“As portas do inferno não prevalecerão” e “estarei convosco até o fim dos tempos” são verdades e não provam nada da Igreja Católica


Você pode estar debatendo sobre Sola Scriptura, sobre idolatria, sobre papado, sobre os dogmas marianos, sobre purgatório ou sobre Renato Gaúcho vs CR7, não importa, porque mais cedo ou mais tarde (geralmente, mais cedo) irá se deparar com duas daquelas meia-dúzia de passagens bíblicas que os apologistas católicos que jamais leram a Bíblia decoram de cor e salteado: tratam-se dos textos de Mateus 16:18 (“as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”) e de Mateus 20:20 (“estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”).

A estratégia funciona a seguinte maneira: o protestante diz que a doutrina católica x é errada por causa das razões y e z. O debatedor católico não sabe refutar, mas precisa arrumar um jeito de dar prosseguimento ao debate porque é orgulhoso e arrogante demais para admitir que perdeu, então tira da manga os dois únicos textos da Bíblia que decorou (cita Mt 16:18 e 20:20 do jeito dele), e diz que se o protestante tem razão então Deus “abandonou a Sua Igreja por quinze séculos” e que portanto “as portas do inferno prevaleceram contra a Igreja” (ainda que o tema central do debate não tenha nada a ver com o tema, mas é para onde eles vão levar literalmente qualquer discussão depois que já perderam nos argumentos sobre o assunto principal).

Em primeiro lugar, cabe ressaltar aqui que a própria argumentação católica já é em si mesma um ataque a espantalho, porque nenhum protestante do planeta jamais afirmou que Deus abandonou a Igreja no erro por “quinze séculos”. Há alguns protestantes que poderão argumentar coisa parecida “desde Constantino”, mas nunca “por quinze séculos”. Ou seja, a argumentação católica já começa sofista desde seu princípio, pois coloca na boca do protestante uma coisa que nenhum protestante afirma ou afirmaria. É um legítimo e autêntico “ataque a espantalho”, quando se monta uma argumentação que o oponente não defende, e então se ataca essa argumentação como se estivesse refutando alguma coisa – quando, na verdade, está apenas batendo no próprio espantalho que criou.

Mas quem acompanha esse blog sabe que eu não defendo a tese de que a Igreja Católica Apostólica Romana foi fundada por Constantino, o que é um verdadeiro presente para os papistas, presente este que pesa 700 anos. Sim, porque embora a Igreja ocidental tenha se paganizado em partes com Constantino, nem assim havia uma “Igreja Católica Romana” com um papa como cabeça da Igreja, o que só veio a ocorrer no Cisma do Oriente de 1024 d.C, sobre o qual já comentei neste artigo. Antes disso não havia a “ICAR” propriamente dita nem no Ocidente, sendo Roma apenas mais uma comunidade local como tantas outras (Antioquia, Alexandria, Jerusalém, etc). Alguns anos depois do cisma surgiria o memorando do papa Gregório VII, o Dictatus Papae (literalmente, a “Ditadura do Papa”), que define os princípios da teocracia pontífica (1075), outorgando:

III. Só ele [o papa] pode absolver ou depor aos bispos.

VI. Com respeito aos que foram excomungados por ele, não se pode entre outras coisas habitar sob o mesmo teto.

XII. Lhe está permitido depor aos imperadores.

XVI. Nenhum sínodo geral pode ser convocado sem sua ordem.

XVII. Nenhum texto nem nenhum livro pode tomar um valor canônico à margem de sua autoridade.

XVIII. Sua sentença não deve ser reformada por ninguém e só ele pode reformar a sentença de todos os demais.

XIX. Não deve ser julgado por ninguém.

XXII. O pontífice romano, canonicamente ordenado, se faz duplamente santo, graças aos méritos do bem-aventurado Pedro.

XXV. Quem não está com a Igreja Romana, não deve ser considerado católico.

(Fonte: LE GOFF, Jacques. La Baja Edad Media. 1ª ed. Madrid: Siglo XXI, 1971, p. 83)

A última pretensão talvez seja a mais usurpadora, pois nunca antes na história da Igreja a submissão à Igreja de Roma havia sido considerada uma condição obrigatória para ser considerado “católico”. A Igreja era chamada “católica” justamente por sua universalidade (“católico” vem do grego katholikos, que significa “universal”), e não por ser romana (particular). Ou seja, se trata de uma pretensão e uma usurpação do direito dos outros bispos que só veio a se consagrar há menos de mil anos, e mesmo assim somente no Ocidente.

Um papista poderia retrucar aqui: “Mesmo assim, são 450 anos em que a Igreja inexistiu até Lutero. As portas do inferno teriam prevalecido, e a promessa de Jesus teria sido vã ao longo de todos esses quatro séculos”. Calma lá. Na imaginação fértil dos apologistas católicos, existia nos séculos XI ao XV apenas um grupo de cristãos, que eram os membros da Igreja Católica Apostólica Romana, até de repente surgir o monge malvadão e filho da serpente, Martinho Lutero. Mas esse é o conto de fadas que eles criaram, e não a realidade dos fatos.

Na verdade, havia uma imensidão de grupos religiosos que eram contra a hierarquia católica romana, ainda que em menor quantidade, é claro. Um deles nós já mencionamos na questão do cisma: trata-se da Igreja Ortodoxa Grega, que embora pactue com parte dos ensinamentos romanos, rejeita muitas doutrinas importantes de Roma, entre elas a infalibilidade papal, a supremacia do bispo romano, a imaculada conceição de Maria, o culto às imagens, o celibato obrigatório, o purgatório, o limbo, a extrema-unção, as indulgências, o batismo por aspersão, o poder temporal da Igreja, etc.

Mesmo em pleno Ocidente dominado pela Igreja Romana, havia muitos grupos que se reuniam escondidos, em casas e em esconderijos subterrâneos, em meio à perseguição severa e implacável da Igreja Assassina. Foi contra esses grupos que o Concílio de Tolosa (1229) ordenou:

“Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento. Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido” (Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2)

Essa perseguição covarde e brutal dizia respeito principalmente aos valdenses, os seguidores de Pedro Valdo, que criam basicamente nas mesmas doutrinas protestantes adotadas tempos mais tarde pela Reforma (tanto é que decidiram se juntar aos protestantes franceses no século XVI, quando ocorreu a Reforma que conhecemos). Sobre eles, já escrevi este artigo, cuja leitura é altamente recomendável.

Os valdenses eram o grupo não-católico mais numeroso no Ocidente, mas não estavam sozinhos. Havia os hussitas, seguidores de João Huss, assassinado nas chamas da Inquisição por negar as mesmas doutrinas que Lutero mais tarde também negaria sob a mesma base da Escritura, e os lollardos, que eram os seguidores de John Wycliffe, o mais eminente teólogo da Universidade de Oxford da época, que sustentava as mesmas ideias de Huss e de Lutero (esse conseguiu escapar da Inquisição enquanto vivo, mas ela que não era boba nem nada decidiu desenterrar seus ossos e queimá-los mesmo depois de morto).

Não podemos nos esquecer também de outros grupos menores, mas não menos importantes, como os “Irmãos da Vida Comum”, os “Irmãos Apostólicos”, os “Homens Pobres da Lombárdia”, os “Irmãos Unidos da Boêmia”, os bogomilos, os petrobrussianos, os henriquenses, os begardos, os beguínos, os taboritas, os fraticelli e muitos outros (além, é claro, dos grupos anônimos). Também é totalmente ilusório pensar em Lutero como o primeiro “reformador” dessa era, pois ao longo desses 450 anos sempre houve quem se opusesse a ensinos e práticas da Igreja Romana hierárquica, entre eles João de Wesel, Wessel Gansfort, Guilherme de Ockham, Marsíglio de Pádua, João de Janduno, Tomás de Kempis, Jerônimo de Praga, Gerhard Groot, William Tyndale, Jacques Léfevre Étaples, Johann Geiler, Savonarola e Gerardo Sagarelli. A maioria deles os católicos jamais ouviram falar, talvez por estarem obcecados demais com Lutero.

Demandaria muito tempo e espaço nos determos em cada um desses grupos e no que cria cada um desses homens, mas basta dizer que não há nada que Lutero tenha ensinado no século XVI que já não tivesse sido pregado desde muito antes dele. Todos esses grupos ensinavam pelo menos parte do que foi então incorporado na Reforma, se opunham à instituição romana e eram por ela perseguidos implacavelmente – literalmente até a morte. Rejeitavam, principalmente, a imoralidade clerical e o culto às imagens, que consideravam idolatria. Prezavam por um culto mais puro e por uma liturgia mais livre de rituais mecânicos e robóticos. Queriam uma volta aos princípios da Igreja primitiva, e tinham em mente que a Igreja hierárquica já havia se desviado há muito de seu propósito original.

Tenha isso em mente, e acabará a ladainha de que “Cristo abandonou a Igreja por tantos séculos até Lutero”, e que por isso “as portas do inferno prevaleceram”. Cristo nunca abandonou sua Igreja porque o conceito bíblico de Igreja diz respeito ao corpo de Cristo, que somos nós (Ef 5:23; 1Co 12:27), isto é, cada cristão genuíno e regenerado em qualquer lugar do mundo, cada um que adora a Deus em espírito em verdade (Jo 4:23), que guarda os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo (Ap 12:17). Estes independem de qualquer instituição ou agremiação religiosa, embora possam se reunir em igrejas visíveis (algo difícil em uma época de severa perseguição).

Uma vez que sempre houve cristãos verdadeiros observando e praticando a Palavra de Deus com sinceridade e honestidade, não há razão para se pensar que as portas do inferno prevaleceram, ou que Cristo deixou de estar conosco em algum momento. Por não haver uma instituição visível, não se segue que não há uma Igreja, quando levamos em consideração o conceito bíblico autêntico (e não a distorção romana) de Igreja.

Como parece óbvio, a última saída dos papistas será objetar dizendo que esses grupos eram minoritários, e que portanto não são “válidos” para cumprirem a promessa de Cristo de estar conosco e de não deixar as portas do inferno prevalecerem. Trata-se aqui de um argumento puramente numérico, ou seja, da pior categoria mesmo, é a famosa falácia ad populum atacando novamente. “Esses grupos eram pequenos e se referiam a poucas pessoas em comparação ao mundo da época, então não podem cumprir essa promessa de Cristo”. Este é o argumento deles.

Partindo por essa lógica, Jesus não poderia estar cumprindo essa promessa nem naquela mesma época e momento em que ele lhes dizia essas palavras, uma vez que é bem conhecido que o Cristianismo começou com doze discípulos – incluindo um traidor – com um grupo mais amplo de outros setenta discípulos, mas em meio a um mundo de cerca de 200 milhões de pessoas. Grosso modo, o Cristianismo representava na época um percentual tão insignificante em comparação com o total da população mundial que não pode nem ser expresso em termos matemáticos. Seria um número fracionário e ridículo de tão pequeno. E mesmo assim, Jesus já estava com eles. Ele não prometeu que estaria conosco em um momento futuro daqui séculos ou milênios quando o Cristianismo fosse mais representativo ou quando passasse a ser a maioria do povo, mas já desde aquele mesmo momento:

“Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28:20)

Note que Jesus não disse “estarei” (no futuro), mas estou (no presente), o que mostra de maneira clara e objetiva que o que ele dizia já estava valendo naquele mesmo momento – e quando o número de crentes ainda era irrisório de tão pequeno que era, e insignificante diante das outras profissões religiosas da época. Se os cristãos verdadeiros podiam ser uma minoria irrisória e mesmo assim Jesus já estava com eles (ou seja, a promessa estava se cumprindo), por que a promessa não poderia continuar se cumprindo continuando como uma minoria irrisória diante de um todo bem maior de incrédulos e descrentes? Em outras palavras: se na era apostólica um pequeno grupo minoritário já era o suficiente para Cristo estar conosco, por que exige-se que nos séculos XI até a Reforma houvesse um grupo majoritário e mais representativo numericamente para que a promessa de Jesus continuasse se cumprindo?

Qualquer pessoa de mente sã aqui será capaz de chegar à seguinte conclusão: da mesma forma que as portas do inferno não haviam prevalecido contra a Igreja quando a Igreja ainda era um conjunto de algumas dezenas de pessoas na época de Jesus, elas também não prevaleceram contra a Igreja quando a Igreja era um conjunto de algumas milhares de pessoas na Idade Média (levando mais uma vez em consideração o conceito bíblico de “Igreja”, ou seja, o corpo de Cristo que consiste em todos os cristãos verdadeiros em qualquer lugar em que estejam). Grosso modo, se houvesse apenas uma dúzia de cristãos verdadeiros ao longo de toda a Idade Média e não mais do que isso, já seria o bastante para se igualar ao número original e as portas do inferno não teriam prevalecido, nem Cristo teria nos abandonado. A coisa estaria apenas igual era antes.

E aqui não estamos falando de uma dúzia de pessoas, mas de vários grupos diferentes que somados chegaríamos a milhares de pessoas. As próprias cruzadas católicas contra as minorias religiosas, como os albigenses e valdenses, que trucidavam dezenas de milhares em massacres sangrentos e covardes segundo os próprios cronistas católicos da época, já nos servem de parâmetro para termos a noção de que o número de não-católicos na Cristandade ocidental era muito menos irrisório do que parece a primeira vista, tão relevante a ponto do papa ter que convocar cruzadas contra eles, e de instituir uma “Santa Inquisição” que duraria por mais sete séculos. Com certeza o número de “sectários” não era tão pequeno. Era o suficiente para a Igreja Romana botar sua máquina de perseguição em massa a todo o vapor, da mesma forma que o Império Romano já havia feito nos primeiros séculos, também contra uma minoria religiosa da época (mas uma minoria influente e crescente). E se era o suficiente para ser perseguida a qualquer custo, com certeza era o bastante também para mostrar que ainda havia um povo de Deus que não foi abandonado por Ele em momento nenhum da história.

Um pouco da história de Israel também nos ajuda nessa compreensão. Israel, como sabemos, era o povo de Deus exclusivo da antiga aliança, e isso durou até a rejeição deles a Cristo (Jo 1:11-12). Ou seja, até aquele momento Deus ainda não havia “abandonado” os israelitas (o que também é um vício de linguagem na fala de muitos pregadores, pois de fato não foi Deus que os abandonou, mas eles que o abandonaram). Mesmo assim, qualquer um que folhear as páginas do Antigo Testamento sem precisar ser nenhum expert em teologia perceberá com a clareza mais nítida do mundo que por muito tempo (eu até diria que a maior parte do tempo) o número de israelitas que serviu a Deus em obediência aos Seus mandamentos era minoritário em relação aos que já haviam se desviado, e em alguns momentos era de uma minoria tão ou mais irrisória quanto o número de verdadeiros cristãos na Idade Média pré-Reforma.

Podemos chegar, por exemplo, na época de Elias, quando todo o Israel do Norte já havia se desviado e caído na apostasia da adoração a outros deuses, e só havia sobrado o Reino do Sul (ou seja, Judá e Benjamim) com algo de bom. Mas esse “algo de bom” foi diminuindo gradativamente quanto mais o tempo passava, até que na época de Elias a situação havia chegado a um nível alarmante, a ponto do próprio profeta chegar a pensar que era o único que havia restado em todo Israel (1Rs 19:10). Deus responde ao profeta dizendo-lhe que, na verdade, havia sete mil joelhos que ainda não haviam se dobrado perante Baal (1Rs 19:18), o que ainda era uma quantidade insignificante diante de milhões de israelitas que então viviam e ainda mais insignificante diante da população global da época, mas mesmo assim era muito maior do que o que Elias pensava.

Essa situação nos leva a refletir: estavam os profetas de Baal com a verdade do seu lado, apenas por serem eles a maioria esmagadora na profissão de fé em Israel? É óbvio que não. O mesmo “ad populum” que os romanistas usam contra nós poderia ser usado por um adorador de Baal daquela época, com a mesma finalidade e usando-se a mesma lógica. Mas mesmo o povo de Deus se restringindo a uma pequena minoria, e uma minoria tão esparsa que era desconhecida pelo próprio Elias, essa minoria ainda assim era o povo de Deus. Porque para Deus não é a quantidade que fala mais alto, mas a qualidade de quem decide se manter fiel. Deus não havia abandonado os israelitas fieis mesmo eles sendo uma minoria bem pequena, da mesma forma que não abandonou os cristãos fieis da Idade Média na mesma circunstância, e que não nos abandonou hoje, em que permanecemos minoria, ainda que não tão pequena mais.

Observar a história de Israel é olhar para trás e ver que com a Igreja não está acontecendo nada de novo. De fato, Paulo previu e alertou que com a Igreja poderia ocorrer exatamente o mesmo que ocorreu com Israel (1Co 10:6-11). A ironia é que a Igreja Romana está perdendo fieis no mundo todo (inclusive nos Estados Unidos, onde eles mentem dizendo que estão crescendo). As previsões mais otimistas para a Igreja Romana mostram que essa instituição será uma minoria entre as profissões de fé cristãs daqui um século, e terá muita sorte de permanecer existindo por muito mais tempo, sendo que já é uma minoria em aspecto global em relação às pessoas de qualquer profissão de fé. Supondo que essas estimativas se confirmem e o número de católicos venha realmente a ser uma minoria, ou até mesmo uma minoria tão pequena quanto a de cristãos sinceros na Idade Média, continuariam os apologistas católicos a usar o malfadado argumentum ad populum contra nós? Provavelmente não.

Vale ressaltar que a história da Igreja até a conversão de Constantino também é de uma minoria perseguida. Há até quem diga que em certa época o número de arianos chegou a ser maior que o número de cristãos ortodoxos – e nem por isso significava que o arianismo estava necessariamente com a verdade. A própria Igreja Romana se vê em apuros quando é obrigada a sustentar que a verdade está no “consenso da maioria”, pois essa mesma “maioria” instituiu, aprovou e ordenou a Inquisição durante nada a menos que sete séculos, com a aprovação e ordem expressa de todos os papas desse período, que mandavam caçar, prender, assassinar, afogar, torturar e queimar os “hereges”, e hoje os papas modernos nem pensam nesse tipo de atrocidade (nunca é tarde lembrar que João Paulo II pediu perdão por essa entidade assassina, que todavia ainda é tida como “santa” até hoje na boca dos apologistas católicos).

A Igreja Romana por séculos acreditou que a Inquisição era legítima, correta e a melhor forma de se lidar com a heresia, e todos os papas aprovavam e ordenavam a queima de "hereges". Inclusive na famosa bula “Exsurge Domine”, do papa Leão X, em que elenca os “erros” de Lutero pelos quais ele deveria ser condenado, um deles (o de número 33) era justamente o que dizia que “é contra o desejo do Espírito Santo que heréticos sejam queimados” (veja neste site católico). Se isso era a verdade infalível, e algo infalível é por definição uma coisa que não pode estar errada e por isso não pode ser mudada, segue-se que a Igreja Romana deveria continuar matando nos dias de hoje e os católicos deveriam continuar concordando com a queima de não-católicos nos dias atuais.

Por que não fazem mais isso? Independente da razão que usarem, o fato é que isso por si só já é o suficiente para nos dar o exemplo prático de que o consenso da maioria não significa possuir a verdade, ou senão deveríamos continuar assassinando “hereges” até hoje. Os papistas de nossos dias são espertos o bastante para concluírem que a Igreja Romana podia estar errada na questão da Inquisição e que o certo seria não ter matado essa gente, mas não são espertos o bastante para concluírem que essa mesma Igreja também pode estar errada em outros vários assuntos, incluindo em sua dogmática. Também não são espertos o suficiente para perceber que isso sepulta seu argumento das “portas do inferno” e do “estarei convosco”, pois implica que o consenso pode estar errado, e que pode haver um consenso no erro. Isso porque a verdade não tem nada a ver com quantidade – a verdade continua sendo uma verdade independentemente da quantidade de pessoas que a professa ou defende. Lutero era um dos poucos que condenavam a queima de hereges em sua época, mas hoje até a maior parte dos católicos concorda que ele tinha razão mesmo assim.

Um católico que questiona um protestante sobre “de qual igreja você seria se nascesse antes de Lutero” é como um adorador de Baal que no alto da sua soberba argumentasse com um servo fiel a Deus na época em que o culto a Baal predominava em Israel de tal forma que parecia não haver mais ninguém cultuando a Deus, e dissesse: “E aí, quem você vai adorar agora”? Vimos neste artigo que já havia dezenas de grupos ensinando um evangelho mais puro desde muito antes de Lutero, mas mesmo que eles não existissem, a resposta não seria dobrar nossos joelhos diante de imagens de pau e de pedra, de “santos” ou de Baal, mas sermos como Elias, ainda que pensássemos que somos os últimos a restar. Porque não é o consenso da maioria que faz com que as portas do inferno não prevaleçam sobre a Igreja e que Cristo continue conosco, mas joelhos no chão em adoração ao único e verdadeiro Deus – independentemente se somos os últimos que restam, ou se há milhões lá fora professando a mesma fé.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Recomendado (1): O Desenvolvimento da Doutrina vs A Tradição Católica Romana (Novo artigo do Bruno Lima) 

Recomendado (2): O Papado e o Conciliarismo Medieval (Novo artigo do Bruno Lima)

Por Cristo e por Seu Reino,

- Siga-me no Facebook para estar por dentro das atualizações!


-Meus livros:

- Baixe e leia gratuitamente meus livros clicando aqui.

- Confira a lista exaustiva de artigos do blog clicando aqui.

- Siga-me no facebook clicando aqui.

- Acesse meu canal no YouTube clicando aqui.


-Não deixe de acessar meus outros blogs:

LucasBanzoli.Com (Um compêndio de todos os artigos já escritos por mim)
Apologia Cristã (Artigos de apologética cristã sobre doutrina e moral)
O Cristianismo em Foco (Artigos devocionais e estudos bíblicos)
Desvendando a Lenda (Refutando a imortalidade da alma)
Ateísmo Refutado (Evidências da existência de Deus e veracidade da Bíblia)
Fim da Fraude (Refutando as mentiras dos apologistas católicos)

Comentários

  1. E quando vai publicar mais coisas sobre monarquistas e monarquia?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não é bom ficar postando artigos de monarquia em sequência senão vai passar a impressão de que este é apenas um "blog anti-monarquista", e porque há muitos outros assuntos pertinentes e relevantes para abordar, mas pretendo escrever mais artigos sobre o tema mais pra frente, talvez já no mês que vem.

      Excluir
    2. Avalie: https://youtu.be/fNl4p7Q0QsY

      Excluir
    3. Avalie: https://youtu.be/errF5SssVTY

      Excluir
    4. Sobre o primeiro vídeo, meu entendimento sobre os "apóstolos" é parecido com o deles (só não posso dizer que é idêntico porque não assisti inteiro), eu não creio em apóstolo como um cargo eclesiástico, ou como uma sucessão no mesmo grau de autoridade dos doze apóstolos originais. Mas é importante lembrar que a Bíblia fala muitas vezes de apóstolos além dos doze, como por exemplo Paulo, Barnabé, Tiago (irmão de Jesus), Timóteo, Silvano, Andrônico e Júnias, porque o termo "apóstolo" no grego significava "enviado", que seria a mesma coisa que "missionário" na nossa linguagem. Pode notar que a palavra "missionário" não se encontra na Bíblia, ela se trata de um termo moderno para designar o mesmo que os "apóstolos" fora dos doze, ou seja, todos os missionários são "apóstolos" nesse sentido, mas não se trata de um cargo eclesiástico de "alta patente" ou de uma sucessão apostólica. O meu professor de exegese no mestrado, Antonio Renato Gusso, profundo conhecedor das línguas originais, disse que ele particularmente traduziria "apóstolo" (nesses casos fora do grupo dos doze) como "missionário".

      Sobre o outro vídeo, eu assisti quase tudo e gostei, ele fala e argumenta bem sobre o assunto.

      Excluir
    5. Não entendo o por quê condenar uso de imagens no culto, nem Martinho Lutero era contra.

      Excluir
    6. O problema não é a imagem em si, mas o culto às imagens. Desde que não se perde nada não tendo imagens e que vivemos em uma cultura de tradição católica em que é costume as pessoas adorarem imagens, é mais sábio ter um templo livre de imagens e assim evitar a idolatria por qualquer modo (além de evitar desperdício de dinheiro comprando imagens, dinheiro este que poderia ser melhor utilizado em coisas úteis).

      Excluir
    7. Verdade, eu sou evangélico Mesmo ��

      Excluir
    8. Avalie (Veja o vídeo todo): https://youtu.be/Xmh7FRV-gC4






      Excluir
    9. "Verdade, eu sou evangélico Mesmo ��"

      Isso é algo que você deve responder, não eu. Eu não te conheço, então não sou apto para dizer se você é evangélico ou não, você que sabe no que crê e no que não crê.

      "Avalie (Veja o vídeo todo): https://youtu.be/Xmh7FRV-gC4"

      Sinceramente achei muito superficial, mas pelo menos ele tem coragem de dizer algumas verdades que outros se cagam de medo.

      Excluir
    10. Superficial em que sentido.

      Excluir
    11. Avalie: https://bereianos.blogspot.com.br/2017/12/resposta-ao-questionario.html?m=1

      Excluir
    12. Avalie: https://youtu.be/4QoVNOMJdxk

      Excluir
    13. "Superficial em que sentido"

      De não se aprofundar nos assuntos que aborda.

      "Avalie: https://bereianos.blogspot.com.br/2017/12/resposta-ao-questionario.html?m=1"

      Já "avaliei" aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/12/as-portas-do-inferno-nao-prevalecerao-e.html?showComment=1514082763561#c4874339818585796447

      "Avalie: https://youtu.be/4QoVNOMJdxk"

      Embora eu concorde com o que ele diz sobre o arminianismo ser mais racional, eu discordo que essa seja a razão pela qual os arminianos são maioria. A razão para isso é muito mais óbvia e simples: o pentecostalismo é arminiano, e os pentecostais são maioria e os que mais crescem, então é evidente que o arminianismo ganharia espaço na "carona" do pentecostalismo.

      Excluir
    14. Por que a heresia calvinista cresce?

      Excluir
    15. Como eu venço a masturbação?

      Excluir
    16. O pentecostalismo não clclássico é semipelagiano.

      Excluir
    17. https://youtu.be/YoIwwBCoz44

      Excluir
    18. "Por que a heresia calvinista cresce?"

      Porque existem muitos calvinistas que passam a vida toda espalhando e divulgando o calvinismo e buscando "converter" arminianos entendendo que o calvinismo é o evangelho e o arminianismo é heresia, contra muito menos arminianos que tem consciência de seu próprio sistema soteriológico e que busca defendê-lo e divulgá-lo adiante. Para ser honesto, a maioria dos pentecostais, que são arminianos, nem sabem ou nunca ouviram falar o termo "arminianismo" na vida, enquanto chega a ser um disparate encontrar um reformado que não saiba ou não tenha consciência do que é o calvinismo.

      "Como eu venço a masturbação?"

      Ore com frequência, busque a Deus, leia a Palavra e mantenha o foco em seus objetivos para não deixar sua mente "vazia".

      "O pentecostalismo não clássico é semipelagiano"

      Alguns defendem o semi-pelagianismo sem saber, mas isso é decorrência da falta de instrução da maior parte dos pentecostais (comentei isso na primeira resposta daqui).

      "https://youtu.be/YoIwwBCoz44"

      Bom vídeo, embora eu não tenha achado o do Pirula tão ruim ou agressivo assim, ele disse algumas verdades e pisou na bola em uma parte do vídeo, onde o Yago refutou bem.

      Excluir
    19. Avalie: https://youtu.be/6XB4iCreC9E

      Excluir
    20. Avalie: https://youtu.be/I8qMUi6VVcM

      Excluir
  2. Cara, de onde você tira tanto conhecimento? Artigo nota 10!

    ResponderExcluir
  3. LUCAS COMO VOCÊ INTERPRETA DE FORMA BÍBLICA OS MILAGRES EXSTRAORDINÁRIOS QUE ACONTECEM NA IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS DO VALDOMIRO AQUELES MILAGRES QUE ACONTECE LÁ SÃO REALMENTE DE DEUS? OU MANIFESTAÇÃO DE FALSOS MILAGRES REALISADOS PELO FALSO PROFETA DESCRITO NA BÍBLIA. ABRAÇOS!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso é difícil de responder porque eu não sou Deus para saber se é Ele mesmo quem está curando ou se é tudo armação ou se é o demônio. Eu praticamente descarto a segunda opção porque se eles estivessem pagando para cada pessoa que é curada naqueles cultos fingir a cura eles estariam praticamente endividados de tanta gente que teriam que pagar e dificilmente conseguiriam manter o charlatanismo por tanto tempo. Há cultos em que dezenas ou centenas de pessoas são curadas de uma vez só, isso praticamente descarta as possibilidades de charlatanismo. Pessoalmente acredito que seja Deus mesmo realizando os milagres, mas que isso não implica que Ele esteja necessariamente aprovando tudo o que se prega e faz lá dentro (mas sim que está curando aquelas pessoas por misericórdia delas e amor). Um versículo clássico que pode ser usado para fundamentar essa posição é o de Mateus 7:22-23:

      "Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?' Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal'" (Mateus 7:22-23)

      Note que Cristo não nega que eles realizavam milagres mesmo, mas mostra que isso não significava que ele os "conhecia". Nós estamos acostumados a pensar que se há milagres em algum lugar então Deus está aprovando aquele ministério ou aquela pessoa, mas na verdade as coisas não são tão simples assim. É possível alguém realizar coisas extraordinárias, mas mesmo assim estar longe de Cristo (como os sete filhos de Ceva, que expulsavam demônios por algum tempo assim como os apóstolos faziam, mas que não tinham autoridade nenhuma e foram humilhados depois).

      Excluir
    2. Vc já respondeu em algum comentário algo similar, mas referente as curas na ICAR. Disse que eventualmente pode acontecer um milagre divino por puro amor e misericóridia de Deus, mas reconhecer essa libertação em âmbito pessoal e privado é diferente de dizer que Deus opera em um falso sistema religioso. Eu acredito assim em relação ao neopentecostalismo. Um eventual milagre não quer dizer que Deus opera em um evangelho materialista e antropocêntrico.

      Esses milagres estão servindo mais para a glorificação de falsos profetas e para envergonhar o protestantismo do que para glória de Deus. Se a pessoa recebe um milagre e fica idolatrando o falso profeta, então é porque não foi Deus coisa nenhuma. Afinal, por que Deus operaria um milagre que fará com que a pessoa caia no pecado da idolatria e ainda por cima prejudique a imagem dos evangélicos?

      Excluir
    3. Lucas, de forma consciente eu acredito em milagres, mas internamente eu tenho a sensação de que não tenho fé o suficiente para acreditar que algo assim possa acontecer em minha vida. É muito ruim ou é normal? Tem solução pra isso?

      Excluir
    4. Pergunta e resposta vieram na hora certa. Me sentiria mal em não comentar sobre isso. Obrigado Lucas(obs: não sou o anônimo que fez a pergunta).

      Excluir
    5. "Esses milagres estão servindo mais para a glorificação de falsos profetas e para envergonhar o protestantismo do que para glória de Deus. Se a pessoa recebe um milagre e fica idolatrando o falso profeta, então é porque não foi Deus coisa nenhuma. Afinal, por que Deus operaria um milagre que fará com que a pessoa caia no pecado da idolatria e ainda por cima prejudique a imagem dos evangélicos?"

      Mas aí a culpa é da pessoa e não de Deus. É parecido com o caso da serpente de bronze que Deus mandou fazer na época de Moisés, para um povo que já tinha uma forte propensão à idolatria. Mais tarde (na época de Josias) é dito que os israelitas passaram a adorar aquela serpente, a ponto que Josias teve que destruí-la. Então Deus foi o culpado por mandar fazer algo que "levaria os israelitas ao erro", e que com certeza serviu para envergonhar a fé pura e genuína em Deus e não para a Sua glória? Não creio. A culpa não é de Deus, mas das pessoas que entendem errado, que se desviam, que não dão ouvidos à Palavra do Senhor, não de Deus. Da mesma forma que era responsabilidade dos judeus entender que aquela cura ao olhar para a serpente não significava que a serpente devesse ser adorada, também é responsabilidade dos membros dessas igrejas ter consciência de que o fato de serem curados não implica que Deus aprove tudo o que é feito ali. Mas Deus não vai deixar de curar alguém só porque essa pessoa não está em uma "denominação certa" ou muito aprovável. Deus cura pela fé da pessoa e por amor a ela, e não por causa do falso profeta em si. Isso não descarta a necessidade da pessoa buscar na Bíblia uma denominação mais próxima dos princípios bíblicos.

      "Lucas, de forma consciente eu acredito em milagres, mas internamente eu tenho a sensação de que não tenho fé o suficiente para acreditar que algo assim possa acontecer em minha vida. É muito ruim ou é normal? Tem solução pra isso?"

      Isso é parecido com aquele homem que disse que cria em Jesus, mas pediu ajuda para vencer a incredulidade (Mc 9:24). Não é nada anormal, mas peça a Deus que ele te dê mais fé, da mesma forma que aquele homem pediu a Jesus.

      "Pergunta e resposta vieram na hora certa. Me sentiria mal em não comentar sobre isso. Obrigado Lucas(obs: não sou o anônimo que fez a pergunta)"

      Não há de que!

      Excluir
  4. Avalie: http://www.cacp.org.br/a-base-historica-da-sobrevivencia-da-alma/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso aí já está refutado no meu livro sobre o tema, "Os Pais da Igreja contra a imortalidade da alma" (disponível na página dos livros, link abaixo).

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

      Excluir
  5. Lucas, você conhece um bom artigo (ou vídeo) que refuta a teoria das cordas e o multiverso?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Veja aqui:

      http://apologiacrista.com/existem-multiplos-universos

      Excluir
    2. O multiverso anula a existência de Deus?

      Excluir
    3. Não anula, mas ofusca (ele foi inventado por neo-ateus justamente na intenção de oferecer uma "refutação" a argumentos teístas clássicos como o argumento teleológico). Eu escrevo sobre isso aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/04/dawkins-refutou-o-argumento-teleologico.html

      Excluir
    4. Mas eu não descarto essa possibilidade.

      Excluir
    5. Você ficou com raiva da brincadeira que eu fiz? Sempre quando o comentário não aparece é porque você não gostou. Eu tava brincando quando criei alguns sobrenomes pra você. Nem lembro direito quais foram: Lucas Banzoli Oliveira Souza da Silva. Algo assim. Se ficou mesmo, é só dizer, que eu não digo mais. Antes, pelo facebook, eu brincava com você o chamando de John Stott.

      Excluir
    6. Na verdade eu não tinha entendido nada, então pensei que fosse uma outra pessoa usando o seu nome, por isso não tinha aprovado... rs

      Excluir
    7. Era só brincadeira minha. As vezes eu brinco com meus amigos colocando outros sobrenomes, por exemplo: Malafaia, Macedo, Obama, etc kkk. Eu criei aquele nome grande pra você no estilo Dom Pedro I. Olha o tamanho do nome do cara: Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon

      Fonte: https://wikioso.org/qual-o-nome-completo-de-dom-pedro-i-do-brasil/

      Excluir
    8. É verdade que Calvino orou a Melanchton?

      Excluir
    9. "Era só brincadeira minha. As vezes eu brinco com meus amigos colocando outros sobrenomes, por exemplo: Malafaia, Macedo, Obama, etc kkk. Eu criei aquele nome grande pra você no estilo Dom Pedro I. Olha o tamanho do nome do cara: Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon"

      Deve ser por isso que Dom Pedro era tão "sábio" segundo os monarquistas: só pra conseguir decorar seu próprio nome já tinha que ser um gênio! Rs

      Excluir
    10. "É verdade que Calvino orou a Melanchton?"

      Lógico que não.

      Excluir
    11. "Deve ser por isso que Dom Pedro era tão "sábio" segundo os monarquistas: só pra conseguir decorar seu próprio nome já tinha que ser um gênio! "

      Verdade kkkkk...

      Excluir
  6. Olá, irmão Lucas Banzoli! Como vai você? Bem... a minha pergunta não tem nada a ver com o tópico do post, mas ai vai: Recentemente, eu li um post muito curioso sobre o texto de Hebreus 11:11. Nela, o autor defende a ideia que Sarah, esposa de Abraão, teve, literalmente, uma emissão de sémen! Qual a sua opinião sobre o assunto? (por mais esquisito que pareça)

    http://members.biblicalarchaeology.org/collections-conception.asp (No ultimo paragrafo)

    http://members.biblicalarchaeology.org/publication.asp?PubID=BSBR&Volume=8&Issue=1&ArticleID=17

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu fui dar uma olhada no grego e lá está a palavra grega "sperma" mesmo, que significa "sêmen" (então parece que esse cara não é tão louco assim). Mas conferindo na Concordância de Strong, vi que essa palavra também pode possuir outros significados, como por exemplo: "qualquer coisa que possui força vital ou poder de gerar vida" (4690). Presumivelmente os tradutores entenderam que era nesse sentido que a palavra foi usada naquela passagem e por isso traduziram assim. Abs!

      Excluir
  7. Lucas,

    Seus artigos são rejeitados por catolicos, com um único argumento, de que vc não crê na imortalidade da alma. Qualquer protestante que linkar seus artigos, é a primeira coisas que eles falam, e que por isso vc não merece nenhuma credibilidade. Parece piada , mas é sério.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso só mostra o quanto essa gente é completamente desqualificada para qualquer tipo de discussão séria. É a velha tentativa de tentar desconsiderar o argumento pelo argumentador, e não refutando o próprio argumento, também conhecida como "falácia genética". Seria o mesmo que eu descartasse a necessidade de refutação a qualquer texto católico pelo simples fato do argumentador ser católico. Neste caso é ainda mais bizarro, porque além de rechaçarem o argumento a priori por causa da questão da mortalidade da alma, nenhum deles jamais foi capaz de refutar meus artigos e livros sobre o tema (ou seja, rejeitam a priori um artigo sobre A por causa de um tema B, quando não conseguem refutar nem B, quanto menos A). Mas na verdade sabemos bem por que eles preferem atacar o argumentador em vez de refutar o argumento: porque nenhum deles consegue rebater argumento nenhum, então é muito mais fácil xingar ou desprezar o argumentador e fugir da necessidade de lidar com a argumentação.

      Excluir
    2. "Faz parte do manual do bom católico rejeitar a priori qualquer argumento contrário a Santa Sé e a tarefa de a tarefa de validar um argumento fica pro magistério da Igreja" respondeu um amigo meu católico sobre o tema. Eu, como protestante, concordaria com ele SE a ICAR fosse realmente o que ela pensa que é.

      Excluir
    3. Isso aí demonstra bem com que tipo estamos lidando. Não é um tipo de gente honesta e aberta para a verdade para onde ela levar, mas alguém que já se cegou internamente para toda verdade e por isso descarta a priori qualquer argumento anticatólico não importando a veracidade ou a força dos argumentos apresentados. É exatamente o mesmo que dizia Inácio de Loyola: "Se a Igreja disser que o branco que eu vejo na verdade é preto, eu renuncio a razão para acatar o conselho da Igreja". É por isso que não se pode discutir com papistas. Trata-se de pessoas, na esmagadora maioria dos casos, que já compraram uma falsidade como "verdade" e já taparam seus ouvidos e fecharam seus olhos para a verdade, de modo a tornar inútil qualquer tentativa de argumentação (seria como debater com uma pedra). É idêntico aos judeus da época de Jesus, sobre os quais ele testemunhou:

      "Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria" (Mateus 13:15)

      Excluir
    4. Lucas,

      Nos comentários do vídeo do Yago (dois dedos de teologia) , estão lhe atacando porque o Yago usou seu livro como referência.

      Excluir
    5. Eles são assim mesmo, não tem como refutar os argumentos então atacam o argumentador. Todos eles que já tentaram comentar aqui ou escrever textos contra mim em blogs obscuros só passaram vergonha, é por isso que eles me odeiam tanto. Afinal, o ad hominem é o maior refúgio dos fracassados.

      Excluir
  8. Você não tem vontade de fazer artigos sobre correntes antitrinitarianas (arianismo, socianismo, unitarismo, unicismo, subordidacionismo, cristianismo celta, germânico e etc...)?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também quero saber.

      Excluir
    2. Não no momento, mas daqui uns meses quem sabe.

      Excluir
    3. Os anônimos estão impacientes. Querem ver o Lucas arrebentar o anti trinitarianismo. Eles não desejam mais nada nesse vida moribunda deles. São uns verdadeiros sanguessugas.

      Excluir
    4. Também quero saber como vai ficar mais um round arianos vs trinitarianos. Essa arenga dura séculos.

      Excluir
    5. No catecismo racoviano, baseado na doutrina socianiana: Sólo Dios es inmortal por naturaleza.
      El ser humano fue creado mortal por Dios. Carente de Dios y abandonado a sí mismo, todo ser humano perecerá y desaparecerá para siempre.
      El ser humano fue creado por Dios con la intención de que deviniese inmortal.
      Esta inmortalidad está reservada a aquéllos que tengan fe en Dios y en Cristo, yque santifiquen su carácter y su conducta.

      Excluir
    6. Ebionitas também eram anti-trindade.

      Excluir
  9. Mais outra dúvida: o que dizer para um apologista católico que afirma que a Igreja (se referindo à ICAR, naturalmente) possui autoridade divina para castigar seus opositores?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Primeiro que se a ICAR tem o direito de castigar seus opositores, por que ela não continua fazendo isso hoje? Segundo que se a ICAR tem esse direito, por que João Paulo II pediu perdão por algo que era do direito da Igreja? Terceiro que se a ICAR tem esse direito, então por lógica eles não teriam qualquer moral para reclamar da opressão sofrida por cristãos em países muçulmanos, pois para os radicais islâmicos eles também tem "autoridade divina" para perseguir geral. Na verdade isso faria com que qualquer religioso de qualquer religião se sentisse no direito de defender a sua verdade usando a violência para este fim, e este mundo viveria um verdadeiro caos, em um clima contínuo de "guerra santa", que obviamente jamais teria fim. E é claro: o fato de que a Bíblia ensina expressamente o contrário: Jesus disse para amar os inimigos e orar por eles, que se te batem numa face ofereça a outra, que se te forçam a andar uma milha ande a segunda, para amar ao seu próximo como a si mesmo (estendendo esse conceito até para os samaritanos, que eram os maiores inimigos dos judeus, os "hereges" da época), disse para Pedro guardar a espada porque "todos que usam a espada, pela espada perecerão", e deixou claro que seu Reino não é deste mundo. É lógico que em se tratando de católicos radicais o que Jesus disse não terá a menor importância porque nenhum deles segue Jesus, eles seguem apenas o papa romano, mas nem o papa atual concorda com tal atrocidade, então eles estão em desobediência até em relação ao "sumo pontífice" deles.

      Excluir
    2. Eu não diria nada. Discutir com psicopata é sinônimo de perder tempo. Tente chegar num radical islâmico e conversar com ele sobre livre arbítrio ou direitos humanos. A mesma coisa é com tal apologista católico, a diferença é que este não tem mais o poder que tinha antes.

      Excluir
    3. Concordo com amigo: perca de tempo. Eles partem da idéia de estão com a verdade e não abrem mão disso por mais que se prove o contrário.

      Excluir
  10. Lucas, os católicos ficam citando várias vezes as frases de Lutero contra os judeus. Mas quando falamos que a Igreja Católica foi muito mais antissemita eles não acreditam, ficam invalidando as fontes, pedem as fontes primárias e fazem mais outros malabarismos

    Eu sei que você ja fiz alguns postes relacionados a esse tema. Mas só de colocar o seu site eles ja descartam, falam que é tendencioso, ignoram. Só de citar você em debate eles ja desconsideram

    Então você pode fazer um outro artigo colocando as fontes primárias sobre o antissemismo da Igreja Católica e mais outros sites confiáveis além do seu ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mas não é pra copiar e colar links do meu site em um debate, é óbvio que nenhum deles irá dar ouvidos a um apologista protestante que acaba com eles, em vez disso use os ARGUMENTOS e CITAÇÕES que constam aqui, sejam elas bíblicas, históricas, patrísticas ou o que for. A ideia não é que os leitores se limitem a copiar links, mas que captem a ideia central dos textos e as use para seu próprio aperfeiçoamento e aprimoramento. Sobre os judeus por exemplo, eu lhe recomendo este artigo abaixo, mas daqui poucos dias vou fazer um outro mais completo, e depois de forma mais completa ainda no meu livro.

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2016/06/a-demonizacao-e-perseguicao-da-igreja.html

      PS: eu não costumo colocar as referências logo depois dos textos porque isso atrapalha a fluência da leitura, então eu coloco como nota de rodapé, que no caso dos artigos fica embaixo de tudo (depois da parte das recomendações dos livros e blogs).

      Excluir
  11. Cadê aquele anônimo do "first"?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O anônimo do "first" foi embora, e apareceu o anônimo do "Banzolão".

      Excluir
    2. "Ele morreu?"

      É o que eu presumo.

      Excluir
    3. Eu acho que ele de tá vivo. Apenas cansou.

      Excluir
    4. Ou então voltar como "second".

      Excluir
  12. Lucas o vídeo do Maurício Ribeiro que é católico intitulado o mito da colonização protestante como 'salvadora dos países'.Na sua opinião qual foi o ponto grotesco que ele errou?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não conheço esse tal Maurício Ribeiro e nem esse vídeo, manda link.

      Excluir
  13. xeque -mate! Lucas excelente artigo! lucas eu vi no youtube um judeu falando que o diabo é tipo um servo de Deus, um antagonista criado por Deus para exercermos o livre arbítrio! por causa da conversa de Deus e Satanás no livro de Jó! o que você acha disso? Outra coisa, existe algum livo considerado apócrifo que ao ler, não venha prejudicara fé? ah e outra pergunta, rrs desculpa, tem algum livro que fale sobre os aspectos sociais e culturais nos tempos de Jesus ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu não creio assim, o próprio significado do termo "Satanás" é "oponente", e não "capacho", "emissário" ou "fantoche". No livro de Jó, Satanás não estava "a serviço de Deus", ele claramente o desafiou; desafiou e perdeu. Deus não precisaria do diabo para que nós exercêssemos o livre-arbítrio, o próprio diabo se perdeu usando seu livre-arbítrio erroneamente sem existir nenhum "diabo" anterior a ele para o tentar. Sobre os livros apócrifos, não há nenhum apócrifo que não contenha erros, se não tivesse erros não seria apócrifo mas sim canônico, mas existem alguns que podem ser úteis ou edificantes em alguma medida, se não forem tomados no sentido de definição de doutrina. O Livro de Enoque, por exemplo, embora não tenha sido escrito pelo Enoque da Bíblia, tem coisas interessantes (o próprio Judas faz menção a uma parte), assim como o "Livro de Jasar", que eu não cheguei a ler inteiro por ser gigante, mas que também é interessante de se ler.

      Excluir
  14. Homossexualismo é pecado?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim.

      http://ocristianismoemfoco.blogspot.com.br/2015/09/a-proibicao-ao-homossexualismo-em.html

      Excluir
  15. Existe algo na bíblia que tenha profetizado sobre a ocorrência
    da I e II Guerras Mundiais e a perseguição contra o povo judeu
    nesse período??

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Senhor levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás Deuteronômio 28:49
      O símbolo da SS era uma águia. Mas podemos apontar para os romanos. Parece que há um "código" secreto na Torah nesse capítulo que a cada, se não me engano, cinquenta letras forma-se uma palavra, e no final deu "Shoah" ou holocausto.

      Excluir
  16. https://www.youtube.com/watch?v=5578PS8V2so

    Uma excelente pregação essa do Rodolfo Abrantes...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Falar em "excelente pregação do Rodolfo Abrantes" é pura redundância. Não conheço nenhuma pregação dele que não seja excelente :)

      Excluir
  17. Na internet existem várias pessoas falando que o Brasil não vai ser atingido na Grande Tribulação. O que você acha sobre isso? Quais países você acredita que serão mais atingidos nesse período?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não concordo com isso, a Bíblia deixa bem claro que a tribulação virá sobre TODO O MUNDO:

      "Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que ESTÁ PARA VIR SOBRE TODO O MUNDO, para pôr à prova os que habitam na terra" (Apocalipse 3:10)

      Excluir
  18. Lucas você irá responder o pessoal do Bereianos sobre o seu questionario aniquilacionistá?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olha, não quero parecer arrogante nem nada, mas aquela foi a pior "refutação" que eu já recebi em toda a minha vida (incluindo "refutações" católicas). Todos os argumentos foram rasos, superficiais, fracos e de refutação óbvia, e eu não costumo perder tempo refutando coisas fáceis que qualquer leitor dos meus artigos e livros já saberá como refutar sem precisar da minha ajuda. E na verdade esse não é um post novo, o garoto que escreveu o artigo já tinha feito há um ano atrás, ele apenas repostou o mesmo artigo novamente por alguma razão (talvez porque no post original todos os comentários eram contrários a ele e expunham a fraqueza dos argumentos apresentados). É claro que se esse artigo se tornar conhecido eu vou ter que escrever uma resposta, mas a princípio julgo totalmente desnecessário, não é porque alguém me cita que eu sou obrigado a dar uma resposta, é preciso se esforçar mais para aparecer aqui.

      Excluir
  19. https:/www.youtube.com/watch?v=tFgQ6IQ8FWE

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É o mesmo repertório de sempre: um monte de falatório atrás do outro sem NENHUMA prova e NENHUMA fonte de NADA do que diz, e ainda nos brindando com pérolas, como quando ele diz que os protestantes "exterminaram os índios". Ou ele é muito cretino ou incrivelmente burro, pois quem fez a verdadeira chacina de indígenas foram justamente os católicos espanhóis que assassinaram (por baixo) 20 milhões de índios. Basta lembrar que quando Colombo chegou à América haviam 100 milhões de índios no continente segundo as estimativas, e algumas décadas depois, antes de qualquer protestante pisar um pé no continente, já haviam sido reduzidos a poucos milhões. Em se tratando de massacres e morticínios, ninguém jamais se comparou à máquina de matar também conhecida como Igreja Católica Apostólica Romana.

      Excluir
  20. Avalie, Lucas, meu último vídeo sobre os Judeus e uma pincelada sobre à perseguição católica aos mesmos:

    https://www.youtube.com/watch?v=exT1VQ6JRiU

    A paz do Senhor!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bacana seu vídeo, eu só não entendo muito a parte dos iluminatis porque não tenho estudo sobre isso, mas quanto ao restante concordo em tudo. Abs!

      Excluir
  21. Lucas se existem erros de teologia na igreja católica como vc alega ter e se tb existem erros de teologia na igreja evangélica como todos nós sabemos que existem, afinal para que ir na igreja seja catolica ou evangelica se lá terá erros tb? Adianta o católico sair da igreja católica que tem erros e ir para uma igreja evangelica que tb tem erros?
    O catolico sai da igreja catolica que tem erros e vai para uma presbiteriana que tem de errado o calvinismo e o batismo infantil. O que muda? Só mudou o assunto e tema do erro. O que acha?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muda muita coisa sim. Uma coisa é uma igreja que só erra em questões secundárias e periféricas, outra coisa bem diferente e mais grave é uma igreja que abusa em desvios doutrinários a ponto de arriscar a salvação de qualquer pessoa dali, incentivando a idolatria, assassinando milhões ao longo dos séculos, colocando um panteão de "santos" para interceptar nossas orações a Deus de modo a impedir as pessoas a chegarem direto a Ele, além de um batalhão de padres para se confessar para ninguém pedir perdão direto a Deus, e assim por diante. Todo o catolicismo romano consiste em um sistema maligno criado intencionalmente no propósito de obstruir o relacionamento do homem com Deus, que biblicamente ocorre através de Jesus. Religião é "religar", quem nos religa com Deus é Jesus, então Satanás cria falsos sistemas religiosos para impedir essa religação, este encontro dos homens com Deus, e o jeito mais fácil de se conseguir isso é conduzi-los aos mortos. As várias igrejas evangélicas podem até errar em alguns assuntos, às vezes até em assuntos sérios, mas nunca a esse ponto.

      Excluir
    2. mas se eu continuar na igreja catolica romana mesmo mas não seguir os erros dela dai da na mesma. assim como eu sei que tem erros na igreja que ensina o calvinismo, mas eu não adiro a essa doutrina. Ou seja, eu posso ser um católico que não engole tudo que o catolicismo ensina. o que achas?

      Excluir
    3. Neste caso você não seria um católico, apenas um "frequentador de igreja católica", porque um católico romano por definição é alguém que segue as crenças e dogmas da Igreja Romana. Tente ser católico sem crer no dogma da assunção de Maria por exemplo, que o papa quando o declarou decretou que "quem não quiser crer, será herege". Na Igreja Romana não tem essa de "ser católico sem crer nas doutrinas da igreja", ou você crê em tudo que eles ensinam no catecismo ou você não é católico, ainda que se chame assim. É preciso entender que a mentalidade católica é diferente da protestante, lá não tem essa de aceitar ou rejeitar alguma doutrina de acordo com sua consciência individual, lá você aceita o "pacote completo" ou rejeita, não tem outra opção, não tem essa de crer no que entende ser a verdade, a verdade eles já definem de antemão. Estude sobre catolicismo ou pergunte a qualquer apologista católico que confirmará isso.

      Excluir
    4. Seguindo esse raciocínio eu posso ser Testemunha de Jeová, ou mórmon, ou católico, ou espírita porque todos contém algum erro e o critério passaria a ser o gosto.

      Excluir
    5. Pois é, essa é a conclusão (errônea) que o raciocínio do amigo anônimo aí acima leva. Até a umbanda ficaria no mesmo patamar de uma religião cristã.

      Excluir
  22. Em Apocalipse 16, a bíblia fala que virão as 7 pragas sobre os ímpios. Porém, no texto há a afirmação de que mesmo com as pragas essas pessoas iriam blasfemar contra o nome de Deus e que não iriam se arrepender (e que essas pessoas teriam a marca da besta). Seria possível uma pessoa com a marca da besta se arrepender e voltar para Deus? O texto dá a entender que seria possível, mas que mesmo assim as pessoas não iriam querer largar os pecados. Eu tenho dúvidas sobre essa passagem...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É um texto difícil, no meu entendimento o "se recusaram a se arrepender" diz respeito à generalidade das pessoas atingidas pela praga, não significa necessariamente que não possam haver exceções (raras) nesse grupo. Seria como se alguém dissesse que "mesmo com a crise política, o povo brasileiro se recusa a acordar", isso não implicaria que absolutamente nenhum brasileiro "acordou", significa apenas que a grande maioria continua impassível. Levando em conta o imenso amor de Deus, compaixão, misericórdia e a disposição em perdoar, eu entendo que Deus sempre perdoará quem vier a Ele sinceramente arrependido, o que inclui o período da grande tribulação (sem falar que a Bíblia mostra uma conversão em massa de judeus, o que abre margem para se pensar que haverá sim conversões de não-judeus também, embora em menor escala).

      Excluir
  23. Olá irmão Lucas Banzoli! Um feliz Natal e um bom ano novo a você e para aqueles que são próximos a ti! Eu tenho uma duvida(sem relação ao post) sobre a palavra "verdadeiro" em Filipenses 4:8. Essa palavra, nesse contexto significa algo que factual ou pode significar ao sincero também. Gostaria de tirar essa duvida pois eu agredido que Deus está preocupado com as coisas que vemos, lermos, ouvimos, etc.

    Deus lhe ilumine

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, de acordo com a Concordância de Strong o termo em questão significa:

      227 αλητης alethes
      de 1 (como partícula negativa) e 2990; TDNT - 1:247,37; adj
      1) verdadeiro.
      2) que ama a verdade, que fala a verdade, sincero.

      No contexto que Paulo trata, ele roga para que coloquemos em nossa mente todos os pensamentos bons a fim de que não sejamos contaminados com coisas impuras, por isso ele zela pela verdade, sinceridade, pureza, amabilidade, etc.

      Abs!

      Excluir
  24. Você acredita que o fascismo e nazismo eram de direita? Eu acredito que há dois tipos de direita: a católica e a protestante. A primeira apoia o autoritarismo, fascismo, nazismo, monarquismo, absolutismo, tradicionalismo católico, clericalismo; a segunda apoia o laicismo, federalismo, liberdades, liberalismo econômico, conservadorismo protestante.
    Concorda?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com o paradigma que você colocou sobre catolicismo vs protestantismo politicamente falando, e sobre a questão do nazismo ser de direita o problema é a definição do que "esquerda" e "direita" significam, porque não são conceitos fixos, mas conceitos que variam dependendo do tempo e lugar, sob a ótica do observador. Na época de Hitler, o Partido Nazista era tido como de direita porque era a forma que as pessoas da época entendiam o que era a "direita", mas se fosse hoje seria considerado de esquerda porque defende basicamente as mesmas coisas que os esquerdistas de hoje vivem defendendo. Na minha concepção pessoal, ser de direita significa ser conservador nos valores e liberal na economia, e neste sentido eu não incluiria nem a ditadura militar brasileira como sendo de direita (pois falha no segundo aspecto), muito menos o nazismo (que falha em ambos os aspectos). Dentro deste meu conceito, eu não entendo essa política católica (com as características que você colocou muito bem) como de direita, mas no máximo como de centro e pendendo para o esquerdismo. A abordagem política da ICAR é um desastre completo no campo econômico (não à toa os países católicos são tão atrasados em comparação aos protestantes), e a única coisa que se salva é a defesa de alguns princípios conservadores como a luta contra o aborto e pela família tradicional, mas nem assim eu chamaria a ICAR de "conservadora" propriamente dita, pois há uma diferença importante entre ser conservador (como os protestantes são) e ser reacionário (como os católicos são), que os esquerdistas confundem e por má-fé igualam o segundo ao primeiro (talvez eu venha a escrever sobre isso no futuro).

      Excluir
    2. Tinha um partido católico de direita que apoiou a ascensão do nazismo chamado Zentrum. Pode conferir.

      Excluir
    3. O papa deu bençãos para os italianos invadirem duas vezes a Etiópia. Nas duas vezes eles fracassaram. Lembre-de que os etíopes foram os primeiros a se converter ao cristianismo, bem como a Etiópia foi a primeira nação cristã no mundo.

      Excluir
    4. Lucas, segundo o Olavo, era o contrario do que você disse, o nazismo era considerado de esquerda (e que foram os conservadores que combateram o nazismo, enquanto os católicos de esquerda apoiaram o nazismo. Sim, ele mesmo disse que católicos apoiaram o nazismo, pelo menos na França de Vichy), e só depois da guerra que passou a ser considerado de direita, pois os marxistas (que tem o monopólio cultural e intelectual) começaram a falar isso e acabou se propagando.

      Excluir
  25. Lucas você acha que os pais da Igreja foram os primeiros a terem uma idéia de ter a igreja como uma instituição ( ainda que não Romano ) e não como uma Organização ( como vemos nos apóstolos ) ?

    ResponderExcluir
  26. Lucas, olha só este vídeo ateu sobre algumas questões: https://www.youtube.com/watch?v=wuH7vDrAHBE, o vídeo original é Inglês mas este ai é dublado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O erro é partir do pressuposto de que o objetivo da vinda de Jesus ao mundo era com a missão de resolver os problemas terrenos da humanidade. Não era. Jesus não veio para ser um grande médico, cientista ou físico, mas para oferecer a cura da alma mediante a mensagem do evangelho centrada no amor e na salvação pela graça mediante a fé. Isso não significa que Deus não se importe em absoluto com curar nossas doenças mediante a medicina e em relação ao nosso desenvolvimento civilizatório, mas essa é uma parte que o homem deve caminhar com as próprias pernas pois está dentro das possibilidades humanas de se resolver (diferentemente da salvação, que está fora do alcance humano e por isso precisou que o filho de Deus morresse na cruz para nos salvar). O propósito de Deus não é dar tudo "de mão beijada", como um adolescente mimado que recebe tudo dos pais, mas sim que possamos aprender com a vida e caminhar por nós mesmos trazendo o progresso da humanidade e superando as adversidades em nosso meio (claro que tudo com o auxílio da graça divina que permite que isso tudo seja possível). Se fosse para dar uma solução mágica para todos os problemas, Ele nos teria criado direto no céu.

      Excluir
  27. Graça e paz a todos, Lucas, o mais "novo" argumento é que o catolicismo esta crescendo na Coreia do sul http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/12/1945771-catolicismo-cresce-na-coreia-do-sul-onde-cristianismo-ja-supera-budismo.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compfb

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Finalmente se cansaram do mito sobre os EUA e agora partiram para a Coreia do Sul...

      Excluir
    2. Só um detalhe, também há muitos erros nessa reportagem, na verdade a religião que mais cresce na Coreia do Sul é o Protestantismo, aproximadamente 21% da população considera-se Protestante, enquanto 8% são Católicos, num total de 32% de Cristãos (dados de 2015, os mais recentes), há dez anos esses números eram respectivamente 10% para Católicos e 18% para os Protestantes, num total de 29% de Cristãos (dados de 2005), pois de acordo com o próprio censo do país o catolicismo perdeu 1,1 milhão de fiéis no país nesse período (2005-2015), enquanto o Protestantismo ganhou 1,2 milhão de fiéis. (coincidência?) O Cristianismo é a religião que mais cresce no país, mas o Cristianismo só cresce no país graças aos Protestantes, se não fosse pelos protestantes o ateísmo estaria ganhando cada vez mais força no país, nesse mesmo período o ateísmo também caiu no país.
      veja por si mesmo (está em coreano, mas os dados não mentem):
      http://image.kmib.co.kr/online_image/2016/1219/201612191738_61220011145071_1.jpg

      Excluir
    3. Pois é, eles não se cansam mesmo de distorcer dados por pura conveniência. Pessoalmente eu não conheço nenhum lugar do planeta onde o catolicismo cresça mais que o protestantismo, mas conheço um monte de tridentino sem-vergonha manipulando dados não-oficiais ou até inventando números sem nenhuma fonte para dar alguma "força" à sua fracassada e decadente instituição religiosa.

      Excluir
  28. Lucas, o que você achou da missa do galo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não vi nem o galo e muito menos a missa.

      Excluir
    2. Por que você não segue a carreira de humorista igual ao Cláudio Duarte? Faria sucesso rs.

      Excluir
    3. Com essa piada? Seria o humorista mais fracassado do mundo...

      Excluir
    4. "Com essa piada? Seria o humorista mais fracassado do mundo..."

      Não apenas com essa. Com outras também rs

      Excluir
  29. Paulo Soares Amorin25 de dezembro de 2017 20:08

    Lucas é verdade que aproximadamente 68 Pais da Igreja era contra a ideia que Pedro era a pedra? tem como citar os nomes desses Pais da Igreja?Feliz Natal!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não sei de onde você tirou esse número específico, mas aqui há vários Pais defendendo que a pedra era Cristo ou a confissão de fé de Pedro em Cristo:

      https://www.christiantruth.com/articles/mt16.html

      Excluir
  30. Olhe isso Lucas:

    http://socientifica.com.br/2017/05/edicao-arabe-do-livro-deus-um-delirio-ultrapassa-marca-de-10-milhoes-de-downloads/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esse é aquele momento que a gente não sabe se diz: "Que bom, estão abandonando o Islã!", ou então: "Que lástima, o neo-ateísmo está ganhando espaço até entre os árabes!".

      Excluir
    2. Tá na hora de você traduzir sua refutação "Deus é um delírio?" para o árabe rsrs.

      Excluir
    3. É muito caro para mandar traduzir um livro?

      Excluir
    4. É sim, ainda mais um livro enorme como esse.

      Excluir
  31. Parabéns Lucas! Que Deus continue te dando essa sabedoria. Mais uma aula.

    ResponderExcluir
  32. Lucas tentei baixa alguns livros de sua autoria , mas infelizmente ocorre erro

    "Não é possível acessar esta página"

    Por favor não tem como arrumar link download

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que você deve ter baixado no lugar errado (nos links antigos do MediaFire e 4Shared), tente baixar na página abaixo onde basta dar um clique que já baixa os arquivos automaticamente sem ser redirecionado para página alguma:

      http://www.lucasbanzoli.com/2017/04/0.html

      Se ainda assim persistir o erro, me envie um e-mail (lucas_banzoli@yahoo.com.br) que eu envio por anexo. Abs!

      Excluir
  33. O q achas do livro A bênçao da torá ?

    ResponderExcluir
  34. Banzoli,
    tudo bem?

    Vim aqui neste artigo fazer um comentário referente a outro: "O mito da monarquia: fraudes, mentiras, ignorância e um plano perverso". Como o artigo em questão atingiu o limite tive que vir neste para fazer minha pergunta.

    Visto que o movimento monárquico é crescente, como você sugere que alguém procure estudar sobre esse assunto? Quais livros ler? Onde procurar informação? É notório que temos muitos livros sendo que grande parte foram revisionados (para não dizer adulterados); fica difícil para muitos (meu caso) saber onde procurar informação fidedigna.

    O melhor é procurar uma biblioteca? Escritores antigos?

    Desde já agradeço,
    Abraço;


    Abraão Modesto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. De minha parte eu lhe recomendo ir a uma biblioteca e ler livros antigos (quantos puder). Você encontra alguns online também, há alguns bons sites que disponibilizam livros digitalizados, inclusive livros antigos da época da monarquia e de pouco depois. Eu tinha um compilado desses sites úteis no meu notebook antigo, agora estou usando o pc e aqui não tenho, mas mais tarde vou logar no notebook para ver se encontro e aí passo aqui. Abs!

      Excluir
  35. Banzoli,

    Tenho mais uma dúvida, se puder me responder agradeço, falo ainda em relação ao movimento monárquico...

    No artigo: "O mito da monarquia: fraudes, mentiras, ignorância e um plano perverso", e em outros que tu abordou o tema da monarquia no Brasil, umas das coisas que você sempre fala é para procurar artigos, livros, referências bibliográficas sérias, de estudiosos honestos. Minha pergunta é se tu já assistiu alguma série do Brasil Paralelo, eles lançaram alguns vídeos falando sobre o Brasil, em outra perspectiva; eles tem algumas pessoas que são apresentadas como: historiadores, filósofos, pesquisadores... você acha que são pessoas academicamente confiáveis? Ou do que você tem conhecimento o que é apresentado lá é fruto de revisionismo histórico?



    Abraço,
    Abraão Modesto.



    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O "Brasil Paralelo" é uma série totalmente tendenciosa e manipuladora, que foi criada justamente na intenção de fortalecer um revisionismo histórico pró-catolicismo, pró-Cruzadas e Inquisição, pró-nacionalismo português e brasileiro, e assim por diante. Nenhum deles está minimamente preocupado ou interessado com a verdade, mas apenas com o que pode ser usado, distorcido e manipulado por conveniência para se adequar às suas diretrizes ideológicas. Criticam os marxistas mas usam do mesmo modus operandi destes (ou seja, de distorcer o que for necessário desde que sirva para fundamentar suas visões político-religiosas). Eu não recomendo essa série pra ninguém, a não ser para quem já tem conhecimento histórico e consegue desmascarar essas fraudes.

      Excluir
  36. Você pode escrever algo falando sobre as 70 semanas de Daniel, e quando ela vai terminar?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pela sugestão, vou procurar escrever logo que possível.

      Excluir
    2. O que você acha daquele código secreto da Torah que eu te falei?

      Excluir
    3. Eu não tenho estudo sobre essa questão do "código secreto", na verdade nunca tinha ouvido isso antes, se você tiver algum link ou material para me passar para eu me aprofundar melhor a respeito eu agradeço.

      Excluir
    4. É da palestra de um rabino judeu. Fiquei surpreso com essa passagem bíblica detalhando todo holocausto. E ainda alguém tem a audácia de enfrentar o DEUS de Abraão, de Isaac e de Jacó...
      https://youtu.be/2Ixu92IRi18

      Excluir
    5. Ok, vou dar uma olhada, obrigado.

      Excluir
    6. Acabei de assistir. Na verdade ele apenas cita Deuteronômio 28, que é um texto muito conhecido, e que era citado rotineiramente pelos profetas como uma consequência das invasões dos povos inimigos já naquela época. O cativeiro babilônico e assírio foram cumprimentos dessas maldições aí descritas, o texto não é uma profecia específica sobre o holocausto, embora possivelmente possa se aplicar também. Em relação à alegação de que a cada cinquenta letras forma-se uma palavra na Torá, isso só um especialista em hebraico poderia determinar, analisando-se não apenas aqueles versículos mas também a Torá como um todo, para ver se isso faz sentido mesmo ou se foi uma "forçação de barra" da parte dele (isso é algo que eu infelizmente não sou apto a fazer no momento).

      Excluir
    7. Por isso que eu acho muito importante se estudar o hebraico. Há coisas escondidas lá. Mas na passagem da águia creio eu que está se referindo ou aos romanos ou aos alemães (SS).

      Excluir
  37. Olá, tenho refletido bastante acerca do fim dos tempos...penso que a grande tribulação virá em breve, não vai demorar muitos anos para começar...porém toda vez que penso nisso fico angustiada, porque, no meu íntimo, eu disse à Deus que se eu ainda estiver viva para enfrentar a grande tribulação nunca vou querer receber a marca da besta. Contudo, me questiono se eu fosse perseguida, se eu iria aguentar o mesmo sofrimento que cristãos que estão no oriente médio aguentam, de serem queimados, decapitados, toturados, etc. Como lidar com esse sentimento? As vezes penso que na hora da perseguição eu poderia aceitar receber a marca da besta só pra não ter que passar por esse sofrimento...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Deus conhece as nossas aflições e limitações, e ele não nos dará um peso maior do que possamos suportar. Além disso ele conhece o coração de cada filho, ele sabe quem é sincero e quem não é, e conhece as intenções de cada coração. Ele perdoou Pedro que negou Jesus mais de uma vez (ele que era um dos maiores líderes cristãos e que conviveu pessoalmente com o próprio Cristo), então não vejo como não poderia perdoar também algum de nós que viesse a titubear diante de torturas e etc. O importante é que no presente momento possamos fortalecer nossa fé em Deus, de modo a estarmos próximos dele e não temermos qualquer perseguição futura, pois saberemos que Deus está conosco e assim continuará para sempre.

      Excluir
  38. Banzoli,

    Agradeço por responder minhas perguntas a respeito da monarquia.

    Nesta minha postagem venho lhe sugerir um tema para artigo, creio que seria bom não apenas para mim mas para todos seus leitores. Tu poderia elaborar um artigo ensinando de forma simples e direta como analisar um argumento pseudo-acadêmico?

    Seus artigos sempre tem a característica de refutar as afirmações falsas, creio que tu tenha uma maneira acadêmica para ler e analisar os embustes que surgem por aí. Quando li seu livro "Exegese de textos difíceis da Bíblia" aprendi muito com as dicas e regras contidas nele. Penso que um texto ensinando como ler e "interpretar" artigos que se digam históricos e acadêmicos nos moldes deste mesmo livro seria muito útil.



    Abraço,
    Abraão Modesto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pela sugestão, vou providenciar assim que possível!

      Excluir
  39. Quantas milhões de pessoas a icar matou? Eu li que há uma estimativa do século 6 até o 19: entre 50 até 150 milhões.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aí vai depender da metodologia utilizada: o que vai na conta da ICAR? Se considerar apenas as mortes "diretas" e "oficiais" (ou seja, quem a própria Igreja mandou matar expressamente, em solenidades oficiais como a Inquisição), talvez não chegue a 1 milhão. Se considerar também as mortes de pessoas que a Igreja não mandou matar diretamente, mas que apoiou, incentivou ou comemorou o feito, chegaríamos facilmente à faixa das dezenas de milhões. E se considerarmos o contingente total de pessoas que foram mortas com alguma responsabilidade da Igreja Romana qualquer que seja (o que aí incluiria as mortes causadas pela fome nas terras católicas, fome essa que não existiria se a ICAR não monopolizasse as riquezas e encorajasse uma economia fechada e antiliberal), aí passaríamos fácil da cifra que você colocou de limite, para um número que sequer pode ser calculado.

      Você pode indagar que seria exagero demais considerar esse terceiro tipo de categoria na conta da Igreja, e eu concordo em partes, mas há que se lembrar que a esmagadora maioria dos "100 milhões de mortos do comunismo" que os próprios católicos tanto falam vem justamente de pessoas que morreram de fome em países comunistas, e não de gente fuzilada ou assassinada diretamente. Ou seja, se usarmos o mesmo critério que eles aplicam aos comunistas, pelo mesmo modus operandi a ICAR seria responsável por um número de mortes muito maior que o próprio comunismo. E de forma mais direta (ex: Inquisição, cruzadas, caça às bruxas, extermínio dos índios, Guerra dos 30 Anos, Noite de São Bartolomeu, massacres sistemáticos de judeus, etc e etc), chegamos facilmente à faixa das dezenas de milhões, mas não das centenas. É óbvio que o número exato e preciso ninguém pode dar, pois estamos falando de muitos episódios diferentes de muitos séculos atrás, nem na época as pessoas ficavam contando, por isso os historiadores trabalham com estimativas e probabilidades.

      Excluir
  40. Ao final de tudo eu tenho muita dó dos católicos, sinceramente. Esse tipo de seita é digna apenas de pena e de oração. A coisa mais engraçada é católico apoiar ferrenhamente Israel e o sionismo, mesmo que os principais papas e teólogos da igreja condenem Herzl. Tem um canal de Youtube, que se proclama conservador, monarquista, católico e anticomunista, que anda dando esses furos HAHAHA!

    ResponderExcluir
  41. Lucas como refutar os católicos quando alegam a assunção de Maria de corpo e alma citando exemplos de Enoque (Hb 11.5), Elias(2Rs2.11), portanto por que não com Maria que foi mãe do Salvador assim eles defendem e quem for contra ainda citam um versículo isolado dizendo que sem fé é impossível agradar a Deus e ainda Lucas citam o evangelho de S.Mateus (Mt27.52-53) para sustentar a ressurreição de Maria citando o livro de apocalipse (Ap 11.7-12).Lucas como refutar cada versículo que citei pelos os apologistas embusteiro subjetivista católico?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A assunção de Elias e Enoque não provam que Maria foi assunta aos céus, só prova que Elias e Enoque foram. O fato de Maria ter sido obrigatoriamente assunta aos céus por causa de ser mãe de Deus é puro argumento sofista e bobo, nenhum parente do Salvador foi assunto aos céus, a mãe da "mãe de Deus" (a tal da "santa Ana" que os católicos falam) também não foi, o "primeiro papa" (Pedro) também não foi, Paulo o apóstolo que mais trabalhou também não foi, por que Maria teria necessariamente que ser? Esses caras pensam que a assunção de uma pessoa aos céus é uma espécie de recompensa pelos méritos de alguém, como se Elias tivesse sido melhor que todos os demais israelitas para "merecer" isso, mas Jó era o homem mais justo de sua época e não foi assunto, Noé foi o mais justo de seu tempo e também não foi, João Batista era o "novo Elias" e também não foi, esse argumento é simplesmente babaquice deles, nem os Pais da Igreja entendiam assim, nenhum deles falou que Maria foi assunta aos céus só porque era mãe de Jesus e então tinha que ser assim.

      Não sei realmente o que o "sem fé é impossível agradar a Deus" tem a ver com assunção de alguém, ainda mais de Maria em específico, realmente não entendi nada do uso desse versículo neste contexto, não tenho nem como explicar alguma coisa aqui, não entendi mesmo.

      Mateus 27:52-53 mostra pessoas santas que ressuscitaram corporalmente para esta vida LOGO APÓS A RESSURREIÇÃO DE JESUS, então não se aplica a Maria, já que ela permaneceu viva por mais alguns anos, não estava morta ainda para ter ressuscitado, e essas pessoas não ressuscitaram para o céu e sim para Jerusalém onde apareceram a muitas pessoas, é só ler o texto.

      Apocalipse 11:7-12 fala da ressurreição das duas testemunhas, não de Maria. E Maria na teologia católica nem teria morrido, foi assunta de corpo e alma aos céus enquanto estava na terra, só para os ortodoxos é que ela morreu e por isso eles entendem a assunção como uma ressurreição propriamente dita, por isso chamam de "dormição" (e no texto de Apocalipse diz que as duas testemunhas morreram). Sem falar que Apocalipse é um livro simbólico, no meu entendimento as duas testemunhas são a Igreja e Israel, porque uma é representada pelo candelabro (símbolo da Igreja) e a outra pela oliveira (símbolo de Israel), e representam a perseguição que levaria à morte muitos da Igreja e de Israel na grande tribulação e sua posterior ressurreição dos mortos, não tem nada a ver com Maria isso aí, que já morreu há quase dois milênios.

      Cada vez estou mais impressionado com a capacidade romanista de fazer contorcionismos bíblicos e malabarismos mentais. Isso aí já passou há muito tempo da fase do "desespero" e chegou ao nível da doença mental mesmo.

      Excluir
  42. Católico Carismático30 de dezembro de 2017 15:30

    Lucas por que vocês protestantes falam que a salvação é pela fé somente,já que seremos julgados pelas obras?poderia detalhar melhor o conceito reformado?Abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A fé é que justifica, as obras também serão julgadas mas para determinar a recompensa de cada um (também chamado de "galardão"). Sobre a Sola Fide em si, veja essa lista de artigos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/search/label/Sola%20Fide%20%28Justifica%C3%A7%C3%A3o%20somente%20pela%20F%C3%A9%29

      Excluir
  43. Lucas como responder sobre a passagem do apóstolo Paulo que fala pra não se embriagar com o vinho já que é só o vinho fermentado que embriaga alguém e não o suco de uva?Falo isso Lucas por que muitos cristãos falam que existia suco de uva e o vinho celebrado na ceia era suco e não o alcoólico onde os reformadores falaram que não existia suco de uva e sim o vinho fermentado que os reformados davam na ceia.O que acha desse assunto?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "Lucas como responder sobre a passagem do apóstolo Paulo que fala pra não se embriagar com o vinho já que é só o vinho fermentado que embriaga alguém e não o suco de uva?"

      Existia o vinho fermentado e o não-fermentado, só o primeiro era proibido porque causa a embriaguez. Sobre isso eu lhe recomendo esse vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=GviCvYZnMpU

      Excluir
  44. Lucas os capítulos 11 e 12 de apocalipse se refere a Maria,ou seja, sendo ela a arca do novo concerto(a nova aliança)?Abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não, sobre Apocalipse 12 já escrevi aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/09/quem-e-mulher-de-apocalipse-12.html

      Abs!

      Excluir