29 de setembro de 2013

Qual discípulo era o maior?


Certa vez, os discípulos perguntaram a Jesus: “quem é o maior no reino dos céus” (Mt.18:1)? Que perfeita oportunidade para Cristo dizer que era Pedro! Mas Cristo não disse nada disso.

Em outra oportunidade, o Senhor Jesus perguntou aos discípulos:

“E chegou a Cafarnaum e, entrando em casa, perguntou-lhes: Que estáveis vós discutindo pelo caminho? Mas eles calaram-se; porque pelo caminho tinham disputado entre si qual era o maior. E ele, assentando-se, chamou os doze, e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos”  (Marcos 9:33-36)

Percebam que interessante: os discípulos estavam discutindo entre eles sobre qual deles era o maior! Podemos imaginar Pedro argumentando como os católicos, talvez com base em Mateus 16:18. Podemos imaginar João dizendo que ele era o único “discípulo amado” do Mestre, que se reclinava ao seu peito na Mesa do Senhor. Podemos imaginar Natanel alegando que ele era o único a quem Cristo havia dito que era um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade. Podemos imaginar os outros discípulos fazendo menções a algum fato em especial que tenha marcado a vida deles com Jesus, como se isso significasse alguma posição especial e mais elevada em relação aos demais.

Mas então descobrem que Jesus estava ouvindo tudo desde o início. Constrangidos, eles ficam quietos. Ninguém mais tem coragem de mostrar seus argumentos para o Mestre, todos ficaram calados na expectativa de ouvirem do próprio Senhor deles a resposta para essa questão, sobre qual deles era o maior. Se Jesus fosse católico, certamente ele teria dito que aquela discussão era inútil, pois ele já teria falado que era Pedro. O “sobre esta pedra” e o poder das chaves foram ditos por Cristo a Pedro em Marcos 8:29, e essa discussão era posterior, em Marcos 9:33-36. Podemos imaginar o “Cristo católico” respondendo asperamente, dizendo:

“Como assim vocês ainda estão discutindo sobre quem de vocês é o maior? Não me ouviram dizendo agora há pouco que era Pedro? Não sabem que eu entreguei só a Pedro as chaves do Reino dos Céus? Não entenderam que vocês todos estão edificados ‘sobre esta pedra’ que é Pedro, e não eu? Então parem de discutir bobagens. O primado é de Pedro e ponto final!”

É assim que os católicos costumam reagir aos argumentos protestantes, mas como foi que o próprio Cristo reagiu a este respeito? Ele disse mesmo que aquela discussão era inútil, pois já estava decidido que era Pedro? É claro que não! Ele, ao contrário, disse isso:

“Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês (Marcos 10:42)

Fantástico! Ao invés de Cristo dizer que Pedro iria exercer domínio (primado, autoridade superior, jurisdição universal) sobre eles, ele diz que não seria assim entre eles! Ao contrário dos “governantes das nações”, que tinham autoridade sobre os que eram governados, Jesus diz que isso não aconteceria na comunidade cristã! Este verso é um golpe de morte na doutrina romanista do primado de Pedro, pois eles pensam exatamente o contrário: que Pedro e “seus sucessores” exerceriam autoridade sobre todos os demais bispos da comunidade cristã!

Note que Cristo estava traçando um contraste entre as nações e a Igreja. Ele diz que nas nações existem “governantes” (naquela época reis, hoje presidentes) que exerciam domínio (autoridade) sobre quem era governado, mas que isso não aconteceria entre os cristãos! Não obstante, a Igreja Católica pisa em cima das palavras de Cristo e faz exatamente o inverso: elege Pedro como exercendo primado sobre todos os demais da mesma forma que os governantes das nações governam as nações, e é dona de um poder temporal com o papa sendo o governante máximo do Estado do Vaticano!

Em outras palavras, Cristo fala para a Igreja ser o inverso daquilo que ocorre entre as nações, e a Igreja Católica faz exatamente igual ocorre nas nações, com um “rei” (papa) governando um Estado (Vaticano) e exercendo domínio temporal e espiritual sobre seus “súditos” (outros clérigos e leigos). Quando conferimos o significado das palavras usadas pelo evangelista Marcos, constatamos ainda mais fortemente o contraste entre o ensino de Cristo e o da Igreja Católica:

“a=kai tsb=o tsb=de tsb=iêsous proskalesamenos autous a=o a=iêsous legei autois oidate oti oi dokountes archein tôn ethnôn katakurieuousin autôn kai oi megaloi autôn katexousiazousin autôn”

Marcos usa duas palavras para traduzir aquilo que Jesus originalmente disse, expressando aquilo que, como vimos, era para os cristãos não serem. São elas:

2634 κατακυριευω katakurieuo
de 2596 e 2961; TDNT - 3:1098,486; v
1) colocar sob o seu domínio, sujeitar-se, subjugar, dominar.
2) manter em sujeição, domínio sobre, exercer senhorio sobre.

757 αρχω archo
uma palavra primária; TDNT - 1:478,81; v
1) ser o chefe, liderar, governar.

Ele disse que as nações tinham um governante terreno que as “dominavam” (archo) e “exerciam poder” (katakurieuo) sobre elas, e que não seria assim entre os cristãos, com alguém que exercesse archo ou katakurieuo sobre os demais cristãos. Ocorre que archo e katakurieuo são exatamente aquilo que os católicos designam a Pedro: archo designa exatamente liderança, governo, ser o chefe. A Igreja Católica diz oficialmente que Pedro é o chefe dos apóstolos, o líder dos cristãos e que o papa é quem governa o Estado do Vaticano, que é um país.

Da mesma forma, Cristo disse que entre os cristãos não haveria alguém que exercesse katakurieuo sobre os demais cristãos. E katakurieuo significa exatamente ter domínio sobre alguém, ter alguém sujeitoà sua autoridade máxima. E é precisamente isso o que a Igreja Católica faz na figura do papa: diz que todos devem se sujeitar ao Sumo Pontífice porque as suas palavras são infalíveis em ex cathedra e seus dogmas não contém erro.

Portanto, a Igreja Católica atribui a Pedro e aos bispos de Roma tanto archo como katakurieuo, que são duas coisas que Cristo disse que não era para existir entre os cristãos!  Se Jesus fosse favorável ao domínio que o papa exerce sobre os demais (tanto clérigos como leigos), ele obviamente teria dito exatamente o contrário, isto é, que Pedro exerceria liderança na Igreja, assim como os governantes das nações exerciam liderança sobre as nações. Não seria uma antítese, mas uma analogia.

O próprio fato de os discípulos terem disputado entre si acerca de qual deles era o maior nos mostra que não existia a ideia de primado entre eles, pois se eles cressem que Pedro era papa não estariam discutindo quem era o maior, mas no máximo estariam disputando o segundo lugar. Isso nos revela que eles não interpretaram as palavras de Cristo a Pedro em Mateus 16:18 (e outras semelhantes a essa) como um sinal de primado deste, mas continuavam discutindo sobre quem era o maior exatamente porque sabiam que as “evidências” criadas pelos católicos não significam nada em termos de autoridade superior de um apóstolo sobre os demais, mas são interpretadas corretamente de outra forma. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

-Extraído de meu livro: "A História não contada de Pedro".


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27 de setembro de 2013

Meu novo livro - "O Enigma do Falso Profeta"


Não, não é um livro sobre Apocalipse 17 ou sobre quem é a besta do Apocalipse.

O Enigma do Falso Profeta é um livro que mistura mistério, ficção, aventura e teologia, onde você é o personagem principal da história e tem que decidir, ao fim de cada capítulo, qual novo rumo irá tomar, para desvendar qual dos quatro pastores que irão pregar em um Congresso é um falso profeta. Para tanto, você terá que lançar mão de todo o seu conhecimento bíblico e espírito aventureiro, analisar todos os ensinamentos à luz da Escritura Sagrada e não temer os obstáculos que tiver pela frente.

Neste livro, várias heresias neopentecostais serão refutadas, como a teologia da prosperidade, a confissão positiva, a teologia triunfalista e a vitoriolatria existente nestes meios, além, é claro, de exaltar os maiores valores cristãos como o amor a Deus, o empenho missionário, a luta contra o pecado e o evangelho da cruz. Através de muita ação e aventura, você terá que tomar as decisões certas para desmascarar aquele que prega um falso evangelho negando a Deus e não a si mesmo, agindo como um falso cristão que não busca ter uma vida semelhante à de Cristo, e criando falsas expectativas de prosperidade material e financeira.

Este livro é perfeito para quem gosta de uma teologia didática, recalcada de ação e humor, e ao mesmo tempo de um senso crítico quanto ao quadro atual da Igreja e seus rumos. Foi escrita principalmente para pessoas já convertidas, embora obviamente possa servir de edificação também a quem não é cristão evangélico.


-Informações do livro impresso:

Número de páginas: 197 
Edição:
 1(2013) 
Formato:
 A5 148x210 
Coloração:
 Preto e branco 
Acabamento:
 Brochura c/ orelha 
Tipo de papel:
 Offset 90g
Preço: R$ 27,97


-Onde comprar online:



-Para ler gratuitamente em versão digital (e-book):

Como costumo fazer com meus livros, a versão digital completa estará disponível de forma gratuita para download nos dois links abaixo, quem não conseguir fazer o download entre em contato comigo por e-mail (lucas_banzoli@yahoo.com.br) e eu envio por anexo:



Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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25 de setembro de 2013

Livro: "A Lenda da Imortalidade da Alma" e "A Verdade sobre o Inferno" - em impresso e digital


É com uma enorme alegria e satisfação que eu anuncio que, depois de 3 anos de muito estudo e trabalho, meu livro sobre a imortalidade da alma e a vida após a morte finalmente está concluído, revisado e disponível para impresso. O livro foi dividido em duas partes, uma que trata sobre a constituição da natureza humana e acerca do estado intermediário entre a morte e a ressurreição (i.e, onde os mortos estão agora) e o outro onde eu abordo o estado pós-ressurreição daqueles que morreram sem Cristo, intitulado: “A Verdade sobre o Inferno”.


-Informações do primeiro livro: - “A Lenda da Imortalidade da Alma”:


Número de páginas: 661 

Edição: 1(2013) 

Formato: A5 148x210 

Coloração: Preto e branco 
Acabamento: Brochura c/ orelha 
Tipo de papel: Offset 90g


Onde comprar:



-Informações do segundo livro: - “A Verdade sobre o Inferno”:


Número de páginas: 145 

Edição: 1(2013) 

Formato: A5 148x210 

Coloração: Preto e branco 
Acabamento: Brochura c/ orelha 
Tipo de papel: Offset 90g


Onde comprar:



-Livro em e-book:

O livro completo em versão digital (e-book) estarei disponibilizando de forma totalmente gratuita sem nenhum custo, basta fazer download em algum destes dois links:



O e-book é gratuito, o livro em impresso tem um custo por razões óbvias (capa, impressão, diagramação, etc), mesmo assim tentei colocar em um preço mais em conta possível, o primeiro ficou R$ 47,34 por causa da enorme quantidade de páginas, e o segundo ficou R$ 25,80. Aqueles que não conseguirem fazer o download podem entrar em contato comigo por e-mail (lucas_banzoli@yahoo.com.br) que eu envio por anexo.


SOBRE O LIVRO

Como todos devem saber, eu nasci e cresci aprendendo a doutrina de que a alma é imortal. Era doutrinado por sites “apologéticos” que dizem que os adventistas são uma “seita” e a doutrina da mortalidade da alma é uma “heresia”. Percebia nitidamente a fraqueza argumentacional de tais artigos destes sites, mesmo assim continuava crendo; afinal, todos os outros evangélicos que eu conhecia criam assim, então isso devia ser verdade. Foi quando um dia Deus abriu meu coração para a leitura de 1ª Coríntios 15, o capítulo que trata da ressurreição dos mortos, e tudo começou a mudar. Passei a fazer o que poucos imortalistas fazem: estudar a fundo sobre o tema, me aprofundando e mergulhando nas Escrituras, lendo artigos prós e contra a imortalidade da alma, e o resultado não poderia ser diferente: descobri não apenas que os argumentos imortalistas eram fracos (o que eu já sabia), mas que a Bíblia contém um arsenal gigantesco de provas da mortalidade da alma.

Naquele tempo, eu lia o Novo Testamento inteiro todas as segundas-feiras, mais de dezesseis horas seguidas de leitura constante da Palavra, às vezes se estendendo ao dia seguinte. Queria saber se aquilo era mesmo verdade. Queria saber se eu havia sido enganado por tanto tempo. Queria saber se a linguagem bíblica, em especial a neotestamentária, concorda que a alma é imortal, ou se ela não passa de mera ilusão. Eu definitivamente não queria estar errado, deixando de crer na verdade para crer numa mentira. Depois de estudar a fundo o assunto à luz das Escrituras e de comparar os vários argumentos mortalistas com os argumentos imortalistas, cheguei a uma conclusão incontestável: a Bíblia não ensina em parte nenhuma que a alma é imortal. E mais: expus pelo menos 206 provas bíblicas contra a imortalidade da alma, as quais são largamente argumentadas exegeticamente ao longo de todo o livro.

No total, foram mais de 1 milhão e 300 mil caracteres e literalmente milhares de passagens bíblicas examinadas, em um estudo completo sobre o tema que abrange a constituição da natureza humana, os escritos do Antigo e Novo Testamento à luz das regras da hermenêutica bíblica e um estudo aprofundado sobre o inferno e os acontecimentos finais. Além disso, passei também a estudar os escritos dos Pais da Igreja, para descobrir se essa crença bíblica era compatível com aquilo que os primeiros cristãos criam, e não podia ser diferente: incontestavelmente, os cristãos dos primeiros séculos não criam na imortalidade da alma, o que fica claro na leitura de Inácio, Policarpo, Taciano, Justino, Teofilo, Arnóbio e muitos outros, todos eles mostrados em meu livro, com as devidas citações.

O mesmo processo foi feito em relação à história judaica, onde provo que os judeus da época do Antigo Testamento criam na mortalidade da alma, até a diáspora judaica onde eles sofreram influências helenistas com as teses gregas do filósofo Platão, que cria que a alma é imortal. Não havia espaços para mais dúvidas. Comecei a escrever o livro em 2010, por quase todo o ano. Somente depois de três anos o livro foi revisado e passado por muitos acréscimos e correções, até tomar a forma final que está disponível em impresso e digital.

Aos que já creem na mortalidade da alma, acredito que meu livro possa servir de grande valia para fortalecer ainda mais os argumentos e a ajudar a refutar com mais amplitude os argumentos imortalistas. Aos que estão “em cima do muro”, não tenho nenhuma dúvida que após a leitura terão a plena convicção de que a alma morre. E aos que hoje creem convictamente que a alma é imortal, creio que uma leitura sem preconceitos poderá abrir a mente e o coração de tais pessoas para a verdade bíblica. Eu não sou inimigo de vocês, sou um de vocês. Sou cristão, sou evangélico, cria na imortalidade da alma, e, assim como grandes teólogos (como Oscar Cullmann, John Stott, Clark Pinnock, David Edwards, dentre muitos outros) também deixei de crer neste falso ensino após uma análise bíblica séria e sincera. Como a verdade liberta e não aprisiona ao erro, creio com sinceridade que dificilmente um imortalista honesto lerá a obra até o fim sem renegar às suas crenças na imortalidade da alma.

A Deus seja toda a glória.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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23 de setembro de 2013

Nenhum enviado é maior do que aquele que o enviou


Jesus disse um princípio universal em João 13:16:

“Digo-lhes verdadeiramente que nenhum servo é maior do que o seu senhor, como também nenhum enviado é maior do que aquele que o enviou (João 13:16)

Da mesma forma que o servo não é maior (em autoridade) que o seu senhor, o enviado também não é maior (em autoridade) do que aquele que o enviou. Como já vimos nos textos de Mateus 10:24-25 e de Lucas 6:40, o discípulo não pode ser maior em autoridade que o seu mestre, mas no máximo pode ser “como” (em igualdade) o seu mestre. Jesus estende em João 13:16 o mesmo ensino que ele disse nestes dois textos bíblicos também ao servo e seu senhor e ao enviado e quem o enviou. Assim, fica claro que no máximo alguém que é enviado por outro pode ser “como” (igualdade) quem o enviou, mas nunca “maior” (acima em autoridade).

Assim sendo, cabe a nós respondermos a pergunta: Pedro era enviado ou ele que enviava? A resposta a essa questão se encontra em Atos 8:14:

“Os apóstolos em Jerusalém, ouvindo que Samaria havia aceitado a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João”(Atos 8:14)

Como vemos, não era Pedro que dava ordens na Igreja primitiva enviando seus liderados aos outros lugares do mundo, mas ele próprio que recebia ordens dos demais e era enviado a outros lugares! Isso destroi a tese do primado petrino por duas razões principais. A primeira é que, como o texto nos mostra, Pedro não era um “mandatário” da Igreja primitiva, um líder máximo, que estava acima de todos como o papa é hoje; ao contrário, ele próprio era enviado pelos demais apóstolos, ou seja, recebia ordens deles. Como pode Pedro ter sido o líder da Igreja, se ele próprio era enviado pelos demais apóstolos, em vez de ele mesmo estar à frente enviando os missionários?

E, em segundo lugar, de acordo com o que vimos no texto de João 13:16, nenhum enviado por ser maior do que aquele que o enviou. Isso implica que Pedro, que era enviadopelos outros apóstolos, não poderia ser maior do que eles. No máximo, poderia estar no mesmo nível de autoridade deles, mas não maior, ou Cristo estaria mentindo ao dizer que nenhum enviado pode ser maior que aquele que o enviou.

O detalhe ainda mais interessante de tudo isso é que o texto do original grego traz a palavra apostoloV (apostolos) onde é traduzido por “enviado” pela maioria das versões. Ela é exatamente a mesma palavra que é usada em todos os textos que falam dos apóstolos de Cristo:

652 αποστολος apostolos
de 649; TDNT - 1:407,67; n m
1) um delegado, mensageiro, alguém enviado com ordens.
1a)especificamente aplicado aos doze apóstolos de Cristo.
1b)num sentido mais amplo aplicado a outros mestres cristãos eminentes.
1b1)Barnabé.
1b2)Timóteo e Silvano.

Em outras palavras, ao dizer que nenhum enviado (apostolos, que significa “apóstolo”) é maior do que aquele que o enviou, ele nada a mais está dizendo senão que nenhum apóstolo (enviado) pode ser maior do que aquele que o enviou!E o que vemos em Atos 8:14? Exatamente a confirmação de que os apóstolos enviaram Pedro e João em missão evangelística. Ou seja: um caso claro do que Cristo disse em João 13:16– um apóstolo sendo enviado por outro apóstolo! Portanto, de acordo com a regra imposta aqui (que o enviado-apostolos não pode ser maior do que aquele que o enviou), Pedro não poderia ser maior do que os apóstolos que enviaram ele e João a Samaria, o que aniquila a tese do primado universal de Pedro como o “chefe dos apóstolos”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

-Extraído de meu livro: "A História não contada de Pedro".


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22 de setembro de 2013

Quem é o nosso Sumo Pontífice?


“Papa” não é um nome oficial dado pela Igreja Católica, mas um “apelido” que significa “pai”. Por isso, não deveríamos esperar encontrar a palavra “papa” na Bíblia como designação a Pedro. Isso, porém, não muda o fato de que existe um título oficial dado ao bispo de Roma, que é o de Sumo Pontífice[1]. Portanto, se existia um “papa” (Sumo Pontífice) na Igreja cristã da era apostólica, seria lógico que encontraríamos os apóstolos fazendo referência a tal cargo eclesiástico.

Mas não fazem.

Ao contrário, o apóstolo Paulo cita apenas cinco cargos na Igreja, sem fazer qualquer questão de mencionar o de Sumo Pontífice:

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4:11,12)

Há, portanto, apenas cinco cargos eclesiásticos na Igreja, que é o de apóstolo, de profeta, de evangelista, o de pastor e o de mestre. O de Sumo Pontífice não é mencionado, simplesmente porque não existe. Se existisse, Paulo estaria fazendo uma baita desfeita com Pedro, pois Sumo Pontífice seria o cargo mais elevado e importante na Igreja, visto que estaria acima de todos os demais. Sendo o mais importante, é lógico que não passaria despercebido por Paulo, mas seria mencionado em primeiro lugar. Contudo, os primeiros a serem mencionados são os apóstolos, e o título de Sumo Pontífice não aparece em lugar nenhum.

Assim sendo, de duas, uma: ou Paulo não citou o cargo de Sumo Pontífice porque se “esqueceu” exatamente daquele título que seria o mais elevado e o mais importante na Igreja, ou ele não citou porque realmente ele não existia naquela época. Porque Jesus nunca instituiu algum cargo de Sumo Pontífice na Igreja. Porque não existia qualquer autoridade suprema entre os apóstolos. Porque o papa é uma invenção da Igreja Católica.

Seria ainda mais difícil de explicar a ausência do Sumo Pontífice em Efésios 4:11 à vista de seu contexto imediato, que diz que Deus instituiu esses ministérios para o aperfeiçoamento dos santos com vista à edificação do Corpo de Cristo. Ora, o Sumo Pontífice Romano estaria no topo de toda a escala ministerial, seria o principal deste Corpo, aquele que seria o símbolo da unidade da Igreja e o mais importante. Assim sendo, seria imprescindível a sua menção em Efésios 4:11 caso ele realmente existisse na Igreja da época. A sua ausência aqui e em todos os outros lugares da Escritura ressoa o fato de que ele inexistia na época.

E isso explica a razão porque Pedro nunca é chamado de “Sumo Pontífice” nas Escrituras e o porquê que tal designação é dada exclusivamente a Cristo. Porque o que está acima de todos os apóstolos não é Pedro, nem nenhum outro ser humano, mas Jesus Cristo. É por isso que esse termo nunca é aplicado a qualquer ser humano na terra na Nova Aliança, mas unicamente a Jesus Cristo:

“Onde Jesus entrou por nós como precursor, Pontífice eterno, segundo a ordem de Melquisedec” (Hebreus 6:20)

“O ponto essencial do que acabamos de dizer é este: temos um Sumo Sacerdote, que está sentado à direita do trono da Majestadedivina nos céus” (Hebreus 8:1)

“Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé” (Hebreus 4:14)

“Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas {isto é, não deste mundo}” (Hebreus 9:11)

“E dado que temos um Sumo Sacerdoteestabelecido sobre a casa de Deus” (Hebreus 10:21)

“Ao nosso Sumo Sacerdote, entretanto, compete ministério tanto mais excelente quanto ele é mediador de uma aliança mais perfeita, selada por melhores promessas” (Hebreus 8:6)

Como vemos, o Sumo Pontífice (ou Sumo Sacerdote[2]) da Nova Aliança não é nenhum ser humano (razão pela qual não é citado por Paulo como um cargo eclesiástico que Deus instituiu aos homens em Efésios 4:11), mas o Senhor Jesus Cristo. Aqui reside uma tipologia precisa com o Antigo Testamento, que tinha um Sumo Sacerdote que se apresentava no Santo dos Santos até o dia de sua morte, quando esse sumo sacerdócio era transmitido ao seu sucessor. O primeiro Sumo Sacerdote do Antigo Testamento foi Arão. Depois dele, outras pessoas foram assumindo o sumo sacerdócio, com a morte daquele que era o Sumo Sacerdote até então.

Esse mesmo autor de Hebreus afirma que “a lei é uma sombra dos bens vindouros” (Hb.10:1), ou seja, que tudo aquilo que o Antigo Testamento diz tem alguma aplicação prática neotestamentária. E ele próprio explica a aplicação do Sumo Sacerdócio da Antiga para a Nova Aliança. Antes, pensem comigo: se existiu um momento perfeito para alguém dizer que o sumo sacerdócio humano da Antiga Aliança foi transferido para outro sumo sacerdócio humano na Nova Aliança, era esse.

Isso porque o sistema que atua na Igreja Católica é exatamente o mesmo que atuava nos sumos sacerdotes do Antigo Testamento. Cada papa se torna Sumo Pontífice pela duração de sua vida, e ao morrer esse cargo de Sumo Sacerdote é transferido a outro, assim como acontecia na Antiga Aliança. Portanto, se era essa a aplicação prática da “sombra” veterotestamentária, é óbvio que o escritor de Hebreus faria questão de ressaltar tal fato. Pedro seria para o Novo Testamento aquilo que Arão era para o Antigo Testamento, e os sucessores de Pedro seriam na Nova Aliança aquilo que os sucessores de Arão eram na Antiga Aliança.

Porém, ao chegarmos neste ponto, quando os católicos mais esperam que o escritor de Hebreus dissesse que era isso mesmo, ele muda tudo: o Sumo Sacerdote não é Pedro ou algum outro humano, mas Jesus Cristo! Ou seja: que a aplicação prática neotestamentária à sombra do Antigo Testamento não é de um Sumo Sacerdote terreno, mas de um celestial, e que não seria um mortal, mas um imortal!

E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, pois vive para sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:23-25)

“O ponto essencial do que acabamos de dizer é este: temos um Sumo Sacerdote, que está sentado à direita do trono da Majestadedivina nos céus” (Hebreus 8:1)

“Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé” (Hebreus 4:14)

“Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus (Hebreus 7:26)

Como vemos, as razões pela quais Jesus é o Sumo Sacerdote da Nova Aliança é porque:

• Jesus vive para sempre (é imortal), diferentemente dos sumos sacerdotes do Antigo Testamento, que morriam.

• Jesus está assentado à direita da Majestade nos céus, ao contrário dos outros sumos sacerdotes terrenos do Antigo Testamento.

• Jesus penetrou os céus, diferentemente dos outros sumo sacerdotes do Antigo Testamento.

• Jesus é plenamente santo, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, diferente dos sumos sacerdotes terrenos que eram pecadores.

Com efeito, podemos constatar que o sumo sacerdócio da Nova Aliança é bem distinto do sumo sacerdócio do Antigo Testamento. O sumo sacerdócio da Nova Aliança é realizado por Cristo no Céu, enquanto que o sumo sacerdócio da Antiga Aliança era realizado por um homem na terra. Há um contraste estabelecido aqui, que o autor de Hebreus faz questão de ressaltar. O cumprimento neotestamentário não é Pedro, é Jesus. Não é um homem mortal, é o Deus imortal. Não é na terra, é no Céu. O contraste é tão forte que seria um absurdo algum católico alegar que Pedro era o Sumo Sacerdote (Sumo Pontífice), pois ele não é nada disso!

Sumo Sacerdote no Antigo Testamento
Sumo Sacerdote no Novo Testamento
Mortal
Imortal
Terreno
Celestial
Pecador
Imaculado
Realizado na terra
Realizado no Céu
Realizado por homens
Realizado por Deus (Jesus Cristo)

Se Pedro fosse o Sumo Sacerdote na Nova Aliança, como pensam os católicos, o autor de Hebreus não teria dito que o Sumo Pontífice do Novo Pacto deveria ser alguém que não poderia morrer (Hb.7:23-25), que estivesse no Céu (Hb.4:14), que fosse imaculado (Hb.7:26) ou que estivesse à direita da Majestade (Hb.8:1), pois Pedro não era nenhuma dessas coisas! Aliás, nem mesmo haveria qualquer contraste entre o sumo sacerdócio do Antigo com o do Novo Testamento, pois, como vimos, o sumo sacerdócio de Pedro e seus sucessores seria ao mesmo modo do de Arão e seus sucessores.

E é mais estranho ainda que nada nos seja dito pelo autor de Hebreus sobre existir um Sumo Pontífice na terra, assim como era na Antiga Aliança. Por que ele só fala de Jesus como sendo o nosso Sumo Sacerdote? Porque Jesus é o único! Não existe outro além dele! O Sumo Pontífice da Igreja Católica nada mais é senão uma usurpação de Cristo, que é o nosso verdadeiro e único Sumo Sacerdote. É digno de nota que em todo momento o autor de Hebreus deixa claro o fato de que nós, da Nova Aliança, possuímos apenas Jesus como Sumo Pontífice, e não “dois sumos pontífices”, um na terra (Pedro) e outro no Céu (Jesus). Foi por isso que ele disse:

“Portanto, irmãos santos, participantes da vocação que vos destina à herança do céu, considerai o mensageiro e pontífice da fé que professamos, Jesus” (Hebreus 3:1)

O artigo definido e o emprego do singularnos deixa claro que nós não temos dois sumos pontífices, mas apenas um, que é o Senhor Jesus. Ele não diz que nós temos “pontífices”, no plural, mas “o” (singular e artigo definido para tratar de uma única pessoa) pontífice, que é Cristo. Ele não diz que nós temos “pontífices”, mas um único pontífice, que é plenamente santo:

“Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus“ (Hebreus 7:26)

Ele não fala de “dois” pontífices, mas de “um”:

“Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos”(Hebreus 4:14)

Até mesmo quando ele traça um paralelo entre os pontífices da terra e o pontífice do Céu, ele nada fala sobre um suposto pontificado que Pedro exercia na terra, mas sobre os sacerdotes terrenos da época do Antigo Testamento, que já não tem mais validade na Nova Aliança:

E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, pois vive para sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:23-25)

O verso mais claro de que Cristo é o nosso único Sumo Pontífice na Nova Aliança é o de Hebreus 7:28, onde ele diz:

“Pois a Lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas; mas o juramento, que veio depois da Lei, constitui o Filho, perfeito para sempre” (Hebreus 7:28)

Este versículo é um verdadeiro golpe de morte na tese católica de que Pedro e os bispos romanos são sumos pontífices, pois o autor de Hebreus fala que na Lei existiam vários sumos sacerdotes, coloca o termo no plural e diz que eram “homens” com fraquezas, mas logo em seguida afirma que na Nova Aliança nós temos Jesus. A partícula grega de é o que marca o contraste entre um e outro, pois ela significa: “mas; porém; contudo”. Ela ressalta um nítido contraste entre um grupo (sumos sacerdotes da Antiga Aliança) e outro (sumo sacerdote da Nova Aliança).

Com este contraste que é aqui estabelecido, o escritor de Hebreus nada mais está dizendo senão que o Sumo Sacerdote da Nova Aliança é diferente do que foi apresentado anteriormente na Antiga. Lá, eram “sumos sacerdotes” (plural para várias pessoas, pois se refere a um cargo que era transmitido de geração em geração) e “homens com fraquezas”, mas na Nova Aliança é apenas Cristo, que difere de tudo isso. Ora, os sumos pontífices romanos são exatamente como no Antigo Testamento: já se passaram vários, é um cargo transmitido de geração em geração e é detido por homens que têm fraquezas. Assim sendo, o texto deveria estar escrito assim:

“Pois a Lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas; e o juramento que veio depois da Lei também!”

É evidente que o autor de Hebreus está deixando claro que não existe mais transferência de sumo sacerdócio entre humanos na Nova Aliança como havia na Antiga, mas que este cargo é ocupado unicamente por Jesus Cristo, aquele que venceu a morte e ressuscitou, que adentrou os céus e que é imaculado, e que por isso pode exercer essa função de Sumo Pontífice na Nova Aliança.

Isso significa que, com a Nova Aliança, chegou ao fim o tempo de sumos sacerdotes humanos aqui na terra, transmitindo esse cargo de geração a geração, por homens que têm fraquezas, pois ele hoje é ocupação exclusiva de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que deu a Sua vida por nós exatamente para este fim: se tornar o Sumo Sacerdote da fé que professamos (Hb.3:1).

Quando os católicos dizem que o papa é o Sumo Pontífice, eles estão simplesmente blasfemando contra a obra de Cristo. Este se deu por amor para se tornar o Sumo Sacerdote, botando um fim no sumo sacerdócio terreno por pessoas humanas, mas os católicos permanecem com sumos pontífices terrenos, tomando o lugar que é de Cristo. O título de “Sumo Pontífice” e sua condição de bispo dos bispos (i.e, de pontífice dos pontífices) é uma usurpação daquilo que é somente de Jesus Cristo, que a Bíblia diz que é o nosso Supremo Pastor (1Pe.5:4), único Sumo Pontífice (Hb.5:10; 4:14; 8:1; 3:1; 5:1; 5:5; 10:21; 6:20; 4:15; 9:11; 2:17; 7:26), Rei dos reis (Ap.19:16; 1Tm.6:15) e Senhor dos senhores (1Tm.6:15; Ap.19:16).

O Sumo Pontífice Romano não é uma autoridade que provém de Deus, é uma usurpação de Satanás, que sempre quis tomar o lugar que é de Deus (veja: Is.14:13; 2Ts.2:4). Criador dessa falsa religião chamada catolicismo romano, ele decidiu criar também um cargo na Igreja que, além de nunca ter existido na Igreja primitiva, ainda usurpa o lugar que é de Jesus, o nosso único e verdadeiro Sumo Pontífice. Trata-se de um título de blasfêmia, uma usurpação, apoderando-se daquilo que pertence a Cristo, se colocando como um deus na terra, e se dizendo “vigário” (que significa substituto) dele.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

-Extraído de meu livro: "A História não contada de Pedro".


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[1] Catecismo Católico, S.65.1-5.
[2] Sumo Sacerdote ou Sumo Pontífice é a mesma coisa, razão pela qual as versões católicas como a Ave Maria vertem textos como Hebreus 3:1 (que as versões protestantes traduzem por “sacerdote”) como “pontífice”.