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Breve refutação a dez calúnias católicas sobre a Reforma

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Estou redigindo um livro sobre a Reforma Protestante, que pretendo que fique pronto até o aniversário de 500 anos da Reforma, em 31 de outubro. Para esse fim, há meses venho lendo o máximo de livros possíveis sobre o tema, pois pretendo que o mesmo tenha pelo menos cem referências bibliográficas, que é o mínimo exigido em qualquer trabalho acadêmico sério em história (essa é a principal razão pela qual tenho atualizado tão pouco o blog ultimamente). Aqui eu não vou argumentar extensivamente em cima de cada ponto que os papistas sem estudo e nem formação distorcem e mentem descaradamente, o que deixarei para fazer em profundidade no livro, com capítulos específicos referentes a cada questão abaixo e a muitas outras.

Mais uma da fábrica de mentiras da apologética católica: Henrique VIII era protestante?

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Decidi tirar essas semanas apenas para desmascarar as fraudes da apologética católica no campo histórico, já que no campo bíblico chega a ser covardia e até já perdeu a graça. Mas são tantas mentiras grosseiras pra desmascarar, que sinto que meu objetivo só irá se consumar em anos ou décadas – se tiver sorte. Estive relendo o que os principais sites de apologética católica escreveram sobre a Reforma e, com o conhecimento histórico mais profundo que tenho hoje em relação ao que tinha antes, me assustei de verdade com a quantidade gigantesca e assombrosa de mitos, mentiras e distorções grotescas dos mais variados tipos. O nível da coisa é simplesmente surreal. E olha que para alguém que lida com catolicismo há tantos anos como eu, e ainda me assustar com alguma coisa neste meio, é porque a coisa é feia mesmo.

O "Saque de Roma" é o exemplo da desonestidade da apologética católica

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Quando eu digo que apologética católica e picaretagem são sinônimos, que apologista católico é por definição alguém com fobia a livros e praticamente sempre um desonesto, e que eles não se importam com a verdade mas apenas com o que pode ser usado por conveniência contra os protestantes, alguns podem pensar que eu estou exagerando. Neste artigo mostrarei com um simples exemplo prático como que tudo aquilo que eu sempre digo ainda é pouco em comparado ao que esses embusteiros são capazes de fazer.

O que diz o livro que os católicos citam sem ler

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Há poucos dias publiquei aqui o artigo intitulado "A terrível, monstruosa e abominável Inquisição Protestante" , onde investigo o principal livro utilizado pelos apologistas católicos para sustentar – mediante um único parágrafo pincelado, distorcido e recortado – a existência de uma suposta “inquisição protestante”, da qual o autor do livro realmente nunca falou. Como eu mostrei no artigo em questão, o autor citado pelos apologistas católicos para embasar uma suposta “inquisição protestante”: • Nunca descreveu a guerra dos camponeses como sendo uma “inquisição”, muito menos protestante. • Nunca disse qualquer coisa sobre aquilo ser fruto de intolerância religiosa (os camponeses eram, inclusive, simpatizantes de Lutero, que tentava convencê-los na base do diálogo a deixar a bandidagem). • Nunca retratou esses camponeses como “inocentes”. Ao contrário: disse que eram bandidos, saqueadores, que depredavam as igrejas, quebravam as imagens, destruíam as bibl...

A terrível, monstruosa e abominável "Inquisição Protestante"

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(Imagem do monge rebelado pregando as teses da inquisição protestante) Revisionismo histórico é quando um bando de sem vergonhas tenta desesperadamente mudar aquilo que está consumado perante a história mundial, mediante truques baixos e uma nova literatura formada especificamente para este objetivo. Existem, por exemplo, revisionistas nazistas, que são os “historiadores” que tentam dizer hoje que o holocausto judeu nunca aconteceu, ou que, se aconteceu, não morreu quase ninguém. Um certo Porcão que detesta o povo israelita mantém este ponto de vista inescrupuloso, assim como outros dementes por todo o mundo, inclusive alguns de batina. No caso do catolicismo, a tentativa consiste, primeiramente, em negar absolutamente tudo o que os livros de história, os livros escolares, os historiadores do passado, a opinião popular e acadêmica, enfim, o que todos afirmaram por séculos sobre a inquisição católica. Como eles estão desesperados, perdendo fieis até para a Seicho-No-Ie e para...