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O dia em que o papa se aliou aos muçulmanos para combater um rei católico fanático

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(Fonte:  BLEYE, Pedro Aguado. Manual de Historia de España, Tomo II: Reyes católicos – Casa de Austria (1474 – 1700). 7ª ed. Madrid: ESPASA-CALPE, S. A., 1954) Se você for um romanista moderno, talvez pense que o papado sempre foi aquela instituição espiritual, santa e piedosa, que não se envolvia em assuntos terrenos senão no que dizia respeito ao Reino dos céus; afinal de contas, o papa diz ser o representante máximo daquele que disse que seu Reino não era deste mundo (Jo 18:36). Por outro lado, se você for um romanista tradicionalista (ou tridentino), já terá descartado essa balela de “Reino dos céus” e aceitado que o papa também tinha amplos poderes temporais e que podia mobilizar exércitos para seus próprios fins; todavia, estará propenso a aceitar que estes fins são apenas os mais nobres para o bem da religião (a sua, é claro), como por exemplo nas Cruzadas .

O "Saque de Roma" é o exemplo da desonestidade da apologética católica

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Quando eu digo que apologética católica e picaretagem são sinônimos, que apologista católico é por definição alguém com fobia a livros e praticamente sempre um desonesto, e que eles não se importam com a verdade mas apenas com o que pode ser usado por conveniência contra os protestantes, alguns podem pensar que eu estou exagerando. Neste artigo mostrarei com um simples exemplo prático como que tudo aquilo que eu sempre digo ainda é pouco em comparado ao que esses embusteiros são capazes de fazer.