16), nunca chegamos tão próximos da cifra presente no Apocalipse! O número de mortos também impressiona: 73 milhões, aproximadamente – o maior da história já registrado. Para ter uma dimensão, a segunda guerra que mais matou gente na história foi a Rebelião de An Lushuan, na China, que em 755 d.C matou 33 milhões de pessoas.

Ou seja, a recente Segunda Guerra Mundial matou mais do dobro de pessoas em relação à segunda maior já registrada na história. Além disso, o mundo realmente vive “rumores de guerras”, com instabilidade no Oriente Médio, na faixa de Gaza, nos Estados Unidos, entre as Coreias, entre China e Tibete, entre diversas etnias diferentes da África que constantemente lutam entre si mesmos; nunca houve tantos “rumores de guerras” em toda a história – a própria Guerra Fria foi um grande exemplo de um “rumor de guerra”.

Sinal 3: Fome

“Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mateus 24:7)

Fato 3:

-Nunca a fome assolou tantas pessoas na humanidade. Os números são chocantes: quase 870 milhões de pessoas passam fome no mundo, segundo a FAO (confira aqui).

Sinal 4: Terremotos

“Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mateus 24:7)

Fato 4:

-Estima-se que ocorrem a cada ano mais de 500 mil terremotos em todo o mundo, havendo até quem fale em mais de 1 milhão. Este número assustador e jamais registrado em toda a história da humanidade está impressionando os cientistas, que não tem como explicar o que estaria causando essa mudança no globo, confira:





Sinal 5: Perseguição aos cristãos

“Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa” (Mateus 24:9)

Fato 5:

-Nunca houve tanta perseguição aos cristãos em toda a história do Cristianismo como ocorre nos dias de hoje. Um cristão é assassinado no mundo a cada cinco minutos, e são mais de 200 milhões de cristãos perseguidos atualmente em todas as partes do mundo:





Sinal 6: Evangelho pregado no mundo todo

“E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14)

Fato 6:

-Nunca o evangelho foi tão difundido em ritmo tão rápido quando está sendo feito hoje. Além de milhões de missionários que se dirigem às mais diferentes partes do mundo, contamos hoje com a tecnologia que contribui no gigantesco avanço da mensagem do evangelho a todas as nações. Só a rede social do Facebook, sozinha, já contabiliza o impressionante número de 1 bilhão de usuários ativos em todas as partes do globo terrestre. Isso significa que ouvir falar de Jesus, nos dias, de hoje, já não é algo tão difícil como era antigamente.

O impressionante avanço da tecnologia de uma hora pra outra tem feito com que cada vez mais pessoas tenham acesso à comunicação externa, a televisão, a internet e a outros meios de comunicação, podendo, assim, ouvir a mensagem do evangelho, ler e refletir sobre Jesus Cristo. Nos dias atuais, dificilmente alguém poderá alegar que “nunca ouviu falar sobre Jesus Cristo”. Pode, sim, não ter aceito a mensagem do evangelho – e, diga-se de passagem, nunca a Bíblia atesta que o mundo inteiro vai se converter, somente afirma que todos irão ouvir falar de Cristo, ou seja, que o evangelho será levado a todos.

Durante milênios muitos ficaram sem ouvir as boas novas com toda a repressão de diversos países não-cristãos e com toda a perseguição imposta por estes países contra os missionários lá enviados, não podendo, assim, que muitos ouvissem falar sobre Cristo. Este quadro muda radicalmente em nossos dias, quando, ainda que a perseguição a missionários esteja mais rígida que nunca, contudo a mensagem do evangelho não deixa de ser pregada, muito pelo contrário: avança e avança cada vez mais rapidamente com o súbito surgimento da tecnologia moderna e dos meios de comunicação que servem de ponte entre a mensagem evangélica e os povos não alcançados. Portanto, hoje sim, mais do que nunca, o evangelho está sendo ouvido pelo mundo inteiro.

Sinal 7: Um terço das florestas destruídas

“O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e granizo e fogo misturado com sangue foram lançados sobre a terra. Foi queimado um terço da terra, um terço das árvores e toda a planta verde” (Apocalipse 8:7)

Fato 7:

-O desmatamento global acelerou drasticamente a partir de 1952. Estimativas mostram que metade das florestas tropicais do planeta, entre 7,5 milhões e 8 milhões de km2 do original de 15 a 16 milhões de km2 que até 1947 ocupava as terras do nosso planeta, já foram desmatadas (confira os números aqui).

Sinal 8: Um terço das águas poluídas

“O segundo anjo tocou a sua trombeta, e algo como um grande monte em chamas foi lançado ao mar. Um terço do mar transformou-se em sangue” (Apocalipse 8:8)

Fato 8:

-Mais de um terço das águas dos mares já está contaminada e a estimativa é de que até 2025 mais da metade da população mundial sofra com a falta de água potável (confira os dados aqui).

Sinal 9: Ressurgimento de Israel como nação

“Irmãos, não quero que ignorem este mistério, para que não se tornem presunçosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados’" (Romanos 11:25-27)

Fato 9:

-Apocalipse descreve Israel como nação, com um templo em Jerusalém. O Antigo e o Novo Testamento repetidas vezes narraram um ressurgimento de Israel como nação no fim dos tempos. Sobre isso Ron Rohdes afirmou:

«A chave fundamental das profecias acerca do final dos tempos é realmente Israel se tornando uma nação, com os judeus voltando para a terra santa. É curioso que durante 18 séculos muitos especialistas em profecias bíblicas escreveram sobre o renascimento eventual da nação de Israel, e todos diziam: “Acho que isso nunca vai acontecer. A possibilidade é muito pequena”. Mas depois de 1948 (data de criação do Estado de Israel), um a um apareceu dizendo: “Uau, isso realmente aconteceu!”.

Foi um incrível desdobramento de eventos e eu acho que esse acontecimento prepara o palco para todo o resto. Se isso não tivesse acontecido, nós teríamos problemas com outros aspectos das profecias, porque este é um grande marco para outros aspectos. Mas, além disso, temos outras coisas relacionadas, como, por exemplo, o movimento para reconstruir o Templo de Jerusalém em um período de poucos dias. Há planos em andamento, com dinheiro sendo levantado, reuniões sendo realizadas, produção de peça (do Templo), pessoas trabalhando e interagindo com o povo judeu, dando-lhes o sonho de sua visão, etc»

Sinal 10: Multiplicação do conhecimento

E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará (Daniel 12:4)

Fato 10:

-De todos os sinais previstos, esse certamente é um dos mais chocantes. Mais do que nunca, o conhecimento se multiplica sobre a terra de forma acelerada. Graças à globalização e a tecnologia moderna, aquilo que acontece hoje em uma parte do mundo rapidamente é notícia no outro lado do globo terrestre. Com o surgimento da comunicação midiática, da imprensa, jornais, rádio, televisão, celular, internet e outros, as fontes de informação se multiplicaram. Segundo Castelano, “a mensagem está mais diluída ao maior número de fontes de informação para os leitores, espectadores e ouvintes”.

Com a difusão de blogs, sites de relacionamento, celulares e câmeras de vídeo, divulgar notícia não é nem mais exclusividade dos meios de comunicação. Qualquer pessoa pode ser produtor de conteúdo. No atentado de um aluno contra colegas, que redundou na morte de 32 pessoas, na Universidade Virginia Tech, nos EUA, em 2007, a notícia foi divulgada por e-mail, torpedos dos celulares e sites de relacionamento, antes da própria cobertura da mídia. Yves Mamou resumiu isso da seguinte maneira:

“A diferença entre o momento em que o acontecimento se produz e o de quando ele é difundido tende a se anular” (Yves Mamou, 1992, p. 13)

Hoje sim, mais do que em qualquer outra era na humanidade, podemos dizer que “o conhecimento se multiplicou”. O homem pisou na lua, um robô criado pela NASA pisou em Marte, temos satélites espalhados pela Galáxia, uma infinidade de notícias, portais e meios de comunicação de massa, qualquer coisa que aconteça no mundo vira notícia, chegamos a lugares onde jamais antes o homem sonhou em conhecer... enfim, vemos o conhecimento e a busca por ele se multiplicando cada vez mais, como nunca antes. Nas últimas décadas os avanços científicos cumpriram milimetricamente aquilo que já estava previsto pela Bíblia há mais de dois mil anos!


Conclusão

Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso que olhe para este quadro facilmente constatará que todas as profecias bíblicas, de Daniel a Jesus, falavam exatamente dos tempos que estamos vivendo hoje. Em nenhuma outra época na história da humanidade todas as profecias foram cumpridas com tamanha exatidão. Estes dez sinais ressaltados aqui – além de muitos outros que também poderíamos explanar – não são frutos de mera coincidência, mas é mais uma vez as profecias bíblicas se tornando realidade, os sinais dos tempos se cumprindo.

Hoje, mais do que nunca, podemos discernir os sinais dos tempos e identificar que fazemos parte, com toda a probabilidade, da geração que verá a volta de Jesus. Tendo este fato em mente, nos próximos capítulos iremos analisar os acontecimentos recentes à luz de outras profecias e do livro do Apocalipse, que ligação que tudo isso tem com o novo papa, como que todos estes acontecimentos já estavam há muito tempo marcados para acontecer, e o que devemos esperar que irá acontecer daqui pra frente.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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9 de março de 2013

Atenção: um novo papa vem aí!



O [ex] papa Bento XVI deixou de ser infalível em 28 de Fevereiro de 2013 para se tornar um homem mortal. Para o seu lugar, estão sendo cogitados os mais diversos nomes, inclusive de cardeais da América (um brasileiro, inclusive) e há também a expectativa de um “papa negro” (falavam essas mesmas coisas sobre o papa anterior, e sobre o outro, e o outro também...). Diante disso, algumas perguntas devem ser feitas, como, por exemplo:

Porque absolutamente nunca um papa negro assumiu a “Cátedra de São Pedro”? Se é realmente o Espírito Santo quem dirige a Igreja Romana na escolha de um novo papa, porque nunca o Espírito Santo encontrou sequer um único bispo negro que fosse suficientemente capaz de assumir o “trono de Pedro”? Isso não pode ser mera fatalidade ou acaso: foram, pelas contas católicas, 265 papas que já reinaram em Roma, e nenhum (repito: nenhum!) sequer que fosse negro? Por que o Espírito Santo escolheu 265 papas brancos, mas nem um único negro, se a Bíblia diz que Ele não faz acepção de pessoas (Rm.2:11; At.10:34; Cl.3:25; Ef.6:9; 1Pe.1:17)? Será que não houve em toda a história da era Cristã um único negro que fosse apto para assumir a liderança da Igreja Romana, mas em contrapartida houve 265 brancos capazes?

A verdade é óbvia: não é o Espírito Santo quem dirige e inspira a escolha de um novo papa, mas sim as escolhas pessoais – e muitas vezes movidas pelo orgulho, preconceito, arrogância, ódio e outras características humanas – de simples cardeais falíveis e sem direção divina alguma, os quais não admitem negros como autoridade máxima na Igreja de Roma, pois isso iria ferir o orgulho de muitos deles. Por isso, o papa tem que ser um daqueles já produzidos em fábrica: branquinho, europeu e homem. Escolher uma mulher, um não-europeu ou um negro então... é um “escândalo”, jamais!

Tentando solucionar este dilema, alguns blogueiros católicos (daqueles já conhecidos por serem os mais sem crédito, desprestigiosos e sem moral que existem), criaram (isso mesmo: criaram!) um “papa negro” que teria assumido o trono de Roma há alguns séculos. Na verdade, o que eles fizeram foi pegar um papa que realmente existiu (mais um daqueles produzidos em série pelo poder político – branquinho, europeu e homem) e inventaram que ele era negro, e não branco. Literalmente “pintaram” ele. Quem inventou este embuste foi (como já era de se esperar) o mesmo Fakenando Nascimento (que já foi desmascarado aqui e aqui), e disse que “o papa Pio IX (1846) foi um papa negro em pleno período da escravatura”.

Só poderia se tratar mesmo de mais uma das piadas infames deste já conhecido pimpolho. Mas, para a nossa sorte, existem várias figuras da época produzidas sobre este homem, vejam só o quão negro que ele era:

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Beato Pio IX

Puxa vida, é de se impressionar realmente o quão nitidamente ele não era branco! Sensacional! Mais uma informação que mostra a tamanha credibilidade deste blogueiro de meia tigela!

Também impressiona o tão pequeno número de papas não-europeus ao longo da história. De 265, apenas 9 deles não nasceram na Europa (10, se contássemos a lenda do papa Pedro)! Isso significa que apenas 1 entre 30 papas não eram europeus! Como se isso não bastasse, nos últimos 1300 anos não houve um único papa não-europeu. E mais: nunca, em toda a história, houve um papa das Américas! Ora, a Bíblia nos diz claramente que Deus de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo”(At.10:35).

Se Deus aceita de todas as nações, por que em cinco séculos não houve um único que Ele tenha aceito nas Américas? Por que, nos últimos 1300 anos, Ele não aceitou um único não-europeu? Por que essa quantidade insignificante de papas não-europeus ao longo de toda a história? Seria porque somente os europeus sejam os mais capacitados e inteligentes para assumir o cargo? Novamente, a verdade vem à tona: a escolha de um papa é sempre uma escolha de ordem política, e não espiritual.

Por isso, quase sempre o papa não é alguém de fora da Europa ou um negro, por exemplo. Até mesmo os Estados Unidos, um dos países mais racistas do mundo, já tem um Presidente negro, superando a parte racista do eleitorado. Mas a Igreja Católica, que diz ser a Igreja do próprio Cristo na terra e que tem sua eleição inspirada pelo próprio Espírito Santo e não pelos homens, em muito mais tempo na história e com muito mais nomes eleitos, jamais teve sequer um único!

A equipe de futebol do Zenit (um time da primeira divisão do futebol russo) recentemente foi massacrada pela mídia por causa da declaração polêmica de um de seus diretores, que afirmou que o fato de a equipe nunca ter tido negros em seu elenco é “uma tradição do clube”. Isso, dito por uma instituição falível e totalmente humana, foi tido como racista, nojenta e totalmente intolerável – como é, de fato. Mas quando uma instituição que se diz divina, santa e infalível se utiliza dos mesmos critérios da tradição para nunca ter tido um papa negro e de rarissimamente ter tido um papa não-europeu, parece que os próprios católicos cegam seus próprios olhos para não perceberem a realidade preconceituosa e puramente política que move essa instituição religiosa há tantos séculos.


Conclusão

A eleição de um novo papa é, assim como todo e qualquer governo humano, puramente política, e não uma ação ou inspiração governada por Deus ou pelo Espírito Santo, o que explica o fato de que, ao longo dos séculos, têm sido muito mais exclusivista e intolerante do que qualquer outra organização humana. Pode ser que a partir da semana que vem um papa negro ou não-europeu seja eleito? Por mais difícil e improvável que seja, sim, pode – mas para isso ele precisará fazer cair mais de um raio por dia na Basílica de São Pedro[1].

E, ainda assim, isso de modo nenhum mudaria a esmagadora maioria que prevalece ao longo de toda a história – os dados e os fatos permaneceriam os mesmos: esmagadora maioria de europeus e brancos. Se a eleição de um novo papa fosse dirigida pelo Espírito Santo, não seria tão difícil ou praticamente impossível um papa não-europeu assumir o papado, pois Deus não faz qualquer acepção de pessoas e aceita todos de todas as nações.

Se a eleição de um novo papa fosse dirigida pelo Espírito Santo, não seria literalmente impossível que um negro assumisse a cátedra romana; ao contrário, como brancos e negros são igualmente capazes, o provável seria vermos muitas alternâncias entre papas negros e brancos ao longo dos séculos, assim como europeus e não-europeus, africanos, asiáticos, brasileiros, estadunidenses, e por aí vai. Mas numa eleição nada a mais que política e movida pelo orgulho e pretensões humanas, esperar a eleição de um papa da nação mais católica do mundo ou um que represente 28% da população mundial é simplesmente esperar sentado.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)



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