19 de agosto de 2017

Breve refutação a dez calúnias católicas sobre a Reforma


Estou redigindo um livro sobre a Reforma Protestante, que pretendo que fique pronto até o aniversário de 500 anos da Reforma, em 31 de outubro. Para esse fim, há meses venho lendo o máximo de livros possíveis sobre o tema, pois pretendo que o mesmo tenha pelo menos cem referências bibliográficas, que é o mínimo exigido em qualquer trabalho acadêmico sério em história (essa é a principal razão pela qual tenho atualizado tão pouco o blog ultimamente). Aqui eu não vou argumentar extensivamente em cima de cada ponto que os papistas sem estudo e nem formação distorcem e mentem descaradamente, o que deixarei para fazer em profundidade no livro, com capítulos específicos referentes a cada questão abaixo e a muitas outras.

Neste artigo irei fazer apenas um resumo das refutações a cada calúnia ou difamação romanista sobre a história da Reforma, pois muitas pessoas me perguntam querendo uma explicação breve e direta ao ponto sobre esses assuntos, e esse artigo será a resposta para esses questionamentos. Se o que você deseja é uma resposta mais completa e fundamentada com muitas citações e documentações, espere o lançamento do livro, pois aqui serei o mais sucinto possível. As referências bibliográficas de todas as informações aqui passadas estarão no final do artigo, embora eu tenha selecionado apenas as referências principais, e não todas.

Aproveite a leitura, pois este será provavelmente o único texto formulado por alguém que realmente leu e estudou a fundo esses temas, em vez de apenas copiar e colar de outros sites, como eles só sabem fazer.

***

Calúnia 1: Existiu uma “Inquisição protestante”, que matou mais que a católica.

Resposta: “Inquisição protestante” é um termo que inexiste completamente em livros de história escritos por historiadores conceituados ou em publicações acadêmicas sérias. Este mito foi inventado recentemente por blogs de apologética católica americana na tentativa de amenizar a Inquisição católica (ou seja, a que existiu), e “importado” pela apologética católica brasileira. Digite “Inquisição protestante” em qualquer buscador e só achará blogs católicos (veja aqui) Eles não são capazes de citar um único livro que não seja de proselitismo católico que defenda este conceito. Fale em “Inquisição protestante” em um ambiente acadêmico e você será completamente ridicularizado. Em resumo, a famigerada “Inquisição protestante” é completamente desconhecida pelos historiadores, embora onipresente nos blogs católicos.

Como se não bastasse a criação do mito da "Inquisição protestante", ainda inventaram um outro: que essa tal Inquisição "matou mais que a católica"! Ou seja: os protestantes criaram uma Inquisição mais mortífera que a católica, mas como todos os historiadores do planeta são muito ruins e estão todos em uma conspiração mundial anticatólica, eles só falam da Inquisição católica, e foi preciso que blogueiros católicos amadores do século XXI que nunca abriram um livro na vida mostrassem toda a "verdade" ao mundo! Sim, e o Papai Noel existe.

De fato, para existir uma Inquisição protestante, seria necessário existir um tribunal eclesiástico protestante com esse nome, que julgasse as pessoas pelo “crime” de heresia e as condenassem como “hereges”. Isso, obviamente, nunca existiu. É por isso que os blogs católicos que inventam o mito da “Inquisição protestante” se baseiam em episódios isolados, sem relação entre si e completamente distorcidos, como por exemplo a Guerra dos Camponeses, o Saque de Roma, a Genebra de Calvino, a Inglaterra nos tempos de Henrique VIII e outros episódios semelhantes que eles juntam tudo em uma verdadeira “salada de frutas” e chamam isso de “Inquisição”. Analisarei resumidamente estes casos a seguir.


Calúnia 2: Lutero é o culpado pela morte dos camponeses na “Guerra dos Camponeses”.

Resposta: Os camponeses em questão não eram “simples camponeses” pacíficos que apenas faziam o seu trabalho tranquilamente até de repente chegar o Lutero malvadão mandando matar todos eles do nada, como a nefasta apologética católica transmite aos seus leitores de forma pateticamente distorcida. Na verdade, eram revolucionários sociais, que não hesitavam em depredar, destruir e assassinar para chegar ao seu fim último: uma revolução estilo comunista liderada por Thomas Müntzer, um místico espiritualista com ideias mirabolantes que queria implantar a revolução à força, independentemente do número de mortes ou do caos social que isso poderia trazer.

Lutero a princípio escreveu várias cartas aos camponeses, exortando que não partissem para o vandalismo e que se submetessem às autoridades como diz a Escritura, e também aos príncipes, sustentando que muitas pautas dos camponeses eram justas e que tinham que oferecer melhores condições de vida a eles. Mas enquanto os príncipes se mantiveram passivos, os camponeses partiram para o vandalismo, praticando assassinatos, chacinas e depredações por onde passavam, tirando a vida inclusive de famílias que não tinham nada a ver com isso. Isso era inadmissível na concepção de Lutero, que aí sim, e só então, escreveu que os príncipes deveriam sufocar a rebelião, uma vez que toda forma de diálogo havia se demonstrado impossível. Então ocorre a guerra, que termina mal para os camponeses.

Se Lutero tivesse ficado em favor dos camponeses ou se tivesse sido omisso, os católicos estariam nessa hora o acusando de tolerar ou favorecer o vandalismo dos camponeses e sua revolução social pela violência; como ficou contra isso, agora os católicos o acusam de ser um malvadão que queria o extermínio dos pobres camponeses indefesos! Ou seja, qualquer coisa que Lutero fizesse, seria acusado de qualquer jeito. E vale ressaltar que nessa época a Alemanha não era protestante, mas um Império dividido entre estados protestantes e católicos, sendo os católicos a maioria. Quando a revolta tomou contornos violentos, os príncipes católicos e protestantes se uniram para derrotá-la; ou seja, se os protestantes devem ser responsabilizados por um suposto “massacre de camponeses”, os católicos também devem. Finalmente, os príncipes (católicos ou protestantes) não precisavam do conselho de Lutero para defender seus territórios – eles obviamente o teriam feito de qualquer jeito.


Calúnia 3: Os camponeses eram protestantes, que só se revoltaram por culpa de Lutero.

Resposta: Embora os camponeses fossem conhecidos como “anabatistas”, que mais tarde se tornaram um grupo protestante, “anabatista” era um termo genérico aplicado a qualquer um que fosse a favor do rebatismo para os adultos, independentemente da teologia que tivesse. Em outras palavras, um místico espiritualista, extremista e violento que não cria em nenhum princípio da Reforma (como Müntzer) era considerado “anabatista” da mesma forma que Menno Simons, um protestante extremamente pacifista que repugnava tudo o que Müntzer representava, embora ambos fossem chamados de “anabatistas” simplesmente por causa da questão do batismo. Diferente do grupo de Simons, o de Müntzer não tinha nada de protestante; tudo o que queriam era a revolução social, não tinham sequer uma confissão de fé “reformada”.

O próprio Müntzer trocava ofensas com Lutero, o chamando de diabólico e detestando a sua causa. Em termos simples: Lutero (e os protestantes) estavam em um grupo totalmente distante de Müntzer (e os anabatistas que o seguiam). A difamação de que a revolta só aconteceu por culpa da agitação causada pelo protestantismo de Lutero também é um disparate, visto que diversas rebeliões de camponeses semelhantes a esta ocorriam aos montões antes da Reforma, tanto na Alemanha como fora dela. Uma revolta de camponeses na Inglaterra do século XIV quase resultou no fim do Reino.

Revoltas desse tipo eram comuns porque o sistema encabeçado pela Igreja Católica oprimia os camponeses, que em muitos casos eram semelhantes a um escravo, o que gerava rebeliões em toda parte. Tivesse a Igreja oferecido condições dignas aos camponeses, e nenhuma rebelião dessas teria acontecido. O fato dessa revolta específica ter ocorrido depois da Reforma foi coincidência, e não uma relação de causa e efeito. E ainda que alguns camponeses pudessem pensar que Lutero estivesse do lado deles, qualquer ilusão foi desfeita após o mesmo ter se declarado expressamente contra qualquer tipo de revolução na base da força e da violência.

Em termos simples: se o protestantismo é o culpado pela Revolta dos Camponeses de 1525 só porque aconteceu na Alemanha alguns anos depois da Reforma, então o catolicismo é o culpado por todas as outras revoltas de camponeses que ocorreram antes da Reforma em todos os lugares católicos onde e quando o protestantismo sequer existia. (Para ler mais sobre isso, clique aqui).


Calúnia 4: Os protestantes perseguiram os anabatistas.

Resposta: Essa questão está relacionada com as anteriores, onde explico que existiam vários grupos conhecidos como “anabatistas”, uns eram radicais e não tinham nada de protestantes, enquanto outros eram pacifistas e adotavam muitos dos princípios da Reforma. Os anabatistas perseguidos em países protestantes eram os extremistas, daquela mesma turma que pregava a violência e praticava a depredação de igrejas e patrimônios, em prol de uma revolução social que levaria ao caos total (como de fato os regimes comunistas do século XX provaram efetivamente). Os protestantes não perseguiam pessoas pelo simples fato de terem uma fé diferente, como faziam os católicos. Precisava de um elemento maior de caráter cívico para que isso acontecesse.


Calúnia 5: Os protestantes malvados fizeram o “Saque de Roma”, em 1527.

Resposta: Quem ordenou o saque de Roma foi o imperador católico Carlos V, o mesmo que queria a cabeça de Lutero e que tentou exterminar a Reforma a qualquer custo, tendo inclusive em certa ocasião entrado em guerra contra os príncipes protestantes na Alemanha, tendo ele mesmo participado das batalhas. Além disso, nessa época a Alemanha de Carlos V era majoritariamente católica, e o protestantismo era às vezes considerado “fora-da-lei”, e outras vezes “tolerado” apenas para poder contar com o apoio dos príncipes protestantes contra a França ou contra os turcos. O tal saque não teve qualquer motivação religiosa, mas sim política, pois na época o papado era aliado dos franceses, que eram inimigos dos alemães e espanhois, ambos governados por Carlos V (para entender essa guerra política, veja este artigo). Essa é a razão pela qual o exército católico de um imperador católico decidiu saquear Roma, e que os papistas na maior desfaçatez atribuem caluniosamente aos protestantes, contra o consenso unânime de todos os livros de história já escritos pelo homem. (Para ler mais sobre isso, clique aqui).


Calúnia 6: Henrique VIII era um protestante que perseguia os católicos na Inglaterra.

Resposta: Nada mais falso. Henrique VIII era um católico que recebeu o título de “Defensor da Fé” pelo papa antes do Cisma, e que mesmo depois do Cisma continuou “defendendo a fé” católica, com o mesmo rigor de antes. Tanto os seus “Dez Artigos” como os seus “Seis Artigos” eram inteiramente católicos na sua essência, e previam, além de todas as doutrinas católicas tradicionais da época, a pena de morte para quem rejeitasse essas doutrinas, como a transubstanciação. É por isso que os protestantes foram severamente perseguidos por este rei e queimados como hereges aos montões. Os católicos também eram punidos, mas não por heresia, e sim por “alta traição”, ou seja, por negarem a supremacia do rei inglês acima do papa. Essa era a razão pela qual os protestantes na Inglaterra morriam na fogueira (a punição para os “crimes de heresia”), enquanto os católicos morriam na forca ou decapitados (a punição para os crimes civis).

O que Henrique VIII fez não foi introduzir o protestantismo na Inglaterra, mas apenas desvincular a Igreja Católica do poder do papa romano, ou seja, criar um “catolicismo nacional”, onde o rei ocupava o lugar do papa, mas preservando as mesmas doutrinas católicas de antes e com o mesmo rigor. O protestantismo só teve lugar na Inglaterra no breve reinado de Eduardo VI, passando então por um retrocesso no reinado seguinte da Maria Sanguinária (que restaurou o catolicismo em comunhão com o papa), vindo a se consolidar somente no reinado seguinte, de Isabel I. (Para ler mais sobre isso, clique aqui).


Calúnia 7: Os católicos sofreram uma “perseguição terrível” nas mãos de Isabel I.

Resposta: Essa é provavelmente a maior de todas as calúnias. Isabel reinou por quase cinquenta anos, e apenas 180 católicos foram executados. Isso dá uma média de quatro pessoas executadas por ano, em um Reino que era católico antes dela. Se ela quisesse mesmo matar católicos por questões religiosas, teria feito um verdadeiro massacre, matando milhares ou milhões de pessoas ao longo de todo o reinado. Sua antecessora, a Sanguinária católica, matou muito mais em bem menos tempo (quase trezentos queimados em apenas cinco anos). Além disso, nos primeiros dez anos inteiros de Isabel, ninguém foi morto, o que desafia a tese de que ela tinha o objetivo de “perseguir os católicos”.

Os historiadores são unânimes em descrever Isabel como a maior rainha que já existiu na Inglaterra, o “divisor de águas” no país, que deu início a uma “era de ouro” que tirou a Inglaterra da condição de país pobre para torná-la uma verdadeira potência europeia que já no século seguinte se tornava a maior do continente. Além disso era extremamente pacifista, recusando terminantemente entrar em guerra até mesmo quando os protestantes estavam sendo exterminados na França e nos Países Baixos. Era uma rainha amada e adorada por todo o povo, com uma popularidade que ninguém teve antes dela.

Para entender então o que aconteceu é preciso ter em mente que tudo começou com a bula de excomunhão do papa Pio V, que declarava simples e abertamente que Isabel estava deposta da sua condição de rainha e que qualquer um poderia matá-la impunemente. A alta hierarquia da Igreja dizia abertamente que ela deveria ser destituída “por bem ou por mal”, e que qualquer um que a matasse estaria cometendo um bem à fé católica, pois livraria a alma de milhares de ingleses da “heresia”. Para isso o papa encarregou o rei Filipe II da Espanha, que empregou todos os seus esforços para aniquilar Isabel, organizando a maior Armada que o mundo já tinha visto, a “Armada Invencível” (que acabou fracassando miseravelmente, derrotada pelos ingleses).

Quando a Armada Invencível falhou, o papa enviou à Inglaterra os seus “cães de guerra”, isto é, os missionários jesuítas, que tinham a missão de assassiná-la para colocar Maria Stuart da Escócia (católica) no lugar. Por volta dessa época os grandes líderes protestantes ou simpatizantes da Reforma eram covardemente assassinados em todo lugar (Guilherme de Orange na Holanda, Henrique III, Henrique IV e Coligny na França, e a própria Joana Grey, na Inglaterra da época da Sanguinária). A Inglaterra protegeu sua rainha desses conspiradores jesuítas, e os que foram descobertos nesse plano de destituir Isabel foram condenados à pena capital, que sempre foi a punição para a alta traição em qualquer país da época. É por isso que quase todos esses 180 que foram mortos no reinado de Isabel eram missionários jesuítas, em vez de gente do povo (que eram a grande maioria). Não à toa os jesuítas foram expulsos de quase todos os países da Europa naqueles séculos, inclusive nos países católicos como Portugal, Espanha e França (sim, nem os reis católicos aturavam eles!), a ponto que o próprio papa Clemente XIV suprimiu a Ordem em 1773 e ainda prendeu o Superior Geral da Companhia.

Outra calúnia a respeito de Isabel é a que diz respeito à execução de Maria Stuart, como se tivesse sido um crime religioso ou político. Na verdade, essa rainha da Escócia havia sido rejeitada e destronada pelo seu próprio povo, após ser descoberto o seu adultério e a sua responsabilidade no assassinato de seu ex-marido. Basicamente, ela traiu o Lorde Darnley, com quem era casada, e como se isso não bastasse, ainda se apaixonou e se casou com o assassino dele, o Conde de Bothwell, apenas três meses mais tarde! O povo escocês ficou enfurecido com isso e destituiu sua rainha, e ela, abandonada até pelos católicos, decidiu fugir para a Inglaterra protestante. Os ingleses a deixaram em prisão domiciliar até que o crime fosse apurado, pois não podiam deixar uma assassina livre e solta. Isabel intercedeu por ela no Parlamento diversas vezes, fazendo tudo o que podia para libertá-la, mas uma carta de Maria interceptada provava que ela tramava a deposição e execução de Isabel para assumir seu lugar, o que acabou resultando em sua condenação à morte. Nada mais justo.


Calúnia 8: Calvino deu origem ao totalitarismo de Estado em Genebra, com seus regulamentos contra dança, embriaguez, jogo, luxo, etc.

Resposta: Essas leis já existiam desde muito antes da Reforma chegar a Genebra. Os arquivos de Genebra do início do século XVI e do século XV mostram a existência dessas leis e de condenações em funções delas quando Calvino e a Reforma Protestante ainda nem existiam, e Genebra ainda era um estado católico. Portanto, se a Genebra protestante era “totalitária” por causa dessas leis, quem de fato “criou o totalitarismo” não foi Calvino, mas os próprios católicos. Se Calvino e os reformadores falharam em algo, foi em não ter abolido essas leis, e não em tê-las “criado”. Mas havia uma razão pela qual tanto os católicos de outrora como os protestantes calvinistas mantinham tais regulamentos: a extrema imoralidade dos genebrianos, que levava por vezes a excessos de leis como essas, numa tentativa desesperada de controle social. Essa imoralidade não foi criada pelos protestantes, mas sim uma “herança maldita” deixada pelos papistas desde tempos remotos.

Além disso, seria bastante estranho se falar em “Estado totalitário” quando apenas uma única pessoa morreu por razões religiosas, e ainda uma mesma pessoa que já havia sido condenada pela Inquisição, de onde tinha conseguido fugir. Estamos falando de Miguel Serveto, o personagem tão explorado pela apologética católica, por não haver outro. Na cabeça desses indivíduos, um Estado como a Espanha que exterminava dezenas de milhares de pessoas por razões religiosas e expulsava outras centenas de milhares que morriam no caminho ou de miséria depois, não tinha nada de totalitário, mas a Genebra de Calvino, com uma morte por heresia, sim.

Não estamos justificando a execução de Serveto, que foi indiscutivelmente uma mancha negra e extremamente lamentável na história da Reforma, estamos apenas guardando o senso de proporções. Enquanto centenas de milhares de pessoas eram assassinadas das mais diversas formas nos países católicos puramente por razões religiosas, apenas uma foi em um país protestante – e uma que nem católica era. A diferença moral entre católicos e protestantes é gritante, consistindo não apenas na proporção dos crimes, mas principalmente no fato de que nós assumimos e lamentamos os nossos erros, enquanto eles defendem a Inquisição até hoje (e alguns até querem a volta dela, como mostro aqui).


Calúnia 9: Os protestantes “roubaram” as propriedades eclesiásticas nos países que aderiram à Reforma, e por isso se tornaram ricos.

Resposta: Primeiro, ninguém tinha consultado o povo se queria pagar tributos a Roma para a manutenção dessas “terras eclesiásticas”, que, basicamente, não serviam para porcaria nenhuma além de surrupiar o dinheiro ganho com o trabalho suado e honesto dos trabalhadores camponeses. Naquela época existiam dois “dízimos”, o da terra e o dos produtos, e os camponeses tinham que pagar à Igreja obrigatoriamente (além dos impostos para o governo), e não voluntariamente, como ocorre hoje nas igrejas evangélicas. Isso gerava pobreza e indignação popular, não sem razão.

Quando Henrique VIII tomou posse dessas terras da Igreja na Inglaterra ninguém reclamou, pois foram revertidas ao benefício do povo, uma vez que essas terras eram concedidas aos nobres que permitiam ao povo mais pobre trabalhar nelas. Mas quando Maria Sanguinária tirou essas terras dos nobres e as devolveu à Igreja, gerou uma revolta popular tão grande que ela passou a ser detestada e sua morte foi celebrada. Mais tarde, quando as terras voltaram ao povo, foi um alívio. Quer dizer: o povo sustentava aquelas terras coercitivamente, sem ter possibilidade de escolha e sem ser questionado a respeito, sendo que o próprio povo que sustentava aquelas terras preferia que fossem usadas com algum proveito do que pela Igreja. Além disso, como disse Erasmo de Roterdã, os monastérios haviam se tornado pior que prostíbulos, dado o nível de depravação moral desses lugares. E enquanto os protestantes tomavam as “terras da Igreja”, os católicos exterminavam os próprios protestantes em verdadeiras chacinas, como a de S. Bartolomeu, em vez de apenas confiscar propriedades eclesiásticas.

Por fim, é um completo devaneio atribuir a riqueza dos países protestantes apenas ao confisco das terras da Igreja. Se os países protestantes eram ricos por “roubar” a riqueza dos países católicos, o que explica o fato dos próprios países católicos que se mantiveram católicos terem ficado tão atrás? O que explica o atraso da Espanha, o retrocesso de Portugal, a declínio da Itália e a decadência dos Estados pontíficos, que eram justamente os mais miseráveis e mal administrados da época? No mais, no máximo esse argumento estaria provando que as terras da Igreja eram justamente uma das principais causas da pobreza do povo e do atraso das nações, jogando toda a responsabilidade na conta da própria Igreja Romana.


Calúnia 10: Os protestantes são os culpados pelas guerras de religião daqueles séculos.

Resposta: TODAS as guerras religiosas sem exceção foram provocadas pelo papado, na intenção específica de exterminar a “heresia”, o que implicava na exterminação dos “hereges”. Enquanto os protestantes buscavam apenas a tolerância para poderem continuar existindo, os católicos exigiam a conversão forçada dos mesmos, e ameaçavam com a espada e com a fogueira em caso contrário. Foi assim na Guerra dos Trinta Anos, na outra guerra de trinta anos no período de Carlos V e nas guerras civis francesas do século XVI. A guerra na França começou depois do massacre de Vassy, quando os huguenotes (nome dado aos calvinistas franceses) cultuavam a Deus em um celeiro, e um exército católico facínora entrou e exterminou mais de setenta pessoas entre crianças, mulheres e idosos.

Depois disso os católicos enganaram os huguenotes com uma falsa paz apenas para ganhar tempo planejando um massacre em massa, o que aconteceu na noite de São Bartolomeu, quando novamente famílias inteiras foram dizimadas covardemente, dessa vez em número estimado de dezenas de milhares, fato este celebrado com festa no Vaticano. Nem os reis católicos mais moderados agradavam à sede de sangue dos papas e dos fanáticos da “Santa Liga” (uma liga católica criada na intenção de exterminar os protestantes). O rei católico moderado Henrique III foi assassinado pelos fanáticos católicos, o mesmo que ocorreu com Henrique IV, que anunciou sua “conversão” ao catolicismo para conseguir reinar e dar liberdade religiosa aos protestantes no Édito de Nantes, o que desagradou os papistas de forma tão furiosa que culminou no assassinato dele também. Nem o catolicismo moderado era admitido: a Igreja queria sangue.

Na Alemanha, as guerras religiosas seguiram o mesmo curso. O imperador Fernando II exigiu a conversão forçada dos protestantes da Boêmia, que recusaram. Um exército foi enviado e aniquilou a maior parte da população tcheca, que foi reduzida de quatro para um milhão de habitantes após a guerra. Os príncipes protestantes pegaram em armas para defender suas vidas, mas estavam em enorme desvantagem e sendo massacrados até a França católica decidir entrar na guerra do lado dos protestantes para aproveitar um bom momento de derrotar sua rival política, a Espanha, e seus aliados do Sacro Império. Por ironia e sem intenção, foi um país católico que salvou os protestantes de serem completamente exterminados, como já havia ocorrido com os movimentos pré-Reforma tais como os valdenses, os hussitas e os lollardos. Em suma, a causa das guerras de religião era uma só: a intolerância católica.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
  
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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181 comentários:

  1. O que um blog romanista (churchpop.com) diz sobre um "São" Fidel ter sido morto por um grupo de protestantes é verídico?

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    Respostas
    1. O relato merece ganhar o Oscar de furos:

      1) Os protestantes convidando um católico para pregar na sua igreja? kkkk isso já seria bem estranho para os dias de hoje, imagina para aquela época... em que os católicos queriam a cabeça dos protestantes, os matavam ao fio da espada, os lançavam na fogueira, disseminavam horríveis discursos de ódio, etc. Impossível algum protestante convidar um papista para "pregar para eles". E ainda bem no meio da Guerra dos Trinta Anos? Sério mesmo? kkkk

      2) O "católico Fidel", que "sabia que ia morrer", mesmo assim faz uma pregação antiprotestante? kkkk

      3) Ah, então ele "se ajoelhou por um momento diante de uma imagem da Santíssima Virgem"? Mas que imagem, já que ele estava em um templo protestante? kkkkk

      4) "Um grupo de protestantes" (que grupo?)... "dirigidos por um pastor protestante" (que pastor?)... "Fidel respondeu 'Eu me ponho nas mãos de Deus e me ccoloco sob a proteção da Virgem Santíssima" (se fosse um relato real de um católico real, falaria só de Maria, não de Deus)... "Pouco antes de morrer conseguiu dizer: 'Pai, perdoai-os' (onde será que eu já vi isso antes? por que será que me soa tão falso?).

      Enfim, o que mais me impressiona nesse relato todo, é como tem otário que acredita numa estória dessas...

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  2. Lucas vi um vídeo do professor Felipe Aquino em que ele falava que a noite de São Bartolomeu foi cupa da Rainha não da ICAR , pois quando o Papa sove disso ele se arrependeu das suas declarações . Isso procede ? Pode contrapor tal opinião com fontes ?

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    Respostas
    1. Eu falo disso na parte final destes artigos, com citações:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/05/o-saque-de-roma-e-o-exemplo-da.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/06/o-dia-em-que-o-papa-se-aliou-aos.html

      Mas como praticamente todos os livros de história que falam do massacre de São Bartolomeu abordam o papel do papa nisso, eu vou fazer uma coletânia de citações de historiadores e depois montar um artigo só sobre isso, com dezenas de fontes pra não aparecer nenhum papista fanático insistindo em negar os fatos (a não ser os zumbis tridentinos, que vão preferir achar que todos os historiadores do mundo estão em uma conspiração mundial illuminati contra a Igreja Católica...).

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    2. Nando Moura uma vez citou o livro desse Felipe Aquino sobre a Inquisição. É impressionante a quantidade de revisionista que estão surgindo hoje em dia.

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    3. Esse Felipe Aquino já admitiu publicamente, e nessas palavras, que é formado em física e NÃO SABE NADA DE HISTÓRIA. Disse exatamente assim ainda. Depois tentou concertar a lambança dizendo que "lê alguns livros" que serviram de base para o que ele escreveu. Na verdade toda a visão dele sobre a Inquisição se baseia em um livro mentiroso, fajuto e descarado escrito por outro não-historiador, um tal de João Bernardino Gonzaga, que escreveu uma obra chamada "A Inquisição em seu Mundo", que é o livro de cabeceira dos defensores da Inquisição no Brasil. Eu li esse livro e é tão ridículo e mentiroso que eu não pude simplesmente refutar partes dele dentro de artigos sobre cada tema; em vez disso, tive que dedicar um capítulo inteiro do livro só para desmascarar tantas fraudes. Trata-se de um livro de nível tão baixo que o próprio Felipe Aquino reclamou que os alunos de história que usam esse livro de referência são ridicularizados (como poderia ser diferente?), o que para ele é uma "perseguição", pois não admite que o livro que fundamenta o dele é uma farsa completa (imagine o dele, então!).

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    4. Tem alguma fonte que possui essas palavras de Felipe Aquino registradas? Gostaria de ter isso salvo em meus arquivos.

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    5. Está aos 23:52 desse vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=TysAdftXqxU

      "...eu não sei NADA de história, eu sou físico!"

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  3. Boa tarde, irmão Lucas gostaria que comentasse um texto do fiel católico em que o titulo e A igreja católica mudou a Bíblia: Aqui vai dois parágrafo em que ele menciona Martinho Lutero. Se o irmão quiser ler o resto do texto para entender melhor agradeceria. Sem, mais fica com Deus. Marcos Monteiro

    Martinho Lutero resolveu proceder à sua própria tradução particular da Bíblia, e – um fato que incrivelmente pouco se divulga e praticamente não se menciona – simplesmente adulterou a passagem da Epístola aos Romanos (1,17), onde se lê que “o justo viverá pela fé”. Acrescentou ali a palavra “allein”, que no alemão significa “somente”, e passou a pregar, assim como pregam todos os pastores protestantes/'evangélicos' até hoje, que o justo “vive somente pela fé” (a doutrina Sola Fide, que ao lado do Sola Scriptura/Só a Bíblia, constitui a dupla de super dogmas protestantes). Ainda que não fosse necessário, porque dispomos da prova material, o próprio Lutero confirmou a adulteração, quando disse aos seus seguidores: “Se um papista lhe questionar sobre a palavra ‘somente’, diga-lhe isto: papistas e excrementos são a mesma coisa. Quem não aceitar a minha tradução, que se vá. O demônio agradecerá por esta censura sem a minha permissão”.
    Como se vê, o fundador do protestantismo estava anos-luz distante daquele personagem humilde e heroico retratado em um famoso filme supostamente "biográfico" sobre sua vida: ele era orgulhoso, vaidoso e mantinha uma atitude extremamente arrogante. Aqueles que nos acusam de adulteração, porém, seguem e observam as mesmas Escrituras que foram organizadas, divididas e canonizadas pela Igreja Católica. Suprema contradição, acham que a Igreja não é inspirada pelo Espírito Santo para guardar a fé cristã, mas creem que a mesma Igreja foi inspirada pelo Espírito Santo para definir o cânon da Bíblia. E – é importante que você, fiel católico, saiba disso – àqueles que dizem que a Igreja se "paganizou" depois de Constantino (274-337), convém lembrar que o cânon das Escrituras foi definido somente após o século IV, bem depois da aceitação do Cristianismo pelo Império Romano.



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    1. A tradução de Lutero NÃO era uma tradução literal, por isso ele não tinha qualquer obrigação de traduzir os textos ao pé da letra. Ela era mais como a NVI e a NVT são nos dias de hoje, ou seja, buscava traduzir o sentido dos textos, e não ao pé da letra. Ninguém é obrigado a traduzir literalmente; até hoje há traduções literais e outras que dão mais prioridade ao sentido dos textos do que à literalidade dos mesmos. E Lutero cumpriu muito bem esta tarefa de traduzir corretamente o sentido, inclusive nas passagens que os papistas o acusam de "adulteração" por não ter sido literal. Ou alguém contesta que um texto que diz que o homem NÃO é justificado por obras, MAS pela fé, signifique que ele é justificado "somente por fé"? Se eu digo NÃO ganhei um carro de presente, MAS sim uma televisão, alguém duvida que entre o carro e a televisão eu ganhei SOMENTE a televisão?

      Sobre a suposta declaração de Lutero, não tem fontes, logo, não tem como ser comentada.

      Sobre a Igreja definir o cânon da Bíblia, de qual Igreja se fala? A Igreja Católica Romana certamente não foi, porque é uma criação posterior ao Cisma do Oriente (1054 d.C), da mesma forma que a Igreja Ortodoxa. A antiga comunidade de Roma também não foi, pois não teve qualquer participação nos concílios regionais de Hipona e Cartago que, segundo eles, "definiram o cânon". Sem falar que o cânon em si não é "definido" por Igreja alguma, mas pelo Espírito Santo, que inspira os livros imediatamente no momento de sua escrita. Aos cristãos cabe apenas RECONHECER esse cânon, que foi o que a Igreja antiga fez.

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  4. Tu pode falar sobre os mártires protestantes que foram mortos pelos católicos?

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    1. Foram tantos mártires que nem em um livro inteiro daria para escrever sobre todos eles adequadamente, mas recomendo o "Livro dos Mártires", de John Foxe, que foca na perseguição até a sua época (meados do século XVI), principalmente na Inglaterra onde ele viveu e presenciou tudo. No livro sobre a Reforma eu irei abordar alguns episódios de massacres contra protestantes, embora a minha ênfase estará mais no massacre em si do que em uma descrição detalhada de cada mártir protestante.

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  5. Olá, Lucas.Queria que me respondesse sobre as colonizações, se de fato todos os colonizadores eram de fato predadores de riquezas...podemos pensar assim? ou é exagero? como por exemplo os portugueses, espanhóis e holandeses.Abs.

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    1. Os espanhois, portugueses e holandeses chegaram na América justamente com esse propósito mesmo. Com os ingleses foi diferente, porque o propósito dos puritanos ao sair da Inglaterra não era o de encontrar riquezas mas sim de poderem adorar a Deus dentro de seu próprio conceito puritano (eles pensavam que a Igreja Anglicana ainda era "católica demais" pro gosto deles, então emigraram a uma terra desconhecida onde podiam cultuar à sua vontade).

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  6. Lucas que o Senhor te abençoe ! Lucas quantos jovens protestantés estão virando católicos! , O quão triste ver eles caminhando direto para a destruição e una eternidade longe de Deus ! Que Deus levante MAIS Lucas Banzolis , Elissons Freirés e Brunos Limas !

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    1. Não são tantos jovens assim, apenas uns modinhas olavetes que não sabem nada de teologia, não conhecem nem três versículos da Bíblia, não entendem nem a própria doutrina católica mas se tornam católicos por razões políticas mais que por razões religiosas. A maioria vai voltar à fé quando amadurecer e tiver a capacidade de pensar por si próprio, da mesma forma que a maioria dos "jovens revolucionários" de faculdade acabam voltando à sanidade quando se tornam adultos e entendem a vida como ela é. E para cada um deses jovens olavetes que aderem ao catolicismo modinha (um catolicismo que não tem nada a ver com o romano, pois odeiam o papa Francisco, acham que a ICAR é de capitalista de direita, etc) há pelo menos uns dez que se tornam evangélicos sinceros após conhecer a Cristo e ter conhecimento da Palavra de Deus.

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  7. Oi Lucas, estou comentando antes de ler seu post. E é a primeira vez que comento. Eu queria agradecer pelos artigos que você tem publicado, principalmente os do seu blog AteismoRefutado. Eles foram de grande ajuda pra mim, pois eu andava com minha fé muito fraca, sempre que eu lia os ataques dos ateus eu simplesmente me entristecia, acreditava que aquilo era a verdade absoluta. Mas depois de ler seus textos eu tive minha fé renovada, aquilo foi como alimento para a minha alma. Eu não quero deixar esse comentário muito grande, então eu só tenho uma pergunta. Por que eles nos odeiam tanto? Nem todos, claro, mas por que um simples amém ou "Deus ama você" é motivo de tanto ódio? Abraços.

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    1. Olá, seja bem-vindo!

      Bom, na verdade, não há alguém que monopolize o ódio, na internet há muitos grupos diferentes que o fazem. Na minha concepção o que leva ao ódio é o fanatismo. A partir do momento em que alguém se torna um fanático pelo seu próprio ponto de vista, ele passa a atacar com gritos, xingamentos e às vezes até coisas piores contra aquelas pessoas que pensam diferente dela. Basicamente, quer impor a sua posição sobre os outros. E embora existam ateus sinceros e moderados, assim como existem católicos sinceros e moderados, e até muçulmanos e etc, há também aqueles que se deixam dominar pelo fanatismo por sua própria concepção de mundo (religiosa ou antireligiosa) e passam a ganhar um verdadeiro ódio para com aqueles que "ousam" defender um conceito diferente do deles. Ou seja, são intolerantes.

      Se uma coisa eu percebi ao longo de quase dez anos de apologética, é que graças a Deus os evangélicos tendem a ser os menos fanáticos e os mais tolerantes, os que menos xingam, os que mais dificilmente partem para grosserias e para a ignorância, os que mais tendem a serem amáveis e pacíficos, e isso não por serem uma "raça superior", mas apenas porque observam a Palavra de Deus e colocam os princípios de Jesus acima da defesa de qualquer instituição religiosa ou doutrina. Consequentemente, são os mais difíceis de serem levados ao fanatismo e à intolerância, pois esse senso moral bíblico nos impede de ultrapassar certos limites éticos, limites esses que outros grupos não hesitam em ultrapassar quando veem necessidade.

      Abs!

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    2. Obrigado por me responder, que Deus te abençoe.

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  8. Faz um post sobre libertarianismo?

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    1. Talvez, porque quando eu postei um artigo sobre política há tempos atrás, teve gente reclamando por eu estar "misturando religião com política", então até desanimei de voltar a escrever sobre temas do tipo.

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    2. Eu sou libertário, sei que você discorda de mim, e quero ler mesmo assim !

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    3. Eu preciso primeiro terminar de escrever os assuntos sobre a Reforma que venho pesquisando, então terei tempo de escrever sobre temas políticos como esse. Abs!

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  9. Ola Lucas. Em Lc 2,35 Simeão diz a Maria que uma espada lhe atravessaria a sua alma. Pra você qual significado dessas palavras? Obs NÃO sou católico - romano ou ortodoxo - NEM pretendo fazer concessões e a pergunta não é uma ironia. Obrigado amigo. Deus continue lhe abençoando.

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    1. Se quer saber a minha interpretação, isso fala do sofrimento e da dor de Maria ao ver seu filho morto na cruz. Mas na interpretação de alguns Pais da Igreja, isso dizia respeito à incredulidade que Maria teria em relação a Jesus. Sobre isso veja este artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/a-igreja-primitiva-nao-cria-na.html

      Abs!

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  10. Olá, Lucas tudo bem? Parabéns pelos seus artigos,excelente.Lucas muitos dizem que católicos são unidos, mas na verdade não é o que está acontecendo, aliás de fato nunca foram. esses católicos são tão fanáticos que escondem o que estar por detrás da ICAR.eu estava vendo recentemente um vídeo de um Sacerdote católico de MG o Pe. Bruno Pádua, no qual ele estar escandalizado com alguns padres que ele já considera hereges como por exemplo o Pe. Rodrigo Maria, Fábio de Melo, o Pe. Joãozinho principalmente por não acreditar mais na EUCARISTIA como o corpo e sangue literal de Cristo, e sim simbólico, pra nós protestantes um bom sinal.Esse tal Bruno Pádua tem uma certa ojeriza pelo Paulo Leitão e pelo Pe. Aderso, só porque fez um elogio aos assembleianos na questão da oração.O absurdo que esse sacerdote Bruno Pádua chegou a dizer foi de um comentário de uma pessoa que tinha ódio dos evangélicos e ele deu parabéns por isso, isso sim é um absurdo não acha Lucas?Lucas isso nos faz pensar o ódio que eles tem dos evangélicos e no qual eles estão desesperados por estarem perdendo terreno a cada ano que passa e que alguns Padres que ele chamam de hereges estão aos poucos sendo iluminados pelo Espírito Santo devido lógico a influencia protestante é claro.O que acha disso tudo?Será que isso já indica um futuro próximo de o nosso País de se tornar o Brasil Protestante?Grande abraço e fica com Deus.

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    1. Só sei que isso me faz lembrar esse artigo que se torna cada dia mais real:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/03/o-ufc-catolico.html

      Abs!

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  11. Estava lendo um artigo seu sobre repressão da ICAR à liberdade de pensamento, e vc nos preveniu escrevendo que os apologistas católicos diriam que os Papas que claramente escreviam contra a liberdade de culto na verdade queriam expressar outra coisa. Fiquei curiosa e fui verificar à réplica católica.

    Pelo que entendi lendo alguns artigos, os que aceitam o Concílio Vaticano II como infalível afirmam que a Igreja não está em contradição com os ensinamentos anteriores ao fazerem uma distinção entre "direito de propagar livremente seus dogmas" e "direito de ser TOLERADO por propagar livremente seus dogmas", ou seja, o CVII garante o direito de imunidade à coerção por propagar heresias ou qualquer religião não-católica. Eu entendi corretamente?

    Acredito que vc concorda que a possibidade do Papa Pio IX ter feito essa distinção quando condenou a tese " é livre a qualquer um abraçar ou professar aquela religião que ele, guiado pela luz da razão, julgar ser verdadeira", é mínima. Também considero bem difícil que ele estivesse preocupado com a possibilidade de interpretarem que as religiões que praticam rituais de sacrifício humano também devem ser respeitadas.

    Para mim é meio óbvio que a humanidade não tem o direito de chegar ao céu por qualquer caminho mas que mesmo assim todos devem ser respeitados por sua crença e serem também livres para propagá-la - desde que não seja uma religião que fira o direito de alheio - e , nesse sentido, considero completamente desnecessário um concílio para declarar isso oficialmente, a menos que essa distinção não existisse anteriormente ou os Papas não tivessem sido suficientemente claros.

    Eu comentei aqui por ter sido seu último post, espero que o texto não esteja confuso.

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    1. É correto afirmar que a encíclica Mirai-vos do Papa Gregório XVI teve como alvo o jornalista e filósofo francês H. F. de Lamennais?
      Ou que Pio IX agiu de acordo com o contexto histórico da época - Revolução Francesa?

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    2. Antes de mais nada, para quem ainda não conhece, o artigo em questão com todas as citações é esse:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/08/igreja-catolica-inimiga-da-liberdade.html

      Sobre a questão da liberdade de consciência, que os papas negavam expressamente, simplesmente alegar que o que era proibido era apenas “o direito de ser tolerado” pela liberdade de consciência não faz jus aos textos, mas expressa bem a mentalidade católica antiga, visto que se você acha que alguém não pode ser tolerado por crer em alguma coisa, então é óbvio que você é contra a liberdade de consciência dessa pessoa (de outra forma, não haveria razão para não a tolerar). Seria como se eu dissesse que você é totalmente livre para acreditar no Papai Noel ou não, mas se você escolher não acreditar nele, eu não te tolerasse e a mandasse para uma fogueira para ser assada até a morte. Isso não me parece algum tipo de liberdade de consciência.

      Agora, é fato que o espírito da Igreja mudou no CVII, e nem poderia ser diferente, já que em nosso século a Igreja Romana já não tem mais nenhuma força política para continuar assassinando pessoas, e ficaria muito feito que em pleno século XXI e com todo o espírito de tolerância, liberdade, democracia e pluralismo religioso da nossa era eles continuassem sustentando teses ultrapassadas de que as pessoas não têm liberdade de consciência e que são todos obrigados a serem católicos. Se a Igreja continuasse pregando assim, não sobraria mais uma alma viva lá dentro, exceto essa turba de apologistas fanáticos que adorariam a ideia. É por isso que ela precisou criar figuras como João Paulo II e o papa Francisco, em um contraste escandaloso com o espírito dos papas antigos, que respiravam intolerância e transpiravam sangue.

      Sobre o papa Pio IX estar falando apenas dos índios, é uma possibilidade bem ridícula, não apenas porque os índios naquela altura já tinham sido quase totalmente dizimados pelos espanhois há muito tempo e já não praticavam mais sacrifícios humanos há séculos, mas também porque tal afirmativa não consta em parte nenhuma da bula em questão. É óbvio que ele estava falando de todas as formas de culto excetuando a dele (que é o que ele diz na bula). E que ele estivesse falando da Revolução Francesa é altamente improvável, porque quando a Revolução estourou, Pio ainda era um bebezinho de três anos.

      Sobre a encíclica do papa Gregório XVI, ela não cita H. F. de Lamennais em lugar nenhum, e seria extremamente inapropriado condenar uma única pessoa sem mencioná-la, e ainda fazer afirmações de caráter geral como ele faz na encíclica. Não que ele e outros do tipo não estivessem envolvidos, mas as teses que ele condenava se aplicavam a qualquer um que pregasse a liberdade de pensamento, o que podia incluí-los, mas não se limitava a eles. Deve-se ter em mente que se tratava de uma época de forte litígio entre a Igreja e o Estado, onde a primeira ia sangrando politicamente, perdendo cada vez mais a influência e o poder que tinha antes e querendo tudo aquilo de volta (por isso fazia essas encíclicas ridículas obrigando todo mundo a ser católico e proibindo as outras formas de culto), e o segundo lutando pela laicidade, ou seja, para que cada cidadão fosse livre para decidir se seria católico ou não. E o fato deste segundo ter vencido essa queda-de-braço foi o que deu origem à era moderna de tolerância e pluralismo, onde eu posso escrever um blog como esse sem ter medo de ser torturado e queimado.

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  12. Sou Calvinista mas quero ser batizado no espirito santo , o que devo fazer ?

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    1. Ore a Deus pedindo isso, como Paulo diz: "Busquem com dedicação os melhores dons" (1Co 12:31). Não existe segredo, mistério e nem chave mágica.

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  13. Conhece Lucas esse artigo:

    Artigo, publicado no laicista periódico espanhol El País, sobre Lutero e os inícios da Reforma Protestante:

    https://elpais.com/internacional/2017/07/21/actualidad/1500642089_505462.html

    E, aqui mais alguns dados sobre Lutero:

    http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=30221

    Pedro

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    1. Não conhecia, vou dar uma lida, grato pela recomendação!

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  14. Lucas, veja o vídeo do Silas que tá circulando no youtube.Pastor Silas rebate, Padre fala heresia ao colocar a igreja acima da palavra Deus...veja Lucas a resenha é o Leão rindo kkk. Abração.

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    1. Hahahaha detonou o coitado do padre :)

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    2. Ola Lucas. Eu, particularmente, não gosto do estilo mal educado do Silas Malafaia. A questão é o fanatismo católico preocupado em defender sua instituição religiosa a qualquer custo, mesmo que precise negar algo tão óbvio.

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    3. Também não gosto do estilo dele, mas enfim, é o jeito dele, fazer o que...

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  15. Norssa senhoraa....Nunca ouvi tanta idiotice...
    https://www.youtube.com/watch?v=awl-01prIyA
    Pq eles não admitem logo que consideram Maria como uma deusa??
    Idolatria pura isso ai...Se Maria fosse tão santa a ponto de ser "mãe de Deus" (?)
    a Bíblia retraria isso, ou daria indícios de que Maria era extremamente especial.
    Lógico, que Maria merece respeito e admiração por ter carregado o Salvador, porém, Moisés, Abraão, João Batista também deveriam ser a mesma relevância que Maria para esses católicos, mas, o que acontece na pratica? Os católicos não exaltam esses cristãos, apenas Maria.
    Termino com essa: "Deus na pessoa de Jesus Cristo se faz filho de uma mulher". Primeiro, que biologicamente falando Jesus não foi filho de Maria, já que Deus fez com que ela ficasse grávida mesmo virgem. Ou seja, a mulher tem mais poder que Deus e que Jesus. É...sem mais.

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    1. Maria não tinha posição nenhuma de destaque, nem nos tempos do Velho Testamento. Todas as profecias apontavam para aquELE que havia de vir, não aquELA.

      "Maria" passou a manifestar-se e revelar coisas mirabolantes para os seus fiéis nos últimos dois séculos com mais frequência. Nos tempos de Jesus e dos Apóstolos era bem diferente. Basta observar que em todas as ocasiões de perigo na família o anjo manifestava-se a José não a Maria. Ele revelava a José o que ocorreria em seguida.

      Milagres foram feitos através dos Apóstolos e do próprio filho de Maria, mas ela mesmo jamais curou sequer uma dor de barriga de alguém.

      Devemos perseverar na doutrina dos Apóstolos, não na doutrina de Maria. Eles nada disseram sobre ela. Aliás, Pedro teve a ousadia de afirmar que a mãe das jovens cristãs é Sara, não Maria:

      "como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, se fazeis o bem e não temeis nenhum espanto", 1 Pedro 3:6.

      Logo Pedro fala uma coisa dessas!

      Se é Paulo lembra que nossa mãe está realmente no céu, mas não é Maria:

      "Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é nossa mãe", Gálatas 4:26.

      Quando foi falar de Maria veja como ele fez referência a ela:

      "mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei", Gálatas 4:4.

      Não é, DA Mulher, católicos, mas, DE Mulher!

      A apologética católica só pode ser "salva" pela tradição dos lobos DEVORADORES, os quais alguns chamam de pais da Igreja. O Apóstolo Paulo preveniu sobre alguns deles, dizendo: "Eu sei que DEPOIS da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho", Atos 20:29.

      Esse povo tem muito que aprender com a apologética protestante!

      Alon

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    2. Qual a intenção de Maria ao afirmar que TODAS as gerações futuras lhe chamarão de bem aventurada?

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    3. Você acha que alguém que deu à luz ao Salvador do mundo, não iria ser considerada bem-aventurada por todas as gerações futuras de cristãos que existissem no planeta? Bem-aventurado significa feliz, e Maria foi uma pessoa feliz pela graça que Deus concedeu a ela. Algum protestante discorda disso? Algum protestante acha que Maria NÃO foi bem-aventurada? Se todos os pobres de espírito são bem-aventurados, os puros de coração, os famintos, etc, quanto mais Maria. Isso nunca foi um ponto de discussão no protestantismo. O que discordamos são os dogmas marianos ridículos e tardios que não tem fundamento algum e que foram criados sem absolutamente qualquer base bíblica, como por exemplo que ela é a medianeira das graças, co-redentora, que foi assunta aos céus, que não contraiu o pecado original, que intercede depois de morta com onisciência e onipresença igual Jesus, etc. Coisas essas que vão muito além de um "bem-aventurada", e VOCÊ SABE DISSO.

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  16. Prezado Lucas, os dispensacionalistas como Darby e Scofield são mortalistas?

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  17. Deus abençoe seu trabalho e vida!

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  18. Lucas, seria correto afirmar que a Bíblia é extensão da igreja? justifique.

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    1. Não. "Igreja", biblicamente, significa o povo de Deus. Sobre isso eu argumento em todos os artigos em que abordo a questão, disponível nesta lista:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

      A Bíblia é outra coisa, é a regra de fé sobre a qual a Igreja (isto é, o povo de Deus) se baseia. Por isso todos os Pais da Igreja, embora fizessem parte da Igreja, jamais se consideravam acima das Escrituras, mas se submetiam a ela como autoridade suprema:

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/os-pais-da-igreja-e-a-sola-scriptura

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  19. Consegui voltar a acessar o Blog Lucas, não vou quero mais deixar de acompanhar!

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  20. É verdade isso que o Olavo postou no facebook?

    " Não custa lembrar: Quem acabou com o Ku-Klux-Klan não foi nenhuma Antifa, nenhum democrata moderninho, nenhum FBI nem nenhum grupo comunista: foi a Igreja Católica. A MINHA Igreja. Acabou à base de denúncias, processos judiciais e brigas de rua. A porcaria tinha cinco milhões de membros. Em poucos meses foram reduzidos a vinte mil, e hoje são oito mil."

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    1. Totalmente falso, como sempre. A decadência da KKK veio por causa da Segunda Guerra Mundial, e depois em função das leis contra a segregação racial produzidas e aprovadas por parlamentares evangélicos numa época em que o catolicismo sequer tinha expressão política no país.

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  21. Olá, irmão Lucas.Eu queria saber o que Paulo queria dizer que a IGREJA é o sustentáculo da verdade? em que contexto ele se referia? já que a ICAR diz que a igreja é que interpreta a Bíblia.

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    1. Para nós protestantes, Igreja - no sentido bíblico - e ICAR não são sinônimos como querem nossos irmãos católicos. E a Verdade não é patrimônio exclusivo de nenhum grupo religioso que se autodenomina como tal.

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    2. Veja aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/06/a-igreja-e-coluna-e-sustentaculo-da.html

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  22. Por que o Firefox perdeu tantos usuários?

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  23. Olá Lucas, fiquei sabendo que o Silas Malafaia e o Bolsonaro tiveram uma treta, veja o vídeo:https://www.youtube.com/watch?v=CKa8HHYFY0o, como pode isso, ao meu ver o Silas Malafaia deu a opinião dele, e fez uma crítica a algumas coisas que o Bolsonaro tem no comportamento às pessoas que idolatram políticos, e ele acertou em dizer que há extremistas de esquerda e da direita, mas o problema é que os "bolsominions" (seguidores fanáticos do Bolsonaro), acham que o Bolsonaro é uma espécie de ser perfeito, que tudo pode, tudo faz e nada o impede, eles o tratam como um deus, e isso é um problema, pois há na bíblia a seguinte passagem: Maldito o homem que confia no homem, eu pessoalmente gosto do Silas Malafaia e do Bolsonaro eles tem o mesmo pensamento político, são conservadores, cristãos, eu pessoalmente concordo com quase tudo o que o Bolsonaro diz em questões morais, como aborto, casamento gay e etc., mas discordo da defesa que ele faz da ditadura militar (que foi um fracasso tanto econômico como político), já o Silas Malafaia eu concordo com praticamente com que ele diz, sou protestante, não faço parte da igreja dele, mas ele tem um grande conhecimento tanto político como religioso, e mais se você for ver os comentários do vídeo, os bolsominions, todos eles chamando o Malafaia de picareta, ladrão e outras coisas, sendo que esses são (ou foram) os mesmos que defendiam ele das acusações, mas foi só ele fazer um vídeo com relação tanto ao comportamento como as visões do Bolsonaro, que eles decidiram atear fogo no circo, isso é ridículo! Os dois tem visões políticas iguais, mas um faz um vídeo dizendo que ele tem que ser mais leve, e aí vem os fãs retardados e metem o pau no homem, querendo atear fogo no circo. Olha quando o Malafaia fala que há intolerantes e extremistas de ambos os lados do espectro, ele está dizendo a mais pura verdade, em fim espero que essa treta se resolva. É nisso que o fanatismo dá. Um abraço para você, a paz esteja contigo.

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    1. Concordo com toda a sua análise, apenas acrescento que é estranho o Malafaia decidir "tretar" com o Bolsonaro só agora (depois de ficarem juntos por tanto tempo, inclusive tendo feito o seu último casamento), se essas coisas que fazem do Bolsonaro alguém de "extrema-direita" como diz o Silas já eram ditas por ele desde sempre (e não só agora). Pra mim tem algo a mais nessa história por debaixo dos panos, não é normal o cara começar a atacar agora de repente sem nenhum fato novo que justifique essa mudança abrupta de atitude.

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    2. Verdade, não sei se eles tiveram algum desentendimento, mas eu realmente espero sinceramente do fundo do meu coração, que eles se perdoem e façam as pazes novamente, e voltem a ser aquela dupla conservadora imbatível, e que essa treta imbecil seja esquecida.

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  24. A paz Lucas. Diante do argumento que os católicos vociferam aos quatro ventos sobre a sucessão apostólica "provar" que eles são a "Igreja de Cristo", como contra-argumentar quando algum católico usar esse argumento? E essa lista de sucessão apostólica deles é verdadeira ou falsa?
    Deus abençoe!

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    1. As igrejas do Apocalipse, a de Corinto, a da Galácia possuíam sucessão apostólica e no entanto não a tornaram imune a heresias, Ap 2,15; brigas, 1Co 1,11; a, 1Co 5,1; legalismo, Gál 3,3; entre outras mazelas. O argumento de sucessão apostólica NÃO é garantia - segundo a Bíblia - de 'igreja certa' como querem os apologistas católicos.

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    2. Sobre a sucessão apostólica, veja esses artigos do Bruno Lima:

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/a-sucessao-apostolica-e-igreja.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/a-sucessao-apostolica-e-o-novo.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/os-pais-da-igreja-sobre-sucessao_70.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/os-pais-da-igreja-sobre-sucessao_18.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/os-pais-da-igreja-sobre-sucessao_17.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/os-pais-da-igreja-sobre-sucessao.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/cinco-razoes-para-duvidar-das-origens.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/02/12-razoes-para-duvidar-da-validade-da.html

      Sobre a lista dos papas (embora ela já seja abordada em alguns desses artigos do Bruno), eu tenho esse artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/10/a-lista-oficial-de-papas-da-igreja.html

      Abs!

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  25. Lucas, muito boa sua argumentação parabéns...agora querido irmão entendi o que é o sofisma romano de dizer que coluna é igual a fundamento, e eles se esquecem que o fundamento do qual a coluna esta firmada, estabelecida, alicerçada é a palavra simples assim não é mesmo?infelizmente os líderes católicos estão com as mentes cauterizadas.Fica com Deus.

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  26. Gosta de Hillsong Worship?

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  27. Fora do assunto mas gostaria que comentasse algo sobre o decreto de gelasiano que parece favorecer a primazia de Roma.

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    1. O "Decreto Gelasiano" é uma obra espúria. Não foi escrita por Gelásio, mas por autores anônimos, provavelmente em Roma, em pleno século VIII. Portanto, não possui qualquer credibilidade histórica como um "Pai da Igreja". E mesmo se este fosse o caso, seria apenas um bispo de Roma querendo atribuir mais autoridade a si mesmo acima dos outros, e não um reconhecimento da Igreja como um todo. Some a isso o fato do texto não ser claro quanto ao tipo de primazia - se o "primado de honra", que os próprios ortodoxos reconhecem, ou o "primado jurisdicional" (ou seja, de chefia, como os romanos entendem hoje). Ou seja, é uma evidência tão fraca e ruim que não surpreende que nem os próprios apologistas católicos costumem usar esse tal decreto como argumento (exceto os mais amadores e sofistas, é claro).

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  28. É lícito a um protestante fazer votos\promessas para conseguir alguma benção divina? Penso ser errado achar que se pode "reparar" um pecado fazendo alguma penitência, já que acredito em Sola Fide. Mas em Atos 18:18 o apóstolo Paulo rapa a cabeça por causa de um voto.

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    1. Acho que você fez a mesma pergunta duas vezes. Respondi na outra lá embaixo, confira lá.

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  29. Você segue o Bernado Pires Kuster no facebook, ele é famoso por ser defensor do catolicismo

    Ele alegou que João Calvino mandou decapitar uma criança apenas por der dado uns tapinhas nós pais , esse fato é verdade ?

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    1. Nunca vi isso em nenhum livro de história sério. Fui checar qual a fonte que eles usam, e descobri que se trata de um autor socialista que nem sequer cita a fonte primária da informação que passa. Esses caras reclamam das táticas esquerdistas, principalmente no que se refere à credibilidade das fontes, mas usam das mesmas artimanhas quando é para atacar o protestantismo.

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    2. Pelo que li desse Bernado Pires Kuster, ele é do canal "Terça Livre", um canal Olavete do Youtube, que fala sobre política.

      Ele disse que já foi protestante:
      https://www.facebook.com/bernardopkuster/posts/10155768200568395

      Deve ter se "convertido" depois de ter tido aulas com o Olavo, como outros que tomam o mesmo caminho.

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    3. Ele é só mais um desses "católicos modinhas" olavetes que nunca estudaram teologia e nem história na vida e que não são capazes de citar meia dúzia de versos bíblicos, mas que se convertem ao catolicismo por uma visão política manipulada e distorcida pelo Vampirão da Virgínia do que vem a ser o protestantismo e o catolicismo (deturpando ambos ao seu bel prazer, e enganando seus seguidores mais bestas). Nessa distorção patética que fazem, a Igreja Romana se alinha mais com o que consideram "conservadorismo" e "direita", e o protestantismo é taxado de "revolucionário" e "anárquico". Eu já refutei toda essa baboseira infame em uma porção de artigos, dos quais esses são os mais relevantes:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/a-igreja-catolica-contra-o-capitalismo.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/04/a-igreja-catolica-e-o-baluarte-do.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/04/a-igreja-catolica-e-o-baluarte-do_28.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/06/destruindo-todas-as-calunias-catolicas.html

      No caso desse cidadão aí, ficar falando só contra o aborto não está dando ibope o suficiente, então decidiu fazer o mesmo que Conde, Nando Moura e outros olavetes do mesmo naipe: atacar o protestantismo. Não há nem que se ficar perdendo tempo com gente assim, pois da mesma forma que muitos "comunistas modinhas" abandonam essa ideologia quando amadurecem, o mesmo acontecerá com esses "católicos modinhas" - talvez no dia em que eles decidirem abrir uma Bíblia.

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  30. Qual sua opinião sobre Patrick Buchanan?

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    1. Só conheço de ouvir falar, não acompanho o trabalho dele.

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  31. E qual sua opinião sobre o conflito Irlanda e Inglaterra em Drogheda?

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    1. Não estudei as guerras irlandesas a fundo ainda para discorrer com mais propriedade no assunto, mas elas começaram (como todas as outras) com o massacre de milhares de protestantes (esconceses e ingleses), ou seja, começaram como todas as outras guerras que envolviam católicos e protestantes.

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  32. Lucas, volte a fazer vídeos precisamos de vc irmão.eu sei que não é fácil , mas qualquer esforço será bem vindo...lembre-se que vc é um instrumento pra levar vidas a Cristo.Abração.

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    1. Quando tiver mais tempo livre, farei sim. Abs!

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  33. Lucas o que você acha revolução francesa e do iluminismo ,você acha que o iluminismo inglês foi influenciado pela Reforma ?

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    1. O que a Reforma fez foi quebrar o poder político da Igreja Romana destituindo-lhe o monopólio da razão. O iluminismo se aproveitou disso e amputou também a outra perna que faltava, e graças a isso não existe mais Inquisição, Index de livros proibidos, cruzadas, caça às bruxas, extermínio de povos inteiros que não se submetiam ao papa, etc. E graças a isso hoje existe liberdade de pensamento, liberdade de imprensa, liberdade de consciência, democracia, avanço científico, pluralismo religioso, progressos econômicos, etc. É claro que o iluminismo levou isso a um outro nível, porque eles eram deístas (em geral) e não protestantes. Por isso a "revolução" iluminista ocorreu em um país católico, a França.

      Em síntese: posso discordar dos métodos empregados na Revolução Francesa e da ideologia deísta dos iluministas, mas não posso negar que se não fosse pelo iluminismo, o mundo estaria muito pior hoje, porque a Igreja Romana ainda teria muito poder político (pelo menos nos países católicos), pois continuou tendo mesmo depois da Reforma e só veio a sucumbir após o iluminismo. As pessoas pensam que o mundo evolui sozinho, mas isso é um mito, o mundo evolui quando forças contrárias ao desenvolvimento humano são derrotadas por forças favoráveis ao progresso da civilização. Por isso o mundo é hoje tão diferente (e melhor) do que era antes. Doutrinariamente falando os dois estão errados, o deísmo e o catolicismo, mas em termos de liberdades individuais e civis, o iluminismo é incomparavelmente superior.

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  34. Oi lucas tudo bem? É a primeira vez no blog! É já li alguns artigos seus! E tenho visto que tu conhece muito glória a Deus por isso! Os católicos tem atacado muito os evangélicos e percebi que eles estão querendo o poder e quem sabe uma nova inquisição! Eu estava argumentando um dia desses com um na Internet! E ele argumentou onde está escrito na palavra de Deus que a bíblia é a palavra de Deus? Se puder me responder agradeço!

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    1. Olá, o próprio Senhor Jesus chamou as Escrituras de Palavra de Deus, quando censurou a tradição dos fariseus justamente porque elas não tinham base Escriturística:

      “Pois Deus disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’ e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. ASSIM VOCÊS ANULAM A PALAVRA DE DEUS POR CAUSA DA TRADIÇÃO DE VOCÊS” (Mateus 15:4-6)

      Os Pais da Igreja também sempre citavam a Bíblia como "Palavra de Deus", qualquer um que tenha o hábito de lê-los sabe disso. Agostinho disse que a Bíblia é a “Palavra escrita de Deus” (Letter 77:1), e Ambrósio, seu tutor na fé, disse que a Palavra de Deus é o que está escrito:

      “Os incrédulos se recusam a acreditar na PALAVRA DE DEUS. Pois o Filho de Deus, como você encontrará ESCRITO NO EVANGELHO, disse: ‘Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei’ (Jo.12:28)” (Exposição da Fé Cristã, Livro II, Capítulo 15)

      “Eles não acreditam na Sua eternidade, apesar de na PALAVRA DE DEUS estar escrito: ‘No princípio era o Verbo’ (Jo.1:1)” (Exposição da Fé Cristã, Livro III, Capítulo 8)

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  35. Lucas, é lícito para um protestante fazer votos/promessas? Se sim, em que casos?

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    1. Eu não acho certo que se faça promessas no sentido de "barganhar com Deus", ou seja, na intenção de "eu só vou fazer x se o Senhor me der y", isso parece coisa de criança mimada fazendo chantagem espiritual, com Deus as coisas não funcionam assim, ele não vai mudar os seus planos porque alguém prometeu fazer algo somente se ele "der o braço a torcer". Mas se for um voto na única intenção de servir de estímulo pessoal, ou seja, algo para si mesmo e não para Deus, eu não vejo problemas, mesmo porque o próprio apóstolo Paulo fez um voto de raspar o cabelo em certa ocasião.

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  36. Lucas, os católicos falam que as TRADIÇÕES que Jesus do qual ele reprendeu foram as tradições dos Judeus e não dá Igreja,ou seja, ele não invalidou a tradição apostólica dada por Deus.Me ajude a responder a um amigo meu de Faculdade.Qual a distinção pode ser aplica aos romanos?Grande abraço.

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    1. Óbvio que foi a tradição dos fariseus, a dos apóstolos nem existia ainda, como é que ele iria "invalidar"? O que tem que ser analisado não é "qual" tradição Jesus se opôs, mas sim POR QUE ele se opôs. Ele se opôs à tradição dos fariseus porque era uma tradição oral que adicionava coisas que não constavam nas Escrituras e que por isso anulavam a Palavra de Deus. E como é a tradição católica? Surprise: uma tradição oral que adiciona coisas que não constam nas Escrituras e que por isso anulam a Palavra de Deus. Os fariseus colocavam palavras na boca de Moisés sem jamais conseguir provar que Moisés disse aquelas coisas mesmo; os católicos colocam palavras na boca dos apóstolos sem jamais conseguir provar que os apóstolos disseram aquelas coisas mesmo. A tradição papista é uma tradição fantasma, mágica e sem credibilidade, ou seja: uma tradição farisaica.

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  37. Lucas, não tem nada a ver com o assunto do artigo, mas é que eu gostaria muito de saber a sua opinião:

    O que você acha do falecido médium e escritor espírita Chico Xavier e do ainda vivo médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco?

    Eu como cristão rejeito totalmente a doutrina espírita, porém respeito profundamente essas duas figuras por terem dedicado a vida para o bem ao próximo, a caridade, a filantropia e discursos pacíficos e por nunca terem abusado da boa fé alheia, pois nunca cobraram um único centavo pelas psicografias e toda a renda que eles obtiveram com seus livros foi revertida para a caridade.

    Porém pra mim isso não significa que devemos dar crédito ao Espiritismo e acreditar que ele é benéfico ao homem e que não é uma ofensa a Deus, tenho o mesmo pensamento do Professor Leandro Quadros: Deus ama os espíritas, mas odeia o espiritismo.

    Eu tinha feito esse comentário antes mas acho que o enviei errado e escrevi também na pressa.

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    1. Não conheço o Divaldo, mas a respeito do Chico Xavier, há diversas fraudes cometidas por ele, fraudes comprovadas, que ele usava para enganar as pessoas a fim de favorecer o espiritismo. Não duvido que ele fosse uma pessoa pobre e simples que praticava caridade e etc, mas era mal intencionado no sentido de defender sua própria religião mesmo que por meios desonestos. Pode pesquisar sobre isso que encontrará facilmente um monte de gente desmascarando as fraudes dele, inclusive aquelas imagens que são usadas pelos espíritas até hoje...

      Na verdade o que acontece é que muita gente com "boas intenções" em relação às suas crenças pessoais (ou seja, que honestamente creem que aquilo seja a verdade) acabam se envolvendo tanto naquilo e criando tanto fanatismo que acabam até recorrendo a meios desonestos para provar que estão com a razão. E isso não vale apenas aos espíritas, mas a muitos outros de todas as outras religiões. Eu mesmo desmascaro muitas fraudes católicas aqui neste blog, algumas vindas de gente que crê com sinceridade que a Igreja Romana esteja certa, mas para isso acabam recorrendo a métodos desonestos e fazendo uso de mentiras e sofismas para convencer o maior número de gente possível.

      Abs!

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    2. Boa Lucas! Concordo com o que você disse!

      Acredito que ele não fazia isso por mal, mas apenas no desespero para provar que estava com a razão. Da mesma forma que esses apologistas católicos tentam, fazem uma sopa de letrinhas com as escrituras para provar que estão com a razão e que suas heresias são bíblicas.

      Também acredito que ele realmente se comunicava com espíritos, mas não eram espíritos de mortos mas sim com espíritos de demônios, é uma pena que uma pessoa como ele, que tinha tanto amor pelos outros não ter sido um servo de Deus. Acho que muito disso se deve a infância triste e problemática que ele teve (Perda precoce da mãe dele, maus-tratos que sofreu da madrinha, penitências que pagava na igreja católica, o preconceito e a hostilidade que sofria do pai por causa dele ver espíritos, dificuldade de ser aceito pelas pessoas devido a essa condição dele, entre outras coisas) E também por ele não ter tido na infância alguém para o ensinar da Verdade, não um padre católico, mas sim alguém que esclarecesse tudo para ele e lhe ensinasse o real evangelho.

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  38. Lucas,estou no seu blog pela primeira vez e achei muito edificante pra mim seus artigos...através deles voltei pra igreja ,já que estava afastada por 3 anos.Queria que me esclarecesse sobre a ceia do Senhor já que sou batizada e por 3 anos fiquei sem tomar a ceia, na sua opinião a partir de agora posso tomar ou é necessário falar com meu pastor, ou se eu tomar sem falar com ele estaria pecando com isso?Fica com Deus.

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    1. Pode tomar a ceia sim, o único caso em que não pode tomar ceia é se estiver em pecado consciente e deliberado (o que seria uma zombaria e um desrespeito com a ceia), o que não é o seu caso.

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  39. Concordo com vc em sua visão apocalíptica sobre a grande prostituta e Babilônia, ligando estas à Roma. Mas acredito que a queda da Babilônia, profetizada em apocalípse 19, que provocará lamentações sobre a terra, esteja ligada a grupos terroristas islâmicos, talvez vc já esteja a par da ameaça do EI ao Papa Francisco. Acredito que a queda de Roma provaria aos cristãos que a Igreja de Cristo não é uma mera instituição, unindo os cristãos católicos e protestantes. O que vc acha? Teológicamente possível? Acredito que o Islã pode estar relacionado com a besta, conforme apocalípse 17:16

    "e os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porão desolada e nua, e queimarão a sua carne, e a queimarão no fogo"

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    1. União entre católicos e protestantes é impossível enquanto Roma for Roma. Historicamente eles são absolutamente irredutíveis, mesquinhos, arrogantes, não dão o braço a torcer por nada, não fazem concessões, não tem honestidade de rever velhos erros. Na época da primeira dieta de Augsburgo (1530), Melâncton tentou selar uma união com os papistas, reivindicando apenas o casamento dos padres e a comunhão em ambas as espécies, e abrindo mão de todo o restante, e a resposta dos prelados católicos foi um sonoro não. Essa gente só vai aceitar a "união" quando for a união em torno do papa, ou seja, que se submeta ao pontífice romano e que se dobre a todas as doutrinas de Roma, é esse o "ecumenismo" deles.

      Sobre a questão do Islã, eu não considero teologicamente possível, mas não sei se entendi bem o seu ponto (pode ser que eu tenha entendido errado, e neste caso me corrija). Se o que você quer dizer é que Ap.17 fala do Islã, eu não vejo como encaixar com a profecia que diz que a mulher está assentada sobre sete montes, sendo que a cidade que sempre foi conhecida desde os tempos antigos como sendo "a cidade dos sete montes" é Roma, e os muçulmanos nunca tomaram conta de lá. Se se refere aos dez chifres, é possível, embora na minha interpretação se refere a todo o sistema mundial encabeçado pelo anticristo (neste caso, não diz respeito apenas aos muçulmanos, mas ao sistema mundial anticristão como um todo, o que também inclui muçulmanos evidentemente).

      Abs!

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  40. Lucas, querido queria que me explicasse o que tem de verdade sobre os cristãos que tinham acesso as Escrituras?segundo alguns historiadores falam que no primeiro século poucos tinham acesso por serem cara as cópias, isso é verdade?e na época dos apóstolos os escritos eram distribuídos para toda comunidade cristã?e se sim tem como provar pela história?Abs e fique com a luz de Cristo.

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    1. É verdade que as cópias eram caras, mas não precisava fazer uma cópia para cada cristão no planeta, se fizesse uma para cada igreja, já era o suficiente para que muita gente lesse (e naquela época eles tinham verdadeiro interesse em ler as Escrituras, não era como hoje, que todo mundo tem uma Bíblia mas pouca gente lê). No caso dos judeus era parecido, note que nas sinagogas havia sempre as Escrituras, que o próprio Jesus usava (ao citar o livro de Isaías, por exemplo). Na Genebra de Calvino, ele criou uma lei que obrigava cada lugar público a expor uma Bíblia, assim o povo todo tinha acesso às Escrituras mesmo quando não as tinha dentro de casa por falta de dinheiro. Abs!

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  41. Olá,Lucas.estou pela primeira vez no seu blog, muito bom por sinal.Queria que vc assistisse no youtube de um Pastor luterano que ele explica de forma sucinta e objetiva a falácia romana sobre Lutero, o tema do vídeo da Igreja Luterana Confessional é as contradições católicas sobre Lutero e tem alguns esclarecimentos pertinentes, assista vale a pena.Abs querido irmão.

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  42. Você gosta da banda RBD?

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  43. https://youtu.be/awl-01prIyA
    Imperdível. Comente. :)

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    1. Não aguento nem olhar para aquela cara de bolacha trakinas, e ainda tenho que comentar?

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  44. Lucas o que significa Igreja Reformada sempre reformando?Grande abraço.

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    1. Significa que os erros devem ser sempre concertados quando identificados, em vez de entrar em um estado de passividade total com os braços cruzados, achando que já está tudo resolvido. Foi por causa dessa postura narcisista e arrogante da Igreja Romana que ocorreu a Reforma, pois ela hesitava em se reformar internamente, uma vez que pensava ser a dona da razão com o monopólio da verdade absoluta.

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  45. Lucas aquela frase de.Agostinho " Eu não acreditaria no evagelho se não fosse a igreja Católica " Procede ? Em que contexto ele falou aquilo? pois isso se for interpretado de certa forma está colocando A remissão e Salvação de Cristo debaixo da Igreja . E isso é Heresia !!!

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    1. O conceito de "católico" na cabeça de Agostinho - e da patrística - é diferente do conceito atualmente em vigor. Com o cisma de 1054, a ICAR e a igreja ortodoxa disputam a catolicidade - universalidade - do cristianismo. Ambas reivindicam, também, a primazia, a sucessão apostólica e a autenticidade.

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    2. Veja este artigo que fala sobre essa declaração dele:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2014/01/agostinho-eu-nao-creria-no-evangelho-se.html

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  46. Ei, Lucas!

    Que tal algum dia fazer (se já não tiver um feito) um texto sobre a Contrareforma, a Ordem dos Jesuítas, e a propagação do Protestantismo pela Europa e pelo resto do mundo? Acho que seria muito bom.

    Paz de Cristo.

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    1. Eu vou falar sobre esses assuntos no livro sobre a Reforma em outubro ou nos meses seguintes, e então posto os capítulos referentes a esses temas aqui no blog, como já fiz com os outros livros. Abs!

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  47. Ola Lucas. Intrigante! Vi um 'apologista" católico afirmar que o protestante é orgulhoso e arrogante ao rejeitar a tutela e o endosso do catolicismo mas o mesmo catolicismo atribuir infalibilidade ao seu magistério é demonstração de humildade!

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  48. Lucas, poderia mostrar a palavra SOMENTE as Escrituras é a autoridade máxima da igreja, de fato existe essa expressão na bíblia?o que garante ela ser suficiente, já que na própia bíblia não tem esta expressão?Abs.

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    1. Veja aqui:

      http://apologiacrista.com/a-sola-scriptura-p3

      Ou então leia o meu livro sobre o tema - "Em Defesa da Sola Scriptura":

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

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  49. Lucas vc conhece esse livro: ''A Família Desaparecida de Jesus: Como a Igreja Apagou da História os Irmãos e Irmãs de Cristo'' - Tobias Churton

    Pesquise sobre ele no google e veja o que acha.

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  50. Lucas vc tem um artigo específico sobre a origem da igreja católica por exemplo o ano que começou quem fundou se foi por exemplo Constantino etc...

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    1. Veja aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/um-pequeno-resumo-da-historia-da-igreja_8.html

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  51. Obrigada, querido Lucas pela sua resposta convincente. Que Deus continue te iluminando na graça de Cristo.Um forte abraço.

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    1. Não há de que, Deus lhe abençoe igualmente.

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  52. Lucas, poderia me dizer quais os anos que aconteceram outras revoltas camponesas? por que se houve, é mais um ponto de que a revolta que se eclodiram em 1525 não foi por causa da reforma, mas por causa do apego as riquezas que a igreja romana tinha.Abs.

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    1. Vou fazer um compilado de citações com datas e locais no livro, não compensa passar um tempão fazendo isso agora. Mas apenas adiantando rapidamente, ocorreram várias revoltas na Alemanha no século XV, uma trágica na Inglaterra no século XIV, e revoltas esporádicas em diversos países da Europa, às vezes em maior e às vezes em menor intensidade. Na verdade, revoltas camponesas já existiam desde a época do antigo Império Romano, quando o Cristianismo ainda era uma religião minúscula, e com a pior condição dos camponeses foi se agravando ao longo dos séculos, rotineiramente se estourando em regiões e épocas diferentes, principalmente quando a situação do camponês médio era tão ruim que ele não tinha mais nada a perder arriscando a vida.

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  53. Lucas, procede a informação que Alexandre, filho de Simão Cirieu, citado em Mc 15,21 é o mesmo que Paulo se refere em a 2Tm 4,14 como Alexandre, o latoeiro? Quem eram os latoeiros?

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    1. Não dá pra saber ao certo se é a mesma pessoa apenas por ter o mesmo nome. É possível, mas não taxativo. No NT vemos várias pessoas com nomes iguais, como por exemplo José, Tiago, João, etc. Latoeiro era quem trabalhava com cobre ou ferro, um ferreiro.

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  54. Lucas, é verdade a afirmação católica - com intuito de justificar a "intercessão das santos" - que nas catacumbas de Roma os primeiros cristãos escreviam "pedidos de orações" nas tumbas dos cristãos falecidos por crerem que eles, agora nos céus, intercederiam por nós aqui na terra.

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    1. Não eram os "primeiros cristãos", mas cristãos do século III em diante, de uma época em que entre o povo já havia a concepção de "intercessão no além". Eu falo sobre isso em meu livro "Os Pais da Igreja contra a imortalidade da alma", onde mostro como e quando a crença primitiva foi sendo disvirtuada a este respeito.

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  55. Lucas, faça um vídeo ou um artigo respondendo a esse padre que deu uma resposta ao Silas Malafaia sobre a autoridade da igreja sobre a Bíblia.

    http://www.nossasenhoracuidademim.com/2017/08/padre-augusto-bezerra-responde-o-pastor.html

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    1. O catolicismo PRECISA dessa prerrogativa - autoridade - para se impor em meio as demais vertentes cristãs. Na verdade o que o catolicismo quer dizer é: A ICAR - seu magistério - é superior as Escrituras.

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    2. Já tenho uns duzentos artigos sobre essas baboseiras desse padre, que repete os mesmos sofismas romanistas de sempre, já refutados incansavelmente pela apologética protestante. Veja uma lista aqui:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

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    3. Muito obrigado.

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  56. Faça um artigo sobre 1 Coríntios 7:23 e o movimento abolicionista presente no cristianismo protestante em contraste com o catolicismo. Deus te abençoe pelo seu trabalho!

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    1. Eu falo sobre isso em meu livro mais recente, "A Bíblia e a Escravidão", e vou abordar mais um pouco no livro sobre a Reforma. Abs!

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  57. O que você acha de A. W Tozer?

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  58. Olá Lucas

    Aquele tal de Bernado Pires Kuster fez um video resposta ao Malafaia

    Tudo bem , foi inadequado e talvez desnecessário a maneira como Malafaia atacou o Bispo, mas acho que o Bernado usou argumentos ruins

    O Bernado falou os versículos salmo 138:2, João 5:39 e Mateus 22:29 só se reverem ao velho testamento , não ao novo

    Ele diz que os versículos da bíblia que confirmariam o sola scriptura se reverem apenas o Velho testamento

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    1. Essa é a tática fraudulenta de todo apologista católico: se citamos um versículo em favor da Sola Scriptura no AT, então só vale para o AT; se citamos dos evangelhos, então só vale para o AT e os evangelhos; se citamos de Atos, então só vale até Atos; se citamos das epístolas, então está desconsiderando o Apocalipse, e assim por diante. Primeiro esses caras pedem a “prova bíblica” da Sola Scriptura, mas quando lhes damos a prova, eles reclamam como crianças birrentas que “não vale porque a Bíblia não tinha sido totalmente escrita ainda”. Ou seja, trata-se de um argumento não-falseável, criado como espantalho justamente para “não ter refutação” (i.e, qualquer refutação é rechaçada a priori).

      Eu já falei diversas vezes aqui que esses textos que falam da Escritura, não importa em que parte da Bíblia, estão falando da NATUREZA das Escrituras, e não da QUANTIDADE delas. Se eu falo que os pássaros têm asas, eu não estou falando da quantidade dos pássaros (como se tivesse excluindo os pássaros que ainda vão nascer), mas da qualidade dos pássaros, da natureza de um pássaro que consiste em ter asas. Da mesma forma, quando alguém diz que não se pode acrescentar nada às Escrituras, ou que as Escrituras são suficientes para tornar o homem perfeito e plenamente capacitado para toda boa obra, e coisas do tipo, não está falando apenas do que já tinha sido escrito, mas da própria natureza das Escrituras, o que abrange o que ainda iria ser considerado Escritura.

      Ou para dar uma analogia mais clara: eu moro nessa casa onde vivo há quinze anos, mas nos primeiros sete anos a casa só tinha a parte de baixo, não tinha a parte superior. Mesmo assim, naqueles primeiros sete anos eu poderia dizer com toda a verdade que morava SOMENTE na minha casa, mesmo aquela casa não estando completa ainda. E depois de completa, eu obviamente CONTINUO morando somente na minha casa. Da mesma forma, a regra de fé para o povo de Deus sempre foi somente as Escrituras, mesmo quando as Escrituras não estavam completas ainda, e continuou sendo somente as Escrituras após ter se completado. É por isso que os Pais da Igreja, de um período pós-bíblico, eram Sola Scripturistas da mesma forma que os reformadores ou até mais:

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/os-pais-da-igreja-e-a-sola-scriptura

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    2. "O Bernado falou os versículos salmo 138:2, João 5:39 e Mateus 22:29 só se reverem ao velho testamento , não ao novo

      Ele diz que os versículos da bíblia que confirmariam o sola scriptura se reverem apenas o Velho testamento"

      Outros católicos se apegam a trdições dos fariseus pra negar a Sola Escriptura no antigo testamento e ainda dizem que essa é a posição oficial da Igreja Católica.

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  59. Olá, Lucas sabe me dizer que entre 1570 a 1581, os seguidores de Lutero tentou formar uma igreja só com os Ortodoxos e que o Patriarca Antonio rejeitou, isso procede?Abs.

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  60. O que você acha do Mario Persona?

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    1. Um cara bacana, com um trabalho legal, mas não acompanho muito.

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  61. Qual é a sua posição escatológica?

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    1. Sou futurista pós-tribulacionista. Aqui eu falo com mais detalhes:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/07/resumo-cronologico-do-apocalipse.html

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  62. Lucas, Lutero apoiou a bigamia do rei Felipe Hesse, já que Martinho via nele como um bom aliado dele contra os romanos no qual ele tinha medo de contrariar os atos do rei, isso procede? o que de fato houve na relação entre Lutero e Felipe Hesse?Um grande abraço.

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    1. Entenda esse caso aqui:

      http://beggarsallreformation.blogspot.com.br/2006/03/persepctives-of-luther-luther.html

      http://beggarsallreformation.blogspot.com.br/2009/01/luther-i-confess-that-i-cannot-forbid.html

      Abs.

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  63. Olá, Lucas.Lucas é verdade que Lutero era a favor da leitura da bíblia e não de interpretação pessoal das Escrituras? digo isto por que tenho um primo meu que é da IGREJA LUTERANA em Recife, e ele me disse que o própio Lutero não reconhecia os anabatistas, os Zuinglianos e calvinistas de igrejas cristãs. Lutero afirmava que a razão era a prostituta do diabo...ele disse isso no contexto de divisão que estava existindo, ou seja, se alastrando dentro do protestantismo na época,ele mesmo pensou em fazer concílios... e se Lutero estivesse vivo hoje ele estaria envergonhado com tantas ramificações denominacionais. o que meu primo falou procede?Deus te abençoe.

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    1. Nada disso procede. E a frase da razão ser "prostituta do diabo" não está no contexto das "divisões", mas da condição do ser humano enquanto depravado e afastado de Deus. Ou basicamente, no mesmo sentido em que Paulo diz que Deus tornou "louca" a sabedoria do mundo.

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  64. Desculpe perguntar, mas você poderia contar seu testemunho de fé? Gostaria muito de saber como você se tornou um cristão protestante, se já nasceu em família evangélica ou só um tempo depois é que acabou reconhecendo a Verdade. Sou um grande fã do Blog!

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    1. Diferente da maioria dos evangélicos, eu não sou ex-católico, já nasci em lar evangélico; meu pai era católico mas se converteu antes de conhecer minha mãe que já era evangélica. Mas eu não ligava para as coisas de Deus até os meus 16 anos, quando comecei a me interessar e senti o "chamado" do Senhor. Abs!

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  65. Banzoli, você já é liberto do homossexualismo?

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    1. Fui liberto depois de conhecer sua mãe.

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    2. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  66. Qual líder cristão político que você mais gosta do passado? E qual o país cristão que mais deu alegrias para Deus Pai? Inglaterra? Alemanha?

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    1. "Qual líder cristão político que você mais gosta do passado?"

      Rainha Isabel I.

      "E qual o país cristão que mais deu alegrias para Deus Pai?"

      Não sou Deus Pai pra saber, mas por toda a história eu prefiro a Holanda, embora goste muito da Inglaterra também.

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    2. Eu gosto da Inglaterra e República Tcheca. Embora hoje esses dois países envergonham a Deus.
      Grato pela resposta! Deus te abençoe.

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    3. Outra pergunta. Você tem alguma simpatia pela monarquia? Eu vejo aqui no Brasil muitos protestantes apoiando a volta da monarquia, em embora o Império proibisse não-católicos de votar e ser votado. Eu prefiro o Protetorado de Cromwell, propriamente os EUA e a República da Holanda como modelos alternativos a serem seguidos.

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    4. Não tenho nenhuma simpatia pela monarquia, embora reconheça que em tempos mais sombrios, quando os homens só se comportavam com um governante "linha-dura" colocando ordem no pedaço, ela pudesse ter sido útil como um "mal menor". Sobre a monarquia voltar no Brasil, é uma ideia ridícula, cuja base são informações distorcidas do que realmente foi a monarquia no Brasil. Se os dados verdadeiros fossem apresentados, ninguém exceto um punhado de fanáticos católicos nostálgicos estariam a defendendo. A respeito disso escrevi esses artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/04/desconstruindo-utopia-da-monarquia.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/04/o-brasil-era-mais-rico-e-desenvolvido.html

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  67. Olá, Lucas.Poderia me responder se o AT na época de Jesus o canon já havia fechado 227 anos a.C?Abs.

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    1. Não há uma data fixa de em qual ano o cânon do AT foi "fechado", o que sabemos é que na época de Jesus isso já havia sido feito, pois ele já citava as Escrituras do AT como nós fazemos hoje, assim como os apóstolos também, com base no mesmo cânon que foi depois ratificado no Concílio de Jâmnia.

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  68. Lucas, tem alguma indicação bibliográfica de historiadores relatando o números de protestantes mortos na guerra dos 30 anos? Qual foi o verdadeiro motivo dessa guerra? o que estava de fato ocorrendo e quais eram os interesses dos reis católicos e protestantes?Abs.

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    1. Não se sabe ao certo quantos morreram, mas o número gira em torno de 3.000.000 a 11.500.000 de pessoas, o que corresponderia a um terço ou metade da população da Alemamnha. A maioria desses que morreu era protestante. A guerra foi causada por um imperador católico que queria impor o catolicismo nas terras protestantes, começando pela Boêmia. Houve a resistência e então a guerra, que tomou proporções maiores porque ambos os príncipes contaram com apoio externo de países católicos e protestantes, o que ajudou a tornar o conflito tão longo.

      Em síntese, o objetivo primordial dos católicos era "exterminar a heresia", o que implicava no extermínio dos protestantes, e impor o catolicismo à força, enquanto o objetivo dos protestantes era ter o direito de continuar existindo nas terras onde já prevalecia - ou seja, uma luta pela sobrevivência. Depois que a França católica entrou na guerra do lado protestante a coisa embolou e ganhou contornos mais políticos do que estritamente religiosos, porque a França queria aproveitar o momento para derrotar sua grande rival, a Espanha. E isso foi o que salvou os protestantes da Alemanha de um extermínio total.

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  69. Mauro de Cabo Frio1 de setembro de 2017 13:14

    Meu irmão em Cristo, os católicos nos acusam que o secularismo se deu por causa da reforma através do racionalismo...será mesmo? por que entendo que ocorreu desde a época de Aristóteles que era um profundo racionalista que mais tarde se infiltrou no catolicismo e podemos até afirmar que Tomás de Aquino foi o filho tardio de Aristóteles que mais tarde foi condenado até por Lutero quando ele foi contra a escolástica.o que falei tem alguma coisa haver e se tem poderia acrescentar mais o pensamento racionalista?Abs.

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    1. Esses apologistas católicos são uma piada pronta: ao mesmo tempo em que acusam Lutero de ser fideísta por ter dito que "a razão é a prostituta do diabo", acusam o protestantismo de dar origem ao racionalismo que deu origem ao ateísmo e blá blá blá. Decidam-se! Ou Lutero era um fideísta ou um racionalista, ele não podia ser as duas coisas! Mas qualquer coisa que ele fosse, isso seria usado contra o protestantismo de qualquer jeito, não é mesmo?

      Agora respondendo à tua questão: quem deu origem ao racionalismo no sentido de duvidar de tudo (até de Deus) não foi nenhum protestante, mas um católico que nasceu em um país católico (França) chamado René Descartes. Portanto, se alguém é o culpado por esse tipo de "racionalismo incrédulo" são eles e não nós. O protestantismo deu sim um grande impulso à razão, mas não no sentido ateísta de se negar Deus, e sim no sentido de repudiar aquelas superstições papistas tão toscas e ridículas que nem os católicos de hoje acreditam mais (por exemplo, a venda de indulgências para a alma sair do purgatório, as relíquias sagradas tais como o leite das mamas da Virgem Maria e quatro cabeças de João Batista, além da barba de Noé e outras excentricidades do tipo).

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    2. "acusam o protestantismo de dar origem ao racionalismo que deu origem ao ateísmo"

      Na igreja católica, o racionalismo é muito difundido pela escolástica, que consiste em tentar entender a Deus pelas filosofias existentes na época. Isso foi considerado pelaIgreja Ortodoxa uma das maiores heresias do catolicismo, porque por isso entraram doutrinas estranhas ali.

      Aí tem uma crítica de um site ortodoxo:

      "A teoria escolástica latina, ao enfatizar a essência ofuscando as pessoas, praticamente torna a figura de Deus abstrata. Ele torna-se um ser remoto e impessoal cuja existência deve ser comprovada por argumentos metafísicos — um Deus dos filósofos, não de Abraão, Isaac e Jacó. Por outro lado, a Ortodoxia está muito menos preocupada do que o Oeste latino em encontrar provas filosóficas da existência de Deus: o que é realmente importante é que o homem não deve questionar a divindade e sim ter um encontro ativo e direto com um Deus concreto e pessoal."

      https://www.ecclesia.com.br/biblioteca/igreja_ortodoxa/a_igreja_ortodoxa_fe_e_liturgia3.html

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  70. Lucas, boa tarde!Por que os católicos nos acusam tanto de sermos racionalista, eles falam isso pelo fato de interpretarmos a bíblia de forma subjetiva e por termos várias denominações e por várias religiões tudo isso foi fruto do protestantismo?e queria saber também por que Lutero foi contra a escolástica católica, o que de fato estava em jogo?Abs!

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    1. Quer mais subjetivismo do que dizer que toda verdade é relativa a não ser que uma única autoridade decida as coisas? Se fosse assim não poderíamos nem dizer que a grama é verdade, se não houver um "papa" dizendo isso em ex cathedra infalivelmente. A lógica católica faz tornar toda a verdade relativa, cativa e dependente do subjetivismo de um único homem.

      Lutero condenou a escolástica porque a escolástica era uma porcaria. Abandonava a Bíblia e Agostinho para estudar Aristóteles e Abelardo.

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  71. Lucas, por que tem tanta gente que odeia os EUA?Será que o motivo maior por ser capitalista selvagem ou não tem nada ver?até o papa odeia as riquezas americanas por que será?Abs!

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    1. Gente que não presta odeia qualquer coisa que presta. Simples.

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    2. Pela tão antiga e comum inveja.

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    3. E bota inveja nisso.Pior ainda é quando a inveja é compartilhada em bando. O que pode se chamar de inveja covarde.

      Cruel é o furor, e impetuosa é a ira; mas quem pode resistir à inveja? Provérbios:27:4


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  72. Lucas o problema da escolástica da ICAR, era por que a liderança católica queria e fez a sistematização dos métodos da dialética dentro da teologia no qual a Bíblia não aborda?Quem era Abelardo e sua ideologia escolástica absurda dele?Abs.

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    1. O problema da escolástica era dar mais valor à Aristóteles do que à Bíblia. Eles passavam décadas estudando esses filósofos e até outros escolásticos, e quase nada da Bíblia, por isso eram analfabetos bíblicos. Nem o maior de todos os escolásticos, o grande Tomás de Aquino, sabia qualquer coisa das línguas bíblicas (hebraico e grego). O resultado disso é que eles condicionavam a interpretação da Bíblia à filosofia pagã e a devaneios escolásticos, por isso tantas falsas doutrinas foram criadas neste período. O problema não consistia tanto em estudar Abelardo, mas em passar décadas estudando esse sujeito que hoje nem os católicos sabem quem foi, porque depois de séculos finalmente descobriram que a Bíblia era mais relevante que ele. Por isso pode-se dizer com segurança que a Reforma "redescobriu" a Bíblia, que era renegada a um patamar secundário antes dos humanistas como Erasmo e dos reformadores como Lutero. Abs!

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  73. Lucas, qual foi o principal motivo da Espanha e Portugal a se declinar nas suas políticas e e na economia depois que a Reforma Protestante se consolidou na Europa?Shalom.

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    1. (1) Inquisição, que confiscava os bens de quem mais produzia e expulsou judeus e mouros, que eram os maiores responsáveis pela circulação e produção econômica da península; (2) política estatista, fortemente contra o liberalismo econômico e o livre mercado, com o rei monopolizando o poder e controlando tudo; (3) má administração das colônias, que não compensava seus gastos; (4) política católica tradicionalista contrária ao avanço do capitalismo, etc.

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