30 de janeiro de 2015

Por que Jerusalém não é a Babilônia do Apocalipse


No artigo "Quem é a Babilônia do Apocalipse?" eu mostrei várias evidências de que a “Babilônia” é: (a) uma igreja; (b) que se apostatou; (c) que é extremamente rica; (d) que tem nomes de blasfêmia; (e) que matou muita gente no passado; (f) que se situa em Roma; (g) que tem multidões de fieis em toda parte do mundo. É claro que eu não disse qual igreja é essa, senão estragaria o mistério e perderia a graça. Mas #FicaDica.

Já os papistas, desesperados em oferecerem uma interpretação paralela que desvinculasse completamente a Igreja Romana de qualquer ligação óbvia com a Babilônia, inventaram no século XVI uma linha de interpretação apocalíptica totalmente inexistente até então, chamada preterismo. Conquanto não houvesse até então um único Pai da Igreja que cresse que todas as profecias já haviam se cumprido em 70 d.C, o jesuíta português Luís de Alcazar (1554-1613) passou a argumentar que as profecias sobre a grande tribulação já haviam se cumprido na condenação da Roma pagã, sendo Constantino o anjo que prende Satanás. Isso pode parecer irônico e paradoxal, mas até o preterismo, em seu início, admitia que a Babilônia era Roma, embora a Roma política e não a Roma religiosa.

Mas os preteristas posteriores, não satisfeitos com isso, foram além e passaram a sustentar algo nunca visto até então: que a Babilônia era Jerusalém, ignorando descaradamente o fato de João ter dito explicitamente que a grande cidade era aquela que reina [tempo verbal no presente, só para avisar] sobre os reis da terra” (Ap.17:18), e a cidade que reinava sobre os reis da terra na época de João era Roma. Jerusalém já não reinava sobre rei nenhum da terra há pelo menos seis séculos. Ela havia sido feita em pedaços quando Tito e Vespasiano a destruíram totalmente.

A ironia reside no fato de que os preteristas, contrariando toda a História que unanimemente aponta que João escreveu o Apocalipse no final do reinado de Domiciano (95 d.C), dizem que João estaria escrevendo o livro em finais da década de 60, pouco antes da destruição completa de Jerusalém, quando os exércitos romanos já estavam cercando a cidade e a fome a assolava por dentro. Ou seja: para eles, a “cidade que reina sobre os reis da terra” enquanto João escrevia era aquela mesma que estava sendo cercada, arruinada e despedaçada pelos romanos!

Definitivamente, não há interpretação mais hilária e delirante senão a que diz que a Babilônia é Jerusalém. Seus adeptos se escondem em determinados textos bíblicos que mostram Jerusalém sendo descrita como uma prostituta, assim como a Babilônia (Ap.17:5), mas se esquecem que Deus nunca celebrou a destruição de Jerusalém, pois sempre considerou Israel como o Seu povo. Até mesmo nos exílios anteriores, basta dar uma lida em Neemias (Ne.1:5-11) ou Daniel (Dn.9:2-19) para ver a misericórdia de Deus para com Israel e o fato de Ele jamais ter virado as costas ou abandonado definitivamente os judeus.

Há, certamente, várias condenações às práticas abomináveis que Israel já cometeu ao longo dos séculos, mas nunca uma comemoração da destruição dos judeus. Nenhuma cidade foi tão repreendida por Deus quanto Jerusalém, mas nenhuma também já foi tão amada por Deus quanto ela. O tratamento de Deus para com Israel é como o de um pai para com o filho: se ele errar, você o disciplina para o seu bem, mas nunca irá celebrar a desgraça do filho. Você pode até castigá-lo por seus maus atos, mas nunca irá ficar feliz em castigá-lo, e muito menos convocará os outros a celebrar a ruína dele.

Mas com a Babilônia o que acontece é exatamente isso. Veja como Deus trata a Babilônia após a sua destruição:

“Pois os pecados da Babilônia acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos seus crimes. Retribuam-lhe na mesma moeda; paguem-lhe em dobro pelo que fez; misturem para ela uma porção dupla no seu próprio cálice. Façam-lhe sofrer tanto tormento e tanta aflição como a glória e o luxo a que ela se entregou. Em seu coração ela se vangloriava: ‘Estou sentada como rainha; não sou viúva e jamais terei tristeza’. Por isso num só dia as suas pragas a alcançarão: morte, tristeza e fome, e o fogo a consumirá, pois poderoso é o Senhor Deus que a julga” (Apocalipse 18:5-8)

Celebre o que se deu com ela, ó céus! Celebrem, ó santos, apóstolos e profetas! Deus a julgou, retribuindo-lhe o que ela fez a vocês! Então um anjo poderoso levantou uma pedra do tamanho de uma grande pedra de moinho, lançou-a ao mar e disse: Com igual violência será lançada por terra a grande cidade da Babilônia, para nunca mais ser encontrada. Nunca mais se ouvirá em seu meio o som de harpistas, dos músicos, dos flautistas e dos tocadores de trombeta. Nunca mais se achará dentro de seus muros artífice algum, de qualquer profissão. Nunca mais se ouvirá em seu meio o ruído das pedras de moinho. Nunca mais brilhará dentro de seus muros a luz da candeia. Nunca mais se ouvirá ali a voz do noivo e da noiva. Seus mercadores eram os grandes do mundo. Todas as nações foram seduzidas por suas feitiçarias. Nela foi encontrado sangue de profetas e de santos, e de todos os que foram assassinados na terra"(Apocalipse 18:20-24)

“Ele condenou a grande prostituta que corrompia a terra com a sua prostituição. Ele cobrou dela o sangue dos seus servos. E mais uma vez a multidão exclamou: ‘Aleluia! A fumaça que dela vem, sobe para todo o sempre’. Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, e exclamaram: ‘Amém, Aleluia!’” (Apocalipse 19:2-4)

Leia estes textos com atenção, mas não leia só uma vez. Leia e releia quantas vezes for possível. Perceba que a Babilônia é algo que Deus detesta, que Ele repudia com todas as forças, que Ele não apenas condena, mas celebra essa condenação. Veja se isso se parece um pouco com Jerusalém, na oração de Neemias:

“Agimos de forma corrupta e vergonhosa contra ti. Não temos obedecido aos mandamentos, aos decretos e às leis que deste ao teu servo Moisés. Lembra-te agora do que disseste a Moisés, teu servo: ‘Se vocês forem infiéis, eu os espalharei entre as nações, mas, se voltarem para mim, e obedecerem aos meus mandamentos e os puserem em prática, mesmo que vocês estejam espalhados pelos lugares mais distantes debaixo do céu, de lá eu os reunirei e os trarei para o lugar que escolhi para estabelecer o meu nome’"(Neemias 1:7-9)

Certamente há algumas semelhanças entre a Babilônia e Jerusalém. Ambas pecaram contra Deus e caíram em apostasia, e ambas foram condenadas por Deus em função disso. Mas as semelhanças terminam aqui, e então você começa a perceber o imenso e gritante contraste entre a Babilônia e Jerusalém: enquanto a Babilônia é algo que Deus odeia e sua destruição é algo que Deus celebra, com Jerusalém é exatamente o contrário: Deus estende os seus braços com amor assim como um pai faz para com um filho, e lhe concede sempre a oportunidade de se arrepender e de voltar para Si, e então Deus reúne o Seu povo até mesmo dos lugares mais distantes. Há a parte da condenação, mas também há a parte do amor e da misericórdia. Com a Babilônia, há somente a condenação e a celebração desta condenação, sem nenhum tom de amor, misericórdia ou oportunidade de arrependimento.

Perceba também que os contrastes aumentam à medida que paramos para analisar os detalhes. Deus diz sobre a Babilônia (que os preteristas creem ser Jerusalém) que ela seria destruída para nunca mais ser encontrada, ela seria destruída para sempre. O que aconteceu com Jerusalém foi exatamente o contrário. Ela foi destruída pelos romanos em 70 d.C, mas os judeus não foram aniquilados completamente e ainda conseguiram de volta o Estado de Israel em reconhecimento oficial desde 1948. Hoje, em Israel há som dos harpistas, dos músicos, dos flautistas e dos tocadores de trombeta, há artífices, ruído de pedras de moinho, noivos e noivas, comércio, todas essas coisas que João diz que não existiriam na Babilônia NUNCA MAIS (Ap.18:20-24)!

O pior de tudo para os preteristas é a afirmação do verso 7, onde os “babilônicos” dizem:

“...Estou sentada como rainha; não sou viúva e jamais terei tristeza” (v.7)

Vamos contextualizar essa passagem mais uma vez. Os preteristas situam o livro de João no ano 68 d.C, aproximadamente. Nesta época os judeus estavam sendo subjugados pelos romanos, razão pela qual eles se revoltaram. Essa revolta não deu em nada, porque os romanos vieram e cercaram Jerusalém. Enquanto muita gente morria de fome dentro dos muros da cidade, os romanos atiravam flechas contra ela, queimavam seus muros, depois entraram e acabaram com tudo o que tinham direito. Jerusalém, que já era “escrava” nesta época, foi arrasada depois disso. Mesmo assim, João diz que a Babilônia estava sentada como rainha!

Quem seria o insano de dizer que está assentado como rainha (sinal de autoridade sobre os demais) enquanto é “escravo” dos romanos, enquanto é massacrado por eles, enquanto vê seu principal símbolo (o Templo) sendo despedaçado e enquanto vê milhares do seu povo morrendo cruelmente? Dizer que Jerusalém estava sentada como rainha naquelas circunstâncias seria o mesmo de, nos dias de hoje, dizermos que o Haiti reina sobre os reis da terra, ou que o Iraque está assentado soberanamente em um trono. Naquela circunstância, Roma era os EUA, e Jerusalém era o Iraque. Roma atacava, Jerusalém era arrasada. Roma que reinava com autoridade, enquanto Jerusalém apenas tinha a lamentar.

Vamos sumariar aqui o que já vimos até agora:

BABILÔNIA
JERUSALÉM
Reinava sobre os reis da terra no momento em que João escrevia (Ap.17:18)
Estava sendo massacrada pelos reis da terra
Estava assentada como rainha (Ap.18:7)
Estava na posição de servo e não de autoridade
É odiada por Deus (Ap.18:6-7)
É amada por Deus (Ap.20:9)
É condenada para sempre (Ap.18:14)
É condenada temporariamente
Sua destruição é celebrada por Deus e pelos santos (Ap.18:20)
Sua destruição sempre foi tratada com tristeza, tanto da parte de Deus como da parte dos santos
Nunca mais se reergueria (Ap.19:3)
Reergueu-se e existe até hoje
Após sua destruição, nunca mais se ouviria ali o som de música, nem teria casamentos, nem construções, nem comércio (Ap.18:21-23)
Tem tudo isso e muito mais
Todas as nações foram seduzidas por suas feitiçarias (Ap.18:23)
Nunca exerceu tamanha influência em escala global
Seus mercadores eram os grandes do mundo (Ap.18:23)
Nunca teve os maiores mercadores do mundo
Era a maior de todas as cidades do mundo (Ap.18:18)
Nunca foi a maior de todas as cidades do mundo
Sua destruição é comemorada aos sons de “Amém! Aleluia!” (Ap.19:3-4)
Isso nunca aconteceu com Jerusalém. Mesmo quando os judeus eram levados ao exílio, sua destruição nunca foi celebrada. Era uma nota triste, não um grito de alegria.
Deus não tem mais plano nenhum para com ela, apenas a condenação (Ap.18:6-24)
Paulo diz que o endurecimento de Israel era momentâneo, e que no fim todo o Israel será salvo (Rm.11:25-26)


Biblicamente há mais contrastes entre Jerusalém e a Babilônia do que nesta música do “Voz da Verdade”:

(obs: não significa que eu goste desta música... não confundam as coisas!)

A questão não é tão simples quanto pegar um versículo isolado que mostre Jerusalém com uma característica da Babilônia e então concluir que a Babilônia é Jerusalém, como os preteristas sempre fazem. Isso nunca foi considerado exegese. Isso é teologia de fundo de quintal, uma hermenêutica de araque. Nunca foi considerado um método legítimo de interpretação ou qualquer coisa minimamente séria. Nós poderíamos fazer o mesmo para colocar qualquer cidade nestas descrições, caso quiséssemos.

Por exemplo, da mesma forma que os preteristas dizem que Jerusalém é a “grande cidade” por causa de certas passagens do Antigo Testamento que afirmam que Jerusalém é uma grande cidade, nós poderíamos citar este texto isolado para dizer que a grande cidade do Apocalipse é Nínive, porque está escrito:

“Vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela a mensagem que eu vou dar a você” (Jonas 3:2)

Ou então poderíamos dizer que esta grande cidade é Calá, porque está escrito:

“E Resém, que fica entre Nínive e Calá, a grande cidade (Gênesis 10:12)

Isso seria, evidentemente, aquilo que eu chamo de exegese de araque, que é o mesmo que os preteristas fazem para dizer que Jerusalém é a grande cidade, também ligando com passagens do Antigo Testamento. O fato é que não basta ter algumas características da Babilônia – é necessário ter todas elas. Jerusalém, assim como Nínive, pode ter algumas semelhanças com características da Babilônia, mas nem de longe tem todas elas. O alvo certo não é aquele que tem algumas características, mas sim o que tem todas as características. Isso é totalmente ignorado pelos preteristas, sejam eles preteristas completos ou parciais, protestantes ou católicos.

Mas a gota d’água, para fechar o caixão preterista de uma vez por todas, é Zacarias 14. Este capítulo inteiro é um ataque cardíaco no coração dos antissemitas. Vejamos o que ele nos diz:

Zacarias 14
1 Vejam, o dia do Senhor vem, quando no meio de vocês os seus bens serão divididos.
2 Reunirei todos os povos para lutarem contra Jerusalém; a cidade será conquistada, as casas saqueadas e as mulheres violentadas. Metade da população será levada para o exílio, mas o restante do povo não será tirado da cidade.
3 Depois o Senhor sairá à guerra contra aquelas nações, como ele faz em dia de batalha.
4 Naquele dia os seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e o monte se dividirá ao meio, de leste a oeste, por um grande vale, metade do monte será removido para o norte, a outra metade para o sul.
5 Vocês fugirão pelo meu vale entre os montes, pois ele se estenderá até Azel. Fugirão como fugiram do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá. Então o Senhor, o meu Deus, virá com todos os seus santos.
6 Naquele dia não haverá calor nem frio.
7 Será um dia único, no qual não haverá separação entre dia e noite, porque quando chegar a noite ainda estará claro. Um dia que o Senhor conhece.
8 Naquele dia águas correntes fluirão de Jerusalém, metade delas para o mar do leste e metade para o mar do oeste. Isto acontecerá tanto no verão quanto no inverno.
9 O Senhor será rei de toda a terra. Naquele dia haverá um só Senhor e o seu nome será o único nome.
10 A terra toda, de Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém, será semelhante à Arabá. Mas Jerusalém será restabelecida e permanecerá em seu lugar, desde a porta de Benjamim até o lugar da primeira porta, até a porta da Esquina, e desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei.
11 Será habitada; nunca mais será destruída. Jerusalém estará segura.
12 Esta é a praga com a qual o Senhor castigará todas as nações que lutarem contra Jerusalém: Sua carne apodrecerá enquanto estiverem ainda em pé, seus olhos apodrecerão em suas órbitas e sua língua apodrecerá dentro de suas bocas.
13 Naquele dia grande confusão dominará essas nações, causada pelo Senhor. Cada um atacará o que estiver ao seu lado.
14 Também Judá lutará em Jerusalém. A riqueza de todas as nações vizinhas será recolhida, grandes quantidades de ouro, prata e roupas.
15 A mesma praga cairá sobre cavalos e mulas, camelos e burros, sobre todos os animais daquelas nações.

Os preteristas tradicionalmente interpretam estes versos como se tratando da batalha entre Jerusalém e Roma em 70 d.C, que para eles resume toda a tribulação apocalíptica. Mas há um problema capital aqui: em 70 d.C Jerusalém saiu derrotada, mas aqui é Jerusalém quem vence! O verso 2 mostra Jerusalém sendo atacada por exércitos inimigos, mas isso nem de longe é uma referência a 70 d.C, pois o mesmo verso diz que “a metade do povo não será tirada da cidade”, o que não ocorreu em 70 d.C. E mesmo se fosse uma referência a 70 d.C, a continuação do capítulo diz que o Senhor lutaria por Jerusalém contra aquelas nações, que Jerusalém seria restabelecida e permaneceria em seu lugar!

Este é mais um contraste com a “Babilônia” de Apocalipse 18:

APOCALIPSE 18
ZACARIAS 14
“Com igual violência será lançada por terra a grande cidade da Babilônia, para nunca mais ser encontrada (v. 21)
“Mas Jerusalém será restabelecida e permanecerá em seu lugar” (v. 10)
“Nunca mais se ouvirá em seu meio o som de harpistas, dos músicos, dos flautistas e dos tocadores de trombeta. Nunca mais se achará dentro de seus muros artífice algum, de qualquer profissão. Nunca mais se ouvirá em seu meio o ruído das pedras de moinho. Nunca mais brilhará dentro de seus muros a luz da candeia. Nunca mais se ouvirá ali a voz do noivo e da noiva” (vs. 22-23)
“Jerusalém será habitada; nunca mais será destruída. Jerusalém estará segura” (v. 11)

Embora os textos estejam tratando obviamente de coisas distintas, na cabeça do preterista é tudo a mesma coisa: Zacarias 14, como um texto explicitamente escatológico (v.1), seria nada a menos que o retrato da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C. Eles fingem não perceber que em Zacarias 14 Jerusalém vence a guerra (vs.10-15), enquanto em Apocalipse 18 a Babilônia perde a guerra. Eles também fingem não perceber que a Babilônia seria totalmente destruída para sempre, enquanto com Jerusalém ocorreria precisamente o contrário disso (Zc.14:10-11). Mesmo assim, eles insistem em dizer que Jerusalém é a Babilônia, pois tem uma imaginação fértil, que faz verdadeiros malabarismos com os textos bíblicos.

Nem precisamos apelar para Zacarias 14 para constatar que Jerusalém não pode ser, de jeito nenhum, a Babilônia. Basta ir ao próprio Apocalipse, capítulo 19, que diz:

“As nações marcharam por toda a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos, a cidade amada; mas um fogo desceu do céu e as devorou” (Apocalipse 20:9)

Pergunte a qualquer preterista, e ele irá dizer que isso daqui é (adivinhem) mais uma descrição da batalha entre Jerusalém e Roma em 70 d.C. Mas há um problema: em 70 d.C Jerusalém perdeu, e neste texto Jerusalém vence. O fogo que aparece caindo do céu está claramente ligado às nações inimigas que cercaram a superfície da terra e a cidade amada (Jerusalém). O fogo destrói estas nações inimigas, e não Jerusalém! O texto coloca no plural: as devorou, porque está em relação às nações, e não à cidade amada!

Enquanto em 70 d.C Jerusalém foi queimada (destruída), nesta descrição bíblica Jerusalém é preservada por Deus e são seus inimigos que são queimados! E, para piorar, Jerusalém é chamada de “cidade amada”, apenas dois capítulos depois da Babilônia ser considerada um “covil de demônios e antro de todo espírito imundo, antro de toda ave impura e detestável”(Ap.18:2) e de Deus mandar celebrar a sua destruição (Ap.18:20), por ser a “mãe de todas as abominações e prostituições da terra”(Ap.17:5)!

Esta síndrome da bipolaridade persegue o pobre do preterista: uma hora a “Babilônia Jerusalém” é a cidade odiada, dois capítulos depois Jerusalém é a cidade amada. Uma hora a “Babilônia Jerusalém” perde a guerra, dois capítulos depois Jerusalém aparece vencendo a guerra. Uma hora a “Babilônia Jerusalém” aparece sendo destruída para sempre para nunca mais subsistir, e outra hora Jerusalém aparece restabelecida, habitada e segura. No fim das contas, o preterista vai querer te convencer, a qualquer custo, que a grande tribulação é uma batalha de Jerusalém contra Jerusalém, onde Jerusalém ganha e Jerusalém perde, e então Jerusalém é destruída para sempre e Jerusalém permanece mais firme que nunca. Se eu posso dar uma dica, não confie neles.

#FicaDica.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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28 de janeiro de 2015

Lista de artigos-resposta sobre a imortalidade da alma e outros informativos


(Oscar Cullmann e Azenilto Brito)

Frequentemente pessoas me escrevem nos comentários dos meus blogs ou por e-mail perguntando-me sobre certas passagens bíblicas específicas que os imortalistas costumam usar na defesa da tese falida e fracassada da imortalidade da alma. “Lucas, você tem algum artigo sobre o rico e o Lázaro?”; “Lucas, o que você me diz sobre o ladrão da cruz?”; “Lucas, e o ‘partir e estar com Cristo’?”, etc. Eu sempre respondo a cada um com um artigo específico para cada uma destas e das outras passagens semelhantes, mas reconheço que essas dúvidas ocorrem por desorganização minha, pois embora tenha um blog inteiramente direcionado ao tema ("Desvendando a Lenda") os artigos estão espalhados pelo blog e dificilmente alguém consegue achar exatamente o que está procurando.

Por isso organizei uma tabela com uma lista de artigos-resposta sobre o tema, para que o leitor tenha um acesso mais fácil à explicação de cada passagem em questão. Eu não vou passar aqui os argumentos de “ataque”, mas somente os de “defesa”. Alguém que queira ver uma lista de “ataque” pode consultar minhas 206 provas contra a imortalidade da alma, ou simplesmente ler meu livro sobre o tema, o que é bem mais recomendável. O que listarei abaixo são somente os artigos explicativos, sobre aqueles textos que são usados por eles:

TEXTO
RESPOSTA
Parábola do rico e Lázaro
O ladrão da cruz e o “hoje”
Partir e estar com Cristo
Moisés vivo no monte da transfiguração
As “almas” debaixo do altar
Não temam aqueles que não podem matar o corpo, mas não a alma
Os “espíritos” em prisão
Significado de Sheol/Hades
Levar cativo o cativeiro
Um espírito não tem carne e osso
No corpo ou fora do corpo
“Samuel” aparecendo a Saul em En-Dor
Deus de vivos, não de mortos
A existência de dois juízos (particular e geral)
O bicho que não morre
O fogo eterno
O “castigo eterno” de Mateus 25:46
Apocalipse e o tormento eterno
O lago de fogo

Eu também recomendo entusiasticamente os artigos de Azenilto Brito sobre a imortalidade da alma. Eles são ótimos, é material de primeira linha, que me ajudou muito na compreensão do tema no início de 2010, sem a clareza e a lucidez das argumentações do Azenilto eu posso assegurar que boa parte do meu livro não existiria. Não é bajulação, é fato: Azenilto escreve de uma forma inteligente que nos leva a raciocinar melhor, o que contribuiu muito no meu próprio modus operandi de argumentação, até mesmo em várias passagens que não foram mencionadas pelo Azenilto.

Eu gostaria de terminar esta parte do artigo recomendando o excepcional livro de Samuelle Bachiocchi (“Imortalidade ou Ressurreição?”), mas lastimavelmente não encontrei nenhum lugar na internet que ainda venda o livro online. Mesmo assim, ainda é possível ler online o capítulo 2 e o capítulo 3do livro dele, que é mais empolgante precisamente pelo fato de Bacchiocchi dar mais atenção aos significados de “alma” e “espírito”, em um estudo muitíssimo aprofundado sobre o tema, enquanto eu no meu livro dou mais ênfase aos textos bíblicos que dizem o que ocorre entre a morte e a ressurreição. De certa forma, a leitura do livro dele e do meu se completam.

Por fim, há também o livro do Dr. Oscar Cullmann, um renomado teólogo luterano que também abandonou a posição de imortalidade da alma ao estudar o tema de forma mais profunda e abrangente, e escreveu o livreto “Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos?”, que pode ser lido clicando aqui. É um livro pequeno, com poucas páginas, nada que exija muito tempo do leitor. Em se tratando de apologética, é uma preciosidade rara, com uma refinada abordagem filosófica.

Agora mudando totalmente de assunto: o blog “Preterismo em Crise” teve seu título e endereço alterado para “Estudando Escatologia” (http://estudandoescatologia.blogspot.com.br). Se você tentar entrar pelo endereço antigo (preterismoemcrise.blogspot.com) vai aparecer uma mensagem de que o blog não existe. A razão pela qual eu decidi fazer isso é porque pretendo abordar também outros temas escatológicos que vão além do preterismo, pois o preterismo não é o único erro escatológico a ser combatido, embora seja o erro mais grave e estúpido. Desta forma eu posso escrever ali qualquer assunto escatológico mesmo que fuja do tema “preterismo”, o que evitaria passar o vexame de, por exemplo, criar um site chamado “As Mentiras do Apocalipse Protestante” onde só 10% dos artigos dali são para falar do Apocalipse. É preciso ser sensato, lúcido e ter bom senso, o que me levou a esta mudança.

Informo ainda que os templates dos blogs "O Cristianismo em Foco" e "Estudando Escatologia" foram aperfeiçoados (o do último, pelo menos, estava realmente ridículo, quase tão horroroso quanto os blogs macabeus da net). Eu ainda pretendo melhorar alguma coisa neles, e aceito sugestões. 


(Template novo do blog "O Cristianismo em Foco")


(Template novo do blog "Estudando Escatologia")

Criei ainda mais um blog, desta vez para tratar especificamente de ateísmo e dialogar com os neo-ateus (dizem que eles são mais chatos que os católicos fanáticos, mas eu duvido). O título ficou sendo "Ateísmo Refutado" e o endereço é: ateismorefutado.blogspot.com. Além dos artigos que já postei ali, pretendo ainda postar parte por parte do meu livro mais recente (ainda em construção), que é uma refutação à “Deus, um Delírio”, de Richard Dawkins, assim que o livro for concluído.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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25 de janeiro de 2015

Pede à mãe que o filho atende?


Imagine que você tenha um amigo que precise ouvir uma mensagem importante que você tem a lhe dizer. O que você faz? Telefona diretamente para ele? Não. Você liga para a mãe dele, e pede para que ela lhe dê o recado. É claro que é assim que você age em seu cotidiano. Pelo menos se você for católico, deveria agir assim. Quem não age assim e prefere ter a petulância de ligar direto para o amigo para quem você quer transmitir a mensagem são aqueles “protestantes”, os “filhos da serpente”, que seguem o “rebelado Lutero”. As pessoas inteligentes, logicamente, ligam para a mãe, para que ela dê o recado ao filho. Não ligam para o filho. Nem ouse fazer algo assim!

Mas imagine que o seu telefone não esteja funcionando, e que você more a apenas algumas ruas deste seu amigo, e decida ir a pé até a casa dele para lhe dar esta importante notícia. Você chega ao portão da casa dele, bate palmas, e um homem atende: é o seu amigo. Você então lhe diz: “Chame a sua mãe para mim”. “Para que?”, questiona ele. “Para que ela dê uma mensagem a você”, você responde. Este seu amigo fica perplexo, sem entender nada. No início ele pensa que você está apenas brincando, fazendo uma piada, mas depois começa a perceber que você está falando sério, e entende que você está tendo sérios problemas psiquiátricos.

Enquanto ele liga para um psiquiatra, a mãe dele chega e te atende.

Você – Dê esse recado ao seu filho, por favor.

Ela – Ele está aqui. Por que você não fala com ele?

Você – Eu não quero falar direto com ele. Eu quero falar com você, para que você passe essa mensagem a ele.

Ela – Mas por quê? Você brigou com ele? Ele te fez algum mal?

Você – Não, senhora [sem trocadinhos]. Eu gosto muito dele, na verdade eu até o adoro, mas não gosto de falar direto com ele, não. Eu acho mais eficiente falar com você, para que então você transmita esta mensagem a ele. Pode ser assim?

Ela – Tem certeza que você está passando bem?

Você – Espere um momento. Se eu me prostrar diante de você, rezar dez vezes o terço e vinte e sete vezes o rosário, pagar minhas promessas, subir de joelhos as escadarias do senhor do Bonfim, levar uma imagem sua em procissão e te servir para sempre, será que assim você pode transmitir essa mensagem a ele?

Ela – É, você não está bem. Quer que eu chame um médico?

Neste exato momento chega um homem com uma camisa de força, o seu amigo volta e lhe diz:

Ele– Meu amigo, você tem livre acesso a mim. Entendeu? Livre acesso (Ef.3:12)! Você pode se sentir seguro e confiante em falar diretamente comigo (Hb.4:16). Não precisa de intermediários (Jo.14:6). Não existe outro mediador (1Tm.2:5)! Eu sofri exatamente para lhe dar essa oportunidade, de ser um comigo (Jo.17:21). Você é meu amigo (Jo.15:15)! Entende o que é isso? Um amigo! Eu sou o único caminho (Jo.14:6)! Entendeu? O único! Se você está cansado ou sobrecarregado, venha a mim, e eu lhe darei descanso (Mt.11:28)! Aquele que tem sede, venha a mim e beba da água da vida (Ap.22:17)! Aquele que me buscar, me encontrará (Jr.29:13)! Todo aquele que me pede, de mim recebe; todo aquele que bate a minha porta, eu abro (Mt.7:8)! Você pode chegar a mim com confiança, que alcançará misericórdia e graça (Hb.4:16)! Tudo o que você pedir em meu nome, eu lhe darei (Jo.14:13)!

Você – Não, não, obrigado. Chame a sua mãe.

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Toda a doutrina católica sumariada no jargão tosco de “pede à mãe que o filho atende” é baseada em duas premissas fundamentais. A primeira delas é a sugestão implícita de que, se pedir ao filho, o filho não atende. Tem que pedir à mãe para que o filho atenda. Algo ilógico, irracional, estúpido e completamente antibíblico, que só pode ser aceito por uma fé cega em homens. A segunda premissa implícita é a de Jesus visto como um filho indefeso e subordinado à Maria. Os católicos, mesmo que algumas vezes subconscientemente, tem uma mentalidade na qual Jesus é visto como um eterno e indefeso bebê segurado pelos braços de Maria.

No catolicismo, a submissão é de Jesus à Maria, e não o contrário. Jesus é o filho submisso de Maria, que é quem realmente “manda” na casa. É por isso que eles insistem que devemos pedir à mãe, porque eles vêem Jesus no Céu como um bebezinho preso em uma manjedoura, totalmente carente e dependente da mãe. Eles não vêem Jesus como ele realmente é, com todo o poder e glória que ele tem. Eles têm a imagem da terra, e não a imagem do Céu. Paulo, contudo, já se antecipava em dizer:

“De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano. Ainda que antes tenhamos considerado a Cristo dessa forma, agora já não o consideramos assim(2ª Coríntios 5:16)

O Jesus do catolicismo não cresceu. Nunca saiu da manjedoura. Ainda precisa de Maria para tudo, ainda é uma criança indefesa, ainda é dependente dos seus pais, ainda é submisso à Maria, ainda precisa que as outras pessoas falem com ela primeiro, para depois o comunicado chegar aos seus ouvidos. No catolicismo romano, Maria ainda cuida do menino Jesus. Ele já ressuscitou em glória há dois mil anos, mas os católicos ainda têm a imagem do homem terreno, não do celestial. O Jesus do catolicismo ainda não morreu, e muito menos ressuscitou. Ele simplesmente não saiu da manjedoura.

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Há outras duas falhas cruciais no pensamento católico. A primeira delas é ignorar que nós temos livre acesso a Jesus, e que, portanto, não temos e nem precisamos de outros mediadores entre nós e Cristo:

Efésios 3:11-12 “De acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor, por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele

João 14:6 – “Respondeu Jesus: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim’”

Hebreus 4:14-16 – “Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”

1ª Timóteo 2:5 – “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus”

João 14:13 – “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei”

Mateus 11:28 – “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”

O segundo grande problema do pensamento católico é desconsiderar o que a Bíblia nos diz sobre o estado atual dos mortos. Imagine que você liga para a mãe do seu amigo querendo falar com o seu amigo, mas ela não atende. Então você decide ter a brilhante ideia de ligar direto para o seu amigo para falar com ele diretamente. Ele atende, e diz que a sua mãe não estava em casa no momento, só ele. O que você faria? Esperaria até ela chegar ou pediria diretamente a ele?

É exatamente isso o que a Bíblia nos diz sobre o estado atual dos mortos. Eles não ressuscitaram ainda para que possam estar na presença de Deus. Os mortos não são “mortos-vivos”, vagando em algum lugar do Universo em forma incorpórea ao maior estilo fantasminha camarada. Ao contrário: os mortos estão somente... mortos. Sem vida. Sem existência. Sem consciência. Voltando à analogia, eles ainda não estão na casa. Jesus disse que “na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes um lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver(Jo.14:2-3). É somente na volta de Jesus, concomitantemente ao momento da ressurreição, que ocuparemos estas moradas. Não antes. O que a Bíblia nos diz sobre o estado atual dos mortos é tão claro e evidente que dispensa maiores comentários:

Eclesiastes 9:5-6 – “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”

Eclesiastes 9:10 – “Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria

Salmos 146:4 – “Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos

Salmos 115:17 – “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio”

Salmos 6:5 – “Pois na morte não há lembrança de ti; no Sheol quem te louvará?”

Isaías 38:19 – “Os vivos, e somente os vivos, te louvam, como hoje estou fazendo”

Atos 2:34 – “Pois Davi não subiu ao céu, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita’”

Lucas 14:13-14 – “Mas, quando der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos, e os cegos. Feliz será você, porque estes não têm como retribuir. A sua recompensa virá na ressurreição dos justos

1ª Coríntios 15:29-32 – “Se não há ressurreição, que farão aqueles que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que se batizam por eles? Também nós, por que estamos nos expondo a perigos o tempo todo?Todos os dias enfrento a morte, irmãos; isso digo pelo orgulho que tenho de vocês em Cristo Jesus, nosso Senhor. Se foi por meras razões humanas que lutei com feras em Éfeso, que ganhei com isso? Se os mortos não ressuscitam, 'comamos e bebamos, porque amanhã morreremos'"

(Junte isso às mais de 59 passagens bíblicas que falam explicitamente da morte da alma, às 206 provas bíblicas contra a imortalidade da alma, aos 152 versículos bíblicos em favor do aniquilacionismo e a todo o arsenal presente nas mais de 800 páginas do meu livro "A Lenda da Imortalidade da Alma" e seu complemento "A Verdade sobre o Inferno")

Se já é sandice o simples fato de falar com a mãe de alguém para enviar uma mensagem que poderia ser perfeitamente bem entregue diretamente a este alguém ao invés de ter de passar pela mãe, imagine se a mãe não está em casa, mas somente o filho. Acho que você teria uma outra boa razão para entregar esta mensagem ao filho. Diretamente. Com confiança. Sem medo, porque “o amor expulsa o medo” (1Jo.4:18), e “Deus é amor” (1Jo.4:16). Isso pode parecer chocante para algum romanista mariólatra, mas saiba que Deus te ama mais do que Maria ou qualquer outra pessoa da face da terra possa te amar.

Maria é uma santa que jamais aceitaria toda a adoração e glorificação que hoje é feita a ela. Quando o anjo a exaltou, a própria Maria se humilhou: “meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; porque atentou na baixeza de sua serva” (Lc.1:47-48). Maria reconheceu que necessitava de um Salvador assim como todos os demais seres humanos pecadores, e se humilhou diante dEle. Hoje, os católicos fazem o inverso: a engrandecem e a glorificam a tal ponto que Jesus é dispensado e posto de lado para que Maria seja colocada como prioridade no recebimento das orações.

Jesus não é mais um bebê em uma manjedoura. Jesus é o Senhor e Salvador da própria Maria. Jesus é aquele a quem a própria Maria, assim como todos os demais santos e servos do Deus vivo, deve submissão, honra e adoração. Não é Maria quem está batendo hoje às portas de cada coração procurando alguém que a receba. É Jesus quem diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”(Ap.3:20). Maria descansa o sono da morte com todos os demais santos, esperando aquele glorioso dia da ressurreição, onde junto conosco entrará naquela casa, naquelas moradas que nos esperam. Enquanto isso, peça ao filho, que o filho atende.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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