21 de fevereiro de 2017

A tradição e as tradições. Devemos confiar nelas?


No artigo mais recente, onde mostro as provas de que João não é o autor do quarto evangelho, o que derruba mais uma lenda da tradição, um leitor me perguntou algo importante: pra que serve a tradição? Eu dei uma resposta resumida, mas decidi escrever este artigo para aprofundar melhor a questão. O primeiro e mais importante de tudo é definir o que é a “tradição”. Apologistas católicos vivem falando da tradição e a exaltando, até mesmo a usando em debates, mas nenhum deles é capaz de dizer o que ela significa realmente, e muito menos delimitar toda a extensão da tradição, isto é, colocar numa folha de papel exatamente todas as doutrinas que são fruto da tradição, quais vieram da Bíblia e quais foram criadas pelo magistério (as três autoridades dos católicos).

16 de fevereiro de 2017

Não, João não escreveu o quarto evangelho

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(O artigo em questão é todo ele pensado e idealizado por Alon Franco, já conhecido por quem segue este blog há algum tempo, e a mim coube apenas redigir o texto com a minha forma argumentativa e desenvolver os argumentos com base nas pesquisas dele)

Por muito tempo, desde o final do século II até o tempo presente, tem-se crido piamente que João é o autor do quarto evangelho, de acordo com a tradição que o aponta como o autor do livro. Muitos, sem qualquer senso crítico ou pesquisa prévia, tomam isso como verdade absoluta pelo simples fato de terem sido ensinados assim a vida inteira, ainda que sem qualquer base objetiva que fundamente essa visão. Neste artigo mostrarei que não apenas a Bíblia se silencia em relação a João ser o autor do quarto evangelho (o que já é conhecido por todos), mas principalmente que ela nos passa indícios objetivos de que João não pode ter sido o autor.

A primeira observação que nos leva a isso vem do fato de o discípulo amado, que se declara como o autor do quarto evangelho (Jo.21:24), ser conhecido do sumo sacerdote, o que lhe permitiu entrar na casa do mesmo, enquanto Pedro ficou de fora:

“Simão Pedro e outro discípulo estavam seguindo Jesus. Por ser conhecido do sumo sacerdote, este discípulo entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, mas Pedro teve que ficar esperando do lado de fora da porta” (João 18:15-16)

Para entendermos como isso torna altamente improvável que João fosse o discípulo em questão, temos que entender duas coisas. Primeiro, que o sumo sacerdote não era uma pessoa qualquer. Ele era nada a mais e nada a menos que a maior autoridade de todos os judeus, o sucessor de Arão, aquele ao qual todos os judeus prestavam toda reverência e se submetiam à sua autoridade. Ele era a autoridade máxima do Judaísmo, mais ou menos aquilo que o papa é para o catolicismo romano nos dias de hoje, ou o que o Dalai Lama é para os budistas tibetanos, ou o que o califa era para os muçulmanos, e assim por diante.

Tal como seria difícil um católico nos dias de hoje ser amigo do papa Francisco (mesmo com toda a tecnologia e globalização), ainda mais difícil seria ser amigo do sumo sacerdote numa época em que a única forma de se manter um relacionamento era pessoalmente, e o sumo sacerdote era cercado pelas maiores e mais respeitadas autoridades de Israel. Poucos eram os que tinham o privilégio de serem amigos do sumo sacerdote ou conhecidos a nome por ele, ao ponto do mesmo deixa-lo entrar em sua casa. Mas o discípulo amado conseguiu.

E aqui entra o segundo ponto: João praticamente não tinha chance nenhuma de ser tão próximo do sumo sacerdote como o texto pressupõe ser. Em primeiro lugar, porque ele era apenas um mero adolescente naquela ocasião. A tradição cristã sempre o considerou o discípulo mais jovem de Jesus, e os sites católicos, embora não encontrem um consenso, costumam considerar seu nascimento entre 6 e 15 d.C. Levando em consideração que Jesus nasceu em algum momento entre os anos 7 e 4 a.C, João teria entre 12 (data mais baixa) e 24 anos (data mais alta), de acordo com a própria tradição católica. Tirando a média, ficaria em torno dos 18 anos. Mas é altamente provável que a data real tenha sido ainda menor, o que pode ser comprovado pela leitura do meu artigo sobre a idade dos apóstolos, onde provo que todos os doze apóstolos (exceto Pedro) tinham menos de 21 anos, e que João, o menor deles, provavelmente não passava dos quinze:

A Idade dos Discípulos (clique para ler)

O Alon também escreveu um artigo mais aprofundado a respeito:

A Idade de João no Exílio (clique para ler)

Em uma época em que quase ninguém passava dos 70 anos, e na qual a expectativa de vida era muito abaixo da atual (não há qualquer registro antigo de alguém vivendo mais de noventa anos), um discípulo que morreu em 100 d.C tinha que ser muito jovem em 27-30 d.C, data estimada da morte de Jesus. E se quinze anos é a idade que João tinha quando Jesus morreu, a idade que ele tinha quando foi chamado por ele era doze. Depois disso ele passou a seguir o Mestre por onde ele andava, o qual raramente vinha a Jerusalém, mas situava seu ministério nas regiões mais afastadas de Israel, como na Galileia e em Cafarnaum (veja Mt.4:12-13).

Ou seja: neste período, João não tinha a menor chance de conhecer o sumo sacerdote e se tornar seu amigo, uma vez que João percorria as regiões mais afastadas de Israel junto a Cristo e seus discípulos, e o sumo sacerdote permanecia fixo em Jerusalém. Portanto, se João era mesmo amigo do sumo sacerdote, ele teria que ter construído essa amizade antes de seguir a Cristo, ou seja, quando ele ainda tinha por volta de doze anos! João era tão adolescente que, mesmo depois de seguir Jesus, ainda andava acompanhado pela sua mãe pra lá e pra cá (Mt.20:20), enquanto Pedro já tinha esposa (Mt.8:14). Seria cômico e altissimamente improvável que a maior autoridade de todo Israel, ocupada e cercada pelos mais altos líderes entre os judeus e os romanos, a qual nem o judeu comum tinha acesso, fosse amigo de um menino de doze anos!

A coisa piora ainda mais quando observamos que este garoto de apenas doze anos era somente um mero pescador sem instrução (Mt.4:21), e ainda na Galileia (Mt.4:18), região muito afastada de Jerusalém, onde residia o sumo sacerdote. Sejamos honestos: qual é a chance de a maior autoridade entre todos os judeus ser amigo de um adolescente de aproximadamente doze anos, o qual era apenas um pescador sem instrução cuja atividade era seguir seu pai e seu irmão na pesca, em uma região bastante afastada de onde residia o sumo sacerdote, e em uma época em que não havia telefone, internet, nem carro ou avião? A resposta é óbvia: nenhuma!

Isso, por si só, já deveria ser o suficiente para provar que João não pode ter sido o discípulo amado. Mas as evidências não terminam por aqui, é apenas o começo. No mesmo relato onde é dito que o discípulo amado entrou na casa do sumo sacerdote por ser conhecido dele, é dito algo totalmente diferente com relação a outro discípulo, Pedro:

“Simão Pedro e outro discípulo estavam seguindo Jesus. Por ser conhecido do sumo sacerdote, este discípulo entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, mas Pedro teve que ficar esperando do lado de fora da porta. O outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, voltou, falou com a moça encarregada da porta e fez Pedro entrar. Ela então perguntou a Pedro: ‘Você não é um dos discípulos desse homem?’ Ele respondeu: ‘Não sou’” (João 18:15-17)

Não vou passar toda a continuação do texto aqui, porque já é conhecido por todos: Pedro se amedronta, tem medo de morrer e nega a Jesus três vezes. Mas note o mais interessante: enquanto Pedro estava acovardado e amedrontado, o tal do discípulo amado estava entrando numa boa na casa do seu amigo, o sumo sacerdote! Note que esse discípulo amado não parecia com medo, nem estava acovardado, não tinha receios nem pavor. Ele simplesmente entrou na casa do sumo sacerdote, como quem já lhe fosse familiar. Para a tradição, esse discípulo era João, alguém muito próximo a Pedro.

É difícil acreditar que, de dois discípulos muito próximos a Jesus e próximos entre si, um fosse tão familiar ao sumo sacerdote, estivesse tão destemido e numa boa, enquanto o outro, que em teoria deveria estar em condição semelhante, estava completamente aterrorizado. Se um discípulo de Jesus conseguiu entrar tão facilmente na casa do sumo sacerdote com livre acesso e sem risco de morte, por que Pedro iria se apavorar tanto pela sua própria vida? Lembre-se que, se o discípulo amado for João, já seria conhecido por todos o fato de ele ser discípulo de Jesus da mesma forma que Pedro, de modo que o simples fato de ser discípulo dele não seria um impedimento a entrar na casa, já que João teria conseguido. Então, por que Pedro não entrou?

Há ainda um detalhe que geralmente passa despercebido pela maioria dos teólogos, que está em Atos 5. Logo depois da ascensão de Jesus, os apóstolos passam a pregar no templo de Jerusalém. Então é dito que:

“...o sumo sacerdote e todos os seus companheiros, membros do partido dos saduceus, ficaram cheios de inveja. Por isso, mandaram prender os apóstolos, colocando-os numa prisão pública” (Atos 5:17-18)

Note que todos os doze apóstolos (agora com Matias no lugar de Judas) foram presos. Isso inclui João, o “discípulo amado” segundo a tradição. O que aconteceu depois? O texto diz que o sumo sacerdote e os demais líderes religiosos dos judeus “ficaram furiosos e queriam matá-los” (v.33). Sim, isso mesmo: o “amigão” do discípulo amado, que há apenas um mês atrás o deixava entrar numa boa em sua própria residência (mesmo já sabendo que seguia Jesus), agora já estava querendo matá-lo!

É essa a conclusão que tiramos segundo a tradição: na Páscoa o sumo sacerdote não vê problema nenhum em João ser discípulo de Jesus, o permite entrar em sua casa, não há qualquer ameaça de morte ou transtorno nisso, e de repente, apenas um mês depois, o simples fato de pregar o evangelho já era o suficiente para ele mudar tão radicalmente de opinião ao ponto de querer assassiná-lo, o que só não ocorreu por causa da intervenção de Gamaliel (vs.34-40)! Parece que a amizade entre o sumo sacerdote e o pescador adolescente da Galileia foi pro brejo...

Mais impressionante ainda que isso é quando Jesus disse claramente que TODOS os doze discípulos o abandonariam:

“Disse-lhes Jesus: Vocês todos me abandonarão. Pois está escrito: ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas’” (Marcos 14:27)

E, aqui, o “todos” não é mera hipérbole ou força de expressão, mas algo tão literal que o evangelho sinóptico de Mateus também faz questão de acentuar o “todos”:

“Então Jesus lhes disse: Ainda esta noite todos vocês me abandonarão. Pois está escrito: ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas’” (Mateus 26:31)

Jesus foi suficientemente claro: TODOS os doze discípulos o abandonariam! Contudo, segundo a tradição, o discípulo amado que se manteve fiel a Jesus e o seguiu até a casa do sumo sacerdote, e depois até o pé da cruz, foi João, um dos doze que Jesus disse que o abandonariam! Se João se manteve fiel a Jesus até o fim, então a palavra do Mestre de que todos os doze o abandonariam teria caído por terra. Portanto, o discípulo amado não pode ser João.

Para terminar, o mesmo argumento em relação à idade de João pode ser usado novamente quanto ao texto em que o discípulo amado aparece ao pé da cruz, e Jesus lhe entrega sua mãe aos seus cuidados:

“Quando Jesus viu sua mãe ali, e, perto dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: ‘Aí está o seu filho’, e ao discípulo: ‘Aí está a sua mãe’. Daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa” (João 19:26-27)

Vamos retomar o ponto: João, a esta altura, tinha em torno de quinze anos, dificilmente mais do que isso, e impossível que tivesse mais que 20 anos (eu abordo isso detalhadamente neste artigo, e o Alon neste artigo). Jesus só pagou o imposto do templo a ele mesmo e a Pedro (Mt.17:24-27). A razão pela qual ele não pagou pelos outros discípulos é porque tal imposto só era cobrado de quem tinha mais que vinte anos (Êx.30.11-16,38; 25-26). Por implicação lógica, todos os outros discípulos tinham menos de vinte. E João era o mais novo deles, o que implica que provavelmente tinha bem menos que vinte. E, segundo a tradição, foi a esse adolescente que Jesus entregou sua mãe!

Pela tradição judaica, era costume que, na morte do marido, os filhos ou os parentes cuidassem da viúva. Para os católicos, Jesus não quis entregar sua mãe aos seus irmãos, porque estes não existiam. Também não quis entregar aos seus “primos”, que nos evangelhos andavam com ela pra cima e pra baixo (Mc.3:31; Jo.2:12; Mt.12:46; Lc.8:19; Mc.3:31; At.1:14). Também não quis entregar a ninguém com mais experiência ou maturidade. Não: em vez disso, a entregou aos cuidados de um adolescente!

Mas o lado cômico não termina por aí: não bastasse Jesus ter escolhido um garoto para cuidar de uma senhora (sozinho, diga-se de passagem), ainda foi escolher um apóstolo que tinha a incumbência de percorrer o mundo inteiro para pregar o evangelho a toda criatura como um missionário itinerante (Mc.16:15), o qual tinha a promessa de passar por várias e severas perseguições por toda a parte (Mt.24:9), sem sequer ter residência certa (1Co.4:11)! Em vez de escolher um irmão ou primo, ou qualquer pessoa com mais experiência ou maturidade, foi escolher justamente um adolescente que teria que andar pelo mundo todo anunciando o evangelho e que seria perseguido em todo lugar! Você entregaria a sua mãe a alguém nestas condições? Para a tradição, Jesus fez exatamente isso!

Mas a coisa piora quando passamos a Atos e às epístolas, e não vemos João com Maria em parte nenhuma! Embora o texto tenha sido claro o suficiente ao dizer que daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa” (Jo.19:27) – e não que a levou para casa anos mais tarde –, não há qualquer registro, seja bíblico ou histórico, de João levando sua “nova mãe” Maria a algum lugar, ou dela sendo acompanhada por ele. Na única ocasião em que os dois são mencionados juntos, é dito expressamente que Maria estava com os irmãos de Jesus, e não acompanhada por João:

“Quando chegaram, subiram ao aposento onde estavam hospedados. Achavam-se presentes Pedro, João, Tiago e André; Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos eles se reuniam sempre em oração, com as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus (Atos 1:13-14)

João é mencionado junto com os outros apóstolos, mas não aparece associado pessoalmente a Maria. Quando ela é mencionada, é associada aos irmãos de Jesus, seus filhos (de acordo com a Bíblia) ou “primos” (de acordo com a tradição romanista). E como se isso não fosse o bastante, João sai para viagens missionárias sem levar Maria, a qual deveria estar sob seus cuidados desde aquele dia na cruz:

“Os apóstolos em Jerusalém, ouvindo que Samaria havia aceitado a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João (Atos 8:14)

Note que João não foi acompanhado de Maria, mas apenas na companhia de Pedro. E ele não voltou de lá com Maria, mas apenas com Pedro:

“Tendo testemunhado e proclamado a palavra do Senhor, Pedro e João voltaram a Jerusalém, pregando o evangelho em muitos povoados samaritanos” (Atos 8:25)

Embora o texto “joanino” seja claro ao dizer que “daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa (Jo.19:27), não parece que João ficou em casa (Jerusalém?) com Maria, mas, pelo registros de Atos, ele passou o tempo viajando de cidade em cidade como missionário, tal como os outros apóstolos, todos eles com a incumbência de pregar a todos os povos, em vez de ficar em uma única cidade, dentro de casa, cuidado de alguma pessoa.

E naquela época, sem carro ou avião, essas viagens levavam meses e meses para ir e voltar, não eram como as viagens de hoje, que você pode pegar um avião e voltar no mesmo fim de semana. Ou seja, sendo João um missionário, Maria ficaria meses sem a sua companhia, abandonada em casa enquanto o mesmo viajava, o que não apenas confronta a clareza do texto bíblico (Jo.19:27), mas também o próprio bom senso do Mestre que, sabendo que João levaria uma vida assim, daria sua mãe aos cuidados de alguém que estivesse mais apto a essa função.

Da onde, então, surgiu a lenda de que João foi o autor do quarto evangelho? O primeiro a afirmar isso foi Irineu de Lyon, já no final do século II, o qual não conviveu pessoalmente com apóstolo nenhum. Esse é o mesmo Pai da Igreja que também afirmou, “segundo a tradição”, que Jesus morreu na faixa dos 50 anos, quando qualquer criança que faça catequese ou escolinha dominical nos dias de hoje sabe que ele morreu aos 33. Os Pais que escreveram antes dele não taxavam João como o autor, mas apenas faziam referência ao fato de existirem quatro evangelhos. E, infelizmente, os Pais que vieram depois seguiram o conto de Irineu e o transmitiram adiante, e com o tempo foi ganhando o status de tradição, como se isso fosse algo certo ou concreto.

Muito mais poderia ser dito, mas, por hora, concluirei por aqui. O que foi apresentado já é mais que o suficiente para mostrar o quanto a tradição definitivamente não é confiável, mesmo quando ela aparenta ser bem antiga. Se uma tradição que provém do século II e que foi crida por todo mundo depois disso ainda assim errou de forma tão manifesta, imagine o que não erram as tradições romanistas que provém de muitos séculos mais tarde e sem nenhuma unanimidade, de onde eles fundamentam suas doutrinas e dogmas antibíblicos! É o bom senso e a lógica que nos leva a nos afastar do que é afirmado sem qualquer base bíblica, e ainda mais daquilo que é afirmado contra a autoridade das Escrituras, como é o caso aqui explanado.

Não, não vou dizer ainda quem é esse discípulo amado. O Alon e eu temos um palpite muito bom, e talvez alguns que leram este artigo com um raciocínio mais apurado já devem ter decifrado. Mas eu ainda escreverei um artigo em complemento a este, não mais para provar que não foi João (o que já foi refutado), mas para mostrar as evidências de quem é. E não, não é Lázaro... 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

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