A fábula da unidade católica e a verdadeira unidade cristã


Uma das coisas mais fascinantes em estudar a história da Reforma é a Guerra dos Trinta Anos. Fascinante não pela guerra em si, que foi um horror que resultou no maior número de mortos em guerras até a época – foram entre três e onze milhões de vítimas –, quando os príncipes e reis católicos quiseram impor o catolicismo à força através da espada e os protestantes se reuniram para defender seu território, sua fé e suas vidas. Antes, a história torna-se fascinante pelo seu desfecho absolutamente inesperado: quando tudo parecia completamente perdido para o campo reformado, com a poderosa Espanha saindo em auxílio dos católicos e os exércitos papistas prevalecendo contra a liga protestante, um país católico entra na guerra e embaralha tudo: a França.

É claro que a França não entrou para ajudar os protestantes, uma vez que ela própria praticava massacres sistemáticos de calvinistas franceses (os huguenotes). Ela entrou porque viu nesse conflito uma oportunidade de ouro para derrotar sua arquirrival Espanha, agora debilitada pela guerra que se envolvia, e por isso entrou do lado protestante da causa e, juntos, propiciaram uma das maiores reviravoltas na história das guerras, dando a vitória à causa protestante que já parecia perdida. Nessa guerra que os católicos ganhariam facilmente se fossem unidos e que os protestantes seriam completamente esmagados se fossem divididos, foi a união protestante e a divisão católica que deu a vitória ao lado protestante da causa.

Isso me fez refletir sobre o tema mais abordado pela apologética católica contra os protestantes: a tal “unidade” católica e a “divisão” protestante. Já escrevi dúzias de artigos sobre isso, mas sempre com uma ênfase doutrinária, como pode ser conferido nesta lista de artigos. Como pode ser facilmente constatado através dos artigos, tanto as acusações de divisão doutrinária no protestantismo são exageradas, como a “unidade” doutrinária romanista é fantasiada. Mas então eu me dei conta de que, inconscientemente, eu estava caindo na cilada católica, que consiste justamente nisso: reduzir o conceito de “unidade” apenas ao campo doutrinário.

O objetivo do apologista católico é usar o termo “unidade” ou seu antagônico “divisão” apenas em relação à doutrina, para assim poder criar a ilusão da Igreja Romana “una” e do protestantismo “dividido”. Ele faz isso porque sabe que se debater com base no conceito bíblico de “unidade” estará completamente perdido e, de fato, não terá qualquer vantagem real para ser usada contra os protestantes. Então eu decidi reler todos aqueles textos bíblicos usados no contexto de unidade e divisão, a fim de tirar a limpo se quando Jesus e os apóstolos falavam nisso eles estavam fazendo jus ao conceito papista do mesmo (ou seja, de que só vale para o campo doutrinário), ou se diziam respeito a algo mais. O resultado vocês verão agora.

Comecemos com o primeiro texto e o mais clássico deles, o de João 17, onde Jesus estabelece as bases do princípio fundamental de unidade cristã:

João 17
17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
18 Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo.
19 Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.
20 "Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles,
21 para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
22 Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um:
23 eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
24 "Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo.
25 "Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu te conheço, e estes sabem que me enviaste.
26 Eu os fiz conhecer o teu nome, e continuarei a fazê-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu neles esteja.

Note que Jesus não fala de doutrina neste contexto, mas ressalta com a máxima força a verdadeira unidade dos cristãos: a unidade no amor. Os versos iniciais evocam a tônica da santificação, e então Jesus apela para que seus discípulos fossem “um”. Mas “um” com que finalidade? A resposta está na própria continuação do verso (v. 23): para que o mundo saiba que Deus enviou Jesus. Em outras palavras, o propósito maior da unidade era que o mundo olhasse os cristãos e visse neles a diferença. É lógico que isso não tem nada a ver com doutrina, porque ninguém do mundo seria levado a virar cristão por ver que tem uma doutrina unificada. Isso até os espíritas tem. Em vez disso, o propósito era que as pessoas do mundo olhassem a unidade no amor que deveria predominar entre os cristãos, e então visse neles a verdadeira diferença.

Em outras palavras, enquanto as pessoas do mundo estariam se odiando mutuamente, guerreando entre si e envolvidas em cólera e ira, os cristãos seriam o oposto a isso tudo: fariam a diferença no mundo, estando unidos de tal forma no amor de Cristo que o mundo veria a paz que reina entre eles e desejaria se tornar um deles. O amor era o elemento fundamental para que os incrédulos viessem a Cristo. Os crentes deviam espelhar o amor de Cristo no convívio harmonioso e pacífico entre si, de modo a levar o mundo a reconhecer que Jesus é a Verdade. É a unidade no amor, antes que uma confissão doutrinária, que mostraria ao mundo quem é o verdadeiro povo de Deus.

Procurando nas epístolas, notei também que este era o conceito fundamental de unidade em Paulo, que escreveu aos efésios:

“Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Efésios 4:2-3)

“Conservar a unidade”, para Paulo, consistia no vínculo da paz, associado a um espírito humilde, dócil e paciente, suportando tudo com amor, em vez de consistir em um complexo corpo doutrinário com uma autoridade central dizendo tudo o que alguém pode crer e no que não pode, e excomungando todos os que pensam diferente em qualquer coisa. É por isso que Paulo considerava uma “completa derrota” o fato de haver litígios (divisões) entre os cristãos, e ele não estava falando de doutrina, mas em relação às “coisas dessa vida”, que os crentes levavam aos tribunais civis:

“Se algum de vocês tem queixa contra outro irmão, como ousa apresentar a causa para ser julgada pelos ímpios, em vez de levá-la aos santos? Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância? Vocês não sabem que haveremos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas desta vida! Portanto, se vocês têm questões relativas às coisas desta vida, designem para juízes os que são da igreja, mesmo que sejam os menos importantes. Digo isso para envergonhá-los. Acaso não há entre vocês alguém suficientemente sábio para julgar uma causa entre irmãos? Mas, ao invés disso, um irmão vai ao tribunal contra outro irmão, e isso diante de descrentes! O fato de haver litígios entre vocês já significa uma completa derrota. Por que não preferem sofrer a injustiça? Por que não preferem sofrer o prejuízo? Em vez disso vocês mesmos causam injustiças e prejuízos, e isso contra irmãos!” (1ª Coríntios 6:1-8)

Não era uma divergência teológica que tornava aquele litígio uma “completa derrota”, mas uma discórdia sobre coisas dessa vida, o que mostra que, para Paulo, o conceito de unidade cristã era antes de tudo o “vínculo da paz” (Ef 2:3), mais do que um “vínculo doutrinário”. Mesmo quando Paulo fala sobre estarmos juntos em “um só pensamento e num só parecer”, era no contexto de se gloriar em homens, que era a razão pela qual havia “divisões” na igreja de Corinto:

“Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que cada um de vocês afirma: ‘Eu sou de Paulo’; ‘eu de Apolo’; ‘eu de Pedro’; e ‘eu de Cristo’. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo?” (1ª Coríntios 1:10-13)

Portanto, ninguém se glorie em homens; porque todas as coisas são de vocês,
seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro, seja o mundo, a vida, a morte, o presente ou o futuro; tudo é de vocês, e vocês são de Cristo, e Cristo, de Deus” (1ª Coríntios 3:21-23)

Paulo não diz que a igreja de Corinto estava dividida por causa de doutrinas erradas, embora as cartas de Paulo não deixassem dúvidas de que os coríntios sofriam desse problema (1Co 14-15). Mas o que de fato estava causando divisão naquela igreja era o fato de eles se gloriarem em homens, o que fazia com que aquela igreja se dividisse em partidos em torno de cada personalidade cristã – quando Paulo deixa claro que todos devem ser “um” em torno de Cristo.

A única vez em que Paulo fala sobre divisão em um contexto que diz respeito ao ensino é em Romanos 16:17, quando diz:

“Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles” (Romanos 16:17)

E mesmo assim, havia claramente um grau de tolerância, porque o mesmo apóstolo escreve em outra ocasião:

“Em primeiro lugar, ouço que, quando vocês se reúnem como igreja, há divisões entre vocês, e até certo ponto eu o creio. Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que sejam conhecidos quais dentre vocês são aprovados” (1ª Coríntios 11:18-19)

Vamos resumir o que constatamos até aqui:

• A unidade cristã se refere, essencialmente, à unidade no amor, antes que a um corpo doutrinário uníssono.

• Conservar a unidade na Igreja significa manter o vínculo da paz, relacionado a um espírito humilde, dócil e paciente, suportando tudo com amor.

• Litígios sobre coisas dessa vida já significavam uma “completa derrota”, mesmo se não tivessem nada a ver com doutrina.

• Ensinos errôneos também podiam causar divisão, mas até certo ponto Paulo concordava e achava até mesmo necessário.

A conclusão que tiramos de tudo isso é uma só: o conceito de “unidade” de modo algum se limita à doutrina. Qualquer litígio entre cristãos que professam uma fé comum, qualquer falta de amor ou de paz, ou discórdias relacionadas a questões dessa vida, já era uma “divisão”, já era um rompimento da unidade. De todas as vezes que a Bíblia fala em unidade ou divisão, apenas uma diz respeito a um conceito claramente doutrinário, precisamente por não ser o foco maior. A ênfase toda recai sobre o amor ou a falta dele.

Agora voltemos à época da Reforma. Qual lado se enquadrava mais no conceito bíblico de unidade? Embora o lado católico romano provavelmente estivesse mais perto de uma unidade doutrinária (assegurada pela Inquisição e pelas severas proibições à liberdade de consciência, de expressão e de imprensa), o lado protestante era obviamente o que melhor se enquadrava no conceito de unidade bíblica. Países católicos, como Espanha e França, lutavam entre si por séculos. Como mostro neste artigo, até o papa chegava a entrar no meio e a se aliar aos turcos muçulmanos para combater o reino mais fervorosamente católico da época, a Espanha. Apenas o ódio aos protestantes os unia. Na época em que todos eram católicos, França e Inglaterra perpetraram uma guerra que durou mais de cem anos. Mesmo durante as Cruzadas, quando reis católicos combateram juntos, o rei Filipe da França voltou ao seu país para roubar as terras de Ricardo Coração de Leão. Quando o rei inglês soube disso, ficou irado e voltou também para lutar com ele.

Em contrapartida, os protestantes eram indiscutivelmente muito mais unidos entre si. Durante séculos, a única guerra entre dois países protestantes foi uma que durou dois anos entre Holanda e Inglaterra, e mesmo assim com um desgosto enorme da população de ambos os países por se tratar de irmãos com uma mesma fé. Por causa disso, os dois lados fizeram o máximo esforço para acabar com as hostilidades o quanto antes, e logo que a guerra acabou, ambos se reuniram e Oliver Cromwell fez uma festa celebrando a paz, onde leu o Salmo 133:1 – “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!”, expressando sua alegria pelo fim dessa guerra entre países irmãos.

Ainda hoje, os apologistas católicos convivem em pé de guerra entre si. Basta ver o que a Montfort pensa do Veritatis, o que Paulo Leitão pensa de Paulo Ricardo, o que Orlando Fedeli pensava de Olavo de Carvalho, o que os tradicionalistas pensam da renovação carismática, o que meio mundo pensa do padre Fábio de Melo, do padre Marcelo, do padre Quevedo, do padre Pinto, do Leonardo Boff, dos sedevacantistas, dos veterocatólicos, dos ortodoxos, dos teólogos da libertação, dos modernistas, dos liberacionistas, dos ecumênicos, dos episcopais e, finalmente, dos “padres comunistas” da CNBB... é um verdadeiro UFC católico. Se os católicos não são divididos, eu realmente não sei o que é.

A questão está muito longe de dizer respeito apenas aos dogmas de fé. Quando um católico é levado a refletir sobre tudo isso, ele geralmente responde com a carta na manga que todo apologista católico possui: limita a divisão ao campo doutrinário, então limita o campo doutrinário à “doutrina oficial” da Igreja Romana (na perspectiva do próprio católico em questão, é claro), então afirma que tal pessoa ou segmento católico não é “católico de verdade”, e então exulta de alegria, como se tivesse resolvido o problema. Se o apóstolo Paulo estivesse vivo nos dias de hoje vendo essas tretas todas, provavelmente diria que esses litígios já são uma “completa derrota” (1Co 6:7), pertencendo ou não ao campo doutrinário. Eu sinceramente nunca vi apologistas protestantes esbravejando entre si com tanto ódio quanto os apologistas católicos fazem entre eles – mas somos nós os “divididos”, é claro!

O meio protestante possui mais liberdade doutrinária, mesmo porque “liberdade” é uma palavra inexistente no dicionário papista. Mas essa pluralidade de doutrinas com os elementos centrais (as Cinco Solas, por exemplo, e os credos que qualquer protestante subscreveria) de modo algum significa que os protestantes são “mais divididos” que os católicos, se tomado no sentido bíblico e primordial de unidade. Para começo de conversa, uma religião em que 80% dos fieis não vai sequer à igreja não pode ser “una” nem aqui nem na China. E os poucos praticantes entram em discórdias mais ásperas entre si por qualquer bobeira insignificante (como se o comungante pode receber a hóstia com a mão ou só diretamente na boca) do que qualquer protestante discute com outro protestante sobre qualquer assunto.

A unidade cristã pode ser bem resumida naquela máxima geralmente atribuída a Agostinho: “Nas coisas essenciais, unidade; nas não-essenciais, liberdade; em todas as coisas, amor”. Essa é a verdadeira unidade cristã, bem distante da fábula da unidade católica.


Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,

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Comentários

  1. O Hernandes dias Lopes refutou as pessoas que refutaram o batismo infantil. Você poderia refutar os 8 argumentos que ele apresentou? aí vai:


    1. As crianças não podem exercer uma fé pessoal em Cristo como seu salvador e por isso não devem ser batizadas (Mc 16.16). Esse texto não está endereçado às crianças. Porque a dedução lógica, então, seria que a criança por não crer está condenada, enquanto o próprio Jesus disse que das tais é o Reino dos céus. O apóstolo Paulo disse também: quem não quer trabalhar, também não coma. Poderíamos nós aplicar esse texto a uma criança?


    2. O batismo das crianças inconscientes é uma violação da sua liberdade de escolha pessoal. Não foi essa a visão de Josué quando disse: “Eu a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Nos pactos de Deus com o seu povo, os pais sempre foram legítimos representantes dos seus filhos (Gn 9.8,9; 17.7). Os pais escolhem vestuário, alimentação, escola. Não teria que decidir sobre a quem a criança deve adorar? O argumento teria que ser usado também para o caso da criança que era circuncidada ao oitavo dia.


    3. Não há no NT nenhum mandamento expresso para se batizar criança. Não há necessidade, pois que não há nenhum que o proíbe. Então, o princípio não foi ab-rogado. Já que o batismo substituiu a circuncisão, o batismo infantil está absolutamente legitimado no NT.


    4. O batismo não pode ser substituto da circuncisão, por que esta era só aplicada aos do sexo masculino. As mulheres no velho pacto era representadas pelos pais e pelos maridos. Entretanto, no NT Cristo conferiu novos direitos à mulher (Gl 3.28).


    5. A circuncisão era apenas um distintivo de nacionalidade entre os judeus, sem significação religiosa. Esse não é o ensinamento das Escrituras como podemos testificar em Rm 4.10,11; Dt 10.16; 30.6.


    6. Se o batismo é o sinal da recepção da criança na igreja, assim como os adultos, porque eles então não participam da Ceia? No rebanho há cordeirinhos e ovelhas. O adulto senta-se à mesa e come feijoada, a criança leite. Nem por isso, a criança deixa de ser membro da família. Uma criança não pode votar, nem por isso deixa de ser cidadã.


    7. Quando se batiza uma criança não se pode ter certeza da sua regeneração, ela pode se desviar. O mesmo pode acontecer com os adultos. Batizamos pela ordenança do pacto (Pv 22.6).


    8. Por que então, Jesus não foi batizado na infância e por que ele não batizou as crianças que vieram a ele? Primeiro, porque Jesus foi circuncidado ao oitavo dia (ato semelhante ao batismo infantil). Segundo, porque o batismo cristão ainda não havia sido instituído. Portanto, estava em vigência a circuncisão. O batismo cristão foi instituído depois da ressurreição de Cristo (Mt 28.19).

    A prática do batismo infantil não é uma inovação católica, como querem os antipedobatistas, mas um ensino profundamente arraigado nas Escrituras do Velho e Novo Testamento.

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    Respostas
    1. As respostas dele mostram que ele não entendeu corretamente a decisão do Concílio de Jerusalém, que decidiu que os gentios não estão obrigados a seguir os preceitos mosaicos para garantir a sua salvação justamente pq o intuito dos mandamentos não era salvar e sim um ato de santificação.

      Pelo que ele da a entender, a circuncisão não foi colocada como obrigatória pq Jesus substituiu pelo batismo, mas não é o que Pedro e nem os demais apóstolos dão a entender no concílio.

      Pedro diz em Atos 15:10 que nem ele e nem seus pais estavam sob o jugo de depender da circuncisão para a salvação.

      10 Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?

      Eles eram todos judeus e viviam segundo a lei mosaica.

      Esse pais que ele coloca são os pais da fé (Abrãao, Isaac e Jacó). Eles também não estavam sob este jugo.

      Esse era o jugo em questão

      1 Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.

      A salvação na lei mosaica tinha relação com a graça divina no sacrifício substituto dos animais. Os gentios precisavam apenas aceitar esse princípio cumprido por Cristo: a redenção através do sangue, que vem de levítico 17:11

      11 Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.

      Pode ver isto explicado no livro de Hebreus que trata desse assunto.


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    2. vc não vai responder? vi que vc pulou e respondeu as outras

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    3. Vou responder apenas os argumentos que eu concordo, ou seja, vou ignorar os pontos 2, 5 e 7, que são argumentos que eu não usaria.

      Sobre o ponto 1, “esse texto não foi endereçado às crianças” é uma forma muito fácil de se safar de qualquer texto que provasse que apenas adultos foram batizados. Sempre quando é mencionado o batismo, é mencionado junto com ele a necessidade de um arrependimento anterior, não só em Marcos 16:16, mas também em todos os textos que mostram o batismo de João, que, pelo jeito, não batizava crianças:

      “Ele percorreu toda a região próxima ao Jordão, pregando um BATISMO DE ARREPENDIMENTO para o perdão dos pecados” (Lucas 3:3)

      “Antes da vinda de Jesus, João pregou um BATISMO DE ARREPENDIMENTO para todo o povo de Israel” (Atos 13:24)

      “Assim surgiu João, batizando no deserto e pregando um BATISMO DE ARREPENDIMENTO para o perdão dos pecados” (Marcos 1:4)

      Improvável que algo que era conhecido justamente como BATISMO DE ARREPENDIMENTO, tivesse o arrependimento como um quesito não-fundamental. “Ah, mas as crianças não estão incluídas!”. Não mesmo. Até quando o escritor bíblico faz questão de narrar quem foi batizado, menciona apenas “homens e mulheres”, deixando as crianças de fora:

      “No entanto, quando Filipe lhes pregou as boas novas do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, creram nele, e foram batizados, tanto HOMENS como MULHERES” (Atos 8:12)

      Em compensação, quando é assim e tem criança no meio, a Bíblia costuma mencionar elas também:

      “Os que comeram foram cerca de cinco mil HOMENS, sem contar MULHERES e CRIANÇAS” (Mateus 14:21)

      A conclusão é que crianças estão sempre de fora, não porque estejam incluídas de forma “oculta” ou “subliminar”, mas apenas porque estão fora de categoria de batizados.

      Sobre o ponto 3, ele inverte o ônus da prova descaradamente aqui, como se fôssemos nós que tivéssemos que mostrar um texto que diga taxativamente que “crianças não podem ser batizadas”, quando na verdade é o contrário, é ele quem tem que provar que podem. Isso porque em se tratando de doutrinas, se crê em uma com base no que é AFIRMADO, e não no que simplesmente “não é negado”. Por exemplo, eu creio na justificação pela fé porque ela é AFIRMADA na Bíblia, mas não poderia crer em uma doutrina que diga por exemplo que existe um monstro do espaguete voador no espaço sideral pelo simples fato de que não existe nenhum versículo da Bíblia dizendo expressamente que esse tal monstro voador não existe. Em se tratando de pecado tratamos em termos de negação, mas em termos de doutrina, de AFIRMAÇÃO (o que não ocorre com o batismo infantil).

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    4. Sobre o ponto 4, primeiramente é um horror ele deixar a entender que as mulheres não tinham direitos no AT. Nesse artigo eu provo o contrário:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/04/o-valor-da-mulher-na-biblia.html

      A razão pela qual a circuncisão só valia para os homens e o batismo também se aplica às mulheres não é porque no AT a mulher não tinha valor, mas simplesmente porque as regras que norteavam a questão da circuncisão eram completamente diferentes das que passaram a nortear o batismo. Não apenas na questão da mulher, mas também em relação ao próprio fato de ter de se circuncidar ao oitavo dia, sendo que nenhuma igreja pedobatista que conheço obriga que o batismo tenha necessariamente que ser ao oitavo dia. Em outras palavras, o batismo não é o mesmo que a circuncisão, não tem as mesmas regras, e portanto não obriga o batismo de bebês.

      Sobre o ponto 6, dizer que “o adulto come feijoada e a criança leite” nem de longe explica a contradição. É óbvio que se a criança pode ser batizada mesmo sem ter qualquer consciência das coisas de Deus, ela também poderia cear sem nenhuma consciência. Note como ele aqui inverte completamente a lógica que ele mesmo havia afirmado anteriormente, ou seja, de não ter nenhum texto claro afirmando que crianças não podem ser batizadas, e que então elas podem. Ora, qual texto diz que crianças não podem cear? Eu não conheço nenhum, mas ele é contra mesmo assim! Quer dizer, quando lhe interessa, ele quebra e inverte descaradamente a lógica que ele próprio impôs em relação ao batismo.

      Sobre o ponto 8, todas as explicações que ele deu foram erradas. Dizer que Jesus não foi batizado quando criança porque foi circuncidado não explica a falta do batismo infantil, já que Jesus se batizou mesmo antes da lei ter chegado ao fim com sua morte e ressurreição. Então ele poderia sim ter sido batizado quando bebê, tanto quanto circuncidado. A segunda razão que ele dá é um anacronismo. É lógico que o batismo ainda não existia, mas não existia justamente porque Deus não queria que Jesus fosse batizado quando bebê! Se fosse o caso, seria extremamente fácil para Deus fazer com que João Batista ou outra pessoa nascesse antes de Jesus e já estivesse batizando na época em que ele nasceu. Mas Deus arranjou as coisas de um modo que Jesus só seria batizado mais tarde.

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    5. Muito boa as suas respostas. obrigado... mas vc precisaria me responder a 2, 5 e 7 pois eu não sei refutar elas, pois foram argumentos que ele e os católicos usam pra defender o batismo infantil. Me responda resumidamente, fazendo o favor..

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    6. "Muito boa as suas respostas. obrigado... mas vc precisaria me responder a 2, 5 e 7 pois eu não sei refutar elas, pois foram argumentos que ele e os católicos usam pra defender o batismo infantil. Me responda resumidamente, fazendo o favor.."

      Mas eu já disse que esses pontos (2, 5 e 7) são argumentos que eu NÃO USARIA contra o pedobatismo, ou seja, são argumentos ruins que não servem para serem usados contra o batismo infantil na minha opinião, por isso eu disse que os ignoraria. Eu não sou obrigado a concordar com cada argumento que o povo dá; eu debato em cima daquilo que eu creio e não em cima do que os outros creem.

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    7. "Vou responder apenas os argumentos que eu concordo, ou seja, vou ignorar os pontos 2, 5 e 7, que são argumentos que eu não usaria."

      Isso é protestantismo!

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    8. Mas quem usou os argumentos 2,5 e 7 foi o Hernandes Dias Lopes que defende o batismo infantil. Imagine um católico chega pra vc e usa esses argumentos 2,5 e 7. como vc os responderia? é nisso que estou falando. eu queria saber refutar esses argumentos que eles usam a favor do batismo infantil. Eu sei que vc não usaria esses argumentos pois vc é credobatista, mas quem batiza criança usa sim esses argumentos.

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    9. “Isso é protestantismo!”

      Exato! Isso é protestantismo! Liberdade de consciência para usar o próprio cérebro e pensar por si mesmo, em vez de ser um zumbi adestrado que é obrigado a comprar todo o discurso de alguém sem qualquer senso crítico! Ah, me esqueci que a máxima que zumbis cegos como você seguem é a de Inácio de Loyola: “Creio que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da Igreja assim o determinar”. Claro que um zumbi adestrado a uma mentalidade dessas irá se chocar com a liberdade de consciência do protestantismo, com discordâncias e livre discussão de ideias, tanto quando um norte-coreano da ditadura de Kim Jong-um ficaria abismado ao se deparar com a democracia ocidental e a pluralidade de ideias. Nenhuma novidade!

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    10. “Mas quem usou os argumentos 2,5 e 7 foi o Hernandes Dias Lopes que defende o batismo infantil. Imagine um católico chega pra vc e usa esses argumentos 2,5 e 7. como vc os responderia? é nisso que estou falando. eu queria saber refutar esses argumentos que eles usam a favor do batismo infantil. Eu sei que vc não usaria esses argumentos pois vc é credobatista, mas quem batiza criança usa sim esses argumentos”

      Você não entendeu. Esses pontos que ele expôs NÃO são argumentos que provam o batismo infantil, mas apenas refutações a alguns argumentos que supostamente o refutariam. Ou seja, é uma contra-argumentação, um argumento de defesa, e não de ataque. O fato de certos argumentos contrários ao batismo infantil serem falhos não significa que o batismo infantil seja verdadeiro, porque existem outros argumentos contra o pedobatismo que são irrefutáveis. Esses pontos não são argumentos “em favor” do batismo infantil, são apenas refutações a argumentos contrários. Eu não concordo com alguns argumentos usados contra o batismo infantil por aí, e nem por isso sou pedobatista, da mesma forma que não concordo que “Constantino criou a Igreja Católica”, e nem por isso sou católico. Ninguém é obrigado a concordar com todos os argumentos que alguém usa para refutar certa coisa, mesmo não concordando com ela. Entendeu agora?

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    11. Entendi, mas eu ainda não sei refutar esses pontos 2,5 e 7. Não tem nem como vc dar uma força pra mim nem que sejam de 5 linhas. É que estou estudando esse assunto com amigos presbiterianos e eu sou assembleiano, mas eles me jogaram esses pontos. Os que vc refutou eu já mandei pra eles, mas eles alegam que eu preciso explicar esses restantes. Eu já estudei esse assunto no seu blog, mas como sou meio leigo no assunto eu ainda não sei refutar isso.

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    12. Esses argumentos contra o batismo infantil eu não vou defender porque são argumentos falhos que o Hernandes refutou apropriadamente, mostrando que eles não servem para refutar o batismo infantil (embora os outros sirvam). Por isso eu não vou defendê-los, não adianta ficar insistindo. Qualquer pessoa de bom senso entende o que eu disse, não sei por que você ainda continua insistindo neste ponto. Nem vou perder mais tempo com isso, se depois de tudo isso ainda não entendeu, paciência.

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    13. Mas não é pra vc defender. O Hernandes Dias Lopes refutou da forma dele uma pessoa que é contra o batismo infantil. Dai o hernandes apresentou esses argumentos. Eu queria fazer uma tréplica ao Hernandes, mas falta o ponto 2,5 e 7. É só isso.

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    14. Se não é pra eu defender, por que você quer que eu defenda? Eu já disse que são argumentos ruins, não vou defender argumentos ruins, quem inventou esses argumentos que os defenda, oras. Não tem lógica e nem cabimento eu ser obrigado a defender argumentos que discordo!!!

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  2. Na concepção judaica, o primeiro templo foi destruído por problemas doutrinários: a idolatria.

    Na época do segundo templo, o problema de idolatria havia sido resolvido, mas faltava amor entre as pessoas

    http://www.koshermap.com.br/pt/view-8714/o-motivo-da-destruicao-do-primeiro-e-segundo-beit-hamikdash-templo-de-israel-em-tisha-beav.html

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  3. O Bruno Lima escreveu um artigo sobre esse tema nesse ano e, no início, havia divergências doutrinárias entre as igrejas, em assuntos secundários e era visto com bons olhos

    http://respostascristas.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-antiga-e-unidade-crista.html

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    1. Ótimo artigo esse do Bruno, bem como todos os artigos dele, aliás.

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  4. Quando leio a Sagrada Escritura minha alma fica leve e mais limpa. A sua também?

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  5. Oliver Cromwell pensou em lutar na Alemanha ao lado dos protestantes, mas ele se sujeitou à vontade do Senhor e permaneceu na Inglaterra para cumprir a missão histórica que o Todo Poderoso tinha conferido.

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  6. Muito bom o artigo.

    Ótimo e útil!

    Alon

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    1. É correto afirmar que segundo o conceito protestante (e segundo a Bíblia), adorar consiste em prestar culto INDEPENDENTEMENTE do ídolo ser considerado um deus (onisciente, onipresente e onipotente), e , para os católicos, adoração é simplesmente considerado um sentimento maior do que o amor?

      Porque realmente não há nenhuma diferença entre o culto de dulia e hiperdulia, portanto, entende-se que o conceito católico de adorar é algo como " se você gosta até esse ponto é amar, mas se vc gosta mais do que isso, então é adorar". Um pouco confuso, já que os sentimentos humanos são falhos e difíceis de se medir, ainda mais quando expressos da mesma maneira.

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    2. Por que o Halloween é tão celebrado e associado aos norte americanos? Não seria um grave erro doutrinário sua comemoração tão acentuada em um país de tradição protestante?

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    3. Gostaria de acrescentar que os EUA possui a maior produção pornográfica do mundo e também é considerado o maior consumidor de drogas do planeta. Colonização protestante não significa exclusão automática de mazelas. O povo hebreu é um exemplo registrado na Bíblia. A esperança de todo cristão é Cristo fazer nova todas as coisas.

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    4. Não sou o Alon, desculpa por ter mandado no lugar errado, estava com sono.

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    5. Sobre a questão da idolatria, o conceito católico é de que só é idolatria se a pessoa tiver consciência de que aquilo que ela está adorando é um deus. É por isso que para eles não há problema em se rezar a imagens, se prostrar diante delas, beijá-las, levá-las em procissão, cultuá-las, louvá-las e etc, desde que seja de "santos" católicos, mas se um pagão fizer exatamente as mesmas coisas com a imagem de um deus pagão, aí já é totalmente diferente e vira idolatria, um pecado mortal, porque o cara tem a consciência de que se está fazendo aquilo a um deus.

      Eu já refutei esse pensamento completamente errôneo e deturpado em relação ao conceito de idolatria no artigo abaixo, onde mostro exemplos de pessoas que foram condenadas como idólatras mesmo sem pensarem estar adorando a um deus (por exemplo, João no Apocalipse, que com certeza era um bom monoteísta e tinha a consciência de que o anjo não era Deus):

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/05/nao-adoram-so-veneram.html

      O conceito protestante em relação a este tema é o conceito bíblico do que é idolatria. Qualquer coisa que seja tratada COMO um deus, mesmo não sendo um, já é idolatria, o que significa que devemos fugir completamente das práticas idólatras pagãs em relação a qualquer coisa que não seja ao próprio Deus.

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    6. Sobre a questão do Halloween, indústria pornográfica, drogas, etc, é preciso acentuar que tem acontecido com mais força em tempos recentes, nas últimas décadas nas quais os EUA tem se secularizado em grande parte, e o número de protestantes tem caído significativamente. Embora ainda sejam 51% no país como um todo, os grandes centros urbanos de onde vem toda a mídia (Nova York, Washington, Los Angeles, etc) são quase totalmente secularizados, com grande número de ateus, agnósticos e até católicos. Isso é em grande parte devido ao constante fluxo imigratório (legal e ilegal) vindo principalmente de países latinos (católicos), que fazem dos EUA o maior receptor de imigrantes de todos os países do mundo em disparado.

      Para resumir: a cultura americana de hoje não é mais a antiga cultura protestante que moldou o país por séculos. Os benefícios ficam, o desenvolvimento que levou o país a ser o gigante que é hoje não vai desaparecer do nada, mas a moral cristã protestante fica seriamente afetada, e o resultado é esse que estamos vendo. A não ser que haja sérias restrições à imigração ou que haja um grande avivamento no país ao maior estilo do "Grande Despertar", a tendência é que os EUA se tornem um país morto espiritualmente assim como já acontece com a Europa inteira.

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    7. O problema não são os imigrantes, o maior problema são os próprios americanos da "gema" que estão cada dia mai dando as costas para Deus!

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    8. Uma coisa interessante, por que o racismo era mais intenso nos EUA na época em que tinham maior temor a Deus (eram protestantes) ?

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    9. Isso era exclusivo de algumas denominações ditas protestantes. E muitos protestantes se deixaram seduzir pelas ideias de eugenia e darwinismo, coisas totalmente antibíblicas.

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  7. Lucas, se não estou enganado, por detrás dessas disputas entre católicos versus protestantes o que existia eram interesses políticos e não a busca por ortodoxia. Concordas?

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    1. Tomando a liberdade para responder, havia sim interesse político, basta ver como foi o reinado do catolicismo durante o império.
      A igreja queria o status quo e a Reforma estava tirando isso dela. A igreja romana queria era poder.
      Por um lado você tinha os reformadores que buscavam professar o evangelho verdadeiro de forma livre ao se livrar da tirania da igreja e do outro um interesse que ia muito além de "espalhar" as palavras de Deus.
      Você olha para a ICAR hoje e vê que ela é só uma instituição em queda livre. Não só pelo fato de ser morta espiritualmente e isso não sustentar igreja alguma por como também pelo simples fato de que após Lutero seu poder político foi pelo ralo.

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    2. Eu não concordo que a motivação principal dessas disputas fossem interesses políticos acima da ortodoxia religiosa, mesmo não negando que houvesse sim interesses políticos. Basta ver como até hoje existe tanto católico fanático, principalmente entre esses apologistas de internet, que se pudessem estariam voltando com a Inquisição, como alguns já defendem abertamente. Todo esse ódio que eles têm hoje não é por "motivação política", é por fanatismo religioso mesmo. E se as coisas são assim hoje, imagine como era na Idade Média e Moderna, quando o nível de fanatismo era indiscutivelmente muito maior porque a Igreja englobava tudo.

      Do lado protestante eu também não vejo as motivações políticas como principais. Neste sentido discordo da análise de grande parte dos historiadores que acredita que a revolta dos príncipes alemães era meramente para tomarem posse das terras da Igreja. Eu poderia acreditar nisso, se não fosse pelos relatos das Dietas da época, onde os protestantes estavam sob constante ameaça de extermínio por imperadores, reis e príncipes com muito mais poder do que eles. Ninguém em sã consciência arriscaria sua própria vida, a vida de sua família e do seu povo apenas para tomar posse de um pedaço de terra. E de fato, quando a guerra rompeu, seria muito fácil para os príncipes protestantes abrirem mão de sua fé para salvar a pele, mas eles resistiram bravamente até o fim, mesmo sendo cruelmente exterminados. Também não consigo de modo algum ver nos huguenotes franceses, perseguidos e massacrados às dezenas de milhares, qualquer “interesse político”. Politicamente falando, lhes seria muito mais vantajoso terem permanecido católicos.

      É aquela velha história sobre a ressurreição de Jesus. Se os apóstolos estavam inventando uma estória, o que eles ganharam com isso? Perseguição, fome, prisão, tortura, morte. Da mesma forma, os príncipes protestantes tinham muito mais a perder do que a ganhar. É impossível ler um livro sobre a Dieta de Augsburgo, com a transcrição dos debates e ameaçadas que eram feitas aos príncipes protestantes e a ousadia e coragem deles, e não encontrar a mesma sinceridade no eleitor da Saxônia que havia nos apóstolos quando passaram por situação semelhante.

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    3. Acho que vale lembrar tbm que mesmo SE os príncipes tivessem interesses puramente políticos, isso não afeta em nada a teologia Luterana. Lucas, vc já leu "da autoridade temporal e da obediência que lhe é devida"? O livro foi publicado neste contexto, correto?

      Os católicos também acusam Lutero pelo massacre dos camponeses, mas se esquecem do contexto de fome e miséria da época, e da infelicidade dos camponeses com o papado, tanto que não retornaram ao catolicismo. Os camponeses simplesmente fizeram do luteranismo uma bandeira social ( o que não era aprovado por Lutero).

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    4. Sim, a condição deplorável dos camponeses era devida em grande parte à mão de ferro da Igreja, que cobrava duas formas diferentes de dízimo, os quais eram obrigatórios, além dos impostos que pagavam à Coroa, sem falar em inúmeras restrições que sofriam. De fato, a condição deles não era muito diferente da escravidão clássica. Por isso eles adotaram o anabatismo, uma visão diferente tanto do catolicismo como do luteranismo, embora se aproximasse bem mais deste último, dependendo de qual anabatismo se referia (porque alguns, como o de Müntzer, nem "cristão" era, era apenas uma revolta social anárquica sem ênfase teológica). Mas de fato, muitos culpavam a Igreja Católica pela sua condição, e não estavam errados em pensar assim.

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  8. Olá Lucas parabéns vc tem artigos muito bons quero saber se vc tem artigos sobre a trindade que refuta antitrinitários como por exemplo as TJS ou poderia indicar alguma obra um abraço.

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    1. Nas Institutas de Calvino há longos capítulos sobre isso. Abs.

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    2. http://apologiacrista.com/trindade-e-divindade-de-cristo

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    3. O que é essa tal de Instituta de Calvino?

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    4. São quatro volumes escritos por Calvino em estilo semelhante a uma "Teologia Sistemática", em que ele expõe as doutrinas reformadas que ele cria.

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  9. Eu acredito que não há nada de errado em não frequentar uma congregação religiosa. Louvando o Senhor, lendo a Bíblia diariamente, seguindo os Mandamentos, rezando cotidianamente e praticando os ensinamentos de Cristo é o que importa. Mas os católicos não leem a Bíblia (quando leem não paira sobre a mente deles a absurda diferença na doutrina católica e na Sagrada Escritura), não frequentam Igreja (e quando, só frequentam em véspera de Natal), não rezam, e quando, pedem intercessão de "santos". Aí fica difícil...

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  10. Ola Lucas. Boa e necessária a temática exposta no artigo. No meu entendimento, a unidade (mesmo objetivo) antecede a uniformidade (mesmo catecismo). Enquanto houver entre os cristãos atitudes facciosas ao invés de união (≠ ecumenismo, sincretismo, concessões) fica complicado o imperativo de Cristo de sermos sal da terra e luz do mundo. Obrigado amigo. Deus continue te abençoando.

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  11. O que exatamente era a "Dieta de Steyer"?

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    1. Creio que você deva estar se referindo à Dieta de Spira. Era uma assembleia no Sacro Império Romano Germânico para deliberar acerca da situação política e religiosa do império. Foi em uma Dieta de Spira que os protestantes foram forçados a renegar sua fé e voltar ao catolicismo, que resultou no "protesto" dos príncipes luteranos que lhes rendou o nome de "protestantes", que permanece até hoje.

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  12. Comente esses vídeos do Mario Persona
    https://youtu.be/qkEIDVbNr68
    https://youtu.be/mzpxkCglLbw

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  13. Mais um
    https://youtu.be/079f9wokynU

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  14. Lucas, vc considera que incluir músicas e vestimentas típicas de outras religiões dentro da igreja seja sincretismo religioso?
    Ou apenas se vc misturar realmente a crença pagã e cristã num sentido de cultuar outros deuses e ídolos?

    O que a Igreja Católica faz, por exemplo, aquelas missas afro odiadas pelos tridentinos, embora não desaprovadas pelo magistério infalível, já que os praticantes não foram nunca excomungados, isso é sincretismo religioso?

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    1. Tecnicamente falando é sincretismo sim, mas desde que não envolva doutrina, não é algo nocivo. O problema da Igreja Romana é que ela se envolveu em sincretismos que resultaram nos piores danos possíveis, inclusive doutrinariamente.

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  15. Devido a confusão entre o Silas Malafaia e o bispo sobre a biblia estar acima ou abaixo da igreja, ontem o padre paulo ricardo entrou ao vivo no site dele falando disso e os católicos ficaram todos felizes.. vc poderia refutar esse video? pode ser em texto ou video mesmo. ai vai:

    https://www.facebook.com/padrepaulo/videos/1462045830538623/?fref=gc&dti=253118038137456&hc_location=ufi

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    1. Vou fazer artigo sobre isso, não refutando o padre Paulo pessoalmente, mas abordando essa mesma temática.

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  16. Paz, eles não são tão desunidos assim, pelo menos pra defender a "santa" Madre Teresa (olha os comentários) eles fecham os olhos e se jogam do precipício.
    http://noticias.bol.uol.com.br/bol-listas/10-fatos-controversos-sobre-santa-teresa-de-calcuta.htm

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    1. Aqui há uma breve desconstrução do mito criado em torno dela:

      https://www.youtube.com/watch?v=-ByxoHjRpUI

      Há livros escritos a este respeito também, desmascarando a madre de Calcutá. Não li nenhum deles ainda, mesmo porque eu estou pouco me lixando se ela foi uma santa ou uma diaba, mas aparentemente no mínimo ela não foi isso tudo que dizem dela.

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    2. Devemos ser vigilantes quando o assunto envolve a popularidade de "santos" canonizados pela ICAR. Certa vez vi (não sei se é verdade mas não descarto a possibilidade de ser real tendo em vista as relações da ICAR com os fascismos) que o Padre Pio de Pietrelcina via com bons olhos Benito Mussolini!!!, o mesmo que invadiu a Etiópia, o segundo país que se converteu a Cristo antes mesmo de Brasil, Itália e EUA.

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    3. Mas isso não é novidade, a Igreja Católica inteira apoiava Mussolini, o papa inclusive assinou uma Concordata com ele. Eu falo um pouco sobre isso no artigo abaixo, onde recomendo a leitura de um livro que trata do tema de forma bem mais profunda:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/04/a-igreja-catolica-e-o-baluarte-do_28.html

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  17. Seria a Igreja Católica o primeiro caso de sincretismo religioso da história?

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    1. Não, os judeus já se envolviam em sincretismos bem antes, basta ver todas as exortações dos profetas ao verem o povo tantas vezes se misturando aos pagãos, se casando com mulheres pagãs e adorando os deuses deles.

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    2. E que dizer quanto à crença de que os judeus eram politeístas até o Cativeiro da Babilônia, muito comum entre pesquisadores secularistas e teólogos liberais?

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    3. Não tem base nenhuma. Na verdade tem uma "base" sim, mas não são bases sólidas, apenas aqueles textos que conhecemos muito bem, em que os hebreus se relacionavam com os povos ao redor e adoravam os falsos deuses deles (caindo na idolatria, que era tão condenada pelos profetas). Os teólogos liberais tiram esses textos do contexto da forma mais descarada possível, e concluem que "os judeus eram politeístas". É bem verdade que alguns deles eram, mas eram porque eram idólatras, e não porque o Judaísmo oficial ensinava isso. A crença das Escrituras e a exortação de todos os profetas sempre foi no Deus único, o politeísmo era apenas um desvio cometido por parte do povo dependendo da época e do nível de apostasia. O fato de eles terem "aprendido a lição" depois do cativeiro da Babilônia e deixarem de se prostituir com outros deuses não significa que o Judaísmo mudou e se tornou monoteísta do dia pra noite, significa apenas que os judeus se tornaram mais piedosos e tementes a Deus depois de sofrerem no cativeiro da Babilônia.

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  18. O que você está achando dessa treta toda relacionada ao Nando Moura? o que acha do Nando Moura?

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    1. Qual treta exatamente você se refere? Em se tratando de um cidadão que arruma tretas novas toda semana desde que abriu um canal no Youtube, precisa ser mais específico...

      Em relação ao Nando Moura em si, embora eu concorde em grande parte com os pontos de vista políticos expressos por ele em seu vlog, repugno completamente os métodos uitilizados (ofensas, xingamentos, gritaria, escárnio, polêmicas arranjadas de propósito para ganhar mais vills, etc), além da militância propagandista católica no que se refere ao negacionismo da Inquisição, à ridícula apologia às Cruzadas e a outras insanidades do tipo, no que ele foi pessimamente influenciado pelo seu guru Olavo de Carvalho, sem o qual ele teria muito mais a contribuir sem tanto extremismo.

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  19. Esse vídeo do Mario Persona é sensacional, concorda?. Vale a pena cada segundo.
    https://youtu.be/apjAjzsZQB4

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  20. Por que as pessoas fumam se sabem que faz extremamente mal?

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    1. Pela mesma razão que cometem qualquer outro tipo de pecado mesmo sabendo que é pecado: porque gostam.

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  21. LUCAS SOARES MARTINS6 de setembro de 2017 10:19

    Lucas a principal razão do NEOLIBERALISMO AMERICANO em nosso país foi que corroeu a estrutura moral e ética Cristão?o que tem de fato de verdade dá ação americana no Brasil, ou seja, a influição americana destruiu o conservadorismo brasileiro?Abs.

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    1. Olá, Soares. Essa conversa de "neoliberalismo americano" é de comunistas que odeiam o capitalismo e o culpam por todos os males da sociedade. Até hoje não descobriram nada que funcione melhor do que isso que chamam de liberalismo econômico. Agora, dizer que a ética dos brasileiros foi corrompida por causa dos americanos, só pode ser brincadeira. Como se em algum momento tivéssemos sido superiores para sermos "mal influenciados"...

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    2. Quem anda falando contra isso também são católicos tradicionalistas. Colocam uma diferença entre o que seria a direita americana do que seria o conceito de direita da Espanha e Portugal de matriz católica.

      O próprio Olavo escreveu isso ontem, no twitter

      https://twitter.com/OdeCarvalho/status/905846659082579968

      O estranho é que a maioria dos alunos dele defendem a direita americana. Acho que o Olavo não está fazendo bons discípulos ou ninguém entende o que ele ensina.

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    3. Sinistro a cara de pau desse cidadão que inventa mentiras infames e descaradas contra a democracia norte-americana protestante, após ter deixado o país mais católico do mundo para ir morar no país mais protestante, e, por "coincidência", bem o mesmo que ele tanto ataca...

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    4. A maioria dos alunos do Olavo eram antes esquerdistas e estão sendo NOVAMENTE doutrinados. O que ele fala é lei, ninguém precisa ler um livro de história ou estudar patrística, ninguém realmente "entende" o que ele fala, basta aceitar suas opiniões e pronto, não questione, não debata, só aceite, simples assim. Se ele fala que a Igreja Católica é de direita, é porque é. Se ele fala que existiu uma inquisição protestante, é porque existiu. As pessoas que o seguem estão cometendo o MESMO ERRO pela seguda vez, e não se dão conta disso. Primeiro foram comunistas porque o professor de filosofia da escola disse que é o certo, depois se tornaram direitistas porque o professor de filosofia da internet diz que é o certo.

      E pra ser de "direita", precisa ser católico, precisa votar no Bolsonaro (ou ser monarquista), precisa concordar com o Olavo... parece que sempre buscam um "ideal perfeito" que devem seguir e dificilmente se arriscam a ler outra coisa que os "gurus" não recomendam, e quando lêem é sempre já rejeitando desdo o início.

      Dificilmente estudam para encontrar a verdade porque consideram que já a encontraram, que ela é propriedade de uma certa instituição e, consequentemente, tudo que vá contra esta instituição é errado, imundo e desprezível, e SE for bom, eles arrumam uma maneira de "converter" ao catolicismo, como é o caso da democracia e da liberdade econômica.

      Encontraram o Olavo por acaso, ficaram revoltados por terem sido enganados na escola, e aí passaram a confiar em tudo o que o "mestre" diz. Experiência própria de uma pessoa que se livrou disso.



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    5. Exatamente. Ele criou um ambiente de seita, virou o guru de um bando de zumbis acéfalos que não conseguem pensar por si mesmos e sabem apenas seguir comandos e ordens do Mestre, e transformou a Igreja Católica em algo que ela nunca foi, ou seja, em uma instituição liberal, democrática e de direita que é o "baluarte" do conservadorismo no mundo - o que é quase o mesmo que transformar o nazismo em um partido pró-judeus.

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    6. Lucas, vc sabe dizer se esse fenômeno de "Igreja Católica democrática de direita" é exclusivamente brasileiro ou se o Olavo já encontrou otários suficientes nos EUA?

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    7. Lógico que é só do Brasil, você acha que nos EUA tem tanto tonto pra cair em engodos desses?

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    8. Achar eu não acho rs
      mas ele deve tentar...

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    9. Nem tentar ele tenta, porque sabe que lá não tem tanto otário pra enganar que nem aqui. É por isso que as contas dele nas redes sociais são todas em português, e por isso que ele não tem nenhum "COF" voltado aos seguidores americanos ou de fala inglesa, ele sabe que não daria certo, ele é esperto demais pra arriscar. Um cara que "fugiu" do país mais católico do mundo para encontrar segurança no país mais protestante do planeta e ainda na região mais protestante desse país, e quer atacar o protestantismo e enaltecer o catolicismo? Eles iriam no mínimo achá-lo doente, pra começo de conversa.

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  22. Lucas, seria a graça de Cristo limitada ao conhecimento?por exemplo no Islamismo existe pessoas que vão ser salva mesmo sem ter uma compreensão intelectual de quem é Cristo?Abs.

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    1. Veja aqui:

      http://ateismorefutado.blogspot.com.br/2015/04/o-destino-dos-povos-nao-alcancados.html

      PS: não significa que as pessoas sejam "salvas pela ignorância", mas sim que a ignorância é levada em consideração no rigor do juízo no dia final (Mt 11:21-22; Tg 3:1).

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  23. Pra rir, e muito

    O Cardeal Fulton Sheen, muito conhecido nos Estados Unidos, certa vez afirmou que estava seguro de sua salvação simplesmente porque havia dedicado o sacrifício da Missa, todos os domingos, a Maria.

    Ele também já havia visitado umas 30 vezes o santuário de Lourdes (França) e umas 10 vezes o de Fátima (Portugal). Portanto, quando chegasse lá em cima e encarasse o juiz Jesus Cristo, Ele iria perdoar-lhe todos os pecados, com esta frase: “Minha mãe falava muito bem de você…” (A Woman Rides the Beast, p. 440).

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    1. Ainda bem que Jesus tinha uma mãe pra contar coisas boas dele pra ele, já pensou se não tivesse? Jesus nem teria como saber quem é o cara...

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  24. Poderia fazer um artigo explicando as 97 teses de Lutero sobre a escolástica?seria muito útil pra nós entendermos melhor, já que é um dos temas abordados nos comentários.Abs.

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    1. O Hugo já fez um artigo sobre isso:

      http://conhecereis-a-verdade.blogspot.com.br/2017/08/as-97-teses-esquecidas.html

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  25. Lucas o liberalismo teológico é fruto do protestantismo na Europa de maioria protestante e nos EUA?

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    1. Desde quando a Europa teve maioria protestante?

      Liberalismo é uma corrente teológica presente tanto em teólogos que se dizem protestantes como em teólogos que se dizem católicos. Os católicos vão dizer que eles não são "católicos de verdade" porque não seguem os dogmas da Igreja, mas então o que impede de dizermos o mesmo quanto aos teólogos "protestantes"?

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  26. Os tridentinos vivem em um conto de fadas. Eles realmente acreditam que o mundo seria lindo e maravilhoso se não fosse a reforma protestante. As pessoas viveriam felizes protegidas pelos papas tão bondosos, amorosos e comprometidos com a moral cristã, tais como Alexandre VI e João XII. Todos se sujeitariam voluntariamente ao sumo pontífice e ninguém nunca discordaria de nada - para não ser morto- e a Igreja Imaculada, benfeitora da humanidade, salvadora dos oprimidos, seria a instituição perfeita que governaria o mundo com toda justiça e equidade e garantiria a paz entre todas as nações. Esses católicos "de direita" são tão utópicos quanto os comunistas.

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    1. Acho que nem os comunistas são tão bestas assim, hein...

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  27. Ai Lucas, vc acha que Thomas Muntzer pode ser classificado como precusor do marxismi , qual sua opinião sobre Muntzer ?

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    1. Sim, com certeza, ele era um revolucionário que queria implantar um regime comunista na base da violência.

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    2. E muita gente quer colocá-lo no mesmo barco dos reformadores. Ele era um sanguinário, tanto que, teologicamente, é irrelevante para os protestantes.

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  28. Lucas, o que você acha do Ex-presidente americano Franklin Delano Roosevelt, sabe, apesar dele ter sido um Democrata, muitos inclusive os próprios Republianos (não todos, mas uma parte) o admiram, ele fez coisas grandiosas, tirou os EUA da Crise, criou o seguro-desemprego, instituiu o salário mínimo e reergueu os EUA, que após a guerra tinha se tornado bem mais evoluído do que era, e melhor ele apesar de ter tido um pensamento alinhado com os socialdemocratas (centro-esquerda), ele nunca usou de meios autoritários para manter-se no poder como foi o caso de Vargas no Brasil, e de Perón na Argentina, muito pelo contrário em todas as vezes em que ele se manteve no poder foi através de métodos republicanos e democráticos, nunca apelando para o autoritarismo ou ao fascismo, esse é uma das grandes vantagens da cultura protestante, que tem reflexos até mesmo na política, a da Alemanha oriental ter sido comunista por conta de uma imposição do pós-guerra, mas é um caso a parte. Aliás ótimo artigo, abraços, continue sempre fazendo esse excelente trabalho principalmente no campo de refutação dos revisionistas e negacionistas da história, abraços.

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    1. Concordo, eu também acho que em se tratando da esquerda norte-americana, bem diferente da esquerda daqui, é possível se achar bons nomes, bons governos, ou pelo menos alguns razoáveis. Os democratas não são de todo ruins, não dá pra comparar com PT, PSOL, PSTU, etc, essa tranqueira esquerdista daqui seria completamente ridicularizada em um país sério como os Estados Unidos, que tem uma esquerda muito mais equilibrada se comparada com a dos países latino-americanos. Para se ter ideia, o primeiro candidato abertamente socialista na história do Partido Democrata foi o Bernie Sanders, recentemente, que causou um "escândalo" justamente por isso e que nem mesmo chegou a disputar a presidência depois, enquanto aqui no Brasil ser socialista é praticamente a obrigação para ser considerado de esquerda (para ver o nível que a coisa chegou aqui).

      Abs!

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    2. Sem falar, que num país como o Brasil, a esquerda americana seria taxada de direita, como é o caso do PSDB, que é de centro-esquerda, mas todo mundo acha que é de direita, mas não é.

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    3. Bem lembrado. E também cabe lembrar que o "Democratas" aqui do Brasil (DEM), que teoricamente segue os mesmos princípios do seu "gêmeo" americano, é considerado por muitos o partido mais à direita no Brasil, embora seja a esquerda americana...

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    4. O problema de alguns membros do Partido Republicano é a postura anti-imigração, não sabendo diferenciar cristãos dos católicos, hindus e etc... Eu acho que quem é cristão deveria ter livre acesso tanto no Brasil quanto em qualquer outro país de maioria cristã.
      1 Crônicas 29:15
      "Porque somos estrangeiros diante de ti, e peregrinos como todos os nossos pais".

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    5. Mas se abrirem as portas 100% para a imigração, imagine quanta gente vai vir aos EUA? Se já entram milhões por imigração ilegal e por imigração legal controlada, imagine se liberassem tudo de uma vez, aí não ia ter espaço e nem estrutura para suportar tanta gente. Não é como no Brasil, que se liberasse pouca gente teria interesse em vir (exceto os venezuelanos, é claro), estamos falando do maior país do mundo, que todo o planeta tem interesse. Alguma medida de controle é necessária; se os republicanos exageram nesse rigor, aí não posso dizer.

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  29. Lucas. Gostei de sua exposição contraria ao pedobatismo. Muito convincente sua opinião. Fica, então, uma dúvida: Qual a origem de tal prática? Paganismo? Sincretismo?

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    1. Eu preferiria chamar de teologia errada, que causou um desvio doutrinário. Isso é abordado neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/04/o-batismo-infantil-foi-praticado-pela.html

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  30. Lucas tenho algumas duvidas.. primeiro, porque existem 2 credos dos apostolos? um contém a expressão de que Jesus desceu ao hades e outro credo não contém essa expressão. Qual dos dois está correto?

    Creio em Deus Pai Todo-poderoso. E em Jesus Cristo seu único Filho nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e da virgem Maria; concebido sob o poder de Pôncio Pilatos e sepultado; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao céu e está sentado à mão direita do Pai, de onde há de vir julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo; na santa Igreja; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo.

    ou

    Creio em Deus, Pai Todo Poderoso, criador dos céus e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo. Nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao céu, e está sentado à mão direita de Deus Pai Todo Poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa igreja católica*; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; e na vida eterna.

    Outra pergunta, porque o pai nosso da Bíblia evangélica tem um final a mais que não tem na biblia catolica que é a frase: ''pois o teu reino e agora hoje e para sempre amém''?

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    1. Um é o credo da forma mais completa e o outro simplificado. Pra mim essa questão de descer ao Hades é irrelevante, já que o Hades na igreja primitiva era visto como a sepultura comum da humanidade, então dizer que ele "foi sepultado" já significa o mesmo que ele "desceu ao Hades", talvez por causa disso essa expressão tenha sido suprimida na versão simplificada, em função da redundância. Sobre essa parte final da oração do Pai Nosso, ela não consta nas Bíblias católicas porque elas são uma tradução da Vulgata latina e não do grego original, e na Vulgata Jerônimo suprimiu essa parte.

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    2. Vou aproveitar a oportunidade e perguntar: por que o Pai Nosso da Igreja Católica é diferente em outras igrejas?

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    3. Que eu saiba, a única diferença é a que o Anônimo acima expôs (e que eu já expliquei), que se refere a essa parte final da oração. A não ser que você esteja considerando também o "vós" no lugar de "nós", mas essa diferença é insignificante.

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  31. https://youtu.be/vbjQ4MLqgk4
    A partir do 6:15

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  32. Lucas você ainda tem aqueles slides do debate com o tourinho ? Você irá disponibilizar no site ?

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    1. Eu tenho aqui, não vejo necessidade de postar no blog porque já tem no vídeo do debate, mas se você quiser entre em contato comigo no facebook que eu posso te passar o arquivo em anexo.

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  33. Alguns "partidos" dentro do catolicismo tem diferencias doutrinarias como os tomistas, agostinianos, marianos etc.

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  34. Lucas você sabe ( com exceção do adventismo ) uma igreja que confesse o aniquilacionismo ?

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    1. As testemunhas de Jeová também são aniquilacionistas (embora talvez não sejam um bom exemplo...), mas eu não me importo uma vírgula com a quantidade de igrejas que aderem a essa doutrina, primeiramente porque uma doutrina não se torna verdadeira ou falsa dependendo da quantidade de pessoas que nela crê (se fosse assim seríamos arianos no século III e romanistas no século XV), e também porque a esmagadora maioria dos cristãos que aderem ao aniquilacionismo frequentam denominações que creem em imortalidade da alma ou que não tem nenhuma definição sobre isso, porque as igrejas costumam ver esse tema como uma questão secundária na qual os irmãos tem liberdade de consciência para crer assim ou assado. E isso pra mim é muito mais relevante do que se houvessem quinhentas igrejas ensinando o aniquilacionismo oficialmente.

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  35. Qual sua opinião sobre Plymouth Brethren?

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    1. Como todas as denominações, possui coisas que eu concordo e outras que discordo, mas é um movimento sincero que merece respeito.

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  36. Lucass vc recebeu meu comentario de 10 falas de pais da igreja a favor da oração e intercessão aos mortos? vc poderia comentar? se nao recebeu me avise para eu mandar de novo, pois não achei resposta pra isso no google. obrigado,

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  37. lucas veja esse blog contra o catolicismo.Olha o artigo dele contra a supremacia papal: http://skemmata.blogspot.com.br/

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    1. Interessante. É um blog ortodoxo e não evangélico, mas esse artigo é bom, obrigado pela indicação, não conhecia ainda.

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    2. Esse ortodoxo também se coloca contra a aparição de Fátima e contra a forma como os católicos tratam Maria

      http://skemmata.blogspot.com.br/2017/05/as-aparicoes-de-fatima-e-o-cristianismo_14.html

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  38. Lucas, vc conhece esses 5 volumes da editora vida nova que falam apenas de tradição crista? é fundamental vc ler isso para o desenvolvimento do seu blog.

    http://vidanova.com.br/720-kit-tradicao-crista.html

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  39. Olha isso, Banzoli. Muuuuito interessante:

    https://www.youtube.com/watch?v=WsCKQjmWBQI

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    1. Tem como mandar o nome do vídeo?

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    2. Pensava que fosse bobeira, mas é interessante mesmo, o final é a melhor parte.

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    3. Eu particularmente creio na possibilidade da existência de vida em outros planetas. Não de vida inteligente, mas de formas de vida como, por exemplo, bactérias ou outros animais irracionais. Os cientistas já descobriram dezenas de planetas com condições favoráveis à vida. O problema é a distância. O planeta com condições de vida mais próximo da Terra é "Proxima b", e está a 4 anos-luz de distancia de nós. Ou seja, supondo que fosse construída uma nave que viaje a velocidade da luz (300 000 km/s), que duvido que consigam fazer isso algum dia, demoraria 4 anos pra chegarmos lá. Então é um sonho que jamais conseguiremos realizar. Morreremos com essa curiosidade.

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    4. O nome do vídeo não vou clicar no link.

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    5. "Novas Imagens de Júpiter. A NASA confirma que Enoque visitou o planeta Jupiter há 6 mil anos atrás"

      Anônimo, é só copiar o link e colar no Google que vai direto para o vídeo.

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    6. "Novas Imagens de Júpiter. A NASA confirma que Enoque visitou o planeta Jupiter há 6 mil anos atrás"

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  40. Lucas, boa tarde!Lucas há maioria das tropas das GUERRAS DOS TRINTA ANOS do Sacro Império Germânico que guerreou contra o rei da Suécia Gustavo AdolfoII, era composta de tropas luteranas, que resultou na morte de vários luteranos em nome do dinheiro pago de um principado católico chamado Sacro Império Romano Germânico?o que de fato aconteceu me explique com maiores detalhes esse acontecimento?Abraço meu irmão em Cristo!

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    1. Lógico que não, o Sacro Império não era um império protestante e nem católico, era um país dvivido em principados protestantes e principados católicos, sendo que a Suécia protestante se aliou ao grupo protestante para ajudá-los na luta contra o grupo católico que também já tinha apoio externo de outros países católicos.

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  41. Seriam os islâmicos os Hamãs modernos?

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    1. O Hamas é islâmico, mas não significa que todos os muçulmanos pensem da mesma forma que ele (que é um grupo terrorista, diga-se de passagem).

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    2. Eu digo o personagem Hamã do Livro de Ester.

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    3. Ah, sim. Bom, como analogia, faz sentido sim, se tiver em vista o mundo atual, em que os muçulmanos nutrem um verdadeiro ódio aos judeus. Mas nem sempre foi assim ao longo da história; por muitos séculos os judeus conviviam com os muçulmanos nos territórios dominados por estes, com mais tolerância do que tinham nos países católicos.

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  42. Lucas, eu voltei a ser católico, mas não sou, com a graça de Deus, um católico do tipo odiento como o Conde Loppeux que fez um vídeo, recentemente, tentando refutar-te. Não voltei a ser católico, porque perdi algo como o amor, a paciência e a misericórdia, mas porque sobretudo ganhei um pai, o Santo Padre o Papa e ganhei, sobretudo, uma Mãe que é a Maria Santíssima Mãe de Deus. Dito isso, bom, eu noto que o que queima o filme protestante é a questão de uma gama de pluralismo que fez surgir certas seitas, de fato seitas, - longe de eu ser um grande conhecedor das reivindicações de seus adeptos - como a das testemunhas de Jeová que negam a divindade de Cristo e não permitem a transfusão de sangue, além da questão dos adventistas com a guarda deles do sábado e dos Santos dos Últimos Dias, que tornam as reivindicações das colunas da Reforma: Martinho Lutero e João Calvino, muito aquém do que tais grupos como os citados se colocam como avant la lettre, não acha, meu amigo Banzoli?

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    1. Olá. Em relação ao “pai” (o papa), nós também temos um “pai”, mas o que Jesus ensinou que deve ser o nosso único pai:

      “A ninguém na terra chamem ‘pai’, porque vocês só têm um Pai, aquele que está nos céus” (Mateus 23:9)

      Em relação à “mãe” (Maria), a Bíblia diz que Eva é a “mãe de todos os viventes” (Gn 3:20), também diz que Sara é a mãe das mulheres piedosas (1Pe 3:6), mas nunca diz que Maria é a mãe espiritual de todos os cristãos. Por alguma razão, eu nunca vejo um católico chamar Eva ou Sara de “mãe” (embora a Bíblia diga que elas são), mas vejo sempre chamando assim Maria (embora a Bíblia não diga que ela seja).

      Em relação às “seitas protestantes”, primeiramente cabe lembrar que os TJ não são protestantes. Eles não são considerados protestantes pelos protestantes, e também não se consideram protestantes. Pelo contrário, eles dizem que “todas as religiões são do diabo” (exceto a deles) e que nós evangélicos somos “filhos da Babilônia”. Desde que a crença na trindade e divindade de Cristo sempre foi tomada como ponto de fé fundamental da Reforma, os antitrinitários não são “protestantes”.

      Em relação ao outro exemplo por você citado (adventistas e a guarda do sábado), veja o que Paulo disse sobre essa questão da guarda de dias, que já causava polêmica desde aquela época:

      “Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz, e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus” (Romanos 14:5-6)

      Note que Paulo trata essa questão da santificação de dias como algo secundário, que cada um tem que ter uma boa consciência pessoal em relação a isso, e não como uma doutrina fundamental da qual todos tem que crer deste ou daquele jeito ou senão seriam “hereges sectários”. E como eu aponto neste artigo, o mais importante é a unidade no amor, na tolerância, no respeito mútuo, como apontam os textos bíblicos, antes que a um corpo doutrinário uníssono. Cabe lembrar que discussões e divergências doutrinárias ocorriam até na igreja primitiva, os Pais da Igreja discutiam entre si sobre inúmeras coisas, nunca houve essa fantasia da “doutrina una”, que em tempos posteriores os papas quiseram impor a toda a Cristandade ocidental mais por meio da coação do que pela persuasão.

      Abs.

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    2. Ok, Lucas, obrigado pela resposta. Mas note que São Paulo chama Timóteo de filho, a questão são nossos pais terrenos, incluindo os nossos pais que carnalmente geraram-nos, que eles não tomem o lugar de Deus. Com relação ao sábado, Lucas, veja que os adventistas são os mais apegados ao dia para eles sagrado do que nós, que ficamos historicamente como o dies Domini. Com relação à Maria, a Sagrada Theotókos, note que o papel de Maria é a de a segunda Eva, como diziam os santos padres, e Maria como Mãe de Deus, Ela é Mãe da Igreja que é o corpo de Deus, de Cristo Nosso Senhor.

      ABRAÇOS!

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    3. Caro João, parabéns pela sua educação. Mas a resposta que eu tenho para ti é simples: a Bíblia contém todas as respostas. Algumas religiões, que no fim são interpretações do que transcende a nossa vida, divergem, inclusive dentro do protestantismo, mas a Bíblia tem todas as respostas. Com base nisso você pode dizer que um número absurdo de religiões estão erradas, inclusive a católica, cujo maior erro é ser um simulacro de cristianismo, é enganar tantas e tantas pessoas com uma doutrina errada, é se perpetuar nesse engano. A universal, a internacional e outras igrejas ditas protestantes também caem no mesmo erro. Não buscam a Bíblia como se deve, com a seriedade de que aquilo ali É a Palavra de Deus, portanto, até a nossa interpretação sobre aquilo deve ser respeitosa. Portanto, práticas flagrantemente contrárias à Bíblia, como adorar Maria, trocar dízimo por benefícios terrenos ou conversar com mortos devem ser imediatamente consideradas contrárias ao que Deus quer de nós. Um abraço.

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    4. Paulo chamava Timóteo de “filho” de uma forma carinhosa, e não como um guia espiritual infalível, que era o tipo de “guru” que Jesus proibia em Mateus 23:9 (o texto que eu passei). Com relação ao sábado adventista, eles são apegados sim, e muito mais do que deveria, mas não vejo Paulo condenando quem guarda um dia em Romanos 14:5-6. Ele trata a guarda de dias como uma questão secundária. Não vejo como alguém poderia perder a salvação por guardar ou deixar de guardar algum dia.

      Sobre Maria ser a “segunda Eva”, essa foi uma analogia que Irineu fez no sentido de mostrar que Eva foi uma mulher desobediente que trouxe a morte, e Maria uma mulher obediente que trouxe a vida (isto é, Jesus), a analogia não passa disso. Ele não chama Maria de “mãe espiritual de todos os cristãos” ou de “mãe da Igreja”. Inclusive este conceito de maternidade espiritual de Maria era desconhecido dos Pais da Igreja, até mesmo quando comentavam o texto mais recorrido pelos teólogos católicos (o de João 19:27). Segue alguns artigos que esclarecem isso:

      http://conhecereis-a-verdade.blogspot.com.br/2012/08/sobre-maternidade-espiritual-de-maria.html

      http://respostascristas.blogspot.com.br/2016/03/agostinho-e-o-catolicismo-romano-parte_10.html

      Abs.

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  43. Lucas, boa tarde
    Queria saber se você sabe algo a respeito da Septuaginta ter sido editada para ficar compatível aos ensinos de Platão (entre eles o da imortalidade da alma), ouvi um teologo falando isso e queria saber se você sabe algo a respeito disso ou isso é um engano desse teólogo
    Abs!

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    1. O que eles adulteraram foram as traduções vernáculas, sejam elas católicas ou protestantes, que quase sempre tiram do texto a palavra "alma" quando está num contexto em que ela morre. Isso eles fizeram em pelo menos 60 textos (só dos que eu pude conferir, porque provavelmente o número total é bem maior do que isso). Sobre isso eu escrevi aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/04/a-morte-da-alma-imortal-parte-2.html

      Agora, se eles adulteraram também a LXX, essa informação eu ainda não tenho. Vou pesquisar sobre isso, porque é possível, já que a LXX foi produzida numa época em que os judeus já estavam se envolvendo em sincretismos pagãos e adotando os conceitos platônicos em relação à alma, o que pode ter influenciado a LXX sim (não estou afirmando que foi assim, só estou expondo a possibilidade).

      Abs!

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  44. É verdade que na guerra dos 30 anos, quando os protestantes estavam perdendo a guerra as tropas francesas entraram em ação em favor dos protestantes contra o sacro império romano germânico, por uma razão que as guerras contra esses principados não era uma guerra simplesmente religiosa e sim contra uma guerra entre estados nacionais nascentes e poco se importavam se eram católicos,luteranos e calvinistas, no qual esses países guerrearam entre si, justamente por interesses políticos por conta da vontade súbita dos reis e a religião acabou se tornando um instrumento do própio estado nacional monárquico nascente?outra pergunta é:com a PAZ DE AUGSBURGO de 1555,através do imperador Carlos V,que fez acordos com os príncipes católicos e protestantes onde cada igreja teria um comando nacional, ou seja , Lucas esse fato porventura destruiu a unidade cristã conforme os católicos afirmam?queria que você explicasse melhor sobre isto, mesmo que a unidade cristã estava centralizada no poder romano comandado pelo papa?Abs!

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    1. Do lado da França sim, eram interesses políticos, mas isso não torna a guerra como um todo em uma "guerra política", ela nasceu como uma guerra de religião e continuou assim até a entrada da França, quando se tornou uma guerra político-religiosa.

      Sobre a Paz de Augsburgo, não sei o que isso tem a ver com a "unidade cristã", a não ser que alguém defenda que todo mundo tem que ser católico ou perder a cabeça, e neste caso seria o mesmo pensamento tirânico, autoritário e ditatorial que o Kim Jong-un mantém na Coreia do Norte, no aspecto político. Lá também é uma "unidade" neste sentido, ou seja, não tem liberdade pra nada, não existe democracia, não há pluralismo e nem condições de se pensar de forma diferente do sistema comunista e do partido que governa lá, alguém acha que isso é bom? Os católicos devem pensar que sim, porque era assim que funcionava a "unidade" católica daquela época, garantida apenas pela supressão de todas as liberdades individuais, da liberdade de pensamento e de crença, ou seja, um totalitarismo religioso garantido apenas pela espada e pelo terror. Alguém defender esse tipo de coisa em pleno século XXI só pode ser um monstro moral ou um lixo humano.

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  45. Nomeie cinco grupos cristãos que você admira e que tiveram um grande impacto na sociedade, pelas ideias que defendiam, e no cristianismo.
    Deus te abençoe!

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    1. Quakers, Morávios, Menonitas, Metodistas e Batistas. Abs!

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  46. Maurício Dantas-SP8 de setembro de 2017 19:00

    Lucas, meu amigo observei ontem o vídeo do conde loppeux que ele ridicularizou vocêsobre este artigo...ele colocouu até o título no youtube que é MAIS TRAPAÇAS TEOLÓGICAS E HISTÓRICAS DO BANZOLI, o cretino falou onde estar a unidade do amor protestante e ele citou alguns exemplos como Adventista x Testemunha de Jeová,assembleiano x presbiteriano, luterano x anglicano, onde ele afirma que não há unidade de amor doutrinário no qual ele afirma que essas "rivalidades" são extremamente violentas dentro da REFORMA PROTESTANTE, por exemplo o cara teve a ousadia de dizer que a discussão entre Lutero e Zuínglio foram violentas ao ponto de se separar e também nas várias vertentes protestantes separadas entre si ele ironizou dizendo onde está o AMOR PROTESTANTE.Como você respondi essas comparações que ele fez?outra coisa Lucas ele falou que a ascensão dos estados modernos que segundo ele foi a destruição da UNIDADE CRISTÃ que fez com que os príncipes fosse chefe dos respectivos estados e na igreja como a Suécia, Dinamarca,Holanda, Inglaterra e Alemanha e etc...no qual o catolicismo foi contaminado pelas vertentes protestantes de atribuir pra si o monopólio do estado e com influência da igreja, poderia refutar esse sofisma do conde?outra coisa que precisa refutar é que o conde falou que está escrita no seu blog que você mesmo fala da unidade doutrinária católica e que nós estamos unidos na paz e no amor independente da doutrina, que ele atacou dizendo como pode ser que 30 mil seitas protestantes é unida no amor fraternal que ficam se degladiando-se doutrinariamente, ele chegou até afirmar que você tem o mesmo pensamento da NOVA ERA,dizendo ironicamente não importas as diferenças doutrinárias por mais graves que sejam , que Deus vai relevar pela paz e o amor.como você refuta essas mentiras?o que me faz pensar Lucas é que ele estar muito incomodado com você, devido seus ataques que pelo menos a cada semana ele faz um vídeo mencionando a sua pessoa.Que Deus continue te iluminando pela misericórdia de Cristo.

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    1. Vamos lá, por pontos:

      1) Eu não assisti o vídeo do sujeito, como não assisto nenhum dele há uns dois anos, não apenas por ele se tratar de um conhecido lixo moral e um esgoto humano que diz que “vou comer o rabo da sua mãe na sua frente”, mas principalmente porque o que ele quer é justamente isso, é polemizar, é provocar todo mundo que conseguir, é arrumar briga com o máximo de gente possível, é um típico troll de internet, um vândalo hater que no fundo é apenas um bebezão carente de atenção, e assistir a um vídeo dele é mais do que o escroto merece.

      2) Sobre as testemunhas de Jeová, já respondi isso acima e aqui vai de novo: os TJ não são protestantes. Eles não são considerados protestantes pelos protestantes, e também não se consideram protestantes. Pelo contrário, eles dizem que “todas as religiões são do diabo” (exceto a deles) e que nós evangélicos somos “filhos da Babilônia”. Desde que a crença na trindade e divindade de Cristo sempre foi tomada como ponto de fé fundamental da Reforma, os antitrinitários não são “protestantes”.

      3) Sobre a “rivalidade” entre Lutero e Zwínglio, é incrível que embora eles tenham concordado com 14 de 15 doutrinas apresentadas no famoso encontro dos dois, é apenas o ponto de discordância que os apologistas católicos ressaltam com o máximo interesse e publicidade. Ou seja, ao invés de eles concluírem que os protestantes são bem unidos, pois 14 de 15 é um percentual bem alto, eles concluem o inverso, como se aquela única doutrina divergente tivesse mais peso e força do que todas as que eles concordaram. Fica claro que quem está querendo causar “divisão” no meio protestante são os católicos, e não os próprios protestantes.

      4) Mais uma vez ele apela para as divergências doutrinárias para dizer que “o protestantismo é dividido”, ou seja, mostra que NÃO ENTENDEU NADA DO ARTIGO, se é que o leu. Isso porque o propósito deste artigo é mostrar justamente que a questão doutrinária é SECUNDÁRIA no que se refere à unidade cristã sob uma perspectiva bíblica, sendo o amor o elemento primordial, o que os católicos NUNCA TIVERAM. E em se tratando de questões doutrinárias, Paulo mostra um grande nível de tolerância para as discordâncias em 1ª Coríntios 11:18-19, texto já abordado neste artigo.

      5) O fato de termos certas divergências doutrinárias uns com os outros não significa que não amamos aos outros crentes, este é um mito ridículo que os papistas inventaram para nos denegrir. Os protestantes se respeitam e se toleram mutuamente independentemente da congregação que fazem parte, veja a Marcha pra Jesus por exemplo, que reúne diversas denominações protestantes de todos os tipos, e todos juntos em um mesmo propósito, sem nenhuma “divisão” e “rivalidades”, como sendo um só povo, uma só fé, um só propósito. Não existe uma “Marcha da Batista”, outra “Marcha da Renascer” e outra “Marcha da Bola de Neve” concorrendo entre si, mas uma só “Marcha pra Jesus”, representando a unidade evangélica. Em contrapartida, eu duvido reunirem numa mesma sala um católico tradicionalista fanático como o Conde, um veterocatólico, um sedevacantista, um modernista da RCC e um padre “comunista” da CNBB sem rolar cabeças no chão.

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    2. 6) Em relação à “unidade cristã”, eu respondi isso no seu outro comentário. Eles tem no aspecto religioso o mesmo pensamento tirânico, autoritário e ditatorial que o Kim Jong-un mantém na Coreia do Norte, no aspecto político. Lá também é uma "unidade" neste sentido, ou seja, não tem liberdade pra nada, não existe democracia, não há pluralismo e nem condições de se pensar de forma diferente do sistema comunista e do partido que governa lá, alguém acha que isso é bom? Os católicos devem pensar que sim, porque era assim que funcionava a "unidade" católica daquela época, garantida apenas pela supressão de todas as liberdades individuais, da liberdade de pensamento e de crença, ou seja, um totalitarismo religioso garantido apenas pela espada e pelo terror. Alguém defender esse tipo de coisa em pleno século XXI só pode ser um monstro moral ou um lixo humano. Mas é disso mesmo que eles gostam: autoritarismo, totalitarismo, cerceamento total da liberdade de pensamento e de consciência, enquanto o protestantismo representa o oposto – a democracia, liberdade, pluralidade, desenvolvimento, progresso, livre expressão, livre exame, consciência individual.

      7) Quanto a eu ser da “Nova Era”, minha resposta é: hahahahahahahaha

      8) Sobre ele me mencionar toda semana, eu não sabia disso porque não vejo vídeos desse sujeito, como já disse, mas só mostra o quanto eles estão desesperados com o trabalho que este blog está desempenhando. Em qualquer site apologético católico que você entre, seja no dele, ou no do Macabesta, ou no do Astronauta Católico, ou no do Fakenando, ou no do Rogério Espantalho, ou em qualquer outro, eles falam mais no Banzoli do que no catolicismo, é o fruto do desespero de gente que sabe que já foi derrotada nos argumentos e está dando os seus últimos suspiros no fundo do caixão.

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    3. Para pessoas como este conde, que infelizmemte não é caso isolado na religião dele, pode se dizer que continuar a falar com uma anta dessas é "jogar pérola aos porcos"?
      O cara possivelmente conhece alguma coisa da Palavra mas decidiu seguir negando.
      Tem gente Lucas, que vai morrer com a bandagem do Diabo nos olhos.
      Estes vão negar a realidade a todo custo se ela representar a ruína de suas ideologias fanáticas. Esse Conde é a fiel representação do cego ignorante.

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    4. Na verdade o problema do Conde não é ser ignorante a respeito da História, é justamente o contrário, é saber a verdadeira história da ICAR e mesmo assim defendê-la. E defende porque as atrocidades, monstruosidades e tirania perpetradas por essa sinagoga de Satanás é exatamente o que ele queria para o mundo de hoje, mas não pode porque a Igreja Romana já perdeu o poder político que tinha antes. Isso é curioso, porque a maior parte dos apologistas católicos tenta “limpar a barra” da Igreja para se amoldar ao pluralismo e tolerância do mundo moderno, praticamente reconhecendo que o mundo moderno é superior ao mundo da época em que a ICAR mandava em tudo; já ele não, ele luta pela volta à Idade Média, pelo feudalismo, pelo totalitarismo, pelo autoritarismo, pela tirania, pela violência, pela “unidade” na base da espada e do fogo, enfim, pelo reino de Satanás na terra, e nem disfarça suas intenções. Esse é o tipo de “apologista” mais perigoso que existe, porque é pior que o ignorante.

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    5. Quando alguém se diz cristão e xinga os outros como ele faz já é suficiente para saber que ele não é cristão coisa alguma. É apenas um fanático católico que, apesar de todas as evidências, continua defendendo a sua crença cegamente. O amor ao catolicismo também é idolatria.

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  47. Quais eram afinal esses países externos e seus reis e quais grupos protestantes se aliaram a Suécia?Abs!

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    1. Do lado protestante, Suécia, Holanda, Dinamarca, Escócia e os Estados protestantes na Alemanha. Do lado católico, Espanha, Hungria, Croácia, Áustria e os Estados católicos da Alemanha. Depois entra a França católica na guerra do lado dos protestantes e desequilibra tudo.

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  48. Oi,Lucas!Fugindo um pouco do assunto queria que você me respondesse se o dízimo apresentado por Jesus no NT, era simplesmente para os Judeus? e o que diz o escritor aos Hebreus capítulo 7 a prática é referente ao AT?Abs!

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    1. Hebreus 7 faz uma alusão ao dízimo do AT, mas o aplicando a Jesus, ou seja, o que antes se davam aos levitas, hoje damos a Cristo, através da ajuda aos pobres e aos necessitados, e às ofertas na igreja.

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  49. Lucas. por que tem muitos evangélicos na sua vasta maioria tem uma certa repugnância da tradição dos PAIS DA IGREJA? sabemos que a tradição estar abaixo das ESCRITURAS, mas elas são em certo ponto indispensáveis em esclarecer certos conceitos que estão obscuros nas Escrituras, os própios Reformadores falaram isso, Lutero e Calvino citaram Agostinho,S.Bernardo de Claraval, Gregório de Nissa, Atanásio e etc.? Abs!

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    1. Não acho que haja uma "repugnância" aos Pais da Igreja, apenas uma ignorância, e não mais do que no catolicismo. Abs!

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  50. Lucas, em filipenses 1;23, Paulo fala em partir e está com Cristo (morrer); se a crença de Paulo era na mortalidade da alma e que após a morte todos nós cristãos aguardaremos o chamado de Cristo (ressureição). Você não acha que o versículo citado transmite uma idéia diferente? Obrigado amigo. Deus continue lhe abençoando.

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    1. Não, se levar em conta que o período entre a morte e a ressurreição é um "nada" onde o tempo não passa e nem existe, pois não há sensação de passagem de tempo para um morto que já virou pó da mesma forma que essa parede branca que está na minha frente não sente o tempo passar. Ou seja, embora muitos anos possam ter se passado na terra entre os viventes durante o período que vai desde a morte do indivíduo até a ressurreição na volta de Jesus, isso é um nada na perspectiva de quem morreu, que ressuscitará em um piscar de olhos, de imediato. A pessoa morre e imediatamente se vê na presença de Deus, só os vivos é que sentem o tempo passar. Isso explica o desejo de Paulo em "partir e estar com Cristo", que de fato é o mesmo que eu e os outros mortalistas possuímos.

      Se quiser uma análise do texto por um prisma hermenêutico, veja este artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/10/partir-e-estar-com-cristo-quando.html

      Abs!

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  51. O que são as falsas decretais de Isidoro? É um documento forjado sobre os papas?

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    1. Sim, era uma falsificação que os papas usavam para ampliar e legitimar seu poder.

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  52. Porque muitos evangélicos e ate professores de teologia evangelica ficam citando Tomas de aquino se ele era catolico romano? ate a suma teologica eles mandam ler? ate augustus nicodemus fala bem desse catolico.

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    1. Ola Lucas. Gostaria de expor minha opinião sobre admirar cristãos de outras vertentes cristãs: A meu ver não existe problema nenhum nisso. O apóstolo Paulo nos recomenda a examinar e reter o que for bom. Se partirmos da tese que a ortodoxia é patrimônio exclusivo do protestantismo incorremos no mesmo erro do catolicismo que se autodeclara assim. Pra mim os pais da igreja tem muito a nos ensinar, mesmo que sua teologia contenha alguns equívocos. Eles dedicaram suas vidas ao estudo da Palavra de Deus e hoje devemos ser gratos pelo seu legado. Obrigado Lucas.

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    2. Mandam ler pra ampliar os conhecimentos sobre a escolástica do período medieval, e não porque Tomás de Aquino seja lá essas coisas. Por mais que ele seja extremamente superestimado pelos católicos, ele ainda é o principal nome da escolástica, então estudá-lo se torna fundamental para quem quer ser um teólogo ou historiador eclesiástico (embora inútil ao meu ver para quem quer apenas uma boa fonte de edificação).

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  53. Olá, Lucas! Lucas a Reforma Protestante na sua visão, ela eclodiu foi por causa da salvação das almas , esse foi o objetivo principal?Podemos dizer que foi o ato Soberano de Deus e porquê?Abs!

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  54. Lucas a interpretação da escola de Alexandria porque era mais alegórica, filosófica, enquanto que a escola de Antioquia se preocupava mais com a hermenêutica?Abs!

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  55. Olá, Lucas!Estou pela primeira vez no seu blog e são muito bons seus artigos.Lucas os católicos nos acusam em dizer que a Reforma nos trouxe um grande mal pra sociedade...como se Lutero e Calvino fossem culpados pelos desvios subsequentes de movimentos "radicais" da livre interpretação das Escrituras, mas eles não sabe que o entendimento confuso que existe hoje no meio protestante é que muitos não sabe diferenciar o que é LIVRE EXAME e INTERPRETAÇÃO DAS ESCRITURAS.Por que livre exame significa ter livre acesso as Escrituras sem imposição de ninguém, ou seja , todo cristão é livre pra ler, verificar e analisar tudo o que está sendo ouvido pelo pastor, bispo, padre, papa é legítimo o que Deus revelou na Bíblia e não aceitando tudo de pronto como muitos fazem não se importando o que a Bíblia diz e sim pelo fato da pessoa ter um título de teólogo, pastor , padre fosse suficiente como se eles não pudessem errar, sem ao menos alguém ter o direito de verificar.Foi o que os reformadores fizeram aceite o que as Escrituras nos diz e não aos homens pelo simples fatos de terem seus títulos honoríficos importantes...digo isso por que hoje muitas pessoas falam não tá na Bíblia, mas o padre,pastor bispo disse tá falado dando mais ênfase nos homens sem ao menos verificar o que de fato a palavra de Deus nos diz.o que acha Lucas não é bem assim que acontece?

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  56. Outro dia estava vendo alguns vídeos no Youtube e uma pessoa disse que acha que o Anticristo será um falso judeu. O que você pensa sobre isso? Eu achei interessante pq ele fala que pros judeus aceitarem um falso messias ele teria que ser um judeu...Vou deixar o link (eu creio que esse cara também é judeu):

    https://www.youtube.com/watch?v=wq0IIPA11OM

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    1. Não conheço ele, mas também concordo que o anticristo será um falso judeu. Só assim para enganar os judeus fazendo-os pensar que é o Messias, se não fosse judeu isso seria muito difícil.

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  57. Lucas é verdade que a Alemanha foi um país feudal até o século XIX e a educação na própia Alemanha ficou dois séculos de atraso com a Reforma Protestante?como vc prova o contrário citando historiadores renomados?Abs.

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    1. Isso tudo vai ser refutado no meu livro, não vale a pena perder tempo discorrendo sobre isso agora.

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  58. Lucas podemos afirmar que a REFORMA PROTESTANTE estatizaram as escolas públicas e a educação em geral?é correto a expressão estatizar por que o Fernando Nascimento disse que a estatização foi a destruição do 'catolicismo' educacional no sentido de os reformadores expulsaram as freiras, monges que faziam esses serviços onde o estado protestante ocupou o lugar do catolicismo?o que tem de verdade nesses argumentos do Fernando Nascimento?Abs.

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    1. O que ele está reclamando? Foi essa estatização das escolas católicas que fez dos países protestantes o exemplo maior de qualidade educacional em toda a Europa. Os países protestantes estavam anos-luz de vantagem sobre os países católicos no que se refere à educação. Nem precisa dizer que a educação controlada nas mãos da Igreja era uma porcaria que emperrava o avanço do sistema, então ele deveria é estar agradecendo os protestantes por melhorarem a qualidade da educação dando um basta no controle eclesiástico romano.

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  59. bazoli errado de novo.Que unidade do amor se nem amor vcs tem entre si

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    1. Verdade, quem melhor pra dizer se existe amor entre os evangélicos do que um apologista católico que nem evangélico é?

      E quem é "Bazoli"?

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  60. Lucas queria saber o que significado termo judaico-cristão, isso se refere ao marco civilizatório com relação a família tradicional, a submissão dos filhos em relação aos pais, ou tem mais alguma coisa?estou confuso pelo seguinte muitos cristão falam que o modelo implantado no ocidente foi o modelo cristão e não judaico, portanto não podemos afirmar que o ocidente é judaico-cristão? me esclareça melhor?Grande abraço e fique com Deus.

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    1. É toda a moral que tem como base o AT (dos judeus) e o NT (dos cristãos), por isso moral "judaico-cristã". Não podemos ignorar que o Cristianismo veio do Judaísmo, e que dele herdou o AT e muitos conceitos usados no próprio NT. Abs!

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  61. Olá, Lucas Banzoli. Seria muito interessante se um dia você escrevesse um artigo sobre a diferença entre um Verdadeiro Cristão para um Religioso. Então, fica aí a sugestão. Até logo! :D

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  62. Vc sabe por onde anda o padre Pinto?

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