28 de junho de 2017

O dia em que o papa se aliou aos muçulmanos para combater um rei católico fanático

(Fonte: BLEYE, Pedro Aguado. Manual de Historia de España, Tomo II: Reyes católicos – Casa de Austria (1474 – 1700). 7ª ed. Madrid: ESPASA-CALPE, S. A., 1954)

Se você for um romanista moderno, talvez pense que o papado sempre foi aquela instituição espiritual, santa e piedosa, que não se envolvia em assuntos terrenos senão no que dizia respeito ao Reino dos céus; afinal de contas, o papa diz ser o representante máximo daquele que disse que seu Reino não era deste mundo (Jo 18:36). Por outro lado, se você for um romanista tradicionalista (ou tridentino), já terá descartado essa balela de “Reino dos céus” e aceitado que o papa também tinha amplos poderes temporais e que podia mobilizar exércitos para seus próprios fins; todavia, estará propenso a aceitar que estes fins são apenas os mais nobres para o bem da religião (a sua, é claro), como por exemplo nas Cruzadas.

Eu tenho uma má notícia: os dois estão redondamente enganados. Ou, como diria o prof. Leandro Quadros, “mais por fora que arco de barril”.

Sim, o papa atuava como um soberano temporal como qualquer outro soberano da época (com o diferencial de ter uma influência e poderio muito superior), mas ele nem sempre usava esse poder para o bem – e nem mesmo para o conceito católico de “bem”, o qual já é bastante abjeto. Um caso que ilustra isso com brilhantismo é o da guerra do papa aliado à França contra o rei ultracatólico Felipe II, da Espanha. A bibliografia utilizada neste artigo será o “Manual de Historia de España”, do Dr. Pedro Aguado Bleye (1884-1953), historiador espanhol que foi membro Real Academia da Espanha. O livro é simplesmente gigante, um dos maiores que já vi na vida, muito maior que a Bíblia, com milhares de páginas em letras pequenas e é apenas um dos volumes (o “Tomo II”).

Abaixo segue uma foto que tirei de duas páginas do livro, e a seguir a minha tradução dos trechos mais importantes para entendermos esse evento.


Primeiramente vamos à página 559 do livro, onde o autor mostra o contexto da situação política da época que levou a estes confrontos:

“O matrimônio de Filipe II com a rainha da Inglaterra representava uma grande ameaça para a França. Se desse matrimônio nascesse um filho, seria herdeiro, conforme as capitulações matrimoniais, da Inglaterra e de Flandres, e Londres e Antuérpia estariam em uma só mão. Henrique II não poderia permanecer impassível ante semelhante perigo. E outra vez o papa, o rei da França e o sultão da Turquia se uniram contra o novo rei da Espanha, quem, como seu pai, não havia de ter outra política que a de opor-se em todas as partes aos avanços da heresia e a romper ou conter a frente muçulmana, representada pelos turcos (p. 559)

Nessa época os dois países católicos (Espanha e França) eram inimigos ferrenhos, e a Inglaterra sob Maria Tudor havia voltado a ser católica romana em submissão ao papa, depois do período de catolicismo nacional de Henrique VIII (discorri sobre isso neste artigo). O casamento entre o rei da França e a rainha da Inglaterra significava a união destas duas potências europeias, e o herdeiro deste matrimônio se tornaria extremamente poderoso, dominando amplas regiões como um autêntico imperador (nesta época, os Países Baixos estavam sujeitos à Espanha). E para piorar ainda mais as coisas, o imperador do Sacro Império Romano-Germânico (a atual Alemanha) era o irmão de Filipe II (Fernando I).

Em termos simples, o rei da França precisava tomar alguma atitude drástica e emergencial para evitar que isso fosse pra frente, ou então a França seria fatalmente liquidada na guerra. Ele precisava de aliados com urgência para derrotar Filipe II e seu enorme império. E ele não demorou para arranjar um: o papa Paulo IV. “O que o papa estava fazendo metido em política?”, você poderia pensar. Uma causa nobre, uma “guerra justa”, uma questão moral? Nada disso. Como conta Bleye, suas motivações eram puramente políticas e nacionalistas:

“O ancião papa Paulo IV, cuja eleição não pôde impedir Carlos V, ainda que tenha tentado, pertencia a uma antiga família napolitana, a de Caraffa, angevina de tradição, e, portanto, inimiga da dominação espanhola na Itália. Para satisfazer esse arraigado rancor e buscando, adicionalmente, o meio de sua família, negociou uma aliança com o rei da França, Henrique II, e consequentemente, com o sultão da Turquia, que era aliado da França. O rei da França tomava sob sua proteção a casa de Caraffa e se comprometia a enviar à Itália um exército que, unido a outro equivalente que o papa levantaria na Itália, faria a guerra em Toscana e acometeria a conquista do reino de Nápoles. Quando chegaram a Filipe II estas notícias e a ameaça de excomunhão e privação do reino, que Paulo IV combinou imprudentemente ante ao embaixador veneziano, consultou aos teólogos da Universidade de Lovaina se era lícito defender seus territórios contra o papa, como contra qualquer príncipe temporal, e se podia romper as hostilidades contra ele quando tivesse motivos suficientes para temer seu ataque. Os teólogos de Lovaina dissiparam os temores de Filipe II, e o dominicano Melchor Cano, grande teólogo espanhol, deu também resposta ao rei acerca do subsídio eclesiástico, aclarando os aspectos jurídicos e religiosos desta contribuição, e confirmou com maior energia a opinião dos teólogos de Lovaina. ‘Pelo bem da Igreja – dizia Cano – o rei deveria corrigir os abusos daquela pela força’. Quando Filipe leu esta carta, parecia decidido a fazer a guerra contra o papa, antes de se preparar melhor e se fortalecer mais. Na Espanha a opinião estava dividida, pois enquanto alguns davam a razão ao rei e a seu pai, a não poucos repugnava que se fizesse guerra ao pontífice” (p. 560)

Então o papa se mete no meio da guerra por razões de ambição puramente política, e pior: se alia aos turcos (muçulmanos), que por tantos séculos já atacavam a Cristandade ocidental e que causaram a ruína de Constantinopla! E o que é mais impressionante: tentando meter religião no meio de forma covarde e sorrateira, o papa ameaçava excomungar o rei católico Filipe II, não por este ter cometido algum pecado ou falta grave, mas simplesmente por estar no lado contrário da guerra!

As alianças estavam feitas: de um lado, a Espanha com o apoio de Inglaterra, Países Baixos e do Sacro-Império; do outro, a França com o apoio dos turcos muçulmanos e do papa (por extensão, dos Estados Pontíficos). A maior parte da Europa estava envolvida de maneira direta ou indireta. Bleye nos conta o tamanho do exército que esta segunda aliança mobilizou na ocasião:

“O exército francês se compunha, pelo menos, de 10.000 soldados de infantaria suíços e franceses, 400 homens de armas e 1.200 cavalos ligeiros. O papa devia levantar na Itália 10.000 italianos e aprontar artilharia, munições e mantimentos, além de depositar em Veneza 150.000 ducados, aos que Henrique II acrescentaria 350.000. O que se conquistasse em Toscana, Nápoles e Sicília seria para um dos filhos do rei da França, e para outro o ducado de Milão. Os Estados pontíficos se alargariam até o rio Pescara, no Adriático, e o Garellano no Tirreno. Ao conde de Montorio e a Dom Antonio Caraffa, sobrinho e irmão, respectivamente, do papa, se lhes concederam Estados de 25.000 ducados de renda anual” (p. 560)

Filipe II se despede de sua esposa Maria (aquela, a Sanguinária) na qualidade de chefe supremo do exército e vai a Bruxelas. A guerra começa. A mais sangrenta batalha foi a de San Quintín, travada em 10 de agosto de 1557, na qual o exército espanhol alcançou uma de suas mais notáveis vitórias, à custa de muitas poucas baixas. Filipe II tenta em vão persuadir o papa a se separar da guerra enviando mensagem aos venezianos, mas consegue outra grande vitória na batalha de 13 de julho de 1558, quando o exército do rei francês Henrique II perdeu a artilharia e teve milhares de mortos e prisioneiros. Nem por isso a guerra acabou, mas uma coisa obrigou os dois exércitos católicos a cessarem fogo. Bleye nos conta o que foi:

“Os dois exércitos desejavam e temiam por sua vez um encontro decisivo. Os dois reis, o da Espanha e o da França, estavam preocupados com o mesmo problema: o crescimento do calvinismo na França e em Flandres, e necessitavam da paz para atender a um mal tão grave (...) Assim, se firmou entre Espanha e França a paz de Cateau-Cambrésis (3 de abril de 1559), a ‘paz católica’, muito vantajosa, na verdade, a Henrique (...) A paz de Cateau-Cambrésis pôs fim ao período preliminar do reinado de Filipe II, período que não é outra coisa que o epílogo do reinado de Carlos V. Essa paz encerra a larga luta entre Espanha e França, iniciada por Carlos V e Francisco I em 1521. Com ela, em suma, conclui-se uma política europeia e se inicia outra, a da Contra-Reforma, ou seja, o predomínio espanhol na Europa” (p. 565-566)

É exatamente isso o que você leu: eles pararam de se matar entre si porque tinham uma ambição maior – matar os protestantes. E não porque os protestantes estivessem causando devastação na França (o que seria vantajoso ao rei espanhol politicamente falando), mas porque o fanatismo católico antiprotestante estava acima de suas rivalidades políticas pessoais. Depois disso ocorre a famosa Noite de S. Bartolomeu, com a carnificina de dezenas de milhares de protestantes franceses com a comemoração e celebração do papa e de seus súditos. O próprio Bleye fala sobre essa festa do papa quando soube do tremendo massacre:

“O rei ordenou, e aquela noite, quando os sinos da igreja de Saint-Germain deram o sinal combinado, começou a matança. A casa de Coligny foi assaltada. O velho almirante, que estava ferido, foi barbaramente assassinado, e seu cadáver jogado por uma janela. Os calvinistas, surpreendidos em suas camas, homens, mulheres ou crianças, morreram a golpe de faca, espada ou a tiros (...). O papa Gregório XIII celebrou esta matança, que valia para ele mais do que cinquenta batalhas de Lepanto; mandou cunhar uma moeda comemorativa e ordenou a Vasari que pintasse as trágicas cenas em Paris. Em Bruxelas e no Escorial se festejou mais moderadamente” (p. 617)

A “unidade” católica é um mito que nunca existiu. Os reis católicos e o papado (cujos papas não deixavam de atuar como autênticos reis temporais) se odiavam mutuamente e se matavam entre si, e a única coisa que os fazia parar de se matar era quando precisavam se unir para matar os “hereges” e salvar aquilo que as duas partes fanáticas consideravam o mais importante: a fé católica.

Nessa terra de bárbaros, pouco importava se o outro lado também era católico. O papa era católico, o rei da França também, o rei da Espanha mais ainda. Um dos maiores capítulos do livro de Bleye é um chamado “A luta de Filipe II contra o protestantismo”. Esse rei era um antiprotestante tão fanático que se eu fosse contar aqui todas as histórias ficaria o mês inteiro escrevendo. De fato, ele não perdia em nada para Carlos V, seu pai e o grande inimigo de Lutero. Bleye escreve:

“Carlos V e Filipe II tinham a mesma política religiosa: defender o catolicismo. Consequente com ela, Filipe ajudou a sua esposa, a rainha Maria Tudor, a restaurar o catolicismo na Inglaterra; fez com a França a ‘paz católica’, arrancou violentamente na Espanha e na Itália os frutos do protestantismo e sustentou em seus Estados de Flandres largas guerras, cujo resultado foi conservar o catolicismo no sul” (p. 572)

E é isso o que mais choca: os muçulmanos eram "inimigos", mas quando o que estava em jogo eram as ambições políticas do papa, ele não se importava em se aliar a eles e a um rei católico a fim de massacrar outro rei católico; quando, porém, o assunto era exterminar os protestantes, esse último inimigo também se transformava magicamente em “amigo” para lograr esse objetivo maior. Tudo girava em torno de ambições políticas doentias e fanatismo católico antiprotestante, onde papas com sede de sangue (e não o de Cristo) faziam o diabo para conseguir e manter o que queriam: poder. A pretensa “espiritualidade”, a “piedade” e a “caridade” que os apologistas católicos julgam que o papado possuía não passa de uma fantasia anti-histórica e fraudulenta, e o “Santo Padre” não era em nada melhor que os reis tiranos e megalomaníacos que o seguiam em sua época.

O Reino de Cristo podia não ser deste mundo, mas o dos papas sim. E para alcançar este propósito foram cometidos os maiores assassinatos, expulsões, confiscos, torturas, inquéritos, perseguições e massacres sem fim, fosse na Europa, na Ásia ou no Novo Mundo. O local, o modus operandi, as circunstâncias, o inimigo... nada importava. Ele podia ser os judeus (Inquisição), os muçulmanos (Cruzadas), os albigenses (Cruzada Albigense), os ortodoxos (Saque de Constantinopla), os protestantes (Noite de S. Bartolomeu), os índios (massacrados pelos espanhois às dezenas de milhões), os valdenses e até os próprios católicos com intermináveis guerras entre si onde o papa se metia no meio contra outros reis católicos. Em suma, o "inimigo" era o mundo inteiro, que tinha que se dobrar à autoridade papal querendo ou não, gostando ou não. Era um verdadeiro vale-tudo para manter e aumentar o poder temporal da Igreja.

E depois de tudo isso, ainda temos que aturar em pleno século XXI indivíduos que não apenas defendem todas estas atrocidades, mas ainda chamam os papas de santos infalíveis e afirmam que essa mesma Igreja é a única verdadeira, fora da qual não há salvação, guiada sobrenaturalmente pelo Espírito Santo sob a intercessão constante e poderosa de Maria e de todos os santos no Céu – e que por mera fatalidade, essa é também a igreja mais assassina que já existiu. Se existe um nome para a mediocridade, este é apologética católica; e para a decadência humana, apologistas católicos. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,

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57 comentários:

  1. Paz, é impressão minha ou um dos requisitos pra ser papa era ser principalmente discípulo do Vlad Tepes (o Drácula)?

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    1. Não é bem assim, o Drácula nunca chegou a matar tanta gente como os papas. Assim você ofende a honra dele.

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  2. Só uma coisa eu não entendi, numa parte vc diz que o interesse da guerra foi meramente político, mas, num trecho citado por vc é dito que:"E outra vez o papa, o rei da França e o sultão da Turquia se uniram contra o novo rei da Espanha, quem, como seu pai, não havia de ter outra política que a de opor-se em todas as partes aos avanços da heresia e a romper ou conter a frente muçulmana, representada pelos turcos” (p. 559). Este final não está contraditório: "opor-se em todas as partes aos avanços da heresia e a romper ou conter a frente muçulmana, representada pelos turcos”?

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    1. Não há contradição, o que eu disse foi que o interesse DO PAPA na luta era por questões políticas ligadas ao nacionalismo italiano, enquanto esse trecho selecionado fala dos interesses do REI DA ESPANHA (Filipe II), que tinha motivações religiosas ao combater os que ele considerava "hereges". Foi por isso que eu disse ao longo de todo o corpo de texto (e no título também) que esse rei era um católico fanático.

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  3. Olá Lucas. Sou seu leitor e admiro muito sua inteligência, maturidade e lucidez ao tratar temas controversos por isso, gostaria de um comentário seu sobre que eu penso sobre a Bíblia como um todo. 1) Na minha opinião o que temos hoje como "Bíblia" nada mais é do que "sobrou" da literatura sagrada que dispunha os primeiros cristãos, muita coisa se perdeu com as guerras, descuido, perseguições, o tempo, a destruição de bibliotecas (como a de Alexandria). 2) Não me refiro apenas a literatura apócrifa, creio que textos inspirados do antigo e do novo testamento também se perderam. 3) Creio que a providência divina nos deixou apenas o que temos e precisamos hoje. 4) Não creio que o temos tenha sido adulterado, apenas acredito tratar-se de menos (?) da metade do acervo original. 5) Não creio que a tradição oral seja a substituta do que foi perdido. 6) Sei que isso traz sérias implicações, mas não consigo pensar diferente. 7) Sei também que essa grande (?) perda não influi na salvação que Cristo veio nos trazer, embora possa influenciar na ortodoxia que temos hoje. Obrigado amigo.

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    1. Não foi tanta coisa assim que se perdeu; se olhar para o Novo Testamento, a única carta que podemos assegurar que se perdeu foi a de Paulo aos laodicenses, e possivelmente uma aos coríntios anterior à primeira que conhecemos. Os Pais da Igreja reconheciam que essas cartas se perderam, mas não fazem menção a outras tantas que teriam sido supostamente escritas e perdidas. Ou seja, parece que os apóstolos não escreveram muito mais do que o que está no Novo Testamento hoje. As perseguições do Império Romano faziam desaparecer cópias da Bíblia, mas não livros inteiros, porque existiam milhares e milhares de cópias e era muito difícil eliminar todas elas (como de fato não conseguiram fazer).

      O que era mais importante (NT) era bastante copiado e por isso não se perdia completamente, diferentemente do que era menos importante (cartas de Pais da Igreja, livros apócrifos, etc), que era bem menos copiado e assim podia desaparecer mais fácil com o passar do tempo. No mais, não creio que isso traga tantas implicações assim, a menos que pensemos que eventualmente Paulo tenha escrito aos laodicenses ou a outras igrejas coisas contraditórias com o que ele tenha escrito em suas outras epístolas (o que pra mim é uma hipótese descartável). O que pode ter acontecido é de ele especificar com mais clareza nessa carta algumas coisas que ainda geram debates acalorados nos dias de hoje, mas isso é apenas uma possibilidade, e como você bem disse, não influencia na questão de salvação. Abs!

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  4. Os Otomanos ajudaram os Holandeses calvinistas na holanda? Eu li sobre isso na pagina "repensando a idade Media".

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    1. Não tenho essa informação, mas não descarto a possibilidade.

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  5. Lucas, olá, estou pela primeira vez no seu blog e achei interessante...estou a 2 semanas aos poucos estudando mais a Bíblia e estou percebendo muitas coisas que a igreja do qual eu pertenço que é a católica romana e não bate com a tradição e nem o magistério , o que faço irmão? sou um cristão sincero e não quero perder a salvação e estou sentindo como se eu estivesse perdido, já condenado , a minha consciencia diz isso estou com medo.O pároco da minha cidade disse que eu estou sendo contaminado pela ideia protestante que só é a Bíblia, ele me falou que existem outras fontes de autoridade final que é o papa,concílios e os pais da igreja, estou confuso...parei muito de ir para católica por algo que tá sendo contra minha mente, meu Deus me ajude.o padre falando que fora da católica não há salvação, indulgencias, sacramentos da missa pra ser salvo e lendo as Escrituras não vejo nada disso e o padre mandou eu ler só os 46 livros do AT, pra eu ter uma compreensão melhor , irmão eu percebo que voce Lucas, possa me ajudar mesmo sendo evangélico , mas a verdade irmão é que não me sinto salvo, me ajude por favor?Fica na graça de Jesus.

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    1. Leia o Novo Testamento e você poderá chegar às suas próprias conclusões; se precisar de auxílio em relação às discussões teológicas, confira essa lista temática de artigos:

      http://www.lucasbanzoli.com/2015/07/artigos-sobre-catolicismo.html

      Abs.

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    2. Caro Jonas, caso me permita intrometer, a coisa mais importante é você buscar a Deus. Como? Qual a palavra de Deus, mesmo no catolicismo? A bíblia, correto. Então, busque a Deus, por meio de oração e leitura da Bíblia, e perceberá o caminho correto, independentemente de religião. Um abraço e que Deus te abençoe na sua busca.

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  6. Heresia é a negação de um dogma. O Sr. acredita em dogmas?

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    1. Não respondo a gente que me chama de "Sr.".

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    2. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    3. Só pela conversa fiada, presumo que seja um católico querendo insinuar que a negação dos dogmas heréticos da santa igreja babilônica configura-se como heresia.
      Sabe de nada inocente kkkk.

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    4. É exatamente assim. Eles nem disfarçam direito.

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  7. Lucas, poderia me dizer qual a diferença entre pensamento divergente denominacional, teológica e heresia? e se for possível cite exemplos, eu ficarei agradecido, digo isto por que um colega meu fez essa pergunta pra mim e não tive como responder a altura que ele queria.Abs.

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    1. Na verdade quem popularizou que essas coisas são opostas ou diferentes foi o Silas Malafaia em um vídeo que acabou ficando bem conhecido. Para ele, "divergência denominacional ou teológica" é uma discussão de nível secundário na fé, e "heresia" é uma discussão de nível primário, ou seja, em questões tidas como importantes ou fundamentais para a salvação. Embora respeite o entendimento dele, em minha concepção "heresia" é um termo designado a qualquer falsa doutrina, seja ela fundamental para a salvação ou não, e, como falsa doutrina, também não deixa de ser uma divergência teológica em relação ao pensamento do outro. Neste sentido, a definição de "heresia" engloba a de "divergência teológica". Agora, também é verdade que nem tudo o que há de divergências denominacionais tem a ver com doutrina; algumas coisas dizem respeito à liturgia, vestes clericais, usos e costumes, etc. Neste caso não se trata de heresia ou falsa doutrina, justamente porque não se trata de uma doutrina. Abs.

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  8. Lucas Ultimamente alguns amigos meus andam apoiando o nazismo, de certa forma.
    Antes que ache loucura, saiba que eu não apoio.

    Enfim, eles acreditam que Holocausto é uma mentira, Hitler não era um louco de Extrema-Esquerda e nem um ditador fanático.
    Eis um dos links que me mandaram: http://osentinela-blog.blogspot.com.br/2014/08/os-soldados-judeus-de-hitler.html?m=1

    Desculpe não ser relacionado ao post, mas acredito que sua resposta me sera útil.

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    1. Além de uma defesa dessas ao nazismo ser completamente abominável sob o ponto de vista moral, podendo inclusive render cadeia em uma série de países, é também uma atrocidade anti-histórica. Você percebe que até pouco tempo não havia gente defendendo que o Holocausto nunca existiu? Porque ainda estava muito próximo dos acontecimentos e era impossível defender isso. Agora que os últimos sobreviventes do Holocausto já morreram e que já se passou quase um século, está surgindo cada vez mais revisionistas, que aparecem sempre tempos depois de um evento, se aproveitando da memória fraca das pessoas mais ingênuas. Não obstante, existem, além de farta documentação da época, fotos, vídeos e incontestáveis testemunhas oculares que fazem do Holocausto um dos eventos mais comprovados historicamente entre todos, muito mais do que qualquer outro evento antigo.

      Alguns desses revisionistas que antes contestavam o Holocausto mudaram de posição depois que tiveram contato com a ampla documentação a este respeito, isso sem falar que os pouquíssimos que ainda negam o Holocausto são completamente rechaçados pelos historiadores em geral e se utilizam de fraudes desmascaradas em tribunais como por exemplo o pseudocientífico relatório Leuchter e outras adulterações e falsificações. Se você for analisar caso a caso, verá que todos eles são fortemente antissemitas e tem uma motivação por detrás, nenhum é um historiador sério, neutro ou imparcial. No fundo, é apenas mais uma tentativa de continuar disseminando o antissemitismo nazista que sempre esteve presente na sociedade; afinal de contas, a Bíblia diz que o dragão perseguiria a mulher (Israel), e assim foi feito pelo Império Romano, pela Igreja Católica, pelos nazistas e muitos outros até os dias de hoje, mais do que a qualquer outro povo que se tenha conhecimento. De fato, a tese revisionista é tão ruim que até mesmo a maioria dos esquerdistas pró-Islã e anti-Israel creem no Holocausto e não duvidam disso.

      Abs.

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  9. Lucas, como vai querido irmão?Fugindo desse assunto eu fiquei abismada como os católicos são 'cegos' mesmo , por que em São Luís tem uma capela de São Pedro onde o padre recebeu o grupo bumba meu boi, isso pode Irmão?e ainda diz que é uma igreja 'santa'...será?Meu Deus o povo romano é muito idiotizado.Fica com o Senhor Jesus.

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    1. Não sabia dessa. Para quem quiser rir um pouco:

      http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2014/06/capela-sao-pedro-recebera-centenas-de-grupos-bumba-meu-boi.html

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  10. Olá Lucas. O que você acha da ideia que a História é a "versão que sobreviveu" dos fatos e portanto, passivo de ressalvas? Concorda?

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    1. Sim, até porque nem todos escreviam e nem tudo o que se escreveu foi preservado. O que não significa que tenhamos que jogar toda a História que conhecemos na lata do lixo ou fazer revisionismo sobre tudo, até porque o que sobrou é mais do que o suficiente em muitos casos para chegarmos a certas conclusões, ainda que o trabalho dos historiadores dos próximos séculos sobre os dias atuais será infinitamente mais fácil do que é para os historiadores atuais em relação ao nosso passado (em função da quantidade de coisas escritas, vídeos, fotos, etc).

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  11. Lucas , eu fico admirado pelo seu conhecimento de patrística e idade medieval ! Quantos livros você ler por ano ? Quais livros você recomendaria para começar patrística ?

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    1. Eu tento ler cinco a cada duas semanas, embora nem sempre consiga cumprir toda a meta. Para começar a ler a patrística nada melhor do que começar pelos escritos dos primeiros Pais da Igreja, que conviveram mais perto dos apóstolos ou de seus seguidores, e apresentavam portanto uma teologia mais pura ou livre de erros (embora não totalmente). Você pode encontrar os escritos deles em português aqui:

      http://arminianismo.com/index.php/categorias/obras/patristica

      Aliás, foi exatamente o que eu fiz quando comecei a estudar patrística.

      Abs!

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  12. Lucas, é verdade que a decadência da Europa em relação à teologia é culpa de Calvino, ou isso é desonestidade da página arminianismo da zueira?

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    1. Não tem nada a ver, se o problema fosse o calvinismo então deveriam apresentar algum país da Europa predominantemente arminiano (ou mesmo católico) que estivesse teologicamente forte hoje sem abrir as portas à onda de secularismo, e não existe nenhum. Isso é um fenômeno europeu, não teológico de alguma vertente.

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    2. Entendi. Parece que eles são um grupo mais radical de arminianos.

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  13. Boa tarde Irmão Lucas, assistir a um video no you tube e fiquei impressionado como debate que vi entre o Pastor Elias Soares da Assembleia de Deus e Ezequiel Gomes Adventista no Programa VEJAM SÓ. O tema era IMORTALIDADE DA ALMA.Não sei se amigo já assistiu esse debate se não gostaria que assistisse, a tese apresentada pelo Pastor Elias com bastante enfase em que o Senhor Jesus disse ao Ladão na cruz "ainda hoje estarás comigo no paraíso" aonde ele afirma que o corpo do ladrão foi para o pó da terra e sua alma que seria imortal sobreviveu. O amigo poderia comentar algo sobre esse tema. Um abraço do Amigo Marcos Monteiro.

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    1. Eu até tentei assistir ao debate, fiz um esforço, coloquei em uma parte aleatória e só vi o Elias discursando interminavelmente por longos minutos, então percebi que este era mais um monólogo em vez de debate, como é típico do Elias Soares que nunca deixa o oponente falar e ainda é desrespeitoso e grosseiro em certos momentos, como vi todo mundo comentando nos comentários, até mesmo os assembleianos e imortalistas. Sobre o argumento do ladrão da cruz, eu sinceramente não sei por que ainda continuam usando esse argumento que já foi refutado milhares de vezes, talvez seja porque eles querem aparecer para o público, que é em sua maioria leigo no assunto e desconhece as refutações e por isso acaba pensando que é um bom argumento. Você pode ver uma refutação completa aqui:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/07/estudo-completo-sobre-lucas-2343-hoje.html

      E aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/desmascarando-itard-e-sua-ridicula.html

      Abs!

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  14. Lucas, irmão a paz de Cristo.Quero fazer uma pergunta, como por exemplo é correto no final do culto chamar alguém pra aceitar Jesus? esse apelo emocional não é um pouco vazio, por que muitos incrédulos ridicularizam esse chamado,por que na visão de muitos que é incrédulo diz que conversa é essa de aceitar Jesus, por que eu tenho Jesus esses crentes são loucos.digo isto por que muitos colegas meus deixaram de ir a congregação por causa disso...por que dá uma ideia que a pessoa tem o inimigo e não Deus , entende irmão?Não tá na hora de alguns líderes se preparem melhor pra conversão dos incrédulos, pelos menos fazendo uma proposta mais eficiente de confrontação, mostrando os seus pecados, por que é isto que é o evangelho pra pessoa cair em si do seu estado pecaminoso e pela ação do Espírito se convencer que estar errado e se voltar pra Deus de forma de arrependimento sincero e não por convencimento...não é verdade meu jovem?Por que sou pentecostal e vejo o despreparo de muitos que me deixam envergonhado que não trazem frutos nenhum de conversão, muitas das vezes as pessoas vão para frente eos que ficam fiel é quase ninguém, as vezes falo pra colegas meus explique pelo menos na hora do apelo o que é aceitar Jesus,como por exemplo aceitar a Cristo é ter uma vida afastado do pecado , dos vícios, da imoralidade, da devassidão, dos erros, e mostrando os pecados mesmo pra pessoa ter uma compreensão melhor e decidir de fato a entrega realmente a Deus. o que me diz meu caro irmão, na sua visão?Depois irmão se for possível assistir um vídeo do youtube do Rev.Ageu Magalhães que ele fala de muitos erros de evangelização e abordagem, é interessante a visão dele, apesar dele ser Calvinista.Abs e fica com Deus, depois voce me diz o que achou do vídeo do Pr.AGEU.

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    1. A Bíblia diz que é necessário confessar Jesus diante dos homens, e não apenas em privado (Lc 12:8), e o chamado para "aceitar Jesus" diante de toda a comunidade é uma oportunidade para realizar isso publicamente. Agora, isso certamente não exclui a necessidade de focar em arrependimento, em deixar claro que aquilo ali não exclui a necessidade de uma conversão genuína que redundará em frutos do Espírito Santo (obras que emanam de um coração regenerado e transformado por Deus), que se deverá lutar contra o pecado e pela santificação, etc. Ou seja, "aceitar Jesus" publicamente é apenas uma das etapas e não a etapa final, nem a mais importante, embora alguns pregadores pensem que basta aceitar Jesus lá na frente e pronto, já está salvo e não é preciso fazer mais nada depois disso, continuando na mesma vida de pecado de antes (o que é um grande erro).

      É preciso pastorear essas pessoas recém-convertidas, porque se nada for feito, a possibilidade esmagadora é que ela vai ter "aceitado Jesus" naquele momento específico e depois virar as costas para Deus e até se esquecer daquele momento, voltando a levar a mesma vida de outrora como se nada tivesse acontecido. E é essa parte de acompanhamento espiritual que deveria ser mais focada pelos pregadores, seja daqueles que pensam que aceitar Jesus já basta, seja daqueles que pensam que aceitar Jesus é o único problema.

      Abs.

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  15. Lucas, me responda uma questão que me intriga...nós sofremos por causa do pecado e por sermos nascido debaixo da lei do pecado isso é fato e Jesus, porque sofreu se ele não tinha pecado?Abs e fica na graça do Rei Jesus.

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    1. Ele sofreu para nos tirar do pecado, e não porque tinha pecado. Quando Jesus morreu, os pecados da humanidade estavam sobre ele (Is 53:4), ou seja, ele pagou o preço em nosso lugar, por isso teve que sofrer como qualquer homem sofreria ali. Abs!

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  16. Lucas, a congregação que voce frequenta é a do PR.Luciano Subirá?por que estou sendo edificado pelos seus sermões expositivos do qual a igreja precisa hoje.Abs.

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    1. Eu frequentava até o ano passado, mas em função da distância, estou frequentando uma mais perto de casa, aqui na minha cidade mesmo. Mas continuo admirando o Subirá tanto quanto antes, isso não mudou nada. Abs!

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  17. Interessante Lucas não conhecia essa história e falando em relação de católicos x muçulmanos você sabia que o Olavo de Carvalho,um dos maiores apologistas católicos da atualidade já foi membro de uma tariqa islâmica usando o nome de Sidi Muhammad?Ele já saiu da tariqa e hoje ataca o islamismo,mas um dos filhos dele,o Tales de Carvalho ainda é membro da tariqa https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/294098574075557 http://pt.metapedia.org/wiki/Tales_de_Carvalho

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    1. Já sabia sim, na verdade se for pesquisar a história desse senhor a fundo, você encontrará muito mais sujeira do que isso, e muito mais do que imagina. Felizmente eu tenho mais coisas a fazer do que ficar desmascarando um velho safado desses que já foi desmascarado por Deus e o mundo...

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  18. E o Olavo (Sidi) foi uma decepção para mim,pois li livros dele como "O Jardim das Aflições ", "A nova era e a revolução cultural:Fritjof Capra & Antonio Gramsci" e "O Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota".Eu acho que o trabalho dele em prol do conservadorismo foi importante,foi o primeiro no Brasil a denunciar a infiltração gramcista na cultura e o Foro de São Paulo,em um momento de supremacia da esquerda na nossa cultura,ele conseguiu equilibrar a balança,mas está jogando tudo no lixo ao atacar o protestantismo e defender fanaticamente o catolicismo e o esoterismo,ele até deu um curso sobre esoterismo recentemente.Lucas o que achas do Olavo como pensador? Achas que fora esse passado de envolvimento com tariqa e fanatismo católico e simpatia esotérica ele foi importante para a direita e o conservadorismo no Brasil?

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    1. Alguém que delira como ele, que diz que Lutero era genocida, que Calvino foi o inventor do Estado totalitário, que a ICAR não tem as mãos cheias de sangue, que defende a Inquisição e outras abominações católicas, que já condenou todos os evangélicos expressamente ao inferno dizendo inclusive que xingaria todos eles e faria todo o possível para tirá-los do protestantismo, que mente sobre as indulgências, que mente sobre a Reforma, que mente sobre o desenvolvimento dos países católicos em comparação com os países protestantes, que calunia todos os reformadores o tempo todo, enfim, que mente sobre TUDO relacionado à religião para salvar a instituição religiosa que ele segue, e pior ainda: que SABE que está mentindo, pois antigamente escrevia o contrário no site dele e eu tenho as provas, e de repente começou a enlouquecer e a mostrar sua verdadeira face, não importa o que possa ter feito de bom ou de ruim por essa ou aquela causa política, que não passa de um lixo humano sem dignidade e caráter. E olha que eu defendi esse charlatão no começo, quando ele estava começando a enlouquecer e os outros evangélicos já tinham ficado contra ele, e eu na minha ingenuidade pensava que ele estava apenas “honestamente enganado” expondo as visões deturpadas dele, só mais tarde é que descobri que o cara é realmente um lobo em pele de cordeiro que usa da política como estratégia para atrair, iludir e enganar os incautos no que se refere à religião, fazendo a cabeça deles para se tornarem como os fanáticos que são detonados aqui todas as vezes.

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  19. Oi, Lucas tudo bem? Me esclareça qual a distinção que a Bíblia ser revelação, inerrante, infalível e autoridade final o que isso quer dizer?Abs.

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    1. Revelação é algo que Deus revela aos seres humanos. Inerrante é não errar em nada, o que pra mim é sinônimo de infalível, que é não falhar em nada. Sobre ser autoridade final, significa que está acima de qualquer outra autoridade e que também é a fonte de apelação ou recurso final em qualquer discussão. Por exemplo, duas pessoas estão discutindo sobre algum assunto teológico, cada uma delas tem teólogos defendendo a posição que assume, quem tem a razão então? Aquele que tem do seu lado o que a Bíblia diz, em vez daquele que tem apenas as tradições ou teses humanas. Abs!

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  20. Lucas, meu querido irmão quando a Bíblia fala do joio no meio do trigo, isso quer dizer que existem trigo mas do que o joio na Igreja de Cristo?Fica na paz do nosso Senhor.

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    1. Não necessariamente, porque a parábola não diz se o inimigo jogou mais joio ou menos joio do que tinha de trigo. Abs!

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  21. Olá, querido irmão.me responda algo que tá me intrigando, é verdade que os católicos salvaram o ocidente, já que os Otomanos queriam invadir a Europa na Idade Média e no início da Idade Moderna, como responderia resumidamente e objetivamente está questão?Abs e fica na paz do Senhor.

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    1. Se alguém "salvou" a Europa de uma possibilidade real de invasão muçulmana foi Carlos Martel no século VIII, isso antes de existir a Igreja Católica Romana que conhecemos hoje. Na única vez em que o papa assumiu pessoalmente o papel de "chefe de guerra" e incentivou uma luta armada foi nas Cruzadas, que resultaram no mais profundo fracasso militar e degradação moral humana. Sobre isso eu já escrevi no meu livro sobre o tema - "Cruzadas, o Terrorismo Católico". E quando os turcos estavam invadindo o Sacro-Império na época de Carlos V, este imperador que perseguia os protestantes teve que tolerá-los e parar de persegui-los por um tempo porque sabia que sem o apoio deles jamais iria conseguir resistir aos turcos invasores. E diga-se de passagem, o maior perigo para os países católicos nunca foram os muçulmanos, mas os próprios países católicos rivais dentro da própria Europa que estavam constantemente em luta uns com os outros, muito mais do que em luta com invasores árabes ou turcos. Abs.

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  22. Quem foi querido Carlos Martel? já que nesse século quarto existia a ICAR que foi com a fusão do estado e religião com Teodósio e Damaso não é querido irmão? e sobre esses países católicos quem eram os rivais?desculpe a insistencia.Abraço fica com o Senhor.

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    1. Carlos Martel era um duque e soberano dos francos, no século XIII.

      Não existia ICAR no século quarto, nesta época a Igreja de Roma ainda era mais uma comunidade local entre tantas outras, embora ganhando um status cada vez maior. Só há sentido se falar em "ICAR" a partir do século XI, quando ocorre o rompimento com a Igreja oriental e aí sim surge a "Igreja Católica Apostólica Romana" sustentando ser a Igreja única e unviersal.

      Quando eu disse que os países católicos eram rivais, é no sentido de que eram rivais entre si, e não que fossem aliados contra outros rivais.

      Abs.

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  23. OLÁ,Lucas.O que significa o batismo com o Espírito Santo e o batismo com fogo?e o que é o revestimento de poder?Abs.SHAALOM.

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    1. Batismo com o Espírito Santo é o momento em que Deus derrama sobre nós os dons espirituais. Rvestimento de poder é a autoridade que Deus nos dá para curar, repreender demônios, agir com o nome dEle. E batismo com fogo aparece em um contexto totalmente diferente, onde o "fogo" ali é o do geena ("inferno"). Sobre isso especificamente eu comentei neste vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=uJhrZgTCGqo

      Abs!

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  24. Queria saber por que a ICAR no qual ela considera a instituição infalível e intocável, por isso que ela diz fora da igreja, ou seja, as quatro paredes não a salvação? é isso mesmo,explique melhor esse conceito?Grande abraço.

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    1. Sim, embora eles contradigam a si mesmos neste quesito, alguns pensam que fora da Igreja Romana não há salvação e outros acham que sim. Sobre isso eu explico melhor neste artigo que recomendo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/12/afinal-ha-salvacao-fora-da-igreja.html

      Abs!

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