A morte da alma imortal - Parte 2



Em meu artigo “A Morte da Alma Imortal”, mostrei diversas passagens bíblicas tanto do Antigo como do Novo Testamento que provam indiscutivelmente que a Bíblia atesta e confirma a morte da alma, chamada “imortal” pelos filósofos platônicos, pelos pagãos, e, mais tarde, aceita por boa parcela do Cristianismo. Tais citações não eram meras alusões ou interpretações dos textos bíblicos, mas citações diretas, claras, categóricas indiscutíveis, objetivas, irrefutáveis. Negá-las implica em negar o óbvio e adulterar a Bíblia, como fazem as seitas que teimam em negar o óbvio das Escrituras que está diante delas.

Neste novo artigo, irei passar outras citações novas e mais completas que o artigo anterior. Como as citações são demasiadamente claras, não haverá a necessidade de um comentário meu em torno delas, qualquer um que tenha um ensino básico percebe nitidamente a morte da alma nestas passagens. Vale ressaltar que obviamente eu não vou usar as versões em português que simplesmente adulteram descaradamente o texto bíblico nas passagens que vertem a morte da alma no hebraico do AT e no grego do NT, por isso a tradução virá direto dos originais da Escritura.

Quem duvidar ou questionar a tradução basta por si mesmo conferir se o texto bíblico traz nephesh (alma no hebraico) e psiquê (alma no grego), ou se eu estou adulterando o texto. Para facilitar, cito abaixo duas fontes onde o leitor pode conferir os originais. Uma é a Bíblia Online que tem uma opção de tradução para os originais em hebraico e grego, e a outra é a Concordância de Strong, que cita cada palavra em grego e com um significado em inglês em torno de cada uma delas:



Portanto, não haverá desculpas para negar a verdade do que o texto no original diz e que as versões vernáculas escondem de vocês para salvarem a sua herética crença numa alma imortal.


A MORTE DA ALMA IMORTAL

No Pentateuco:

(Gênesis 19:19-20) - Ora, por favor, teu servo achou favor aos teus olhos, de modo que estás magnificando a tua benevolência de que usas para comigo, para preservar viva a minha alma, mas eu — eu não posso escapar para a região montanhosa, para que não se apegue a mim a calamidade e eu certamente morra. Ora, por favor, esta cidade está perto para se fugir para lá... e minha alma viverá.

(No Hebraico) - hinnêh-nâ' mâtsâ' `abhdekha chên be`êyneykha vattaghdêlchasdekha 'asher `âsiythâ `immâdhiy lehachayoth 'eth-naphshiy ve'ânokhiy lo''ukhal lehimmâlêth hâhârâh pen-tidhbâqaniy hârâ`âh vâmattiy hinnêh-nâ' hâ`iyr hazzo'th qerobhâh lânus shâmmâh vehiy' mits`âr'immâlthâh nâ' shâmmâh halo' mits`âr hiv' uthechiy naphshiy.

(Gênesis 37:21) - Ouvindo isso Rubem, tentou livrá-lo da mão deles. De modo que disse: Não
 golpeemos fatalmente a sua alma.

(No Hebraico) - vayya`as gam-hu' math`ammiym vayyâbhê' le'âbhiyvvayyo'mer le'âbhiyv yâqum 'âbhiy veyo'khal mitsêydh benoba`abhurtebhârakhanniy naphshekha.

(Êxodo 31:14) - E tendes de guardar o sábado, pois é algo santo para vós. O profanador dele será
 positivamente morto. Caso haja alguém fazendo nele alguma obra, então essa alma tem de ser decepada do meio do seu povo.

(No Hebraico) - ushemartem 'eth-hashabbâthkiy qodhesh hiv' lâkhem mechaleleyhâ moth yumâth kiy kol-hâ`osehbhâh melâ'khâh venikhrethâh hannephesh hahiv' miqqerebh `ammeyhâ.

(Levítico 19:28) - E não vos deveis fazer cortes na carne em prol duma
 alma falecida e não deveis fazer tatuagem em vós.

(No Hebraico) - vesereth lânephesh lo' thittenu bibhsarkhem ukhethobheth qa`aqa`lo' thittenu bâkhem 'aniy Adonay.

(Levítico 21:1, 11) - Ninguém se pode aviltar entre o seu povo por uma
 alma falecida. E não se deve chegar a uma alma morta. Não se pode aviltar por seu pai e por sua mãe.

(No Hebraico) - vayyo'mer Adonay 'el-mosheh 'emor 'el-hakkohaniym benêy 'aharon ve'âmartâ 'alêhemlenephesh lo'-yithammâ' be`ammâyv  ve`al kol-naphshoth mêth lo' yâbho'le'âbhiyv ule'immo lo' yithammâ'.

(Levítico 23:30) - Quanto a qualquer alma que fizer qualquer sorte de obra neste mesmo dia, terei de
 destruir esta alma dentre o seu povo.

(No Hebraico) - vekhol-hannephesh 'asher ta`aseh kol-melâ'khâh be`etsem hayyom hazzeh veha'abhadhtiy 'eth-hannepheshhahiv' miqqerebh `ammâh. 

(Levítico 24:17) - E caso um homem golpeie fatalmente qualquer alma do gênero humano, sem falta deve ser morto.

(No Hebraico) - ve'iysh kiy yakkeh kol-nephesh 'âdhâm moth yumâth.

(Números 19:13) - Todo aquele que tocar num
 cadáver, a alma de qualquer homem que tenha morrido, e não se purificar, profanou o tabernáculo de Jeová, e essa alma terá de ser decepada de Israel.

(No Hebraico) - kol-hannoghêa` bemêth benephesh hâ'âdhâm 'asher-yâmuth velo'yithchathâ' 'eth-mishkan Adonay thimmê' venikhrethâh hannephesh hahiv'miyyisrâ'êl kiy mêy niddâh lo'-zoraq `âlâyv thâmê' yihyeh `odhthum'âtho bho.

(Números 23:10) - Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu.

(No Hebraico) - miy mânâh `apharya`aqobh umispâr 'eth-robha` yisrâ'êl tâmoth naphshiy moth yeshâriymuthehiy 'achariythiy kâmohu.

(Números 31:19) - Quanto a vós mesmos, acampai sete dias fora do acampamento. Todo aquele que tiver matado uma alma e todo aquele que tiver tocado em alguém que foi morto — deveis purificar-vos no terceiro dia e no sétimo dia.

(No Hebraico) - ve'attem chanu michutslammachaneh shibh`ath yâmiym kol horêgh nephesh vekhol noghêa` bechâlâltithchathe'u bayyom hasheliyshiy ubhayyom hashebhiy`iy 'attem ushebhiykhem.

(Números 35:11) - E tendes de escolher cidades convenientes para vós. Servirão para vós de cidades de refúgio, e para lá terá de fugir o homicida que sem querer
 golpear fatalmente uma alma.

(No Hebraico) - vehiqriythem lâkhem `âriym `ârêy miqlâthtihyeynâh lâkhem venâs shâmmâh rotsêach makkêh-nephesh bishghâghâh.

(Números 35:30) - Todo aquele que golpear fatalmente uma alma deve ser morto como assassino, pela boca de testemunhas, e uma só testemunha não pode testificar contra uma alma para ela morrer.

(No Hebraico) - kol-makkêh-nephesh lephiy `êdhiym yirtsach 'eth-hârotsêach ve`êdh 'echâdhlo'-ya`aneh bhenephesh lâmuth.

(Deuteronômio 19:11) Porém, caso haja um homem que odeie seu próximo, e ele se tenha posto de emboscada contra este e se tenha levantado contra ele e
 golpeado fatalmente a sua alma, e ele tenha morrido, e o homem tenha fugido para uma destas cidades. 

(No Hebraico) - vekhiy-yihyeh 'iysh sonê'lerê`êhu ve'ârabh lo veqâm `âlâyv vehikkâhu nepheshvâmêth venâs'el-'achath he`âriym hâ'êl. 

(Deuteronômio 22:26) - E não deves fazer nada à moça. A moça não tem pecado que mereça a morte, pois, assim como um homem se levanta contra seu próximo e deveras
 o assassina, sim, uma alma, assim é neste caso.

(No Hebraico) - velanna`ar [v][la][na`arâh] lo'-tha`aseh dhâbhâr 'êynlanna`ar [la][na`arâh] chêthe' mâveth kiy ka'asher yâqum 'iysh `al-rê`êhuuretsâcho nephesh kên haddâbhâr hazzeh.


Nos Históricos:

(Josué 2:13-14) - E tereis de preservar vivos meu pai e minha mãe, e meus irmãos, e minhas irmãs, e todos os que lhes pertencem, e tereis de
 livrar as nossas almas da morte. A isto lhe disseram os homens: “Nossas almas hão de morrer em vosso lugar”!

(No Hebraico) - vehachayithem 'eth-'âbhiy ve'eth-'immiy ve'eth-'achayve'eth-'achothay ['achyothay] ve'êth kol-'asher lâhem vehitsaltem 'eth-naphshothêynu mimmâveth vayyo'mru lâh hâ'anâshiym naphshênuthachtêykhem lâmuth 'im lo' thaggiydhu 'eth-debhârênu zeh vehâyâh bethêth-Adonay lânu 'eth-hâ'ârets ve`âsiynu `immâkh chesedh ve'emeth.

(Josué 10:28, 35) E naquele dia Josué capturou Maquedá e passou a golpeá-la com o fio da espada. Quanto ao seu rei,devotou à destruição
 tanto a ele como a toda alma que havia nela. Não deixou restar sobrevivente. E foram capturá-la naquele dia e começaram a golpeá-la com o fio da espada, e naquele dia devotaram à destruição toda alma que nela vivia, segundo tudo o que tinham feito a Laquis.

(No Hebraico) - ve'eth-maqqêdhâh lâkhadh yehoshua` bayyom hahu' vayyakkehâlephiy-cherebh ve'eth-malkâh hecherim 'othâm ve'eth-kâl-hannephesh 'asher-bâh lo' hish'iyr sâriydh vayya`as lemelekh maqqêdhâh ka'asher `âsâhlemelekh yeriycho vayyilkedhuhâ bayyom hahu' vayyakkuhâ.lephiy-cherebh ve'êth kol-hannephesh 'asher-bâh bayyom hahu' hecheriymkekhol 'asher-`âsâh lelâkhiysh ph.

(Josué 11:10-11) - E foram
 golpear toda alma que havia nela com o fio da espada, devotando-as à destruição. Não sobrou absolutamente nada que respirasse, e ele queimou Hazor com fogo.

(No Hebraico) - vayyâshâbhyehoshua` bâ`êth hahiy' vayyilkodh 'eth-châtsor ve'eth-malkâh hikkâhbhechârebh kiy-châtsor lephâniym hiy' ro'sh kol-hammamlâkhoth hâ'êlleh vayyakku 'eth-kâl-hannephesh 'asher-bâh lephiy-cherebh hacharêm lo'nothar kol-neshâmâh ve'eth-châtsor sâraph bâ'êsh.

(Juízes 16:16) - E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua alma se angustiou até a morte.

(No Hebraico) - vayhiy kiy-hêtsiyqâh lo bhidhbhâreyhâ kol-hayyâmiymvatte'alatsêhu vattiqtsar naphsho lâmuth.

(Juízes 16:30) - E Sansão passou a dizer: “Morra a minha alma
 com os filisteus” Então se encurvou com poder e a casa foi cair sobre os senhores do eixo e sobre todo o povo que havia nela, de modo que os mortos, que entregou à morte ao ele mesmo morrer, vieram a ser mais do que os que entregara à morte durante a sua vida.

(No Hebraico) - vayyo'mer shimshon tâmoth naphshiy `im-pelishtiym vayyêthbekhoach vayyippol habbayith `al-hasserâniym ve`al-kâl-hâ`âm 'asher-bo vayyihyu hammêthiym 'asher hêmiyth bemotho rabbiym mê'asherhêmiyth bechayyâyv.

(1 Reis 19:4) - E ele mesmo entrou no ermo, sentou-se debaixo de certo zimbro. E começou a pedir que a sua alma morresse
 a dizer: “Já basta, Senhor, agora tira a minha alma, pois não sou melhor que os meus pais”.

(No Hebraico) - vehu'-hâlakh bammidhbâr derekh yom vayyâbho' vayyêshebh tachath rothem'echâth ['echâdh] vayyish'al 'eth-naphsho lâmuth vayyo'mer rabh `attâhAdonay qach naphshiy kiy-lo'-thobh 'ânokhiy mê'abhothây.


Nos Poéticos:

(Jó 7:15) - De modo que a
 minha alma escolhe a sufocação, a morte em vez de meus ossos.

(No Hebraico) - vattibhchar machanâq naphshiy mâvethmê`atsmothây.

(Jó 11:20) - E falharão os próprios olhos dos iníquos; e perecerá deles o lugar de refúgio, e sua esperança será
 a expiração da alma.

(No Hebraico) - ve`êynêy reshâ`iym tikhleynâhumânos 'âbhadh minhem vethiqvâthâm mappach-nâphesh ph.

(Jó 27:8) - Pois, qual é a esperança do ímpio, quando é eliminado, quando Deus lhe tira a alma? 

(No Hebraico) - kiy mah-tiqvath chânêph kiy yibhtsâ` kiyyêshel 'eloah naphsho.

(Jó 33:22) - E
 sua alma se chega à cova, e sua vida aos que infligem a morte.

(No Hebraico) - vattiqrabh lashachath naphsho vechayyâtho lamemithiym.

(Jó 36:14) - Sua alma morrerá
 na própria infância, e sua vida entre os homens que se prostituem no serviço dum templo.

(No Hebraico) - tâmoth banno`ar naphshâm vechayyâthâm baqqedhêshiym.

(Salmos 22:29) - Todos os gordos da terra comerão e se curvarão; diante dele se dobrarão todos os que descem ao pó, e ninguém jamais preservará viva a sua própria alma.

(No Hebraico) – dashen erets akal shachah yarad aphar kara paniym chayah nephesh.

(Salmos 49:8,9) - Pois o resgate da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre, para que viva para sempre e não sofra decomposição.

(No Hebraico) – âch lo'-phâdhoh yiphdeh 'iyshlo'-yittên lê'lohiym kophro veyêqar pidhyon naphshâmvechâdhalle`olâm.

(Salmos 56:13) - Pois tu livraste a minha alma da morte; não livrarás os meus pés da queda, para andar diante de Deus na luz dos viventes?

(No Hebraico) – natsal nephesh maveth regel dchiy halak paniym elohiym owr chay.

(Salmos 78:50) - Ele passou a preparar uma senda para a sua ira.
 Não refreou a alma deles da própria morte; e entregou a vida deles à própria pestilência.

(No Hebraico) - yephallês nâthiybh le'appo lo'-châsakhmimmâveth naphshâm vechayyâthâm laddebher hisgiyr.

(Salmos 116:8) - Porque tu livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas, e os meus pés da queda.

(No Hebraico) -  kiy chillatstâ naphshiy mimmâveth'eth-`êyniy min-dim`âh 'eth-raghliy middechiy.


Nos Profetas:

(Isaías 53:12) - 
Por isso lhe darei a sua parte com os grandes, e com os fortes ele partilhará os despojos; porque derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores. Contudo levou sobre si os pecados de muitos, e intercedeu pelos transgressores.

(No Hebraico) - lâkhên 'achalleq-lo bhârabbiym ve'eth-`atsumiym yechallêq shâlâl tachath'asher he`erâh lammâveth naphsho ve'eth-poshe`iym nimnâh vehu' chêthe'-rabbiym nâsâ' velapposhe`iym yaphgiya` s.

(Jeremias 2:34) - Também, nas tuas saias foram achadas as manchas de sangue das almas dos pobres inocentes. Não as encontrei no ato de arrombamento, mas [estão] em todas estas.

(No Hebraico) - gambikhnâphayikh nimtse'u dam naphshoth 'ebhyoniym neqiyyiym lo'-bhammachtereth metsâ'thiym kiy `al-kâl-'êlleh.

(Jeremias 4:10) - Então disse eu: “Ah, Senhor Deus! Verdadeiramente enganaste grandemente a este povo e a Jerusalém, dizendo: Tereis paz; pois a espada penetra-lhe até à alma”.

(No Hebraico) - vâ'omar 'ahâh 'adhonây Adonay.'âkhên hashê' hishê'thâ lâ`âm hazzeh veliyrushâlaim lê'mor shâlomyihyeh lâkhem venâghe`âh cherebh `adh-hannâphesh.

(Jeremias 40:14) - E passaram a dizer-lhe: “Acaso não sabes que o próprio Baalis, rei dos filhos de Amom, enviou Ismael, filho de Netanias, para
 golpear-te a alma?” Mas Gedalias, filho de Aicão, não lhes deu crédito.

(No Hebraico) - vayyo'mru 'êlâyv hayâdhoa` têdha` kiy ba`aliysmelekh benêy-`ammon shâlach 'eth-yishmâ`ê'l ben-nethanyâh lehakkothekhanâphesh velo'-he'emiyn lâhem gedhalyâhu ben-'achiyqâm.

(Ezequiel 13:19) - E porventura me profanareis para com o meu povo em troca de punhados de cevada e por pedacinhos de pão, para
 entregardes à morte as almas que não deviam morrer e para preservardes vivas as almas que não deviam viver, pela vossa mentira ao meu povo, os que ouvem a mentira?

(No Hebraico) - vattechallelnâh 'othiy 'el-`ammiy besha`alêy se`oriymubhiphthothêy lechem lehâmiythnephâshoth 'asher lo'-themuthenâh ulechayyoth nephâshoth 'asher lo'-thichyeynâh bekhazzebhkhem le`ammiy shome`êy khâzâbhs.

(Ezequiel 17:17) - E Faraó não o fará eficiente na guerra por meio duma grande força militar e por meio duma congregação numerosa, levantando um aterro de sítio e construindo um muro de sítio, a fim de
 decepar muitas almas.

(No Hebraico) - velo' bhechayil gâdhol ubheqâhâl robh ya`aseh'otho phar`oh bammilchâmâh bishpokh solelâh ubhibhnoth dâyêq lehakhriyth nephâshoth rabboth.

(Ezequiel 18:4) Eis que todas as almas — a mim me pertencem. Como a alma do pai, assim também a alma do filho — a mim me pertencem.
 A alma que pecar — ela é que morrerá.

(No Hebraico) - hên kol-hannephâshoth liy hênnâh kenephesh hâ'âbhukhenephesh habbên liy-hênnâh hannephesh hachothê'th hiy' thâmuth s.

(Ezequiel 22:25) Conspiração dos seus profetas há no meio dela, como um leão que ruge, que arrebata a presa; eles devoram as almas; tomam tesouros e coisas preciosas, multiplicam as suas viúvas no meio dela.

(No Hebraico) - qesher nebhiy'eyhâ bethokhâh ka'ariy sho'êghthorêph thâreph nephesh 'âkhâlu chosen viyqâr yiqqâchu 'almenotheyhâ hirbubhethokhâh.

(Ezequiel 22:27) - Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa, para derramarem sangue, para destruírem as almas, para seguirem a avareza.

(No Hebraico) - sâreyhâbheqirbâh kiz'êbhiym thorephêy thâreph lishpâkh-dâm le'abbêdh nephâshothlema`an betsoa` bâtsa.

(Ezequiel 33:6) - E no que se refere ao vigia, se ele vir a espada chegar e realmente não tocar a buzina e
 a espada vier e lhes tirar a alma, terá de ser tirada pelo seu próprio erro, mas o seu sangue exigirei de volta da mão do próprio vigia

(No Hebraico) - vehatsopheh kiy-yir'eh 'eth-hacherebh bâ'âh velo'-thâqa`bashophâr vehâ`âm lo'-nizhâr vattâbho' cherebh vattiqqach mêhem nâpheshhu' ba`avono nilqâch vedhâmo miyyadh-hatsopheh 'edhrosh s.


Jesus Nos Evangelhos:

(Mateus 2:19-20) - E disse: “Levanta-te, toma a criancinha e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já morreram os que
 buscavam a alma da criancinha

(No Grego) - teleutêsantos de tou êrôdou idou aggelos kuriou a=phainetai kat onar tsb=phainetai tô iôsêph en aiguptô legôn egertheis paralabe to paidion kai tên mêtera autou kai poreuou eis gên israêl tethnêkasin gar oi zêtountes tên psuchên tou paidiou.

(Mateus 20:28) - Assim como o Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.

(No Grego) - ôsper o uios tou anthrôpou ouk êlthen diakonêthênai alla diakonêsai kai dounai tên psuchên autou lutron anti pollôn.

(Marcos 3:4) - A seguir, disse-lhes: “É lícito, no sábado, fazer uma boa ação ou fazer uma má ação, salvar ou
 matar uma alma?”

(No Grego) - kai legei autois exestin tois sabbasin a=agathon a=poiêsai tsb=agathopoiêsai ê kakopoiêsai psuchên sôsai ê apokteinai oi de esiôpôn.

(Lucas 6:9) - Jesus disse-lhes então: Eu vos pergunto: é lícito, no sábado, fazer o bem ou causar dano, salvar ou
 destruir uma alma?

(No Grego) - eipen a=de tsb=oun o iêsous pros autous a=eperôtô tsb=eperôtêsô umas a=ei tsb=ti exestin a=tô tsb=tois a=sabbatô tsb=sabbasin agathopoiêsai ê kakopoiêsai psuchên sôsai ê b=apokteinai ats=apolesai.

(Lucas 17:33) - Todo aquele que buscar manter a sua alma a salvo para si mesmo, perdê-la-á, mas todo aquele que a perder,
 preservá-la-á viva.

(No Grego) - os ean zêtêsê tên psuchên autou a=peripoiêsasthai tsb=sôsai apolesei autên tsb=kai os a=d a=an tsb=ean apolesê tsb=autên zôogonêsei autên.

(João 10:11) - Eu sou o pastor excelente; o pastor excelente entrega a sua alma em benefício das ovelhas.

(No Grego) - egô eimi o poimên o kalos o poimên o kalos tên psuchên autou tithêsin uper tôn probatôn.

(João 12:25) - Quem estiver afeiçoado à sua
 alma, destruí-la-á, mas quem odiar a sua alma neste mundo, protegê-la-á para a vida eterna.

(No Grego) - o philôn tên psuchên autou a=apolluei tsb=apolesei autên kai o misôn tên psuchên autou en tô kosmô toutô eis zôên aiônion phulaxei autên.

(João 13:37) - Senhor, por que é que não te posso seguir atualmente? Entregarei a minha alma em benefício de ti!

(No Grego) - legei autô ats=o petros kurie ab=dia ab=ti ts=diati ou dunamai soi akolouthêsai arti tên psuchên mou uper sou thêsô.

(João 15:13) - Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos.

(No Grego) - meizona tautês agapên oudeis echei ina tis tên psuchên autou thê uper tôn philôn autou.


Discípulos e Apóstolos Cristãos no Resto do Novo Testamento: 

(Atos 3:23) Deveras, toda alma que não escutar esse Profeta será completamente exterminada dentre o povo.

(No Grego) - estai de pasa psuchê êtis ab=ean ts=an mê akousê tou prophêtou ekeinou a=exolethreuthêsetai tsb=exolothreuthêsetai ek tou laou.

(Atos 15:25,26) - Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que arriscaram as suas almas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

(No Grego) - edoxen êmin genomenois omothumadon a=eklexamenois tsb=eklexamenous andras pempsai pros umas sun tois agapêtois êmôn barnaba kai paulô anthrôpois a=paradedôkosi tsb=paradedôkosin tas psuchas autôn uper tou onomatos tou kuriou êmôn iêsou christou.

(Atos 27:20-22) - E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, havendo já muito que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perda. Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a alma de nenhum de vós, mas somente o navio. 

(No Grego) - kai abs=ta abs=nun t=tanun parainô umas euthumein apobolê gar psuchês oudemia estai ex umôn plên tou ploiou.

(Romanos 11:3) - Mataram os teus profetas, só eu sobrei, e eles estão
 procurando a minha alma.

(No Grego) - kurie tous prophêtas sou apekteinan tsb=kai ta thusiastêria sou kateskapsan kagô upeleiphthên monos kai zêtousin tên psuchên mou.

(Hebreus 10:38-39) - Ora, nós não somos dos que retrocedem para a
 destruição, mas dos que têm fé para preservar viva a alma.

(No Grego) - o de dikaios a=mou ek pisteôs zêsetai kai ean uposteilêtai ouk eudokei ê psuchê mou en autô êmeis de ouk esmen upostolês eis apôleian alla pisteôs eis peripoiêsin psuchês.

(Tiago 5:20) - Sabei que aquele que fizer um pecador voltar do erro do seu caminho
 salvará a sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados.

(No Grego) - ginôsketô oti o epistrepsas amartôlon ek planês odou autou sôsei psuchên a=autou ek thanatou kai kalupsei plêthos amartiôn.

(Apocalipse 12:11) - E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho, e
 não amaram as suas almas, nem mesmo ao encararem a morte.

(No Grego) - kai autoi enikêsan auton dia to aima tou arniou kai dia ton logon tês marturias autôn kai ouk êgapêsan tên psuchên autôn achri thanatou.

(Apocalipse 16:3) E o segundo derramou a sua tigela no mar. E este se tornou em sangue como de um morto, e
 morreu toda alma vivente, [sim,] as coisas no mar.

(No Grego) - kai o deuteros tsb=aggelos b=exechee ats=execheen tên phialên autou eis tên thalassan kai egeneto aima ôs nekrou kaipasa psuchê a=zôês tsb=zôsa apethanen a=ta en tê thalassê.

(Apocalipse 16:3) E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.

(No Grego) - kai eidon thronous kai ekathisan ep autous kai krima edothê autois kai tas psuchas tôn pepelekismenôn dia tên marturian iêsou kai dia ton logon tou theou kai oitines ou prosekunêsan a=to tsb=tô a=thêrion tsb=thêriô a=oude tsb=oute tên eikona autou kai ouk.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

É impressionante a quantidade esmagadora de evidências bíblicas claras e diretas que atestam a mortalidade da alma. Em minha opinião, esta doutrina é biblicamente muitíssimo mais óbvia e evidente do que praticamente todas as doutrinas que cremos, incluindo Trindade, divindade de Cristo, forma de batismo, discussões escatológicas, livre arbítrio, soteriologia ou até mesmo qualquer falsa doutrina católica que possa ser refutada biblicamente. Na maioria dos casos, temos uma dúzia de versículos bíblicos que são usados para fundamentar determinado ponto de vista da fé cristã, mas quando tratamos da mortalidade da alma existem literalmente centenas de centenas de citações explícitas de que a alma morre, não deixando qualquer dúvida sobre o tema aos leigos.

Mas, infelizmente, embora as evidências sejam esmagadoras e em um mundo normal nenhuma pessoa suficientemente honesta negaria a clareza da mortalidade bíblica, isso é muito diferente quando tratamos deste tema com aqueles que já estão pré-condicionados a crerem diferente, conforme a crença católica de Roma, que tem por fundamento uma tradição tardia e como pretexto algumas poucas passagens isoladas da Escritura, cujas interpretações defeituosas em cima delas já foram há muito refutadas completamente.  Isso ocorre porque, ao aceitar a clareza da verdade das Escrituras, isso implicaria em rejeitar doutrinas importantes dentro do catolicismo, dentre elas:

1º Intercessão e mediação dos santos falecidos.

2º Purgatório.

3º Limbo.

4º Oração aos mortos.

5º Oração pelos mortos.

6º Missa de sétimo dia.

7º Dia de finados.

8º Extrema-unção.

9º Canonização e beatificação dos santos.

10º Aparições de Maria.

11º Reencarnação (no caso dos espíritas).

12º Consulta aos mortos.

13º Tradições humanas herdadas de Credos protestantes históricos.

Como vemos, aceitar a mensagem bíblica clara e óbvia da mortalidade da alma não é o principal problema, isso é simples e qualquer pessoa de bom senso pode facilmente passar a crer após um exame bíblico sério e honesto. O real empecilho a crer no que a Palavra de Deus ensina no que tange à vida após a morte, na verdade, são as crenças secundárias que provém deste fundamento da imortalidade da alma. Muitas pessoas não admitem abrir mão de alguns dos pontos citados acima, ou mesmo de apenas um deles. Muitos não iriam admitir que rezaram a vida inteira a um santo “adormecido” aguardando a ressurreição para a entrada no Reino, ao invés de um já bem ativo, vivo e consciente que já está no Reino recebendo e atendendo a todas as rezas que lhe são dirigidas.

Muitos não suportariam ouvir que não existe segunda chance após a morte nem como mudar o destino de quem já morreu, nem tampouco a fábula do purgatório, mas que existe apenas vida eterna ou morte eterna após a ressurreição dos mortos. Muitos não iriam tolerar escutar que uma tradição denominacional de alguma igreja histórica esteja errada, e que é preciso mudar todo este conceito sobre a morte. Muitos estão tão apegados às tradições que não suportam sequer o diálogo aberto com aqueles que pensam diferente, uma vez que tais tradições já o corromperam completamente.

E, é claro: são também muitos os que estão por detrás desta armação que envolve essa falsa doutrina da imortalidade da alma, incluindo tradutores bíblicos, que traduzem um texto somente até quando ele diz algo contra essas próprias tradições. Então, nephesh não é mais traduzido por alma e nem psiquê, é melhor omitir e esconder do povo leigo toda a verdade da Palavra de Deus sobre o que ocorre com a alma após a morte, assim como fazem as testemunhas de Jeová na tradução Novo Mundo, que omite todas as citações da divindade de Cristo na Bíblia e traduzem de modo diferente do original.

Desta forma, conseguem manter o povo em trevas até hoje, usando da mesma tática que a Igreja Romana usava na Idade das Trevas ao proibir a leitura da Bíblia e sua tradução em língua vernácula, para que o povo entendesse o que está lendo e pudesse se converter de seus enganos. Hoje, como todo mundo tem uma Bíblia, fica mais fácil adulterar a tradução para ninguém perceber nada do que proibir a própria leitura das Escrituras em pleno século XXI. As táticas e armações do diabo mudam com o tempo, mas não a sua essência de esconder a verdade daqueles que mais precisam ouvi-la.

Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria” (Mateus 13:15)

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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Comentários

  1. Lucas;

    Quando você chama de "seita", está incluindo praticamente toda a população protestante que crê na alma "mortal". E sinceramente, ainda representa a maioria!

    Isto é, as interpretações utilizadas em seu blog vão muito mais de encontro com as crenças adventistas e jeovistas sobre a aniquilação / dormência da alma do que dos próprios protestantes, sejam históricos ou os atuais.

    É estranho as vezes pensar que normalmente vocês não acreditem que as "doutrinas possam evoluir", mas quando pensamos sobre o estado da alma, vejo claramente que desde a "reforma" o desenvolvimento literário a respeito desse tema tem sido enorme.

    Se pensarmos que a Confissão de Fé de Westminster diz:

    "Estado do Homem depois da Morte" / Cap 32, ponto 1 – “A alma (que NEM morre, NEM dorme), tendo uma substancia imortal, VOLTA imediatamente para a Deus que a deu. A alma dos justos, sendo então aperfeiçoada em santidade, é recebida no MAIS ALTO DO CÉUS".

    Ou que Catecismo Maior menciona:
    (Pergunta 85) - "De modo que embora morram, contudo, vem isso do amor de Deus, para os livrar perfeitamente do pecado e da miséria, os tornando capazes de MAIOR COMUNHÃO com Cristo EM glória, na qual eles (mortos) IMEDIATAMENTE entram".

    Isto é, depois de anos da reforma, surgem ramificações que sustentam uma alma mortal, que morre, não sobrevive, que adormece, que perece...

    Mas ai eu me pergunto: Se essas investidas iniciais foram com adventistas e jeovistas, o que levaram a muitos se encantarem por tal pensamento?

    Os próprios apologistas, pastores e escritores do tão famoso "CACP" possuem inúmeros artigos contra a morte ou dormência da alma. Ao ponto de dizerem que:

    Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP):
    Título artigo: A morte é um sono? - "Logo que nos ausentamos do corpo estaremos presentes com o Senhor, deleitando-nos com uma maravilhosa COMUNHÃO com ele".

    Em meio a tantas informações protestantes, em quem acreditar?

    Fique com Deus!

    Mateus 10.28 - "E não temais os que matam o corpo e NÃO PODEM matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo".

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    1. Olá, Érick, a paz de Cristo e obrigado pelo seu comentário. Vou respondê-lo por partes:

      1) Eu não chamei nenhuma igreja evangélica de "seita" por não ensinar a mortalidade da alma. Se quiser faça você mesmo uma busca pela palavra "seita" no meu artigo que verá que eu não faço uso dela senão em um único momento no início do artigo em que eu afirmo que negar o óbvio das Escrituras é ser COMO as seitas (ou seja, é estar usando de falta de critério assim como as testemunhas de Jeová, espíritas e católicos fazem com as suas doutrinas), e não que SÃO seitas, o que é algo bem diferente. Eu digo sim que a imortalidade da alma é uma heresia, mas isso não significa que todo aquele que a ensina é um herege, até porque as consequências da aceitação desta doutrina vão muito além da simples adoção dela.

      2) Eu não digo que a doutrina possa evoluir, nem tampouco a mortalidade da alma foi uma evolução, ela foi simplesmente a RESTAURAÇÃO daquilo que já era pregado pelos apóstolos e pelos Pais da Igreja, como você pode conferir neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/12/os-pais-da-igreja-criam-na-imortalidade.html

      Justino, por exemplo, disse que, se houver cristãos que afirmem que "no ato de morrer, as suas almas são elevadas ao céu, não os considereis Cristãos" (Diálogo com Trifão, Cap.80). Essa posição dele é ainda mais radical que a minha, e prova que a mentalidade dos primeiros cristãos era da VIDA APÓS A RESSURREIÇÃO e não antes dela.

      Arnóbio também disse:

      "Não há motivo, portanto, que nos engane, não há motivo que nos faça conceber esperanças infundadas aquele que se diz por alguns pensadores recentes e fanáticos pela excessiva estima de si mesmos que, as almas são imortais” (Arnóbio, op. cit., Liv. II, 14-15; pag. 51)

      Portanto, a mortalidade da alma é a crença ortodoxa bíblica e adotada pelos primeiros Pais, não foi qualquer "evolução" moderna descoberta por adventistas ou testemunhas de Jeová. A imortalidade da alma, por sua vez, essa sim é uma crença "nova", criada pelos filósofos platônicos e já crida pelos povos pagãos, entrando no Cristianismo após filósofos cristãos ligados à filosofia platônica que começaram a formular essa teoria estranha às Escrituras.

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    2. 3) Sobre as Confissões de Fé protestantes, crer nelas ao invés de crer no que a Bíblia diz explicitamente é simplesmente entrar no ponto que eu mencionei no meu artigo, que é uma das verdadeiras barreiras a se crer naquilo que as Escrituras dizem:

      "Tradições humanas herdadas de Credos protestantes históricos"

      Mesmo se me dissessem que esses credos protestantes caíram do Céu e foram escritos por um arcanjo da guarda imperial, eu mesmo assim preferiria crer na Bíblia do que neles. Mas não é preciso ir muito longe nisso, pois OS PRÓPRIOS PROTESTANTES DISCORDAM DESTAS CONFISSÕES DE FÉ em muitos aspectos, como por exemplo:

      a) Elas pregam o batismo por aspersão que a maioria das igrejas evangélicas rejeitam.

      b) Elas pregam o batismo infantil que a maioria das igrejas evangélicas rejeitam.

      c) A Confissão de Fé de Westminster ensina que o papa é o anticristo que Paulo se referia aos tessalonicenses, o que muitos evangélicos discordam (inclusive eu).

      d) Eles pregam a doutrina da graça irresistível e de que uma vez salvo é sempre salvo (predestinação fatalista), o que a maioria dos evangélicos discordam.

      e) Eles pregam contra o livre-arbítrio que hoje praticamente todo evangélico sensato crê e concorda.

      Portanto, caro Érick, a imortalidade da alma É SÓ MAIS UM DOS VÁRIOS PONTOS EQUIVOCADOS presentes nestas Confissões de Fé protestantes que você citou. Elas representam um significativo avanço em relação àquilo que foi ensinado por séculos pela Igreja Romana, mas mesmo assim não chegou a concertar todos os enganos e errou sim em alguns pontos.

      4) Sobre o CACP, eles são só mais um site que pregam aquilo que eles creem, eu não divulgo o CACP por achar que eles são os donos da verdade e que tudo o que dizem não tem a menor sombra de erro, mas sim porque há muito mais coisas boas a se encontrar ali em relação ao que eles se equivocam. O mesmo critério é utilizado por mim da mesma forma para o lado inverso da moeda. Neste blog eu divulgo o "Na Mira da Verdade", que é adventista, embora discorde da guarda do sábado e do juízo investigativo que são pregados por eles, pois sei que há muito mais coisas boas ali do que erros teológicos. E pra ser sincero, os artigos do CACP no que tange ao assunto da alma são extremamente fracos, não precisa nem ser estudioso para refutá-los, existem sites imortalistas que defendem o que eles creem de forma muito melhor do que o CACP faz.

      4) E, pra terminar, vi que você citou uma única passagem bíblica contra 60 PASSADAS POR MIM, mas para não ficar sem comentar nada sobre ela recomendo-lhe este artigo em que eu a explico extensivamente:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/podem-matar-o-corpo-mas-nao-alma.html

      Que Deus te abençoe, abraços!

      Excluir
  2. Olá Lucas;
    .
    A Paz de Cristo!
    .
    Vamos lá, me explico, embora você não tenha chamado de “seita”, o seu texto aplica essa característica, mesmo que talvez não tenha sido a sua intenção. Você diz: “negar o óbvio e adulterar a Bíblia, como fazem as seitas”.
    .
    A maioria das confissões protestantes negam esse "óbvio" e pra ser sincero meu amigo, eu tenho muitos amigos evangélicos e dentre eles, nem um crê na mortalidade. Por isso, talvez o meu espanto ao ler o termo “seita”. Praticamente todos negam esse óbvio, com raras exceções onde se enquadram os testemunhas de Jeová e adventistas e se negar o óbvio é uma característica do errado, praticamente todas as confissões protestantes estão nesse erro.

    Disse também na evolução de algum pensamento quando me deparo, por exemplo, em ver que você menciona que a maioria dos protestantes não “acreditam nessas confissões ou catecismos” que no passado, embasados pela própria escritura acreditavam na imortalidade (basta ler as confissões e verificar a quantidade de passagens colocadas no texto de rodapé para defender uma doutrina), porém hoje por variações da doutrina passam a não crer mais. Outra coisa que é estranho aos meus olhos é essa frase “aquele é apenas mais um site que coloca o que crê”. Em outro artigo, você diz que a imortalidade é a primeira mentira que entrou no mundo, mas não se preocupa se outros protestantes pensam diferente. O importante é a defesa do ponto de vista, mesmo que para isso exista a discordância.
    .
    Você comentou sobre a “restauração” da doutrina, mas concorda que foi uma restauração que não durou nem 150 anos? Chega a ser estranho pensar que Cristo tenha dito que as “portas do inferno não prevaleceriam sobre a sua Igreja”, mas que ao mesmo tempo, lendo seu artigo teríamos que pensar que essa “primeira mentira” adentrou no corpo cristão sem que Nosso Senhor tivesse sequer intervindo durante os primeiros séculos para que fosse eliminada!
    .
    Você também cita alguns Pais da Igreja e de fato, não existem problemas em pensar que alguns deles tenham dito isso, alias, acho normal, sadio e bom, porém, aqui que entra o fator Igreja. Nem sempre os antigos padres tinha concordância em sim, mas a comunidade como um corpo sempre decidiu pelo aquilo que deveria ser enquadrado nos artigos da fé. É por isso que se professa no CREDO que Cristo “desceu a mansão dos mortos”, porque de fato sempre acreditou naquilo que Pedro mencionou em sua carta:
    .
    “No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão (I Pedro 3.19)”.
    .
    Você menciona Justino, mas esquece de dizer que Ireneu de Lião (180) em sua obra contra as heresias gnósticas diz:
    .
    “O Senhor ensinou de forma clara que as almas não só perduram sem passar de corpo em corpo, mas conservam imutadas as características dos corpos em que foram colocadas e se lembram das ações que fizeram aqui na terra e das que deixaram de fazer” [Contra as Heresias, pg. 239, Livro II / 34.1].
    .
    Se levarmos em consideração que Orígenes tenha nascido em torno do ano 182, não ficaria difícil dizer que alguns teólogos primitivos, anteriores a ele, acreditavam na imortalidade e nesse aspecto, quem deveria estar certo? Aqui meu amigo, é apenas a Igreja (e não estou nem dizendo o fator “Roma”, estou pensando no sentido lato) que deveria se pronunciar. Por isso digo que dizer que essa mentira “foi à primeira” é o mesmo que jogar a promessa de Jesus no chão. Talvez por isso, o próprio Eusébio em sua obra da história eclesiástica, tenha dito:
    .
    “Apareceram ainda, na Arábia, no tempo a que nos referimos, introdutores de uma doutrina alheia a verdade. Asseveravam que a alma humana neste mundo, no momento final provisoriamente morre com o corpo e com ele se corrompe, mas no futuro, por ocasião da ressurreição, com ele reviverá. Então, foi convocado um IMPORTANTE concílio” [História Eclesiástica, pg. 322, divergência dos árabes / cap 37].
    .
    [Continua]

    ResponderExcluir
  3. [Continuação]
    .
    De qualquer forma, esse assunto é extenso e assim como você procura seu respaldo bíblico parar crer, nos católicos também possuímos o nosso. Até o Judaísmo atual tem. Embora seja uma seita que não se assemelha com seu passado, os Judeus, “donos” das escrituras hebraicas acreditam que a morte é uma continuação, é como se a morte conduzisse a vida da alma! E olha que eles possuem o mesmo velho testamento dos protestantes, a diferença é que eles não possuem a mesma “interpretação que a sua”.
    .
    Outras coisas que penso também, é que por mais que vocês não aceitem os livros deuterocanônicos, devemos pelo menos pensar que o testemunho narrado no livro dos Macabeus (II Mac 15.11-16), já é um registro histórico de que se acreditavam na lucidez da alma, anos antes do advento do Cristo. Embora, eu mesmo pense que usar o velho testamento para se provar essa doutrina não seja equivalente, já que a revelação não estava concluída e conforme o próprio evangelho de Marcos narra, Moisés que já estava morto possuía uma certa alma lúcida (Mc 9.3-4).
    .
    Por mais simples que pareça e totalmente refutável para você, afinal, não tenho sua inteligência e tão pouco seu dom de escrever, fico no “básico”.
    .
    Assumo e creio no “Hoje de Cristo” para o ladrão arrependido (Lc 23.43) e como sei que existem muitos católicos que precisam mudar sua vida verdadeiramente e crer em Jesus, penso como Paulo, tenho um desejo GRANDIOSO de partir e ESTAR com Cristo, mas, sei que por ora, o “ideal” é ficar na carne mesmo.
    .
    Filipenses 1.23-24 – Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne.
    .
    Que Deus abençoe e um Grande Abraço!
    .
    Érick Gomes.

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    1. Caríssimo Érick, a paz de Cristo. Novamente irei responder ao seu texto por pontos:

      1) Novamente repito: não chamei nenhuma igreja evangélica de "seita", o que eu disse foi que a ATITUDE de negar o óbvio das Escrituras se ASSEMELHA às estratégias usadas pelas seitas, e não que É uma seita. Para alguma igreja ser uma seita, não basta ter meia dúzia de doutrinas equivocadas, é preciso falhar nos temas primários e fundamentais para a salvação, ou então se equivocar em muitos e diversos pontos da fé, como é o caso do catolicismo, espiritismo, Testemunhas de Jeová, dentre outros. Há muitas igrejas que falham em alguns aspectos mas acertam nos mais importantes e fundamentais para a salvação, e nestes casos eu não considero que são uma seita, embora considere sim que estão equivocados em relação a um aspecto ou outro da fé. Tal é o caso dos evangélicos de forma geral, dos adventistas, dos ortodoxos, dos mórmons, dentre outros. Possuem erros? Sim. Mas nos aspectos mais fundamentais para a salvação, não. Por isso não os considero como seitas, O QUE NÃO ME IMPEDE DE CORRIGIR OS EQUÍVOCOS SECUNDÁRIOS QUE POSSAM CONTER.

      Da mesma forma que eu não creio na imortalidade da alma eu também não creio na teologia da prosperidade, que é crida hoje em dia por GRANDE PARTE das igrejas evangélicas mais modernas, mas nem por isso eu fiquei quieto e deixei de falar sobre isso e corrigir este engano em um artigo. Da mesma forma, a grande maioria das igrejas evangélicas creem no arrebatamento secreto, que eu não creio. Isso obviamente não me impede de escrever artigos sobre isso corrigindo este equívoco, o que obviamente não significa que eu considero todos os crentes pré-tribulacionistas "hereges" e suas igrejas "seitas". Da mesma forma, eu também combato biblicamente a tese do batismo infantil e da predestinação fatalista que também é crida por muita gente na Igreja, e o interessante é que eu NUNCA vi alguém me criticar simplesmente por apontar o erro teológico nestas doutrinas que são cridas e ensinadas por boa parte das igrejas protestantes.

      POR QUE SERÁ QUE SOMENTE COM O TEMA DA IMORTALIDADE DA ALMA DEVERIA SER DIFERENTE E EU DEVESSE FICAR CALADO???

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    2. 2) Você tem razão quando diz que a maioria dos evangélicos creem na imortalidade da alma, mas deve também saber que até o século XVIII TODOS OS PROTESTANTES ERAM PÓS-TRIBULACIONISTAS, e isso não impediu que hoje, no século XXI, a grande maioria se tornasse pré-tribulacionista. Da mesma forma você ignora o fato de que a grande maioria da igreja na época da Reforma cria como Calvino e Lutero no tangente à graça irresistível, e Armínio tinha na época uma MINORIA de seguidores, mas hoje este quadro se inverteu e a maioria crê como Armínio, e não como Calvino. Da mesma forma, a crença na mortalidade da alma vem ganhando cada vez mais força com o passar dos tempos, o Dr. Samuelle Bacchiocchi expôs em seu livro "Imortalidade ou Ressurreição" uma lista de MAIS DE 300 TEÓLOGOS MODERNOS DAS MAIS VARIADAS DENOMINAÇÕES QUE ABANDONARAM O IMORTALISMO E SE TORNARAM MORTALISTAS, e quase todos os dias eu recebo cartas de pessoas com testemunhos de que também mudaram o seu ponto de vista sobre este tema e se tornaram mortalistas convictos, seja através de mim ou de outra pessoa. Mas eu NUNCA vi alguém se tornar imortalista após conhecer a verdade bíblica.

      O próprio teólogo suíço Oscar Cullman, LUTERANO, se tornou mortalista após um exame sincero do NT, e não deixou de ser luterano por causa disso. Você não pode ficar parado no tempo, a história avança e os tempos mudam. A tendência do mortalismo e do holismo bíblico cresce inegavelmente e este quadro está sendo revertido. E mesmo se nenhum outro evangélico ensinasse isso, mesmo assim eu ainda seria mortalista, pois a veracidade de uma doutrina não é julgada a partir do número de pessoas que creem nela, mas pela fidelidade dela à luz das Escrituras. E, sinceramente, a GRANDE MAIORIA dos imortalistas evangélicos creem nessa doutrina porque viveram a vida inteira ouvindo que a alma é imortal, nunca sequer analisaram o outro lado da moeda. Quando analisam, multidões deixam a tese pagã da alma imortal e se tornam mortalistas assim como eu.

      3) Você diz que as Confissões de Fé protestantes possuíam versículos bíblicos. É verdade, assim como é verdade que até Allan Kardec citava a Bíblia quando queria. Não basta citar, tem que embasar exegeticamente a citação, fazer amplo uso de ambos os Testamentos, não é jogar versículos soltos como você e outros imortalistas costumam fazer com a passagem do ladrão da cruz, de Paulo estando com Cristo, da parábola do rico e Lázaro, etc. Se aprofundar e mergulhar nas Escrituras sobre o tema implica em fazer como eu fiz, escrevendo um livro com mais de 1 milhão de caracteres, com 206 teses contra a imortalidade da alma à luz da Bíblia, com literalmente MILHARES de versículos bíblicos comentados, com amplo uso do original grego e hebraico, com uma extensa refutação exaustiva a cada uma das passagens utilizadas pelos imortalistas, com amplo exame dos escritos dos Pais da Igreja dos primeiros séculos, com uma análise da crença judaica antes e depois de Cristo, com um exame histórico junto a um crivo teológico, com definições e conceitos acerca de corpo, alma e espírito no Antigo e Novo Testamento, com mais de quarenta artigos já escritos e outros incontáveis que estão por vir. Isso sim é ESTUDAR um tema, não é escrever uma Confissão de Fé e expor uma tese em meia dúzia de linhas com cinco ou seis versículos de referência. Isso eu poderia fazer em cinco minutos, e não em ANOS que eu venho examinando o tema.

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    3. 4) Sobre o versículo usado por você de que "as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja", eu já expliquei ele algumas centenas de vezes, mas para provar que ele não implica na inexistência da apostasia, basta ver que em 95 d.C, quando João escrevia o Apocalipse, já havia muitas igrejas desviadas da fé, algumas a tal ponto que Deus disse que ia VOMITAR da sua boca (Ap.3:16). E aí, será que as portas do inferno prevaleceram contra ela?

      E com a Igreja de Roma não era diferente. Paulo disse que, se Deus não poupou os judeus, também NÃO IRIA POUPÁ-LOS (Rm.11:21), abrindo nitidamente a clara possibilidade real de essa igreja também cair em apostasia. As portas do inferno não prevalecerem contra a Igreja, caro Érick, não significa que em todas as eras da humanidade ninguém pudesse cair em apostasia, significa que, no fim de tudo, a Igreja terá prevalecido, vencido a guerra, ainda que tenha tido muitas baixas ao longo da história. Assim como um time de futebol pode se considerar vencedor se ganhar uma final com um gol nos acréscimos do segundo tempo, mesmo depois de sair perdendo a partida por 3 a 0 no primeiro tempo, da mesma forma a Igreja prevalecerá sobre as trevas, ainda que tenha passado por tempos de escuridão no passado.

      5) Eu realmente não me importo muito se o CACP crê que a alma morre ou não morre. Eles são emissários divinos que desceram dos céus com uma nova revelação sobre a verdade divina? Não. São apologistas como eu que expõem o ponto de vista deles como eu. E eles podem acertar em algumas coisas, como podem se equivocar em outras (e o mesmo vale pra mim, claro). O que você precisa entender é que o evangelho vai MUITO ALÉM de crer ou não crer que a alma morre ou não. Essa é apenas UMA PARTE da mensagem do evangelho que é profundamente mais abrangente que isso, de modo que se o CACP ensinasse diversas heresias e pecasse nos pontos mais fundamentais da fé, eu nunca iria recomendar o site deles, mas como eles erram em poucas coisas (incluindo o tema da vida após a morte), não há problemas em recomendá-lo. Paulo disse para EXAMINAR TUDO E RETER O QUE É BOM (1Ts.5:21), e é exatamente o que eu faço. Não vou ignorar multidões de bons artigos por causa de um único tema que se equivocam.

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    4. 6) Sobre o Credo Apostólico, ele não diz que Cristo desceu à "mansão dos mortos", o original diz que desceu AO HADES. Biblicamente Hades é o equivalente neotestamentário ao veterotestamentário termo hebraico "Sheol", que nada mais era senão a sepultura. É dito que Corá e outros rebeldes desceram vivos aos Sheol [Hades], então é sempre ligado a algo debaixo do chão. Apocalipse, ao descrever a ressurreição geral, cita os que morreram e estão no mar e os que estão no Hades, no solo. De fato, a nossa palavra inferno tem origem latina em "infernus", que tem o significado simples de INFERIOR, algo que está DEBAIXO DO CHÃO. Portanto, o Credo Apostólico de nada serve como "prova" da imortalidade da alma, PELO CONTRÁRIO, em nenhum momento vemos ele dizendo: "CREMOS NA IMORTALIDADE DA ALMA", mas sim: "CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE". Simplesmente porque a imortalidade da alma era uma crença inexistente na época, e que a verdadeira esperança para o cristão alcançar a sua herança celestial era a RESSURREIÇÃO CORPORAL, e não uma alma penada que se desliga do corpo após a morte.

      6) Interessante é que você citou Irineu e Orígenes, ambos que escreveram no final do segundo século d.C para o início do terceiro século d.C (e depois citou Eusébio que de época ainda mais posterior), será que não existiam Pais da Igreja antes dessa época??? No meu artigo mesmo eu cito INÚMERAS referências de Pais da Igreja do primeiro e do segundo século negando EXPLICITAMENTE a imortalidade da alma, e naquele mesmo artigo eu mesmo afirmei que a partir do final do segundo século começaram a ensinar que a alma é imortal. Ou seja, você não trouxe nada de novo ao que já foi argumentado por mim aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/12/os-pais-da-igreja-criam-na-imortalidade.html

      E se você pensa que isso significou um desvio rápido da fé no que tange a este assunto, ficará surpreendido mesmo quando eu trouxer uma série de outros temas que já foram desvirtuados muito antes dele (o que não anula o fato de que possuímos inúmeras citações claras dos Pais numa época em que a crença numa alma imortal estava das portas para fora da Igreja).

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    5. 7) Para terminar, como eu já disse, é costume dos imortalistas jogarem passagens bíblicas soltas como você fez aqui, usando o ladrão da cruz, a passagem de Paulo aos filipenses, a do monte da transfiguração, etc. Curioso mesmo é que eu já passei horas e horas escrevendo sobre cada uma delas, já refutei quinhentas milhões de vezes, já entrei em inúmeros debates sobre cada uma delas, tenho diversos artigos específicos sobre todas elas, e mesmo assim sempre vem imortalistas com essas mesmas passagens soltas, sem contexto, sem interpretação, sem exegese, sem refutação aos contra-argumentos expostos. Mas para não dizer que ficou sem refutação, solicito-lhe os seguintes artigos onde você pode encontrar uma explicação minha a cada uma das que você citou (e a qualquer mais que você possa citar):

      -O LADRÃO DA CRUZ:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/lucas-2343-e-o-ladrao-da-cruz-parte-1.html

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/lucas-2343-e-o-ladrao-da-cruz-parte-2.html

      -PARTIR E ESTAR COM CRISTO:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/estar-ausente-do-corpo-e-presente-com.html

      -MOISÉS VIVO NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO:

      http://apologiacrista.com/index.php?pagina=1079424673

      Apenas sobre a passagem de Macabeus que eu não comentei por se tratar de um livro apócrifo, mesmo assim vamos analisá-la aqui e agora:

      "Assim armou a todos não com a segurança que vem das lanças e dos escudos, mas com a coragem que suscitam as boas palavras. Narrou-lhes ainda UMA VISÃO digna de fé uma espécie de visão que os cumulou de alegria. Eis o que vira: Onias, que foi sumo sacerdote, homem nobre e bom, modesto em seu aspecto, de caráter ameno, distinto em sua linguagem e exercitado desde menino na prática de todas as virtudes, com as mãos levantadas, orava por todo o povo judeu" (II Macabeus 15:11-12)

      Note que, pelo contexto, o aparecimento de Onias e Jeremias foi UMA VISÃO, e não algo real que tivesse realmente acontecido. As visões não necessariamente são coisas reais ou literais, como João que viu gafanhotos com cauda de serpente, cara de homem, cabelos de mulher e dentes de leão (Ap.9:7,8), cavalos com cabeça de leão e que soltavam fogo e enxofre pela boca (Ap.9:17), trovões falando (Ap.10:3), altares falando (Ap.16:7), um Cristo com sete chifres e sete olhos (Ap.5:6), duas oliveiras e dois candelabros soltando fogo devorador de suas bocas (Ap.11:4,5), e por aí vai! Portanto, julgar uma crença por uma VISÃO é tão problemático quanto por uma PARÁBOLA ou uma SIMBOLOGIA, como é costume e praxe dos imortalistas.

      Além disso, o próprio livro de Macabeus, em uma outa passagem muito usada pelos católicos, afirma que a oração pelos mortos só tem fundamento por causa da ESPERANÇA NA RESSURREIÇÃO, e não pelas almas já estarem no Céu ou em algum outro lugar:

      "Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, DECORRENTE DE SUA CRENÇA NA RESSURREIÇÃO, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, TERIA SIDO VÃO E SUPÉRULO REZAR POR ELES. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas" (II Macabeus 12:43-46)

      É interessante notar que o autor deixa claro que seria EM VÃO, ou seja, INÚTIL a reza aos mortos se não fosse a crença na ressurreição. Por que? Porque eles criam que era SOMENTE ATRAVÉS DELA QUE OS MORTOS VOLTARIAM A OBTER VIDA, e assim poderiam rezar por eles. Ele deixa claro que uma grande recompensa AGUARDA os que morreram piedosamente. Se eles AGUARDAM uma recompensa, então obviamente eles NÃO ESTARIAM JÁ RECOMPENSADOS. Este pensamento deixa claro que até mesmo os Macabeus criam que a herança da vida eterna era POSTERIOR À RESSURREIÇÃO. Nem os livros apócrifos salvam os católicos no que tange à vida após a morte!

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    6. Fica aqui a minha refutação, aproveito para ressaltar que é muito raro eu responder a um texto grande como esse rapidamente, hoje eu preferi respondê-lo do que escrever um artigo novo, as vezes eu posso levar mais tempo na resposta. Também gostaria de saber se você é o mesmo Érick, da Igreja Ortodoxa, que debatia comigo em 2009 numa comunidade do Orkut sobre o uso de imagens (se não for, ignore a minha pergunta).

      Um grande abraço e que Deus lhe abençoe.

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  4. Lucas;

    A paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

    Antecipadamente, agradeço por responder meus comentários e já adianto que sim, eu sou “aquele Érick” que você conhece. Fiquei surpreso. Lembrar-se de você é uma tarefa fácil, já que você está na “boca dos protestantes”, mas lembrar de mim, um pobre mortal é realmente interessante rsrs! Alias, eu fiquei um bom tempo na Ortodoxia, mas isso passou, a muito tempo. Hoje, sou católico.

    Nos últimos tempos, Deus me proporcionou maravilhosas experiências e hoje gozo de um tempinho para escrever ou comentar algo, motivo até de estar aqui por conseguir me dedicar uma fração maior.

    Enfim, isto posto, vamos ao imposto. Vou comentar por partes também.

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  5. (1) Assimilei a sua conotação de “seita”, de qualquer forma, penso que a forma como colocou não foi uma expressão que pudesse fazer com que todos entendessem aquilo que você gostaria de expressar. Um protestante histórico, poderia se sentir “ofendido” por crer na imortalidade da alma, e por não ver o “óbvio”. De qualquer forma, vi algo chamativo no seu texto. Você nos chama de seita, mas não considera os ortodoxos uma seita. Embora possuímos diferenças grandes, como é o caso do filioque, as outras doutrinas são totalmente coirmãs. Cremos na virgindade perene de Maria SS, Intercessão dos Santos, utilizamos a versão grega do antigo testamento, possuímos ícones e artes sacras, cremos nos sacramentos, na presença real de Cristo na eucaristia. As semelhanças são muitas, alias, isso incluo os Coptas que praticamente dividem alguns de nossos mistérios de fé.

    De qualquer forma, em nem um momento eu disse que você não poderia se pronunciar a respeito daquilo que você crê Lucas, pelo contrário, isso é um direito seu e de qualquer protestante, mas, isso é algo estranho aos meus olhos. Por mais que nós católicos, tenhamos nossos problemas, se cremos é porque todo o corpo crê. É por isso que normalmente é comum ver católicos dizerem que os “crentes” não possuem uma certa unidade. Você defende a mortalidade, mas outros defendem a imortalidade. Uns dizem que a imortalidade é blasfema enquanto outros pastores estudados dizem que a mortalidade é uma doutrina anti-bíblica. Eu mesmo, ontem, li um comentário de um Pastor em resposta a outro evangélico dizendo para que não se iluda com a “alma mortal”, porque essa crença é anti-bíblica. E ai que ficava o meu questionamento, em quem acreditar? A sua hermenêutica e exegese é uma para a visão que defende, mas os conteúdos de outros protestantes transformam essa mesma fórmula de interpretação em outra forma de crença. Isso não é simplesmente uma doutrina a se acreditar, mas um princípio de fé que molda toda uma profissão. E é nesse sentido que fico assustado com a passividade em se pensar que um problema que pode ser julgado como herético não interfira em outros pontos doutrinais.

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  6. (2) Não é questão de tendência é questão de firmeza da crença. Se levarmos em consideração que esse movimento doutrinal tenha se esquivado da verdade lá pelo ano 200 (seguindo a lógica de outro artigo seu) teríamos que pensar que estamos a mais de 1800 anos vivendo de um regime falso. Confesso que depois da “reforma”, muitas coisas mudaram. Eu mesmo vim de uma denominação totalmente calvinista, e sempre convivi com a maioria esmagadora de arminianistas, mas isso são colapsos do protestantismo que tem sofrido muitos impactos desses últimos anos e a consequência foi essa transformação doutrinal e com toda certeza isso chegaria a “alma”, mas não somente a ela. O fato, por exemplo, de vermos que hoje os jeovistas (ramificações oriundas do protestantismo) não creem que Cristo seja Deus, já é um grande sinal dessas rápidas transformações dos últimos séculos. E isso explica o fato de que as doutrinas dos primeiros reformadores tenham passados por grandiosas modificações. Dizer que Calvino era imortalista é normal, assim como dizer que atualmente uma fração dos “reformados” já não seja. Lembra quando disse que algumas coisas passam por um tipo de transformação? Aqui, isso se encaixa perfeitamente. A diferença que para vocês, não se trata de desenvolvimento e sim, como colocou, restauração, mesmo que ela tenha demorado quase 2000 anos para acontecer e isso, a meu ver é totalmente ilógico.

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  7. (3) Eu sei que você examina o tema e mesmo descordando, sei das suas palavras. Já li vários artigos seus e sei há quantos anos você fala sobre isso. A questão é que muitos outros também passaram por muito tempo para se definir algo a ser acreditado. As confissões de protestantes históricos não foram desenvolvidas em minutos, pelo contrário. A confissão de Westminster foi definida por assembleia apenas em 1649, sendo que seu início foi em 1643. Isto é, seis anos para promulgar um documento que se enquadrasse na fé dos “separados de Roma”. Sem contar que conforme eu havia mencionado em meu último comentário, você crê, pois interpreta dessa forma, porém, na atualidade existem milhões de Judeus que possuem a mesma versão Hebraica que você usa e NÃO ACREDITAM em uma alma mortal! E olha que as passagens são as mesmas e o “Sheol” do Torá é o mesmo dos nossos escritos. O Talmude também possui descrições de uma alma imortal. Os Cristãos Gregos, conhecedores profundo dos escritos neotestamentários também acreditam na imortalidade. De qualquer forma, exemplos não faltam para dizer que a mortalidade não e nunca foi uma centralidade e mesmo que tenha sido, não durou mais que 150 anos da era cristã. Bom, e a não ser que eu esteja enganado, e isso você pode dizer melhor que eu, das quatro classes Judaicas citadas por Josefo em seu livro “História dos Hebreus” (Fariseus, Saduceus, Essênios e Zelótas), apenas os Saduceus acreditavam que as almas morrem, talvez, até por isso, é mencionado no evangelho de Marcos que os mesmos não acreditavam na ressurreição (Mc 12.18), pensamento esse totalmente epicurista. E isso, eu explico. É interessando dizer que a imortalidade é julgada como algo pagão, até pela crença dos antigos gregos, porém, quem disse que esses mesmos gregos também não pensavam que a alma não poderia morrer? Talvez você saiba, ou não, não sei. Existia um filósofo grego chamado “Epicuro” que acreditava que na morte, tanto o corpo quanto a alma pereciam, isto é, acreditava em uma alma mortal. Ele defendia a ideia da morte sendo absolutamente nada. Sendo assim, concluir que Platão ou Sócrates deram início ao nosso pensamento imortalista, nos levaria a dizer que a escola do epicurismo é o pai não só da sua, mas da crença de muitos.

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  8. (4) Quando disse sobre as “portas do inferno”, não quis remeter a jargões já utilizados. Eu sei que a apostasia sempre esteve presente na Igreja. Eu mesmo, sempre ressalto muitas passagens das sete Igrejas do livro do Apocalipse para dizer que os filhos da Igreja Católica, continuam a errar, assim como muitos ali erravam. Mas mesmo assim, muitos ali foram combatidos, como é o caso dos nicolaítas que eram abrigados pela Igreja de Pérgamo. Quando falamos sobre a sobrevivência da alma, falamos de algo mais sério e criterioso. Estamos examinando quase 2000 anos de crença que viveu durante séculos por Igrejas, concílios, Bispos, Padres, diáconos, leigos e até pelas mais altas classes protestantes e é nesse sentimento que me questiono como a comunidade católica cristã, tendo por Cristo sua cabeça teria se equivocado e por nem um momento tivesse solicitado durante tantos anos que se questionassem a respeito do que se acreditava. Uma apostasia é pensar que Cristo não é Deus e isso a Igreja já combateu. Agora, crer em uma alma imortal, não seria um ponto de rigor que devesse ser combatido, já que essa restauração durou um tempo mínimo? Por isso afirmei que as portas do inferno não prevaleceriam. E de fato, não prevaleceram.

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  9. 5) Sim Lucas, o Hades. Algumas traduções mencionam o Hades enquanto outras colocam, “desceu a mansão dos mortos”. Mas isso é indiferente. O credo não possui a prova da imortalidade da alma, mas tem um pequeno trecho de uma das cartas de Pedro que anuncia que Cristo “pregou aos espíritos em prisão (I Pedro 3.19)” e isso corroboram tranquilamente com os escritos da epístola aos Hebreus onde esta escrito que “muitos, embora por bons testemunhos, não se beneficiaram da realizações das promessas” (Hb 11.39), sendo entendido pelo evangelho de Mateus onde diz que Cristo na Cruz, rendeu o espírito (Mt 27.50) e os mortos (que não tinham “almas mortas”) ressuscitaram (Mt 27.52). Isto é, libertos no “Hades” pela morte do Senhor. E isto representa uma das primeiras expressões da nossa fé da libertação dos mortos pela descida de Jesus aos “infernos”.

    E outra, embora o credo não tenha referencias a alma imortal, possuí o básico daquilo que cremos: a comunhão dos santos. Sem contar que o credo, possivelmente não tenha qualquer referencia, pelo fato de que por ser uma crença aceita, não tivesse a necessidade de ser registrado explicitamente. De qualquer forma, a profissão de fé possui essa referencia e isso encontramos na descida de Nosso Senhor e na comunhão da Igreja, em volta dos santos de Deus (Hb 12.22-24).

    Alias, se levarmos em consideração que o CREDO tenha passado a ter sua formula consolidada lá por meados de Nicéia (325), seria incoerente dizer que para época era uma crença inexistente.

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  10. (6) Eu não citei Orígenes, se reparar, eu usei ele, literalmente. Quando falei de Irineu, quis dizer que esse grande Pai da Igreja antiga é anterior a Orígenes. Isto é, eu descartei ele e não quis me aproveitar do que ele tenha dito sobre a alma. Mencionei que você fala de Justino, que nasceu em torno do ano 100, porém, não fala de Irineu que nasceu apenas há 30 anos depois (130) e acreditava na imortalidade da alma, isto é, é um curto tempo para se dizer que todos os pai da Igreja acreditavam em uníssono da mortalidade. Alias, o fato de existir diferenças sempre foi muito bom. Nunca vi problemas nos padres pensarem sobre X ou Y, contanto que a Igreja sempre decidisse pela fé universal. Por isso citei Eusébio. Para mostrar que quando houve uma divergência a respeito da alma, que era a doutrina aceita, foi convocado um importante concílio e ai eu me pergunto: o espírito santo não apoiaria a Igreja, ainda tão nova em importantes decisões como essa?

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  11. (7) Bom, sobre os artigos que você me passou, eu já os conhecia, seja por suas palavras ou de adventistas que estranhamente possuem a mesma linha de pensamento que a sua, mas, sinceramente, às vezes eu penso que muitas teses são muito mais levadas por “fórmulas matemáticas”, como é o fato da do cenário de Cristo e o Ladrão e a vírgula antes do “hoje”. É engraçado que dentre as traduções protestantes e católicas, o único lugar que encontrei o hoje como parte da promessa (Eu te digo hoje) é na tradução da Torre de Vigia das Testemunhas de Jeová. Eu não costumo a me ater a horário e a tempo. Não acho tão necessário pensar que o ladrão demorou em morrer ou que se Jesus tenha ficado três dias no Hades, ele não poderia ter recebido o ladrão. Mesmo porque, o Pai e Ele sempre foram um. E se cremos na Trindade, qual seria o sentido de imaginarmos que o Ladrão deveria ser recebido única e exclusivamente por Jesus? O que sabemos e cremos é que o espírito do ladrão voltou a Deus (Ec 12.7) e assim como Estevão, viu a glória do Senhor (At 7.59).

    O mesmo se enquadra sobre a afirmação de Paulo. Que alias, confirma a nossa confiança em partir e DEIXAR O CORPO para ir HABITAR com o Senhor (II Cor 5.8). Sabe de uma coisa, eu nunca vi um mortalista dizer que tem o desejo de “partir e estar com Cristo”, talvez por crer que não estará, ou não? De qualquer forma, o fato de se acreditar em uma alma mortal, não tira o esplendor da ressurreição tão aguardada. Aguardamos a Jerusalém celeste, onde nossos corpos serão glorificados, por hora, na morte, temos o desejo do apóstolo, partir e estar com Jesus, porque o espírito retorna a Deus que o criou e assim como o escritor de Hebreus menciona, arrolados estamos da “assembleia dos primogênitos cujos nomes estão inscritos nos céus e de Deus, o Juiz de todos, e dos ESPÍRITOS dos justos que chegaram a perfeição” (Hb 12.23-24).

    Quanto a Moisés, também não vejo tanto avanço na argumentação. Primeiro que as sagradas escrituras não dizem que “Moisés ressuscitou”, no caso, você parte de pressupostos do livro apócrifo usado por Judas, porém, em nem um momento é mencionado sobre esse ponto. E tão pouco afirmado veementemente nos evangelhos. Se é um artigo de fé importante, e ainda, levando em consideração a posição de Moisés no judaísmo, no mínimo deveríamos possuir maiores registros por parte dos apóstolos e isso, não acontece. O que existe é o relato da disputa pelo corpo, mas as conclusões são tomadas por definições que também nos levam a pensar que não passariam de pretensões que você coloca no artigo. Em Hebreus 11.24, Moisés é citado como um dos heróis da fé e é enquadrado no verso 39 onde é dito que: “Todos tiveram um bom testemunho, mas, não se beneficiaram das realizações das promessas”. Moisés está neste “todos” e se não tivesse, seria citado como um caso isolado, por hora, e até para não fugir da “sola”, Moisés morreu e estava lúcido ao aparecer na transfiguração de nosso Senhor. Afinal, muitos ressuscitaram, mas a primícia da ressurreição gloriosa foi realizada somente em Cristo e é Ele que virá no último dia com todos os seus santos (I Ts 3.13).

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  12. Sobre Macabeus, (que não é apócrifo) continua sendo o registro histórico. O problema é que para os mortalistas, tudo é visão, metáfora, ilusão. Se falarmos sobre Lucas 16, ouvimos que Cristo usou uma metáfora, embora, teríamos que pensar que é uma bela metáfora! Elementos da imortalidade grega sendo usado por Jesus para exemplificar algo para um povo que estava perdido. Passagem essa que causaria confusão na mente de meio mundo, já que muitos posteriormente pensariam que isso seria um retrato da verdade, bom, mas, para ser sincero, é um retrato da verdade. E assim se enquadra na passagem de II Macabeus 15.11-12. Uma visão DIGNA DE FÉ que como consequência, cumulou-os de alegria. A outra passagem também não desmerece em nada. A crença na ressurreição faz com que rezemos pelas almas daqueles que amamos e como é visto, é uma prática antiga, realizada até hoje. Doutrina comum vivida antes do advento de Cristo.

    Fique com Deus amigão!

    Abraços!

    Érick Gomes.

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    1. Olá, Érick, a paz de Cristo.

      Em primeiro lugar quero pedir um milhão de vezes desculpas pela minha grande demora em respondê-lo, creio que se passaram uma semana desde a sua última resposta. Não é todo dia que eu atualizo o blog ou leio/aceito/respondo todos os comentários, então eu pego um dia em que dedico a ler tudo e responder tudo de uma vez. Fico feliz por conversar com você novamente sobre a fé, embora aquele debate de 2009 não tenha tido prosseguimento, podemos recomeçá-lo 4 anos depois...rsrs. Agradeço a sua educação e vou comentar os assuntos por pontos novamente.

      (1) Concordo que existem semelhanças entre a Igreja Ortodoxa e a Romana, mas mantenho a minha posição de que há diferenças substanciais entre as duas igrejas que em minha opinião pode determinar se uma é seita e outra não. E isso diz respeito aos pontos mais fundamentais da fé, como, por exemplo, a existência do purgatório. Em si mesmo pode não parecer significar muita coisa, mas em realidade a suposição da existência deste lugar, que não possui base bíblica nem na tradição, anula o poder da graça de Deus e a salvação pela fé.

      Para os cristãos, o sangue de Jesus Cristo nos purifica de TODO pecado (1Jo.1:7), e pela graça de Deus podemos adentrar os Céus. Já para a Igreja Romana, os que ainda precisarem de “purificação” passam por este local de tormento e punição para somente depois adentrarem o Paraíso. Ou seja: o sangue de Jesus já não é mais suficiente para purificar de TODO pecado, mas o purgatório, sim. Isso, pra mim não é apenas uma heresia “escatológica”, mas uma heresia SOTERIOLÓGICA, isto é, que corrompe a doutrina da salvação. Você pode ler mais sobre o purgatório aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/o-purgatorio-existe.html

      Outra doutrina de grande importância que distingue as duas igrejas é a concepção sobre a autoridade universal sobre todas as demais igrejas. Ao contrário do papa, que é conhecido como VICARIUS FILIUS DEI (o vigário do Filho de Deus), o bispo de Constantinopla é conhecido como PRIMUS INTER PARES (o primeiro entre iguais). Ele tem honra especial, mas não tem nenhum poder para interferir com as outras doze igrejas ortodoxas. O próprio nome “vigário” significa “SUBSTITUTO”, e jamais podemos aceitar que o papa seja o “substituto” de Cristo. O único verdadeiro substituto que Cristo nos deixou foi o Espírito Santo (Jo.16:7). Neste sentido, o papa não pode ser considerado vigário, mas usurpador de um título que não lhe foi confiado.

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    2. Ainda poderia mencionar outras doutrinas divergentes entre ambas as igrejas, tais como a forma de batismo (aspersão na Romana e imersão na Ortodoxa), quantidade de Concílios aceitos, infalibilidade papal, imaculada conceição de Maria, limbo, juízo particular, indulgências, celibato obrigatório do clero, imagens de escultura (embora admitam ícones, mas não imagens de escultura), comunhão com os fieis com ambas as espécies (pão e vinho) e não somente com o pão, etc, etc, etc. De modo que, embora eu creia que a Igreja Ortodoxa se equivoque sim em muitos aspectos, ela está longe de se igualar em termos absolutos com as heresias da Igreja de Roma. Algumas dessas divergências você pode encontrar aqui nesta lista elaborada:

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1082436853

      Sobre a divisão no protestantismo e em mais especial com relação à diferença de pensamentos no que se relaciona ao destino da alma, cabe ressaltar, em primeiro lugar, que os católicos (romanos, inclusive) não estão livres de discordâncias. Já vi romanistas defenderem a linha escatológica futurista, outros a historisticista, outros a preterista (o catecismo simplesmente silencia sobre isso), da mesma forma que já vi católicos dispensacionalistas. Existem católicos que creem como os pentecostais no que tange e assuntos como cura interior e libertação, “cair no Espírito” e outros fenômenos. Na verdade, a RCC (Renovação Carismática Católica) copiou essas praxes, não da Igreja Romana, mas de dentro do próprio pentecostalismo evangélico, como você pode constatar:

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Renova%C3%A7%C3%A3o_Carism%C3%A1tica_Cat%C3%B3lica

      Preste atenção no fator “ORIGEM”, e você verá que esse movimento católico, que nunca foi repudiado pelo papa, teve origem no PENTECOSTALISMO EVANGÉLICO. E católicos também divergem em outros assuntos, tais como o falar em línguas, o batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais. A ala tradicional da Igreja prega que não existe salvação fora da Igreja Católica (o que significa que evangélicos como eu já estão lascados), enquanto que a ala carismática da Igreja é ecunêmica, ou seja, trata cristãos não-católicos como irmãos, não como hereges.

      Há muitas discordâncias, de modo que, embora o assunto da alma especificamente possa ter unanimidade entre os católicos, isso não é verdade com relação a outros aspectos da fé. De modo que, se por “unidade” entende-se manter todos os membros de uma igreja um mesmo e único ponto de vista com relação a todos os assuntos da fé cristã, isso certamente eliminaria as chances de a própria Igreja Católica ser a “Igreja de Cristo”, e muito menos a moral de apontar os erros e divisões que ocorrem em outras igrejas não-católicas. Um pouco mais sobre isso você pode conferir aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/a-igreja-catolica-e-una.html

      (2) Sobre o ponto 2, em primeiro lugar cabe-se ressaltar que a doutrina católica romana passou por muito mais modificações e alterações ao longo dos séculos do que o protestantismo. Mesmo trabalhando com a tese CATÓLICA (que eu não concordo, mas usarei apenas para fortalecer o argumento) de que a ICAR nasceu no século I e era a Igreja dos Pais, devemos entender que:

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    3. a) Eles levaram 1500 anos para definir o cânon, pois durante SÉCULOS o cânon aceito pelos Pais era o mesmo usado hoje pelos evangélicos, até o Concílio de Trento. Conto com diversos testemunhos históricos a este respeito, de DEZENAS de Pais da Igreja, e inclusive de santos e doutores católicos de época posterior. Um pouco sobre isso você pode conferir aqui:

      http://www.apologiacrista.com/index.php?pagina=1086893398

      http://www.apologiacrista.com/index.php?pagina=1086905743

      b) Eles também levaram SÉCULOS para definir a crença na transubstanciação, já que os Pais da Igreja não criam nela, como você pode conferir aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/os-pais-da-igreja-e-transubstanciacao.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/os-pais-da-igreja-e-transubstanciacao_22.html

      c) Eles também levaram SÉCULOS para adotar a crença preterista com relação ao Apocalipse, visto que ABSOLUTAMENTE TODOS os testemunhos históricos são de que o livro foi escrito em 95 d.C retratando acontecimentos futuros no fim dos tempos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/11/manual-de-como-esmagar-o-preterismo-com.html

      d) Eles também levaram SÉCULOS para definir o dogma da imaculada conceição de Maria, já que MUITOS Pais não criam nela:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/os-pais-da-igreja-contra-imaculada.html

      e) Levaram dois séculos para fundamentar a crença na imortalidade da alma:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/search/label/Pais%20da%20Igreja

      f) Levaram SÉCULOS para “descobrirem” que o bispo Roma exercia uma primazia universal sobre todos os demais, o que é negado por INÚMEROS testemunhos históricos nos primeiros séculos, inclusive por um “papa” da época:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/o-papa-gregorio-magno-rejeitou-o-titulo.html

      g) Levaram SÉCULOS para descobrirem que existem doutrinas da fé cristã presentes FORA da Sagrada Escritura, e que a tradição apostólica não se refere ao que está incluso na Bíblia, mas a coisas fora dela:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/o-que-era-verdadeira-tradicao.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/o-que-era-verdadeira-tradicao_29.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/o-que-era-verdadeira-tradicao_7052.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/10/a-sola-scriptura-nos-pais-da-igreja.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/a-sola-scriptura-nos-pais-da-igreja_19.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/10/a-sola-scriptura-nos-pais-da-igreja.html

      E a lista vai longe!

      A diferença entre católicos romanos e evangélicos é que os católicos são OBRIGADOS a crerem nestas distorções bíblicas que ocorreram através dos séculos e são OBRIGADOS a não concordarem com nenhuma tese aparentemente “nova” que vai contra a sua tradição, enquanto que nós evangélicos estamos LIVRES para rejeitarmos aquilo que consideramos errado e que esteja querendo entrar na Igreja e para aceitarmos aquilo que consideramos restauração bíblica.

      Por exemplo, se alguma igreja evangélica ensina a teologia da prosperidade, eu não sou obrigado a crer como eles, posso discordar biblicamente deles, ver e apontar este erro e mesmo assim continuar sendo evangélico. Mas se o mesmo ocorresse dentro do catolicismo através da palavra infalível do papa ou de algum Concílio, os católicos seriam OBRIGADOS a crerem nessa teologia, mesmo que ela seja contra a Bíblia. É essa a diferença entre católicos e evangélicos. Se você não concorda que a alma é mortal, que a graça é resistível ou que o arrebatamento é pós-tribulacional você pode continuar sendo crente da mesma forma, porque defende os principais pilares da Reforma, que são:

      a) Sola Fide
      b) Sola Gratia
      c) Sola Christus
      d) Soli Deo Gloria
      e) Sola Scriptura

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    4. Nós somos unânimes no que é o mais fundamental, e tolerantes no que é mais secundário. O mesmo acontecia na Igreja de Corinto, que tinha divisões, MAS PAULO NÃO DISSE QUE AQUELA IGREJA DEIXAVA DE SER DE CRISTO POR CAUSA DISSO. Você mesmo também declarou ser benéfico discussões e divergências entre os próprios Pais da Igreja... então por que o mesmo não poderia acontecer com os evangélicos de forma geral? E o que dizer de Paulo, que disse:

      Romanos 14
      1 Aceitem o que é fraco na fé, sem discutir assuntos controvertidos.
      2 Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais.
      3 Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou.
      4 Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar.
      5 Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente.
      6 Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne, come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus.

      Veja que Paulo estava trabalhando com DOIS PONTOS DE FÉ DIVERGENTES dentro da Igreja da época, um que era a abstinência alimentar (de comer carne) e a outra era a guarda de dias, como os nossos irmãos adventistas fazem. Mas Paulo não disse que eles deixavam de ser a Igreja de Cristo por causa disso, não disse que o irmão que guarda dias e não come carne é um herege e tem que mudar de opinião para manter a unidade, não diz para formarem um Concílio para decidirem a questão. Tudo o que ele diz é para TOLERARMOS E ACEITARMOS estes irmãos na fé que pensam diferente de nós nestes aspectos secundários, que é EXATAMENTE O QUE OCORRE NO PROTESTANTISMO HOJE.

      Assembleianos, presbiterianos e batistas se aceitam mutuamente, mesmo que tenham divergências entre si. Eu mesmo já frequentei estas três igrejas e é nítido que todas se tratam como irmãs pertencentes a um único Corpo. Se querem passar a imagem de uma comunidade evangélica “dividida” ou “em guerra”, essa imagem é falsa e vem de fora da Igreja, de quem nos ataca e nos difama para provar alguma coisa a alguém. Se fôssemos divididos, não haveria uma única Marcha pra Jesus reunindo todo o povo de Deus, mas uma marcha da Bola de Neve, uma da Sara Nossa Terra, outra da Igreja da Graça, e por aí vai. Somos como o que Paulo disse: divergimos em aspectos secundários como guarda de dias, alimentação, forma de batismo, predestinação ou questões escatológicas, mas isso não atinge a unidade da fé, da mesma forma que aquelas divergências que Paulo se refere aos romanos não faziam deles uma igreja corrompida ou decaída em função disso.

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    5. (3) Eu não disse que as Confissões de Fé foram criadas em cinco minutos, mas sim que em cinco minutos é possível escrever aquelas linhas com aquelas (poucas) referências. Não discuto a piedade de quem as escreveu, mas sim a parcialidade. Existiu algum debate entre ambas as partes para decidirem biblicamente quem tinha a razão? Não. Simplesmente seguiram a linha que já era adotada pelo próprio catolicismo da época, pois seria uma mudança radical sair de imortalidade da alma para mortalidade da alma tão cedo, por isso que o entendimento dessa crença foi sendo esclarecido com o passar do tempo.

      Hoje, quando ocorrem DEBATES de verdade sobre este tema, SEMPRE fica provada a verdade bíblica sobre a mortalidade da alma. Eu particularmente nunca vi um imortalista se sair bem ou conseguir refutar as objeções contrárias. Tudo o que sabem se limita a repetir à exaustão passagens bíblicas famosas e decoradas, mas eu NUNCA vi qualquer TENTATIVA de objeção aos meus CONTRA-ARGUMENTOS (que obviamente não são só meus). Veja por exemplo esse debate que ocorreu na RIT TV entre um doutor da Igreja Presbiteriana e o professor Leandro Quadros sobre este assunto (detalhe: a RIT é de uma igreja que crê na imortalidade da alma e em todo o momento o mediador tentava ajudar o debatedor imortalista, mas sem sucesso, veja que surra bíblica que foi):

      http://www.youtube.com/watch?v=9_svpGF0eNc

      Sobre os judeus, eu inclusive escrevi em meu livro que depois da DIÁSPORA (i.e, quando foram dispersos pelo mundo afora da época) foram influenciados pelo HELENISMO, incluindo a concepção grega-platônica de imortalidade da alma. O que eu desafiei e jamais vi alguém provar é que ANTES da diáspora, ou seja, no período do AT, seja por provas bíblicas veterotestamentárias ou por outros documentos históricos da época, os ISRAELITAS cressem na imortalidade da alma como creram depois da diáspora. Segundo a própria ENCICLOPÉDIA JUDAICA, "a crença na imortalidade da alma chegou aos judeus através do contato com o pensamento grego e principalmente através da filosofia de Platão (427-347 a.C.), seu principal expoente". Isso pra mim esclarece tudo!

      É verdade que Epicuro cria numa alma mortal, mas os seus ensinamentos não foram difundidos na amplitude dos de Platão. A Grécia Antiga cria predominantemente como Platão, e não como Epicuro. Tanto é que, quando Paulo foi pregar o evangelho em Atenas, foi zombado pelos gregos dali, pois estes criam na imortalidade da alma, enquanto Paulo ensinava a ressurreição dos mortos:

      “Quando ouviram sobre a ressurreição dos mortos, alguns deles zombaram, e outros disseram: A esse respeito nós o ouviremos outra vez” (Atos 17:32)

      Portanto, o que influenciou a teologia mortalista dos primeiros Pais da Igreja não foi a doutrina de Epicuro, mas a doutrina bíblica. E me parece “misterioso” que os primeiros que começaram a supor uma imortalidade da alma tenham sido filósofos cristãos muito bem familiarizados com a doutrina de Platão!

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    6. Sobre a passagem de Hebreus, ela é muito mais contra vocês do que a favor. Vejamos:

      “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb.11:13). Aqui vemos que, mesmo morrendo, eles ainda não alcançaram a promessa! Temos sempre que lembrar que a “promessa” que o autor de Hebreus se refere é exatamente a cidade celestial junto a Deus (Hb.11:10; Hb.11:16; Hb.11:26). Mesmo depois de morrerem {estando na fé}, eles NÃO alcançaram a promessa! Ora, se a morte introduzisse as suas almas direto na presença de Deus, então eles já teriam alcançado a promessa na morte, que seria a própria estadia celestial.

      O que vemos, contudo, é exatamente o inverso disso, eles morreram e não alcançaram a promessa, eles a viram (as “saudaram”) pelos olhos da fé, vendo-as de longe, mas sem a alcançar! Vemos, portanto, que a morte não foi o passaporte direto para a presença de Deus no Céu (como erroneamente pensam os defensores da alma imortal). O autor nunca diz em parte nenhuma de sua carta que “eles já receberam a promessa”; pelo contrário, diz exatamente o inverso disso: “morreram sem receber as promessas”; “não chegaram a desfrutar da realização das promessas; “não obtiveram a realização da promessa”; “eles sem nós não são aperfeiçoados”, etc (Hb.11:39; Hb.11:40; Hb.11:13).

      Se os pais da fé já tivessem no Céu na época que o escritor de Hebreus relatava tais fatos, então seria imprescindível que ele narrasse este fato tão importante na teologia da imortalidade da alma. Isso seria de fundamental importância pelo contexto, deixando claro que depois de todos os seus esforços e lutas aqui na terra, eles finalmente alcançaram a promessa da cidade celestial. Contudo, tal colocação não é levantada em parte nenhuma, pelo simples fato de que eles – realmente – não alcançaram a promessa celestial.

      Sobre Mateus 27:52, não se trata de almas de maneira nenhuma, uma vez sendo que Mateus deixa bem claramente no próprio contexto a ideia de que eles apareceram vivos em Jerusalém a muitos, o que implica em uma ressurreição física e literal, assim como a de Lázaro, e não a uma ressurreição espiritual como desejam alguns:

      “E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos” (Mateus 27:52-53)

      O próprio fato de a passagem mostrar que os CORPOS dos santos que dormiam foram ressuscitados já mata toda a charada, mostrando que realmente se trata de uma ressurreição FÍSICA em vida, e não de uma espiritual ou para algum lugar espiritual. Portanto, ninguém foi “liberto” para lugar nenhum, os que estavam no Hades continuam no Hades, simplesmente porque Hades é a SEPULTURA, nada a mais que isso.

      Sobre a comunhão dos santos, infelizmente a interpretação católica-romana de hoje carece e muito de fundamento. Eu TAMBÉM creio na comunhão dos santos, mas na verdadeira comunhão dos santos, e não naquilo que o catolicismo romano inventou tardiamente. Biblicamente, a comunhão dos santos diz respeito aos santos vivos aqui da terra, e não de alguém que já tenha morrido e que supostamente interceda por nós. Tal conceito é tardio e não diz respeito ao que diz o Credo. Boa parte dos estudiosos acredita que o Credo Apostólico, ou pelo menos boa parte dele, foi composta no final do século I, ainda que tenha tido a sua fórmula final consolidada mais tarde. De qualquer forma, o Credo apostólico é só mais uma de uma série de fontes citadas anteriormente de autores que criam na ressurreição como a solução para a morte, e não na imortalidade de uma alma.

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    7. (6) Eu já comentei sobre o “curto tempo” no ponto 4. Mas o fato de você citar este Concílio eu creio que é uma prova muito mais CONTRA do que a favor do catolicismo romano, visto que este Concílio sequer é considerado ecunêmico pela Igreja Católica, não desfruta de infalibilidade segundo os próprios conceitos do catolicismo, foi apenas mais um dos vários concílios REGIONAIS assim como o de Laodiceia, que rejeitou nitidamente os livros apócrifos exceto Baruque:

      “Estes são todos os livros do Antigo Testamento nomeados para serem lidos: 1, Genesis do mundo; 2, O Êxodo do Egito, 3, Levítico, 4, Números, 5, Deuteronômio, 6, Josué, filho de Num, 7, Juízes, Rute, 8, Esther, 9, Dos Reis, Primeira e Segunda, 10, dos reis, Terceira e Quarta, 11, Crônicas, Primeiro e Segundo, 12, Esdras, Primeiro e Segundo, 13, O Livro dos Salmos ; 14, Os Provérbios de Salomão, 15, Eclesiastes, 16, O Cântico dos Cânticos, 17, Jó; 18, Os Doze Profetas, 19, Isaías, 20, Jeremias e Baruque, Lamentações, 21, Ezequiel ; 22, Daniel” (Cânon 60 do Concílio de Laodiceia)

      E então, eu pergunto também: será que o Espírito Santo não apoiaria a Igreja em decisões importantes como ESSA? Ainda mais levando-se em consideração que este Concílio ocorreu aproximadamente 50 anos ANTES dos tão citados concílios TAMBÉM LOCAIS de Hipona e Cartago! Portanto, se o Concílio local mencionado por você é uma “prova” de que o Espírito Santo guiou a Igreja contra a imortalidade da alma, então o Concílio local citado por mim é uma “prova” de que o Espírito Santo guiou a Igreja contra todos os livros apócrifos menos Baruque!

      (7) Sobre o ladrão da cruz, os argumentos vão muito além dos citados por você, eu mencionei inclusive o próprio grego e manuscritos bíblicos de grande relevância que confirmam o meu posicionamento sobre isso. Mesmo assim, não creio que o seu argumento com relação a este ponto especificamente procede, porque, embora Jesus e o Pai sejam um EM ESSÊNCIA (pelo fato de ambos desfrutarem da mesma divindade, pois são Deus), eles não são um EM PESSOA, Jesus e o Pai são duas pessoas diferentes, e ele não disse que naquele mesmo dia o ladrão estaria com o PAI, disse que estaria COMIGO, isto é, com Jesus, só pode ser pessoalmente. Se ele quisesse dizer que o ladrão não estaria com ele, mas somente com o Pai, teria citado o Pai ou então teria dito somente com “Deus”, mas se ele se mencionou então é imprescindível que o próprio Cristo estivesse em pessoa no Paraíso naquele mesmo dia com o ladrão da cruz, o que já foi demonstrado que ele NÃO ESTAVA, pois se encontrava no Hades, não no Paraíso, enquanto esteve morto:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/lucas-2343-e-o-ladrao-da-cruz-parte-1.html

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/lucas-2343-e-o-ladrao-da-cruz-parte-2.html

      Além disso, como também foi demonstrado, a análise do grego, dos manuscritos antigos, do contexto, da linguística, da exegese e de outros fatos bíblicos concomitantes nos demonstra sem dúvidas que Jesus NÃO esteve naquele mesmo dia com o ladrão da cruz, e que a promessa era de que “em verdade de digo hoje: estarás comigo no Paraíso”, e não: “em verdade te digo QUE hoje estarás comigo no Paraíso”, traduzido incorretamente.

      Ainda sobre as traduções bíblicas, eu já provei neste mesmo artigo aproximadamente 60 PASSAGENS NITIDAMENTE ADULTERADAS pelas versões que creem na imortalidade da alma. Então, como esperar que alguém que rasga DESCARADAMENTE da Bíblia a correta tradução de NEPHESH e PSIQUÊ vá se preocupar em colocar UMA VÍRGULA no lugar certo? Se os caras adulteram de forma descarada palavras inteiras, quanto mais uma vírgula! Este argumento em minha visão não procede, a não ser que você prove que as versões católicas e evangélicas em geral são perfeitas e nunca erram em nada deliberadamente ou não.

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    8. Sobre o fato de você ter dito que nunca viu um mortalista dizer que quer partir e estar com Cristo, bem, eu não sei ao certo quantos mortalistas você entrevistou para chegar nessa conclusão, e eu também nunca vi um imortalista dizer que depois da morte os pensamentos perecem (Sl.146:4), que os mortos nada sabem (Ec.9:5), que depois de morrer não se é mais possível louvar a Deus (Sl.6:5), que nós SOMOS uma alma e não OBTEMOS uma (Gn.2:7), que se não fosse pela ressurreição a morte seria o fim absoluto da existência humana (1Co.15:28,29), que a ressurreição é o único modo de alcançarmos a imortalidade (1Co.15:51-54), que a vida eterna é somente após a ressurreição (Jo.5:28,29), ou que a alma morre, como passei em SESSENTA PASSAGENS neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/04/a-morte-da-alma-imortal-parte-2.html

      Mas voltando ao caso do “partir e estar com Cristo”, posso dizer por mim mesmo que eu já disse isso a Deus, e mais de uma vez, e depois de me tornar mortalista, Ele é minha prova. Isso porque eu tenho a consciência de que não existe passagem de tempo para quem morre e vira pó. Ou seja: morrermos e imediatamente, logo no momento seguinte em que retomamos a consciência, já estamos com Cristo, ainda que no aspecto TEMPORAL (i.e, em relação à terra) isso só aconteça na ressurreição dos mortos, na segunda vinda de Cristo.

      Tanto a visão imortalista quanto a visão mortalista minha creem que ao morrer estamos imediatamente com Deus, a diferença é que para você isso ocorre porque a alma se desliga do corpo antes da ressurreição, enquanto que pra mim isso ocorre pela inexistência da passagem do tempo em função da inexistência de um ser racional que sobreviva na morte e que revive apenas na ressurreição. Então, independentemente se essa ressurreição tiver acontecido um dia, um mês, um ano, um século, um milênio ou cem milênios depois, a sensação para quem morreu é exatamente a mesma: de que partiu (morreu) e está com Cristo (ressuscitou logo em seguida).

      A doutrina que crê diferente disso não é a mortalidade da alma, mas a psicopaniquia, que ensina a dormência da alma no mesmo sentido do nosso sono natural, e não na morte da alma propriamente dita. Mas eu não defendo a psicopaniquia, entendo que a linguagem bíblica do sono é figurada para exemplificar alguém que está em um estado inativo e inconsciente na morte, e não alguém já bem ativo, acordado e desperto num Paraíso. Além disso, a análise do CONTEXTO de 1ª Coríntios 5:10 nos prova indiscutivelmente de que NÃO HAVERIA VIDA ENTRE A MORTE E A RESSURREIÇÃO, e que Paulo estaria com Cristo REVESTIDO de um corpo ressurreto, e não como um espírito incorpóreo:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/estar-ausente-do-corpo-e-presente-com.html

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    9. Sobre Moisés, já afirmei anteriormente que a passagem de Hebreus utilizada por você é uma prova contra e não a favor da imortalidade da alma, visto que o autor deixa claro que os heróis da fé ainda não alcançaram a promessa do Paraíso. E não creio que Moisés seja exceção, creio que ele passou sim por uma vivificação ou ressurreição, não que esteja até hoje no Céu. Um exemplo de como o meu ponto de vista é tão compatível com a passagem a tal ponto que até mesmo os católicos pensam algo semelhante está na declaração deste autor católico que disse:

      "Moisés realmente morreu (como relatado em Deuteronômio), mas a transfiguração de Cristo o levantou de volta à vida momentaneamente, quando ele foi transportado por um anjo para o monte. O corpo de Moisés não teria sido glorificado, pois essa ressurreição só poderia ter sido uma reanimação comparável à de Lazaro e outros. Após a transfiguração, Moisés teria morrido novamente, e seu corpo retornou para a terra e sua alma retornou ao Limbo, aguardando a ressurreição de nosso Senhor" (Cornélius, em Lapide, Comentário sobre Mateus XVII)

      Se você ver bem, constatará que a minha posição é precisamente a mesma dele, exceto unicamente pela suposição de que “sua alma retornou ao Limbo”. Exclua essa parte e você verá que essa posição católica é a mesma da minha. Moisés realmente morreu, mas ele foi ressurreto temporariamente (i.e, foi vivificado) para aparecer no Monte da Transfiguração representando a Lei, ao passo que Elias representava os Profetas e Jesus representava o Evangelho. Após isso, Moisés retorna ao seu estado anterior (i.e, de morte). Que Moisés não estava em espírito ali no monte fica muito nítido pelo fato de Pedro ter pedido para construírem TRÊS TENDAS, inclusive uma para Moisés (Mc.17:4), o que é totalmente desnecessário e inútil para um espírito incorpóreo.

      Portanto, Elias estava em corpo glorificado, pois foi transladado em vida aos céus, Jesus estava em corpo físico porque estava em vida na terra, e Moisés foi ressurreto corporalmente, não podia ser um espírito, pois espíritos não precisam de tendas que são algo físico por definição. Portanto, nada do que você disse invalida o fato da ressurreição de Moisés, nem tampouco o fato de que Cristo foi o primeiro que ressuscitou gloriosamente aos céus. Não disse que Moisés foi ressurreto em corpo glorificado nem tampouco que adentrou os céus como Jesus Cristo.

      Sobre Judas 9, é fato que o autor não deixa explícito a ressurreição de Moisés, mas sim a ideia em torno dela. A pergunta que deve ser feita é: por que Miguel e o Diabo iriam disputar um simples corpo morto? O que teria ele de tão importante se a alma de Moisés já estivesse no Céu? São essas as perguntas que os imortalistas têm que responder, e à luz de todas as evidências e também do livro da Assunção de Moisés em que Judas tirou este fato, o mais plausível é que realmente esteja no CONTEXTO da vivificação de Moisés. Tudo isso já foi argumentado neste meu artigo, junto a outros argumentos de apoio:

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1079424673

      Sobre Lucas 16, não disse que Cristo usou de parábola para desmerecer o argumento, mas sim porque era REALMENTE UMA PARÁBOLA, e como tal, não necessita de meios literais ou reais para ser aceita. No livro de Reis lemos uma parábola sobre duas árvores conversando (2Rs.14:9), e mesmo assim eu nunca vi alguma igreja sair por aí divulgando uma doutrina de que as árvores falam. Mas se são duas pessoas que já morreram, aí sim a doutrina estaria muito bem formulada e sob firmes e sólidos alicerces! Além disso, se Jesus não poderia tê-la usado em função da “confusão” que você mencionou, então sinto-lhe dizer mas ele não obteve tanto sucesso, visto que o Hades que ele mencionou era TOTALMENTE DIFERENTE DAQUELE QUE É CRIDO HOJE PELOS IMORTALISTAS.

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    10. Por exemplo, na parábola Céu e inferno ficam lado a lado, já na teologia imortalista ficam em dimensões diferentes. Na parábola, os salvos e os perdidos conversam numa boa, já na teologia imortalista não há contato entre os salvos e perdidos que se foram. Na parábola, o rico tinha um corpo físico com língua, dedos, e sentia sede. Já na teologia imortalista, é apenas um espírito incorpóreo que desce ao Hades. Poderia passar o dia inteiro aqui desmontando o seu argumento, mas o fato é que por este mesmo ângulo Jesus estaria confundindo os próprios imortalistas!

      A verdade é que todo o povo da época sabia que parábolas não eram literais, elas eram muito usadas na época como um meio alegórico de se chegar a uma conclusão moral, não como meios literais. Parábolas assim eram muito comuns na época, mas hoje o sentido foi completamente distorcido ao ponto de alegarem que as parábolas tem que apresentar meios reais ou literais e ponto final. Além disso, Jesus estava falando COM OS SEUS DISCÍPULOS, e não com todo o povo que vivia na ignorância, o que fica evidente pelo próprio versículo seguinte, em Lucas 17:1 (lembre-se que o original da Bíblia não continha a divisão por capítulos e versículos, e portanto Lucas 17:1 era simplesmente a continuação direta do relato descrito até o verso 31 em Lucas 16, e deixa claro que Jesus estava falando “AOS DISCÍPULOS” – Lc.17:1).

      E seus discípulos já eram muito bem doutrinados por Cristo, e portanto não teriam qualquer “confusão” com essa parábola. Se eu quiser ensinar algum ensinamento moral numa igreja que crê na mortalidade da alma eu posso fazê-lo usando dos mesmos meios utilizados por Cristo. Sugiro FORTEMENTE que você leia essa história do Pastor Valdeci Junior que elucida muito o caso (eu gosto tanto da explicação dele que gostaria de passá-la aqui por completo, só não o faço para não tornar este texto demasiadamente extenso):

      http://www.nasaladopastor.com/2011/03/parabola-do-rico-e-do-lazaro-vai-pro.html

      Sobre Macabeus (que é apócrifo sim...rs), é um registro histórico realmente, mas um registro histórico de quando o cânon veterotestamentário já estava fechado, de um livro cujo próprio autor admite não ter inspiração divina (2Mc.15:38) e contradizendo claramente o restante do AT, como Davi, por exemplo, que mostrou ser inútil orar pelo seu filho depois que este já havia morrido, pois não poderia mudar o destino dele de qualquer maneira (2Sm.12:23).

      Você tem razão, é uma VISÃO digna de fé, e não um RETRATO REAL digno de fé. O fato de ser digno de fé não torna a visão literal, mas ressalta a importância do ensinamento que se encontra por detrás dela, que era o encorajamento do exército israelita para a batalha contra seus inimigos, lhes dando a segurança da vitória. As visões de João no Apocalipse também era IGUALMENTE DIGNAS DE FÉ, e nem por isso eram retratos reais ou literais, a não ser que você creia em raios falantes e cavalos com cabeça de leão que soltam fogo pela boca (Ap.8:17; 10:3).

      Em resumo, posso dizer que eu mesmo já pensei e MUITO sobre cada uma dessas passagens que você citou aqui além de MUITAS OUTRAS enquanto eu estava na época de transição entre a doutrina imortalista para a doutrina mortalista, não me tronei mortalista de um dia pro outro, ainda havia muitas barreiras que me impediam de crer em função daquilo que eu sempre fui ensinado, como por exemplo a passagem do rico e Lázaro, o ladrão da cruz, o conceito de Hades e mais umas meia dúzia de passagens que eu colocava no meu site naquela época, e que são basicamente as que você citou aqui. Mas posso garantir que uma mente livre que analisa ambos os argumentos pode decidir pela verdade bíblica sem tanta dificuldade.

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    11. Como eu escrevi no meu artigo, o que mais serve de impedimento não é a falta de clareza das Escrituras, mas as próprias tradições humanas que tentam manter uma interpretação deturpada em torno delas e que criam raízes quase inseparáveis em nossos corações. E isso vale para todos: seja católico, evangélico ou de outra fé. Somente a Bíblia tem o poder de nos libertar dessas tradições humanas, e analisá-la livremente a fim de optar livremente é um direito de cada ser humano. Você mesmo era católico, depois virou protestante, depois virou ortodoxo e agora católico de novo. Lembro-me que você me dizia que era ortodoxo porque via muita coisa errada nas doutrinas de Roma.

      Sei que você vai me dizer que estava enganado na época e que está certo agora, da mesma forma que naquela época pensava estar certo também, mas isso demonstra que mudar uma posição não é falta de firmeza de fé, mas algo natural em função do livre arbítrio de cada um. Eu posso analisar livremente todos os argumentos de cada um dos lados, estudar a fundo cada um deles e tirar as conclusões que sejam as mais biblicamente e historicamente plausíveis, assim como os demais evangélicos podem fazer o mesmo, a Igreja Católica pode fazer o mesmo, a Ortodoxa pode fazer o mesmo, e por aí vai. Só não é cabível o argumento de que a alma é imortal porque assim a Igreja Católica Romana disse que é, visto que não precisa ir muito a fundo para obter provas conclusivas de incontáveis erros doutrinários desta mesma instituição religiosa.

      Que a graça do Senhor Jesus Cristo esteja contigo e me desculpe pelo tamanho do texto, ter paciência para lê-lo também é uma virtude...rs.

      Um grande abraço!

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  13. (IS.66.5) Ouvi a palavra do Senhor, vós que temeis a palavra do Senhor;(AM.5.4) pois assim diz o Senhor à Casa de Israel: Buscai-me e vivei: (JR.30.24) Nos últimos dias entendereis isto:(AP.9.6) Naqueles dias os homens buscarão a morte e não a acharão, também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles: (LC.6.27) Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: (LC.12.32) Não temais, ó pequenino rebanho, porque o vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino: (JB.10.11) Eu sou o bom Pastor: O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas: (JB.10.28) Eu lhes dou a vida eterna, jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão; (IS.30.12) pelo que assim diz o Santo de Israel:
    Enquanto o Brasil dormia o profundo sono da inconsciência em berço esplêndido, o meu povo padecia na Babilônia, sob o jugo do pecado da mentira, da desordem e do regresso: Mas ao acordarmos em Jerusalém, pelo poder do Amor, deparamo-nos com o júbilo da verdade, da ordem e do progresso: E agora já podemos cantar efetivamente que não tememos a própria morte, e o pavilhão nacional já poderá tremular soberanamente, renovado por ostentar os símbolos da vitória da nossa fé: Louvado seja Deus conosco:
    Estudai, praticai e divulgai os fundamentos cristãos que temos postado na internet, em particular no BLOG DE ARNALDO RIBEIRO OU ISRAEL.

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    1. Sério mesmo, eu não entendi nada do que você disse... mas Deus te abençoe mesmo assim.

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  14. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk eu tb pelejei para entender...oh comédia...

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