5 de janeiro de 2015

O terceiro Tiago, pela terceira vez


Eu sei, você já deve estar cansado de ler sobre o terceiro Tiago. Mas este artigo aqui é simplesmente espetacular, vale a pena acompanhar mais evidências (bíblicas, desta vez) do terceiro Tiago, pela terceira vez consecutiva. O presente artigo não é meu, mas do Alon (que comenta aqui no blog), originalmente postado em uma comunidade de debates no Orkut há anos atrás, e pela primeira vez publicado em um blog. Apreciem!


O TERCEIRO TIAGO
(A. Franco)


Havia alguns incrédulos na família de Jesus. O mestre é claro quanto a isso:

Mat 13:57 - E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.

Marcos aproxima mais os incrédulos de Jesus denunciando que eles estavam dentro da família do Salvador:

“E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa". Marcos 6:4


Marcos entrou na pátria de Jesus, passou pelos parentes (primos) dele e foi parar dentro de sua casa. Certamente a incredulidade não procedia da mãe de Jesus; é o que João esclarece quando confirma: “nem seus irmãos criam nele”, João 7:5.


Essa é uma situação bem conhecida; os vizinhos tudo bem... primos até que dá para entender, o mesmo acontece com os estranhos, mas parece que João está surpreso com outro tipo de incrédulo quando dispara, “nem mesmo os irmãos (?). A frase revela a ênfase no absurdo, pois declarava a incredulidade de membros da própria família que não reconhecia Jesus como o Messias enviado. O contexto encontra-se em João 7:1-5

“E DEPOIS disto Jesus andava pela Galileia, e já não queria andar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo. E estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos. Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele”.

Obviamente o Tiago de Cleofas jamais poderia ter sido reconhecido como incrédulo, não podendo estar na casa de Jesus se comportando de tal forma depois de ter presenciado - alguns versículos antes - a gloriosa cena da multiplicação dos pães, quando Pedro testemunha pelos doze: “... E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”, Jo 6:69.

Como poderia os irmãos de Jesus, Tiago de Cleofas e Judas, como diz o catolicismo, terem mudado de cena tão rápido e serem vistos apenas alguns versículos depois como incrédulos? A cena exige um Tiago, pois como veremos adiante, o Jesus ressuscitado apareceu para um Tiago em particular, e mesmo que não deixe explícito, ele apareceu para este Tiago com o intuito de testificar da sua ressurreição para ele. E ao que tudo indica este não foi o filho de Cleofas.

Observem que nesse capitulo anterior ao capítulo sete, após ajuntarem os pedaços de pães e peixes que sobraram, os discípulos concluíram: “... Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo”, João 6:13-14. Portanto, Tiago, filho de Alfeu, não pode ser lembrado como o possível Tiago incrédulo, visto como irmão de Jesus em João 7: 1-5, que o expulsaram  de seu próprio domicilio. Tiago de Cleofas foi discípulo desde a escolha sem jamais ter abandonado seu posto e ministério.


Jesus aparece ao Tiago de Cleofas ou a outro Tiago?


Jesus apareceu a certo Tiago, mas, por que Jesus deveria aparecer ao sumido, quieto, silencioso e inofensivo Tiago de Cleofas por duas, ou mesmo três vezes após a ressurreição e a Bíblia ainda registrar um destes encontros separado dos outros discípulos? Por que deveria o filho de Alfeu exigir de Jesus uma atenção especial?

Leia atentamente I Coríntios 15:3-7:

“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze”, vv. 3-5.


Obviamente aqui ele aparece ao Tiago de Cleofas, pois ele era um dos doze - e aparece ressuscitado. Não esqueça que esse Tiago estava entre eles quando Jesus mostra as marcas dos cravos pela primeira vez. E posteriormente, quando o Senhor se revela a Tomé o mesmo Tiago também estava presente, Ou seja, ele testemunhou por duas vezes as marcas no corpo de Jesus. O problema é que entre essas duas aparições aos discípulos é dito que Jesus “... apareceu a Tiago” em particular, verso 7.

A passagem segue dizendo que depois disso…

“Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram”, v.6.

E depois...

“Depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos”.

O que mais surpreende são os detalhes que insistem em esclarecer a questão; note que no início do relato, acima em Coríntios, Jesus aparece primeiramente a Pedro e em seguida aos discípulos. Na primeira vez, sem Tomé, a Escritura esclarece que “estando as portas cerradas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco”(verso 19). Observe no verso 24 que não se fala de ninguém ausente a não ser Tomé, o que nos permite inferir que Tiago de Cleofas foi um dos que viu o Senhor e se alegrou  junto com os outros quando  este “mostrou-lhes as suas mãos e o lado”, João 20:20.

Oito dias depois o relato bíblico atesta que Jesus voltou a vê-los; nessa  episódio Tomé se encontrava no grupo e “chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco”, v 26.

Portanto, os católicos precisam explicar muito bem porque insistem em afirmar que o último texto citado no testemunho de Paulo sobre as aparições sequenciais de Jesus o mostra se manifestando ao Tiago filho de Alfeu em particular se este já havia comprovado sua ressurreição anteriormente: “Depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos”. Certamente esse era o outro Tiago e irmão de Jesus. Assim, percebe-se claramente que o relato acompanha uma sequencia exigida por necessidade de comprovação da ressurreição. Alguém estava precisando de uma comprovação maior, e seu nome era Tiago.

Obviamente fica extremamente ridículo identificar esse Tiago incrédulo com o Tiago de Alfeu, pois este último já havia comprovado a ressurreição na aparição anterior, por isso o detalhe de Paulo dizendo que ele apareceu – DEPOIS – a Tiago. Muitos poderiam protestar e dizer que Jesus também apareceu a Pedro em separado, mas teriam que concordar que este contexto aqui não permite Jesus aparecer em particular para o Tiago de Cleofas, a não ser que arrumem outro motivo explicando muito bem por que a necessidade dessa aparição em particular. No entanto, o que parece coerente é que esse se tratava de outro Tiago, aquele que era realmente irmão de Jesus.

Vamos ver esse problemático incrédulo que fez com que Paulo não se esquecesse dele, registrando a manifestação do Jesus ressurreto a esse homem, quando narra separadamente o encontro entre ele e o Senhor.

Os judeus queriam matar Jesus - que foi que ele fez? Foi para casa, para sua terra. Isso tudo aconteceu depois do milagre da multiplicação dos pães. Entre os maravilhados e crédulos discípulos nessa ocasião, também estava Tiago de Cleofas, o qual Pedro defendeu como alguém que creu em Jesus diante do estupendo milagre. Vamos observar que no final de João 6, depois de todos saciados, e Jesus se referir a si mesmo como o pão da vida, alguns não suportaram ouvir e se retiraram. O texto diz que estes que se retiraram não mais andavam com o mestre (Jo 6:66).  Jesus se volta para os doze e pergunta: "... Quereis vós também retirar-vos?” (v.67). Pedro retruca defendendo os doze: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.  E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente" (68 e 69).

Pedro testemunha e fala por eles: nós temos crido”; portanto, todos os doze creram!

Apenas três versículos após começa a pequena história de Jesus e seus irmãos incrédulos. Veja novamente a sequencia com os comentários em João 7,

“Depois disto andava Jesus pela Galileia...”

Depois de que? Lógico e evidente que foi logo após o grande banquete onde todos se saciaram apenas com alguns peixes e pães. Aqui Jesus estava na sua terra, na sua casa. Ele era Galileu…

João continua no verso três,


Disseram-lhe, então, seus irmãos: Retira-te daqui e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes...


Aqui eles dizem para Jesus ir aos seus discípulos, o que pode sugerir que o Senhor foi para a  Galileia sozinho, sendo que os discípulos tomaram outro rumo. E, se os irmãos do Senhor aqui estão fazendo referência aos doze, então a situação torna-se mais complicada para a argumentação católica, pois encontramos mais uma vez os  irmãos separados dos discípulos.

E damos de cara com o verso cinco, onde esclarece o teor da conversa, que certamente estava cheia de hostilidade por parte desses irmãos de Jesus. O verso conclui,

“Pois nem seus irmãos criam nele”.


A única conclusão honesta e justa que podemos chegar é: O Jesus ressurreto apareceu mesmo foi para um de seus irmãos incrédulos, Tiago, mas não o discípulo e filho de Cleofas, e sim seu irmão de sangue, e filho de sua mãe, o qual o salmista já profetizava como alguém que estaria nas fileiras daqueles que por algum tempo duvidariam do ministério do Senhor:


"Tenho-me tornado um estranho para com meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe".

As duas sentenças foram registradas para não deixar dúvidas mesmo: "Meus irmãos... FILHOS da MINHA mãe...".

Parece que a situação de Jesus com membros da sua família não estava favorável a ele.   Com certeza naquela recepção acompanhada das palavras de rejeição dos seus irmãos não podia mesmo estar presente nenhum discípulo. Certamente João não delatou como incrédulos os discípulos Tiago e Judas que foram confirmados por Pedro como tendo fé no milagre acontecido alguns versículos antes. Obviamente os que trataram Jesus com hostilidade e indiferença foram mesmo seus irmãos, José, Simão, Tiago e Judas, sendo que estes Tiago e Judas mostrados aqui nunca foram contados entre os doze.


E, se esses irmãos de Jesus mencionados em João sete não fizesse alusão aos quatro nomes apresentados em Mateus 13:55, se fosse apenas um, dois ou mesmo três deles, o contexto deixaria claro. Primos com certeza não eram, pois fica extremamente estranho que filhos de outra família pudessem ter essa autoridade dentro de um domicilio que não era o deles.  Pelo jeito a família de Jesus tinha algumas diferenças com ele, pois em Marcos capítulo três eles são vistos “junto com Maria” indo atrás do Senhor, pois achavam que ele estava louco, e foram lá para prendê-lo.


Evidente que Jesus apareceu redivivo para seu irmão Tiago, o Tiago incrédulo de João sete, que atraído pela ocasião começou a mostrar sua fé se juntando aos onze discípulos em oração. Vemos isso em Atos 1:13, 14. Ali é dito claramente que os que estavam no cenáculo eram: Pedro e João, Tiago e André, Felipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão o Zelote, e Judas, filho de Tiago.


Essa tradução reconhece esse Judas como filho de um Tiago e não como irmão dele. No entanto, uma outra tradução baseada em melhores manuscritos, o chama apenas de Judas Tiago e algumas outras o denomina de Judas Tadeu. O certo é que ele não tem parentesco algum com o Tiago filho de Alfeu.

Observe que no verso treze nós já vemos listados os nomes de onze apóstolos, sendo que obviamente entre eles podem ser vistos Tiago de Cleofas e Judas. No entanto, no verso 14 claramente é dito que “Todos estes [onze] perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele…”. É muito forte o argumento implícito, que nos obriga a ver um Tiago e um Judas orando com outro Tiago e outro Judas.

Vamos ver se é isso mesmo; Mateus registra: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?” (Mateus 13:55).

Os detalhes importantes são: “Sua”, quando identifica a mãe e, “Seus”, quando identificam os irmãos - Isso significa que todos estão entrelaçados como família de sangue.


Observe que temos listados quatro nomes aqui: Tiago, José, Simão, e Judas. Antes dos nomes se lê claramente: "Sua mãe e seus irmãos...". Vemos a mesma colocação em João 2: "Mãe e irmãos". Quando voltamos um pouco mais no ministério de Jesus achamos seus irmãos separados dos discípulos:


João 2:12, “Depois disso desceu a Cafarnaum, ele, sua mãe, seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias”.

Atente para estes detalhes: Mateus mostra “… sua mãe… seus irmãos…”, onde são listados os nomes destes.

João apresenta “… sua mãe, seus irmãos…”. Aqui está sem nomes.


Somente alguém destituído de cérebro não pode concordar que João também fazia referência aos mesmos quatro nomes aludidos em Mateus. Assim, quando nos voltamos para o contexto de Atos, encontramos a mesma situação: os irmãos de Jesus são vistos juntamente com os discípulos e Maria orando no cenáculo.


“Todos estes [onze] perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele…”. Entre estes você pode encontrar o terceiro Tiago, o qual jamais foi contado como um dos doze discípulos. Este Tiago era irmão do Senhor, filho de Maria, tendo como pai o próprio José; José que teve relação sexual com Maria, mas somente depois que Jesus nasceu:

"... E José... não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito..."

Mateus 1:25, que para desespero de muitos a tradução da NTLH e a NVI vertem o verso como seguem,

“Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus”.

“Porém não teve relações com ela até que a criança nasceu. E José pôs no menino o nome de Jesus”.

Deus seja louvado!

Por: A. Franco.


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34 comentários:

  1. Lucas,

    Que tal um pouquinho mais de contexto?

    Lembre-se, Lucas: a Igreja não nasceu ontem. Estude com mais cautela antes de proferir conclusões no impulso.

    http://cantinhodoprimorodrigo.blogspot.com.br/2011/05/virgindade-perpetua-de-maria.html

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    1. Seu artigo é tão ruim que o seu problema não é falta de contexto, é falta de texto mesmo. Tenta refutar o texto fenomenal do Alon com dezenas de textos bíblicos sobre o terceiro Tiago sendo que nem cita Tiago em seu texto. Fala sério...

      Eu até pensei em refutar alguma coisa mas mudei de ideia quando vi você usar um texto do hebraico para justificar os textos em grego. Não parece ser sério.

      Volte aqui quando tiver alguma refutação decente. Deste jeito nem pra ser contra-argumentado serve.

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  2. Quem disse que eu estava tentando refutá-lo? Meu artigo é de 2011!

    A questão é que você rodou, rodou e rodou; gorgolejou, gorgolejou e gorgolejou, e não provou nada.

    Abraão era irmão de Ló, por acaso? Não, ele era tio. Mas foi chamado de "irmão" tanto em grego quanto em hebraico. A LXX deriva obviamente do hebraico. E daí?

    Se assim foi entre um tio e um sobrinho, porque seria estranho que o mesmo fosse entre um irmão e um primo? Ademais, a Bíblia faz parte da Tradição. A Tradição diz uma uma coisa totalmente diferente da sua tese.

    Eu não conheço nenhum "terceiro" Tiago. Eu conheço o Bispo São Tiago.

    E qual é a relevância dos dizeres de Josefo? De qualquer forma, para a lei civil, Cristo era irmão de São Tiago. Josefo estava obrigado, como fariseu, a crer na concepção divina de Cristo?

    Que tal se acalmar um pouco?

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    1. Vocês papistas me fazem rir. O desespero em provar suas doutrinas nitidamente falsas, que até vocês mesmos SABEM que são falsas, beira níveis patológicos.

      Você vem aqui no meu blog dizer que o artigo aqui “foi tirado do contexto”, sendo que este artigo fala exclusivamente sobre Tiago e o seu nem toca neste assunto. Então o que foi tirado do contexto, rapaz? Faça um artigo refutando as provas bíblicas do terceiro Tiago, como o Alon escreveu neste aqui, refute ponto por ponto, e só DEPOIS diga que algo “foi tirado do contexto”. Deste jeito, acusando sem provas, só faz você passar vergonha.

      E quando eu disse que você não devia ser levado a sério eu não estava brincando. O que tem a ver uma TRADUÇÃO, como a LXX, com o ORIGINAL, que é o texto em hebraico? A LXX apenas traduziu o hebraico “irmão” para o grego “irmão”. A LXX não é uma interpretação, é MERAMENTE TRADUÇÃO, ela não está nem minimamente preocupada se Abraão era primo ou irmão de Ló. O hebraico traz “irmão” e ela traduz “irmão”, simples. Comparar isso com o NT, que foi escrito ORIGINALMENTE em grego, é simplesmente ridículo. O grego do NT não é tradução de nenhum hebraico mais antigo, é simplesmente o ORIGINAL, os apóstolos ESCREVERAM EM GREGO, e portanto não teriam nenhuma razão para dizer que os irmãos de Jesus eram somente irmãos e não primos, já que o grego tinha palavras para distinguir ambos.

      Os evangelistas escreveram diversas vezes a palavra “suggenes”, que significa “parente”, que poderia ter sido perfeitamente aplicada para os irmãos de Jesus indicando que eles não eram irmãos mas apenas parentes próximos, mas eles fizeram questão de escrever que eram “adelphos” (irmãos). Eles também tinham perfeitamente disponível a palavra grega “anepsios”, que significa “primo”, e de fato Paulo, o mesmo que disse que Tiago é ADELPHOS (irmão) de Jesus (Gl.1:19), disse também que Marcos era ANEPSIOS (primo) de Barnabé (Cl.4:10). Você pode nos fazer um favor e nos explicar isso?

      “A Tradição diz uma coisa totalmente diferente....” – é pra rir ou é pra chorar? Defina o que você considera “tradição”. Se não for um pensamento redundante, ela irá rementer aos primeiros cristãos e você verá Tertuliano negando explicitamente a virgindade perpétua de Maria, também verá Clemente de Alexandria dizendo explicitamente que em sua época A MAIORIA dos cristãos não cria que Maria foi sempre virgem, também verá Eusébio dizendo explicitamente que Tiago era IRMÃO e não PRIMO de Jesus, e assim com muitos outros Pais. Quem você pensa que engana?

      Ignorar Josefo é ignorar uma PROVA HISTÓRICA de que Tiago era irmão e não primo de Jesus. Josefo é uma evidência histórica MAIS ANTIGA que os Pais da Igreja, Josefo era CONTEMPORÂNEO de Tiago, Josefo escrevia em grego e diversas vezes escreveu “anepsios” (primo) em seu livro, mas em relação a Tiago disse que era ADELPHOS (irmão) de Jesus. Por que Josefo não disse que Tiago era primo de Cristo, se para vocês Tiago era somente um “primo” dele?

      Por que você não traz um argumento sólido e não autorefutável ou redundante, que prove que Tiago era PRIMO de Jesus? Por que não tenta refutar nossos textos com algo que não soe tão ridículo e que só sirva para enganar leigos na missa? Por que insiste em argumentos batidos, ultrapassados e já há muito tempo refutados?

      O pior de tudo é que você, depois da maior desonestidade intelectual, ainda se faz de “vítima”. Se você não aguenta um debate intelectualmente honesto, então não debata. Se desmascarar as mentiras que você profere é “perder a calma”, então “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mt.5:6).

      Que tal usar o cérebro um pouco?

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    2. Boa tarde Lucas, feliz 2015.

      Lucas permita-me acrescentar algo a mais nesse excelente artigo.

      Lucas, na prova arqueológica encontrada e comprovada a sua inscrição, onde a mesma diz:

      "Tiago, filho de José, Irmão de Jesus"

      O que nos chama mais a atenção, é o fato de Tiago "ser filho de José", jogando por terra, a falácia do aramaico.

      Com essa descoberta, os Romanistas terão que se apoiarem na tese da Igreja Ortodoxia, que sustenta que José era viúvo e já tinha filhos quando casou-se com Maria.

      Com essa ficamos no dilema.

      Quem está certo?

      A tradição Católica que diz que é primos?

      A tradição da Igreja Ortodoxia, que diz que são filhos de José de um outro Casamento?

      Ou os protestantes, baseados na bíblia, que diz ser filhos de Maria, irmãos de sangue de Jesu?

      Abração.

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    3. Oi Neilom, tudo bem?

      A questão, ao meu ver, é bem mais profunda do que somente se Jesus teve irmãos ou não. A questão é se um DOGMA católico é antibíblico, ou seja, falso. Se os irmãos de Jesus não são os "priminhos" dele, como a Igreja Romana inutilmente sustenta, então até o dogma da infalibilidade papal cai por terra, e a Igreja Romana seria tão falível quanto as outras. É como um efeito dominó. Cai esse dogma, cai também o da infalibilidade. Cai o da infalibilidade, tudo o mais que é construído em torno da pretensa infalibilidade do bispo romano vai por água abaixo também. Todo o catolicismo romano é um aparente castelo grande, mas erigido na areia. É facilmente destronável. Se não fosse pelo dogma da infalibilidade, eles poderiam simplesmente admitir que estão errados neste ponto e continuar sustentando o resto, mas com o dogma da infalibilidade eles são forçados a ver seu castelinho na areia sendo arruinado pela primeira onda que vem.

      Feliz ano novo!

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    4. Rodrigo Silva, tudo bom? O Catolicismo jamais conseguiu explicar porque os filhos de Cleofas viviam na casa de Jesus e eram vistos constantemente na companhia de sua mãe e foram chamados de irmãos dele. O problema é mais sério, não se trata apenas de buscar ajuda em exemplos de quem era sobrinho e foi chamado de irmão ou vice e versa. Não adianta usar o exemplo de Ló e Abraão. Os servos dos dois viviam se pegando e foi nesse contexto que Abraão disse para Ló em Gênesis 13:8, "... Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos". Percebeu o ton de Abraão? Percebeu porque ele usou o termo irmão? Será que ele estava pegando Ló pelos ombros e olhando nos olhos dele ou abraçava e afagava os cabelos do sobrinho? Deus sabe...

      Com relação ao contexto de Jesus os judeus estavam FAZENDO REFERÊNCIA AOS FAMILIARES DE SANGUE para urgência de identificação, pois se escandalizaram nele. Como alguém do bairro poderia fazer tais sinais?

      Mateus 13

      54 E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas?

      55 Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?

      Ninguém que queira identificar a família e seus membros de sangue, lembraria dos primos, pois primos podem morar longe, mas irmãos solteiros não. Tinha muita gente dentro da casa de Jesus, ate irmãs. Veja o verso 56,

      "E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?"

      Porém, o catolicismo sempre ensinou que Tiago, José, Simão e Judas eram filhos do casal Cleofas e Maria, mas não explicam o que faziam comendo e dormindo na casa de José e Maria se os pais legítimos estavam vivos. Além disso, também nunca esclareceram de quem as chamadas irmãs de Jesus eram filhas, pois acreditando ter sido Maria virgem perpétua, então as irmãs também são parentes, não é? Devem ser filhas de um outro casal, só pode. O catolicismo viu quatro homens dentro da casa de Maria sendo chamados de irmãos, e berrou: NÃO SÃO IRMÃOS NÃO, MAS PRIMOS. Olharam num outro canto e viram mais algumas moças sendo chamadas de irmãs e gritaram que nem doidos: SÃO PRIMAS TAMBÉM!

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    5. Tudo Bem Lucas, graças a Deus.

      Lucas, vc foi muito feliz nos seus comentários, é a mais pura verdade, o dogma da infalibilidade papal, não permite que os papistas, venham a público reconhecer os erros teológicos e doutrinários aplicados paulatinamente no decorrer dos séculos.
      Lucas, na história do povo de Deus, desde os tempos muitos remotos, desde quando se buscam a Deus, desde os tempos do povo hebreu, seja mestres, escribas, etc, não houve ninguém, mesmo sendo aqueles, cuja a pena de um escritor, registrou dizendo; "A terra não era dignos deles". Nenhum se quer que teve a audácia e a petulância de se auto promover, "infalível", na questão doutrinária e teológica, não houve um se quer. Saindo do campo da religião, houve na história, grandes pensadores, grandes filósofos, homens letrados em todos os sentidos, nenhum deles, tiveram tamanha ousadia de se intitularem infalíveis.
      Sinceramente, eu não sei como em pleno século 21, possa existir tanta gente, a dar crédito em tamanho embuste.Não sei como se deixam levar por um engano, há algo tão primitivo, arcaico e extremo, como esse dogma. Isso, é prova, que, a religião romanista, monopoliza extremamente, a fé dos desavisados.

      Lucas, é uma pena.

      Abraços.

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    6. Alon, o teu artigo é excelente, não desmerecendo os demais, pra mim, este foi o melhor que já li, em toda parte.

      Parabéns, Deus seja louvado.

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    7. Importante observação, Neilom. Eu também não consigo me lembrar de nenhum outro na história que tenha se declarado "infalível". A coisa que mais chega próximo disso são os ditadores de regimes totalitários, como a Coreia do Sul e Cuba (ou da antiga União Soviética), mas nem eles chegaram a tal ponto, de declarar isso (a infalibilidade) de forma oficial. Embora não haja naturalmente nenhuma passagem bíblica que mostre que um papa seja infalível, há uma passagem onde alguém diz algo próximo a isso, sustentando com altivez que:

      “Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo" (Isaías 14:13,14)

      Bem, você já sabe quem é ele, e já sabe qual fim ele teve.

      Abraços!

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  3. Pois é, meu caro Lucas,

    É como você mesmo disse. Nas suas palavras, a LXX traduziu para o grego um maneirismo local. Ela registrou um costume cultural do povo de Israel, que era não dar muito bola para especificações de grau de parentesco entre os israelitas. Todos eram irmãos. Tios e sobrinhos, primos e irmãos, uma tribo e outra...

    O ponto é que os Santos Apóstolos, como tinham uma bagagem cultural, escreveram em grego o que tinham por costume. Que era justamente esse.

    Uai? O que você chama de hebraico original? O hebraico da sua Bíblia protestante, que não consegue compatibilizar o NT com o VT? Você nunca achou isso esquisito, não?

    Meu caro, a LXX foi considerada tão precisa e fiel em termos de ser realmente uma boa tradução, ao que foi verdadeiramente o manuscrito aramaico/hebraico, que foi tida (e é considerada assim até hoje) como divinamente inspirada. Ao ponto dos próprios Santos Apóstolos não darem a mínima bola para o hebraico. E a Igreja Antiga, idem.

    Uma coisa você pode estar certo: o que você chama de original, é qualquer coisa, menos o original. Senão você poderia ler os versículos do NT no VT, poxa vida!

    A Bíblia é um documento histórico. Eu sei que você ao menos concorda com isso. Ela conta uma história verídica. Naturalmente, ela não conta tudo. Porque embora imensa, ela não tem páginas o suficiente. Outros documentos históricos são o auxílio bíblico.

    Você tem o costume de citar Irineu, Eusébio, etc. para suportar o seu futurismo. Parabéns! Isso se chama "folhear" a Tradição!

    Meu caro, porque você folheia a Tradição tão seletivamente? Seja coerente, rapaz! Onde passa o boi, passa a boiada. Continue! Não pare apenas onde te interessa no momento!

    Eu não sou papista. Nunca fui papista. Se você me seguir no Google+, talvez ache interessante os meus últimos artigos sobre a detestável, profana e terrível Inquisição católica. No meu Blog há uma lista de livros e ebooks contra o Papismo que talvez você gostaria de conhecer. Há a página "Sobre Mim" também.

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    1. Rodrigo, você não entendeu nada do que eu escrevi. É uma pena. Eu estou pouco me lixando se os apóstolos usavam o texto massorético ou se usavam a LXX, isso é um debate que já leva séculos e é completamente irrelevante. Eu vou repetir o que eu disse, porque você distorce tudo aquilo que eu escrevo ou finge não entender: a LXX é uma TRADUÇÃO, eu vou repetir: TRADUÇÃO, e se ainda não ficou claro vou falar de novo: TRADUÇÃO de um texto (em hebraico) mais antigo. Se esse texto mais antigo é o texto massorético, ou se não é, não importa em nada. Isso não é um debate sobre qual manuscrito veterotestamentário é mais confiável ou interessante.

      A não ser que você seja insano ao ponto de dizer que Moisés escrevia em grego o Pentateuco (o que tenho certeza que você não é, nem chegaria neste ponto) terá que concordar que a LXX é uma tradução em grego DE UM TEXTO HEBRAICO ANTERIOR, que por sua vez é mais antigo. E um tradutor, seja ele qual for, NÃO É UM INTÉRPRETE, é apenas um tradutor. Se ele lê “irmão”, ele traduz “irmão”. Simples. Ele não faz interpretação de texto. Ele faz TRADUÇÃO de texto.

      Por que o Novo Testamento é totalmente diferente? Simples: porque o NT não é uma tradução. O próprio original do NT foi escrito em grego. Os apóstolos não escreveram em hebraico para depois alguém ir lá e traduzir para o grego. Os apóstolos e evangelistas escreveram ORIGINALMENTE em grego, e portanto estavam em PLENA CONDIÇÃO de dizer se os irmãos de Jesus eram irmãos mesmo ou primos. Sua tese de que os apóstolos “tinham uma bagagem cultural e escreveram em grego o que tinham por costume [no hebraico]” é pura mentira. Isso tanto não é verdade que no NT há menção de três tipos diferentes de parentesco: SUGGENES [termo geral para “parente”], ADELPHOS [irmão] e ANEPSIOS [primo], e TODAS essas três foram usadas no NT. Isso é o básico do básico do básico, qualquer principiante no estudo da teologia sabe disso. Por que os evangelistas e apóstolos simplesmente não escreveram “irmãos” em todas as ocasiões, excluindo o “suggenes” e o “anepsios” que não faziam parte da cultura hebraica?

      Se os evangelistas escreveram dezenas de vezes que certas pessoas eram apenas SUGGENES (parentes) de outras, por que não fizeram o mesmo em relação aos irmãos de Jesus, se eles não eram irmãos mesmo? Se o apóstolo Paulo escreveu dizendo que Marcos era ANEPSIOS [primo] de Barnabé, por que razão O MESMO APÓSTOLO escreveu dizendo que Tiago era ADELPHOS [irmão] de Jesus? Por que os irmãos de Jesus eram SEMPRE, absolutamente SEMPRE, retratados SOMENTE COMO ADELPHOS, e NUNCA como suggenes ou anepsios? São essas as questões que atormentam a mente dos católicos. Você tenta fugir delas assim como o diabo foge da cruz, mas até agora não se esforçou nem um mínimo a responder estas questões, ainda que eu já tenha repetido isso três vezes.

      (...)

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    2. Eu nem deveria comentar sobre o que vem depois, que é uma fuga gritante do assunto, você deixa de falar sobre os irmãos de Jesus e passa a falar sobre PRETERISMO, o que tem a ver uma coisa com a outra? E você ainda diz que eu “folheio a tradição seletivamente”. Isso é pra rir? Se você não sabe, a ESMAGADORA MAIORA Pais da Igreja eram futuristas, eu até já fiz um artigo tratando sobre isso com DEZENAS de Pais da Igreja afirmando isso:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/11/manual-de-como-esmagar-o-preterismo-com.html

      Você tem duas opções: (a) faz um artigo refutando este meu e provando que todos estes Pais da Igreja estavam ERRADOS e que há um monte de outros Pais, em muito maior quantidade, que afirmaram o contrário; ou: (b) se arrepende desta calúnia de que eu “folheei a tradição seletivamente”, que é um ataque típico dos papistas (ainda que você diga que não é um), que estão sempre repetindo como um mantra, quando citamos qualquer texto patrístico, que “você tirou do contexto! Tirou do contexto! Tirou do contexto!”, aí quando pedimos pro camarada mostrar o bendito contexto e PROVAR que algo foi “tirado” dali eles não fazem nada, ficam calados. Isso não passa de uma técnica de intimidação – “você tirou do contexto! / você foi seletivo!”, que não assusta nem engana ninguém que seja inteligente. Se você quer mesmo mostrar que eu fui seletivo, então faça o que eu disse e refute todos os textos, é simples. Se não for capaz, então ausente-se de opinar sobre o caso.

      Por fim, você não se descreve como “papista”, será que devo concluir então que não é católico? Acho que será importante que o pessoal saiba quem você é. É católico romano? É ortodoxo? É evangélico? É desigrejado? Não é nada? A única vertente religiosa que defende a tese de que os irmãos de Jesus eram “primos” é a católica romana, ninguém mais. Nem os ortodoxos defendem isso, e olha que eles creem na virgindade perpétua de Maria. Soa estranho e suspeito que você defenda isso e ao mesmo tempo diga que “não é” papista. Uma explicação cairia bem aqui.

      Até mais.

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  4. Meu caro Lucas,

    Me desculpe, mas você continua como um peão: rodopiando e não sai do lugar.

    Você fala como se existisse uma regra gramatical grega estatuindo que "adelfos" deve ser usado para isso; "suggenes" para aquilo; e "anepsios" para aquilo outro. Se é assim tão estrito e mandatório, bem... Usando os termos de Tiago 1:16, por exemplo, eu tenho a ousadia de me sentir "adelfos" de São João Crisóstomo. Isso quer dizer que estou afirmando nascemos eu e ele da mesma mãe? Ou o mais lógico: que me sinto ligado a ele pela mesma irmandade?

    Se "adelfos" é tão elástico a ponto de se referir à ligação sanguínea de uma tribo e mesmo transcender para uma irmandade espiritual, porque você continua gorgolejando?

    Por si só, "adelfos" nada prova. E mesmo se fosse o caso, Cristo é irmão de São Tiago pela lei civil. Se fosse o caso, você ainda teria que demonstrar que a evidência não está se referindo apenas à ligação civil dos dois, mas também ao grau de parentesco sanguíneo.

    Porque você acha estranho que a Comissão tradutora da LXX tenha registrado um maneirismo local por meio do uso de "adelfos" para transmitir uma idéia de irmandade tribal? Uai, a Comissão não inventou nada. O maneirismo foi registrado na LXX porque estava no original hebraico! E a Comissão achou que "adelfos" era adequado para transmitir a transcendência. Os Santos Apóstolos concordam e continuaram o costume no NT.

    Porque você gorgoleja como se isso não fosse a atitude de um bom tradutor, mas algo arbitrário de interpretação pessoal? Como diz o Craque Neto da Band: "antes de criticar, faça melhor!".

    Meu caro, o NT não é diferente do VT, ou não cita o VT de forma diferente. O que é diferente é o livro que você comprou. A culpa é sua, e não dos Santos Apóstolos. Ou melhor: a culpa é dos papistas que idolatram a Vulgata e por meio dela induziram os protestantes ao erro. Por isso você e milhões de pessoas continuam comprando o livro errado!

    Graças a Deus, certas almas caridosas estão se mexendo para traduzirem a LXX. Daqui a poucos anos, teremos uma tradução dela em Português, para o nosso povo. Cinco séculos depois da Reforma, apenas. Antes tarde, do que nunca!

    Lucas, parece que eu te provoquei urticárias quando eu constatei como você usa a Tradição. Foi uma constatação, não uma crítica. Até porque eu sou preterista e nem queria te perturbar mais ainda. Foi um encorajamento. Continue! Mas seja mais... detalhista. Estou sendo um pouco sutil. Entendeu?

    Você pode, por exemplo, dizer para os seus leitores o que afirma o Credo Niceno, acerca da Theotokos: "...no seio da Virgem..." - com letra maiúscula. Ou o que se canta na Divina Liturgia, a qual os hereges Monofisistas, muitíssimo mais antigos do que os protestantes, também cantam todos os domingos: "... gloriosa Senhora, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria...".

    Você pode citar São Irineu, que você parece gostar muito. Desde que com mais detalhes. Que tal? "... a Virgem Maria tornou-Se advogada de Eva..." e "... pois que a desobediência de uma virgem (Eva) foi contrabalançada pela obediência da Virgem...".

    Os exemplos da Tradição, que nada mais é do que a práxis comum da Igreja, enchem o mar.

    Eu afirmei ser Cristo o primo (primo-sobrinho por parte de Mãe) de São Tiago, porque é uma forma costumeira de se referir a ambos. Não é o que você está discutindo? Mas isso não quer dizer que Cristo tenha um pai humano. Os romanistas, pelo que sei, nunca sugeriram tal coisa. Tampouco eu. Se você não gosta do termo, ou acha ele confuso, tudo bem.

    Mas ele não é o irmão de São Tiago, tal como você defende. A verdade está no proto-evangelho de São Tiago: São José era muito idoso, já com filhos, quando foi obrigado por Lei a desposar e a sustentar a adolescente, sobrinha e órfã Virgem Maria.

    Renovo o convite para você dar uma olhada na lista de ebooks do meu Blog. Tem muito material anti-papista lá.

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    1. Rodrigo, você deveria ganhar um prêmio neste blog como o maior corredor de todos os tempos, dos que já passaram por aqui. Sim, porque em três anos de blog eu até hoje nunca tinha visto alguém que corre tanto do assunto, que foge tanto das perguntas e que desvirtua tanto o texto alheio quanto você. Você deve ter feito um curso, não é possível. Escreve, escreve, escreve, enrola, enrola, enrola e não responda nada, nada do que eu perguntei. Esta já será a quarta vez consecutiva. Você parafraseou o “craque” Neto, então eu me sinto no direito de fazer o mesmo: “é brincadeira, viu”?

      Eu não acredito que você possa ser tão ingênuo assim ao ponto de aparentemente desconhecer algo tão óbvio quanto o fato da palavra “irmão” ter dois sentidos, o físico e o espiritual. Era assim no grego, é assim no português. Se eu digo: “vamos nos reunir com os irmãos da igreja”, é óbvio que eu não estou falando de irmãos carnais, mas espirituais. É comum dizer “meu irmão” neste sentido espiritual. Mas isso nem de longe dá margem a desconectar o sentido da palavra “irmão”, quando em sentido físico, do significado de “irmão” mesmo, e não primo. Repito: você não pode ser tão ingênuo para não saber disso.

      Estes são os únicos dois sentidos da palavra “irmão”. O espiritual, que se aplica a qualquer pessoa que tenha laços de irmandade conosco, e o físico, que se aplica literalmente ao nosso irmão de pai e/ou de mãe. O que você tenta desesperadamente fazer, e de forma desonesta por sinal, é presumir que do fato da palavra “irmão” também ter um sentido espiritual/alegórico, então ela também possa ser usada em sentido físico para falar de PRIMOS! Isso, sim, é simplesmente ridículo, para dizer pouco. Para você a palavra “irmão” é uma palavra mágica que adquire qualquer sentido do mundo que os papistas desejem. “Irmão” pra você serve para qualquer coisa, e de fato não deve ter significado nenhum na tua cabeça. Qualquer coisa pra você é um “irmão”, mesmo quando o texto está falando em sentido literal!

      Mesmo a Bíblia empregando várias vezes o termo “irmão” em sentido alegórico, é fácil perceber pelo contexto se a referência é a um irmão literalmente (irmão de sangue) ou apenas espiritualmente (em sentido alegórico). Você citou Tiago 1:16 (que realmente está claramente em sentido alegórico), mas tente ter a cara de pau para interpretar da forma alegórica a palavra “irmão” nestes contextos:

      “E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele. E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na suapátria, entre os seus parentes, e na sua casa” (Marcos 6:2-4)

      Ou então nesta passagem:

      “Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco. Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gálatas 1:17-19)

      Fala sério!

      Tem que ser muito desonesto intelectualmente para afirmar que nestes dois contextos a palavra “irmão” está em sentido espiritual/alegórico, significando o que você quer que seja. É ÓBVIO que está em sentido físico, literal, que diante do grego só pode significar irmão de sangue, não um primo, porque o grego tinha PALAVRA ESPECÍFICA PARA PRIMO, que Paulo usou em Colossenses 4:10 ao dizer que Marcos era PRIMO de Barnabé:

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    2. “Aristarco, que está preso comigo, vos saúda, e Marcos, o sobrinho de Barnabé, acerca do qual já recebestes mandamentos; se ele for ter convosco, recebei-o” (Colossenses 4:10)

      Eu já perguntei isso trezentas vezes pra você e nem tenho mais esperanças de receber resposta, pois já vi que você está aqui apenas para enrolar, papagaiar e encher lingüiça sem responder coisa nenhuma, mas mesmo assim vou repetir pela milésima vez: por que o apóstolo Paulo, O MESMO que disse que Marcos era PRIMO de Barnabé em um texto que está claramente em sentido literal/físico, não disse também que Tiago era PRIMO de Jesus em outro texto que também está claramente em sentido literal/físico? Por que, na visão do apóstolo Paulo, Marcos era PRIMO de Barnabé, mas Tiago era IRMÃO do Senhor? Afinal, OS DOIS não eram “primos”?

      Você não responde estas perguntas, porque sua exegese é pífia, é plagiada dos papistas, mesmo não reconhecendo isso. A desculpa do aramaico não funciona, pois Paulo escrevia em grego e este texto não era uma tradução, como a LXX. Você vai ter que responder, não adianta continuar correndo. Será que estes “dois mil anos de tradição” não te deram a capacidade de responder a algo tão simples?

      O resto do seu texto é só um amontoado de factóides sem qualquer relevância ou que fogem pateticamente do assunto em pauta. Você esbravejou contra a Vulgata(???), berrou contra os papistas (quando copia um argumento deles na cara dura), confessou ser preterista mas não aceitou meu desafio anterior de refutar todos os textos que eu passei no artigo citando dezenas de Pais da Igreja refutando o preterismo, depois fez menção a um punhado de textos patrísticos tristemente interpretados, incluindo uma pérola de que “virgem” estava em maiúsculo quando o grego sequer tinha diferenciação entre letras maiúsculas e minúsculas... enfim, é um texto pobre, superficial e que existe com a única finalidade de fugir do assunto principal.

      Eu não acreditei a princípio, mas você conseguiu chegar até ao ponto de citar um EVANGELHO APÓCRIFO, isso mesmo, na defesa da virgindade perpétua de Maria. Eu tive que ler de novo. E de novo. Por que você não vai em frente então e também aceita o que os outros evangelhos apócrifos dizem também? Por que não cita o evangelho de Pedro, que diz que Maria é uma DEUSA, e não somente que é “mãe” de Deus? Por que não vai em frente e admite também que o Jesus criança matava outras crianças que esbarravam nele? Você, por acaso, já tentou ler o trecho que diz:

      “Certa noite, o Senhor Jesus voltava para casa com José, quando uma criança passou correndo na sua frente e deu-lhe um golpe tão violento que o Senhor Jesus quase caiu. Ele disse a essa criança: — Assim como tu me empurraste, cai e não levantes mais. No mesmo instante, a criança caiu no chão e morreu” (Evangelho de Pedro, XLVII)

      Por que você só pega dos apócrifos aquilo que LHE interessa? Por que descrê e omite aquilo que NÃO lhe convém? Não é mais justo e honesto dar crédito a todos os relatos apócrifos de uma vez, já que é essa a sua “fonte”, que você usa para refutar as evidências bíblicas irrefutáveis, que são contrárias a você?

      E eu não poderia terminar sem recorrer novamente às perguntas que não foram respondidas:

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    3. 1) Por que os evangelistas e apóstolos simplesmente não escreveram “irmãos” em todas as ocasiões, excluindo o “suggenes” e o “anepsios” que não faziam parte da cultura hebraica?

      2) Se os evangelistas escreveram dezenas de vezes que certas pessoas eram apenas SUGGENES (parentes) de outras, por que não fizeram o mesmo em relação aos irmãos de Jesus, se eles não eram irmãos mesmo?

      3) Se o apóstolo Paulo escreveu dizendo que Marcos era ANEPSIOS [primo] de Barnabé, por que razão O MESMO APÓSTOLO escreveu dizendo que Tiago era ADELPHOS [irmão] de Jesus?

      4) Por que os irmãos de Jesus eram SEMPRE, absolutamente SEMPRE, retratados SOMENTE COMO ADELPHOS, e NUNCA como suggenes ou anepsios?

      Eu sinto lhe dizer que eu não costumo perder meu tempo a não ser com algo que seja minimamente relevante, e esta discussão com você não está sendo nem um pouco relevante, porque você, como um corredor, apenas corre das nossas argumentações, não refutou até o momento nenhuma das minhas perguntas ou dos argumentos do Alon no artigo, entrou aqui neste espaço dizendo que nós “tiramos do contexto” e até agora não foi capaz de mostrar um único texto que tenha sido tirado do contexto, então se na sua próxima resposta você não parar de correr e tentar responder a cada uma das minhas 4 perguntas (e eu não peço mais que isso) eu vou simplesmente ignorar a sua resposta e sequer a postarei aqui, não perco o meu tempo.

      Isso não é um debate para ver quem ganha pelo cansaço e quem dá a palavra final, isso é um debate de quem tem os melhores argumentos, e até agora você não trouxe nenhum para o seu lado exceto um ridículo trecho de um evangelho apócrifo, e não rebateu nenhum dos nossos argumentos. Assim, com todo o respeito, não dá pra continuar. Continue escrevendo no seu blog, você se sai melhor lá.

      Abraços.

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  5. Eu queria entender o motivo de tanta obsessão em defender a ideia de uma virgindade perpétua! Qual é o problema de uma jovem CASADA ter relações sexuais com seu esposo e ter outros filhos,sendo isso tão valorizado no contexto dos hebreus? Será tão difícil assim para os romanistas perceberem que Jesus e Maria eram autênticos JUDEUS e jamais aprovariam tamanhas devoções e absurdos? É no mínimo estranho um homem e uma mulher devidamente casados, decidirem passar o resto da vida sem relações sexuais, contrariando totalmente um bom conselho dado posteriormente por Paulo aos Corintios:

    Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio ( 1 Corintios 7:5 ). Será que terão a cara de pau de afirmarem que José era um impotente sexual? Não me venham com essa de que ele era idoso! Tem muito velhinho ai na ativa e sem o azulzinho!

    Abraço!

    Dionatan (leitor)

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    1. Não adianta, Dionatan. Os católicos invertem esse paradigma. Eles acham que a posição-padrão é a da "virgindade perpétua" e que quem tem o ônus da prova de provar o contrário somos nós. Eles invertem o paradigma e o jogam de ponta-cabeça. E na verdade nós temos um monte de evidências bíblicas e históricas, e eles não tem nenhum, a não ser um pífio evangelho APÓCRIFO que não deveria ser levado a sério por nenhum cristão do planeta (veja meus comentários acima).

      Grande abraço!

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    2. E eu queria entender o motivo de vcs se incomodarem tanto com a religião católica.

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    3. Dani, se você fosse um João Huss, ou um William Tyndale (queimados na fogueira pela Igreja Romana, por pregarem a palavra de Deus), você entenderia. Mas não faço questão. Viva o seu ecumenismo.

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  6. O nosso amigo Rodrigo escreveu sua "refutação" na página dele do Google+. Quem quiser ler vai lá, eu já disse que não perderei mais meu tempo aqui repetindo as mesmas coisas que não são nunca compreendidas, muito menos refutadas por ele. Grato.

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    1. Já li... Ele concorda que Tiago era mesmo irmão de Jesus, filho adotivo de José. O problema é que tem mais três. Não era apenas Tiago, mas também Simão, José e Judas.

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    2. Interessante que ele gira e gira que nem peão e não sai do canto, tentando se sustentar na ideia de que sua refutação tenta fazer do uso de adelfos e anépsios uma regra, quando ele mesmo tenta fazer de uma regra aplicada a Maria aquele velho argumento de Abraão e Ló, rsrsrs! É uma questão de lógica e bom senso, se eu tenho palavra específica em uma língua para designar o grau de parentesco entre eu e o filho de minha tia, ou outro grau de parentesco, eu irei utilizá -la, que é justamente o que acontece com as inúmeras referências bíblicas e históricas, onde aqueles que escreveram em grego ou traduziram sabendo quem era quem! Muito interessante também a observação feita por A Franco acima: Não adianta usar o exemplo de Ló e Abraão. Os servos dos dois viviam se pegando e foi nesse contexto que Abraão disse para Ló em Gênesis 13:8, "... Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos". Percebeu o tom de Abraão?

      Isso é algo que poucos percebem, que a coisa se tratava de um lítigio e Abraão chama seu sobrinho de irmão, em um contexto de amor e preservação da relação com o seu PRÓXIMO, algo que acontece de forma muito parecida no nossos dias, utilizando o termo irmão! Onde está a prova irrefutável que isso é uma regra e que tem que ser aplicada a Maria? É muito fácil simplesmente dizer que esse é o caso dos irmãos de Jesus e ignorar todo o arsenal de evidências que mostram o contrário, e tudo isso com o motivo de se defender uma virgindade perpétua, que não leva ninguém a lugar algum! Se isso não é idolatria, sabe - se lá o que é!

      Abraço.
      Dionatan.

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    3. Observem que os judeus queriam identificar Jesus para o seu próprio grupo de avaliação, que estava boquiaberto diante dos sinais que ele fazia. Estranharam que alguém tão conhecido pudesse ter esses poderes,

      "Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? E escandalizavam-se nele", Mateus 13:55-57

      Agora veja no que o catolicismo quer que acreditemos,

      "Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus PRIMOS Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas PRIMAS?

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  7. Olá a todos

    Bom dia

    Neilmon um Feliz Ano Novo pra você. Continue crendo na São Doutrina Cristã que Jesus é Deus e na Sacratíssima e Santíssima Trindade parabéns pelos seus comentários.

    A noção de Unidade biblicamente falando é a Perfeita e Santa Unidade em Deus dos aspectos Divinos. Deus tem atributos como por exemplo onipotência,onisciência e onipresença ou seja isso reflete ações em Deus logo tem diversidade nas ações e nunca uma só ação pois se fosse uma só ação não existiria a santa diversidade em Deus e Deus simplesmente não agiria ficaria estático então a própria natureza de Deus é por excelência dotada de aspectos Divinos diversos sendo assim temos mais de um então entende-se que as Três Santíssimas Pessoas mostram as manifestações da Santa Diversidade onde cada Santíssima Pessoa possui ações Divinas e isso explica de forma satisfatória as santas ações de cada Uma tanto na criação quanto no plano de salvação. A perfeita harmonia está caracterizada tanto pela diversidade nas ações como nas Santíssimas Pessoas que mantendo suas Santa Individualidades não se misturam reforçando assim o aspecto Pessoal e tendo eternamente e simultaneamente a Essência Divina e sendo assim obrigatoriamente não pode ser Um em Um mas Três em Um para se estabelecer corretamente a Santa Diversidade. Só é possível a Santa Estrutura Divina existir com base em tal perfeita harmonia para que se tenha a santa coesão entre as partes . Crer que Deus é um ser sem tais características e atributos é negar a Sua estrutura básica destruindo assim o entendimento correto acerca dEle e reduzindo o Santo Deus a uma não existência. Então quando se nega que Jesus é Deus simultaneamente se nega também que Deus seja totalmente Deus pois como as três Santíssimas Pessoas estão interligadas quando se nega uma se nega a outra automaticamente.

    Um abraço

    Luiz

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  8. Por que Jesus disse ao Apóstolo São João "Eis aí tua Mãe?"

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    1. Porque ele estava morrendo, José provavelmente já havia falecido e os seus irmãos ainda eram incrédulos. João foi o único discípulo a perseverar até o último instante ao pé da cruz, e por isso se tornou apto para cuidar de Maria agora que ela ficaria sozinha.

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  9. José não conheceu (teve relações com Maria) até que deu a luz ao primeiro filho. (Mateus 1.25)

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  10. O Terceiro Tiago esta completamente editado. Se era um pequeno problema para a dogmática católica resolver agora tornou-se um problemão do tamanho de um bonde

    https://agrandecidade.com/2015/08/14/o-terceiro-tiago/

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  11. Mateus 13 é mortal para a tese da virgindade perpétua. Ali está a descrição de uma família comum, citada membro a membro, com a surpresa de quem sempre conviveu com eles e não tinha percebido nada de especial ali.

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