Lutero retirou sete livros da Bíblia?


Se você costuma acompanhar os debates entre evangélicos e papistas, já deve ter se enjoado de ler o argumento mentiroso e repetido à exaustão pelos apologistas romanos, de que “Lutero mutilou a Bíblia”, porque ele “retirou sete livros dela”. Tais caluniadores, que nunca leram obra nenhuma de Lutero e muito menos de história da Igreja, geralmente argumentam com base em dois aspectos:

• Lutero mutilou a Bíblia porque ele retirou livros canônicos da Septuaginta.

• Lutero mutilou a Bíblia porque ele rejeitou as decisões do Concílio de Hipona (393) e do de Cartago (397).

A primeira acusação já foi completamente refutada em meu artigo recente sobre a lenda do "cânon alexandrino", onde eu provo que jamais existiu qualquer “cânon” alexandrino, e se não existia um cânon alexandrino então Lutero não retirou coisa nenhuma. O que os catoleigos inventaram sob o nome de “cânon alexandrino” na verdade se refere à Septuaginta (LXX), que não era um cânon próprio, mas apenas uma coleção de livros que incluía – mas não se limitava a – livros sagrados.

O que deita por terra de uma vez com o ridículo argumento papista em torno do argumento da Septuaginta é que a Septuaginta continha livros não-canônicos para a Igreja Romana, como mostrei em meu artigo anterior. Por mais que alguns sites católicos embusteiros administrados por fanfarrões sem caráter e totalmente obscenos escondam este fato, muitos sites católicos menos desonestos admitem isso, como por exemplo o site "A Bíblia", que afirma:

“A versão dos Setenta, todavia, contém também livros que não entraram nem no cânon da igreja [romana] nem naquele dos judeus. São eles: primeiro livro de Esdras, terceiro e quarto livro dos Macabeus, o salmo 151, odes e oração de Manassés e Salmos de Salomão”[1]

Até o site apologético católico Veritatis, muito acostumado a propagar mentiras, desta vez reconhece:

“É importante notar que o conjunto de livros da Septuaginta é bem maior do que qualquer versão do AT disponível nas Bíblias Católica, Ortodoxa e Protestante”[2]

No catálogo de livros da LXX disponibilizado pelo Veritatis, constam os livros apócrifos de 1ª Esdras (equivalente ao 3ª Esdras da Vulgata), 2ª Macabeus, 3ª Macabeus, Odes de Salomão e Salmos de Salomão. Eles omitem o Salmo 151 e a Oração de Manassés, mas pelo menos admitem que há vários livros presentes na LXX e que não estão no cânon da Igreja Romana. Portanto, se Lutero “mutilou” a Bíblia por não ter considerado canônicos certos livros presentes na LXX, então a Igreja Romana também “mutilou” a Bíblia, pela mesma razão.

Os papistas só se salvam da acusação de “mutilação” se eles passarem a atribuir canonicidade a todos os livros da LXX (o que eles nunca farão). De outra forma, estarão admitindo que o fato de um livro estar na LXX não implica que o mesmo seja canônico, ou seja, estarão colocando em prática o mesmo princípio óbvio que Lutero e os protestantes sempre souberam. Então para o lixo este argumento medíocre.

Mas e quanto ao segundo argumento?

O segundo parece menos idiota do que o primeiro, porque aparentemente a lista de Hipona e Cartago corresponde exatamente à lista do Concílio de Trento (1545-1563). Aparentemente. Isso porque, embora a lista de livros seja a mesma, os livros em si se diferem. Quando o Concílio de Trento declarou canônicos os livros de 1ª e 2ª Esdras, ele estava usando como padrão a Vulgata de Jerônimo, onde 1ª Esdras equivale ao Esdras da Bíblia protestante, e 2ª Esdras equivale ao Neemias. Mas quando esses dois concílios do norte da África declararam os livros de 1ª e 2ª Esdras canônicos, eles usavam como referência a Antiga Vulgata, na qual 1ª Esdras era um apócrifo equivalente ao 3ª Esdras da Vulgata de Jerônimo (livro não-canônico para os romanos), e 2ª Esdras era o equivalente aos livros canônicos de Esdras e Neemias.

Quando os concílios de Hipona e Cartago foram realizados, ainda no final do século IV, a Vulgata de Jerônimo sequer estava concluída. Ela só foi concluída no início do século V. Como aqueles dois concílios poderiam usar a Vulgata de Jerônimo, se a Vulgata nem existia? E mesmo se já existisse, nenhuma versão ganhava autoridade em toda a igreja de um dia para o outro. Isso era fruto de um processo que levava tempo, e até Agostinho chegou a discutir com Jerônimo sobre erros em sua tradução. As versões usadas na igreja da época eram a LXX e a Antiga Vulgata. Em ambas o livro de 1ª Esdras era um apócrifo, que Jerônimo chamou de 3ª Esdras na sua versão.

Dito em termos simples: Trento não reiterou coisa nenhuma. Ele retirou um livro considerado canônico nos concílios de Hipona e de Cartago, sem mais nem menos. Portanto, nenhum católico honesto pode usar estes dois concílios como base para o argumento de que Lutero retirou livros da Bíblia. Se retirar livros aprovados pelos concílios de Hipona e Cartago equivale a “mutilar a Bíblia”, então a Igreja Romana também mutilou a Bíblia, já que ela considera apócrifo o livro de 3ª Esdras (da Vulgata de Jerônimo), aprovado nos concílios de Hipona e Cartago sob o nome de 1ª Esdras. Mais uma vez, para o lixo este argumento.

Mas vamos além: mesmo se os livros ditos canônicos em Hipona e Cartago fossem rigorosamente os mesmos ditos canônicos em Trento, o que isso prova? Que a Igreja antiga como um todo cria que estes livros fossem mesmo canônicos por mais de um milênio, até que chegou o malvadão Lutero e mutilou a Bíblia? É claro que não. O que o catoleigo não vai avisar você é que esses dois concílios citados não eram concílios ecumênicos (universais), mas meramente regionais, no norte da África, que valiam apenas para aquelas regiões, e não para toda a Igreja universal (católica).

Eram como o Concílio de Laodiceia (350), anterior a estes dois, que colocou de fora praticamente todos os apócrifos católicos (veja aqui). Sua validade nem de longe era universal, senão apenas na cabeça do papista. É por isso que mesmo nos séculos que se seguiram ao concílio de Hipona e ao de Cartago os livros apócrifos eram em geral rejeitados no cânon da Igreja da época, principalmente porque eles consideravam o cânon de Jerônimo algo de muito mais autoridade do que dois concílios locais no norte da África. Como vimos, Jerônimo rejeitou vigorosamente a canonicidade dos apócrifos. Nos prefácios destes livros na Vulgata, ele escreveu:

"E assim da mesma maneira pela qual a igreja lê Judite, Tobias e Macabeus (no culto público) mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros [Sabedoria e Eclesiástico] úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja"[3]

"Este prólogo, como vanguarda (principium) com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os livros que traduzimos do hebraico para o latim, de forma que nós podemos garantir que o que não é encontrado em nossa lista deve ser colocado entre os escritos apócrifos. Portanto, a sabedoria comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque [Eclesiástico], e Judite e Tobias e o Pastor [supõe-se que seja o Pastor de Hermas], não fazem parte do cânon. O primeiro livro dos Macabeus eu não encontrei em hebraico, o segundo é grego, como pode ser provado de seu próprio estilo"[4]

"Para os católicos, os apócrifos são certos livros antigos, semelhantes a livros bíblicos, quer do N.T, quer do V.T, o mais das vezes atribuídos a personagens bíblicos, mas não inspirados, como os livros canônicos, e nem escritos por pessoas fidedignas nem de doutrina segura"[5]

“Que [Paula] evite todos os escritos apócrifos, e se ela for levada a lê-los não pela verdade das doutrinas que contêm mas por respeito aos milagres contidos neles, que ela entenda que não são escritos por aqueles a quem são atribuídos, que muitos elementos defeituosos se introduziram neles, e que requer uma perícia infinita achar ouro no meio da sujeira”[6]

Seguindo o “cânon de Jerônimo”, que rejeitava todos os apócrifos e concebia o cânon judaico/protestante, os Pais e doutores da Igreja após Jerônimo (assim como muitos antes dele) rejeitaram todos os apócrifos adicionados em Trento. Como as citações dos Pais eu já passei amplamente neste e neste artigo, eu só passarei aqui as citações dos teólogos de época posterior.


• Radulfo Flavicêncio (Séc. XII)

“Nas Sagradas Escrituras, há quatro tipos de discurso: histórico, profético, proverbial e simples. História está relatando fatos passados, como nos cinco livros de Moisés. Nisto, apesar dos temas a respeito dos quais são escritos estarem cheios de figuras, não obstante o legislador declara estas coisas serem ordenadas pelo Senhor, ou cumpridas por ele mesmo ou seu povo. Da mesma forma, os livros de Josué, Juízes, Rute, Reis, Crônicas, Esdras, Ester, os quatro Evangelhos e os Atos dos Apóstolos pertencem à história sagrada. De Tobias, Judite e Macabeus, apesar deles serem lidos para a instrução da Igreja, no entanto não possuem completa autoridade[7]


• Hugo de São Vítor (1096-1141)

“Agora é apropriado mostrar em quais livros aquilo que é reconhecido no nome do julgamento divino ser Escrituras. Há dois Testamentos que incluem todas as divinas Escrituras em um corpo: O Velho e o Novo. Ambos estão divididos em três ordens. O Velho Testamento contém a Lei, os Profetas e os Hagiógrafos, que interpretado significa ou os escritores sagrados ou as coisas sagradas escritas. Há cinco volumes na Lei: que é Gênesis, Êxodo, Levítico, Número e Deuteronômio. Gênesis é assim chamado de geração, Êxodo vem de 'exit' - sair – Levítico vem de Levitas, o livro dos Números, porque nele os filhos de Israel foram numerados, Deuteronômio com base na Lei, e em hebraico, 'bresith', 'hellesmoth', 'vagetra', 'vegedaber', 'adabarim'. Há oito volumes na ordem dos Profetas. O primeiro no livro de Josué, que é também chamado Jesu Nave e Josue Bennun, que é filho de Nun; o segundo o livro dos Juízes, que é chamado Sophthim, o terceiro o livro de Samuel, que é o primeiro e segundo livro dos Reis, o quarto é Malaquias, que é entendido como o dos Reis, que é o terceiro e quarto dos Reis; o quinto é Isaías, o sexto Jeremias; o sétimo Ezequiel; o oitavo o livro dos doze profetas, que é chamado de 'thareasra'. Eles são chamados de proféticos porque eles são ‘dos profetas’, contudo, nem todos são profecias. Um profeta é assim chamado com relação a três coisas: o ofício, a graça e a missão. A palavra é também frequentemente encontrada em uso comum para indicar profetas que são profetas tanto em relação ao ofício do profeta ou em relação a ter sido claramente enviado como profeta, como no caso aqui. De acordo com esta definição, Davi e Daniel e vários outros não são ditos profetas, mas hagiógrafos. Há nove volumes na ordem dos Hagiógrafos: primeiro Jó, segundo o livro dos Salmos, terceiro os Provérbios de Salomão, que é chamado 'Parabolae' em grego e 'Masloth' em hebraico, o quarto Eclesiastes que é traduzido como 'coeleth' em hebraico e 'concionator' [lit.: o conferencista do povo, palestrante] em latim; o quinto, 'syra syrim', que é o Cântico dos cânticos; o sexto Daniel, o sétimo Paralipomenon, que em latim é chamado as Palavras dos Dias e em hebraico é chamado 'dabreniamin'; o oitavo é Esdras e o nono Ester. Estes são todos, que são cinco e oito e nove, fazendo vinte e dois, assim como o número das letras no alfabeto hebraico, assim que a vida do justo possa ser instruída no caminho da salvação por tantos livros quanto as letras educam as línguas do inteligente em eloquência. Há alguns outros livros além destes no Velho Testamento, que são algumas vezes lidos, mas eles não estão inscritos no corpo do texto ou no cânon autorizado, tais quais os livros de Tobias, Judite, e os Macabeus, e um chamado a Sabedoria de Salomão e Eclesiástico[8]

“A primeira subseção do Velho Testamento é a lei, que os hebreus chamam de thorath, contém o Pentateuco, que são os cinco livros de Moisés. Nesta subseção o primeiro é Beresith, que é Gênesis; segundo Hellesmoth, que é Êxodo; terceiro é Vagethra, que é Levítico; quarto Vagedaber, que é Números; quinto Elleaddaberim, que é Deuteronômio. A segunda subseção é a dos profetas e contém oito textos. O primeiro é Bennum, que é, Filho de Nun, que é chamado de Josué e Jesus e Jesus Nave.O Segundo é Sathim, que são os Juízes; terceiro Samuel, que é primeira e segunda Reis; quarto Malaquias, que é terceira e quarta Reis; quinto Isaías; sexto Jeremias; sétimo Ezequiel; oitavo Thereasra, que são os doze profetas. A terceira subseção tem nove livros. Primeiro é Jó, segundo Davi, terceiro Masloth, que em grego é Parabolae mas em latim é Provérios, isto é de Salomão; quarto Coeleth, que é Eclesiastes; quinto Sirasirim, que é o Cântico dos cânticos; sexto Daniel, sétimo Dabreiamin, que são as Crônicas; oitavo Esdras; nono Ester. Todos eles se somam vinte e dois. Além disto, há alguns outros livros, tais quais a Sabedoria de Salomão, o livro de Jesus filho de Siraque, e o livro de Judite, Tobias e o livro dos Macabeus que são lidos mas não são considerados no cânon. A estes vinte e dois livros do Velho Testamento (...) Então os escritos dos santos pais, que são Jerônimo, Agostinho, Ambrósio, Gregório, Isidório, Orígenes, Beda e os outros doutores, que são incontáveis. Estes escritos patrísticos não são contados no texto das Santas Escrituras, assim como no Velho Testamento, como temos dito, há certos escritos que não estão inscritos no cânon e ainda são lidos, como a Sabedoria de Salomão, etc. E assim o texto das Sagradas Escrituras, como um corpo inteiro, é principalmente contido em trinta livros, vinte e dois destes são reunidos no Velho e oito no Novo Testamento”[9]


• João de Salisbury (Séc. XII)

“E assim eu fico feliz de tomar para você as questões propostas, e respondê-las, com permissão feita para minhas presentes oportunidades e tarefas urgentes, não como eu deveria, mas tão bom quanto eu puder por enquanto. As questões foram: qual você acredita ser o número dos livros do Velho e Novo Testamento, e quem são seus autores... Sobre o número dos livros eu me encontrei lendo diversas e numerosas opiniões dadas pelos pais; e assim eu sigo Jerônimo, professor da Igreja Católica, de quem eu mantenho ser a testemunha mais segura em estabelecer a base da interpretação literal. Assim como é aceito que há vinte e duas letras no alfabeto hebraico, assim acredito sem sombra de dúvidas que há vinte e dois livros no Velho Testamento, divididos em três categorias[10]


• Antonino (Séc. XV)

“Os judeus,... de acordo com Jerônimo em seu prólogo Galeatus... criaram quatro divisões dos livros do Velho Testamento. A primeira eles chamam de Lei... a segunda de Profetas,... a terceira de Hagiografia,... a quarta (que os judeus não colocam no cânon das Escrituras Sagradas mas chamam de apócrifos) eles fazem com os outros cinco livros, a saber, Sabedoria, Eclesiástico, Judite, Tobias e Macabeus, que é dividido em dois livros; a respeito destes cinco livros Jerônimo diz em seu prólogo a Judite, que sua autoridade é julgada menos que apropriada para fortalecer aquelas coisas que vierem em disputa... E Tomás diz a mesma coisa na Secunda secundae, e Nicolas de Lyra em Tobias, a saber, que eles não possuem tal autoridade, que não se pode ser argumentado de suas palavras o que pertence à fé, como outros livros das Escrituras Sagradas. Daí, talvez, eles possuem tanta autoridade quanto as palavras dos sagrados Doutores aprovados pela Igreja[11]

Eu tenho muitas outras citações aqui de dezenas de outros teólogos que escreveram após os concílios de Hipona e Cartago e antes de Lutero, incluindo de Beda, Agobardo de Lion, Alcuin, Walafrid Strabo, Haymo de Halberstadt, Ambrósio de Antuérpia, Ricardo de São Vítor, Pedro Celêncio, Rupert de Deutz, Honório de Autun, Alonso Tostado, cardeal Ximenes e da Glossa Ordinária, todos rejeitando os livros apócrifos antes de Lutero, mas decidi não transcrever todos aqui para não tornar este artigo demasiadamente extenso. O que foi aqui elencado já é mais que suficiente para esmagar a calúnia de que “Lutero retirou livros da Bíblia”. 

Se grande parte dos teólogos católicos que viveram antes de Lutero não considerava os sete livros canônicos, mas os colocavam na parte de livros “eclesiásticos” ou “apócrifos”, então a acusação católica contra Lutero não passa de puro desespero de quem realmente não tem argumento nenhum, exceto a calúnia. Lutero apenas repetiu aquilo que a esmagadora maioria dos teólogos católicos admitia antes de Trento, quando os papistas precisaram acrescentar ao cânon os livros que fossem necessários para atacar os princípios da Reforma.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,


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[3] Prefácio dos Livros de Salomão.
[4] Prologus Galeatus.
[5] Introdução Geral a Vulgata Latina, p. 9.
[6] Epístola 107:12 - Nicene and Post-Nicene Fathers, 2nd Series, vol. 6, p. 194.
[7] Radulfo Falvicêncio, Comentário em Levítico, Prefácio ao livro XIV.
[8] Hugo de São Vítor, De sacramentis. Prólogo, Cap. VII.
[9] Hugo de São. Vítor, De Scripturis et Scriptoribus Sacris Praenotatiunculae, Cap. VI, De ordine, numero et auctoritate librorum sacrae Scripturae.
[10] Letters of John of Salisbury, W.J. Millor S.J. e C.N.L. Brooke, editores - Oxford: Clarendon, 1979 -, Carta 209, páginas 317, 319, 321, 323, 325.
[11] Sancti Antonini, Archiepiscopi Florentini, Summa Theologica, In Quattuor Partes Distributa, Pars Tertia, Tit xviii, Cap vi, Sect 2, De Dilatatione Praedicationis, Col 1043-1044.

Comentários

  1. Olá irmão-san, tudo bem?
    Como cristão e conservador, concordo com QUASE TUDO que Olavo de Carvalho diz, me opondo fortemente a ele por causa do catolicismo, mas sempre procurei ser respeitoso com o mesmo, visto que eu o admiro muito como um pensador mundano. A últimas deles - e essa é a minha dúvida - é que ele vive dizendo que "a inquisição foi uma invenção protestante" (eu escrevi lá, antes de ser bloqueado, o que foi o caso do irmão João Huss e João Wycliff para eles, os católicos) e que há "uma conspiração protestante norte-americana em Hollywood para difamar o catolicismo, inventando mentiras, ao qual eu disse que isso nem era necessário, pois o catolicismo, assim como todas as religiões (vontade de dizer SEITA, mas procurei ser respeitoso para com ele), se queimam a si mesmas, não precisando que ninguém nem sequer "invente mentiras" sobre isso ou aquilo, e que só o fato de ter havido uma inquisição já era motivo de todos os católicos "se vestirem de pano de saco e cinzas" e se arrependerem de tal fato. Pois bem: o que você tem a dizer sobre essas duas mentiras do professor? queria saber a sua opinião já que, ao ver seu site, percebi que você é bem entendido sobre o catolicismo e suas bizarrices.

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    1. Olá, Rafael, a paz.

      Um católico que diz que "nunca existiu inquisição" não se difere EM NADA de um neo-nazista que afirma que "nunca existiu holocausto". Os dois são MONSTROS MORAIS sem nenhum escrúpulo que tentam negar o óbvio para salvar suas ideologias satânicas. Pelo o que eu li no mural do Olavo, ele disse que não existiu "inquisição", mas "inquisições" (no plural), como se o fato de existir "inquisições" (no plural) em vez de "inquisição" (no singular) salvasse a pele do catolicismo. PQP, tem que ser muito retardado mental pra acreditar numa patifaria dessas, e pior, que isso isenta o catolicismo de culpa. Seria como se um nazista dissesse que "não existiu holocausto, mas sim holocaustos". Isso salvaria a pele dos nazistas? Óbvio que não. Na verdade, só serviria para piorar ainda mais as coisas.

      Há pouco material sobre inquisição em português, mas recomendo este artigo do Elisson Freire, refutando as fábulas católicas:

      http://www.resistenciaapologetica.com/2015/02/inquisicao-protestante.html

      Recomendo ainda a segunda metade deste vídeo, onde ele fala sobre inquisição a refuta a lorota católica de que ela não matou quase nada:

      https://www.youtube.com/watch?v=raN2b0fDpPg

      Se você tiver mais tempo, pode ler ainda este estudo bastante aprofundado (em inglês) disponível no link abaixo, que inclusive lista as vítimas da inquisição, os métodos de tortura, etc:

      http://www.bibliotecapleyades.net/vatican/esp_vatican29.htm

      A estratégia que o católico embusteiro toma para negar a inquisição é jogar a culpa do poder civil, como se o Estado matasse pessoas por causa de religião e isso não tivesse nada a ver com a Igreja Católica. Como o Elisson Freire disse no vídeo supracitado, isso é o mesmo que dizer que não foi o cachorro que matou, mas sim os dentes do cachorro. Ora, naquela época não havia a separação entre Igreja e Estado, e o Estado estava submetido à autoridade da Igreja. Houve épocas em que o poder do papa era inclusive superior ao poder dos reis, chegando ao ponto de depor reis, inclusive. O Estado não mataria absolutamente ninguém por não ser católico a não ser que a Igreja quisesse isso. A qualquer momento em que o papa pedisse para parar de matar pessoas por razões religiosas, o Estado pararia no mesmo instante. Algum papa fez isso? É claro que não. Eles deixaram que continuassem matando não-católicos debaixo do nariz deles, e agora esses safados vem com a desculpa imbecil de que a culpa toda recai sobre o Estado e a ICAR não tem nenhuma responsabilidade moral sobre as mortes. Dá vontade de mandar esses monstros morais lá para aquele lugar, onde eles merecem estar. Já chegaram a um nível tão desprezível de monstruosidade que eu já não me surpreendo com nada que vejo.

      Abraços.

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    2. ola amigo lucas, é verdade olha, hoje em nosso país que já é poderosamente protestante Graças a nosso bom Deus também foi palco das sandices católicas que o digam os mortos da tragedia da Guanabara onde a inquisição mandou muitos irmãos huguenotes e de outras confissões ao fundo mar, as autoridades não fizeram nada na época por que simplesmente eram católicos que estavam em posição de poder estatal em especial um certo Nicolas Durand de Villegagnon cavaleiro da Ordem de Malta e diplomata que, como oficial naval, alcançou a distinção e título de vice-almirante da Bretanha. e mancomunados com o clero e com o tribunal inquisitório de fato agiu diretamente através do poder do estado para que acontecessem essas mortes decretadas pela ICAR e sua quadrilha de padres assassinos.

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  2. Lucas, os católicos adoram dizer que a Igreja deles está na Bíblia e, de fato, está. Só que não em Mateus 16:18 e sim em Apocalipse 17. huehuehue.

    Lucas você já escreveu sobre as aparições de Fátima ou sobre a visão da Beata que viu Lutero no inferno ?

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    1. Hushaushausasuh tem toda a razão!

      Sobre Fátima, eu publiquei este artigo onde um padre escreveu um livro desmascarando essa farsa toda:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/02/padre-desmascara-as-de-fatima-e-diz.html

      Sobre as "visões" da beata que "viu Lutero no inferno", sinceramente, se eu me rebaixasse ao ponto de perder tempo escrevendo artigo sobre uma baixaria dessas eu teria que fechar o blog de uma vez. Só alguém muito perturbado chegaria ao ponto de dar crédito a essas "visões", chega a ser ridículo só de pensar na hipótese. Se eu fosse perder tempo refutando cada idiota que sai por aí dizendo que foi pro céu, ou pro inferno, ou pro purgatório, ou que viu isso, ou que viu aquilo, ou que foi pra cá, ou que foi pra lá, eu teria que fazer um blog especificamente sobre isso e ficar 24h por dia escrevendo sem parar. É simplesmente impossível. Se existe mesmo um "inferno", quem provavelmente está lá é essa beata.

      Abraços!

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    2. Pq n acredita ? Ela tbm teve outras visões como a da Virgem Maria dizendo para ela construir um santuário para adorar a trindade. As visões delas são reais, coincidemente o criador das testemunhas de jeová tbm foi visto no inferno. Estranho, não ?

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    3. Cara, francamente, pra alguém que crê em "visões da beata sobre o inferno", não existe refutação teológica, da mesma forma que eu não posso refutar teologicamente os lunáticos que veem Elvis Presley e Michael Jackson em todo lugar, ou os que veem os reptilianos, sereias, duendes, gnomos, Saci-Pererê, Papai Noel, Inri Cristo, Bicho Papão, vampiro, fada do dente, unicórnio, disco voador, etc. O máximo que eu posso recomendar a gente como você é um bom psiquiatra ou um bom manicômio.

      Quer crer nessas sandices? Ótimo, cada um crê no que quer. Mas usar visão de beata sobre o inferno como ARGUMENTO, aí já merece ser internado mesmo. Eu vou começar a contra-atacar citando um monte de visões do céu e do inferno de protestantes, inclusive alguns que viram um monte de papa queimando com o capeta. Vai ser engraçado. Pode começar com essa aqui, que viu o papa João Paulo II no inferno:

      http://noticias.gospelmais.com.br/superpop-pastora-yonara-santo-viu-papa-inferno-75751.html

      HSUAHSUAHSUASHUH

      Excluir
  3. POXA, MUITO OBRIGADO PELAS RESPOSTAS!
    Venha cá: e sobre a "indústria de difamação anti-católica protestante norte-americana bilionária" (rsrs): o que você teria a dizer???
    Paz

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    1. Não passa de puro mimimi e chororô dos olavetes, que inconformados com o passado negro desta igreja assassina se metem a um trabalho árduo de revisionismo histórico para negar TUDO aquilo que os historiadores sempre concordaram (inclusive os historiadores católicos), e depois que alguém mostra na cara deles a história verdadeira da igreja deles eles começam a se vitimizar e se fazer de "coitadinhos". Só pra ter uma ideia de como isso não tem nada a ver com uma "indústria de difamação anticatólica protestante", até o famoso historiador CATÓLICO Paul Johnson admitiu:

      "[Os protestantes] raramente empreendiam perseguições sistemáticas. Não possuíam nenhuma agência equivalente a Inquisição" (Paul Johnson, História do Cristianismo, p. 381)

      Mas na cabeça de olavetes fanáticos, o católico Paul Johnson deve ser um destes "protestantes americanos envolvidos na indústria bilionária de difamação anticatólica". É rir pra não chorar!

      O mais engraçado foi quando o Olavo citou a lista de filmes protestantes "anticatólicos" desta tal poderosa "indústria bilionária de difamação". Na lista, ele citou filmes como "O Poderoso Chefão" e "O Código da Vinci". Sério, esse cara precisa ir se tratar. Já ficou gagá há tempos.

      Você pode ver os prints aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/09/vinte-sinais-de-que-voce-esta-em.html

      Amanhã mesmo eu postarei aqui um artigo novo que eu escrevi sobre o vitimismo católico, não perca :)

      Abraços!

      Excluir
    2. POXA!...
      Irmão-reformado-san, com todo o decoro, mas eu virei seu fã! rs.
      Olhe só que viagem (você já deve ter percebido isso): no campo mundano/político/conservador, Olavo e os olavetes são FANTÁSTICOS. Mas no mundo REAL (ou seja, ESPIRITUAL), eles agem IGUALZINHO AOS COMUNISTAS, HOMO-FASCISTAS, LIBERTÁRIOS, FEMINISTAS e todos os outros que eles tanto criticam - e com razão!!! eu já expus isso na época do Orkut, e tenho percebido isso há alguns anos: quando se entra na área da SALVAÇÃO, eles são TÃO ÍMPIOS QUANTOS OS SOCIALISTAS! chega a ser fantástico como eles AGEM EXATAMENTE DA MESMA MANEIRA: mentiras, vitimismo, ad hominem, palavrões, ofensas et cetera. Eu tive um amigo virtual de Facebook que, ao mostrar a ele tanto passagens da Bíblia quanto uma lista cronológica das heresias e desvios do catolicismo, a partir do ano 300 D.C., ele simplesmente SURTOU, me xingou todo, falou que eu precisava urgentemente de uma vagina (ele falou palavrão) e tudo mais! nesse caso eu confesso: eu não esperava isso dele, que me bloqueou depois! e olhe que ele tinha uma aparência toda piedosa!
      Cara, isso foi uma onda!!
      Paz pra você e muito obrigado pelas respostas. Sério!

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    3. Exato, tenho percebido isso também nessa suposta "nova elite cultural", que usa exatamente O MESMO modus operandi dos esquerdistas e que são espiritualmente tapados, ralé da ralé mesmo, chega a dar pena ver o nível dos caras. Não que a gente deva esperar algo de seguidores de padre Paulo Ricardo (Gargamel), mas nem pra suportar cinco minutos de debate esses caras suportam. Chega a dar pena.

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  4. Lucas, uma dúvida que eu tenho é : Já que a Igreja Católica sempre foi errada e cheia de heresias, então pq Deus só depois de 12 séculos levantou Lutero e outros reformistas ?

    Abraços !

    Obs : Não sou católico e nem quero debater, é apenas uma dúvida minha

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    1. Há uma compreensão incorreta de que a Igreja passou "doze séculos" sem Deus ter levantado ninguém. Talvez isso parta da tese de que "Constantino fundou a Igreja Católica" em 313 e daí começam a contar os 1200 anos. Mas isso é falso. Constantino não criou igreja nenhuma, e mesmo nos séculos que se seguiram a Constantino a Igreja ainda NÃO era chamada de "Igreja Católica Apostólica Romana". Só há sentido em falar em ICAR propriamente dita após o cisma de 1054 d.C. Sim, Constantino paganizou boa parte da igreja do Ocidente, mas a igreja do Oriente ainda permanecia com um evangelho relativamente mais puro (sobre isso eu escrevi no artigo abaixo):

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/09/semelhancas-e-diferencas-entre.html

      Ou seja, a Igreja como um todo não passou 1200 anos em trevas, no máximo a igreja ocidental é que passou um tempo próximo a isso, enquanto a igreja oriental tinha erros mas não tanto como a romana ao ponto de ser considerada "pagã". Então não houve nenhum momento histórico em que cristãos legítimos deixaram de existir.

      Mas por que a igreja OCIDENTAL demorou alguns séculos até surgir alguém como Lutero? Na verdade foi bem antes disso. Lutero não foi o primeiro reformador, ele foi o primeiro que teve sucesso. Vários outros surgiram antes dele, mas estes eram perseguidos, caçados, queimados na fogueira, etc. Entre eles, as três figuras mais notórias eram John Wycliffe (1328-1384), Jan Hus (1369-1415) e William Tyndale (1484-1536). Todos eles deixaram seguidores que mantiveram suas visões, embora em número minoritário em relação aos católicos romanos, obviamente.

      Ainda podemos mencionar aqui a presença de valdenses, anabatistas e morávios neste período pré-reforma. Os últimos foram os maiores missionários daquela época. Mesmo em pequeno número, tinham uma casa de oração com preces 24h por dia.

      A grande pergunta então não é por que Deus deixou a Igreja em trevas por 1200 anos, porque a Igreja como um todo nunca ficou em trevas nem por um segundo. A pergunta também não é por que Deus esperou tanto tempo até chegar Lutero, porque Lutero não foi o primeiro. A pergunta certa é por que Deus permitiu que a igreja ocidental não tivesse um líder que CONSEGUÍSSE romper com o predomínio católico-romano, isto é, por que não havia surgido um Lutero (reformador com êxito) antes. Mas isso seria o mesmo que perguntar, por exemplo, por que Deus demorou milhares de anos para dar a revelação inicial a Moisés, ou por que Deus demorou milhares de anos para Jesus vir ao mundo, ou por que Deus demorou milhares de anos para alguns povos e tribos indígenas poderem ouvir o evangelho pela primeira vez, ou por que tantos profetas e pessoas justas do antigo Israel não conseguiram nem de longe mudar o paganismo dentro do próprio Israel, e assim por diante.

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    2. A história toda de Israel é marcada por inúmeros desvios, e a todo tempo Deus enviava profetas que eram rejeitados pelo povo que preferia permanecer na ignorância da idolatria. Esses profetas não tiveram sucesso, assim como os pré-reformadores não tiveram, se o "sucesso" estiver condicionado ao êxito na missão de romper de uma vez com as trevas espirituais. Veja o caso de Elias: ele pensava estar sozinho em Israel em meio a todo o resto de ímpios, e Deus lhe disse que ainda haviam sobrado sete mil joelhos que não tinham se dobrado diante de Baal. Isso ainda era muito pouco, se comparado aos milhões e milhões que permaneciam na idolatria. Mas mostra que mesmo em meio a uma maioria esmagadora de ímpios, Deus ainda tem o seu remanescente.

      Elias não conseguiu converter Israel como um todo, e os reis que se seguiram continuaram sendo ímpios, e o povo continuou pecando cada vez mais até ser levado ao cativeiro da Assíria. Nem por isso nós chegamos ao ponto de dizer que o ministério de Elias foi um fracasso, ou que Elias estivesse errado simplesmente por não ter conseguido alterar o rumo de todo o povo como um todo, que permanecia em trevas.

      Se fizermos um paralelo da história de Israel com a história da Igreja, há MUITA coisa semelhante. Um ilustra o outro, e o próprio Paulo alertou que isso poderia ocorrer (1Co.10:11). Se você tiver tempo, leia este meu pequeno resumo da história da Igreja:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/05/um-pequeno-resumo-da-historia-da-igreja_8.html

      Deus lhe abençoe.

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    3. Muito massa!
      Foi igual a Jeremias: NINGUÉM SE CONVERTEU, até onde eu sei, coitado!!
      E fora que devemos levar em consideração também as igrejas orientais, que eu acho que viveram até os massacres mulçumanos, e norte-africanas também, eu não sei!
      Paz

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    4. Vale lembrar também, que após o Cisma, o mundo não é como é hoje. Lá, a ICAR só ''comanda'' no ocidente na parte da Europeia, ou seja, se for comparar o ''mundo'' de quando a ICAR comanda o cristianismo após o cisma e depois da reforma é muito diferente.

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  5. As suas afirmações sobre o Canôm Bíblico eu tenho que discordar pois, este canôm não é adotado somente pelos Romanistas, ele é muito antigo e estes livros sempre circularam na vida da Igreja Cristã, por acaso o amigo já leu o livro de Sabedoria, sugiro que o faça caso não tenha feito ele vai de total encontro ao ensino cristão e ainda tem profecias ao respeito de nosso senhor Jesus Cristo, vejamos:

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  6. "12 PERSEGUIÇÃO DO JUSTO, ENGANO DOS ÍMPIOS
    Armemos ciladas ao justo, pois nos estorva: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da Lei e nos difama por pecarmos contra a nossa tradição.
    13 Ele declara possuir o conhecimento de Deus e a si mesmo se chama de ‘filho de Deus’.
    14 Tornou-se uma censura para os nossos pensamentos e simplesmente vê-lo já é insuportável;
    15 sua vida é muito diferente da dos outros, e seus caminhos vão em outra direção.
    16 Somos por ele comparados à moeda falsa, ele foge de nossos caminhos como de impurezas; proclama feliz a sorte final dos justos e gloria-se de ter a Deus por Pai.
    17 Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele.
    18 Se, de fato, é ‘filho de Deus’, Deus o defenderá e o livrará das mãos de seus inimigos.
    19 Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas para ver a sua serenidade e provar sua paciência.
    20 Condenemo-lo a morte vergonhosa, porque, de acordo com as suas palavras, virá alguém em seu socorro!”
    21 Tais são os pensamentos dos ímpios. Mas eles se enganam, pois a malícia os torna cegos:
    22 eles não conhecem os segredos de Deus, não esperam recompensa para a vida santa e não dão valor à honra das almas puras.
    23 Ora, Deus criou o ser humano incorruptível e o fez à imagem de Sua própria natureza:
    24 foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na os que são do seu partido." Sabedoria Capítulo 2; 12-15

    Aqui vemos claramente a pessoa de Jesus e seu martírio,

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    1. O livro de Sabedoria pode ter profecias sobre Jesus, mas nenhum apóstolo ou escritor bíblico jamais as citou ou as aplicou a Cristo, preferindo em lugar disso citar profecias em Salmos e em Isaías até menos expícitas do que essa. Isso pode ser um sinal de que eles não consideravam este livro inspirado, e por isso não fizeram menção explícita a ele. De qualquer forma, não é verdade que os Pais da Igreja o aceitaram como canônico desde o início. A maioria dos Pais rejeitavam ou todos, ou quase todos os apócrifos (deuterocanônicos). Você pode ver sobre isso nessa minha série de artigos sobre o tema, em meu outro site:

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/desmascarando-os-livros-apocrifos-p12

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/desmascarando-os-livros-apocrifos-p2

      Abs.

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  7. EXCELENTE!!! ESTÁ DE PARABÉNS! Sua página devia ser divulgada amplamente!

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    1. Esse padre já explicou:

      http://heresiascatolicas.blogspot.in/2015/02/padre-desmascara-as-de-fatima-e-diz.html

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  9. Vc já escreveu sobre o catolicismo bizantino e romano?

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    1. O catolicismo romano é o que é refutado em todo este blog. Eu não costumo escrever sobre o catolicismo oriental, mas fiz este artigo o comparando com o protestantismo e fazendo uma breve análise do mesmo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.in/2015/09/semelhancas-e-diferencas-entre.html

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  10. Qual a difernça entre religião,Heresia e Ceita?

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    1. Religião é qualquer sistema de crenças de um ser humano em torno de uma (ou mais) divindade. Por exemplo: Cristianismo, Budismo, Islamismo, Hinduísmo, etc.

      Heresia é um termo no meio cristão que designa um engano doutrinário de uma igreja ou uma pessoa declaradamente cristã.

      Seita é um nome dado a igrejas ou grupos que já se distanciaram tanto da verdade que já não podem ser mais considerados autenticamente cristãos. Embora no sentido etimológico designe qualquer facção criada a partir de algo maior (neste outro sentido o próprio Cristianismo é uma seita do Judaísmo, como era considerada no início - Atos 24:14).

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  11. Game Over para as calúnias dos Romanistas. :)

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