1 de dezembro de 2012

O Pastor de Hermas é uma prova a favor do preterismo?



Na internet você acha de tudo. Navegando por ela na tentativa de descobrir misteriosas “provas” históricas a favor do preterismo para tentar desesperadamente fazer frente ao arsenal insuperável de provas históricas a favor do futurismo, os proponentes do preterismo conseguiram (através dos maiores malabarismos e manobras interpretativas) encontrar aquilo que seria uma “evidência preterista”: o livro do Pastor de Hermas. Para quem não conhece, O Pastor de Hermas é uma obra cristã do segundo século d.C, bem pequenininho (tem apenas 114 capítulos que você pode ler aqui), é só cinco vezes o tamanho do Apocalipse. Então, algum preterista que certamente não leu o livro saiu por aí contando a estorinha de que este livro apoia a data preterista do Apocalipse. A “lógica” deles é a seguinte:

O Pastor de Hermas teria sido escrito na década de 80 d.C.

O Pastor de Hermas cita o Apocalipse, portanto, o Apocalipse foi escrito antes de 80 d.C.

Se o Apocalipse foi escrito antes de 80 d.C, então os futuristas que datam o livro no final do reinado de Domiciano (em 95 d.C) estão todos errados, e viva o preterismo.

A lógica parece consistente, se os seus argumentos não fossem tão idiotas. Sinceramente, lendo o nível da “argumentação” deles, comecei a pensar que até o Fakenando Nascimento sabe debater bem. O que eu vi me deixou realmente espantado: foi um verdadeiro festival de distorções, interpretações absurdamente ridículas, conjecturas puramente especulativas, suposições baseadas em especulações vazias, nenhum argumento objetivo ou conclusivo, toda a argumentação com base no subjetivo, na superficialidade e nas falácias mais infantis que um indivíduo pode acabar incorrendo.

Por mais irônico que possa parecer, sim, foi uma tentativa de “refutação” a mim. De tão pobre e fraca que foi, eu de início nem pensei em refutar uma vírgula do que foi exposto, pois em casos assim o sentimento de pena supera o desejo de refutação. Mas como no momento não tenho nada mais divertido para fazer, vou refutar essa parte em que eles argumentam sobre o Pastor de Hermas. Iremos analisar o show de Stand Uptrabalho apologético deles (em vermelho), e, em seguida, refutar linha por linha das aberrações escritas por estes aprendizes de apologistas:

Pastor de Hermas podeser uma forte evidência para discernir a data do Apocalipse. Muitos estudiosos competentes detectaram provas de que Hermas tinha conhecimento sobre oApocalipse. Entre os estudiosos mais antigos poderíamos citar Moisés Stuart, B. F.Westcott, H. B. Swete,e R. H. Charles.Na série clássica intitulada Os Pais pré-Nicéia, afirma-se corajosamente que o Apocalipse é citado livremente por Hermas (A. Cleveland Coxe, in Alexander Roberts and James Donaldson, eds., The Ante-Nicene Fathers, 10 vols. (Grand Rapids Eerdmans, n.d.[rep. 1975]), 5:600). Em tempos mais recentes, os críticos observaram e concordaram com essa avaliação. O estudioso Patrístico EdgarJ. Goodspeed, afirma com segurança que Hermas é claramente familiarizado com oApocalipse de João (Edgar J. Goodspeed, The Apostolic Fathers (New York Harper, 1950), p. 97.)

Só de ler o começo da “argumentação” deles já fica nítido aquilo que eu suspeitei desde o princípio: que eles nunca leram o Pastor de Hermas! Note que não apenas aqui, mas em toda a tentativa de argumentação deles, não há uma única citação textual do livro de Hermas. Isso demonstra que o autor dessa argumentação muito provavelmente nem sequer se deu ao trabalho de ler esta obra, apenas saiu por aí catando e copiando material oriundo de outros blogs que existem por aí na internet e montou um texto. Ele cita aquilo que ele chama de “estudiosos competentes” (tentando passar ares de credibilidade ao argumento...) que acham que o Pastor de Hermas cita o Apocalipse, mas não há uma única citação que eles tenham tirado do próprio livro de Hermas que prove isso.

Se um historiador “competente” afirmar que a Epístola de Policarpo aos Filipenses (por exemplo) declara que Nero pôs fogo em Roma, eu não vou engolir fácil esse conto como sendo verdade, o mais sensato é eu ir para a própria epístola de Policarpo conferir se ele disse mesmo isso (e não, ele não disse isso, embora o acontecimento seja verdadeiro). Portanto, o papel dos historiadores é apontar quem e onde afirmou o que, e do leitor é de conferir na obra e autor mencionados se a citação é mesmo verdadeira ou não passa de achismos e falsidades, o que também existe de um monte por aí.

Mas o indivíduo que achou que me “refutou” não se deu ao trabalho de fazer isso, não citou uma única vez qualquer parte do Pastor de Hermas, não fez nada, apenas colocou palavras na boca de “estudiosos competentes” (a maioria dos quais ninguém conhece) que, por mais respeitados que possam ser, não valem nada se não mostrar referências diretas daquilo que estão dizendo – o que realmente é o papel de um historiador! Note, querido leitor, que o homem que me “refuta” formula toda a sua base argumentacional, da qual todo o resto da sua argumentação está dependente, em cima de um pilar frágil, não provado e insustentável. Se a base de todo o resto da argumentação não tem qualquer fonte ou referência direta, imagine só o resto da “argumentação” deste sujeito!

A verdade é a seguinte:

Eu creio que o Pastor de Hermas foi escrito com toda a probabilidade no século II d.C (mostrarei evidências disso mais adiante).

Mesmo assim, não há uma única referência direta de Hermas citando o Apocalipse. Não há nada, absolutamente nada, nenhuma alusão, nenhuma citação, nenhuma referência, nada, nada, nada. Aqueles que afirmam que existe, cabe a eles o ônus da prova. O curioso é que de todos aqueles “estudiosos tão competentes” que ele citou, nenhum deles mostrou qualquer citação, nem capítulo, nem versículo. Isso só demonstra que realmente não sabem o que falam – ou pelo menos não podem provar.

Vemos, assim, que a base argumentacional dele é inteiramente fraca, não tem sustentação nem no próprio livro de Hermas, e, se for mesmo verdade que cita Apocalipse, tudo o que prova é que foi escrito depois dele, não prova quando foi escrito. Isso que eu chamo de argumentos vazios! Fica aqui, então, o meu primeiro desafio a este indivíduo: que me mostre uma única citação direta de Hermas sobre o Apocalipse, ou senão ficará ainda mais provado que não passa de um farsante que jamais leu o livro de Hermas.

Continuemos...

“Infelizmente, existe um problema emdeterminar a data da composição devido à questão da sua autoria. J. B. Lightfoot analista do assunto vai guiar nosso pensamento (J. B. Lightioot and J. R. Harrner, The Apostolic Fathers (Grand Rapids: Baker, [1891] 1984), pp. 293-294). Foi escrito por (1) o Hermas saudadopor Paulo em Romanos 16:14, como Orígenes sugere? Oupor (2), irmão de Pio I (140-150 dC), como o antigo Cânon Muratoriano ensina? ou por (3) algunsHermas desconhecidos que viveram na época do bispo Clemente de Roma (90-100 dC), como um número de estudiosos modernos dizem?”

Aqui ele aponta três possibilidades sem dizer qual é a verdadeira. Mais tarde, ele aponta para a número 1 como sendo a correta. O interessante é que, de todas as possibilidades que existem, a única que é a mais fraca, especulativa e subjetiva de todas é a que ele aponta, a número 1 (iremos ver mais sobre isso na sequencia). Por que ele aponta isso? Simplesmente porque é a única forma de salvar o preterismo dele.

“O historiador Philip Schaff é decididamente favorável a uma data anterior para O Pastor de Hermas, argumentando que foi escrito pelo Hermas mencionadoem Romanos 16:14. Ele observa que a data anterior é sugeridapelo seu uso oficial nos escritos de Irineu, Clemente de Alexandria,Orígenes, Eusébio e Jerônimo. (Philip Schaff, History of The Christian Church, 3rd. cd., 7 vols, (Grand Rapids Eerdmans, 1910) 1:687ff)”

Em primeiro lugar, o que é que tem a ver o fato destes Pais da Igreja terem feito uso dos escritos de Hermas com o “fato” de que o “Hermas verdadeiro” não era do segundo século d.C? Primeiro, que todos estes autores mencionados são de data posterior a Hermas, alguns podem ter até sido contemporâneos de Hermas, mas escreveram em período posterior a quando o livro foi escrito. Vejamos:

Irineu: 130-202
Clemente de Alexandria: 150-217
Orígenes: 185-253
Eusébio: 265-339
Jerônimo: 347-420

O Cânone Muratoriafirma claramente que Hermas escreveu O Pastor na época do pontificado do bispo romano Pio I, ou seja, entre 140-155 d.C:

“Mas Hermas escreveu O Pastor recentemente, no nosso tempo, na cidade de Roma, enquanto o bispo Pio, seu irmão, estava ocupando a cadeira da igreja da cidade de Roma. E, portanto, ele deve sim ser lido; mas ele não pode ser lido publicamente para o povo na igreja nem entre os Profetas, cujo número está completo, e nem entre os Apóstolos, pois ele foi escrito depois de seu tempo”(Cânone Muratori)

O Cânon de Muratori afirma categoricamente que Hermas escreveu O Pastor “recentemente” (lembremo-nos de que o Cânon Muratoriano é datado de 170 d.C), e declara que foi durante a época em que o bispo romano Pio I estava ocupando a cadeira da igreja de Roma. Isso nos leva a 140-155 d.C, período do pontificado de Pio I. Nesta época, Irineu ainda era uma criança, Clemente mal tinha nascido, Orígenes iria nascer décadas depois, Eusébio um século depois e Jerônimo dois séculos mais tarde.

Portanto, o “argumento” de que estes Pais citaram o Pastor não é evidência nenhuma para uma data mais antiga para o livro de Hermas, visto que, de todos estes Pais citados por ele, nenhum foi contemporâneo de Hermas, o único que chegou a viver numa época próxima foi Irineu, isso em sua infância, muito provavelmente jamais tenha chegado a ver Hermas pessoalmente, na época em que se tornou bispo de Lyon. Isso derruba não apenas as falácias ridículas e absurdas vistas agora, mas também todo um grande número de outras bobagens que serão repetidas à exaustão pelo autor desse engodo sobre Hermas, como o leitor poderá perceber facilmente.

Outra constatação da mediocridade dos argumentos deste indivíduo é o fato de que ele não cita uma única fonte direta de qualquer Pai da Igreja que tenha dito que Hermas escreveu na época de Paulo, o máximo que ele chega a fazer é dizer que Tertuliano cogitou essa hipótese uma vez, mas ele mesmo afirma que o próprio Tertuliano descartou isso depois; ou seja, reiterou que Hermas era mesmo o do segundo século d.C, e não o citado por Paulo aos romanos! Com tamanho festival de argumentos bobos eu realmente não sei se vale a pena seguir em frente, mas vamos lá...

Podemos acrescentar que no início de sua carreira, Tertuliano parece ter concordado, embora mais tarde ele mudou de opinião. (Tertullian, Orations 16). Devido sua data de início ele assumiu uma conexão apostólica, O Pastor de Hermas tendia a ser utilizado como se fosse um livro inspirado. Curiosamente, é encontrado em um dos primeiros, completos manuscritos gregos da Bíblia, o Codex Sinaiticus”

Aqui o indivíduo afirma que Tertuliano um dia achou que Hermas tinha sido escrito na época dos apóstolos, argumento esse que eu nem precisaria refutar nada, visto que ele mesmo faz isso por mim ao se auto-refutar na sequencia e declarar que o próprio Tertuliano negou isso depois. É pra vocês verem o nível, pessoal. E pior do que isso foi ter feito referência à obra de Tertuliano “Orations, 16”, como se fosse alguma “prova” de que Tertuliano um dia cogitou a possibilidade de Hermas ter sido um escritor da época dos apóstolos, o que só demonstra que o sujeito não vai nem conferir as citações que ele copia no artigo dele, vejam só que Tertuliano passou longe de dizer isso:

“Again, for the custom which some have of sitting when prayer is ended, I perceive no reason, except that which children give. For what if that Hermas, whose writing is generally inscribed with the title The Shepherd, had, after finishing his prayer, not sat down on his bed, but done some other thing: should we maintain that also as a matter for observance? Of course not. Why, even as it is the sentence, When I had prayed, and had sat down on my bed, is simply put with a view to the order of the narration, not as a model of discipline. Else we shall have to pray nowhere except where there is a bed! Nay, whoever sits in a chair or on a bench, will act contrary to that writing. Further: inasmuch as the nations do the like, in sitting down after adoring their petty images; even on this account the practice deserves to be censured in us, because it is observed in the worship of idols. To this is further added the charge of irreverence—intelligible even to the nations themselves, if they had any sense. If, on the one hand, it is irreverent to sit under the eye, and over against the eye, of him whom you most of all revere and venerate; how much more, on the other hand, is that deed most irreligious under the eye of the living God, while the angel of prayer is still standing by unless we are upbraiding God that prayer has wearied us!” (Tertuliano, Orations, 16)

Quem quiser pode conferir o tratado inteiro de Tertuliano sobre a Oração:


Agora, se alguém conseguiu ver aí em cima em alguma parte Tertuliano dizendo que Hermas escreveu na época de Paulo, então eu realmente devo estar com um grande problema na vista, ou então é ele que realmente não lê nem as coisas que posta no site dele, sai por aí copiando o que os outros escrevem sem conferir as referências e depois tem que passar vergonha.

Sobre o Condex Sinaiticus, ele também não constitui nenhuma prova de que o Hermas verdadeiro é o Hermas de Romanos 16:14, visto que ele foi escrito no século IV depois de Cristo, ou seja, muito, muito, muito, muito depois da obra do Pastor de Hermas ter sido escrita, na metade do segundo século d.C. Para isso ser um “argumento”, teria que apresentar provas de que algum autor de antes de meados do segundo século d.C citou este livro, o que ele obviamente não pode, tanto por não conhecer a patrística como pelo fato de que Hermas realmente não foi escrito no primeiro século d.C.

“Além disso, há aqueles que defendem uma data anterior à 85 dC. Arthur S. Barnes e JohnAT Robinson argumentam mais vigorosamente para este período de tempo. (Arthur S. Barnes, Christianity at Rome in the Apostolic Age (Westport, CT Greenwood, [1938] 197 1), pp. 212ff; and John A. T. Robinson, Redating The New Testament (Philadelphia Westminster Press, 1976), pp. 319-320). As evidências que sugerem são bastante razoáveis. Vamos resumi-las”

Traduzindo o que ele disse aqui: mais um monte de “estudiosos competentes” que ninguém conhece e nada de fontes primárias, e argumentos “razoáveis” para quem precisa desesperadamente crer nisso, mas bastante ridículos para quem tem um mínimo de senso crítico. Vejamos estes “argumentos”...

“Em primeiro lugar, uma vez que o livro é considerado, pelo menos, quase-escritural por Irineu, Clemente de Alexandria, Orígenes, Tertuliano (de início), Eusébioe Jerônimo, não devemos esperar uma data muito precoce para ser considerado inspirado, provável que tenha sido escrito por um associado dos apóstolos, e, provavelmente, muito cedo, talvez pré-80 dC”

Isso é quase que uma verdadeira aula de como não se formular um argumento decente. Primeiro, que o fato de ele ter sido “quase-escritural” não significa que ele era considerado Escritura. Segundo, mesmo se fosse assim considerado, isso não nos diz absolutamente nada sobre quando que ele foi escrito. Terceiro, que não existia nenhuma regra na Igreja primitiva que nos diga que um livro para ser aceito como Escritura (ou “quase-escritura”, como ele inventou agora) não possa ser relativamente “recente”.

Quarto, que mesmo se existisse essa regra na Igreja antiga (o que não existe), isso não nos remonta a antes de 80 d.C, que é uma ilusão ridícula que eles tiraram sabe-se lá de onde (pois não há nenhuma premissa de ligação para chegar a essa “conclusão”), bem poderia ser para fins do primeiro século d.C, ainda mais sabendo que o Apocalipse fora escrito em 95 d.C e, mesmo assim, era aceito como Escritura sem contestações. Então, por que com o Pastor de Hermas deveria ser diferente? Por que deveria ter sido escrito antes? Vemos, portanto, várias declarações absurdas neste primeiro “argumento”:

A premissa de que um livro para ser aceito como Escritura devesse ser bem antigo, o que nunca foi um critério para aceitação ou rejeição de um livro na Igreja primitiva.

A alegação de que o Pastor de Hermas era considerado “quase-escritura”, o que é bem diferente de Escritura.

E a ridícula adição do “talvez” ali no final da argumentação dele, o que só reforça que ele mesmo vê os seus próprios argumentos como sem base, como puramente subjetivos, especulativos, sem certeza de nada, puramente no achismo. Um apologista que se preze não deveria desacreditar em seus próprios argumentos, a não ser que reconheça a própria mediocridade deles.

Prossigamos, irmãos...

“Segundo, Irineu viveu em Roma por algum tempo após a mortede Pio, cerca de 20 anos. É altamente improvável que ele teria classificado O Pastor de Hermas como escritura se tivesse sido escrito em sua própria época e local”

De novo, é a mesma repetição da falácia do primeiro argumento: a alegação de que pelo fato de o Pastor de Hermas ser relativamente “recente” (meados do segundo século d.C), então ele não poderia ter sido considerado como “Escritura”. Como o autor deste engodo parece não ter outros argumentos e veremos ele repetindo outras quinhentas vezes esse mesmo argumento pela falta de outros, vamos detonar de uma vez com ele:

“Creio que sois bem versados nas Sagradas Letras e que não ignorais nada; o que, porém, não me foi concedido. Nessas Escrituras está dito: “Encolerizai-vos e não pequeis, e que o sol não se ponha sobre vossa cólera.” Feliz quem se lembrar disso. Acredito que é assim convosco” (Policarpo aos Filipenses, 12:1)

Note que Policarpo faz uso de uma passagem de Paulo aos Efésios (4:26), e a chama de “Sagradas Letras” e “Escrituras”. Ora, Policarpo nasceu em 69 d.C e viveu até metade do segundo século. Policarpo nasceu na mesma época em que Paulo era martirizado, e alguns anos depois, por volta de 95. d.C, escreve aos Filipenses chamando a epístola de Paulo de “Escritura”, isso menos de trinta anos depois do término das epístolas paulinas. No caso em que estamos tratando, vemos que Irineu ficou famoso pela sua obra “Contra as Heresias”, escrita em 180 d.C (posteriormente ele escreveu outros escritos também). Isso dá aproximadamente os mesmos trinta anos de distância em relação à obra do Pastor de Hermas. Perceberam onde que isso nos leva? Simplesmente ao seguinte raciocínio lógico:

-Se Policarpo citou uma epístola de Paulo como “Escritura” trinta anos depois dos escritos de Paulo, então por que Irineu não poderia citar o livro de Hermas como “Escritura” trinta anos depois do livro de Hermas?

A lógica é óbvia, e a razão também: não existe esse argumento estupidamente ridículo de que para um livro ser aceito como Escritura ele precise ser muito velho. Quem inventa argumentos deste tipo o faz por duas razões apenas: ou não tem mais argumentos e está desesperado, ou é mesmo um ignorante. Se o indivíduo no mínimo se desse ao trabalho de ler as obras dos Pais da Igreja ao invés dos tais “estudiosos competentes” que nunca citam fontes primárias, ele veria que o próprio Clemente de Roma fez o mesmo quando escreveu (ainda no primeiro século d.C) a sua primeira carta aos coríntios, declarando também que as epístolas dos apóstolos eram Escritura Sagrada:

CITAÇÕES DE CLEMENTE DO NOVO TESTAMENTO
Clemente aos Coríntios 13:2
Mateus 5:7; 6:12-14
Clemente aos Coríntios 15:6,7
Mateus 15:8
Clemente aos Coríntios 34:8
1ª Coríntios 2:9
Clemente aos Coríntios 46:8
Marcos 9:42

Vemos, portanto, que Clemente estava totalmente familiarizado com o Novo Testamento e repetidamente o citava como Escritura, a exemplo de Policarpo. E isso não mais do que uns trinta anos depois de serem escritos, aproximadamente a mesma época em que Irineu faz menção ao Pastor de Hermas! Portanto, se num espaço de trinta anos Clemente e Policarpo puderam citar os escritos de Paulo e os Evangelhos como Escritura, então num espaço de trinta anos Irineu poderia citar o Pastor de Hermas da forma que quisesse, sem se preocupar com estes argumentos infantis de “apologistas” amadores que, por desconhecimento gritante de patrística, gritam aos quatro cantos da terra que o Pastor de Hermas tinha que ter sido escrito setenta anos da época em que foi escrito!

“Em terceiro lugar, depois de inicialmente aceitá-lo como bíblico, Tertuliano (160-220 dC) mais tarde descarta-o. Parece provável que ele teria mencionado sua autoria recente como um de seus argumentos. Mas ele não o faz”

De novo esse mesmo argumento idiota, meu Deus, parece que o indivíduo realmente não tem mais argumentos mesmo, apenas sabe papagaiar a mesma balela que já foi refutada convincentemente dez vezes, a de que um livro não poderia ser considerado bíblico por ser recente. Se existe algum argumento mais horroroso e mal formulado do que esse em toda a apologética, eu desconheço.

“Quarto, o Cânon Muratoriano (170-200 dC) não pode estar certo, por várias razões. (1) Identifica Hermas como o irmão de Pio, bispo de Roma. Mas, como um filho adotivo vendido como escravo em Roma (Visão 1:1: 1), é notável que Hermas não menciona seu suposto irmão Pio, bispo de Roma”

Que absurdo, quer dizer que o Cânon Muratoriano está errado?! Então quem está certo, você? O indivíduo quer nos convencer que estes “argumentos” que beiram a mediocridade que ele propôs baseando-se no achismo pessoal dele valem mais do que a afirmação clara e categórica do Cânone Muratoriano que foi escrito aproximadamente na mesma época de Hermas! Uau!!! Sinceramente, mas para algum cidadão acreditar numa aberração dessas, deve ter sido alvo de uma lavagem cerebral. O interessante de tudo isso é que estes mesmíssimos indivíduos que alegam que o autor do Cânon Muratoriano é um mentiroso faz uso deste mesmo Cânone de Muratori para “provar” as suas teses preteristas em outras partes! Isso é o que eu chamo de hipocrisia! Método desonesto de se fazer apologética!

O Cânon de Muratori é verdadeiro ou não? Se for falso, quero ver as provas, e quero que retire do seu site as outras partes em que o senhor faz uso deste cânon para supostamente favorecer as suas opiniões. Mas se for verdadeiro, então toda a sua argumentação aqui vai pra lata do lixo – onde de fato já está.  Por enquanto a única verdade aqui é a hipocrisia do indivíduo que formula argumentos baixos como esse. O que o Cânone de Muratori diz é muito claro, não é um achismo pessoal formulado sob argumentos subjetivos e especulativos (além de fracos e falaciosos) como os seus são, vale a pena ver de novo o que ele diz claramente:

“Mas Hermas escreveu O Pastor recentemente, no nosso tempo, na cidade de Roma, enquanto o bispo Pio, seu irmão, estava ocupando a cadeira da igreja da cidade de Roma. E, portanto, ele deve sim ser lido; mas ele não pode ser lido publicamente para o povo na igreja nem entre os Profetas, cujo número está completo, e nem entre os Apóstolos, pois ele foi escrito depois de seu tempo”(Cânone Muratori)

Hermas “...escreveu O Pastor recentemente, no nosso tempo, na cidade de Roma, enquanto o bispo Pio, seu irmão, estava ocupando a cadeira da igreja da cidade de Roma”. Se as suas especulações baratas e argumentos vazios são mais fortes e contundentes do que o que foi exposto acima, então você acaba de inventar um novo método de se fazer apologética: o de que argumentos subjetivos valem mais do que posições claras e objetivas, e o de que a opinião pessoal (achismo puro) de um blogueiro desinformado no século XXI vale mais do que um respeitado Cânon que remete ao segundo século d.C!

Ademais, além do Cãnone Muratori, que é de enorme relevância para descobrirmos quando Hermas escreveu O Pastor, também temos o Catálogo Liberiano de Papas, registro esse que foi posteriormente utilizado como fonte para o famoso Liber Pontificalis, que afirma num trecho sob o cabeçalho 235 que “sob o seu [de Pio] episcopado, seu irmão Hermas escreveu um livro em que estavam contidos os mandamentos que o anjo lhe entregara quando veio até ele na forma de um Pastor”.

Mais uma vez vemos a descrição nítida de que Hermas escreveu O Pastor na época de Pio, e não de Paulo. Infelizmente o indivíduo fundamenta o seu argumento sobre uma mera suposição, que é a de que o Hermas de Romanos 16:14 seja o Hermas que escreveu O Pastor. Porém, além deste argumento ser puramente especulativo e sem qualquer seriedade, ainda temos o fato de que neste mesmo verso bíblico, se observarmos melhor, podemos ver mais de um único Hermes:

Saudai a Asíncrito, a Flegonte, a Hermes, a Pátrobas, a Hermes, e aos irmãos que estão com eles” (Romanos 16:14 – Almeida Revisada  Imprensa Bíblica)

Notem que existem dois “Hermes” ali. A Almeida Corrigida Revisada e Fiel faz uma mudança no segundo nome, de “Hermes” para “Hermas”, mas a diferença ainda continua sendo mínima. A verdade é que, se dentro de um único versículo bíblico já podemos encontrar uma pluralidade de “Hermas” ou “Hermes”, o que diria então de toda a comunidade cristã da época! Evidentemente a quantidade de cristãos em Roma com este nome era muito grande, apenas por um golpe de sorte muito grande, quase como ganhar na loteria, que o Hermas que escreveu O Pastor possa ser exatamente o mesmo Hermas de Romanos 16:14, na mesma época e local. Quem formula argumentos baseando-se neste versículo parece pensar que na história do cristianismo dos primerios séculos não existia mais ninguém com este nome!

Já sobre Hermas não citar Pio, isso é mais um argumento que se fundamenta sobre os achismos pessoais do autor, como se a única razão pela qual ele não poderia citá-lo seria caso ele tenha escrito antes de 80 d.C, o que é absurdamente falso. É um argumento baseado no silêncio, do tipo “Hermas não disse X, então é Y”. Baseado nisso então eu poderia descer ao seu nível e formular argumentos com a mesma inteligência que você os formula:

“Hermas não cita Paulo, então não é o citado em Romanos”

“Hermas não cita nenhum apóstolo, então não era da época apostólica”

“Hermas não diz que ele escreveu antes de 80 d.C, então ele escreveu depois”

Enfim, eu poderia usar a mesma “lógica” sua e fazê-la voltar-se como um bumerangue contra você mesmo; mas como eu sei que ela é simplesmente ridícula, eu prefiro lançar mão apenas de argumentos sólidos e consistentes, com documentos históricos da época e refutação dos argumentos amadores seus, coisa que você não foi capaz de fazer, mas prefere continuar sondando estes argumentos fundamentados no “eu acho”, “talvez que”, “pode ser”, ou no silêncio, ou em afirmações vazias do tipo “o cânone muratoriano mente”, dentre outras afirmações que são dignas de pena.

Em nenhum lugar de O Pastor de Hermas há qualquer indicação de que existe um episcopado monárquico, ao invés disso, Hermas fala dos "anciãos que presidem a igreja" (Visão 02:04:03)”

É, realmente você comprova que de fato nunca leu o Pastor de Hermas:

“Ouve agora o que se refere às pedras que entram na construção. As pedras quadradas e brancas, que se ajustam bem entre si, são os apóstolos, os bispos, os doutores e os diáconos. Todos esses, caminhando segundo a santidade de Deus, desempenharam com pureza a santidade seu ministério de bispos, doutores e diáconos a serviço dos eleitos de Deus” (O Pastor de Hermas, 13:1)

Hermas faz questão de mencionar o episcopado monárquico da Igreja representado pelos apóstolos, bispos, doutores e diáconos. É basicamente a mesma formação exposta por Inácio de Antioquia, nos finais de primeiro século d.C para o segundo século d.C, quando ele afirma repetidas vezes que o episcopado monárquico da Igreja era representado pelos bispos, presbíteros e diáconos:

“Vós, amados, sede atentamente sujeitos ao bispo, e aos presbíteros e aos diáconos. Porque aquele que lhes é sujeito, é obediente a Cristo que os ordenou; mas aquele que lhes é desobediente, é desobediente a Cristo Jesus”(Inácio aos Efésios, 5:3)

“Ele [Jesus] é minha alegria eterna e duradoura, sobretudo se os seus fiéis permanecerem unidos com o bispo, com os presbíteros e os diáconos que estão com ele, estabelecidos conforme o pensamento de Jesus Cristo, o qual, segundo sua própria vontade, os fortificou e confirmou com o seu Espírito Santo”(Inácio aos Filadelfienses, Saudações)

“Alguns quiseram me enganar segundo a carne, mas não se engana o espírito que vem de Deus. De fato, ele sabe de onde vem e para onde vai, e revela os segredos. Estando no meio de vós, gritei, disse em alta voz, uma voz de Deus: ‘Permanecei unidos ao bispo, ao presbitério e aos diáconos!’” (Inácio aos Filadelfienses, 7:1)

“Segui todos ao bispo, como Jesus Cristo segue ao Pai, e ao presbitério como aos apóstolos; respeitai os diáconos como à lei de Deus (Inácio aos Erminiotas, 8:1)

“Por isto vos peço que estejais dispostos a fazer todas as coisas na concórdia de Deus, sob a presidência do bispo, que ocupa o lugar de Deus, dos presbíteros, que representam o colégio dos apóstolos, e dos diáconos, que são muito caros para mim, aos quais foi confiado o serviço de Jesus Cristo, que antes dos séculos estava junto do Pai e por fim se manifestou” (Inácio aos Magnésios, Versão Curta, 6:1)

Note que Inácio cita repetidamente um episcopado monárquico na Igreja representado no bispo, nos presbíteros e nos diáconos. É basicamente a mesma formação que Hermas expôs em seu livro, com “...apóstolos, bispos, doutores e diáconos”. Vale ressaltar que Inácio é conhecido como sendo o “pai” do episcopado monárquico, por ser o primeiro a fazer menção clara e direta a ele. Se Hermas segue a mesma linha de Inácio (como vemos que segue), então ele evidentemente escreveu depois de Inácio, e não antes deste. Ora, Inácio escreveu suas epístolas na passagem do primeiro para o segundo século d.C, morreu em 107 d.C, em Roma. Portanto, Hermas escreveu depois desta época, o que bate com a cronologia do cânon muratoriano e contesta totalmente a falsa cronologia exposta pelo farsante que está sendo aqui refutado, que nem lê a obra de que tanto faz menções indiretas (e falsas).

“Em Visão 2:4:2ff.Hermas é para escrever dois livros e enviar um deles para Clemente, que por sua vez, "era para enviá-lo para as cidades estrangeiras, pois este é seu dever." Isto implica o papel de Clemente como uma figura "subordinada".No entanto, em cerca de 90 dC Clemente foi nomeado Bispo de Roma. Portanto O Pastor de Hermas deve ter sido escrito antes dessa data”

Realmente, se não terminasse com uma pérola dessas não iria fechar com chave de ouro. Vejam só que coisa: o autor quer nos convencer de que o fato de Clemente enviar os livros significa que ele não poderia ser um bispo importante na Igreja da época, pois estaria sendo “subordinado”. Então eu quero ver ele afirmar também que os apóstolos Pedro e João eram meros espantalhos e subordinados na Igreja primitiva sem qualquer cargo importante, pois eles também foram enviados pelos demais:

Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João (Atos 8:34)

Veja só que coisa gente, Pedro e João estavam sendo enviados pelos outros, então “isso implica o papel de Pedro e João como duas figuras subordinadas”, e isso significa que até o período de Atos 8:34 nem Pedro nem João deveriam ter exercido “nenhum cargo importante antes desta data”. Francamente, com argumentos amadores como esse que ele expõe, mostrando total falta de conhecimento também das Escrituras, chega a ser constrangedor ter que ficar refutando tais aprendizes. Se o fato de ser “enviado” significa que não possui um cargo importante na Igreja, então Pedro e João eram dois insignificantes na Igreja da época. Caso contrário, então Clemente poderia sim já ser um bispo importante a tal altura. Tudo é uma questão de bom senso na formulação dos argumentos, o que infelizmente falta para o nosso aprendiz de apologista.


CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Bom, chega de tanta surra. A refutação aos argumentos dele já acabou, pelo fato de já chegarem ao fim os “argumentos” dele (aahhh....). Mas ainda resta uma última coisa a fazer, que o aprendiz a apologista se esqueceu completamente, que é pegar fontes do próprio livro do Pastor para ver se ele apoia o preterismo. Se ele declara que O Pastor foi escrito depois do Apocalipse, então pode ou deve fazer menções de uma escatologia preterista. Aliás, escatologia é um dos assuntos preferidos do livro. Não é estranho que o aprendiz a apologista tenha se esquecido em toda a sua “argumentação” sobre Hermas de citar o próprio Hermas?!

Pois é. Mas para não deixar barato, decidi reler mais uma vez cada um dos 114 capítulos do livro do Pastor, e trazer aqui mais algumas novidades que o aprendiz a apologista certamente não deve ter pensado quando formulou seus argumentos sem ter lido o livro. A primeira e mais importante informação é a de que Hermas cria que a tribulação é um evento futuro, e não passado; ele era futurista, e não preterista:

"Felizes sois vós que suportais a grande tribulação que se aproxima, e todos os que não renegarema sua própria vida. Porque o Senhor jurou por seu Filho: aqueles que renegarem o seu Senhor, perderão sua própria vida, como também aqueles que estão dispostos a renegá-lo nos dias futuros. Quanto àqueles que o renegaram antes, o Senhor, em sua grande misericórdia, tornou-se propício para eles” (O Pastor de Hermas, 6:7-8)

Hermas diz que a grande tribulação “se aproxima”; portanto, ele não cria de modo algum que a grande tribulação já tivesse acontecido em 70 d.C! E ele coloca todos os demais eventos escatológicos para o futuro, ao alertar os servos de Deus a não renegarem {futuro} as suas próprias vidas, e que aqueles que O negarem perderão {futuro} a própria vida. Tudo é relacionado a um evento futuro, e não passado! E ele repete exaustivas vezes que a tribulação ainda está para chegar:

“Irmãos, esta é a visão que tive vinte dias depois da última, prefigurando a tribulação que se aproxima (O Pastor de Hermas, 22:1)

“Portanto, agora vai, e explica as grandezas do Senhor aos seus eleitos. Dize-lhes que essa fera é a prefiguração da grande tribulação que está para chegar. Se vos preparardes e de todo coração fizerdes penitência diante do Senhor, podereis escapar da tribulação. É preciso, porém, que vosso coração se tome puro e irrepreensível, e que sirvais irrepreensivelmente ao Senhor pelo resto de vossos dias. Entregai ao Senhor as vossas preocupações, e ele as resolverá” (O Pastor de Hermas, 23:5)

“Quanto a ti, não cesses de falar aos santos. Tendes a prefiguração da grande tribulação que se aproxima. Se quiserdes, porém, ela não será nada. Lembrai-vos do que foi escrito antes” (O Pastor de Hermas, 24:6)

Por fim, ele destaca também que a parusia(volta de Jesus) é algo reservado para o futuro, é algo que ainda vai acontecer, e não algo que já tenha acontecido em 70 d.C:

“As estacas são os santos anjos do Senhor, que protegem o seu povo. O mato arrancado da vinha são as iniquidades dos servos de Deus. A comida do banquete que ele enviou ao escravo são os mandamentos que ele deu por meio de seu filho. Os amigos e conselheiros são os primeiros santos anjos criados. A viagem do senhor é o tempo que resta para a sua parusia (O Pastor de Hermas, 58:3)

Se ainda resta um tempo até que chegue a parusia, então a parusia não chegou ainda. Pronto. Acabou completamente o preterismo completo. Hermas, mais um reconhecido autor do segundo século d.C, é outro que cria fortemente que a grande tribulação e a segunda vinda de Cristo são eventos reservados para o futuro, e não coisas que já tivessem acontecido por volta de 70 d.C, num passado distante ou recente. Essa de que Jesus já voltou e a tribulação já ocorreu não passa de uma patente heresia, heresia essa que chega ao cúmulo de negar a própria ressurreição física e corporal dos mortos no último dia (o que a Igreja sempre creu em toda a história eclesiástica, até surgirem esses preteristas mais modernos e desconversarem sobre tudo, querendo reformular todas as bases do cristianismo histórico).

Crer no preterismo é negar a ortodoxia cristã, é blasfemar contra os maiores e mais importantes fundamentos do Cristianismo, tais como a ressurreição e a segunda vinda, é deixar de lado acontecimentos reais e verdadeiros que estão por acontecer, e é também ser obrigado a lançar mão de argumentos infantis e amadores como os que foram refutados aqui, que apenas fazem o preterismo passar vergonha e os seus proponentes caírem em ainda mais descrédito. Tais argumentos, embora possam surpreender algum ignorante ou novato na fé, são totalmente inúteis em uma discussão inteligente contra qualquer um que tenha um mínimo conhecimento patrístico e eclesiástico.

Portanto, como a verdade sempre prevalece, está refutada novamente as heréticas pretensões preteristas em tentar perverter a história com argumentos inconsistentes, está provado mais uma vez que nenhum Pai da Igreja cria nessa aberração recente chamada de preterismo (muito menos Hermas), e está provado de novo que a tentativa de refutação dos aprendizes de apologistas não passa de piada quando analisadas seriamente tendo como base a história cristã em seu todo.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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6 comentários:

  1. Estou me surpreendendo com suas refutações ao Preterismo, essa é a verdade. Imagino o estrago que você faria se abrisse um site só para tratar desse assunto. Tem pouca gente no Brasil refutando os preteristas, meu irmão, mas estes poucos já esclareceram muitos desacertos patrocinados por esta doutrina confusa, e você é um deles.

    Deus te abençoe e te dê muita disposição ainda para escrever mais e mais...

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    1. Olá, Alon. Pelo fato de eu ainda ter relativamente poucos artigos sobre o preterismo (apenas 10 aproximadamente), creio que ainda seja cedo para criar um site somente sobre este tema, mas quando alcançar alguma quantia mais significativa de artigos (uns 30, talvez) eu posso criar sim um blog tratando apenas sobre preterismo (o que eu creio que não irá demorar muito, pois pretendo voltar a escrever em um ritmo maior, como antes).

      Deus lhe abençoe!

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  2. Meu Deus. essa explicação foi mais que perfeita !!!!
    Foi Fantástica !!! Muito bom !!!
    Fique com Deus !!
    T+++

    ( Matheus Carrel )

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  3. Vou esperar para ver como o criador do site sobre o Preterismo vai sair dessa!

    Sem saida!

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    1. Eu também estou esperado ansiosamente pela resposta dele...

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