5 de novembro de 2013

A autenticidade do Novo Testamento


Em meu artigo anterior formulei um argumento para a autenticidade do princípio cristão da Sola Scriptura com base nos seguintes pressupostos:

• Existem duas formas de se chegar ao que foi ensinado originalmente por Jesus e por seus apóstolos: por aquilo que foi transmitido oralmente e por aquilo que foi escrito.

• Aquilo que foi transmitido oralmente se perdeu com o tempo e passou por acréscimos, mudanças e alterações ao longo dos séculos, ou seja: corrompeu-se. Igual ocorreu com a tradição oral judaica, que foi duramente repreendida por Jesus (Mt.15:3-6; Mc.7:3-9).

• Aquilo que foi transmitido por escrito – e que está guardado nas Sagradas Escrituras – conservou-se preservado e inalterável ao longo dos séculos até hoje.

• Portanto, se somente a transmissão escrita preservou-se, temos uma base sólida para o princípio da Sola Scriptura – somente as Escrituras.

Foi extensivamente argumentado no artigo o ponto 2, com demonstrações de tradições que se corromperam facilmente em menos de um século, de tradições divergentes entre as diferentes comunidades cristãs locais, das contradições da tradição, das tradições que se perderam e da inexistência de uma tradição de âmbito doutrinário e extra-bíblico que corresse à solta nos primeiros séculos (a série de artigos sobre “O que era a verdadeira tradição apostólica?” também é bastante útil neste aspecto).

Mas o que foi pouco argumentado, até para não sair muito do tema nem do foco do último artigo, foi o ponto 3: sobre a preservação e incorruptibilidade das Escrituras. Esse assunto foi abordado com abrangência em um capítulo do livro que estou fazendo em parceria com Emmanuel Dijon, chamado “As Provas da Existência de Deus”, onde eu exponho várias provas, testemunhas e dados históricos que provam que o Novo Testamento foi bem preservado. Quem tiver o interesse de conferir basta clicar no link a seguir que lhe redirecionará ao meu outro site, Apologia Cristã:


Creio que após a análise deste artigo em questão fique claro também a validade do ponto 3 dessa linha argumentativa, que leva indubitavelmente à conclusão do ponto 4 – Sola Scriptura.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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2 comentários:

  1. E como vc sabe que o NT tem 27 livros e não 28 ou 26 ? Como a igreja definiu isso ? qto tempo isso durou ?

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    1. E como você sabe que essa Igreja era a Igreja Católica ROMANA, e não a Ortodoxa, só para citar um exemplo, que também existia naquela época? E será que você sabe que NENHUM desses concílios que "definiram" o cânon veterotestamentário foi presidido por um "papa" romano? E será que você sabe que dois deles foram realizados no norte da África, e eram concílios regionais (locais), e não universais (ecumênicos)? E será que você sabe que a lista católica do Concílio de Trento (esse sim da Igreja Romana) dos livros canônicos do Antigo Testamento DIFERE da lista de livros canônicos aprovados nos concílios de Hipona e Cartago? E será que você sabe que nenhuma Igreja DEFINIU um cânon, mas apenas RECONHECEU um?E será que você sabe que quem tem o direito legal sobre o cânon veterotestamentário são os judeus, pois as palavras de Deus do AT foram entregues a eles (Rm.5:1-4)? E será que você sabe que esses mesmos judeus REJEITAM os livros apócrifos existentes na sua Bíblia?

      E será que você sabe "quanto tempo durou" para a Igreja Romana perpetuar falácias medíocres como essa sua, para enganar os incautos que tem preguiça em pensar e raciocinar?

      Será que você sabe?

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