30 de março de 2015

Meu novo livro - "Deus é um Delírio?"


É com grande alegria que anuncio este que é provavelmente o livro mais importante que já escrevi. Desde setembro do ano passado o livro esteve em construção, que é uma refutação ao livro “Deus, um Delírio”, do famoso ateu Richard Dawkins. A obra aborda quase todos os temas de debate entre cristãos e ateus, e tende a ser útil na apologética contra o neo-ateísmo. O livro em formato digital tem 940 páginas, e em formato impresso dividi em três volumes, que ao todo contabilizam 1200 páginas. Segue abaixo uma descrição do livro e os links para download gratuito do e-book completo e para a aquisição do impresso para quem desejar.


• Sinopse:

“Deus, um Delírio”, foi o maior best seller ateísta da história, que marcou o século passado com ataques à fé cristã dos mais variados tipos: desde a tentativa de refutação aos tradicionais argumentos para a existência de Deus, passando pelo combate à moral judaico-cristã e chegando até ao ponto de afirmar que a religião é a raiz de todos os males. Seu autor, Richard Dawkins, é um dos principais ícones do neo-ateísmo, que visa não apenas combater a existência de Deus, mas proclamar guerra contra todas as religiões. Embora essa ideia não seja original ou nova, ela ressurge com ainda mais força no século XXI, tirando do armário uma multidão de militantes ateus a serviço desta guerra cultural.

Para Dawkins, o Deus adorado pelos judeus e cristãos é um monstro moral da mais terrível crueldade, e a Bíblia é um livro que fomenta o ódio, o preconceito, o machismo, a escravidão e até mesmo o genocídio. A conclusão, é lógico, é que quem segue a um Deus desses e a um livro desses não pode ser outra coisa senão um lunático, alguém que está literalmente “delirando”, tal como aqueles que creem em fadas e gnomos. Mas este está longe de ser um retrato fiel da realidade, não passando de uma propaganda antirreligiosa que está muito mais próxima do mundo de fantasia em que Dawkins vive do daquilo que as evidências nos mostram. Para aqueles que querem se desprender do delírio de Dawkins e abrir os olhos para a razão, este livro é imprescindível.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
           
CAP. 1 – DEUS vs CIÊNCIA?
           
• Há um confronto entre a fé e a ciência?
• A ciência “matou” Deus? 
• Albert Einstein era ateu?  
• Cientistas e filósofos ateus que se tornaram teístas   
• A Bíblia e a ciência
• A “superioridade intelectual” do ateísmo na prática   
• Últimas considerações     

CAP. 2 – OS ATEUS SOFREM PRECONCEITO?

• Cristãos discriminam os ateus ou é o contrário?        
• A intolerância e o preconceito do neo-ateísmo           
• Cristãos oprimem as minorias e são intolerantes?     
• Últimas considerações     

CAP. 3 – ORAÇÃO, PROFECIA E DONS ESPIRITUAIS

• As orações não-respondidas      
• As profecias bíblicas        
• O dom de línguas 
• Últimas considerações     

CAP. 4 – ARGUMENTOS CONTRA A VERACIDADE DA BÍBLIA      

CAP. 5 – EVOLUÇÃO vs DEUS?  

• E se a teoria da evolução estiver certa? 
• Onde fica Deus no darwinismo?
• A Bíblia contradiz a teoria da evolução?           
• E se a teoria da evolução estiver errada?          
• Os relatos de dinossauros          
• Os répteis voadores         
• Os desenhos e esculturas de dinossauros        
• O monstro do lago Ness 
• Evidências físicas e laboratoriais
• As pegadas humanas       
• Últimas Considerações    

CAP. 6 – OS ARGUMENTOS PARA A EXISTÊNCIA DE DEUS          

• O Argumento Cosmológico        
• O Argumento Teleológico           

CAP. 7 – O ARGUMENTO DA LEI MORAL        

• O Argumento da Moralidade     
• A moral objetiva existe?  
• Quem é o Autor da Lei Moral?   
• Corrigindo equívocos finais
           
CAP. 8 – O DEUS DO ANTIGO TESTAMENTO É UM MONSTRO?  

• Introdução 
• A matança dos cananitas 
• A lei de Moisés      
• Mas e a escravidão do Antigo Testamento?     
• Devemos dar ao ateísmo o mérito pelo fim do racismo e da escravidão?  
• O Novo Testamento apoia a escravidão?         
• O Cristianismo é machista? Ele rebaixa o papel da mulher? 
• O valor da mulher na Bíblia        
• A transição do Antigo para o Novo Testamento         
• Últimas considerações     

CAP. 9 – A RELIGIÃO É A RAIZ DE TODOS OS MALES?        

• Introdução 
• As guerras em nome de Deus    
• O humanismo secular ateu não mata? Então você não conhece o socialismo!      
• O socialista ateu Adolf Hitler      
• Comunistas mataram por tudo, menos por causa do ateísmo?       
• Socialismo e Cristianismo são compatíveis?    
• Últimas Considerações    

CAP. 10 – MORAL CRISTÃ vs MORAL SECULAR        

• Introdução 
• Cristianismo e Desenvolvimento           
• Os “Dez Novos Mandamentos” do neo-ateísmo         
• A moral bíblica cristã       
• A moral humanista secular         
• Aborto e Infanticídio        
• Resultados Práticos          

CAP. 11 – QUAL É A POSIÇÃO-PADRÃO? TEÍSMO OU ATEÍSMO?           

• Teorias sobre a origem e existência da religião           
• A teoria memética de Dawkins   
• Nós nascemos ateus?      
• Por que existem ateus?    

REFLEXÕES FINAIS           

• A “doutrinação infantil”   
• Crer é também pensar     
• O sentido da vida sem Deus       

APÊNDICE 1 – O DESTINO DOS POVOS NÃO-ALCANÇADOS      

APÊNDICE 2 – COMO DEBATER COM UM SOFISTA 

• Introdução 
• Os escárnios, a intimidação e o apelo à autoridade    
• O ad hominem      
• A tática do Piu-piu
• Numa guerra, o agressor geralmente vence   

APÊNDICE 3 – COMO SER CRISTÃO?   

APÊNDICE 4 – LIVROS E MATERIAIS RECOMENDADOS
           
• Livros Recomendados     
• Sites Recomendados       
• Debates      
• Meus Livros           


DOWNLOAD DO E-BOOK COMPLETO

O livro completo em formato digital está disponível gratuitamente tanto em formato Word quanto em PDF. Para quem quiser baixar em Word, as duas opções são essas:



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Se alguém não conseguir fazer o download do livro, basta enviar um e-mail para mim (lucas_banzoli@yahoo.com.br) que eu envio por anexo.


ONDE COMPRAR O LIVRO EM IMPRESSO

O livro em impresso foi dividido em três volumes que podem ser comprados somente online (chega por correio na casa de cada um), através destes endereços:

• Volume 1:


• Volume 2:


• Volume 3:


Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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O Cristianismo em Foco (Reflexões cristãs e estudos bíblicos)
Estudando Escatologia (Estudos sobre o Apocalipse)
Desvendando a Lenda (Refutando a Imortalidade da Alma)
Ateísmo Refutado (Evidências da existência de Deus e veracidade da Bíblia)

26 de março de 2015

Pedro escreveu sua primeira epístola em Roma?



Aquela que está em Babilônia, também eleita, envia-lhes saudações, e também Marcos, meu filho” (1ª Pedro 5:13)

Este verso tem sido tradicionalmente interpretado pelos católicos como sendo a evidência bíblica que eles precisavam para dizer que Pedro era bispo de Roma. Ainda que o texto não fale nada de Roma. Na verdade, o texto somente diz que Pedro escrevia de uma igreja que ficava na “Babilônia”, que os católicos entendem como sendo Roma. Em outras palavras, pela falta de alguma passagem bíblica que coloque Pedro em Roma, eles precisam pegar uma passagem que diz uma coisa totalmente diferente, que fala da Babilônia e não de Roma, que não diz uma vírgula sobre Pedro estar em Roma e dizem que ela é a prova que faltava para provar que Pedro escrevia em Roma!

Para tanto, eles apelam para a simbologia apocalíptica de João em torno da figura enigmática da Babilônia espiritual, que sabemos que se trata de uma outra cidade. De fato, como evangélico, creio que em linguagem apocalíptica essa cidade é uma referência a Roma, mas seria mesmo correto usar essa mesma lógica para dizer que Pedro se referia a Roma quando escreveu 1ª Pedro 5:13? Temos muitas razões para acreditar que não.

Em primeiro lugar, porque a linguagem apocalíptica de João é totalmente diferente do conteúdo não-enigmático e literal empregado por Pedro. João escreve um livro alegórico, repleto de simbologias, altamente metafórico, onde é totalmente presumível que Babilônia seja uma referência a algo igualmente não-literal, assim como todo o contexto que o rodeia. Mas Pedro não escreve um livro apocalíptico ou alegórico: ele escreve um livro de conteúdo literal e doutrinário, uma epístola apostólica assim como as de Paulo, Tiago, Judas e as três de João.

Portanto, deduzir que a Babilônia que aparece em Apocalipse é exatamente a mesma Babilônia que aparece em 1ª Pedro é um absurdo, pois estaria assemelhando livros diferentes, em épocas diferentes e em contextos e linguagens inteiramente distintas. Estaria misturando alhos e bugalhos. Estabelecendo um critério lógico e consistente, a Babilônia de Apocalipse deve ser uma alegoria porque todo o contexto é alegórico e aponta para isso, e a Babilônia de 1ª Pedro deve ser literal porque todo o contexto é literal e aponta para isso.

Em segundo lugar, não há qualquer indício de que o termo “Babilônia” tenha sido utilizado como figura de Roma antes da escrita do Apocalipse. Todas as evidências históricas que possuímos apontam unanimemente que o Apocalipse foi escrito por João em torno de 95 d.C[1], enquanto 1ª Pedro foi escrita por esse apóstolo em torno de 64 d.C. Portanto, temos pelo menos trinta anos de distância entre um escrito e outro, e nenhum sinal histórico de alguém que tenha usado o codinome Babilônia para a cidade chamada Roma.

E isso nos leva ao terceiro ponto: se Babilônia já era usada como codinome para Roma já na época de 1ª Pedro (64 d.C), então a identidade da Babilônia no Apocalipse de João não seria um “mistério”, como ele deixa claro (Ap.17:5), pois já teria sido desvendada há muito tempo. Afinal, para os católicos, os cristãos já criam que Babilônia era Roma pelo menos trinta anos antes de João escrever o Apocalipse, então não haveria “mistério” nenhum ali, mas algo óbvio para qualquer cristão que existisse.

E, se era realmente um “mistério”, como João nos diz claramente, isso nos mostra que até aquela época ninguém sabia qual era o codinome para a Babilônia espiritual, o que derruba as possibilidades de algum cristão comum ler a epístola de Pedro e saber do que se trata. Se era um mistério em 95 d.C, certamente não era algo claro em 64 d.C. E se esse “mistério” não havia sido desvendado, ninguém poderia saber que a Babilônia era Roma, tornando inócuo e sem sentido escrever dizendo estar na Babilônia se isso não seria entendido por cristão nenhum (e nem poderia ser, pois deixaria de ser “mistério”!).

Em quarto lugar, isso criaria um dilema escatológico muito sério ao próprio catolicismo romano, que é adepto da doutrina preterista do Apocalipse, que afirma que os acontecimentos como a grande tribulação, o derramamento da ira divina, o surgimento do anticristo e a condenação da “Babilônia” já aconteceu em 70 d.C, na batalha entre Jerusalém e Roma. Assim, eles creem que a Babilônia espiritual seja um codinome para Jerusalém, que seria a “prostituta do Apocalipse” na visão deles, distinguindo-se da visão protestante tradicional, baseada na interpretação futurista do Apocalipse e onde a Babilônia espiritual seria Roma.

Em outras palavras, os católicos estariam criando um dilema contraditório consigo mesmos ao afirmarem que Babilônia é um codinome para Roma, se eles creem escatologicamente que Babilônia não é um codinome para Roma, mas para Jerusalém. Vale ressaltar que os preteristas questionam a data histórica do Apocalipse e apontam para meados da década de 60 d.C, o que nos leva indubitavelmente para muito próximo do período em que o próprio Pedro escrevia sua primeira epístola, em 64 d.C. Dito em termos simples, se dois apóstolos escreveram ao mesmo tempo com a mesma figura de linguagem sobre a Babilônia, é incoerente e até absurdo pensar que eles estivessem se referindo a coisas tão distintas. Obviamente, um deve seguir a mesma linha do outro, e não contradizê-lo.

Diante deste dilema tão grande, recordo-me de certo debatedor católico que afirmava em alto e bom som em todas as comunidades de debates em que participava, dizendo que Pedro escrevia de Roma baseando-se nessa passagem de 1ª Pedro 5:13, e dizendo que a Babilônia era Roma. Mais tarde, ele criou um site católico sobre o preterismo e foi questionado sobre este mesmo tema. Se Babilônia é Roma, como dizem os católicos, por que para João (na visão católica preterista) é Jerusalém?

Sem conseguir se desvincular desse paradoxo, ele foi forçado a afirmar que Pedro escrevia em Jerusalém essa epístola, e que Babilônia era um codinome para Jerusalém, e não para Roma. Ele preferiu salvar a tese católica preterista e afundar a tese católica no primado de Pedro em Roma do que o inverso. Isso mostra a volubilidade de tais apologistas católicos, que são forçados a reverem suas crenças à luz de sua escatologia, e ter que lidar com o dilema entre derrubar uma crença ou derrubar outra, entre salvar o primado de Pedro ou salvar o preterismo. De qualquer forma, um católico não pode escapar desse dilema sem deixar de ser imparcial ou sem afundar um dos dois para salvar o outro.

Em quinto lugar, há um detalhe muito importante nessa passagem que é pouco percebido por muitos, que é quanto Pedro fala que a Babilônia era igualmente eleita, o que indica, nitidamente, que não pode se tratar da Babilônia espiritual em um sentido alegórico, pois a Babilônia espiritual não era um sinônimo de espiritualidade, mas de tudo aquilo que era satânico e corrompido:

Em 1ª Pedro 5:13:

Aquela que está em Babilônia, também eleita, envia-lhes saudações, e também Marcos, meu filho” (1ª Pedro 5:13)

No Apocalipse:

“E ele bradou com voz poderosa: ‘Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela se tornou habitação de demônios e antro de todo espírito imundo antro de toda ave impura e detestável, pois todas as nações beberam do vinho da fúria da sua prostituição. Os reis da terra se prostituíram com ela; à custa do seu luxo excessivo os negociantes da terra se enriqueceram’. Então ouvi outra voz do céu que dizia: ‘Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados, para que as pragas que vão cair sobre ela não os atinjam! Pois os pecados da Babilônia acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos seus crimes. Retribuam-lhe na mesma moeda; paguem-lhe em dobro pelo que fez; misturem para ela uma porção dupla no seu próprio cálice’” (Apocalipse 18:2-6)

É claro que não se trata da mesma coisa. Em um texto, não há nada negativo sendo dito sobre a Babilônia; ao contrário: é dito apenas que ela é igualmente eleita. Já no outro, vemos ela sendo descrita como uma prostituta que é habitação de demônios e de todos os espíritos imundos e aves detestáveis, e um clamor para que o povo de Deus saia dela, pois seus pecados e crimes se acumularam até o Céu.

Já vimos que é altamente inconsistente crer que João se referisse a uma Babilônia espiritual e Pedro também, mas que, ainda assim, estivessem se referindo a Babilônias diferentes. E vimos também que é ainda mais incoerente crer que as duas Babilônias sejam a mesma. A única solução é que a Babilônia relatada em 1ª Pedro não é uma alegoria ou uma “Babilônia espiritual”, mas uma Babilônia literal, como um local físico, enquanto João sim estaria se referindo a uma Babilônia espiritual.

E isso nos leva ao sexto ponto: será mesmo que Pedro estava sendo enigmático ao escrever 1ª Pedro 5:1? Já vimos que todo o contexto de 1ª Pedro não é alegórico como o Apocalipse, mas literal; que não existem indícios históricos do termo “Babilônia” sendo usado de forma alegórica e não literal antes de 95 d.C na escrita do Apocalipse; que a tradição católica preterista do Apocalipse afirma ser Jerusalém a Babilônia espiritual, e não Roma; e que a distinção entre a Babilônia de 1ª Pedro 5:13 e a do Apocalipse deixa nítido que não se trata de uma mesma Babilônia literal ou uma mesma Babilônia alegórica, mas de uma Babilônia literal e uma Babilônia alegórica, e a alegórica seria a do Apocalipse.

Assim sendo, sobraria a nós o mais provável: que a linguagem expressa por Pedro em 1ª Pedro 5:13 ao se referir à Babilônia não é uma linguagem enigmática, mas literal. Pedro estava realmente na Babilônia geográfica, e não passando um “enigma” a ser desvendado por seus leitores. Ora, sabemos que a Babilônia histórica existia no século I d.C como cidade pequena à beira do Eufrates. Alguns poderiam afirmar que ela fica em uma região muito afastada, mas temos que lembrar que Pedro “viajava por todas as partes” (At.9:32).

Além disso, existiam outros locais geográficos na época que poderiam ser literalmente identificados como a Babilônia, como a Babilônia egípcia, que era um posto militar, ou a Babilônia da Mesopotâmia. Qualquer uma dessas três possibilidades seria mais provável do que a da Babilônia como sendo uma figura enigmática que indicaria a Roma, pois, como vimos, todas as evidências apontam para um contexto literal e não enigmático para 1ª Pedro 5:13.

Isso tudo nos leva ao sétimo e último ponto importante a ser destacado: por que razão Pedro empregaria uma linguagem metafórica onde poderia perfeitamente ter feito uso de uma linguagem real? Os católicos afirmam que é porque Pedro estaria temendo uma possível “perseguição” ou “represália” da parte das autoridades romanas caso citasse o nome de Roma ali, de tal modo que era necessário que ele usasse tal linguagem enigmática. Isso, contudo, carece de confirmação bíblica ou ao menos lógica.

Primeiramente, porque os apóstolos estavam dispostos a pagarem o preço para seguirem a Cristo até o fim, custe o que custar e não importando as circunstâncias. A História nos conta que Pedro morreu martirizado, crucificado de cabeça para baixo por escolha própria. Sendo assim, é incoerente e totalmente sem sentido que ele fosse até a morte por Cristo sem medo da cruz e nem das autoridades romanas, aceitando a morte por crucificação, mas tivesse medo de uma simples palavra que pudesse empregar em 1ª Pedro 5:13!

Segundo, porque, mesmo se este fosse o caso, aquela citação não estava em um contexto onde Pedro estaria falando mal de Roma. Diferente de João, que escreveu repetidas vezes que a Babilônia espiritual que ele se referia era uma prostituta demoníaca que seria destruída no fogo, Pedro nada de mal fala a respeito da Babilônia; ao contrário, a única coisa que ele diz a seu respeito era que ela era igualmente eleita por Deus, como vimos anteriormente. Assim sendo, como Pedro poderia temer represálias das autoridades romanas se ele nada falou de mal sobre Roma em 1ª Pedro 5:13, mas, ao contrário, a elogia?

E, em terceiro, se era necessário por alguma razão que Pedro deixasse de mencionar “Roma” em seus escritos, então por que todos os outros escritores bíblicos escreveram sobre Roma sem rodeios? Interessante é notar que Lucas escreveu o livro de Atos em torno de 62 d.C, data muito próxima da escrita de 1ª Pedro, em 64 d.C. Mas Lucas nunca precisou omitir o nome da cidade de Roma, ou dizer “Babilônia” no lugar de “Roma”, mas a cita várias vezes, abertamente e sem rodeios:

Ali encontramos alguns irmãos que nos convidaram a passar uma semana com eles. E depois fomos para Roma” (Atos 28:14)

Lucas não disse que depois eles foram a Babilônia, mas a Roma, sem rodeios, sem mistérios, sem enigmas a serem desvendados. E ele cita Roma várias vezes em seu livro – todas elas em um contexto que não envolve Pedro – em pelo menos vinte e uma ocasiões, como o leitor poderá conferir: Atos 19:21; 28:14; 28:16; 23:11; 18:2; 2:10; 28:15; 25:5; 16:38; 16:12; 22:28; 28:17; 22:26; 16:21; 22:27; 21:31; 26:15; 16:37; 23:27; 22:29; 22:25.

Devemos ressaltar que Lucas escrevia na mesma época que Pedro, e mesmo antes disso os cristãos já eram perseguidos, razão porque eles foram dispersos de Jerusalém (At.8:4), que Estêvão foi apedrejado até a morte (At.7:58-60), que Cláudio expulsou os judeus de Roma (At.18:2), que os apóstolos foram açoitados por pregarem a ressurreição de Cristo (At.5:40), que Paulo era perseguido e preso ao longo de toda a vida desde que se converteu. Os cristãos já eram perseguidos, mas mesmo assim isso nunca impediu qualquer um deles em mencionar Roma abertamente, sem impedimento ou medo algum.

É por essa razão que Paulo nunca escreveu uma “Carta aos Babilônicos”, mas sim uma Carta aos Romanos, e que nessa carta ele cita Roma e os romanos diversas vezes, sem qualquer problema. O mesmo apóstolo Paulo citou nominalmente Roma novamente em 2ª Timóteo 1:17, por volta de 67 d.C, quando já estava próximo da morte e no ápice da perseguição de Nero aos cristãos.

Finalmente, se Pedro temesse colocar o nome de “Roma” em sua carta porque as autoridades romanas poderiam “confiscar” a carta, ele nem teria escrito a carta, visto que esse nome não passaria de um mero detalhe sem importância, em comparação com o conteúdo geral que permeia toda a epístola, onde ele prega o evangelho e condena o pecado. Se ele temesse mencionar Roma, temeria muito mais escrever todas as verdades cristãs que existem nela, que é o que realmente poderia causar estranhamento das autoridades romanas, mas não um simples nome apenas, e que, como vimos, está em um contexto benéfico e não depreciativo à Babilônia! Se a carta inteira pôde ser escrita, então obviamente a saudação final, com a simples menção a um nome, também poderia ser escrita.

Assim, não há qualquer lógica, sentido ou razão em afirmar que Pedro iria agir diferente de todos os outros escritores bíblicos e se omitir em relação a Roma. Mas faz todo o sentido que apologistas desesperados em conseguirem algum argumento façam uso de toda a sua imaginação para encontrar Pedro exercendo um episcopado em Roma.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

-Extraído de meu livro: "A História não contada de Pedro".


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22 de março de 2015

O vitimismo católico com o caso do cisma com o rei Henrique VIII


Nos dias em que eu estive fora, um católico postou o seguinte comentário no artigo "A Cidade das Sete Colinas":

“Se a Igreja Católica é a meretriz do Apocalipse com quem se prostituíram os reis da terra, o que dizer disto?

‘Dizem por aí que a Igreja Católica sempre guiou suas decisões pelos interesses dos poderosos. Seria interessante que aqueles que afirmam isso explicassem por que o Papa Clemente VII se recusou a conceder o divórcio a Henrique VIII. O rei ficaria satisfeito, e não teria acontecido o cisma anglicano, não é mesmo? Mas a Santa Igreja preferiu perder toda a Inglaterra a trair o Evangelho’ (Fonte: O Catequista)

E muitos católicos foram perseguidos e mortos por causa disso. O Papa, se tiver de condenar os feitos das nações, fá-lo na cara dos governantes, que sempre espreitaram a Igreja Católica por causa de suas posturas. Vide as cristiadas pelo mundo e a perseguições contra os católicos, como na Guerra Civil Espanhola, onde os comunistas mataram 13 bispos, 4184 sacerdotes, 2365 frades e monges, 283 irmãs, e milhares de leigos foram assassinados 'in odium fidei’, a esmagadora maioria no decorrer dessa terrível guerra. Os reis da terra é que quiseram destruir a Igreja Católica, inclusive os príncipes que se aliaram aos protestantes. A ONU, e outras nações, isoladamente, não gostam nem um pouquinho da Igreja”

Como sempre, nos deparamos com o argumento do vitimismo, extremamente comum entre os católicos tridentinos. De acordo com o dicionário, vitimismo é “o nome da doença das pessoas que se acham punidas com qualquer coisa ou assunto”. O católico militante é geralmente o que mais está contagiado com essa terrível doença. Eles vivem atacando os cristãos com discursos de ódio e de preconceito, mas se você tentar refutar algum dogma falso da igreja apóstata deles eles se farão de “vítimas” que estão sendo “perseguidas” por alguém que está “caluniando a Igreja de Cristo”. E essas “vítimas”, por sua vez, pegam em pedras para atirá-las nos “opressores”.

Em resumo: o vitimismo é você querer se passar por vítima quando você faz exatamente a mesma coisa (ou pior) contra o próximo. É quando você vive falando mal do protestantismo, mas quando alguém retruca e fala mal da Igreja Romana é porque esse alguém é um “caluniador” que “odeia a Igreja”, e todo aquele blá blá blá que já estamos entediados de tanto ouvir. Basta ver qualquer um dos vídeos do Paulo Leitão, um dos maiores disseminadores de ódio na internet, que você perceberá que ele o tempo todo tenta se fazer de vítima, “defendendo a Igreja” contra esses protestantes malvados que vivem a atacando.

Essa é e sempre foi a principal estratégica do opressor: se passar por “oprimido”. Quando ele consegue se passar por “oprimido”, ele ganha um passe-livre para oprimir quem quer que seja – basta ver o modo com o qual o “movimento negro” agiu ao invadir uma sala de aula na USP (veja aqui). A Igreja Católica Romana faz a mesma coisa: ela matou milhões de pessoas no passado, mas a “vítima” da história não são os mártires assassinados por ela, mas ela mesma, que é “atacada” por esses protestantes malvados que ousam trazer estes fatos à tona.

Ela vendeu milhares de relíquias falsas para ganhar dinheiro em cima dos trouxas, mas a “vítima” da história não são os pobres coitados que acreditaram na veracidade das relíquias e perderam dinheiro, mas ela mesma, que é “atacada” por esses protestantes malvados que ficam estudando história e escrevendo livros “anti-católicos”.

Ela vendeu indulgências para o perdão dos pecados, mas a “vítima” não são as pessoas que foram ludibriadas, mas ela mesma, que é “atacada” por esses protestantes malvados que denunciam isso na internet. Ela tem um exército de padres pedófilos que toda hora entram em ação, mas a “vítima” não são as pobres criancinhas que são abusadas por um velho safado de batina, mas ela mesma, que é “atacada” pela mídia “protestante” que tem a audácia de divulgar essas coisas pro povo.

A vítima é sempre a Igreja Católica. Ela mata, ela engana, ela rouba, ela abusa, ela mente, mas ela continua tão “santa” quanto a “Santa” Inquisição. E por malabarismos incríveis ela consegue sempre colocar a culpa nos outros por aquilo que ela mesma fez. Simplesmente patético. Todo o discurso do católico acima é apenas uma fração insignificante do que vemos todos os dias. A Igreja Romana é apresentada como uma igreja pura e bondosa, tão santa ao ponto que piedosamente “preferiu perder toda a Inglaterra a trair o Evangelho”. É de lacrimejar os olhos de tanta emoção... se não soubéssemos com o que estamos lidando.

A simples suposição de que a Igreja Romana preferiu perder toda a Inglaterra do que “trair o evangelho” ao permitir um caso de divórcio já deveria ser desprezada por qualquer historiador sério ou mesmo por qualquer pessoa com um pedaço de cérebro na cabeça. Qualquer um que estudar a história verá que existiram ao longo dos séculos papas muitíssimo mais imorais do que o rei Henrique VIII da Inglaterra, e que fizeram coisas muitíssimo piores do que um divórcio. Eu listei alguns desses em dois artigos: "A História Negra dos Papas (Parte 1)" e "A História Negra dos Papas (Parte 2)". Vejamos apenas alguns deles, bem resumidamente:

Sergius III (897-911) – O Papa da Pornocracia. Ficou conhecido por ser o mandante do assassinato de outro papa e por ter gerado um filho (com sua amante e irmã ilegítima, Marósia da família Teofilacto). Anos depois, esse filho também seria papa (Papa João XI período do papado: 931-935)! O papado de Sergio III foi chamado de "Pornocracia" (segundo o historiador Liutprand de Cremona 922-972), com a sede do catolicismo entregue aos arbítrios das prostitutas (Liber pontificalis ou Livro dos Papas).      

João XII (955-964) – Estuprador de Peregrinas e Herege Pagão. Era o filho de uma relação incestuosa entre o papa Sergio III e sua irmã natural (ilegítima), Marósia, que na época do parto tinha 15 anos. Em 963, o Imperador do Sacro Império Romano, Otto I (912-973, Alemanha), reuniu um conselho e fez várias acusações a este papa: sacrilégio, simonia, perjúrio, assassinato, adultério, incesto. Ele tinha ordenado um diácono em um estábulo; consagrou um menino de 10 anos bispo de Todi em troca de dinheiro; mandou castrar e assassinar um cardeal; transformou o Lateran Palace (na época, residência papal) em um bordel onde estuprava peregrinas; sodomizava crianças! Roubava as doações que os fiéis entregavam à Igreja, erguia brindes ao diabo e invocava a ajuda de Júpiter, Vênus e outros deuses pagãos quando estava jogando dados. Quando perdia no jogo pagava com o dinheiro da Igreja e prestava culto à deusa Cibele na colina do Vaticano. Consta que tornou-se amante da própria mãe, Marósia.

João XVI (985-996) – Distribuindo a Grana de Deus com os Parentes. O papa venal (mercenário, desonesto) e nepótico tornou-se extremamente impopular perante os fiéis. Era público e notório: ele dissipava os recursos do Vaticano enchendo as bolsas dos parentes. Foi descrito como "ambicioso, comprometido com dinheiro sujo e corrupto em todos os seus atos". Ele foi deposto, mas retornou ao posto de papa quando Otto deixou Roma. Vingativo, o "religioso" mandou aleijar e mutilar todos aqueles que a ele se opuseram. Em 964, foi espancado pelo marido traído de uma de suas amantes. Morreu três dias depois sem direito a confissão ou receber sacramentos. 

Benedito IX: Demônio, Assassino, Homossexual Vendeu o Papado. Sobre Benedito IX, São Pedro Damião (1007-1072) comentou em Liber Gomorrhianus, um tratado sobre corrupção e sexo no papado: "banqueteava-se na imoralidade... era um demônio do inferno disfarçado de padre". Era um ser bestial, bissexual e zoófilo, ou seja, mantinha relações sexuais com animais, inclusive sodomizando os bichos! O papa Victor III, em seu livro Dialogues, menciona "seus estupros, assassinatos e atos inconfessáveis... sua trajetória como papa... vil, execrável, abominável, nojenta". Na Enciclopédia Católica Benedito IX é descrito como "uma desgraça para a Cadeira de Pedro". O bispo Benno de Piacenza acusava-o de adultérios e assassinatos. Em 1044, ele vendeu(!) o papado por uma boa quantia em dinheiro. Porém, no ano seguinte renunciou à renúncia e voltou a ocupar o cargo. Um mês depois, vendeu o cargo de novo(!) ─ por 650 quilos de ouro, desta vez, com o propósito de se casar!

Urbano II [1088-1099]. Em 1095 ele instituiu o callagium, uma taxa anual de liberação sexual, tributo pago ao papado, que permitia aos "membros" do clero ter amantes! O efeito imediato mostrou que o clero ou ia mal de finanças ou era composto de religiosos avaros; as concubinas desapareceram e cresceu notavelmente a prática do homossexualismo nos monastérios e paróquias.

Anacletus [1130-1138]. Cometeu incesto com a irmã e muitas outras mulheres da família. Estuprava freiras.

Inocêncio III [1198-1216]. Instituiu o método de interrogação para os suspeitos de sodomia. Para fazer confessar os interrogados, obrigava-os a sentarem-se, encaixando-se nus em uma estaca de ferro em brasa.

Inocêncio IV [1243-1254] – Introduziu a Tortura na Inquisição. Durante a inquisição, esta página sombria da história da Igreja Romana, foi o papa Inocêncio IV que aprovou o uso da tortura para obter confissões de heresia. Agressivo, ele acreditava que "os fins justificam os meios". E os meios eram os instrumentos de tortura aos quais foram submetidas milhares de pessoas, inocentes ou não (porque a tortura é barbárie instituída, sempre injusta mesmo com os culpados de qualquer crime). Galileu, que foi julgado no pontificado deste papa, teve bons motivos para renegar qualquer de suas teorias e até o próprio nome considerando a perspectiva dos interrogatórios mais "severos".

Há outras dezenas e dezenas de papas que foram os mais perversos, imorais, adúlteros, devassos e assassinos que este mundo já viu, e quem confirma isso são as fontes da época, os historiadores mais renomados e até mesmo referências católicas! Veja só a insanidade que o apologista católico pede que aceitemos: que a Igreja Romana, essa mesma que tolerava em seu próprio trono papas terrivelmente imorais, que faziam coisas muitíssimo mais graves do que o divórcio, iria se comover e se encher de santa piedade quando um rei de outro lugar da Europa queria se divorciar! Se você é tão ingênuo e cego ao ponto de crer numa coisa dessas, fique à vontade. Vá em frente.

Mas se você quiser uma análise real do que de fato aconteceu com o rei Henrique VIII, basta conferir aquilo que os historiadores atestam, e que frustra todas as nossas expectativas de “santidade” da parte da igreja assassina que está em questão. Vamos aos fatos. Até 1529, o rei Henrique VIII não tinha conseguido ter nenhum filho homem com a sua esposa, a rainha Catarina. Havia dois problemas com isso. O primeiro, porque Catarina já estava perto dos 40 anos de idade, e havia uma chance considerável que ela não lhe desse filho homem por toda a vida. O segundo é que Henrique precisava ter um herdeiro do sexo masculino, porque, se uma mulher assumisse o trono de uma linhagem recém formada, o reino ficaria fragilizado e as outras nações poderiam tentar conquistar a Inglaterra, seja através de guerra ou de casamentos.

Por essa razão, o rei Henrique VIII se viu na delicada situação em que precisava se casar com uma outra mulher para ter um herdeiro. Isso implicava em divórcio. Foi aí que a Igreja Romana entrou em cena, proibindo o divórcio com Catarina. Mas ela não fez isso por “fidelidade a Deus” ou por “piedade”, mas porque Catarina era tia de Carlos V, que era o imperador do Sacro Império Romano-Germânico, que estava em guerra com os protestantes. Se a Igreja Romana aceitasse o divórcio, isso iria entrar em um grave atrito político com Carlos V, perdendo, assim, um aliado fortíssimo na luta contra os protestantes, e arriscando colocar esse rei contra a própria Igreja. A Igreja então teve que optar entre desagradar Henrique VIII ou desagradar Carlos V, e como ela não é boba nem nada, decidiu ficar do lado do mais forte e proibir o divórcio de Henrique VIII, o que causou o rompimento oficial da Igreja de Roma com a Inglaterra, em 1534.

Infelizmente, não há nenhum traço ou vestígio de “santidade” nesta história toda, nem da parte do rei imoral, nem da parte da Igreja imoral. O rei se desligou da Igreja por razões políticas, e foi também por razões políticas que a Igreja decidiu se opor a ele. Apenas um lesado ou um pobre ignorante que poderia achar que Henrique VIII era o único “rei imoral” da época – na verdade, se olharmos a história, Henrique VIII era quase um “santo” comparado aos crápulas da época! Mas a Igreja fazia vista grossa a todos os pecados e imoralidades dos outros reis, inclusive do próprio papa, pecados estes que iam bem além de um mero divórcio, e decidiu implicar bem justamente com Henrique VIII... basta de tanta ingenuidade. Cresçam.

A parte final do discurso do católico é um apelo de época bem recente, que data das revoluções socialistas do século passado, que ocorreram em uma época em que a Igreja Romana já havia perdido sua força e influência no mundo. Nada do que aconteceu do século XX para cá refuta o texto de Dave Hunt, que mostra várias evidências históricas de que a Igreja Romana esteve “na cama com os governantes” sempre que teve autoridade sobre o poder secular. Com a separação entre a Igreja e o Estado houve um enfraquecimento do poder político da Igreja Romana, e, consequentemente, ela esteve mais exposta aos ataques de fora, como é o caso do marxismo. Mas o marxismo em momento algum tem a Igreja Católica como alvo: o alvo deles é qualquer um que tenha qualquer religião, porque o marxismo é um sistema essencialmente ateísta, como podem ver neste artigo.

Os marxistas mataram mais de 100 milhões de pessoas inocentes só no século passado, e só alguém leviano acreditaria que todos esses 100 milhões eram católicos romanos. A Igreja que mais sofreu não foi a Romana, mas a Ortodoxa, que teve 41 mil igrejas destruídas completamente pelos comunistas durante os anos em que os socialistas dominavam a antiga União Soviética, e milhares de padres ortodoxos eram perseguidos e mortos sem piedade. O pastor Richard Wurmbrand, em seu livro “Torturado por amor a Cristo”, nos conta sobre os horrores da prisão comunista. Os comunistas torturavam indiscriminadamente qualquer um que se dissesse cristão, fosse ele evangélico, romanista ou ortodoxo, não importava.

Essa ideia de que a guerra dos comunistas é particularmente contra a Igreja Romana é lenda para iludir incautos. A guerra deles é contra todas as religiões, pois, como disse Marx, “o comunismo começa onde começa o ateísmo”[1]. A diferença é que os religiosos de outras vertentes não ficam se vitimizando o tempo todo, enquanto o católico-romano ama se passar por vítima, como se o mundo inteiro estivesse em um tremendo e gigantesco complô contra a Igreja Católica, o que obriga os papistas a se vitimizarem o tempo todo, sem parar, tentando com o mero discurso silenciar todos os crimes que eles já cometeram, e que continuam cometendo.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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[1] Marx, Terceiro Manuscrito econômico e filosófico, XXXIX, V.