28 de junho de 2017

O dia em que o papa se aliou aos muçulmanos para combater um rei católico fanático

(Fonte: BLEYE, Pedro Aguado. Manual de Historia de España, Tomo II: Reyes católicos – Casa de Austria (1474 – 1700). 7ª ed. Madrid: ESPASA-CALPE, S. A., 1954)

Se você for um romanista moderno, talvez pense que o papado sempre foi aquela instituição espiritual, santa e piedosa, que não se envolvia em assuntos terrenos senão no que dizia respeito ao Reino dos céus; afinal de contas, o papa diz ser o representante máximo daquele que disse que seu Reino não era deste mundo (Jo 18:36). Por outro lado, se você for um romanista tradicionalista (ou tridentino), já terá descartado essa balela de “Reino dos céus” e aceitado que o papa também tinha amplos poderes temporais e que podia mobilizar exércitos para seus próprios fins; todavia, estará propenso a aceitar que estes fins são apenas os mais nobres para o bem da religião (a sua, é claro), como por exemplo nas Cruzadas.

23 de junho de 2017

O terceiro João é a chave para se entender o quarto evangelho


Muito se fala no terceiro Tiago, já comprovado biblicamente aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e em mais uns duzentos artigos até hoje irrefutáveis. Mas pouco se fala em um outro personagem quase tão importante quanto: o terceiro João. Todos conhecem os dois Joãos mais famosos, o filho de Zebedeu (a quem é falsamente atribuída a autoria do quarto evangelho) e o João Batista. Mas poucos sabem que existiu ainda um terceiro João, o presbítero. E não, essa não é uma tese nova ou recente: remete desde ao primeiro século, quando Papias (70-163) claramente fala em dois Joãos diferentes entre os cristãos (sem se referir a João Batista como sendo um deles, porque o mesmo já havia morrido muito antes). Os fragmentos de Papias foram preservados por Eusébio de Cesareia (263-339) em sua História Eclesiástica e podem ser conferidos integralmente aqui.

15 de junho de 2017

10 de junho de 2017

Refutando objeções ao terceiro Tiago (Parte Final)


Este artigo é uma continuação e conclusão dos outros dois artigos abordando o fato de João não ser o autor do quarto evangelho e de Tiago ser o discípulo amado. Caso você tenha caído de paraquedas e não tenha acompanhado nada dessa discussão, é indispensável a leitura dos dois artigos para compreender este.

8 de junho de 2017

Mais uma da fábrica de mentiras da apologética católica: Henrique VIII era protestante?


Decidi tirar essas semanas apenas para desmascarar as fraudes da apologética católica no campo histórico, já que no campo bíblico chega a ser covardia e até já perdeu a graça. Mas são tantas mentiras grosseiras pra desmascarar, que sinto que meu objetivo só irá se consumar em anos ou décadas – se tiver sorte. Estive relendo o que os principais sites de apologética católica escreveram sobre a Reforma e, com o conhecimento histórico mais profundo que tenho hoje em relação ao que tinha antes, me assustei de verdade com a quantidade gigantesca e assombrosa de mitos, mentiras e distorções grotescas dos mais variados tipos. O nível da coisa é simplesmente surreal. E olha que para alguém que lida com catolicismo há tantos anos como eu, e ainda me assustar com alguma coisa neste meio, é porque a coisa é feia mesmo.

1 de junho de 2017

O discípulo amado, finalmente desvendado! (Parte 2)


Antes de mais nada, cabe destacar que este artigo é uma continuação ao artigo anterior, que prova que João não pode ter sido o autor do quarto evangelho. Portanto, neste presente artigo eu não irei refutar a autoria joanina (que já foi refutada no artigo passado), mas sim mostrar evidências do provável discípulo amado, uma vez que não é João. Por isso, caso você não tenha lido o artigo anterior, é fundamentalmente importante lê-lo integralmente para poder entender este aqui.

28 de maio de 2017

"Todos de sua casa foram batizados" prova o batismo infantil?


Respeito os pedobatistas, afinal, essa era a posição padrão dos reformadores numa época de influência romanista muito forte e continua sendo a crença de uma minoria de protestantes na atualidade. Mas isso não implica em deixar passar um argumento falacioso que tem sido o mais recorrido por aqueles que tentam provar o batismo infantil na Bíblia. Trata-se da inversão do ônus da prova, o que eu já expliquei quando escrevi um artigo sobre a Sola Scriptura e a tradição oral (veja aqui), mostrando como os romanistas invertem o ônus da prova ao exigir que o protestante prove a Sola Scriptura ao invés de ser ele a provar a autenticidade de cada suposta tradição oral que defende em adição ou subtração ao conteúdo escrito (Bíblia).

20 de maio de 2017

O "Saque de Roma" é o exemplo da desonestidade da apologética católica


Quando eu digo que apologética católica e picaretagem são sinônimos, que apologista católico é por definição alguém com fobia a livros e praticamente sempre um desonesto, e que eles não se importam com a verdade mas apenas com o que pode ser usado por conveniência contra os protestantes, alguns podem pensar que eu estou exagerando. Neste artigo mostrarei com um simples exemplo prático como que tudo aquilo que eu sempre digo ainda é pouco em comparado ao que esses embusteiros são capazes de fazer.

14 de maio de 2017

O anticristo ao longo da história e a invenção preterista


Ao longo da história, por pelo menos mais de um milênio e meio o anticristo foi sempre, sem exceção, identificado como o “homem do pecado” (2Ts 2:3) que virá no fim dos tempos da parte de Satanás para trazer o mal ao mundo e perseguir o povo de Deus. Essa interpretação unânime e consensual em todos os Pais da Igreja e teólogos até pelo menos o século XVI foi desafiada em tempos recentes por preteristas, os quais em grande parte negam a existência de um futuro anticristo específico e o identificam como sendo Nero, o imperador romano que governou de 54 a 68 d.C, antes mesmo da destruição do templo (70 d.C).

11 de maio de 2017

6 de maio de 2017

50 Provas do primado de Billy Graham

(Billy Graham, o papa dos evangélicos, segundo a metodologia de Dave Armstrong)

Atenção: Leia o artigo até o fim antes de julgá-lo pelo título ou pela primeira parte e tirar conclusões precipitadas!

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Quem disse que os evangélicos não têm um papa? Vocês estão enganados. Depois de muito trabalho de investigação árdua e pesquisa criteriosa, descobri que os protestantes têm sim um papa, e seu nome é Billy Graham. Segue abaixo 50 provas do primado de Billy Graham, o papa evangélico. Os dados são evidentes e convincentes pela virtude de seu peso cumulativo. Tal peso é especialmente claro conforme se segue:

28 de abril de 2017

A Igreja Católica é o "baluarte" do conservadorismo de direita no mundo?


Este artigo é uma continuação ao meu artigo mais recente, que trata da mesma questão em âmbito nacional (clique aqui para ler). A argumentação dos tradicionalistas católicos consiste que a Igreja Romana detém o monopólio das boas virtudes, é a “guardiã” da moral e dos bons costumes, o “baluarte” do conservadorismo de direita no mundo e a única força que pode deter e vencer o comunismo, o ateísmo, o Islã e qualquer outra coisa ruim que você possa imaginar. É o Goku da vida real. Dentro desse conto de fadas católico, a instituição que antes praticava genocídios e terrorismo para se manter no poder à custa do sangue e da vida de pessoas inocentes de outras religiões precisa agora voltar com urgência, porque só assim é que estaremos “seguros”.

22 de abril de 2017

A Igreja Católica é o "baluarte" do conservadorismo de direita no Brasil?

 

Com toda a probabilidade você já deve ter se deparado com uma afirmação dessas por aí, vinda daqueles apologistas católicos super honestos e confiáveis que conhecemos bem. Como a maioria esmagadora apenas copia as mesmas asneiras uns dos outros, até o termo exato “baluarte” é repetido em todas as ocasiões. De vez em quando ela aparece de uma forma levemente distinta, tal como: “A Santa Igreja Católica Apostólica Romana é a guardiã da moral e dos bons costumes”, ou então: “Se não fosse pela Igreja Católica, o mundo já teria sido dominado pelos esquerdistas/comunistas/socialistas/progressistas/marxistas/ateístas/adicione-qualquer-outro-istas”. E apenas para não perder o costume, em quem eles jogam a culpa pela onda de “esquerdização” no Brasil e no mundo? Nos protestantes, é claro!!! O protestantismo é sempre o bode expiatório de tudo o que o catolicismo fez de ruim mas não quer admitir. Então basta jogar a culpa nos protestantes e sair de fininho.

19 de abril de 2017

O Brasil era mais rico e desenvolvido que os EUA? Demolindo mais um mito católico!


Imagine duas terras. Elas foram descobertas em um intervalo de poucos anos. Elas foram colonizadas por volta da mesma época. Elas se tornaram independentes de suas colônias com uma diferença inferior a meio século. Elas possuem dimensões geográficas parecidas e tamanho populacional similar. Mas você consegue perceber que uma delas se tornou a maior superpotência do planeta, um país altamente desenvolvido, que lidera em disparado o PIB mundial, que possui altos índices de desenvolvimento humano, educação de qualidade, saúde de qualidade, muito mais segurança e conforto, um lugar rico e próspero. E do outro lado, aquela outra terra tão similar se tornou o 125º colocado em saúde (atrás de potências mundiais como o Butão e o Iraque), está também entre os piores no ranking mundial de educação, ocupa a fantástica 79ª colocação no IDH e só consegue liderar em número de homicídios no mundo.