23 de junho de 2017

O terceiro João é a chave para se entender o quarto evangelho


Muito se fala no terceiro Tiago, já comprovado biblicamente aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e em mais uns duzentos artigos até hoje irrefutáveis. Mas pouco se fala em um outro personagem quase tão importante quanto: o terceiro João. Todos conhecem os dois Joãos mais famosos, o filho de Zebedeu (a quem é falsamente atribuída a autoria do quarto evangelho) e o João Batista. Mas poucos sabem que existiu ainda um terceiro João, o presbítero. E não, essa não é uma tese nova ou recente: remete desde ao primeiro século, quando Papias (70-163) claramente fala em dois Joãos diferentes entre os cristãos (sem se referir a João Batista como sendo um deles, porque o mesmo já havia morrido muito antes). Os fragmentos de Papias foram preservados por Eusébio de Cesareia (263-339) em sua História Eclesiástica e podem ser conferidos integralmente aqui.

Segue a citação que Eusébio faz de Papias:

“Se acontecia, por acaso, vir algum dos que tinham seguido os presbíteros, eu me informava a respeito da palavra dos presbíteros: o que haviam dito André, Pedro, Filipe, Tomé, Tiago, João, Mateus, ou qualquer outro dos discípulos do Senhor. E também o que dizem Aristião e o presbítero João, discípulos do Senhor. Eu não pensava que as coisas conhecidas pelos livros não me ajudassem tanto quanto as coisas ouvidas, através da palavra viva e permanente” (Eusébio de Cesaréia, HE, III, 39:1-4)

Agora os comentários que o próprio Eusébio faz logo em seguida:

“Vale a pena atentar para o fato de que Papias menciona duas vezes o nome de João: na primeira vez, coloca-o na lista juntamente com Pedro, Tiago, Mateus e os outros apóstolos, indicando claramente o evangelista; o segundo João, porém, depois de cortar a frase, coloca-o à parte, fora do número dos apóstolos, antepondo a ele Aristião, e lhe dá claramente o nome de presbítero. De modo que, também por meio desse testemunho, se comprova a verdade histórica daqueles que dizem que houve na Ásia duas pessoas com o nome de João, e que existiu em Éfeso duas sepulturas e que ainda hoje as duas são atribuídas a João. É necessário prestar atenção a esses fatos, pois é verossímil que o segundo, se não se quer que este seja o primeiro, foi o que viu a revelação transmitida sob o nome de João. Papias, de quem já falamos, reconhece ter recebido as palavras dos apóstolos diretamente dos que os seguiram; por outro lado, diz ter sido ouvinte pessoal de Aristião e de João, o presbítero. De fato, ele os menciona frequentemente pelo nome em seus escritos, para transmitir as tradições deles” (Eusébio de Cesaréia, HE, III, 39:5-7)

Vejamos de forma simples o que Eusébio cria e afirmava:

Haviam dois Joãos: um o João apóstolo, e outro um João presbítero, fora do número dos apóstolos.

Os dois Joãos moravam na Ásia, o que acabou ajudando a causar a confusão e fez alguns pensarem que se tratava de uma mesma pessoa.

Em Éfeso existiam duas sepulturas atribuídas a João, porque uma era a do apóstolo, e outra a do presbítero.

Eusébio não tratava isso como uma mera hipótese ou especulação barata, mas se refere usando termos incisivos e categóricos como «esses fatos», a algo «verossímil» e indicado «claramente», cuja «verdade histórica» está «comprovada».

Ainda de acordo com o entendimento de Eusébio, o João apóstolo foi quem escreveu o evangelho (e, presume-se, as cartas com o mesmo teor), enquanto o João presbítero foi quem escreveu o Apocalipse (é aqui que ele inverte as coisas, mas tratarei disso mais tarde).

Nós não temos todos os escritos completos de Papias, mas Eusébio tinha, e ele deixa claro que Papias “os menciona frequentemente pelo nome em seus escritos, para transmitir as tradições deles” (ou seja, Papias os distinguia em seus escritos, o que não ocorreria caso fossem um mesmo indivíduo).

Eusébio não estava sozinho neste entendimento, e tampouco Papias, porque o próprio Eusébio diz que isso confirmava a verdade histórica de haverem dois Joãos distintos, o que implica que aquilo já era tradição histórica naquela altura, e não alguma tese nova ou criada magicamente da cabeça dele. Documentalmente, sabemos que Dionísio (m. 264) tinha a mesma crença, e Eusébio também faz citações dele.

Eusébio talvez não tenha percebido, mas há um outro detalhe bastante pertinente na citação de Papias que deixa nítido se tratarem de dois Joãos diferentes, além de serem mencionados à parte como indivíduos claramente distintos. Observe novamente a citação em questão:

“Se acontecia, por acaso, vir algum dos que tinham seguido os presbíteros, eu me informava a respeito da palavra dos presbíteros: o que haviam dito André, Pedro, Filipe, Tomé, Tiago, João, Mateus, ou qualquer outro dos discípulos do Senhor. E também o que dizem Aristião e o presbítero João, discípulos do Senhor. Eu não pensava que as coisas conhecidas pelos livros não me ajudassem tanto quanto as coisas ouvidas, através da palavra viva e permanente” (HE, III, 39:1-4)

Primeiro ele cita o que haviam dito André, Pedro, Filipe, Tomé, Tiago, João, Mateus e outros discípulos entre os doze, então acrescenta: “e TAMBÉM” o que dizem Aristião e o presbítero João, que portanto é contado à parte como um outro João. Mas observe além disso que quando ele cita o apóstolo João com os outros discípulos (na primeira sentença) ele diz “o que HAVIAM dito” (ou seja, no passado, porque eles já haviam morrido quando Papias escrevia), e depois quando fala a respeito de Aristião e do presbítero João emprega o verbo no presente“o que DIZEM” (porque eles ainda estavam vivos quando Papias escrevia).

Portanto, é óbvio que se tratavam de Joãos diferentes; um o apóstolo mencionado no grupo dos doze, e outro um presbítero com o mesmo nome citado à parte. Junto com João Batista (que morreu bem cedo e não chegou a ser apóstolo ou presbítero) são os três Joãos mais conhecidos do Novo Testamento. E quem prova isso não é um Pai da Igreja de data tardia, mas alguém que viveu entre finais do século I e início do II, que conviveu pessoalmente com seguidores diretos dos apóstolos – inclusive com o próprio João presbítero, como diz Eusébio:

“Agora bem, Papias, de quem estamos falando, confessa que recebeu as palavras dos apóstolos de discípulos destes, enquanto que de Aristião e de João o presbítero ele diz ter sido ouvinte direto” (HE, III, 39:7)

Ou seja, embora Papias não tenha convivido pessoalmente com algum apóstolo (nem com João), ele conviveu pessoalmente com discípulos diretos dos apóstolos, incluindo com o próprio João presbítero, de quem ele foi ouvinte direto e estava em condições perfeitas de saber a verdade dos fatos em primeira-mão. Portanto, trata-se de uma evidência histórica bastante forte, muito mais forte que o testemunho de Irineu ou de Pais da Igreja dos séculos III e IV.

Mas a prova histórica não é a única evidência contundente a respeito do “terceiro João”, porque temos também evidências internas, que são percebidas pelos estudiosos do grego bíblico. Eu não sou nenhum expert em grego, mas desde quando estudo teologia sempre ouvi de todos os especialistas a mesma coisa: que o grego do Apocalipse é um grego tosco, mal escrito e cheio de erros gramaticais, muito diferente do grego elegante do quarto evangelho e das três epístolas atribuídas a João. De fato, isso é um ponto em comum entre os hermeneutas de qualquer vertente teológica ou religiosa, um fato incontestável.

O Dr. Rodrigo Silva (PhD em arqueologia e em teologia e profundo conhecedor dos idiomas bíblicos e de outras línguas antigas), por exemplo, afirmou em entrevista ao “Programa Vejam Só” que “o grego de João no Apocalipse tem muitos erros de gramática terríveis. O grego de João no Apocalipse se fosse no ENEM não passaria na prova” (32:15 deste vídeo). Os teólogos católicos Eduardo Arens e Manuel Diáz também assinalam:

“Já sabemos de início que o original do Apocalipse foi escrito em língua grega; não é uma tradução. Contudo, contém muitas anomalias e incongruências gramaticais desconcertantes (...) A maioria dos estudiosos explicam-no como sendo consequência da origem cultural do autor, que seria um homem do Oriente Médio, cuja língua materna não era o grego (...) A primeira palavra a esse respeito encontra-se em Eusébio de Cesareia, que citou em sua História Eclesiástica a opinião do bispo Dionísio de Alexandria sobre o Apocalipse. Quanto ao idioma (que também era o de ambos), dizem que, comparado com o quarto evangelho, ‘eu observo que sua linguagem e estilo não são realmente gregos’. Pratica barbarismos e, ocasionalmente, cai em ‘solecismos’, ou uso incorreto das palavras. Por essa e outras razões, conclui que não pode ser o mesmo autor” (ARENS, Eduardo; MATEOS, Manuel Díaz. Apocalipse – A força da esperança. São Paulo: Edições Loyola, 2004, p. 25)

Dionísio (m. 264), um Pai da Igreja do terceiro século, que falava no grego koiné da Bíblia, afirmou taxativamente:

Assim pois, alguns dos nossos antecessores rechaçaram como espúrio e desacreditaram por completo o livro, examinando capítulo por capítulo e declarando que era ininteligível e ilógico, e seu título enganoso (HE, VII, 25:1)

O que alguns defensores da tese tradicional fazem para tentar salvar a tese tradicional da mesma autoria dos escritos é alegar que a diferença gritante entre eles ocorre unicamente porque os conteúdos são de gêneros diferentes, e a literatura apocalíptica exigiria um estilo distinto. Isso é perfeitamente verdadeiro; todavia, não responde à questão, porque o problema principal não é a diferença de estilo, e sim o fato de um ser escrito de forma gramaticalmente correta e o outro de forma pífia. Eu posso escrever um livro de ficção com um estilo bem diferente de como eu escrevo um TCC ou um livro de teologia ou história, mas se eu sei escrever bem, qualquer coisa que eu escreva será bem escrita, gramaticalmente falando. Esse é o problema do Apocalipse: ele não é bem escrito, como as três cartas de João e o quarto evangelho são, e a diferença de gênero literário em nada justifica essa discrepância tão grande.

Outros defensores da tese tradicional tentam justificar de maneira diferente, sustentando que João poderia ter “melhorado a escrita” ao longo dos anos de sua vida, o que explicaria essa discrepância. Mas segundo a mesma tese tradicional, João teria escrito o evangelho e as cartas na mesma época em que escreveu o Apocalipse, isto é, depois de já ter saído da ilha de Patmos, ao final do reinado de Domiciano (em 95 d.C), escrevendo-os em algum momento entre 95 e 100 d.C. Essa era a crença de todos aqueles mesmos Pais da Igreja que contribuíram para o surgimento da tese tradicional, na qual João é o autor do quarto evangelho. Negar isso é negar a própria tese tradicional tentando salvá-la.

E mesmo que João tivesse escrito os evangelhos e as cartas muito antes que o Apocalipse, seria antilógico que ele escrevesse tão bem antes do cativeiro e tão mal depois dele, como se desaprendesse a escrever direito – o que vai na contramão do natural, já que as pessoas costumam ir aprendendo e melhorando com o passar do tempo, em vez de regredirem de forma tão abrupta. O próprio Dionísio nos dá outra evidência muito boa de que o evangelho/cartas foram escritos por alguém diferente de quem escreveu o Apocalipse, embora ele pensasse como Eusébio que o apóstolo escreveu o evangelho/cartas e o outro João o Apocalipse (comentarei isso em um minuto). Confira alguns trechos citados por Eusébio:

De fato, pelo caráter de um e de outro, pelo estilo e pela chamada disposição geral do livro, conjeturo que não é o mesmo, já que o evangelista em nenhuma parte escreve seu nome nem prega a si mesmo: nem no Evangelho nem na Carta; de nenhuma maneira, nem em primeira nem em terceira pessoa. Porém, o que escreveu o Apocalipse, imediatamente se põe adiante, já no começo: Revelação de Jesus Cristo, que foi dada para mostrar prontamente a seus servos, e que foi revelada enviada por meio de seu anjo a seu servo João, o qual deu testemunho da palavra de Deus e de seu testemunho: tudo o que viu’. Logo escreve também uma carta: João às sete igrejas que estão na Ásia. Graça e paz a vós outros. Mas o evangelista nem no cabeçalho de sua Carta católica escreveu seu nome, mas começou sem mais pelo próprio mistério da revelação divina: O que era desde o princípio, o que temos ouvido, que vimos com nossos próprios olhos. Mas ocorre que nem na segunda nem na terceira Carta que se consideram de João, ainda que breves, aparece João por seu nome, mas de uma forma anônima achamos escrito: o presbítero. Por outro lado, este outro não achou suficiente nomear-se uma vez só e seguir a explicação, mas repete novamente: Eu, João, vosso irmão e co-partícipe na tribulação, no reino e na paciência de Jesus, estive na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus’. E ainda, mesmo perto do final, diz o seguinte: ‘Bem-aventurado o que guarda as palavras da profecia deste livro, e eu, João, o que está vendo e ouvindo estas coisas (HE, VII, 25:8-11)

Se você é do tipo de leitor que tem o costume de pular citações longas por considerá-las desinteressantes e ir direto para a explicação, eu faço um apelo: volte e leia tudo o que Dionísio escreve acima, pois é um argumento lógico e totalmente coerente. Ele mostra que o autor do quarto evangelho e das três cartas não se identificava jamais, mantendo-se no anonimato no evangelho e na primeira carta e ainda no anonimato nas outras duas onde se chama apenas de “presbítero”, enquanto o autor do Apocalipse faz questão de se citar nominalmente em várias partes do livro, principalmente no começo e no final. Tudo isso atesta o óbvio: quem escreveu o evangelho/cartas não é o mesmo que escreveu o Apocalipse!

Em resumo: não há como o evangelho e as três cartas atribuídas a João com o mesmo estilo e boa gramática sem jamais se identificar terem sido escritas pelo mesmo indivíduo que escreveu o Apocalipse gramaticalmente ruim e que gostava de se mencionar. Isso vai contra todas as evidências internas e externas que tem algum grau de confiabilidade. Isso comprova a convicção de Eusébio: quem escreveu o evangelho e as cartas de fato era um João diferente daquele que escreveu o Apocalipse. Mas ele erra quando presume então que o apóstolo escreveu o evangelho/cartas e o presbítero o Apocalipse, quando as evidências indicam o contrário: o presbítero escreveu o evangelho/cartas, e o apóstolo o Apocalipse.

A primeira evidência que nos leva nessa direção é o fato de ser expressamente dito nas Escrituras que o apóstolo João era “iletrado e sem instrução” (At 4:13), o que torna mais lógico e provável ser ele o autor do livro gramaticalmente ruim (i.e, o Apocalipse), e não do evangelho elegante e das cartas bem escritas. Mas o que prova em definitivo a autoria do presbítero são as próprias epístolas, que deixam isso perfeitamente claro:

O presbítero à senhora eleita e aos seus filhos, a quem amo na verdade...” (2ª João 1:1)

O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo (3ª João 1:1)

Note que quem escreveu as cartas não foi o João apóstolo, mas o João presbítero, e levando em consideração que em estilo e gramática elas se assemelham ao evangelho e se distanciam em alto grau do Apocalipse, entende-se que foi o presbítero que escreveu o evangelho/cartas, e o apóstolo o Apocalipse. É notório observar também que os apóstolos, embora tecnicamente também fossem presbíteros, costumavam sempre se intitular de apóstolos em vez de presbíteros, talvez como uma forma mais precisa de identificação (uma vez que deveriam haver muitos presbíteros na Igreja com nomes iguais aos dos apóstolos, então dizendo “apóstolo” especificaria mais).

Era assim que Paulo sempre se chamava (Cl 1:1; 1Tm 1:1; Rm 1:1; 1Co 1:1; 2Co 1:1, etc), e na única vez que Pedro se chamou de presbítero foi apenas para se colocar no mesmo nível dos demais (1Pe 5:1), pois na introdução da mesma carta se identifica como o apóstolo (1Pe 1:1), da mesma forma que faz na segunda (2Pe 1:1). Apenas o autor de Hebreus (com toda a probabilidade, Lucas) não se identifica como apóstolo (porque não era), assim como Tiago (porque era apóstolo no sentido mais amplo, e não do grupo estrito dos doze) e Judas, que inclusive se distingue claramente dos apóstolos (Jd 17), embora os apologistas católicos o considerem um (porque não reconhecem que era o irmão carnal de Tiago e de Jesus, e não o apóstolo com o mesmo nome).

Vamos parar para respirar um pouco e resumir o que vimos até aqui, porque isso tudo foi apenas uma introdução.

Existiam, segundo Papias (que conviveu pessoalmente com discípulos dos apóstolos e com um presbítero chamado João que ele distinguia do apóstolo com o mesmo nome) dois Joãos: um era o apóstolo mais conhecido, e o outro era um presbítero.

Segundo Eusébio, ambos eram de Éfeso, o que ajudou a causar essa confusão e fez muitos acreditarem que se tratava de uma mesma pessoa.

Como todas as evidências internas e externas demonstram claramente, o autor do evangelho e das três cartas atribuídas a João é um, e o autor do Apocalipse é outro.

De acordo com as evidências internas, esse que escreveu o evangelho e as cartas era o presbítero, e o que escreveu o Apocalipse era o apóstolo (e não o contrário, como Eusébio confunde).

Agora conseguimos entender muito bem o porquê que houve essa confusão que fez com que muitos Pais da Igreja pensassem que o João apóstolo escreveu o evangelho e as cartas. Isso ocorreu porque muitos documentos antigos vinham com o nome do autor, e no caso dos evangelhos não era diferente. Os manuscritos antigos dos evangelhos vinham com o nome do autor, mesmo quando o conteúdo em si não apresentava nenhuma autoria. O mesmo ocorre em relação ao quarto evangelho. Erich Mauerhofer, autor da maior e mais aprofundada Introdução aos escritos do Novo Testamento em português, fala disso em seu livro, na página 234. Como há caracteres gregos, eu preferi tirar uma foto da página do que transcrever digitalizado aqui.

(Fonte: MAUERHOFER, Erich. Introdução aos Escritos do Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2010, p. 234)

Como vemos, neste evangelho não era dito qual João que escreveu. O título apenas dizia: “Evangelho segundo João”, e os Pais da Igreja de tempos posteriores presumiram que se tratasse do João apóstolo – quando, como vimos, dizia respeito ao outro João, o presbítero. Aí está a raiz da confusão que enganou os Pais da Igreja de Irineu em diante, fazendo-os pensar que o apóstolo João era o autor do quarto evangelho.

Chegando aqui, talvez você esteja pensando que este artigo contradiz os outros três que provam que Tiago era o discípulo amado. Não, não contradiz, pelo contrário: confirma o que eu escrevi no segundo artigo, mais especificamente na parte onde escrevo:


Em resumo: como o penúltimo verso da obra deixa subtendido, o autor do quarto evangelho não é o discípulo amado, mas alguém que escreveu baseado nos seus registros. O presbítero João era contemporâneo de Papias e não conviveu pessoalmente com Cristo e tampouco foi testemunha ocular dos acontecimentos, portanto não tinha como escrever uma obra por conta própria baseado na sua própria memória. Então, o que ele fez? Escreveu baseado no testemunho do discípulo amado (que, como provo nos artigos da série, trata-se de Tiago, o irmão do Senhor), alguém reconhecido que conhecia Jesus perfeitamente bem e que era digno da mais alta confiança, por isso afirma que “sabemos que o seu testemunho é verdadeiro”.

Os Pais da Igreja de Irineu em diante não apenas confundiram o João presbítero com o João apóstolo, como também cometeram um erro ainda mais grave: consideraram que o autor do quarto evangelho era o próprio discípulo amado dando testemunho de si mesmo dizendo que ele próprio é confiável em terceira pessoa(!), e assim transformaram o apóstolo João no discípulo amado e autor do quarto evangelho – duas coisas que ele nunca foi.


Conclusão

Provamos neste artigo que: (1) haviam dois Joãos, um era o apóstolo e o outro um presbítero; (2) os dois viviam na Ásia e tiveram sepulturas diferentes em Éfeso; (3) o evangelho e as cartas não podem ter sido escritas pelo mesmo autor do Apocalipse; (4) o evangelho e as cartas foram escritas pelo presbítero João, enquanto o Apocalipse foi escrito pelo apóstolo com o mesmo nome; (5) a confusão aconteceu porque os manuscritos antigos traziam apenas o nome “João” no título do quarto evangelho, sem especificar qual, e o mais conhecido acabou ficando com a fama; (6) esse presbítero João não era o discípulo amado, mas escreveu o evangelho baseado no testemunho desse discípulo (Tiago); (7) chora Macabeus. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,

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100 comentários:

  1. First!

    Acho que não vai, mas o que vale é a intenção, não é?

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  2. Resumindo:
    Apóstolo João - escreveu apocalipse;
    Presbítero João - escreveu as epístolas e transcreveu o evangelho de João;
    Tiago, irmão de Jesus - ditou (ou transmitiu de outra forma) o evangelho de João, que o presbítero transcreveu. Certo, é isso?

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    Respostas
    1. Exato. Só não entendo que o termo "ditar" seja o mais preciso, porque passa a ideia de que o discípulo amado falou tudo (palavra por palavra) e ao presbítero João coube apenas colocar no papel, e não é isso o que aconteceu já que analisando o estilo literário percebe-se que o autor do quarto evangelho imprimiu sua própria personalidade, então seria mais condizente afirmar que Tiago testemunhou os fatos a João (como afirma o penúltimo capítulo do quarto evangelho), o qual por sua vez os expôs da sua maneira com o seu estilo e tudo mais. Seria uma condição análoga à que alguns Pais da Igreja afirmam a respeito de Marcos, que teria escrito seu evangelho baseado no testemunho que Pedro lhe passou (embora isso sirva apenas como analogia mesmo, porque há evidências de que este não tenha sido o caso em relação a Marcos/Pedro).

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  3. Lucas, poderia me ajudar?
    Tenho muita vontade de fazer uma pesquisa bem afundo sobre a Reforma, da história da Igreja, contexto histórico dos tempos bíblicos... porém não sei por onde começar
    Você já fez vários estudos (Inquisição, escravidão, cruzadas...), como você se aprofunda em um tema, o que você busca? Como eu posso saber que a fonte que eu to usando é confiável?
    Agradeço desde já sua resposta!
    Abs!

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    Respostas
    1. Para aprofundar em algum assunto o jeito é só lendo livros mesmo. E o mais recomendável não é buscar conteúdo na internet baixando pdf na palma da mão ou em blogs (embora existam livros digitais e blogs muito úteis, não nego, mas são poucos em meio a uma multidão de lixo ou superficialidade), mas sim ir a uma biblioteca e ler os livros antigos. Se você faz faculdade ou escola tente ali, e se não fizer vá à biblioteca municipal da sua cidade ou de alguma próxima que tenha alguma. No caso da Reforma, seria bom ler alguns livros dos próprios reformadores, alguns você pode achar online (Obras selecionadas de Lutero, Institutas de Calvino, etc). No Google Books e em alguns sites especializados tem obras antigas digitalizadas de boa qualidade.

      Em relação à confiabilidade de um livro, você pode pesquisar sobre o autor, se é reconhecido academicamente ou se é só mais um palpiteiro revisionista moderno (essa é outra razão pela qual eu prefiro os livros mais antigos, sem desprezar a importância dos novos, mas os revisionistas católicos ou ateus surgiram em tempos relativamente recentes). Há livros que se travestem de “história” mas são tão ruins e mentirosos que se forem usados academicamente zeram o trabalho. Dê mais valor principalmente às fontes primárias e aos livros que citam muitas fontes primárias (citações de autores da época descrevendo algum evento), que são mais seguros que aqueles que simplesmente passam a opinião do historiador.

      Mas não significa que tenha que ignorar a opinião dos historiadores, pois muitas vezes eles levam a reflexões pertinentes e interessantes, e quando todos têm um consenso em certo ponto não tem como estarem todos errados, pois nenhuma mentira sobrevive a tanto. Mas para isso o único jeito é ler o máximo possível mesmo, não tem fórmula mágica. E ler de forma imparcial, e não somente de autores de certa vertente. Esse é o erro dos poucos católicos que leem algo, porque só leem aquilo que foi escrito por apologistas católicos com a específica finalidade de defender a instituição deles, e assim tem uma visão bitolada, viciada e totalmente distorcida de história. Mas as vezes você encontra confissões até em autores católicos convictos, que refutam a própria apologética católica.

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  4. Lucas eu disse a um católico que só Deus pode nos abençoar e usei as passagens de Ef 1:3 e Tiago 1:17. No entanto o catolico me refutou assim:

    ''Você já leu Gênesis 48,16 ?
    Acho que não né?
    Pois veja como está escrito em uma Bíblia de tradução protestante:
    ''o ANJO que ME LIVROU DE TODO MAL, ABENÇOE ESTES RAPAZES; e seja chamado neles o meu nome e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e multipliquem-se como peixes em multidão, no meio da terra''.
    (OBS: Tradução de Bíblia João Ferreira de Almeida)
    E agora, quer mais provas?
    Veja na sua Bíblia Daniel 10,13..21 em algumas traduções de Bíblia é o versículo 22. Mostrará a intercessão poderosa de São Miguel Arcanjo.
    Não sei se você sabe mas quando morrermos seremos iguais aos Anjos -> Mt 22,30 -> Lc 20,36.
    Se seremos como os Anjos; o que os anjos fazem? Vamos analisar o que a Bíblia ensina:
    ‘’ Não são todos os anjos espíritos a serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação’’ (Hebreus 1,14).
    Você já leu Zacarias 1,12-14 o Anjo intercedendo?
    Poderia aqui colocar muitas provas... Mas creio que já é o suficiente''

    Como refutar esse catolico com essas passagens em que outras pessoas e anjos abençoando o povo?

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    Respostas
    1. Em relação às bênçãos eu não vejo nenhuma anormalidade em um anjo abençoar alguém, os próprios evangélicos costumam dizer com naturalidade “eu te abençoo em nome de Jesus” e isso não é nenhuma heresia. Podemos abençoar pessoas, mas isso só acontece porque Deus (a fonte de todas as bênçãos) propicia isso. Isso é TOTALMENTE DIFERENTE de adorar anjos ou invocá-los, o que é inteiramente inexistente nas Escrituras e inclusive proibido expressamente:

      “Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa” (Colossenses 2:18)

      Daniel 10:13 não mostra qualquer invocação de Miguel, nem mesmo intercessão no sentido católico de orar por alguém, apenas mostra um anjo ajudando outro anjo em batalha celestial contra demônios. É inacreditável a que ponto eles são capazes de distorcer as coisas. Os textos que dizem que “seremos iguais aos anjos” é outra distorção incrível, pois todo o contexto afirma que o seremos DEPOIS DA RESSURREIÇÃO, e não “quando morrermos” (em um estado intermediário pós-morte), como alega o apologista católico. Sobre isso eu já refutei exaustivamente aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/06/deus-de-vivos-e-nao-de-mortos-revisado.html

      Hebreus 1:14, outra distorção. Quando foi que algum evangélico negou que Deus confiou aos anjos a missão de nos proteger? Isso é totalmente diferente de orar a anjos, invocá-los, cultuá-los ou adorá-los. Ele pode deturpar quantos textos quiser, que NENHUM dirá qualquer dessas coisas. Anjos protegem seres humanos dos ataques do diabo, lutam contra os demônios na esfera celestial, se colocam em nosso favor perante Deus, mas nunca recebem qualquer oração ou prece de um homem justo nas Escrituras, nunca são cultuados, venerados ou adorados, nunca exigem qualquer uma dessas coisas e nunca vemos qualquer personagem bíblico praticando tais atos, mas SEMPRE direcionando as orações SOMENTE e EXCLUSIVAMENTE a Deus.

      Há centenas de orações registradas nas Escrituras e NENHUMA direcionada a um anjo ou a um “morto-vivo”. Isso é invenção de mentes doentias influenciadas pelo demônio para tirar o foco de Cristo, em data tardia e sem qualquer respaldo bíblico, e é por isso que ele precisa manipular e distorcer os textos tão descaradamente.

      Excluir
  5. Caro Lucas como refuta essa bagunça aqui?

    CHUPA ESSA MANGA SATANÁS:
    Mt 1,25 ?
    ACUSAÇÃO (INSINUAR QUE MARIA TEVE OUTROS FILHOS)
    Mt 13,55-56 e Mc 6,3 igualmente dizem:
    "Este não é o carpinteiro, O FILHO DE MARIA, o irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E suas irmãs não estão entre nós?"
    RESPOSTA:
    Mc 6,3: - “Não é ele o carpinteiro, O FILHO DE MARIA, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão?”
    O termo “O FILHO DE MARIA” no grego é "ὁ υἱὸς Μαρίας” a palavra "ὁ υἱὸς" é usado para "FILHO ÚNICO", portanto JESUS é FILHO ÚNICO de Maria.
    Em Mt 3,17 é usado o mesmo termo "ὁ υἱὸς" para referir Jesus como FILHO ÚNICO de Deus.
    Jesus subiu a Jerusalém aos 12 anos apenas com José e Maria, pois era costume judaico ir TODA A FAMÍLIA(Lc 2,42)
    Tiago, José, Judas e Simão NÃO ERAM IRMÃOS DE JESUS
    TIAGO:
    Na bíblia se fala de 2 Tiago;
    Mc 3,17: “TIAGO, filho de Zebedeu”
    Mc 3,18: “TIAGO, filho de Alfeu”
    JOSÉ:
    Era irmão de TIAGO, filho de Maria Cleofas (Jo 19,25)
    “Maria, mãe de TIAGO e de JOSÉ” (Mt 27, 56)
    SIMÃO:
    é o cananita citado em (Mc 3,18), também chamado de zelota em (Mt 10,4, Lc 6,15 e At 1,13)
    JUDAS:
    Era Irmão de Tiago
    At 1,13: "...TIAGO, o filho de Alfeu e Simão zelota e JUDAS, O IRMÃO DE TIAGO."
    Judas declara no inicio de sua Carta: Jd 1,1 “Servo de Jesus Cristo E IRMÃO DE TIAGO”
    Genealogia:
    1. Zebedeu e Salomé: geraram Tiago e João
    2. Cleofas (Alfeu) e Maria1: geraram Tiago (o menor), José e Judas
    3. Espírito Santo e Maria: geraram Jesus, o Cristo

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    1. “CHUPA ESSA MANGA SATANÁS”

      Não sabia que Satanás chupava mangas, mas tudo bem, vamos lá.

      “O termo “O FILHO DE MARIA” no grego é "ὁ υἱὸς Μαρίας” a palavra "ὁ υἱὸς" é usado para "FILHO ÚNICO", portanto JESUS é FILHO ÚNICO de Maria”

      Argumento ridículo. Mateus 10:2 diz "Tiago, O filho de Zebedeu”, e no entanto João também era filho de Zebedeu. Argumento totalmente imprestável de alguém que nunca estudou porcaria nenhuma de grego e mesmo assim quer sair se passando de doutor, chega a dar pena. Veja uma refutação mais completa aqui:

      http://conhecereis-a-verdade.blogspot.com.br/2011/09/nunca-um-artigo-definido-quis-dizer.html

      “Jesus subiu a Jerusalém aos 12 anos apenas com José e Maria, pois era costume judaico ir TODA A FAMÍLIA (Lc 2,42)”

      Onde o texto diz “APENAS”? Ao contrário, diz que ele foi também com PARENTES e conhecidos (Lc 2:44). Isso já refuta completamente a tese que ele subiu somente com José e Maria. E como ele prova que entre esses parentes que vieram com ele não havia irmãos? Ah, sim: deveria ter apenas primos! Rá!

      Vai ver os primos também moravam DENTRO DA CASA dele:

      “’Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs?’ E ficavam escandalizados por causa dele. Jesus lhes disse: Só em sua própria terra, entre seus parentes e EM SUA PRÓPRIA CASA, é que um profeta não tem honra” (Marcos 6:3-4)

      1) “Em sua própria terra” = habitantes de Cafarnaum

      2) “Entre seus parentes” = primos, tios, etc

      3) “NA SUA PRÓPRIA CASA” = se não é irmãos é o que?????

      “Na bíblia se fala de 2 Tiago”

      Errado, também fala de um terceiro, o IRMÃO de Jesus (nenhum dos outros dois é chamado de irmão de Jesus nos evangelhos):

      “Não vi nenhum dos outros apóstolos, a não ser Tiago, IRMÃO DO SENHOR” (Gálatas 1:19)

      “JOSÉ: Era irmão de TIAGO, filho de Maria Cleofas (Jo 19,25)”

      Pura mentira, o texto citado (João 19:25) nem sequer menciona José, esse cara é malandro mesmo!

      “Maria, mãe de TIAGO e de JOSÉ” (Mt 27, 56)”

      Essa Maria mencionada neste outro texto é a mãe de Jesus, não Maria de Cleofas!

      “SIMÃO: é o cananita citado em (Mc 3,18), também chamado de zelota em (Mt 10,4, Lc 6,15 e At 1,13)”

      Pura mentira, esse Simão irmão de Jesus não poderia ser seu discípulo porque era incrédulo nesta época:

      “Depois disso Jesus percorreu a Galileia, mantendo-se deliberadamente longe da Judéia, porque ali os judeus procuravam tirar-lhe a vida. Mas, ao se aproximar a festa judaica dos tabernáculos, os irmãos de Jesus lhe disseram: ‘Você deve sair daqui e ir para a Judéia, PARA QUE TAMBÉM OS SEUS DISCÍPULOS possam ver as obras que você faz. Ninguém que deseja ser reconhecido publicamente age em segredo. Visto que você está fazendo estas coisas, mostre-se ao mundo’. POIS NEM OS SEUS IRMÃOS CRIAM NELE” (João 7:1-5)

      Duas coisas aqui: primeiro, ele DISTINGUE os irmãos e os discípulos, então os irmãos não podem ser os seus discípulos. E segundo, ele diz que os irmãos eram incrédulos, então não poderiam ser discípulos mesmo! Pro lixo mais esse argumento.

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    2. “JUDAS: Era Irmão de Tiago”

      Sim, era irmão de Tiago, irmão de Jesus. Alguma dificuldade?

      “At 1,13: "...TIAGO, o filho de Alfeu e Simão zelota e JUDAS, O IRMÃO DE TIAGO”

      O picareta agora acrescentou o termo “IRMÃO”, quando na verdade Judas era FILHO de Tiago:

      “Quando chegaram, subiram ao aposento onde estavam hospedados. Achavam-se presentes Pedro, João, Tiago e André; Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelote, e Judas, FILHO de Tiago” (Atos 1:13 – NVI)

      “Judas declara no inicio de sua Carta: Jd 1,1 “Servo de Jesus Cristo E IRMÃO DE TIAGO”

      Óbvio, porque os dois eram irmãos de Jesus!!! Onde está a dificuldade em entender o simples?!?

      “Genealogia: 1. Zebedeu e Salomé: geraram Tiago e João”

      Esses não tinham nada a ver com os irmãos de Jesus, o que estão fazendo aí??

      “2. Cleofas (Alfeu) e Maria1: geraram Tiago (o menor), José e Judas”

      Pura mentira, não há nenhum texto que diga que Cleofas era o pai deles! Cadê???

      “3. Espírito Santo e Maria: geraram Jesus, o Cristo”

      Faltou mais essa:

      4. Maria e José: geraram “Tiago, José, Judas e Simão” (Mc 6:3), além de irmãs (Mc 6:3).

      Francamente, são tantas distorções que eu penso seriamente em escrever um artigo inteiro apenas sobre isso.

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    3. Lucas, o que esse cara está falando pelo amor de Deus! De onde ele tirou tanta besteira?

      E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus, Mateus 1:25

      Os católicos podem virar o mundo de cabeça pra baixo que não vão conseguir dar outro significado ao texto, que é: “Mas não teve relações com ela ENQUANTO ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus”.

      Esse é o significado mostrado pela Bíblia do Peregrino que é uma tradução católica: “e não a conheceu ENQUANTO ela não deu a luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS”.

      Mais assustador ainda é a versão da CNBB, também católica: “E não teve relações com ela ATÉ O DIA em que deu à luz o filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus”.

      Agora veja a tragédia que fez a versão católica da Ave Maria com o texto

      E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.

      Eles é que são os falsificadores da palavra de Deus. Nós apenas consertamos os erros!

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    4. Rapaz, esse povo não tem inteligência. Eles não se dobram de jeito nenhum!
      Pisam nas Escrituras na cara de todo mundo e acham que estão certos.


      Toda essa situação é muito ridícula. Querem ver?

      Algumas pessoas da família do Senhor aparecem do nada numa situação curiosa. Jesus estava numa casa comendo pão com os discípulos. Alguém chega e lhe diz que (Traduzindo segundo a tese do catolicismo) “sua mãe e seus PRIMOS estão lá fora”, Marcos 3:32.

      Veja como Jesus responde - usando a tese católica: “E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus PRIMOS? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus PRIMOS. Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu PRIMO, e minha PRIMA, e minha mãe”.

      Palmas para a Apologética Católica clap clap clap clap

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    5. Mais uma da Bíblia dos Sonhos dos Católicos:

      “'Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs?’ E ficavam escandalizados por causa dele. Jesus lhes disse: 'Só em sua própria terra, entre seus parentes e E NA CASA DESSES PARENTES APENAS, é que um profeta não tem honra'” (Marcos 6:3-4)

      clap clap clap clap

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    6. Mateus 13:55 deixa uma boa argumentaçao. "Não é este o filho do carpinteiro, não se chama sua mãe Maria, e... aí pula para os primos e as primas!

      Trágico e cômico!

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  6. Lucas, gostaria de saber sua opinião sobre um assunto importante! Você acha que a monogamia é natural ou não e, caso não seja, seria uma posição necessariamente antibíblica?

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    1. Eu entendo que sim. Aqueles que dizem que não é natural usam como argumento o fato de no reino animal eles não serem monogâmicos e tudo mais, mas há vários animais que são monogâmicos, e o homem como a coroa da criação não há nenhuma razão para pensar que também não tenha sido criado desta forma (isto é, para ser monogâmico). Deus mostrou isso desde o princípio da criação, quando criou apenas um homem e uma mulher, e não um homem e várias mulheres, ou uma mulher e vários homens. O propósito monogâmico já estava estabelecido ali desde o início. É certo que quando o pecado entrou no mundo a carne ficou desenfreada e assim muitos desvios foram sendo cometidos e continuam sendo cometidos até hoje (como pedofilia, zoofilia, homossexualismo, poligamia, etc), mas isso não significa que esta seja a condição "natural" do ser humano, como se Deus os tivesse criado para serem assim. São desvios da natureza, que devem ser corrigidos ainda nesta vida e que serão plenamente removidos na vida póstuma (nos novos céus e nova terra).

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  7. Olá Lucas! Bom, eu estou com um livro chamado "Princípios da Dialética" (idioma: Espanhol) do autor Agostinho de Hipona, então eu gostaria de perguntar caso você já tenha lido esta obra... se ela vale a pena ser lida. Aguardo a sua resposta.

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    1. Não li essa obra ainda, mas a julgar pelo título, deve tratar de filosofia, talvez seja mais apropriado começar lendo "A Doutrina Cristã", que trata de hermenêutica (a não ser que você tenha mais interesse em temas filosóficos do que em interpretação bíblica) e é de fácil compreensão. Abs!

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  8. Ei, Lucas, o desvirginador. O que você acha da aliança entre Israel e a Igreja e sobre a construção do terceiro templo? Eu vi um documentário interessante, em que um reverendo em uma universidade dizia que se os cristãos amam os judeus, dissuadam-os a construir o terceiro templo, pois o Anti-Cristo se assentará lá. Seria este o sacrilégio terrível dito por Jesus em Mateus 24 onde ele cita Daniel 9:27 ? Os judeus que pretendem construir o templo já estão se planejando há 27 anos, e já tem dezenas de artefatos fabricados, assim como todo o projeto arquitetônico pronto. Estão só esperando o Domo da Rocha por um milagre desaparecer. Se eles construírem, é era de fugir para os montes?

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    1. Sim, o sacrilégio terrível é o próprio anticristo se assentando no trono do novo templo de Jerusalém e sendo coroado como um "deus". O Domo da Rocha não precisa necessariamente desaparecer, na verdade a teoria mais provável é que o anticristo conseguirá um acordo entre judeus e o mundo árabe e como o símbolo desta união o templo dos judeus será construído logo ao lado da mesquita muçulmana, em um sinal ao mundo de união e paz. O que impede isso neste momnento é que o mundo muçulmano jamais permitiria que os judeus construíssem um templo ali ao lado do deles, eles preferem morrer lutando a permitir uma coisa dessas, por isso o anticristo teria que fazer quase um "milagre" para conseguir este feito (e não à toa ele será dotado de poderes sobrenaturais malignos e conseguirá feitos nunca antes alcançados pelo homem, e só assim será reconhecido e admirado universalmente, conseguindo tudo o que quer, como a Bíblia diz).

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  9. Olá Lucas ! Alguns meses atrás eu publiquei um comentário dizendo estar muito afligindo por ser um novo convertido e não saber se o protestantismo ou o catolicismo era a religião correta . Depois de uma leitura das escrituras e de orações e também de ( seus livros que foram grandemente úteis ) me converti ao protestantismo . Percebi que o catolicismo nada a era mais que um grande caixão ( belo e elegante na parte de cima e morte por dentro ) . Cada dia lendo as escrituras percebi que Cristo nunca aprovaria uma instituição comi a Icar . Muito obrigado pelas dicas Lucas , você foi um instrumento para me ajudar a se livrar do Romanismo

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    1. Legal, glória a Deus pelo seu testemunho! Continue firme e forte na leitura das Escrituras ("conhecereis a verdade e a verdade os libertará"), e se precisar de alguma ajuda em algo, é só falar. Abs!

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  10. Lucas, pq vocês ficam atrelando o capitalismo com o protestantismo, sendo que o mesmo é fruto do iluminismo?

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    1. O que você quer dizer com "fruto do iluminismo"? Capitalismo em si já existia pelo menos desde o século XIII, o que dizemos não é que o protestantismo "criou" o capitalismo mas sim que ele o IMPULSIONOU, já que antes ele era travado em função das imposições da Igreja Romana que emperrava o seu desenvolvimento. Já no século XVI os historiadores já falam em um desenvolvimento ou "revolução" do capitalismo, devido sobretudo à Reforma. Centenas de livros estão aí provando isso, em especial a obra clássica de Weber, "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo". Os iluministas não eram contra o capitalismo, mas quando eles surgiram, o mesmo já existia e já se encontrava em franco desenvolvimento. A impressão de que o capitalismo só surgiu em séculos recentes se dá em função da Revolução Industrial, que lhe impulsionou ainda mais por razões óbvias, e não por causa do iluminismo.

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  11. Banzoli, se você escrever as memórias da sua família é possível que em algum momento da escrita, quando fizer referência à pessoas que ESTIVERAM na sua casa, de visita, para jantar, celebrar uma ocasião especial , você usaria expressões como: Eles vieram, ele veio, eles chegaram ou ele chegou, certo?

    Veja Mateus quando faz referência à CHEGADA de Jesus e os discípulos na ceia: E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze, Mateus 26:20

    Lucas 22:14 diz: E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.

    Agora veja que Marcos faz diferente. Ele diz que Jesus chegou (veio, vem) com os doze

    Ao anoitecer CHEGOU ele com os doze, Mar 14:17

    Por que ele não seguiu o modelo textual dos outros dois, que por sinal são semelhantes?


    Versão: Español: Biblia de Jerusalén (1976)

    Marcos 14:17 Y al atardecer, llega (chega) él con los Doce.

    A King James traduziu corretamente

    And in the evening he cometh (ele chegou, ou vem) with the twelve.

    Outras traduções em ingles também

    Versão: English: Darby Version

    Marcos 14:17 And when evening was come, he comes (ele veio, ou vem) with the twelve.

    American Standard Version (1901)

    Marcos 14:17 And when it was evening he cometh (ele chegou, ou vem) with the twelve.

    Versão: English: New International Version

    Marcos 14:17 When evening came, Jesus arrived (chegou) with the Twelve.

    Pode checar aqui que tem mais algumas não citadas

    http://biblehub.com/mark/14-17.htm

    A palavra em grego que traduz chegou ou veio é γενομένης (genomenēs).

    Se olhar inúmeros outros textos é a mesma coisa. Essa palavra não significa foi, mas veio, ou chegou.

    Veja aqui, http://biblehub.com/greek/genomene_s_1096.htm

    Banzoli, a pessoa que escreveu já estava na casa quando Jesus CHEGOU com os doze. E possivelmente, anos depois, escrevia também do local.

    “Veio (chegou) Jesus com os doze”

    Não há semelhança com nenhum outro contexto que usa as palavras veio e chegou. Aqui houve uma mudança significativa em comparação com Mateus e Lucas, e isso não foi feito por acaso.

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  12. Lucas, como vai irmão em Cristo?Queria saber sobre a questão do Reformador WILLIAM Tyndale, ele de fato foi queimado vivo a mando do rei Henrique da Inglaterra, por ser contra a tradução da Bíblia para o inglês?isso procede, já que o própio Tyndale disse em suas últimas palavras O Senhor,abre os olhos ao rei da Inglaterra, tava se referindo ao rei Henrique 8? Quem disse isso pra mim foi um amigo meu que é Professor de História que é católico romano e depois falei pra outro amigo meu que estuda História que não tem religião e ele disse que é verdade, aí fiquei confusa entende?Abs!

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    1. Sim, porque o rei Henrique VIII era católico e não protestante, ele apenas rompeu com o papa e não com as doutrinas católicas. O protestantismo só veio a surgir na Inglaterra com o rei Eduardo I, por breve tempo (dois anos), para depois o catolicismo romano ser restaurado no reinado seguinte (de Maria a Sanguinária) e finalmente o protestantismo se consolidar no reinado de Isabel I. Eu já escrevi sobre isso neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/06/mais-uma-da-fabrica-de-mentiras-da.html

      Infelizmente os olhos de Henrique VIII não chegaram a ser abertos como Tyndale tanto queria, mas os dos seus sucessores, graças a Deus, sim.

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  13. Esses dias, aquele padre, o Manzotti (como sempre), me solta essa pérola de que na "reza" a vela é importante (embora não uma obrigação) pois ela, digamos, seria um sinalizador para que Deus prestasse atenção na "reza" e se lembrasse que ali tem alguém fazendo uma peticao a ele - (mais ou menos isso q ele disse), achei incrível essa tese dele, kkk.
    A outra coisa, e ali é um poço de pérolas heréticas para seus artigos, ele disse que igrejas que não pregam a verdade são sinagogas de satanás, tipo, ninguém sabe que ele quiz alfinetar as igrejas evangélicas com essa brilhante afirmação. Acho o CÚMULO ele dizer isso vindo ele da maior cinagoga de satan que existe: a santa, a mãe, a maravilhosa ICAR.

    Uma perguntinha basica, Lucas, mudando de assunto:
    Qual sua opinião sobre os livros de Hobsbawm? Ele é marxista, se não me engano, logo fico como pé atrás com esse pessoal, embora já ouvi q ele não doutrina em suas obras.

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    1. Nossa, eu já até imagino a cena. O Arcanjo Miguel diz a Deus:

      - Deus, estão rezando ao senhor!

      - Quem?

      - O padre Manzotti, não está vendo?

      - Não, eu só ouço se sinalizarem com a vela, cadê a vela???

      - Putz, ele se esqueceu da vela, que azar! Ouve a reza não!

      Esses caras já não têm mais o que inventar. Em pleno século XXI, com energia elétrica e tudo, e o cara querendo chamar a atenção de Deus com VELAS! Thomas Edison deve estar se revirando no túmulo.

      Sobre Hobsbawm, não li nenhum livro dele ainda, então não tenho como comentar. Ele escreve sobre temas que não são meu foco no momento (luta de classes, revoluções comunistas e coisas do tipo), e não sobre história da Igreja, Reforma Protestante, Idade Média ou temas afins.

      Abs!

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  14. Lucas, o que você acha da aparição de Maria de Fátima, dizendo que "a Rússia deveria se entregar ao meu imaculado coração, a Trindade deseja que eu assuma lugar com eles", entre outras heresias?

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    1. Satanismo puro. A coisa já ficou tão descarada, mas tão descarada, que o diabo nem faz questão de disfarçar mais.

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    2. Ha um documentário muito interessante a respeitos dessas aparições de Maria (quer dizer, satanás) e é dito que nessas aparições "ela" sempre se coloca como a salvadora do mundo, que irá trazer a paz caso as pessoas se unam em petições a ela, que seu coração sagrado (oi?!) deva ser adorado e a mesma ladainha de sempre. Claro que se você tem um mínimo de instrução sobre a verdade, revelada pelas Escrituras, vc pensa como o Lucas falou: "Putz, o capeta nem tenta disfarçar mais".......
      Mas daí você entende o porque dele nem fazer isso: ele sabe que tem pessoas cujo deus maior é a própria Maria. E é pra estes que ele faz esse showzinho, SE realmente aconteceu, o que eu não duvido nada.
      Quando um católico ouve isso, ele se espanta como uma pessoa que conhece a Jesus? Não. Porque estão tão perdidos na falsa religião lá, a colocando acima de tudo e de todos que qualquer coisa que diga o contrário é coisa dos hereges seguidores da 'seita de Lutero'.
      Por isso que não acredito em católico que conhece Cristo e continua católico, ali, ou Maria está acima de tudo, veladamente é claro, ou está no mesmo patamar de Cristo, ou seja, a gloria de Deus eles dividem SIM! É politeismo puro e a veneração é o eufemismo deles para idolatria, mesmo que para o dicionário estas sejam palavras sinônimas. E o que eu tenho ouvido é que Maria ja participa até mesmo da salvação. Eles dizem isso sem pudor algum na nossa cara. E creio que esta crença vá crescer até a chegada do anticristo.
      Mas adivinha quem são os rebeldes e hereges da história...... evangélicos.

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    3. Perfeita a sua observação aqui:

      "Quando um católico ouve isso, ele se espanta como uma pessoa que conhece a Jesus? Não. Porque estão tão perdidos na falsa religião lá, a colocando acima de tudo e de todos que qualquer coisa que diga o contrário é coisa dos hereges seguidores da 'seita de Lutero'"

      Com a sua permissão, vou printar o comentário para usá-lo em um artigo futuro sobre o tema. Você tocou em um ponto crucial: a cegueira da idolatria chegou a um tal ponto no lado de lá, que qualquer divinização de Maria não causa o "choque" que se tem em um evangélico ou a qualquer pessoa que conheça a Bíblia. É uma verdadeira lavagem cerebral, uma doutrinação na pior as heresias. Afonso de Ligório escreve um livro onde diz que podemos alcançar muitas coisas por meio de Maria que não podemos através de Deus, e o que a Igreja Romana faz? O torna santo, doutor da Igreja e oficializa seu livro recomendo-o a todos. É realmente surreal, assustador demais.

      Abs!

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    4. Imagina, está mais que permitido o print, hehe.
      Ia até pedir mesmo um artigo sobre o tema, pois acho por demais interessante.
      Estamos no aguardo :)

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  15. Olá, Lucas a paz de Cristo irmão!Lucas quero falar sobre o tema que já foi até discutido aqui que é sobre o CAPITALISMO.Eu tive um "embate" com um prof. meu na faculdade, no qual ele afirmou que o capitalismo selvagem foi fruto do PROTESTANTISMO e dando como ênfase o Karl Marx dizendo que a religião é o ópio do povo, que a religião em si é manipuladora , é uma utopia, ilusão de pessoas ignorantes que passam a ser idiotizada.Nesse momento não tive como me conter ficar calado...falei pra ele que que ele se esqueceu de falar que Marx errou por não saber diferenciar a verdadeira religião da deturpação da religião, é tão verdade que o própio Weber essa diferença quando ele comparou países de maioria protestante e de maioria católica na Europa, ele percebeu Marx errou na sua análise...Weber reconheceu que países de maioria protestante eram mais desenvolvido do que católicos por serem burocráticas demais e atrasadas em todos os aspectos entende?é tão verdade isso que na s institutas de Calvino ele falou do capitalismo de trabalho enão de explorar os mais pobres, ao contrário do catolicismo no século 13 onde o capitalismo já existia só que de forma selvagem...onde os banqueiros bancavam os Imperadores católicos ,o papa , seus aliados e a nobreza, negligenciando os mais pobres sem direito a educação, profissão e saúde no qual eram jogado ao léu. Foi através do capitalismo no século 16 que a reforma estimulou, empurrou tirando as pessoas do analfabetismo,da miséria,dando valorização as mulheres, crianças e idosos e aos direitos humanos de forma geral e a saúde de forma gratuita já que foi Calvino que estabeleceu, construiu o primeiro hospital público de toda Europa na cidade de Genebra em 1559 e também a primeira escola pública primária gratuita de toda a Europa.Foi em Genebra que teve policial pra dar proteção ao ovo,o trabalho de parteira foi o primeiro a ser regulamentado no qual o número de mortalidade diminuíram drasticamente,saneamento básico, ou seja, foi o primeiro na Europa a ter água encanada, foi mais do que isso por que é difícil dimensionar os benefícios da REFORMA do qual era papel e sempre foi da igreja desde a época do 1 século, onde os mais ricos cristãos ajudavam os mais necessitados...não tenho a menor sombras de dúvidas que a REFORMA foi o segundo movimento revolucionário de toda a história da humanidade, perdendo só pra Jesus Cristo.Lutero e Calvino foi contra o capitalismo selvagem que a ICAR cometia descaradamente no qual o clero tava totalmente corrompido a ex: as indulgências só foi a ponta do iceberg, Lutero foi mais profundo mexendo na estrutura, na base romana que foi a opulência, que era a exploração excessiva de riqueza, onde o pobre ficava cada vez mais pobres e o rico cada vez mais ricos, isso sim era a deturpação da verdadeira religião e do capitalismo.não deu pra falar mais coisas por que não deixaram se levantaram alguns alunos contra mim e a aula foi interrompida...mas tive que falar não poderia ficar calado, infelizmente existem nas universidades uma doutrinação Marxista sim , isso é notório.devemos urgentemente que os políticos sérios aprovem o projeto ESCOLA SEM PARTIDO pra ver se acaba com o Marxismo dentro da faculdade, cada vez a sociedade tá se tornando humanista com visões ateista.o que você acha de tudo isso? Abs e fica com Deus!

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    1. Muito bom, você disse tudo! E de fato, seria ótimo se o Escola Sem Partido fosse aprovado, embora eu duvide que os professores esquerdistas desistiriam de "esquerdizar" os alunos, mas pelo menos estariam contra a lei e algo poderia ser feito contra eles neste caso. Grande abraço!

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  16. Oi Lucas, tudo bem?
    Quem foi escrito primeiro: A Didaqué ou a carta de clemente aos Corintios? Eu li num livro que a primeira obra escrita depois do NT é a carta de Clemente aos corintios, datando a vida de Clemente de Roma de 30-100 dC. O livro apresenta a Didaqué escrita entre 95-150 dC. Vc concorda com essa data? pois eu sempre achei que era a Didaqué a primeira obra escrita entre os pais apostólicos.
    Outra pergunta: porque a igreja de Roma escreveu uma carta pra igreja de Corinto através do presbítero Clemente? Isso mostra que a igreja de Roma exercia um papel sobre as outras? Obrigado.

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    1. Ninguém tem uma data exata para esses livros, até porque eles não são datados, o que se tem sobre eles é uma data estimada ou aproximada, no caso de Clemente aos Coríntios em torno de 95 d.C, e a Didaquê como se trata de uma obra anônima é mais complicado ainda e varia muito mais, alguns a colocando em 60 d.C e outros em 90 d.C, mas ela é tida como o primeiro "Pai Apostólico" (à frente até de Clemente), e a tese de ter sido escrita no século II já foi desacreditada.

      Sobre Clemente escrever para a Igreja de Corinto, isso não mostra que a Igreja de Roma era superior a todas as outras (mesmo se este fosse o caso, mostraria apenas que era superior à de Corinto, e não a todas de toda a Cristandade). Inácio escreveu cartas a diversas igrejas, incluindo à de Roma, e isso não implica que tivesse autoridade sobre todas elas, e muito menos sobre toda a Cristandade. Dionísio, bispo de Corinto do século seguinte, escreveu várias cartas à várias igrejas, inclusive uma aos atenienses onde os exorta e os critica severamente em alguns pontos, mais do que Clemente faz em sua carta aos coríntios, e isso não significa que essas igrejas estivessem sob a jurisdição da Igreja de Corinto ou de Dionísio. Enfim, trata-se de um argumento sofista forçado e sem fundamento para impor um primado papal numa época em que ainda não existia.

      Abs.

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    2. Mas quais os argumentos da didaque ser o primeiro pai apostolico e até na frente de clemente? e quais os argumentos dela não ter sido escrita no século II já que livros datam que ela pode ter sido escrita de 95 até 150 dC.

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    3. Veja aqui:

      RORDORF, W. "Didaché". In: DI BERARDINO, A. Dicionário patrístico e de antiguidades cristãs. Tradução de Cristina Andrade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002, p. 404-405.

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    4. mas eu não tenho esse livro. Vc poderia me explicar por aqui mesmo?

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    5. Veja no tópico final daqui:

      http://www.newadvent.org/cathen/04779a.htm

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  17. Marcos Trinitariano25 de junho de 2017 12:45

    Olá, Lucas!é verdade irmão que Zeferino bispo de Roma(199-217) no qual ele foi contra visões teológicas contra Tertuliano com relação, principalmente a Trindade?se for verdade esse caso por si só já derruba a questão que o papa é infalível em questão de fé e moral quando senta cadeira ex-cátedra.só pode ser de fato uma piada...outro fato curioso é que no seculo 13 e no início do século 14 que teve 3 papas , vê se isso pode?será que de fato Deus estava nessas brigas por quem tinha direito hierárquico?Fica na paz de Cristo!

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    1. Olá, eu não tenho conhecimento sobre Zeferino ter negado a trindade. Se tiver alguma fonte pra me passar, ficaria grato em ler sobre isso. Sobre os três papas é verdade, e aconteceu mais de uma vez a Igreja Romana ter mais de um papa, havendo confusões sem fim e disputas políticas intermináveis até que decidissem finalmente qual papa era o "certo", ou que colocassem um outro papa no lugar de todos os outros e "resolvessem" o problema. Só nas fantasias do mundo mágico dos zumbis tridentinos é que o papado é uma linha de sucessão reta e ininterrupta com credibilidade e seriedade. Na verdade, a história do papado é tão suja e corrupta quanto a própria Igreja Romana. Abs!

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  18. Lucas, como vai irmão em Cristo? tire uma dúvida que um amigo meu teólogo disse: que muitos "PAPAS" foram martirizados pelos imperadores, que pra nós Protestantes eles eram só bispos de igrejas independentes, com isso a ICAR diz nós evangélicos somos malandros em dizer que os PAPAS mandavam matar ou que era imorais, segundo a ICAR não passa de invenção Protestantes e eles mencionam "PAPAS"martirizados S.Pedro,Lino,Cleto,S.Clemente,St.Evaristo,St. Alexandro,S.Xisto,St.Higino,S.Pio1,St. Anacleto,S.Sotero,St.Eleotério,S.Vitor1,S.Zeferino,Calixto1,St.Urbano1,S.Ponciano,St.Antero,S.Fabiano,S.Cornélio,St.Lúcio,St.Estêvão,S.Xisto2,S.Dionísio,S.Félix,S.Eustáquio, S.Caio,S.Marcelino,S.Marcelo1,St.Euzébioe S.Melquías, os apologistas católicos dizem que foi mais de 30 "PAPAS" martirizados pra mostrar que os mesmos eram honestos , de boa índole e que morreu por causa do evangelho, isso de fato procede?será que eles não se esqueceram de mostrar de outros que eram tão maus, imorais, perseguidores e que até mandavam matar?Abs!

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    1. Nenhum desses "30 papas" eram papas mesmo. Pode ver que o último dessa lista aí, o Melquias, morreu em 314 d.C, antes mesmo da conversão de Constantino, do Cristianismo se tornar a religião oficial do Império, etc. Depois disso nenhum papa foi martirizado, e os bispos de Roma é que passaram a assassinar as outras pessoas aos milhares e aos milhões, especialmente quando surge de fato a Igreja Católica Apostólica Romana, no século XI em diante.

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  19. Lucas, a paz irmão?O Pr. da minha congregação disse: que a passagem que o diabo crê que estremece diante de Deus, ele falou que o contexto diz é que ele não tem medo nenhum de Deus por ser astuto e que não respeita ninguém até o ponto de blasfemar do Criador...ele disse que o contexto é que ele estremece de raiva, ódio por querer ser igual a Deus, por causa do orgulho, fiquei em dúvida.pelo o que meu pastor disse faz até sentido.o contexto é isso mesmo que ele estremece não é de medo, mas de ódio, inveja?Fica com Deus!

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    1. Não me parece que o contexto esteja falando de tremer “de ódio”. Tiago fala que não basta apenas “crer” em Deus porque até os demônios creem, e então acrescenta que eles não apenas creem, mas tremem (justamente porque sabem que Deus existe e do quão glorioso e poderoso Ele é):

      “Mas alguém dirá: ‘Você tem fé; eu tenho obras’. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem!” (Tiago 2:18-19)

      Desta forma, o “tremem” que Tiago diz sobre os demônios é no sentido de os demônios crerem até mais fortemente na existência de Deus do que uma pessoa comum, até porque eles viveram pessoalmente com Deus no Céu (diferentemente de nós), e por isso tem essa noção que os deixa estremecidos perante a majestade de Deus.

      Abs!

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  20. João Paulo-Sergipe25 de junho de 2017 14:53

    Lucas, estou pela primeira vez no seu blog...muito interessante ,vou recomendar alguns amigos e colegas meus é muito edificante!fiquei com dúvidas com relação o Apóstolo João não é o mesmo do Apocalipse que escreveu as cartas? e Tiago o irmão de Jesus foi quem escreveu sua epístola?Abs!

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    1. O apóstolo João foi quem escreveu o Apocalipse sim. Ele só não escreveu o evangelho e as três cartas atribuídas a João, que na verdade foram escritas pelo outro João, o presbítero. E Tiago irmão de Jesus escreveu a carta que conhecemos como a Epístola de Tiago em nossas Bíblias. Abs!

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  21. Lucas, olá querido irmão! achei por acaso o site vivos! você conhece? esse site está desde 2001, achei interessante e edificante , o que acha?

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    1. Eu o conhecia em 2009, mas não ouvia falar mais nele desde aquela época. Entrei de novo agora que você mencionou e vi que eles mudaram o layout, ficou bem melhor agora, e com mais artigos também.

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  22. Olá Lucas. Sobre o atual artigo e os anteriores que tratam sobre a autoria dos textos sagrados, você entende que o que você expôs é a melhor explicação (uma hipótese) ou um fato? Obrigado amigo.

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    1. Sobre a existência do terceiro Tiago (o irmão de Jesus) é fato inegável e explicitamente declarado nas Escrituras (Mc 6:3; Gl 1:19). Se foi ele o discípulo amado, é uma hipótese provável mas não um "fato" absoluto, visto que existe também a possibilidade de ser a esposa de Pedro como o Alon bem ressalta com certos argumentos inquietantes que deixam essa possibilidade em aberto. Sobre a existência do João presbítero e sobre ele ter escrito o quarto evangelho é altamente provável, tanto quanto Mateus ter escrito Mateus, Marcos ter escrito Marcos, Lucas ter escrito Lucas, etc. Mas uma carta cujo conteúdo não tem o nome do autor nunca pode ser dada como 100% certa a sua autoria no mesmo grau das cartas assinadas (como sabemos, por exemplo, que Paulo escreveu Romanos), mas como altamente provável, diante das evidências e na falta de indícios contrários. Abs.

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  23. Lucas como te disse anteriormente,sou formado em história,inclusive indiquei o seu blog para um amigo que estudou a graduação comigo,e ele leu e comentou sua outra postagem,e durante o curso um professor me comentou do blog do Bertone Sousa,um professor de história da UFT(Universidade Federal do Tocantins),eu li várias artigos do Bertone,não concordo e com quase nada que ele escreve,devido ao fato deste como muitos são na área de história,devido a doutrinação que recebemos durante o curso,ser esquerdista e ateu,o próprio Bertone afirma em seu perfil discricional no blog que nasceu em uma família evangélica e pensou em ser pregador da AD,mas depois decidiu ser ateu.Bertone em uma postagem de seu blog faz uma resenha do livro ´´Como Jesus se tornou Deus´´ de um Bart Ehrman,um historiador norte americano,professor da ´´University of North Carolina at Chapel Hill ´´,que também é um ex evangélico que se tornou ateu,neste livro que eu inclusive comprei para ler por curiosidade,para conhecer os argumentos do Bart Ehrman para desacreditar os evangelhos,ele afirma que não só o evangelho de João não foi escrito por João,assim como os outros três também não foram escritos por Mateus,Marcos e Lucas,porque a maior parte da população palestina de classe baixa naquele período era analfabeta,além de não terem o conhecimento do idioma grego,já que a língua mais falada na região na Galiléia,região onde os apóstolos de Jesus viviam era o aramaico,o grego era o inglês da época,falado apenas por pessoas que tinham uma melhor instrução,o que não era o caso dos discípulos de Jesus segundo ele,para ele os autores são cristãos gregos,que escolheram assinar com o nome de Mateus,Marcos,Lucas e João para lhes dar uma maior credibilidade.Olhe o artigo aqui : https://bertonesousa.wordpress.com/2016/03/27/jesus-ressuscitou-para-o-conhecimento-historico-nao/

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    1. O argumento de que não se falava grego na Judeia e que os discípulos de Jesus eram incultos no sentido de “analfabetos” já foi refutado há muito tempo. Hoje sabe-se que a Palestina era multilíngue e que os discípulos de Jesus também falavam grego, uma língua bem mais conhecida pelos judeus do que o inglês é conhecido pelos brasileiros hoje. Abaixo segue duas fotos (uma é continuação da outra, na página seguinte) que eu tirei do mesmo livro que cito neste artigo (o da Introdução ao Novo Testamento):

      http://pt-br.tinypic.com/r/6nsbog/9

      http://pt-br.tinypic.com/r/oselpw/9

      Abs!

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  24. E um outro comentário que gostaria de fazer,é a respeito de ´´O Filho do Fogo ´´ de Daniel Mastral,quando vc o citou na resposta sobre a questão do Temer ser satanista,me deu curiosidade de lê-lo,e li junto com o Gean Lopes,meu amigo que comentou seu outro post,e realmente me surpreendeu,para mim o satanismo era uma coisa undeground de adolescentes rebeldes e fãs de Marilyn Manson,Mayhem,Burzum,bandas de black metal de modo geral,mas pelo que é narrado no livro,vai muito além disso,o projeto da Irmandade Satânica é bem grande e amplo,envolve empresários,políticos,gente da elite e não só adolescentes rebeldes,não sabia disso.E vc acredita que a maçonaria seja satanista também?Pelo que eu leio da maçonaria,eles são um grupo de membros da elite econômica e política que se reúnem secretamente e há rumores de que sacrificam bodes

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    1. Bom, segundo o Mastral, ela é um dos braços do satanismo, mas só os maçons de mais elevado grau (33) que tem esse conhecimento, e não aqueles que estão sendo introduzidos. Mas se sacrificam bodes, eu não sei. Abs!

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  25. Brilhante. Você tem alguma opinião pessoal sobre a autoria do livro de Jó?

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    1. Os judeus antigos atribuíam a autoria a Moisés, e o Comentário Bíblico NVI traz boas evidências internas de que o livro foi mesmo escrito antes da formação do Estado de Israel, e portanto Jó seria da época dos patriarcas (embora não se possa afirmar taxativamente a escrita de Moisés pelas evidências internas, em função do livro não ser assinado). A teoria de que Jó foi escrito no período do cativeiro da Babilônia é uma tese mais própria da escola histórico-crítica permeada por falsos pressupostos, embora tenha alguma aceitação em círculos mais ortodoxos também. Se quiser eu posso tirar uma foto do Comentário da NVI sobre isso (que eu me referi), onde mostram esses indícios da escrita antiga do livro.

      Abs!

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  26. Lucas, em poucas palavras o que Lutero quis dizer que 'O Diabo é o Diabo de Deus'?Abs.

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    1. No sentido de Deus muitas vezes usar o diabo como um instrumento para os seus desígnios. Por exemplo, a Bíblia diz que o diabo colocou no coração de Judas o desejo de trair Jesus e levá-lo à cruz, mas mal sabia ele que na verdade isso já era parte do plano de Deus para redimir o mundo. Da mesma forma, o diabo atacou Jó de todas as formas possíveis, mas era da permissão de Deus para torná-lo mais forte, para provar a fidelidade de um servo leal ao Senhor e para usar aquilo como exemplo às futuras gerações, a respeito da perseverança e esperança em meio ao sofrimento. Enfim, Deus consegue extrair coisas boas mesmo em meio a acontecimentos ruins, cuja ação maligna visava apenas o mal, sem saber que disso poderia vir algo de bom lá na frente, que o próprio diabo não previa, mas Deus sim. Essa é a síntese do pensamento de Lutero. Abs!

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  27. Júlio Gomes-Roraima26 de junho de 2017 18:09

    Olá, Lucas.Queria que tirasse uma dúvida, se é verdade que o declínio de 5 por cento dos calvinistas de toda Europa é a causa também do iluminismo e ateísmo?Digo isto por que tenho um amigo ateu que disse que um dos reformadores que teve certa atuação na época foi a causa do enfraquecimento protestante calvinista, por que a doutrina calvinista é de um Deus mau, destruidor, é isso mesmo?Procede essa pobreza teológica de Calvino ao ateísmo e secularização Europeu.Abs.

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    1. Se a teologia calvinista fosse a responsável pela secularização da Europa, então essa secularização, essa onda de ateísmo, deísmo e agnosticismo teria varrido somente os países de matriz calvinista e não os católicos ou protestantes de outras vertentes. Mas claramente não é isso o que vemos, mas sim um fenômeno europeu como um todo, muitas vezes mais forte em países católicos do que em protestantes, como mostrei neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/12/o-protestantismo-e-o-pai-do-comunismo-e.html

      Em relação ao declínio de 5% de calvinistas, ficou faltando informações, por exemplo: 5% aonde? De que período até que período? Qual a fonte dos dados? Sem saber disso não tem nem como saber se esses dados são confiáveis ou não, e nem como analisá-los e interpretá-los. Abs!

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  28. Lucas, sou membro de uma igreja que batiza por aspersão, e tenho desejo de me batizar lá. Porém creio que o único tipo de batismo válido é por imersão.

    Conversei com o pastor, ele e um irmão começaram a argumentar comigo tentando me convencer que o batismo por aspersão é correto, e eu refutei ponto por ponto de tudo que eles disseram.

    Eles ficaram assustados pelo fato de eu saber tanto sobre o assunto (estudei bastante antes de ir falar com ele, tanto argumentos contra como argumentos a favor, todas as passagens bíblicas que eles citaram eu sabia de có e salteado) e, meio sem jeito porque viram claramente que estavam perdendo, terminaram a conversa.

    Me disseram que não há a menor possibilidade de me batizarem por imersão pois, infelizmente, a igreja não possui estrutura para fazer isso. Não tem jeito. No final o irmão disse que mesmo que seja errado o batismo por aspersão, isso não vai afetar em nada meu relacionamento com Deus, que Deus não vai ficar chateado comigo por causa disso, etc.

    O que você acha que eu devo fazer?

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    1. Embora o batismo por imersão seja a forma-padrão do batismo bíblico, eu não entendo que batizar por aspersão seja "inválido", como se o batismo em si perdesse totalmente o valor em função disso. Os apóstolos batizavam por imersão, é verdade, os Pais da Igreja também, é verdade, e essa é a forma padrão implícita no próprio conceito de "batismo" (que significa "imergir em águas"), mas não vejo na Bíblia nada que coloque tanta ênfase na forma do batismo como se isso fosse o mais crucial, ou como se alguém que tivesse sido batizado com água mas de outra maneira estivesse perdendo a validade do seu batismo.

      Acho que a forma, se fosse absolutamente primordial para a validade do batismo, teria mais ênfase na Bíblia, o que não é o caso. Então se fosse comigo, eu me batizaria nessa igreja por aspersão, desde que seja uma igreja séria com princípios bíblicos e tudo mais. Agora, também cabe lembrar o que Paulo escreveu em Romanos 14: se alguém faz algo com incerteza no coração pensando que está errado, então essa coisa se torna "pecado" para a pessoa, mesmo que não seja errado em si. Ou seja: temos que tomar as atitudes que temos mais convicção e jamais agir contra a consciência; se você ainda não sente paz em relação ao batismo por aspersão ou se tem sérias dúvidas quanto à validade do seu batismo, então eu recomendaria se batizar por imersão em outro lugar.

      Abs!

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  29. Luciano Santos-PE26 de junho de 2017 22:17

    Olá,Lucas.Irmão é verdade que João Calvino amaldiçoou pastores de sua época que era contra o batismo infantil,no qual ele disse que a criança não batizada por aspersão perderia a salvação? isto é verdade, por que eu tenho um colega que era calvinista, no qual ele saiu por ter lido as institutas de Calvino...hoje ele é da igreja Brasil para Cristo.Fica com Deus.

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    1. Ele não fala em "perder a salvação" porque isso não existe no calvinismo, mas sim, para Calvino as crianças não batizadas não seriam salvas, o que é um dos absurdos que eu expus em meu livro sobre o tema. Abs.

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  30. Júlio Gomes-Roraima26 de junho de 2017 23:24

    Lucas, meu querido irmão eu me enganei,5 por cento fala dos protestantes de toda Europa que foi engolido pelo iluminismo e maior causa disso foi que meu amigo que é professor História da religião que gnóstico disse pela pesquisa que ele fez , já que na época do ínicio da Idade Moderna o calvinismo frutificou a Europa , que segundo esse meu amigo de 1683-1883 40 por cento da população de toda EUROPA era protestante ,numa população de 70 a 80 milhões de habitantes. no qual os calvinistas tinha muita força.só que ele não me convenceu que só tenha 5 por cento de protestante de toda Europa apesar da secularização ferrenha na Europa que é bastante preocupante, eu disse pra ele possa ser de praticantes , digo isso que na Inglaterra 4 por cento é praticante sem falar de outros países de maioria evangélica na Europa,conclusão que 5 por cento de toda Europa seja é protestante praticante e nominal disse pra ele que não procede,por que se for verdade o protestantismo tá quase acabo...não entendi no que ele quis dizer, ou seja, chegar.ele puxou um pouco da sardinha pra religião católica do qual o catolicismo reverteu o quadro na Holanda, Hungria e Suiça que antes era protestante e onde apesar da secularização os católicos entre os cristãos são maioria comparado ao protestantismo, é isso mesmo? ele se esqueceu que a Suécia, Inglaterra, Escócia, País de Gales, Finlandia, Dinamarca,Noruega,Islandia, Letónia,Alemanha...apesar da secularização a ICAR nunca conseguiu reverter não é verdade Lucas?

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    1. Mas de onde ele tirou que de 1693 a 1883 40% de toda a Europa era protestante? Primeiro que de 1693 a 1883 é um período bem longo, impossível que tenha se mantido estável em 40% ao longo de todos esses anos de forma ininterrupta. Segundo que é preciso checar as fontes e as origens desses dados. Terceiro que no século XIX o iluminismo (deísta) já era muito forte e influente (além do catolicismo é claro), impossível que em 1883 o protestantismo tenha tido 40% de toda a população europeia. Quarto que se for analisar tecnicamente, a quantidade de protestantes nos países protestantes não é muito inferior à de antes, e em alguns lugares é a mesma de antes.

      O que acontece é que se diz que os cristãos da Europa moderna são apenas crentes nominais sem praticar o evangelho, mas como se pode provar que nos séculos passados todo mundo era fiel e praticante? Só por ir à igreja? Muita gente vai à igreja só por obrigação ou por “compromisso”, e nada mais. Eu li em certos livros que ao longo do século XIX os religiosos já eram pouco praticantes e os que levavam a sua fé a sério ainda eram zombados e ridicularizados pelos demais, isso em países como França e Inglaterra, por exemplo. Essa noção de que antes todos os cristãos eram perfeitamente religiosos e praticantes e que essa displicência atual é coisa moderna é uma noção equivocada. Por que há tantos registros de avivamentos em tantos lugares? Porque o povo já era distante de Deus, já eram cristãos "nominais", já eram "não-praticantes". Não é um fenômeno moderno, embora a modernidade possa ter aumentado ou evidenciado melhor isso.

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  31. Oi Lucas, tudo bem?
    Uma vez eu vim aqui te perguntar sobre o cristão estudar história. Bom, o meu desejo de fazer uma faculdade de história (e de me especializar na história da Igreja) só aumenta, mas meu medo é dos estudos acabarem "devorando" todo o meu tempo e não sobrar tempo para o Senhor e para as coisas do Reino, queria saber como você conseguia separar seu tempo para estudos e para o Senhor, não deixando o Reino em segundo lugar :)
    Abraços!

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    1. Mas esse é um problema que você teria em qualquer outra coisa que você fizesse. Por exemplo, se fizesse medicina teria que estudar muito sobre medicina, se estudasse direito teria que estudar muito direito, se fizesse engenharia idem, e assim por diante. Não sei se existe um curso que não exija certo tempo de estudo e dedicação por parte do aluno, mas certamente História não é esse. Mas isso não significa que não vá ter tempo para as coisas de Deus, a não ser que além de fazer História você também decida fazer outros cursos e outras coisas que acabem tomando todo o tempo, mas em caso contrário sempre irá ter tempo para dedicar ao Senhor. Como eu disse, não é muito diferente dos outros cursos. Abs!

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  32. Lucas como vai , querido? lendo os comentários gostei da posição do Elberth ele respondeu bem seus argumentos contra o Prof. de faculdade, pelo jeito tem um certo conhecimento concernente a história da reforma, não é verdade Lucas? mas o Marcos Trinitariano, acho que ele se equivocou.Zeferino que foi da época de Irineu, Hipólito e Tertulino...esse último ele errou por que Zeferino era a favor da Trindade mesmo não sendo teólogo,mas tinha certas visões contrárias a Tertuliano que ninguém sabe o certo o que era...isso não quer dizer que era contra Tertuliano, digo isto por que acessei o site'CAIAFARSA' que voce , já sabe que diz que a igreja Presbiteriana disse que Zeferino era contra a Trindade e esse site católico desmente , esse site diz que de fato Tertuliano foi excomungado por Zeferino não sei Lucas se sabe dessa parte? poderia me explicar melhor, que eu até fiquei confusa com que o Marcos disse.Fica com Deus amado irmão.

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    1. A "fonte" que eles usam no artigo é a super confiável Wikipédia, e a do Brasil ainda (eivada de manipulações papistas de todos os tipos), porque nem a Wikipédia inglesa diz isso. Fui procurar na Enciclopédia Católica e não há nenhuma menção a ele ter excomungado Tertuliano:

      http://www.newadvent.org/cathen/15756c.htm

      E no verbete de Tertuliano na mesma Enciclopédia Católica, também não há nenhuma menção a Zeferino:

      http://www.newadvent.org/cathen/14520c.htm

      Enfim, é uma estorinha com todos os traços típicos de armação e fraude, bem a cara do catolicismo romano e desse blog amador cuja fonte histórica é a "Wikipédia" (risos). Abs.

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  33. Lucas, os católicos gostam de falar de nós evangélicos que nunca foram a favor da liberdade de expressão e religiosa, que se esqueceram a leitura pelo menos básica da Reforma Protestante e por que não leram o conceito básico da democracia de TOCQUEVILLE que reconheceu os direitos individuais dos EUA não é verdade Lucas?se diga de passagem , um país mais democrático do mundo e é evangélico.

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    1. Um católico falar sobre liberdade de expressão e de religião é como um muçulmano radical xiita pregando sobre tolerância e amor. Chega a ser cômico se não fosse trágico...

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  34. Lucas,é bom para o cristão evangélico ler o livro de Nicolau Maquiavel?ele era contra separação entre igreja e estado?Abs.

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    1. É um livro altamente não recomendável, exceto se for com a única finalidade de estudar História e ver como aquele autor (que influenciou a tantos outros de sua época) pensava. Veja um resumo da sua concepção política nas palavras do historiador H. G. Wells:

      “Maquiavel não possuía evidentemente a mais insignificante crença na justiça, nenhuma crença em um Deus governando o mundo ou em um Deus no coração dos homens, nenhuma compreensão do poder da consciência humana. Nem para ele havia visões utópicas de uma ordem humana universal, nem tentativas de realizar a Cidade de Deus. Tais coisas não eram as que desejava. Para ele, a conquista de poder, a satisfação dos próprios apetites e ódios, o orgulho de pisar insolentemente sobre o mundo, resumiam a essência de toda a ânsia humana” (WELLS, H. G. História Universal – Volume 4º. 5ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959, p. 305-306)

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  35. A paz irmão.Queria saber se o fim da escravidão começou pelos católicos ou evangélicos, por que os católicos diz a liberdade de fato começou com a Princesa Isabel, é verdade mesmo? eo caso da reforma não foi liberdade e o caso de John Wesley que teve um papel fundamental na Inglaterra não é Lucas?

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    1. Nada a ver isso, a princesa Isabel só aboliu a escravidão em 1888, nessa época a escravidão já havia sido abolida há muito tempo nos outros países por influência de protestantes como Wesley (que você citou muito bem), Wilberforce, Lincoln, etc.

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  36. EI lucas uma situação cômica aconteceu no grupo do face do Elisso Freire ( resistência ) o catolico postou um artigo tentando provar que o cânon biblico de Trento era o mesmo que o dos pais d a igreja .Então alguém recomendou o seu artigo e disse para ele tentar refutar ... Você sabe o que Aconteceu .

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    1. Eu não sei o que foi mais engraçado: ele escrever Jerônimo com G, ou ele ter dito que "Gerônimo" aceitou os apócrifos sim(!), ou então inventar um suposto "cânon tardio"(?) e comparar com os versos de Marcos(???). E imaginar que tantas bizarrices couberam dentro de apenas quatro linhas...

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  37. Olá, querido irmão.Lucas eu fico impressionado como é que os líderes católicos tem a capacidade de dizer que a ICAR, já se separou do ESTADO, fala na maior cara de pau não é mesmo Lucas e o Vaticano é o que mesmo? infelizmente a igreja romana não larga o osso mesmo de ficar cada vez mais corrompida do que já é pra ter STATUS POLÍTICOS pra dominar as nações primeiro ocidental, depois em todo mundo pra ver se consegue o mesmo poder DITATORIAL da Idade Média...eles colocam os PAIS DA IGREJA como norma absoluta em igualdade com a Bíblia, que se esquecem que o própio Ambrósio que foi bispo de Milão de fato era contra união de Estado e Igreja no qual o mesmo era a favor de uma igreja denominacional independente por não misturar política com religião, já que antes de ser bispo ele era Governador, ele sabia bem disso que essa mistura não dava e jamais daria certo.Digo isto por que ele teve na época ele bateu de frente com o Imperador Flávio Teodósio1, que queria se intrometer em todas as questões religiosas não é mesmo irmão? até que o Teodósio foi excomungado, isso por se só prova que já no tempo dos PAIS DA IGREJA na sua maioria não adotava está prática de que a igreja tinha por obrigação ter a fusão de Estado e Igreja não é meu caro Lucas?sabe de algum outros que me fugiu da memória outros contra a ligação entre religião e estado?Grande abraço, fica na graça de Cristo.

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    1. O simples fato de nenhum Pai da Igreja dos primeiros três séculos ter exigido que o Estado se ligasse à Igreja ou se submetesse a ela já mostra que eles não tinham essa visão que passou a ser predominante posteriormente. O que eles queriam era apenas liberdade para poder continuar existindo sem sofrer perseguições, e não usar o Estado para legislar sobre os demais ou, como ocorreu depois, de forçar conversões de pagãos ao Cristianismo por decreto. Abs!

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  38. Olá Lucas.Queria saber se o apóstolo João foi o mesmo que escreveu seu primeiro evangelho e o apocalipse e as cartas?e o segundo evangelho foi escrito por João Marcos primo de Barnabé?por que no NT, fala de 5 Joões?A paz de Jesus esteja contigo.

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    1. O apóstolo João escreveu apenas o Apocalipse, e a escrita do evangelho com seu nome e das cartas é do presbítero João. O segundo evangelho é de Marcos sim, ao menos pelo que consta nos manuscritos antigos, a não ser que existisse outro Marcos (o que desconhecemos). Não entendi a outra pergunta, não existe um "por que" o NT fala em cinco Joãos, exceto pelo fato de existirem cinco Joãos :)

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  39. Lucas, irmão poderia me responder em que contexto o rei Salomão disse que há um amigo mais chegado do que um irmão, ele estava se referindo irmão de sangue?Shalom.

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    1. Sim, e o sentido é o mais simples mesmo, pois existem amigos que se tornam mais próximos do que um irmão de sangue, ou seja, pessoas com quem temos mais intimidade e com as quais nos sentimos com mais liberdade para falar as coisas da nossa vida do que com um irmão carnal. Abs!

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  40. Lucas, o que significa a palavra Atos no NT?Abs.

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    1. Diz respeito às ações tomadas pelos apóstolos no início da era cristã (por isso "atos dos apóstolos"). Abs!

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  41. Foi descoberto pela ciência que pinguins se prostituem. O que você acha disso?

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    1. Não sei o que o Lucas pensa, mas eles são animais, não existe regra moral para eles. Essa comparação com os animais só existe por causa da mentira chamada evolução, que levou muita gente a querer explicar o comportamento humano com base no animal. Daqui a alguns dias vão dizer que coprofagia (o famoso comer cocô) é normal, porque tem tal e tal animal que faz isso.

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    2. Penso como o Gustavo, o comportamento animal não deve ser usado como parâmetro para o comportamento humano. Há mães que engolem seus filhos e matam seus parceiros, há bichos que matam por prazer e não só para comer, há animais homossexuais, muitos deles são poligâmicos, e assim por diante. O homem é diferenciado justamente por não ser como um animal, e agora querem igualar os homens aos animais como se estes servissem de referência.

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    3. Excelente resposta Gustavo Soares!

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  42. Olá, irmão Lucas.Existem alguns PAIS DA IGREJA contra a virgindade perpétua de Maria,por que eu Eusébio de Cesaréia era a favor , eles diz que eles chamaram os filhos de primos de Jesus em que fato ele se baseou isso?Fica com Deus.

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  43. Lucas e há muitos registros sobre o João presbitero ?São conhecidos muitos detalhes de seu ministério, sua origem, conversão, se era judeu ou gentio?

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    1. Infelizmente não, apenas aquelas citações de Eusébio, de Papias, de Dionísio e possivelmente de outros Pais da Igreja que Eusébio não faz menção expressa, mas deixa implícito ao dizer que aquilo era uma verdade histórica e que fazia parte da tradição. Detalhes como esses já são difíceis de se conseguir com um apóstolo, imagine com um presbítero cuja existência era até mesmo questionável por alguns Pais da Igreja (em função da confusão com o outro João, o apóstolo). O que se sabe, basicamente, é que era um presbítero contemporâneo de Papias (de uma geração após Jesus), que atuava na região da Ásia e que foi sepultado em Éfeso, razão pela qual torna-se bastante provável de que fosse presbítero em Éfeso mesmo.

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