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Os Pais da Igreja e a transubstanciação - Parte 2

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Esta é a segunda parte do estudo sobre os Pais da Igreja e a transubstanciação (a primeira parte você pode conferir  clicando aqui ). Irei continuar com mais citações dos Pais da Igreja sobre o tema. Já vimos citações claras e evidentes de que Agostinho, Virgílio, Crisóstomo, Teodoreto, Tertuliano, Inácio e até mesmo o papa Gregório I negavam a transubstanciação.    Iremos conferir, a partir de agora, mais evidências contundentes de que outros Pais da Igreja também negavam a tese da transubstanciação (canibalismo), e criam que as declarações de Cristo a respeito de que o pão era o seu corpo estavam em um sentido típico e simbólico. Foi exatamente assim que Orígenes de Alexandria (185 – 253) definiu a Ceia do Senhor:   “Não é a matéria do pão,   mas a palavra dita sobre ele, ao que ajuda ao que não o come indignamente. Tudo acerca do corpo é típico e simbólico ”  (Comentário sobre Mateus 15.10-20)   “E estas coisas certamente são ditas do corpo  tí...

Cristianismo: A Religião da Paz

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As Cruzadas, nas palavras de Hilário Franco, foram “expedições militares empreendidas contra os inimigos da Cristandade e por isso legitimadas pela Igreja, que concedia aos seus participantes privilégios espirituais e materiais” [1] . Pode parecer estranho que uma Igreja tida como cristã tenha se empenhado em assassinar “inimigos da Cristandade” ao fio da espada. Não parece: é . É importante ressaltar desde já que a Igreja que legitimou tudo isso não foi a Igreja cristã, nem tampouco uma igreja cristã. Foi uma seita romana que surgiu no racha de 1054 d.C, quando as duas maiores partes da Cristandade se desligaram e o papa passou a atuar como um ditador totalitário e megalomaníaco com amplos poderes dentro e fora da Igreja. As Cruzadas, portanto, nunca representaram um ideal cristão. O Cristianismo em sua forma legítima e original sempre foi contra as guerras, às vezes até de forma radical e incondicional. Jesus foi o primeiro a pedir que se oferecesse o outro lado da face ao ...

Tertuliano e Orígenes em defesa da Sola Scriptura

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•   Tertuliano (160 - 220) Tertuliano também se esforçou em mostrar a autoridade única da Bíblia: “Pois mesmo o apóstolo, em sua declaração - que ele não faz sem sentir o peso dela - que ‘Cristo morreu’, imediatamente adiciona, ‘de acordo com as Escrituras’, para que ele possa aliviar a dureza da declaração pela autoridade das Escrituras, e assim remover a ofensa do leitor” [1] Para ele, a única razão que poderia levá-los a crer em uma doutrina é se ela fosse dada a eles nas Escrituras: “Certamente não se poderia crer até mesmo nestas coisas mesmo do Filho de Deus, a menos que elas fossem dadas a nós nas Escrituras ” [2] Ele não diz: “a menos que nos seja dado na Escritura ou na tradição” , mas somente na Escritura. Ela é a única autoridade que pode levar um cristão a crer em alguma doutrina. Ela também é suficiente, como ele disse: “Nos deixe felizes em dizer que Cristo morreu, o Filho do Pai; e deixe isto ser suficiente, porque as Escrituras nos diss...