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Mostrando postagens com o rótulo Unidade Católica e Divisão Protestante

A fábula da unidade católica e a verdadeira unidade cristã

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Uma das coisas mais fascinantes em estudar a história da Reforma é a Guerra dos Trinta Anos. Fascinante não pela guerra em si, que foi um horror que resultou no maior número de mortos em guerras até a época – foram entre três e onze milhões de vítimas –, quando os príncipes e reis católicos quiseram impor o catolicismo à força através da espada e os protestantes se reuniram para defender seu território, sua fé e suas vidas. Antes, a história torna-se fascinante pelo seu desfecho absolutamente inesperado: quando tudo parecia completamente perdido para o campo reformado, com a poderosa Espanha saindo em auxílio dos católicos e os exércitos papistas prevalecendo contra a liga protestante, um país católico entra na guerra e embaralha tudo: a França.

Catecismo católico refuta a apologética católica

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O principal argumento da apologética católica, e às vezes o único, é o da “divisão protestante” , sobre a qual eu já escrevi dezenas de artigos que podem ser conferidos nesta tag . Argumentam os papistas apologéticos que todos os evangélicos estão hoje sob o “pecado da divisão”, porque provém da “divisão de Lutero” ou porque são divididos entre si. Quem dá o hadouken neste argumento ridículo é o próprio Catecismo Católico, que afirma: 818. Os que hoje nascem em comunidades provenientes de tais rupturas, «e que vivem a fé de Cristo, não podem ser acusados do pecado da divisão . A Igreja Católica abraça-os com respeito e caridade fraterna [...]. Justificados pela fé recebida no Batismo, incorporados em Cristo , é a justo título que se honram com o nome de cristãos e os filhos da Igreja Católica reconhecem-nos legitimamente como irmãos no Senhor» (278). Como se vê, para o Catecismo Católico os que causaram a ruptura (no caso Lutero, na ótica deles) tem pecado, mas os que ho...

Como a Igreja de Roma rachou a Igreja de Cristo

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Em 1054 d.C, a Igreja sofre o seu primeiro grande cisma, que é mais conhecido como o “Cisma do Oriente”, quando teoricamente a Igreja do Oriente se revolta contra a Igreja do Ocidente e se separa. Mas historiadores das mais diversas vertentes religiosas têm observado que esta é uma perspectiva distorcida dos acontecimentos, uma vez que reflete apenas a visão do próprio ocidente, isto é, dos católicos romanos. Na perspectiva dos ortodoxos, o cisma é na verdade “do Ocidente”, e não “do Oriente”, uma vez que quem rompeu a comunhão não foi o Oriente, mas o Ocidente. Se isso é verdade, é uma bomba atômica nas costas daqueles que acusam Lutero de “causar cisma”, já que eles mesmos causaram um cisma séculos antes. Um famoso site ortodoxo afirma: “Ao contrário do que alguns historiadores afirmam, o cisma é realmente ‘do Ocidente’, visto que foi a Igreja Romana quem se separou da comunhão de Fé das Igrejas Irmãs (...) De fato, a Igreja de Roma, graças a fatores essencialmente polí...

Os cinco erros mais habituais de um romanista

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Os romanistas em seus debates costumam empregar diversas falácias, erros de lógica, anacronismo, distorções históricas e manipulações de dados, mas aqui me limitarei a comentar brevemente sobre os cinco erros mais comuns. 1º Achar que a atual Igreja Católica Romana é a mesma Igreja Católica antiga É o erro mais rotineiro. O papista, por ignorância ou desonestidade, tenta usar escritos dos Pais da Igreja onde eles falavam da “Igreja Católica”, e então considera como se estivessem dizendo a mesma coisa que “Igreja Católica Apostólica Romana”. Isso é absurdamente falso. A Igreja, naquela altura, não era “Romana”, mas somente “Católica”, que significa  universal.  Um Pai da Igreja que falava em “Igreja Católica” nem de longe estava se referindo a uma igreja em  particular,  como a romana, mas meramente se referindo à Igreja como um todo, isto é, presente em todas as partes do mundo da época. De fato, falar em Igreja “Católica Romana” é contradição de t...