13 de setembro de 2014

O que é a alma? A alma é imortal? (YouTube)


Neste vídeo-aula eu mostro o significado bíblico fundamental de “alma” e refuto a ideia imortalista de que a alma seja uma entidade imaterial e imortal que subsiste após a morte com consciência e personalidade no Céu.


Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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9 de setembro de 2014

Vídeos diários


A partir desta Quarta (09/09/2014), o meu canal no YouTube (acesse aqui) passará a ter vídeos diários (ou pelo menos quase diários). Somente os vídeos que tenham alguma relação com o catolicismo romano serão postados aqui, mas acompanhando o canal vocês poderão diariamente assistir os vídeos sobre todos os demais assuntos, de religião à política, de história à atualidades.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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6 de setembro de 2014

Os Pais da Igreja e a imortalidade da alma (YouTube)



Neste vídeo eu abordo a questão da imortalidade da alma à luz dos escritos dos Pais da Igreja, a fim de descobrir se os primeiros cristãos criam que a vida póstuma se dava antes da ressurreição ou se eles sustentavam que entrariam na vida eterna somente após a ressurreição do último dia.


Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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4 de setembro de 2014

Os judeus e a imortalidade da alma (YouTube)



Neste segundo vídeo-aula sobre o tema da imortalidade da alma eu trato sobre a questão histórica do judaísmo e suas crenças a respeito da vida após a morte, no período pré-exílio e no pós-exílio, demonstrando com fontes históricas judaicas que os hebreus não criam na imortalidade da alma até serem deportados pela Babilônia na diáspora judaica e ficarem expostos à cultura grega no período helenista.


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2 de setembro de 2014

Introdução à "Lenda da Imortalidade da Alma" (YouTube)



Este é o primeiro vídeo-aula postado em meu novo canal no YouTube, onde faço uma rápida introdução sobre o tema, relativo ao primeiro capítulo do meu livro sobre o assunto. Nele trato brevemente sobre 1ª Coríntios 15 e sobre a primeira mentira implantada por Satanás na humanidade, através da serpente no Jardim (Gn.3:4).


*Obs: Me perdoem pelos sons de carros passando, de sinos tocando, de mouse batendo e todas as demais parafernálias presentes no vídeo, infelizmente eu tenho que gravar durante o dia e não possuo um estúdio de gravação ou algo mais decente que um microfone de R$15,00 :(

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Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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Meu primeiro vídeo no YouTube



Este é o meu primeiro vídeo no YouTube, estreando meu novo canal de teologia. Neste vídeo introdutório eu apresento os meus sites e os sites que eu recomendo. Fiquem ligados no canal, que terá, se Deus permitir, mais vídeos sendo postados com certa freqüência, principalmente vídeos-aula sobre os temas abordados no site.


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19 de agosto de 2014

A confissão auricular é bíblica?



PERGUNTA 556 – A confissão auricular é bíblica?

EQ: A Igreja Romana se baseia em versículos como João 20:22-23 para estabelecer as bases da doutrina da confissão auricular, segundo a qual os fieis católicos devem confessar os seus pecados ao padre pelo menos uma vez por ano. Este, por sua vez, tem poder para perdoar os pecados, ainda que o próprio padre esteja em estado de pecado mortal.

R: Há vários problemas com a confissão auricular da forma que existe no catolicismo romano. Em primeiro lugar, a Bíblia mostra claramente que o único a quem precisamos confessar nossos pecados pessoais (secretos) é a Deus. Foi assim que Esdras se dirigiu publicamente à nação de Israel:

“Agora confessem ao Senhor, o Deus dos seus antepassados, e façam a vontade dele” (Esdras 10:11)

Embora em sua época já houvessem sacerdotes instituídos por Deus, Esdras não disse para o povo confessar esses pecados a aqueles sacerdotes, mas sim ao Senhor, a Deus. Com efeito, o salmista também declara:

Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado" (Salmos 32:5)

Não há sequer uma única linha ou prescrição na Bíblia ordenando os fieis a confessarem seus pecados secretos aos sacerdotes, como um pré-requisito imprescindível para se encontrar o perdão de Deus. Isso seria realmente absurdo caso o perdão dos pecados (algo indispensável para a salvação) dependesse da aprovação de um sacerdote.

Ao contrário, vemos Jesus dizendo claramente: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mt.11:28). Se confessarmos os nossos pecados diante de Deus, “ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1Jo.1:1:9). Ao invés de João dizer que se alguém pecar tem o sacerdote para fazer a confissão, ele diz que “se alguém pecar temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1Jo.2:1).

Tudo isso atesta fortemente contra os apologistas católicos como o prof. Alessandro Lima, que por pura desinformação e ignorância das Escrituras afirmou que é um grande erro crer que o pecado pode ser confessado diretamente a Deus. Não foi este o desejo do Nosso Senhor”[1]. São lideranças como essa, com enorme desconhecimento bíblico primário, que os católicos leigos seguem na obediência à doutrina da confissão auricular.

Em segundo lugar, a interpretação que eles fazem das passagens selecionadas por eles na tentativa de colocar o conceito deles de confissão auricular na Bíblia são absurdamente contrárias ao bom senso e à boa exegese. A mais usada está em Tiago 5:16, que diz:

“Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tiago 5:16)

Qualquer principiante em exegese consegue perceber claramente que o texto não está falando nada sobre confessar o pecado ao sacerdote em específico, mas sim sobre confessar “uns aos outros”, ou seja, entre nós mesmos. Tiago não disse: “confessem seus pecados ao sacerdote”, mas sim: “confessem seus pecados uns aos outros”. Se o termo “uns aos outros” deve ser entendido como sendo “somente ao sacerdote”, então deveríamos entender também que João queria que amássemos somente os sacerdotes quando disse: “amem uns aos outros” (1Jo.4:7).

Enquanto os pecados pessoais (secretos) devem ser confessados exclusivamente a Deus e ninguém mais precisa saber deles, os pecados que cometemos contra outras pessoas exigem que peçamos perdão também para a própria pessoa, e os pecados que afetam coletivamente um grupo (como quando um tesoureiro rouba o dinheiro das ofertas) exigem que se peça perdão a todo este grupo que esteve envolvido. Esta é a fórmula bíblica na questão do pecado:

"Se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano” (Mateus 18:15-17)

Mesmo quando alguém cometia um pecado público, que envolvia toda a comunidade, quem exercia juízo e punição sobre ele não era o sacerdote em especial, mas o voto da maioria da própria comunidade:

“Se alguém tem causado tristeza, não o tem causado apenas a mim, mas também, em parte, para eu não ser demasiadamente severo, a todos vocês. A punição que lhe foi imposta pela maioria é suficiente. Agora, pelo contrário, vocês devem perdoar-lhe e consolá-lo, para que ele não seja dominado por excessiva tristeza” (2ª Coríntios 2:5-7)

E é digno de nota o fato de que Paulo diz que também perdoava aquele a quem “vocês” (no plural, se referindo às pessoas a quem ele escrevia a carta) perdoaram:

Se vocês perdoam a alguém, eu também perdôo; e aquilo que perdoei, se é que havia alguma coisa para perdoar, perdoei na presença de Cristo, por amor a vocês, a fim de que Satanás não tivesse vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas intenções” (2ª Coríntios 2:10-11)

Ele não disse: “se o sacerdote perdoou, eu também perdôo”, mas sim: “se vocês perdoaram, eu também perdôo”. Há uma diferença enorme entre uma coisa em outra. O resumo do que a Bíblia ensina sobre isso é o seguinte:

• Pecados secretos e pessoais só precisam ser confessados para Deus.

• Pecados que envolvem alguma outra pessoa devem ser confessados a Deus e também a esta pessoa (ex: alguém que adulterou tem que confessar seu pecado à sua esposa).

• Pecados que envolvem toda uma comunidade devem ser confessados diante de toda a comunidade, e o perdão e punição dependem do voto da maioria quanto a ele, e não do sacerdote em especial.

Terceiro, o texto mais comumente usado por eles na intenção de provar que seus sacerdotes podem perdoar pecados está flagrantemente adulterado em suas traduções equivocadas. Embora a maioria das versões coloque o perdão no futuro, o texto literalmente coloca o tempo verbal no passado, conforme a tradução presente no Novo Testamento Interlinear:

"E isto tendo dito (depois de dizer isto), soprou em (eles) e diz-lhes: Recebei Espírito Santo ([o] Espírito Santo). Se de alguns (de quem quer que) perdoeis (perdoais) os pecados, perdoados foram a eles (perdoados lhes hão sido); se de alguns (de quem quer que) retenhais (retendes), retidos foram (hão sido retidos)” (João 20:22-23)

O teólogo Charles B. Williams, erudito no grego bíblico, nos informa que “o verbo no texto original está no particípio perfeito passivo, referindo-se a um estado de já ter sido proibido ou permitido[2]. Assim sendo, podemos inferir que, ao receberem o Espírito Santo, os discípulos poderiam afirmar que os pecados de alguém foram perdoados, porque realmente já foram perdoados, e que os pecados de alguém não foram perdoados, porque de fato não foram.

Como vemos, não é o fato dos discípulos proclamarem que alguém está perdoado que torna alguém perdoado; ao contrário, é o fato de alguém já ter sido perdoado que faz com que os discípulos, sob a orientação e revelação do Espírito Santo, possam declarar que a pessoa já está perdoada. Da mesma forma, se não perdoarem, é porque a pessoa não foi perdoada por Deus. A ênfase é que a ação do perdão está no passado ou em andamento, mas não no futuro, conforme a teologia católica. O texto não está nem de longe dizendo que o perdão dos pecados está condicionado ao fato de um padre querer perdoar ou não, e muito menos com o pagamento de penitência, de 10 rezas do Pai Nosso e de 55 “Ave-Marias” para o recebimento do perdão!

O poder que Jesus soprou especificamente sobre os seus discípulos era para reconhecer a legitimidade do perdão diante de Deus ou o não-perdão. O tempo verbal no grego deixa implícito que a pessoa não iria receber o perdão no futuro, depois de já ter pagado os 10 Pais-Nosso e as 55 Ave-Marias, mas sim no passado, isto é, se ela já se arrependeu verdadeiramente diante de Deus, em um arrependimento e quebrantamento de coração diante Daquele que é o único que pode efetivamente perdoar os pecados, pois só Ele conhece o coração do homem para saber se o arrependimento foi sincero ou não.

Quarto, Jesus nunca pediu indulgências a alguém quando perdoou pecados. O que ele sempre dizia era: “vá, e não peques mais” (Jo.8:11), e não: “vá, reze 25 Ave-Marias e o rosário, e então estará perdoada”! Após declarar perdoados os pecados do paralítico (Mc.2:5), ele não disse nada sobre penitências que deveriam ser pagas dali em diante, para realmente receber este perdão divino. A única condição para o perdão era o arrependimento simples e genuíno, nunca o pagamento de indulgências.

Quinto, a oração com fé já é suficiente para Deus perdoar os pecados. Tiago disse:

“E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados (Tiago 5:15)

Aqui claramente quem cura e perdoa é Deus, e a única condição exposta para isso é a oração de fé. Jesus também disse:

“E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal" (Marcos 5:34)

O que “salvou” a mulher não foi o pagamento de penitência após a confissão, mas sim a sua fé.

Sexto, os discípulos só tiveram o poder de declarar alguém já perdoado (ou não-perdoado) por Deus depois de receberem o sopro do Espírito Santo (Jo.20:22). Mas a Igreja Romana afirma que até mesmo um sacerdote que esteja pessoalmente envolvido em pecado mortal pode ainda perdoar pecados no confessionário:

"A Igreja pede que um sacerdote que absolva um penitente esteja em estado de graça. Isto não quer dizer, entretanto, que um sacerdote em estado de pecado mortal não possua o poder de perdoar pecados ou que, quando exercido, não seja eficaz para o penitente"[3]

Isso significa que até mesmo um padre pedófilo pode continuar perdoando os pecados da criança de quem molestou, assim como os pecados das outras pessoas! Ele pode ser adúltero, estuprador, assassino ou um pervertido sexual que pode continuar perdoando pecados de forma legítima, e de fato nenhum leigo poderá saber se o sacerdote para quem está confessando está envolvido nestes pecados ou não! Mas, biblicamente, os discípulos só puderam reconhecer o perdão dos pecados depois de possuírem o Espírito Santo (Jo.20:22), algo que pedófilos e adúlteros não possuem – Judas, por exemplo, não poderia perdoar, mesmo se quisesse.

Pensemos, portanto, no dilema que a confissão auricular do catolicismo nos leva. Um padre em pecado mortal não poderia legitimamente perdoar os pecados de ninguém, pois não possui o Espírito Santo, já que o Espírito Santo só habita em pessoas santificadas diante de Deus. Assim sendo, milhares de fieis que se confessam diante de padres pedófilos na verdade não tem seus pecados legitimamente perdoados, já que o padre em questão não está em posição legítima diante de Deus para perdoar os pecados. Mas nenhum católico sabe exatamente qual padre é pedófilo e qual não é, nem se está em pecado mortal em uma vida dupla ou se está em santidade.

O resultado disso é que o católico nunca poderia saber realmente quando foi perdoado ou não, se o perdão dos pecados depende da figura do sacerdote para quem se confessou. Pior ainda, durante todo o tempo em que se confessou a um padre pedófilo não foi perdoado e não teria nem como ser perdoado, já que ele não pode pedir perdão direto a Deus, mas tem que passar pelo sacerdote pedófilo! A conclusão é terrível: o católico não poderia ser perdoado!

Em contrapartida, os cristãos não precisam se preocupar com isso, já que confessam seus pecados diante de Jesus Cristo, o nosso verdadeiro e único advogado no Céu (1Jo.2:1), aquele que viveu de forma imaculada na terra (Hb.4:15), que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação (Rm.4:25), e que intercede por nós junto ao Pai (Rm.8:34). Assim, nós não precisamos nos preocupar com a figura de um homem pecador, nem se o nosso pastor está vivendo em santidade ou em pecado, pois sabemos que Aquele para quem nos confessamos é “Santo, Santo, Santo, e toda a terra está cheia da sua glória” (Is.6:3).

Podemos simplesmente nos arrepender de coração santo e sincero diante de Deus, dispostos a mudar de vida, e então descansar no Senhor, em confiança, sabendo que o preço pago por Jesus naquela cruz “nos purifica de todo o pecado” (1Jo.1:7). É Ele quem nos ouvirá, quem nos perdoará e quem nos santificará no curso de nossa caminhada cristã, pois nós “não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb.4:15).

Sétimo, a confissão auricular era absolutamente desconhecida pelos Pais da Igreja, e só foi inventada como dogma no Concílio de Latrão, em 1215, durante o pontificado do papa Inocêncio III. As tentativas dos apologistas católicos em distorcerem as declarações patrísticas em favor da confissão auricular nos primeiros séculos é tão risível que até o ex-padre católico Chiniquy teve que explicar:

“Sei que os defensores da confissão auricular apresentam aos seus incautos ouvintes várias passagens dos escritos dos Santos Pais, onde se diz que os pecadores iam diante de um sacerdote ou de um bispo para confessar seus pecados: mas é um modo desonesto de apresentar o fato – pois é evidente para todos os que conhecem um pouco da história da Igreja daqueles tempos que aquilo se refere apenas às confissões públicas das transgressões públicas por meio do ofício da penitenciaria... que era assim: Em cada grande cidade, um sacerdote ou um ministro era especialmente encarregado de presidir os encontros da igreja, em que os membros que tivessem cometido pecados públicos eram obrigados a vir e confessar publicamente diante da assembléia, para ser restaurado em seus privilégios como membro da igreja... isso estava perfeitamente de acordo com o que Paulo recomendou no tocante ao indivíduo envolvido no caso de incesto em Corinto; aquele pecador, que envergonhou o nome dos cristãos, após confessar e expor seus pecados diante da igreja, obteve o perdão, não de um sacerdote, para quem tivesse contado todos os detalhes do relacionamento incestuoso, mas de toda a igreja reunida... Há tanta diferença entre tais confissões públicas e as confissões auriculares quanto entre o Céu e Inferno, entre Deus e seu grande adversário, Satanás”[4]

Ele também observa que nas Confissões de Agostinho “é inútil procurar no livro uma única palavra sobre a confissão auricular. Aquele livro é um testemunho indiscutível de que tanto Agostinho quanto sua santa mãe, Mônica, que é mencionada freqüentemente, viveram e morreram sem nunca terem ido a um confessionário. Aquele livro pode ser chamado de a mais esmagadora evidência para provar que 'o dogma da confissão auricular' é uma impostura moderna”[5].

Agostinho (354-430) contestou a ideia de que o homem fosse capaz de fazer alguma coisa para se curar espiritualmente, ou perdoar os pecados de seus irmãos:

"O que devo fazer com os homens para que devam ouvir minhas confissões, como se pudessem curar minhas enfermidades? A raça humana é muito curiosa para conhecer a vida das outras pessoas, mas muito preguiçosa para corrigi-la”[6]

João Crisóstomo (347-407) é ainda mais explícito ao dizer para não confessarmos os nossos pecados aos homens, mas somente para Deus:

“Não pedimos que confesse seus pecados a qualquer um de seus semelhantes, mas apenas a Deus... Você não precisa de testemunhas para sua confissão. Reconheça secretamente seus pecados e permita que somente Deus ouça a confissão[7]

Comentando o Salmo 37, Basílio (329-379) também afirma:

Não venho diante do mundo para fazer uma confissão com minha boca. No entanto, fecho os olhos, e confesso meus pecados do fundo do meu coração. Diante de ti, ó Deus, derramo meus lamentos, e apenas tu és a testemunha. Meus gemidos estão dentro da minha alma. Não há necessidade de muitas palavras para confessar: pesar e arrependimento são a melhor confissão. Sim, as lamentações da alma, que te agradam ouvir, são a melhor confissão”[8]

Finalmente, a confissão auricular do catolicismo resulta em vergonha e medo por parte daqueles que se veem obrigados a se confessar diante de um homem pecados que não confessaria nem ao seu melhor amigo. Rebecca A. Sexton fala sobre isso nas seguintes palavras:

“Essa falsa doutrina provoca culpa, vergonha, medo, desgraça, imoralidade sexual e hipocrisia naqueles que precisam participar dela. O medo e culpa ocorrem porque uma jovem não pode expor diante de qualquer homem coisas que não ousaria revelar às suas melhores amigas. Vergonha e desgraça ocorrem se ela confessar esses pecados secretos. O abuso de mulheres solitárias, mal orientadas e espiritualmente fracas por seus confessores é reconhecido pela Igreja Católica (...) Em muitos outros incidentes na vil história da confissão auricular, os sacerdotes usaram o confessionário para seduzir e destruir mulheres jovens e maduras, casadas e solteiras. O confessionário tem sido usado para encontrar os indivíduos mais fracos que então passam a ser controlados e/ou molestados por confessor”[9]

Não, Deus não deseja que passemos por medo e vergonha na exposição de nossas vidas diante de um desconhecido que se coloca no lugar de Cristo. Ele deseja que nos confessemos diante do próprio Senhor Jesus, a quem podemos chegar com confiança, diante de seu trono de graça, e não diante de um confessionário para um homem pecador:

“Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:14-16)

É como disse João Crisóstomo (347-407):

“O que devíamos mais admirar não é que Deus perdoa nossos pecados, mas que não os expõe para ninguém, nem deseja que façamos isso. O que requer de nós é que confessemos nossas transgressões a ele somente para obtermos o perdão”[10]

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

Extraído de meu livro: “Mil Perguntas Cristãs Respondidas” (livro em construção)


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[1] Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Jh9Q6i7IVuc#>
[2] The New Testament: A Translation.
[3] Peace of Soul (Paz da Alma), Bispo Fulton J. Sheen, 136; 1949; McGraw Hill, Nova York.
[4] O Sacerdote, a Mulher e o Confessionário, Chiniquy, pág. 116.
[5] ibid.
[6] Confissões, 3.
[7] De Paenitentia, volume IV.
[8] Comentários ao Salmo 37.
[9] Disponível em: <http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2014/08/os-horrores-da-confissao-auricular.html>
[10] Catethesis ad Illuminandos, Volume 2, pág. 210.