24 de abril de 2015

Fakenando Nascimento sendo humilhado de novo

(Foto inédita do "cérebro" do Fakenando Nascimento)

Sim, de novo. Para quem quiser ver o mais recente massacre tomado pelo pupilo Fakenando Nascimento (aquele cara hilário que se acha “historiador”), desta vez por Elisson Freire, do site Resistência Apologética, é só acessar este link:


Lembrando que o mesmo Elisson Freire já havia batido no Fakenando neste e neste artigo, e a humilhação foi tanta que o nosso pobre pupilo está até hoje sem responder, provavelmente ainda passando pomada para se recuperar da surra levada.


-Para ver mais refutações ao Fakenando, confira:

-Adulterações católicas nos escritos de Cipriano:

-Refutando as demências do pimpolho Fakenando Nascimento:

-O papa Pio IX era negro? – Refutando mais demências de Fakenando Nascimento:

-Desmascarando outras calúnias do pimpolho:

-Refutando Fakenando Nascimento e Rafael Rodrigues sobre o Concílio de Niceia e as “falsificações” do Lucas Banzoli (P1):

-Refutando Fakenando Nascimento e Rafael Rodrigues sobre o Concílio de Niceia e as “falsificações” do Lucas Banzoli (P2):


Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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22 de abril de 2015

As Diferenças entre Países Protestantes e Países Católicos

AS DIFERENÇAS ENTRE PAÍSES PROTESTANTES E CATÓLICOS
(Lorraine Boettner)


[Nota do Tradutor: Quero antes de mais nada explicar toda a relevância desse texto. O sucesso dos países reformados não aconteceu  por acaso, mas foi fruto da visão que a teologia (especialmente a calvinista) tem da política, da liberdade, da autoridade, da consciência individual, do comércio e de toda cosmovisão reformada. Os países católicos romanos, como veremos em publicações futuras, possui uma visão do homem e da sociedade basicamente aristotélicas e sua cosmovisão deixou seus países incapazes de defenderem-se contra os princípios revolucionários, ou pelo menos, com uma defesa muito menor do que a resistência oferecida por países reformados. As citações a seguir foram retiradas do livro Roman Catholicism (especialmente dos capítulos 1 e 2) escrito por Boettner durante a Guerra Fria. Elas são um sério alerta contra as "boas intenções" de católicos romanos dentro do ecumenismo conservador pró-vida e fornecem uma amostra de como eles estão se infiltrando em países protestantes e influenciando-os. Infelizmente eu não pude traduzir tudo pra não tornar a leitura demasiada cansativa, e destaquei apenas aquilo que me pareceu mais relevante. E é claro também que esse texto está longe de esgotar o tema]

"Nossas liberdades americanas estão sendo ameaçadas hoje por dois sistemas totalitários, o Comunismo e o Catolicismo Romano. Nós não podemos entender adequadamente esse problema a menos que tenhamos consciência que o tipo de Catolicismo Romano que se vê nos Estados Unidos não é, em sua maior parte, o verdadeiro Catolicismo Romano, isto é, não é o Catolicismo Romano como ele existe onde ele é a força dominante na vida da nação, mas uma forma modificada e comprometida que ajustou-se à vida com uma maioria Protestante" (Lorraine Boettner)

Nós não hesitamos em dizer que a maior parte das nações católicas romanas, se tivessem sido deixadas a si mesmas, há muito tempo teriam caído vítimas do comunismo. Com toda probabilidade, ambas, Itália e França, teriam tornado-se comunistas no encerramento da Segunda Guerra Mundial não fosse pela ajuda americana e toda a influência política de nosso governo exercida licitamente naqueles países, e mesmo assim o resultado durou sem dúvida por um tempo considerável. O Vaticano apoiou o fascismo de Mussolini e suas políticas militares, incluindo a conquista da Etiópia (que foi condenada pela Liga das Nações e por praticamente todos os países civilizados do mundo; veja o vídeo), sua abertura e apoio extensivo a Franco na Espanha com tropas e armas, e sua invasão da Albânia e Grécia.

Depois a Itália entrou na guerra ao lado da Alemanha Nazista, a Igreja Romana apoiou o esforço italiano, o que significa, é claro, que nosso trabalho de conquista da guerra de forma bem sucedida foi feita muito mais duramente. Durante a guerra, o papa Pio XII deu suas bençãos a um grande número de tropas italianas e alemãs que apareceram diante dele de uniforme. Com a derrota da Alemanha e da Itália aquelas políticas causaram forte ressentimento popular. É provável que, na desordem que seguiu a infame queda de Mussolini, a Igreja Católica Romana teria sido derrubada de um modo muito parecido com o que a Igreja Católica Ortodoxa na Rússia foi derrubada quando o regime Czarista caiu no fim da Primeira Guerra Mundial, não fossem as forças militares americanas que preservaram a ordem na Itália.

Na Rússia, uma igreja morta e meramente formal perdeu o respeito do povo e tornou-se identificada com o despotismo do Czar já que ele foi a cabeça de ambos, do estado e da igreja. Foi quando o povo levantou-se raivosamente e jogou fora a igreja com isso, indo para o outro extremo, o ateísmo. Esse tem sido constantemente o caso onde as pessoas conhecem apenas uma igreja. Quando ela torna-se corrupta as pessoas não têm alternativa a não ser posicionarem-se contra a religião como um todo. No vídeo abaixo, o massacre fascista contra a Etiópia, suportado pelo Catolicismo Romano:


Na crítica eleição italiana ocorrida depois da guerra, em abril de 1948, os comunistas fizeram um grande esforço pra tomar o controle do governo, mas uma coalizão de outros partidos foi organizada para conquistar a maioria. Hoje o maior partido comunista fora da Rússia e da China Vermelha é encontrado na Itália católica romana, morada do papado, precisamente onde, se o catolicismo romano fosse a defesa efetiva que afirma ser, nós encontraríamos o destino derradeiro do comunismo. Aproximadamente um terço de todos os eleitores na Itália hoje são comunistas, como são aproximadamente um quarto daqueles da França.

O catolicismo romano se opõe ao comunismo, é claro, como um sistema totalitário opõe-se a outro. E por um propósito de propaganda ele até intenciona apresentar-se a si mesmo como o chefe da oposição, com o maior baluarte, contra o comunismo. Mas o fato é que durante os últimos cinquenta anos o comunismo fez grandes conquistas nas nações católicas romanas, tanto na Europa quanto na América Latina, enquanto as nações protestantes, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, o Canadá, a Holanda, a Noruega, a Suécia e a Dinamarca, têm sido seus mais efetivos oponentes. Esse é na realidade um pequeno passo de uma igreja totalitária para um estado totalitário, desde que o povo tem sido treinado a aceitar a autoridade como imposta sobre eles antes de pensarem por si mesmos e planejarem seus próprios negócios.

Em seu livro muito informativo, “American Freedom and Catholic Power”, Paul Blanshard, um sociólogo americano e jornalista que escreveu extensivamente sobre a relação estado-igreja, disse:

“Em muitas das grandes crises na Europa o Vaticano tem, através de colaboração passiva ou ativa com o fascismo, pesado a balança do poder contra a democracia (...) Ele alinhou-se com as forças mais reacionárias na Europa e América Latina. É claro que não é por acidente que as duas nações mais fascistas do mundo hoje – Itália e Portugal – sejam nações católicas cujos ditadores têm sido abençoados pelo papa e são conspicuamente fieis a ele! A afinidade do Vaticano com o fascismo não é nem acidental nem incidental. O catolicismo condiciona seu povo a aceitar censura, através do controle, e finalmente a ditadura” (Rev. Ed., 1958, p. 291; Beacon Press, Boston)

E o conde Coudenhove-Kalergi, um católico romano, diz:

“O catolicismo é a forma fascista de Cristianismo do qual o calvinismo representa a asa democrática. A hierarquia católica descansa inteira e seguramente no princípio de liderança com o papa infalível em comando supremo para a vida nesse mundo (...) Como o partido fascista, seu sacerdócio torna-se o mediador para uma minoria anti-democrática legislar por uma hierarquia (...) Nações católicas seguem as doutrinas fascistas mais voluntariamente do que nações protestantes, que são as maiores defensoras da democracia de fato. A democracia coloca as dificuldades a cargo da consciência pessoal; o fascismo, na autoridade e obediência” (Crusade for Pan-Europe, p.173)

É fato indiscutível que os países protestantes da Europa e a América têm sido comparativamente fortes, prósperos, iluminados e livres, enquanto os países católicos romanos permaneceram relativamente estacionados ou estagnados e têm sido apoiados economicamente e politicamente por nações protestantes. A lição da história é que o romanismo significa a perda da liberdade religiosa e o controle do progresso nacional.

Se depois de viver nos Estados Unidos alguém que não estava esclarecido a respeito do contraste entre as culturas dos países protestantes e católicos romanos fosse visitar algum país católico romano na Europa ou na América Latina, não apenas para ver lugares quem têm sido marcados pra atrair turistas, mas para viver por algum tempo entre as pessoas comuns, isso o deixaria com o coração doente por ver a ignorância, pobreza, superstição, analfabetismo, supressão da liberdade religiosa, e prostituição legalizada que, particularmente na América Latina, é encontrada em praticamente toda cidade de qualquer tamanho.

Governos em países católicos romanos têm sido extremamente instáveis. Repetidamente as pessoas derrubam seus governos. Praticamente todos aqueles países têm sido governados por ditadores em vários momentos, e algumas vezes por longos períodos. Desde a Segunda Guerra Mundial, a França tem crises governamentais repetidas, até uma situação mais estável ter sido alcançada com a ascensão do presidente General de Gaulle e os poderes ditatoriais a ele conferidos. Itália teve 32 crises governamentais em 25 anos, e atualmente, como na França, caracterizada pela demissão do governo, seguiu-se um período de insegurança e paralisia até a eleição que uma nova eleição foi realizada ou um novo alinhamento de partidos foi trabalhado.

A Espanha, que é comumente apontada como o modelo de estado católico romano, é governado em concordata com o Vaticano, tem um único partido político, o clerical-fascista partido do General Franco, e tem estado sob a ditadura de Franco desde 1938. Portugal, também, é um estado clerical-fascista, debaixo da ditadura de Antonio Salazar. Naquele país a queda da monarquia em 1910 foi seguida por um período de caos político e econômico, com 40 mudanças governamentais em 18 anos, até que Salazar tornou-se ministro de finanças em 1928 e o primeiro ministro ditatorial com poderes ditatoriais em 1932, cuja posição manteve-se desde então.

Nas nações latino-americanas, a derrubada de governos nacionais, seguidas por períodos de ditadura, têm ocorrido repetidamente durante os últimos 15 anos – Aqueles como Argentina, Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru, Cuba, Chile e Nicarágua tendo sido os mais recentes. Não podemos deixar passar como mero acaso que os governos de Países Protestantes, como os Estados Unidos, Inglaterra, Grã-Bretanha, Canadá, Holanda, e os países Escandinavos, tem sido estáveis por longos períodos de tempo enquanto os países católicos romanos têm sido tão instáveis. O resultado é, em parte, causado finalmente pelo contraste das doutrinas da relação que deve existir entre Igreja e Estado. O protestantismo ensina que a Igreja e o Estado têm, ambos, uma origem divina, que cada um é supremo em sua própria esfera e independente do outro.

O romanismo defende que o poder vem para o Estado através da igreja, e que a igreja e o estado devem unir-se com a igreja colocando-se na posição superior, que o papa como representante de Deus na terra está acima de governantes temporais, sobre os reis, presidentes e governadores, que é papel do estado manter a atmosfera favorável para a Igreja Católica Romana, sustentando-a com dinheiro público enquanto coloca restrições em todas as outras igrejas, e que o estado deveria cumprir o papel da igreja em punir hereges. Tais doutrinas minam governos pelo enfraquecimento da confiança do povo neles, enquanto as doutrinas protestantes fortalecem-os e dão-lhes suporte. Por toda a história a Igreja Romana tem solicitado poder do estado, mas nunca prazerosamente renunciado poder ao estado.

Nós testemunhamos um fenômeno estranho no mundo hoje. Enquanto as pessoas dos países predominantemente católicos estão lutando para livrar-se do jugo da Igreja Católica, países protestantes estão recebendo-a de braços abertos e permitindo que ela dite políticas de estado, educação, medicina, vida social, entretenimento, jornal e rádio. E em nenhum país protestante essa tendência é mais claramente vista do que nos Estados Unidos. Por 32 anos, 1928-1960, um de nossos maiores partidos políticos [o Partido Democrata] teve uma linha inquebrável de filiados que eram membros daquela igreja, e em 1960 isso refletiu na eleição de um católico romano para a presidência dos Estados Unidos.

Embora a Constituição proíba o favor a uma igreja a despeito de qualquer outra, repetidamente nos últimos anos projetos de lei têm passado pelo Congresso com a assinatura de presidentes nominalmente protestantes garantindo muitos favores substanciais à Igreja Católica Romana. Mais de $24.000.000,00 de dólares do dinheiro público foram dados à Igreja Católica Romana das Filipinas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, alegadamente para os danos da guerra, enquanto com dificuldade apenas um décimo dessa quantia foi dada a protestantes, judeus e outras denominações naquele país.

Em junho de 1956, o Congresso passou, e o presidente Eisenhower assinou, uma doação ao Vaticano de quase 1 milhão de dólares ($964.199,00) para a reforma da casa de veraneio do papa em Castel Gandolfo, fora de Roma, na Itália - alegadamente por conta de danos de guerra causados pela Força Aérea americana, ainda que o Departamento de Estado tenha afirmado que este país não tem responsabilidade por tais danos. Em anos eleitorais, quando ninguém quer votar contra os candidatos da Igreja Católica Romana, o Congresso é particularmente vulnerável a tais pressões. Mas nada foi feito pra restaurar as igrejas protestantes na Itália ou nos outros países atacados!

Essas não tiveram nenhum lobby no Congresso pra representar suas causas. Cerca de 80% dos projetos de lei sob o governo de Bill-Burton para construção de setores hospitalares nos Estados Unidos ($112.000.000.000,00 de dólares nos primeiros dez anos) foram pra instituições da Igreja Católica Romana que aquela igreja avidamente tomou pra si, enquanto a maior parte das igrejas protestantes, desejosas de manter a separação entre igreja e estado, relutaram em aceitar. Em vários lugares, especialmente em cidades governadas por oficiais católicos romanos, propriedades privadas, como escolas, hospitais, canteiros de obras, etc., têm sido concedidos à Igreja Católica Romana por preço de doação.

Coisa similar acontece na Inglaterra, onde, por instância, escolas paroquiais recebem 95% do seu total de custos do tesouro público - mas apesar disso, a hierarquia não está satisfeita e tenta obter financiamento completo à semelhança das escolas públicas, o que, certamente, é um aviso claro do que a Igreja Católica gostaria de alcançar naquele país. Mas a verdadeira causa do crescimento e sucesso dos católicos romanos não é encontranda tanto em sua política agressiva de infiltração em governos, escolas, imprensa, rádios, etc., nem em seu código moral frouxo. Ele é encontrando antes na indiferença de Protestantes em sua falta de devoção para sua própria mensagem evangelística.

A teologia modernista e liberal destruiu muitas igrejas que elas mantiveram pouco zelo para propagar sua fé. Deixe o evangelicalismo retornar para sua mensagem evangelical e ao zelo missionário que governou os cristãos primitivos, e deixe os protestantes desafiarem Roma para abrir o debate e mostrar as doutrinas que distinguem os dois sistemas, e será visto que o que Roma não quer é discussão pública. Roma prefere buscar seus alegados “direitos” e ter eles aceitos sem muito questionamento. Mas o protestantismo tem a verdade, e pode vencer essa batalha a qualquer momento desde que force a questão.

A esse respeito, J. Marcellus Kik, editor associado do Christianity Today, escreveu:

“Se ainda existe um remanescente de paganismo e papismo no mundo é culpa inegável da igreja. A Palavra de Deus é tão poderosa em nossa geração quanto era durante a igreja primitiva. O poder do Evangelho é tão forte nesse século quanto nos dias da Reforma. Esses inimigos poderiam ser completamente varridos se os cristãos dessa era fossem tão vigorosos, tão ousados, tão zelosos quanto os Cristãos eram nos primeiros séculos e no tempo da Reforma” (Revelation Twenty, p.74).

Protestantes não desejam controvérsia pela controvérsia, e constantemente evitam engajar-se nisso. Mas nesse tempo de tensões crescentes essas questões certamente precisam ser encaradas. Roma continua a pressionar sua propaganda. Onde eles são maioria, conseguem privilégios especiais para si mesma e coloca restrições ou proibições para outras igrejas. Onde ela é minoria, pede favores especiais, favores que jamais são concedidos aos protestantes em países católicos, e procuram silenciosamente infiltrar-se em governos, escolas, imprensa, rádio, hospitais, etc. Quando protestantes são a maioria eles tendem a ignorar essas coisas.

Mas quando questões de maior importância emergem, como a nomeação de um embaixador americano para o Vaticano, ou a nomeação de um católico romano para presidente dos Estados Unidos, a oposição protestante torna-se audível. Há poucos anos atrás, quando o presidente Truman enviou o nome do General Mark Clark para o Senado para que fosse confirmado como embaixador do Vaticano, houve vigorosos protestos e um debate em larga escala quando o General Clark pediu que seu nome fosse retirado. Tudo o que a hierarquia pôde fazer foi correr por proteção e chorar “intolerantes” e “perseguidores” a qualquer um que se opusesse a tal aliança com o Vaticano. Eles definitivamente não quiseram um debate público. Mas o resultado desses eventos é trazer à tona as questões que normalmente são mais ou menos encobertas, e criar oportunidade para discussão dessas questões e seus méritos.

O tipo de sociedade que o catolicismo romano produziu em outros países onde ele foi dominante serve como um grave aviso do que podemos esperar se ele se tornar dominante aqui. Precisamos de aviso mais claro do que esse? Vejamos as condições daqueles países e perguntemos a nós mesmos se uma América católica romana é o tipo de herança que queremos deixar pra nós mesmos e o tipo que queremos deixar para as próximas gerações. Através da indiferença dos protestantes e da agressividade dos romanistas nós estamos correndo o perigo de perder muitas coisas que fizeram dessa uma grande nação.

Por: Lorraine Boettner.
Traduzido por: Antonio Vitor.


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19 de abril de 2015

O pior argumento católico de todos os tempos


Quando a gente pensa que os argumentos católicos já são tão suficientemente ruins ao ponto de não ter como piorar mais... tem sim. O Mestre, sim, ele mesmo, nos deu há poucos dias um argumento fenomenal, que prova de forma cabal que a Igreja Romana é a “Igreja de Cristo”. Vejam só:


Pois é, né? Quem precisa estudar doutrina, quando basta ver os corpos incorruptos dos santos e – puft – descobrir a “Igreja verdadeira”? Pra que ficar lendo esse livro antigo tão perigoso, chamado “Bíblia”, se podemos apenas testar a incorruptibilidade dos cadáveres e depois verificar a religião deles, chegando a uma conclusão tão incontestavelmente livre de erros? O que esses teólogos andam fazendo esse tempo todo, escrevendo livros e mais livros de teologia, estudando anos e mais anos em seminários, quando basta ver um defunto para resolver todos os dilemas? Como é que eles nunca perceberam este método tão easy de verificação da religião verdadeira? Quem precisa de Bíblia quando temos cadáveres, não é mesmo?

Mas quando foi que Jesus, ou qualquer um dos apóstolos, ensinou que a marca da “religião verdadeira” seria a possessão de cadáveres que não entrariam em decomposição? Essa seria, certamente, uma indicação muito fácil da “religião verdadeira”, que evitaria qualquer debate acirrado sobre temas históricos e doutrinários. É até impressionante que Jesus e os escritores bíblicos, unanimemente, jamais tenham afirmado tal tipo de coisa, que resolveria os debates em dois segundos. Eles sempre apontaram para a doutrina, e nada além da doutrina, como a marca da verdadeira fé. Jamais a corpos de “santos incorruptos”. Até hoje não temos a mínima noção de que Deus tenha preservado incorruptos os corpos de Pedro, Paulo, Tiago, João e de tantos outros gigantes da fé, incomparavelmente superiores a qualquer “santo” católico-romano.

O católico pode mostrar um único santo presente na Bíblia, que tenha tido seu corpo preservado incorruptível até os dias de hoje? Será que os “santos” de hoje são mais santos dos que os daquela época? E por que raios Deus iria preservar o corpo de um defunto que dentro de algum tempo ressuscitaria de forma gloriosa e incorruptível? Qual é a utilidade, finalidade ou lógica em manter incorrupto um corpo de alguém que já morreu, e que certamente não pode desfrutar em nada desta “benção” recebida? E, pegando a onda na crença papista da imortalidade da alma, qual o sentido de preservar um cadáver quando o “verdadeiro eu”, a tal “alma imortal”, já está vivinha da Silva lá no Céu, tocando harpa com os anjos e flutuando nas nuvens? Se a alma já está liberta do corpo, pra que preservar este corpo?

A coisa piora ainda mais quando vemos que os papistas ignoram ou desprezam as explicações científicas para o fenômeno dos “corpos incorruptos”, que não demandam necessariamente algo de milagroso ou sobrenatural. O artigo da Wikipédia acerca dos corpos incorruptos explica:

“Céticos afirmam que o fenômeno se deve geralmente a condições de preservação favoráveis, como baixas temperaturas e ausência de oxigênio nos caixões. Condições específicas também podem levar à mumificação natural; processo o qual as múmias do Llullaillaco, com mais de 500 anos de idade, definem exemplo recentemente destacado. O processo é cientificamente conhecido como adipocere. Mumificações ou preservações de corpos por processos naturais ocorrem não apenas com humanos mas também com as mais variadas formas de vida – de microrganismos ou plantas unicelulares até mamutes ou mesmo árvores inteiras – como demonstram a miríade de fósseis de tecidos moles já encontrados e catalogados. Relatos de corpos que resistem à decomposição e são encontrados intactos durante as exumações rotineiras dos restos mortais após transcorridos os períodos normais de sepultamento são frequentes o suficiente para não poderem ser classificados como casos anormais.
(...)
Pesquisas encomendadas pela Igreja Católica revelaram fraudes em muitos supostos corpos incorruptos. Foi o caso de Margarida de Cortona, morta em 1297 e venerada na região da Toscana. Ezio Fulcheri, professor da Universidade de Gênova, descobriu que o corpo preservado exposto na Catedral de Cortona, apresentava incisões nas coxas, na barriga e no peito, onde haviam sido injetados conservantes”

Mas pra que dar ouvidos às explicações científicas? Elas só cortam o barato. Não tem graça.

Há centenas de sites explicando e desmascarando os “santos incorruptos” da ICAR, e aqui não cabe passá-los todos. Para isso, basta uma busca rápida no Google. Apenas explanando alguns deles, um artigo da Discover magazine informa:

“A pedido do Vaticano, patologistas, químicos e radiologistas italianos estiveram estudando os corpos de homens e mulheres antigos enterrados nos relicários das igrejas (...) Em Cortona, Fulcheri juntou-se aos outros examinadores, fazendo o juramento requisitado a todos os participantes de tais procedimentos: ele jurou respeitar os restos dos santos, de não pegar nada e de dizer a verdade a respeito das suas descobertas. Então ele e seus colegas romperam os lacres do relicário e carregaram o corpo da santa [Margarita] a uma área privada da catedral. Conforme Fulcheri levantou gentilmente a borda de seu vestido sobre suas pernas, todos os reunidos começaram a murmurar. Várias longas incisões haviam sido feitas ao longo de suas coxas; havia outros cortes mais fundos ao longo do abdome e peito. Claramente feitos após a morte, eles haviam sido costurados com uma linha grossa e preta. Santa Margarita fora artificialmente mumificada.
Investigando documentos históricos e eclesiásticos, Fulcheri fez uma descoberta surpreendente: ‘As pessoas [de Cortona] pediram à Igreja que a embalsamasse’, diz ele. De acordo com os relatos, eles fizeram este pedido publicamente. Mas ao longo dos séculos, este fato havia se perdido. As pessoas assumiram, dado o estado do seu corpo, que ela havia sido preservada por um ano divino. Os reconhecimentos canônicos realizados no corpo pouco fizeram para corrigir o relato. Os examinadores detectaram a fragrância dos unguentos e especiarias sobre ela, mas eles estavam muito embaraçados para fazer nela um exame físico completo. ‘Eles haviam puxado seu vestido para trás, mas só um pouco para ser sincero’, observa Fulcheri”[1]

Um outro artigo a este respeito, que trata sobre a preservação da “santa Bernadete”, alega:

“Vamos analisar a história do corpo de Santa Bernadete após a sua morte, em 1879. Note-se que o site contando a história é católico. Trinta anos após a sua morte, o corpo foi exumado para ser examinado para processo de canonização. Um cirurgião e um doutor examinaram o corpo sob juramento. O estado de preservação do corpo era ‘perfeito’ (sic). O hábito estava umedecido, o rosto estava pálido. Ao remover o hábito, perceberam que os membros estavam rígidos e tensionados - e, de fato, o corpo todo estava rígido, de tal maneira que eles puderam virar e desvirar o corpo. As costelas estavam protuberantes e o estômago estava afundado. As partes mais baixas do corpo estavam enegrecidas, o que ‘parecia ter sido resultado do carbono que foi encontrado em grandes quantidades no caixão’. As freiras que acompanhavam o procedimento lavaram o corpo e colocaram-no em um novo caixão. Nas poucas horas que o corpo ficou exposto ao ar, ele começou a escurecer. O caixão foi selado e guardado.
Escurecer? Hum...
O próprio texto diz que a preservação do corpo não é necessariamente milagre, mas pode estar ligado com as condições em que o corpo foi sepultado. Dez anos depois, o corpo foi novamente exumado e analisado por dois doutores. O corpo estava praticamente mumificado. A pele estava ausente em alguns lugares, embora ainda estivesse presente na maior parte do corpo. Algumas das veias estavam ainda visíveis. Os músculos estavam atrofiados, mas bem conservados, a pele estava enrugada devido aos efeitos da umidade do caixão.
A última exumação se deu em 1925. Nesta ocasião, o corpo foi envolto em faixas, exceto no rosto e nas mãos. O rosto foi impresso para que a firma de Pierre Imans de Paris pudesse criar uma leve máscara de cera baseada nesta impressão e nas fotos disponíveis. Isto era uma prática comum, pois o enegrecimento da face e afundamento dos olhos poderiam dar uma impressão desagradável ao público. Convido-o, caro leiro, a examinar as máscaras de cera nas fotos de vários santos. Veja também quantas vezes a palavra wax (cera, em inglês) aparece nesta página[2] que defende que a incorruptibilidade dos santos é um milagre. É assim, caro leitor, que se esconde a verdade, para que o povo não ‘perca a fé’ - ou seja, não questione e continue pagando o dízimo. Com uma máscara de cera”[3]

Sobre o padre Pio, Brian Dunning sustenta:

“Padre Pio, o padre do século 20 famoso por seus estigmas, também está na lista de incorruptos da Igreja. No entanto, de acordo com registros da própria Igreja, seu corpo foi embalsamado com formaldeído após a morte. Mesmo assim, em sua exumação, 40 anos depois, os restos mortais foram descritos como ‘parcialmente esqueléticos’ e agentes funerários foram incapazes de restaurar a face a uma condição visível, então padre Pio é exibido hoje com uma máscara de silicone realista”[4]

Alguns papistas apelam ainda para o fato de os corpos incorruptos possuírem um cheiro agradável mesmo depois de tanto tempo mortos. Sobre isso, Dunning assinala:

“Corpos incorruptíveis, quando exumados, são muitas vezes acompanhados por um cheiro doce que os católicos chamam de odor de santidade. É claro que a explicação óbvia para um cheiro tal seria o formol. No entanto, os fluidos de embalsamamento modernos, basicamente misturas de formaldeído, diz-se que têm um cheiro forte e desagradável como a gasolina. Por isso a maioria dos fabricantes mascara o cheiro do perfume com aditivos. Historicamente, pomadas perfumadas foram utilizadas em cadáveres para combater o cheiro de decomposição, e muitas dessas pomadas são agora conhecidas por terem guaiacol contido, um conservante eficaz feito a partir de madeira de faia de alcatrão, similar ao creosote. Então, desenterrando um corpo e o encontrando em qualquer estado de conservação, é provável que você sinta um forte odor doce. Evidência de embalsamamento ou mascaramento de odor é uma explicação melhor para esse cheiro do que algum sobrenatural ‘odor de santidade’”[5]

Um outro artigo explica, sob uma perspectiva científica, o que ocorre nestes casos de “santos incorruptos” – trata-se de um processo natural conhecido como adipocere:

«O processo de adipocere acontece enterrando o corpo em locais com pouco oxigênio e muita umidade, como nas criptas e mausoléus. Durante o velório o corpo é coberto com um tule bem fino e de boa qualidade ou se lacra o caixão direto, assim moscas não conseguem depositar seus ovos no corpo o que faria eclodir as larvas que o devorariam. O ambiente úmido e com temperatura constante, além de uma certa alcalinidade na umidade devido as pedras ou cimento da cripta ou mausoléu, um caixão que permita passar essa umidade, mas não os seres decompositores, inicia-se assim um processo em que a gordura humana começa a se tornar lentamente um tipo de sabão. Essa substância protege os músculos, ossos e muitos órgãos internos do corpo. Além é claro da escuridão do local que permite uma boa fermentação continua em sem problemas. Normalmente só isso iria criar uma criatura esquisita semi corroída. Com auxílio de um embalsamador pode se até mesmo proteger melhor órgãos internos e até mesmo o sangue líquido. O sangue líquido pode também se formar mais tarde com a destruição dos glóbulos vermelhos, ficando assim os coágulos do sangue mas permitindo a passagem de um líquido avermelhado parecendo sangue.


A foto acima é de uma criança sepultada em 1902, exumada em 1995 quando houve a mudança do cemitério. Quando dizem que o processo de incorrupção de corpos não é explicado pela ciência é uma grande mentira. O processo é altamente conhecido e documentado pela ciência. O processo de incorrupção é um misto entre um processo natural de conservação do corpo com o processo de embalsamamento. O processo natural é conhecido como adipocere»

Recomendo a leitura do artigo inteiro, disponível no link abaixo, que explica com mais detalhes como funciona este processo:


Mas vamos fazer de conta que os corpos incorruptos católicos sejam mesmo totalmente comprovados cientificamente, que os cientistas não tenham nenhuma explicação natural e razoável para os fenômenos e que confirmem que se trate de um milagre católico incontestável e absolutamente sobrenatural. O que isso prova? Absolutamente nada. E isso por uma razão simples: as demais religiões também têm seus próprios “santos incorruptos”!

Olavo diz que continuaria a discussão quando seu interlocutor mostrasse os corpos incorruptos da sua religião. Então um budista continuaria a discussão tranquilamente, pois monges budistas bem preservados têm sido encontrados aos montões. Um deles é o “Hambo Lama” Itigelov, que morreu e foi enterrado em 1927, mas que tem até hoje seu corpo preservado como se estivesse mumificado, mesmo sem possuir nenhum conservante (a única coisa que o envolvia eram roupas de seda e tecido). Seus músculos e pele continuavam macios, e suas articulações ainda estavam sanfonadas. O artigo que trata sobre isso declara:

Monge Imortal

“Itigelov deixou um testamento, pedindo para ser enterrado na pose de lótus, dentro de uma caixa de cedro em um cemitério comum da Rússia. E assim foi feito. Exisitia também uma declaração, onde Itigenov solicitou que fosse exumado depois de vários anos. (Este é o ponto chocante, pois Itigenov sabia que o seu corpo estaria preservado). Seu corpo foi exumado três vezes, porém os monges estavam muito assustados para divulgar essa informação, devido ao regime comunista que não liberava nenhum espaço para religião na sociedade. Somente em 2002 o corpo foi finalmente exumado e transferido para Ivolginsky Datsan (residência atual do Hambo Lama), onde ele foi examinado de perto pelos monges e, o que é agora o mais importante por cientistas e patologistas. O comunicado oficial emitido sobre o corpo – muito bem conservado, sem quaisquer sinais de decadência, músculos inteiros, tecido e pele conservados e juntas flexíveis. O interessante é que o corpo nunca foi embalsamado ou mumificado. Dois anos se passaram. O corpo de Itigelov agora é mantido ao ar livre, em contato com outras pessoas, sem qualquer temperatura ou regimes de umidade. Como Itigelov mantém essa condição, ninguém sabe”[6]

Até mesmo hindus entram na lista dos “corpos incorruptos”. Em 1952, foi divulgado o caso de um hindu na Califórnia, chamado Paramahansa Yogananda, fundador da Self-Realization Fellowship, que exclamou:

“Em 7 de março de 1952, Paramahansa Yogananda entrou em mahasamadh (...) Sua passagem foi marcada por um fenômeno extraordinário. Um declaração reconhecida, assinada pelo Diretor do Forest Lawn Memorial-Park testemunhava: ‘Nenhuma desintegração física era visível em seu corpo, mesmo vinte dias após a morte (...) Este estado de perfeita preservação de um corpo é, até onde sabemos pelos anais mortuários, sem paralelos (...) o corpo de Yogananda estava aparentemente em um fenomenal estado de imutabilidade”[7]

Entre os ortodoxos, encontrar “santos incorruptos” também é extremamente comum. Na própria página de Olavo, um de seus seguidores postou isso:


Curiosamente, Olavo não lhe deu resposta.

Sabe-se que há divergências cruciais entre a Igreja Romana e a Ortodoxa. Os ortodoxos negam a autoridade e infalibilidade do bispo romano, não creem em doutrinas como o purgatório e a imaculada conceição de Maria, nem admitem imagens de escultura em seus templos. Mesmo assim, eles têm tantos corpos de “santos incorruptos” quanto os romanos dizem possuir. Se os corpos incorruptos são um milagre divino para mostrar qual é a “religião verdadeira”, devemos presumir que Deus nos quer deixar confusos – ou que todos os caminhos levam a Ele. Relatos de corpos incorruptos têm aparecido entre ortodoxos, hindus, budistas e em multidão de pessoas anônimas e inclusive irreligiosas.  

Dunning afirma:

“Os melhores exemplos de incorruptibilidade naturais vêm das turfeiras do norte da Europa. Cerca de mil pessoas foram exumadas nos pântanos, onde uma combinação única de condições de frio e processos químicos preserva os tecidos moles. A maioria destes vem a partir da idade de ferro Celtic, mas alguns são muito mais antigos; o ser mais antigo, Koelbjerg Mulher, é de 5.500 anos de idade. Em corpos do pântano, o ácido turfa dissolve realmente os ossos, mas deixa os tecidos moles flexíveis, como a borracha. Tecnicamente, estes cumprem os critérios católicos da incorruptibilidade muito melhor do que qualquer um dos cadáveres mumificados secos das reivindicações da Igreja. Por que as pessoas não os consideram santos? Pelo menos seus corpos realmente não permanecem flexíveis”[8]

Essas mil pessoas não eram todas católicas, nem foram reconhecidas como “santos”, mas tiveram seus corpos preservados de maneira mais precisa do que a dos corpos de “santos” católicos. A verdade é que se a discussão sobre a verdadeira fé deve se pautar pelo campo dos corpos incorruptos, então qualquer pessoa, de qualquer religião, poderia “continuar o debate” tranquilamente – até que este debate não leve a parte alguma.

Por fim, mesmo que a ciência comprovasse que os corpos incorruptos só podem ser explicados sobrenaturalmente, e ainda que relatos deste tipo só existissem dentro da Igreja Romana em particular, isso ainda não nos levaria a crer que a Igreja Romana é a “verdadeira Igreja de Cristo”. E isso por uma razão extremamente simples: biblicamente, o diabo também tem poder para fazer coisas que poderíamos atribuir ao “sobrenatural”. Eu escrevi um artigo inteiro sobre isso, intitulado: "Os milagres na Igreja Católica são de Deus?". Ali eu mostro sete provas bíblicas incontestáveis de que Satanás também pode agir de forma “miraculosa”. A Bíblia deixa extremamente claro que “espíritos de demônios realizam sinais miraculosos” (Ap.16:14), para não deixar ninguém com dúvida alguma.

Um dos relatos mais interessantes, para mim, está em Apocalipse 13:13-14, no contexto da grande tribulação, em que João diz:

“E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia” (Apocalipse 13:13-14)

Note que o anticristo fazia – pelo poder satânico, obviamente – sinais miraculosos espetaculares, de tal forma que fazia com que fogo caísse do céu à terra, e isso publicamente, para todo mundo ver e testemunhar por si mesmo. Eu (e tenho certeza que você também) considero isso uma “evidência miraculosa” de peso enormemente superior aos “corpos incorruptos”. Se eu precisasse de um “sinal” extraordinário, com certeza seria esse. À uma primeira vista, isso só pode vir de Deus. Mas a Bíblia diz que veio do diabo. Imagine alguém na grande tribulação, vendo os sinais tão poderosos, inexplicáveis e espetaculares que o anticristo vem fazendo, e então afirmasse:

“Confrontando com os adeptos de ‘outras religiões’, eu me perco em polêmicas doutrinais que só azedam a alma e não levam a parte alguma. Prefiro mostrar ao interlocutor o fogo que o anticristo faz cair do céu e dizer: continuaremos a discussão quando você me mostrar os da sua religião”

E esses “da outra religião”, com certeza, não seriam capazes de fazer com que o fogo caísse do céu também – tente pedir isso, e por mais santo que você for, sairá frustrado. Mas o que nem o mais santo cristão poderá fazer, o anticristo fará, e o fará com naturalidade, impressionando a todo mundo. A mesma coisa ocorre no caso dos “santos incorruptos”: um sinal que, mesmo que fosse verdadeiro e inexplicável cientificamente (o que sabemos que não é), não prova coisa nenhuma, a não ser que o diabo também tem poder para operar coisas do tipo, o que não é novidade para ninguém que tenha um mínimo de conhecimento bíblico.

No fim das contas, percebemos que esta tentativa de “argumento” não passa de mais uma técnica cretina de se desviar do campo doutrinário e da Bíblia, que é justamente o que Satanás sempre persistiu em fazer. Como eles sabem que suas heresias são gritantemente antibíblicas, eles já abriram mão do embate teológico, levando o debate para outra arena, a qual eles pensam que tem vantagem. Em outras palavras, como eles têm falsas doutrinas e corpos incorruptos, e nós temos verdadeiras doutrinas e corpos corruptos, eles desviam o foco do debate da doutrina, levando-o para os defuntos. É lastimável. Só serve para provar, mais uma vez, que eles estão mais desesperados do que nunca – e isso sim é uma grande notícia.


Em contraste com a ignorância olavista, prefiro ficar com Martinho Lutero, que disse:

"Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias"

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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