2 de novembro de 2015

Os cinco erros mais habituais de um romanista


Os romanistas em seus debates costumam empregar diversas falácias, erros de lógica, anacronismo, distorções históricas e manipulações de dados, mas aqui me limitarei a comentar brevemente sobre os cinco erros mais comuns.


1º Achar que a atual Igreja Católica Romana é a mesma Igreja Católica antiga

É o erro mais rotineiro. O papista, por ignorância ou desonestidade, tenta usar escritos dos Pais da Igreja onde eles falavam da “Igreja Católica”, e então considera como se estivessem dizendo a mesma coisa que “Igreja Católica Apostólica Romana”. Isso é absurdamente falso. A Igreja, naquela altura, não era “Romana”, mas somente “Católica”, que significa universal. Um Pai da Igreja que falava em “Igreja Católica” nem de longe estava se referindo a uma igreja em particular, como a romana, mas meramente se referindo à Igreja como um todo, isto é, presente em todas as partes do mundo da época.

De fato, falar em Igreja “Católica Romana” é contradição de termos semelhante a falar em “solteiro casado”. Se é católico (universal) não pode ser romano (particular), da mesma forma que se é “solteiro” não pode ser “casado”. Por séculos e séculos ninguém se referiu à Igreja como sendo “Igreja Católica Romana”, até que o cisma de 1054 d.C fez com que os papistas começassem a considerar a Igreja Católica como sendo “Romana” em particular (uma vez que passaram a considerar os ortodoxos como estando fora da comunhão).

Os Pais da Igreja consideravam a sucessão apostólica de todas as demais igrejas, não apenas da de Roma. A lista de sucessão em Antioquia, inclusive, tem Pedro como seu primeiro bispo (veja aqui). Para Inácio, a Igreja não tinha sua fundação em Roma, mas na Síria[1]. Agostinho se referiu às “Sés Apostólicas”[2]no plural, em vez de considerar Roma como sendo a única. Nenhum concílio ecumênico foi convocado por um papa; todos foram convocados por imperadores bizantinos. Provas históricas abundantes e esmagadoras refutam por completo o mito de que já existia um papado romano na época, com jurisdição universal sobre toda a Igreja. Para conferir estas evidências, clique aqui e aqui.


2º Achar que o conceito primordial de “Igreja” é institucional e privado

A Igreja, à luz da Bíblia, tem um conceito básico muito simples: a reunião de todos os verdadeiros cristãos, em todas as partes do mundo. Juntos, eles formam aquilo que é conhecido como “corpo de Cristo”. A Igreja Romana é apenas uma instituição visível que poderia ser uma parte deste corpo, se não fosse pelo fato de ter apostatado há muito tempo e perdido essa posição. A Igreja como o corpo de Cristo invisível é um conceito muito claro biblicamente:

“À irmã Áfia, a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que se reúne com você em sua casa (Filemom 1:2)

“As igrejas da província da Ásia enviam-lhes saudações. Áquila e Priscila os saúdam afetuosamente no Senhor, e também a igreja que se reúne na casa deles (1ª Coríntios 16:19)

“Saúdem Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus. Arriscaram a vida por mim. Sou grato a eles; não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios. Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles (Romanos 16:3-5)

Será que Paulo estava dizendo que a Igreja Católica Apostólica Romana estava reunida naquela casa? É óbvio que não. Paulo não diz que aqueles irmãos se reuniam na Igreja, mas sim que a Igreja se reunia naquela casa. Em outras palavras, a Igreja não era uma instituição religiosa que tinha um certo número de membros, mas sim os próprios cristãos que se reuniam naquelas casas. Em um sentido primário, a Igreja é, portanto, os verdadeiros cristãos onde quer que eles estejam. Onde dois ou três estiverem reunidos em nome de Cristo, ali Jesus está (Mt.18:20), ali está a Igreja de Cristo.

Estes cristãos, por sua vez, se reuniam em comunidades, em cada local aonde o evangelho ia alcançando. Essas comunidades, por sua vez, eram também chamadas de “igrejas” (Ap.2:1,8,12,18; 3:1,7,14), e eram obviamente fundadas por homens.

Portanto, a Igreja, em seu sentido primordial, como o Corpo de Cristo invisível e espalhado por toda a terra, é fundada por Cristo, e dela fazem parte todos os que adoram a Deus em espírito e em verdade. E quem faz parte dessa Igreja também se reúne em igrejas visíveis, essas sim fundadas por homens, que são apenas um local onde os crentes (Igreja) se reúnem para adorar a Deus. Nem os católicos podem escapar a essa lógica, pois segundo eles mesmos a Igreja de Roma foi (supostamente) fundada por Pedro – um homem. Assim também as demais comunidades cristãs (hoje parte da Igreja Ortodoxa), que foram fundadas cada qual por um apóstolo humano, ou por cristãos desconhecidos. Cristo não fundou cada uma das igrejas visíveis, nem a de Roma e nem as protestantes, mas sim a Igreja invisível, o conjunto de todos os crentes sinceros.


3º Achar que as doutrinas protestantes foram fundadas a partir do século XVI

Sim, as igrejas protestantes, como comunidades visíveis (leia o tópico acima), foram fundadas a partir do século XVI, mas isso não significa que a doutrina ali pregada tenha sido criada no século XVI. Isso é pura mentira. Todas as doutrinas cridas pelos evangélicos, excetuando certos modernismos e invencionices neopentecostais, possuem ampla e sólida base histórica documental. Por exemplo, muitos (quando não todos) os Pais da Igreja não criam em: (a) transubstanciação; (b) imaculada conceição; (c) livros apócrifos; (d) preterismo; (e) imortalidade da alma; (f) papado; (g) justificação pelas obras; (h) tradição oral como fundamento para doutrinas extrabíblicas; (i) batismo infantil e/ou por aspersão; (j) culto aos mortos; (l) evocação dos mortos; (m) intercessão dos santos; (n) purgatório; (o) títulos marianos; (p) assunção de Maria; (q) tormento eterno; (r) sete sacramentos; (s) infalibilidade papal; (t) uso da força; (u) imagens de escultura nos templos; (v) procissão com imagens; (x) celibato obrigatório; (z) missa de sétimo dia, etc.

Eu tive que parar a lista por aqui, porque já esgotei as letras do alfabeto. Mas você pode ver todas as citações neste neste artigo, e mais ainda em meu livro "Em Defesa da Sola Scriptura", e mais ainda entre os mais de 350 artigos deste blog, e mais ainda em artigos que ainda irei escrever. O fato é que os evangélicos não inventam doutrinas do nada, apenas buscam resgatar as doutrinas que foram abandonadas por séculos pela Igreja Romana, extirpar os acréscimos demoníacos e ilegítimos feitos à sã doutrina, e voltar ao Cristianismo primitivo puro e simples. Este é um longo caminho e um duro processo, que também tem seus próprios erros e acertos, mas é uma proposta infinitamente superior à do “desenvolvimento da doutrina”, sustentando pela Igreja Romana.


4º Achar que o protestantismo vive em um coliseu onde todos os crentes se digladiam entre si até a morte

Sério, parem com isso, católicos. Isso é o ápice do ridículo. Os papistas vivem em um mundo paralelo fantasioso, onde os evangélicos são totalmente divididos e se armam até os dentes para lutar uns com os outros até a morte. É claro que o próprio católico nunca chegou a frequentar uma igreja evangélica para saber como é de verdade: ele simplesmente tenta pintar o protestantismo da pior forma possível, porque bater em um espantalho é sempre muito mais fácil do que bater no que realmente é. Eu tenho vinte artigos sobre a “divisão” protestante, disponíveis nesta tag e também neste diálogo fictício de meu outro site, mas aqui irei apenas explanar o quão profundamente idiota é essa noção de que os evangélicos vivem se matando por causa de doutrina.

Eu já congreguei em igrejas evangélicas de todos os tipos: desde as mais tradicionais até as mais pentecostais. Nunca vi uma atacando a outra, disputando membros com a outra, vociferando com a outra, tratando mal os membros da outra. Todos se consideram irmãos. Os católicos têm a falsa noção de que as igrejas evangélicas disputam entre si porque, como eles não frequentam igrejas evangélicas, o único parâmetro que eles possuem é o da televisão, e na televisão tem pastor neopentecostal brigando com outro pastor neopentecostal por causa de dinheiro.

Então, na cabeça do romanista, todas as igrejas evangélicas são do tipo de Macedo e Valdemiro da vida, quando na verdade essas igrejas não representam nem 5% do total, e são o que há de pior neste meio, e não o que há de melhor. Elas simplesmente não servem de parâmetro para nada no meio evangélico, embora às vezes o católico tenha essa falsa impressão. Prova disso é que quase todas as denominações evangélicas participam juntas da “Marcha pra Jesus”, unidas em torno de um único propósito. Não existe uma “Marcha da Batista”, outra “Marcha da Lagoinha” e outra “Marcha da Bola de Neve”, mas uma única marcha que envolve pessoas das mais diferentes denominações.

Se meu exemplo pessoal também conta, no mestrado que faço, embora seja de uma instituição batista, possui pessoas das mais variadas denominações evangélicas, e acredite católico: não rola cabeças decepadas e nem ringues de UFC. Todos sabem que estão jogando no mesmo time, e ninguém despreza a igreja do outro. Os debates que tem de vez em quando são discussões saudáveis que servem para aprimorar conhecimento e ampliar horizontes, e não porque um considere o outro um “herege satânico” por não ser da mesma igreja. Agora faça o teste e coloque numa mesma sala um católico tradicionalista, um católico da teologia da libertação, um católico da renovação carismática, um católico sedevacantista, um católico episcopal, um católico liberal e um católico tridentino, e veja se o tom da conversa será tão harmonioso. Eu não me responsabilizo!


5º Achar que a Sola Scriptura significa que “tudo” tem que estar na Bíblia

Eu já cansei, mas cansei mesmo, de ver comentariozinho idiota no meu blog de gente que não sabe porcaria nenhuma do que seja Sola Scriptura, que até não sabe nem escrever o termo “Sola Scriptura”, e porque ouve um padre ou um apologista católico fazendo um espantalho todo ridículo do que supostamente é a Sola Scriptura vem com “desafios” infantis que só provam o quão ignorante que é. Não bastou ter escrito 35 artigos sobre o tema neste blog (veja nesta tag), nem outros sete em meu outro site (veja alguns aquiaquiaquiaqui e aqui), nem dois livros inteiros sobre o tema (veja aqui e aqui), eles continuam sem ler nada e distorcendo tudo.

Alguns mais paspalhões chegam a fazer papel de ridículo perguntando “onde está o rock and roll na Bíblia”, “onde está na Bíblia os nomes de quem escreveu esse e aquele evangelho”, “onde está na Bíblia a lista de livros inspirados”, etc. Se eles ao menos se informassem sobre o que diz o princípio reformado da Sola Scriptura, iriam entender duas coisas. Primeiro, que a Sola Scriptura não é, nunca foi e nunca será o princípio de que “tudo” tem que estar na Bíblia, mas no máximo de que todas as doutrinas tem que ser provadas pela Bíblia (ao menos implicitamente). Rock and roll, nome dos evangelistas e cânon bíblico não são doutrinas, e portanto não tem absolutamente nenhuma correlação com a Sola Scritptura.

Segundo, a Sola Scriptura não significa que não existam outras autoridades, mas sim que estas outras autoridades estão sujeitas à autoridade máxima das Escrituras. As igrejas evangélicas reconhecem a existência de autoridades como lideranças eclesiásticas, credos, concílios, confissões de fé, etc. A diferença é que nenhuma delas é infalível, e portanto a autoridade delas está condicionada à autoridade máxima das Escrituras. Isso significa que um pastor pode errar (se contrariar a Bíblia), que um credo pode errar (se contrariar a Bíblia), que um concílio pode errar (se contrariar a Bíblia), e assim por diante. Nenhum evangélico, no entanto, rejeita a priori o que alguma outra autoridade afirma – só não somos ingênuos o suficiente para acreditar que estas outras autoridades não poderão errar nunca. Este é essencialmente o ponto de vista de todos os Pais da Igreja, de todos os reformadores e da própria Escritura em si.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[1] Inácio aos Magnésios, Versão Longa, c. 10.
[2] Carta 232.4.

17 comentários:

  1. Lucas, depois veja neste site,os católicos afirmando sobre as divisões internas:

    http://www.catolicismoromano.com.br/content/view/3778/29/

    Abs,

    Rafael

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    1. Fantástico o artigo! Acho que foi o primeiro artigo católico decente que já li na vida. Serve de munição infinita aos evangélicos, principalmente da próxima vez que acusarem o protestantismo de ser desunido, como se eles fossem totalmente "unos". Foi épico ele terminar desta maneira:

      "Como podem ver caros amigos, de una a Igreja passou a ser variada. Se você se identifica com um determinado grupo ou associação, procure conhecer, no entanto, o Corpo de Cristo vai ficando cada vez mais desfigurado e irreconhecível. E quem tem a mais árdua das missões para fazer este Corpo voltar a ser um só não é mais o Papa, e sim um colégio de Bispos, cada um com sua sentença. É complicado irmãos conviver desta maneira, mas não é impossível se observarmos as regras de ouro: respeitar, ouvir e amar o próximo como ele é"

      TODO protestante deveria ter a obrigação de ler esse excelente artigo católico!

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  2. Veja este artigo também:

    http://presbiterianoscalvinistas.blogspot.com.br/2010/07/origem-e-desenvolvimento-do-papado.html?m=0

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    1. É bom também, mas faltou elencar o ponto mais importante que realçou o poder dos bispos de Roma: o fato de estar na capital do império. E a lista dos bispos de Roma é uma criação posterior, uma vez que as evidências indicam que não havia bispo único em Roma até meados do segundo século:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/10/a-lista-oficial-de-papas-da-igreja.html

      Mas o artigo é bom sim, eu só mudaria esses dois pontos.

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  3. Lucas, faltou só mais um erro que é muito repetido por eles,que é "Achar que a Sola Scriptura é contra todo e qualquer tipo de tradição".

    Mesmo dizendo na Wikipedia que "O dogma da Sola Scriptura não descarta por completo aspectos relevantes da Tradição Apostólica; no entanto, quando há divergências entre esta e a Escritura, a última deve ter a primazia", eles ainda continuam repetindo essa mentira e citam vários versículos da Bíblia e os Pais da Igreja que falando de tradição, como se de fato a palavra mágica "tradição" refutasse a Sola Scriptura.

    O interessante disso foi quando eu mostrei a um catoleigo o que a Wikipedia dizia sobre a Sola Scriptura não descarta por completo aspectos relevantes da Tradição Apostólica, e ele ficou surpreso e perguntou: em que aspecto a Sola Scriptura não descarta a Tradição Apostólica? Ou seja, no final das contas ele não entendeu nada do que na Wikipedia dizia sobre Sola Scriptura. Parece que é mais fácil repetir as mentiras de sites apologéticos católicos de quinta que reconhecer e aprender o verdadeiro significado de Sola Scriptura.

    Abs,

    Rafael Angelo..

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    1. Sim, na verdade eu já tenho preparado o artigo de outros 5 pontos que o romanista falha, e um dos tópicos era justamente esse sobre desprezar qualquer tipo de tradição. Vou postar este outro artigo aqui nos próximos dias. Na verdade era pra este artigo ter 10 pontos, mas como acabou ficando grande eu preferi trazer cinco de cada vez, deixando os outros cinco pra um outro artigo.

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  4. Lucas,esse post não tem nada haver com o artigo, mas sim com uma dúvida minha. Qual a relação do Calvino com o capitalismo ?

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    1. Veja neste artigo:

      http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/calvinismo-e-capitalismo-analise-da-origem-do-capitalismo-e-sua-relacao-com-o-calvinismo-conforme-max-weber-e-h-r-trevor-roper

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  5. Lucas, pra você Papas que foram ''bons'' como João Paulo II foram salvos?

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    1. Eu não acho que "ser bom" é o suficiente para ser salvo, especialmente se a pessoa conhece Jesus e mesmo assim decide prestar culto a outros. Contudo, eu não sou Deus para determinar quem será salvo e quem não será, e por isso prefiro deixar isso para o dia do Juízo final, quando todos nós saberemos o destino de todo mundo. Pessoalmente não me importa se João Paulo II foi salvo ou não, o que importa é que ele compactuava com uma falsa doutrina que deve ser combatida. Abs.

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  6. Aproveitando o debate para divulgar o ENCONTRO PARA CONSCIÊNCIA CRISTÃ - VINACC. Com apoio da maioria das igrejas e lideranças evangélicas, tanto tradicionais (presbiterianos, congregacionais, batistas, luteranos, anglicanos) quanto renovados e pentecostais, a exemplo da Assembleia de Deus. Outras entidades que têm participado e apoiado o evento são as agências missionárias, Juvep (Juventude Evangélica Paraibana) e AMME Evangelizar, além da Sociedade Bíblica do Brasil e da Ordem dos Ministros Evangélicos no Brasil e no Exterior, dentre outras.

    Sandro.

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  7. Lucas nina sinopse d e um de seus livro vi que vc é contra o pre-Tribulacionismo,o que vc acha desses 2 artigos do sola escriptura que defemdem isso: http://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/TeoriaArrebatamentoPostribulacionista-JDPentecost.htm, e esse outro aquihttp://solascriptura-tt.org/EscatologiaEDispensacoes/ArrebatamentoPretribulacional-LHenrique.htm

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    1. Olá. Esses dois artigos que você passou não tem mais conteúdo do que o lugar-comum do pré-tribulacionismo, ou seja, os mesmos argumentos já refutados de sempre. Eu já tratei todos eles no meu livro "A Igreja na Grande Tribulação", que você pode baixar gratuitamente nos links que eu disponibilizo na descrição:

      http://apologiacrista.com/meu-novo-livro-a-igreja-na-grande-tribulacao

      Caso você não tenha tempo para ler o livro todo, pode ler partes dele nos links que seguem abaixo:

      http://apologiacrista.com/cristaos-passarao-pela-tribulacao

      http://apologiacrista.com/deixados-para-tras

      http://apologiacrista.com/pre-tribulacionismo-pais-da-igreja

      http://apologiacrista.com/refutando-pre-tribulacionismo

      Abraços!

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  8. Isso é de extrema ignorância e arrogância por parte desse romanista.
    Veem criando mentiras e calunias desde a reforma!
    Eu sou de uma igreja pentecostal e ja visitei igrejas tradicionais,e sinceramente fui bem recebido e bem tratado! Em nenhum momento vieram dabater doutrina cmg e sim me apoiram pra continuar na igreja(pois sou meio novo na fé). Isso é ridiculo.
    Tbm tinha essa atitude quando era catolico.

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  9. Veja o esse papista disse colocando a culpa no protestantismo. Até mentiras esse cara apresentou.

    "Assassinatos:

    a) A Inglaterra perseguia e matava todos os não-anglicanos, fossem eles católicos ou de outras seitas protestantes. São Tomás More lá foi martirizado. Literalmente perdeu a cabeça. Matou e viciou milhões de chineses em ópio, na guerra que levou o nome da droga. Matou milhões de indianos de grandes fomes provocadas, assim como Stalin fez no Leste Europeu, e também de outras formas.

    "b) Os invasores holandeses do Nordeste, no século XVII, mataram centenas de católicos em plena missa. Um dos mártires teve seu coração arrancado pelas costas. Tudo isso por que? Porque se negaram a aderir a heresia calvinista. Foram os casos de Cunhaú e Uruaçu."

    c) Os protestantes anabatistas saiam matando todos que não fossem pertencentes a seita deles. Geraram uma guerra civil no Império Germânico.

    Racismo e eugenia:

    a) Os calvinistas brancos americanos, através da heresia da predestinação, se declaram como "previamente escolhidos de Deus" e disseram que os índios de "raça inferior" eram os "previamente condenados". Resultado: Milhões de índios mortos, expulsos de suas terras e esterelizados. Os negros sofreram com as leis de segragação racial, que vigoraram até os anos 1960, e com a Ku Klux Klan. Essa que surgiu em seitas protestante e perseguia não só negros, mas todos não-brancos, anglo-saxônicos e protestantes.

    b) A segregação racial na África do Sul, no famoso Apartheid, durou até 1994.

    c) O eugenismo foi ficando cada vez mais comum na Inglaterra no começo do século passado. Deficientes e miseráveis sofreram restrições de casamento, foram mortos e esterelizados. Nos EUA aconteceu do mesmo jeito contra os deficientes e pobres, só que também contras as minorias raciais. Daí, o Papa Pio XI, daquela tal "Igreja Católica malvadona", interviu diplomaticamente e consegui barrar essa onda social criminosa."

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    1. São as mesmas distorções históricas grotescas de sempre, chega a ser cansativo ficar refutando toda hora. Começa com a lenda ridícula de Henrique VIII e sua Igreja Anglicana da época (que matou Tomás More) ser protestante, o que eu já refutei aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/06/mais-uma-da-fabrica-de-mentiras-da.html

      É engraçado o horror dele ao colonialismo britânico, esquecendo-se de que o país com mais colônias ao redor do mundo junto com a Inglaterra era a França católica:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Império_colonial_francês#/media/File:French_Empire_17th_century-20th_century.png

      A guerra civil germânica que esse ignorante atribui aos anabatistas não teve nada a ver com os anabatistas, que eram uma vertente minoritária com pouca expressão no Sacro-Império, mas sim com a Liga Católica que não aceitava que os príncipes-eleitores se convertessem ao protestantismo e então se formaram para exterminar os protestantes. Então se formou também uma liga defensiva protestante para se defender dessas barbáries fruto da intolerância católica típica e ocorreram as guerras civis. Assim como na França, cujas guerras civis SEMPRE ocorreram em função do massacre sumário de huguenotes e de líderes do movimento calvinista francês em conspirações católicas jesuíticas, além da pressão que a Igreja exercia sobre os reis para liquidar a Reforma de todas as maneiras possíveis. A Igreja Romana é 100% a responsável pelas guerras de religião do século XVI; tivesse ela dado liberdade religiosa ao povo, e nenhuma delas teria acontecido.

      O caso de Cunhaú e Uruaçu é outra armação católica contra o protestantismo. Esses caras só mostram um lado da história, as descrições dos católicos brasileiros tentando demonizar os holandeses por serem protestantes. O outro lado (o da verdade) eles não contam, por isso vou passar aqui o que foi escrito com base no texto de Francisco Schalkwijk, doutor em História:

      1. É preciso entender (ou buscar na história laica) que não foi o governo holandês que ordenou a chacina. Na verdade, a outra versão que fazemos aqui o levante, narra que foi uma vingança por parte dos índios que ali moravam ajudados por uma outra tribo da Bahia. Todos esses, se revoltaram devido notícias da crueldade cometidas pelos portugueses para com os indígenas. No início da revolta (13/6/1645), isso é aceito pela maioria dos historiadores (laicos) que por onde passavam os portugueses e estabeleciam seu domínio, a violência, a morte estavam presente de forma cruel. Os “brasilianos” (como eram chamados os índios tupis) fugiam para bem próximo das fortificações holandesas, que eram difíceis de serem atacadas e destruídas. Outros decidiram evitar o desastre aparentemente inevitável e pegaram em armas. Foi isso que aconteceu em Cunhaú.

      “No Rio Grande do Norte, a população indígena consistia em grande parte de índios antropófagos (tapuias), sob a liderança do seu cacique Nhanduí. Para os holandeses, os tapuias significavam um bando de aliados um tanto inconstantes, pois eram um povo muito independente, que não aceitava ordens de ninguém, mas decidia por si o que era melhor para sua tribo. Um tal de Jacob Rabe, casado com uma índia, servia de ligação entre eles e o governo holandês” (Schalkwijk – 1986)

      Os holandeses eram considerados como os libertadores da opressão portuguesa. E, por várias vezes, esses índios quiseram aproveitar-se da situação de derrota dos portugueses para vingar-se da violência anterior. Como acontecera no Ceará em 1637, em 1645 os índios procuraram matar todos os portugueses da região, que foram protegidos pelos holandeses, por meio das armas. Os tapuias sentiram que, com o início da revolta contra os holandeses, eram eles ou os portugueses. No dia 16 de julho, começaram por Cunhaú, massacrando as pessoas que estavam na capela e posteriormente, numa luta armada, os restantes.

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    2. 2. O nome do Pastor protestante Rev. Jodocus à Stetten que era capelão do exército holandês está ligado a esse episódio de Cunhaú, é preciso observar e entender que exatamente o contrário do que alguns afirmam, esse pastor foi enviado pelo governo holandês do Recife para acalmar os ânimos dos indígenas. Porém, os índios, não entendiam como os holandeses podiam defender seus inimigos mortais.

      3. É preciso também registrar que esse sim: como afirma Schalkwijk, o Algoz-mor de Cunhaú: Jacob Rabe alguns meses depois do massacre, esse funcionário da Companhia das Índias Ocidentais, que havia recebido o pastor Jodocus de pistola em punho, foi morto por ordem do próprio governador da capitania do Rio Grande do Norte, Joris Garstman. O capitão Joris era casado com uma senhora portuguesa que havia perdido muitos parentes em Cunhaú. Na história não podemos eleger nossos heróis, mas os inimigos, o algoz, sempre queremos descobrir que o foi. Nesse relato, apresentamos uma outra versão que evidentemente não esclarece de um todo, mas apresenta através de três pontos que a história precisa ser revista.

      Confira em:

      https://joaobosco.wordpress.com/2007/09/22/onde-esta-a-verdade-sobre-o-masacre-de-cunhau/

      Em resumo:

      1) O “massacre” foi cometido pelos índios, e não pelos holandeses.

      2) A razão pela qual os índios fizeram isso é porque eram oprimidos pelos portugueses (católicos), que estavam por expulsar os holandeses daquela terra (que os protegiam), e sabiam que se os holandeses fossem embora eles voltariam a ser oprimidos e massacrados, então tomaram essa atitude radical e irracional.

      3) O pastor protestante em questão não foi enviado para massacrar os católicos, mas pelo contrário, para acalmar os ânimos dos indígenas, o que deixou os próprios índios estupefatos por não entenderem como os holandeses poderiam estar protegendo quem queria a sua destruição (i.e, os portugueses).

      4) É engraçado e até revoltante a Igreja Católica se ocupar tanto com esses “30 mártires” ao ponto de falar tanto neles e canonizá-los, ao mesmo tempo em que vira a cara descaradamente para os 20 milhões de índios exterminados pelos espanhois no Novo Mundo.

      Sobre os ataques aos índios, ele só pode estar de brincadeira. Os milhões de índios mortos que ele se refere não foram mortos por protestantes, mas pelos espanhois (católicos), que exterminaram um número estimado entre 15 e 20 milhões. Sim, houve mortes causadas pelos protestantes também, mas isso em um período bem posterior, já no século XIX, isso depois dos católicos já terem “limpado a área”. E é estranho ele falar do apartheid sul-africano, mas não mencionar nada do famoso Genocídio de Ruanda, que resultou em 800 mil pessoas massacradas em uma guerra civil dentro de um país católico envolto na mais gritante onda de preconceito e radicalismo que esse mundo já viu.

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