Os “massacres” de Cunhaú e Uruaçú são uma lenda velha da apologética católica que agora ganhou espaço na grande mídia em função do papa Francisco ter canonizado os “30 mártires”. Para responder ao embuste, dividirei este artigo em duas partes. A primeira será uma introdução absolutamente importante para que as pessoas tenham uma noção de quem eram os holandeses na época, o que ajuda a demonstrar o quanto a acusação é irrisória e patética. A segunda é uma exposição do outro lado da moeda sobre os eventos propriamente ditos, contado não pelos católicos profissionais em distorcer os fatos, mas pelos próprios holandeses e por historiadores leigos.