O aramaico e Mateus 16:18


PEDRO NUNCA FOI PAPA, de Aníbal Pereira dos Reis (ex-padre), Edições Cristãs, 2ª edição, 2003, São Paulo, págs. 81 a 88.

NEM O ARAMAICO SALVOU MINHA FÉ NO PRIMADO JURISDICIONAL DE PEDRO

Cristalizara-se em minha estrutura espiritual a fé no pontífice romano, o suposto sucessor de Pedro no primado jurisdicional da Igreja.

Contestada à luz da Palavra de Deus, esborcinara-se em seus alicerces. E caía eu em terror pânico.

Desalentado, procurei um monge no Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

Ao contrário do meu afobado bispo, o monge, redondo como uma pipa e rosado como uma maçã, demonstrou-se paciente. Ouviu-me com desvelada atenção.

Franzia a testa recoberta de suor, carregava os sobrolhos, meneava a cabeça, esboçava sorrisos... Transparecia os seus sentimentos diversos provocados pela minha exposição.

Aconselhou-me a rezar o “rosário de Nossa Senhora”. – “Nossa Senhora é o martelo das heresias” – preambulou. Inútil porque há meses evaporara-se minha devoção à Senhora.

– Temos que nos submeter às determinações da Santa Igreja. Embora nossa razão rejeite algum dogma, nossa submissão deve ser incondicional. Se isto é branco e a Santa Igreja diz que é preto, devo-lhe acatar a decisão e renunciar à lógica –, com gesto doutoral de um Aristarco dogmático, sentenciou o beneditino.

Entrecortava suas considerações, a dar-lhes o sabor dos alfarrábios medievais, com frases latinas.

Membra Ecclesiae sunt omnes ET soli baptizati, qui profitentur doctrinam Ecclesiae aut auctoritati Ecclesiae se subiciunt. (São membros da Igreja – e com exclusividade – todos os batizados, os que professam a doutrina da igreja e se submetem à sua autoridade).

– Ora, – interpunha a “menor” do seu argumento. – Ora, a Igreja essencialmente, basicamente, está sobre Pedro. Ecclesiae essencialiter est supra Petrum, secundum promissionem Christi: Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

Causava-me certo prazer ouvir o seu latim sonoro e bem pronunciado.

Dentro de sua linha de pensamento amoldado à dialética romanista viciada no Scriptura ex machina, o beneditino se esforçava por despertar em mim aquele temor reverencial próprio da sujeição completa e subserviente ao papa.

Christi dixit: Si ecclesiam non audierit, sit sicut ethnicus et publicanus (Cristo disse: se não ouvir a Igreja, seja considerado gentio e publicano).

Às minhas objeções propunha, em tom catedralesco, sofismas. Invencível, destruía-os eu com a Palavra de Deus. E o monge, arrepiado de horror sacer, se esgueirava entre apelos à lembrança dos velhos tempos de fidelidade ao papa.

Os minutos das duas horas de diálogo se evaporaram.

Em suas exortações, ao final da entrevista, recomendando-me voltar, sublinhou um argumento.

– O argumento – dizia ele – capaz de desfazer todas as restrições à primazia de Pedro por ser a pedra da Igreja. Cristo não falava grego. Sua língua era o aramaico. Nesta língua, contudo, não há nenhuma diferença entre os vocábulos PEDRO e PEDRA, pois Kephas ou Cefas é tanto um como outro. O texto original de Mateus é em aramaico. Jesus, no caso, teria dito: “Tu és Kephas e sobre esta Kephas edificarei a Minha Igreja”.

Citou-me o paciente apologista pontifício o exemplo da língua francesa em que PIERRE é Pedro e pedra. Lembrou-me também não haver qualquer diferença entre esses dois vocábulos nos idiomas persa, árabe e siríaco.

Encerrava-se o diálogo com o tilintar das campainhas. A regra convocava o meu companheiro ao cântico das “vésperas”.

Ao chegar em casa coloquei na radiola uma gravação dos monges beneditinos de Erzabtei St. Martin. A melodia do solene canto-gregoriano inundou-me a alma... A fé no primado de Pedro, porém, permanecia morta.

Mentalmente repetia a perícope mateana (16.13-19), frizando o v. 18 onde substituía os vocábulos Pedro e pedra por Kephas: “Tu és Kephas e sobre esta Kephas edificarei a Minha Igreja”.

Queria à força da repetição gravar em minha inteligência o valor deste argumento a ver se lograva despertar ou ressuscitar meu acatamento à primazia de Pedro, de quem se considera sucessor legítimo o pontífice do Vaticano.

Por julgar oportuna a recomendação do monge beneditino, resolvi pesquisar a legitimidade do argumento: “Na língua siro-caldaica, que então falavam os judeus, não há diferença de gênero entre o nome próprio PEDRO e o nome comum PEDRA, isto é, KEPHAS”.

O texto grego de Mateus, por nós conhecido, é uma tradução desse original aramaico feita depois pelo seu próprio autor, Mateus, ou por qualquer anônimo.

Ao lume desta informação, querem os corifeus papais pôr a salvo a supremacia de Pedro, a pedra, e explicar a ausência do “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja”, nos outros sinóticos. Se só Mateus registra essa palavra de Cristo é por haver somente ele escrito em aramaico ou siro-caldaico, idioma que não sugere nenhuma diferença de significado no vocábulo Kephas.

Se não perscrutasse o arrazoado do beneditino, pensava eu, poderia, no futuro, surgir alguma dúvida. E, estando na refrega, apesar do estrondoso ruir do dogma pontifício em minha fé, resolvi enfrentar a proposição do discípulo de S. Bento.

No seminário católico estuda-se uma matéria chamada Sagrada Escritura. Na extensão de suas teses, dos seus capítulos, estuda-se tudo sobre a Bíblia. Menos a Bíblia.

Recorri, pois, aos seus compêndios.

I

A Pontifícia Comissão Bíblica, em 19 de junho de 1911, estabeleceu que o texto original de Mateus não foi escrito em grego.

Contra essa propositura da Pontifícia Comissão Bíblica levantam-se muitos e ponderáveis embargos:

1) – A Comissão Bíblica, porém, não define se foi escrito em hebraico ou em aramaico. Reconhece, aliás, que não o faz a Tradição (a outra Fonte de Revelação, além da Bíblia, como ensina a teologia romana). A Tradição não determina se Mateus escreveu em hebraico ou se em aramaico, a língua popular nos tempos de Cristo.

2) – Os fragmentos existentes desse suposto original aramaico de Mateus, cognominado “Evangelho segundo os Hebreus”, divergem extraordinariamente do texto grego de Mateus.

3) – Naquela época não havia necessidade de Mateus escrever em aramaico, pois o idioma grego, por ser conhecidíssimo também dos judeus, se prestava perfeitamente para Mateus escrever o Evangelho, embora endereçado aos judeus. Por que haveria de ser Mateus a exceção? Aliás, em virtude do conhecimento geral do grego, também entre os judeus, os outros documentos neotestamentários a eles destinados foram escritos em grego, como a Epístola de Tiago às Doze Tribos de Israel, as duas Epístolas de Pedro (conforme admitem também os exegetas católicos) e a Epístola aos Hebreus.

4) – Torna-se impossível uma versão em aramaico diante da identidade de textos comuns aos três Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas).

5) – Entre essas muitas coincidências ocorrem divergências inexplicáveis se o tradutor do suposto texto aramaico para o grego conhecia os dois outros sinóticos. E se a estes ignorava, como se explicam as expressões frequentemente idênticas entre os três?

6) – Quando os autores dos Evangelhos citam o VT valem-se do texto hebraico. Mas Jesus Cristo, em suas mensagens quase sempre cita a Septuaginta, a versão grega do VT. Isto, note-se, também ocorre no Evangelho segundo Mateus, o que nos leva a rejeitar o original aramaico de Mateus e, consequentemente, a admitir o original grego. Se essas citações são extraídas da Septuaginta, logicamente, em grego escreveu Mateus o seu original.

Mais ainda. Se o atual texto grego fosse realmente a tradução do aramaico, por que haveria o tradutor de se valer do texto grego da Septuaginta para as citações feitas por Jesus? Valer-se-ia do texto hebraico, evidentemente.

7) – O texto mateano, aceito como canônico, inclusive pelas exegese e teologia romanas, é o grego. Insustentável, portanto, essa assertiva do original aramaico, a cuja existência se erguem intransponíveis óbices.

II

Um suspeito original aramaico de Mateus poderia adotar, em consequência da pobreza dessa língua semítica, o vocábulo Kephas para designar indistinta e indiferentemente, PETROS e PETRA, vocábulos empregados na versão grega.

Se procedente, a alegação do monge beneditino, com suporte na definição da Pontifícia Comissão Bíblica, sem quaisquer suspeitas, contra o hipotético documento aramaico, o texto grego de Mateus, universalmente aceito como inspirado e canônico, teríamos KEPHAS para se referir indistintamente a PETROS e PETRA.

Como resultado, portanto, enunciar-se-ia o v. 18 de Mateus 16: Tu és KEPHAS e sobre esta KEPHAS.  

Os seguintes embargos, porém, desarticulariam essa hipótese:

1) – A identidade morfológica do aramaico entre os vocábulos Pedro e Pedra na homonímia de Kephas não impede a distinção semasiológica, isto é, a diferença de significado entre dois termos usus loquendi da língua grega. Se Jesus, pois, não tivesse em mente sustentar esta diversidade, o texto grego de Mateus teria registrado: “Tu és PEDRO e sobre este PEDRO edificarei a Minha Igreja” ou “Tu és PEDRA e sobre esta PEDRA edificarei a Minha Igreja”. Se o texto grego de Mateus sustenta a diferença é em consequência de uma razão: existe a diversidade de significação entre os dois vocábulos: PETRA e PETROS.

2) – A distinção é tão patente no texto grego de Mateus e em todo o NT que PETRUS sempre é atribuído a Simão Barjonas e o vocábulo PETRA é sempre atribuído a Jesus Cristo.

Qual a causa desse comportamento semântico se fosse sem importância a diferença de significados?

Respeite-se, portanto, o texto grego de Mateus, já que ele, neste assunto especialmente, se harmoniza com todo o NT.

3) – Recorre-se sempre ao original grego do NT quando se quer dirimir dúvidas de exegese.

Com efeito, o Mateus grego, recebido, aliás, pela Igreja Primitiva e sempre aceito como INSPIRADO e CANÔNICO em todas as áreas cristãs e também pelos redutos católicos, inclusive o romano, é que há de interpretar o sentido do HIPOTÉTICO texto aramaico e não este que há de servir de luz na compreensão ou interpretação daquele. Do aramaico, por sinal, inexistente.

4) – Pobre exegese católica que apela para a pobreza do aramaico! Não será a pobreza de vocabulário do aramaico (nem do siríaco, nem do árabe, nem do persa e nem do francês, neste caso) que vá obscurecer ou anular o ensino bíblico evidente e irrefutável de que PETRA é Cristo.

5) – Desde os primórdios, desde sempre, os cristãos e os católicos, inclusive os romanos, reconhecem como INSPIRADO e INCONTESTAVELMENTE CANÔNICO o documento grego de Mateus, onde é translúcida a distinção entre PETROS e PETRA: SU EI PETROS, KAI EPI TAUTE PETRA...

Jamais deram os cristãos e os católicos foros de canonicidade a um discutível “Evangelho segundo os Hebreus” de língua aramaica ou a qualquer versão em francês, árabe, persa ou siríaco.

6) – À Bíblia, clava invencível, recorri outra vez. Ela, a Palavra de Deus – “luz para o meu caminho” (Salmo 119.105) – deu-me a sentença final. Definitiva. Inapelável. Absolutamente irrefragável!

Ela me ofereceu a interpretação bíblica, divina, do vocábulo Kephas.

Que me importam as interpretações dos monges beneditinos, dos corifeus modernistas, dos cognominados “pais da Igreja”, dos tradutores-traidores incrédulos, dos teólogos vaticanos?

A interpretação divina do nome Kephas foi-me favorecida por João, “o discípulo a quem Jesus amava”.

João escreveu indubitável e incontestavelmente o seu Evangelho em grego.

Jamais papa algum, exegeta algum, “exeingeta” algum, teólogo algum, disse haver também João escrito o quarto Evangelho em aramaico e depois o traduzido para o grego.

A interpretação de João é extraordinária e veio arrasar de uma vez por todas o sofisma construído sobre um discutível documento aramaico de Mateus.

João, divinamente inspirado, dá a causa porque o texto grego mateano substitui o KEPHAS da primeira posição de Mateus 16.18 pelo grego PETROS.

Admitindo-se, à falta daqueles embargos anteriores, admitindo-se haver Jesus Cristo pronunciado em aramaico aquela sentença registrada no v. 18, João, DIVINAMENTE INSPIRADO, interpreta decisiva e definitivamente o pensamento de Cristo.

Graças a Deus por nos haver outorgado a Bíblia como única e indefectível Fonte de Sua Revelação, deixando-nos – nós os que temos a ventura de nela crer como Palavra de Deus – deixando-nos imunes de interpretações outras, tendenciosas, interesseiras e urdidas com o objetivo de levar de roldão no erro os pobres inadvertidos e incautos.

Porque João, em seu Evangelho, cujo original, INCONTROVERSO, foi escrito, indiscutivelmente, em grego, para onde podemos deslocar essa questão filológica, pois a pena de João reconhecidamente foi inspirada pelo Espírito do Senhor, oferece-nos a interpretação do vocábulo KEPHAS em consonância, em acordo, em harmonia, em sintonia com aquela distinção de significados de PETRA e PETROS, PETRA e PETRUS verificadas nos textos grego e latino do Evangelho segundo Mateus.

João, em 1.42, dá o significado do nome aramaico KEPHAS: SU KLETHESE KEPHAS (O ERMENEUETAI PETROS) que Jerônimo na Vulgata traduziu: “Tu vocaberis Cephas (quod interpretatur Petrus)”. E o nosso idioma traduz: “Serás chamado KEPHAS, que significa Pedro”. “Tu serás chamado KEPHAS (que quer dizer Pedro)”.

O ERMENEUETAI PETROS. Magnífico!!!

João, o discípulo amado, com aluminosa inspiração do Alto, definitivamente decide a questão.

KEPHAS quer dizer Pedro!!!

Eis os escombros do sofisma oriundo da homonímia de Kephas na pobre língua aramaica!

Aliás, se a legítima interpretação de KEPHAS fosse Pedra, jamais perderia João essa oportunidade para informar, como quer a capciosa exegese romana, significar PETRA o nome próprio KEPHAS.

Ao constatar a distinção estabelecida por inspiração do Espírito de Deus, tornou-se-me evidente que Mateus, ao empregar a palavra PETRA na frase: “...e sobre esta PEDRA...” indicou a exatidão, precisou o significado e o valor desse termo PETRA, distinguindo-o, por conseguinte, do nome próprio PETROS.

O texto de João é inspirado. É canônico. Reconhecem-no os próprios hierarcas romanos. Reconhecem haver sido o seu original escrito na língua grega. Ao lume desses reconhecimentos da religião à qual, como padre, servia, por conseguinte, nenhuma dúvida poder-me-ia sobrevir quanto a esses valiosos pormenores.

Com a definição do quarto Evangelho falece-me o direito de substituir PETROS por PETRA, embora fantasie de legítimo um argumento baseado na pobreza do aramaico, a mais pobre e menos desenvolvida de todas as línguas semíticas.

Além disso, a própria semântica da nossa língua portuguesa reconhece aplicações insubstituíveis em palavras sinônimas, como é o caso de PEDRA e ROCHA. Seria cômico um enfatuado bispo romano chegar numa joalheria e pedir uma ROCHA de ametista para incrustar no seu episcopal anel de ouro. Imagine-se uma jovem a pedir ao seu noivo uma aliança de ROCHAS de brilhante.

Prevendo em Sua infinita presciência a deturpação de Sua Palavra por parte dos sofistas hierarcas, o Senhor inspirou o Seu servo a nos legar a Sua interpretação do vocábulo KEPHAS a fim de nos salvaguardar da hierofantolatria.

Voltei a procurar o beneditino redondo e rosado. Ao perceber-me irredutível, o seu tranquilo acolhimento transformou-se em pressa.

Garantiu-me suas rezas, depois de, preocupado com o relógio, ouvir-me. Sem recomendar-me outro retorno, atarantado, escondeu-se atrás da enorme e pesada porta de seu mosteiro, símbolo da sua escravidão ao papa.  

Por: Aníbal Pereira dos Reis (ex-padre).


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Comentários

  1. Fiquei meio confuso ao ler o texto rs...

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    1. Olá. O texto do Aníbal Pereira dos Reis pode parecer meio complicado em uma primeira leitura porque ele usa várias palavras complicadas de difícil entendimento, mas basicamente ele argumenta que:

      a) Jesus usou "KEPHAS" e "KEPHAS" não para afirmar que Pedro era a própria pedra de fundação da Igreja, mas em função da pobreza do aramaico.

      b) Outras diversas línguas possuem diferenciações claras entre Pedro e pedra e até mesmo entre palavras sinônimas como "pedra" e "rocha".

      c) O original de Mateus foi escrito em grego, e nesse idioma já existia uma diferenciação entre as duas palavras pois o grego era um idioma mais avançado do que o aramaico, que é a mais pobre das línguas semíticas.

      d) O evangelista João disse que "KEPHA" significa "Pedro" (petrus), e não "pedra" (petra).

      e) Portanto, há uma diferenciação clara entre "Petrus" e "petra", Pedro não é a "petra", como João nega, embora o aramaico traduza as duas pela mesma palavra pela própria pobreza do aramaico e não de forma intencional.

      f) Prova disso é o fato de que Mateus, que já escrevia numa língua mais desenvolvida (o grego), faz clara distinção entre "Petrus" e "petra", ele não diz que "tu és Pedro e sobre este Pedro edificarei", nem tampouco que "tu és uma pedra e sobre esta pedra edificarei". Ele distingue Petrus de petra porque os sujeitos são diferentes. Se fosse o mesmo sujeito e a interpretação católica em cima do aramaico e da repetição do "kephas" estivesse correta, então Mateus teria repetido as duas palavras de forma idêntica assim como faz o aramaico. Uma vez distinguindo tão claramente, e apoiado pelo relato do evangelista João em João 1:42, ele deixa nítido que o "kepha" do início do verso refere-se a um sujeito distinto do "kepha" no fim do verso 18 de Mateus 16.

      Um forte abraço.

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    2. Muito obrigado, assim ficou muito mas fácil entender ^^

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  2. Muito legal,Lucas,eu já tinha ouvido falar do Aníbal Pereira!É bom incrementar o blog com outras teses e opiniões.

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  3. Excelente Lucas, este texto derruba por completo as pretensões romanistas em fazer de Pedro a Pedra.

    Embora não seja nenhuma novidade para nós, que a Pedra è Cristo.

    Um forte abraço.

    Neilom Soares.

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