31 de março de 2017

Respostas rápidas a mitos católicos comuns sobre o cânon

Resultado de imagem para canon biblico

Este artigo é uma extensão à minha resposta na caixa de comentários deste outro artigo, um dos mais antigos do blog. Um leitor expôs ali as considerações de outra pessoa sobre o cânon, a qual alega ser supostamente “imparcial”, mas sua análise não se difere em nada da de qualquer site tendencioso de apologética católica. Uma vez que já existem vários artigos extensos neste blog sobre o assunto, disponíveis nesta tag, irei abordar as questões de forma resumida e de fácil compreensão.


Mito 1: Existia entre os judeus um “cânon alexandrino”, seguido pela Igreja Romana, e um “cânon palestino”, seguido pelos protestantes.

Falso. Não existia tal coisa como um “cânon alexandrino” concorrendo com um suposto “cânon palestino” (às vezes chamado pelos papistas de “cânon farisaico”), como alegam os apologistas católicos. Não há um único registro histórico antigo relatando essa suposta divisão, e nem mesmo tratando a questão nestes termos. “Cânon alexandrino”, por exemplo, é uma expressão completamente inexistente na literatura antiga, tanto quanto o “cânon palestino”. O que existia era uma coisa chamada cânon judeu, que era o mesmo da Palestina à Alexandria, o qual foi registrado por Flávio Josefo, quando disse:

“Não há pois entre nós milhares de livros em desacordo e em mútua contradição, mas há sim, apenas vinte e dois livros que contêm a relação de todo o tempo e que com justiça são considerados divinos. Destes, cinco são de Moisés, e compreendem as leis e a tradição da criação do homem até a morte de Moisés. Este período abarca quase três mil anos. Desde a morte de Moisés até a de Artaxerxes, rei dos persas depois de Xerxes, os profetas posteriores a Moisés escreveram os fatos de suas épocas em treze livros. Os outros quatro contêm hinos em honra a Deus e regras de vida para os homens. Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja” (Contra Apião)

Este cânon de 22 ou 24 livros (dependendo da forma de numeração) é exatamente o mesmo cânon protestante, isto é, com os mesmos livros, embora no cânon judaico a numeração seja diferente pelo simples fato de que entre os hebreus era comum considerar como um livro único os livros que nós hoje consideramos dois ou mais (por exemplo, 1ª e 2ª Reis eram contados como um único livro, assim como 1ª e 2ª Samuel, todos os doze profetas menores, etc). Este mesmo cânon judaico atestado por Josefo também foi confirmado por numerosos Pais da Igreja, como mostrei neste artigo. Nenhum deles jamais fez essa suposta divisão no cânon judaico que os papistas fazem; todos sabiam que entre os judeus havia um único cânon que era o correspondente ao cânon evangélico do Antigo Testamento que possuímos hoje em nossas Bíblias.

A lenda do “cânon alexandrino” já foi desmascarada por mim neste artigo (altamente recomendado). Na verdade, ele é uma criação recente e moderna dos apologistas católicos, os quais consideram a Septuaginta (LXX) como um “cânon” próprio, e uma vez que ela havia sido redigida em Alexandria, chegaram então à brilhante conclusão de que havia um “cânon alexandrino”. Mas a Septuaginta, como provo no artigo, nunca foi um cânon próprio, e nunca teve a finalidade de mostrar quais livros eram considerados inspirados ou não pelos judeus. Ela era simplesmente uma coleção de livros considerados úteis, o que incluía livros inspirados (canônicos) e não-inspirados (não-canônicos). Ou seja, o único cânon judaico era o mesmo cânon protestante, o que é particularmente importante uma vez que os oráculos de Deus nos tempos do Antigo Testamento foram dados aos judeus e não à Igreja (Rm 3:1-4), ou seja, cabia aos judeus definir essa questão, como eles de fato fizeram.


Mito 2: Os católicos têm como canônicos exatamente os mesmos livros da Septuaginta, rejeitados pelos protestantes.

Falso. Já vimos que a Septuaginta não era um cânon próprio, mas aqui a mentira vai além, e é afirmado que os livros que constam na LXX são precisamente os mesmos que a Igreja Romana aceita como canônicos nos dias de hoje. Nada mais falso do que isso, já que em primeiro lugar nem sequer é possível trazer com precisão quantos livros a LXX original tinha, já que os códices mais antigos e completos da mesma datam do século IV e V, e nenhum deles concorda entre si quanto ao número de livros. Abaixo estão os códices da Septuaginta e alguns livros neles presentes:

Códice Alexandrino (A)
Códice Vaticano (B)
Códice Sinático (Alef)
Baruque, Tobias, Judite, 1ª e 2ª Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, 1ª Esdras3ª e 4ª Macabeus1ª e 2ª ClementeSalmos de Salomão
Sabedoria, Eclesiástico, Judite, Tobias, Baruque1ª Esdras
Tobias, Judite, 1ª Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, 4ª MacabeusEpístola de BarnabéO Pastor de Hermas
Analisando:

1) No Códice Alexandrino, há a presença de muitos livros apócrifos que não estão presentes na Bíblia católica romana, tais como o apócrifo de Esdras (que não tem nada a ver com o Esdras canônico das Bíblias católicas e protestantes), mais dois livros dos Macabeus além dos outros dois que eles já têm, e os Salmos de Salomão.

2) No Códice Vaticano, há novamente a presença do livro apócrifo de Esdras, e além disso faltam os dois livros dos Macabeus, que os católicos têm nas Bíblias deles.

3) No Códice Sinático, há a presença do quarto livro de Macabeus, e além disso faltam os livros de Baruque e de 2a Macabeus.

Em síntese, a alegação de que os católicos seguem os livros da Septuaginta é simplesmente uma lenda tosca e mal inventada. Nenhum códice da Septuaginta tem todos os livros apócrifos incluídos por eles e sem incluir também outros livros que eles também consideram apócrifos assim como os protestantes. Se a Septuaginta fosse mesmo um cânon, seria um cânon gigante que tornaria a Bíblia obesa demais para os próprios padrões romanistas. O que chegaria mais perto disso seria a Igreja Ortodoxa, que tem um cânon maior que o romano, mas como nem eles acertam em todos os livros e já que os ortodoxos não têm um consenso em torno do cânon, então nem eles poderiam reivindicar esse tipo de argumento.


Mito 3: Os judeus só inventaram um cânon no Concílio de Jâmnia, no início do século II d.C.

Nada mais falso. De fato, Jâmnia tratou de diversas questões relacionadas ao Judaísmo e uma delas foi o cânon, mas eles apenas ratificaram o cânon já existente, sancionando aquilo que já era aceito na época de Jesus, sem adicionar ou retirar qualquer livro. Como analogia, o Concílio de Trento aprovou um cânon no século XVI, mas os católicos afirmam que esse cânon já havia sido definido desde o século IV, e que Trento apenas o ratificou. Isso é o mesmo que ocorreu em Jâmnia, de acordo com os estudiosos. Albert C. Sundberg Jr, por exemplo, afirmou:

Jewish sources contain echoes of debate about biblical books but canonicity was not the issue and debate was not connected with Jabneh... Moreover, specific canonical discussion at Jabneh is attested only for Chronicles and Song of Songs. Both circulated prior to Jabneh. There was vigorous debate between Beth Shammai and Beth Hillel over Chronicles and Song; Beth Hillel affirmed that both "defile the hands." One text does speak of official action at Jabneh. It gives a blanket statement that ‘all Holy Scripture defile the hands’, and adds ‘on the day they made R. Eleazar b. Azariah head of the college, the Song of Songs and Koheleth (Ecclesiastes) both render the hands unclean’ (M. Yadayim 3.5). Of the apocryphal books, only Ben Sira is mentioned by name in rabbinic sources and it continued to be circulated, copied and cited. No book is ever mentioned in the sources as being excluded from the canon at Jabneh (Fonte)

Ele ainda termina afirmando que a teoria católica (de que um novo cânon foi definido em Jâmnia, e não meramente confirmado) é hoje «largamente desacreditada» entre os estudiosos sérios. O artigo completo em inglês de Albert C. Sundberg Jr pode ser visto clicando aqui. É por isso que Josefo, escrevendo antes de Jâmnia, já mencionava o mesmo cânon de 22 ou 24 livros ratificado mais tarde, e é por isso também que nenhum apologista católico é capaz de mencionar uma única fonte judaica anterior a Jâmnia onde conste um cânon diferente. Vale lembrar que Jesus e os apóstolos já costumavam citar as Escrituras muito antes de Jâmnia. A expressão “está escrito” ocorre 90 vezes no Novo Testamento e sempre remete a um livro canônico. Isso implica que já havia entre os judeus um cânon, isto é, uma distinção entre o que era livro sagrado e o que não era.


Mito 4: Lutero, o alemão rebelado, bêbado e malvadão, retirou sete livros da Bíblia.

Isso eu nem deveria perder tempo refutando porque já escrevi um artigo inteiro sobre isso, que você pode ler clicando aqui. Lutero não retirou livro nenhum da Bíblia, ele apenas aceitava o mesmo cânon majoritariamente aceito pelos teólogos, clérigos e acadêmicos católicos de sua época. Os chamados “doutores” da Igreja Católica, em suma maioria, sempre aceitaram o cânon de Jerônimo, o mesmo protestante, sem tomar os sete apócrifos como canônicos ou inspirados por Deus. Só depois da Reforma e do Concílio de Trento é que a posição majoritária da Igreja Romana mudou a este respeito, por razões óbvias. O William Webster tem um livro em inglês sobre isso, e o Bruno Lima traduziu parte deste livro em três artigos, publicados em seu blog junto a acréscimos feitos por ele.

Eu recomendei esses excepcionais artigos em uma publicação recente no blog, porque eles são de fato de leitura obrigatória a qualquer pessoa que quiser ter um entendimento do assunto. Aqui, mais uma vez, faço menção a eles, a quem não leu ainda:


Passar todas as dezenas de citações iria além das limitações deste artigo, então me resumo a passar a resenha da própria Enciclopédia Católica a este respeito, que eu creio que não teria nenhuma razão para inventar mentiras e falsidades contra a própria instituição que defende:

“Na Igreja latina, durante toda a Idade Média encontramos evidências de hesitação sobre o caráter dos deuterocanônicos. Há uma corrente amigável a eles, outra distintamente desfavorável à sua autoridade e sacralidade, enquanto oscilando entre os duas estão vários escritores cuja veneração por esses livros é temperada por alguma perplexidade quanto à sua posição exata, e entre estes notamos St. Tomás de Aquino. Encontramos poucos que reconhecem inequivocamente sua canonicidade. A atitude prevalecente dos autores ocidentais medievais é substancialmente a dos Padres Gregos. A principal causa desse fenômeno no ocidente deve-se à influência, direta e indireta, do prólogo depreciador de São Jerônimo. A compilação ‘Glossa Ordinária’ foi amplamente lida e altamente estimada como um tesouro de aprendizado sagrado durante a Idade Média. Ela incorporava os prefácios em que o doutor de Belém escreveu em termos derrogatórios aos deuteros, e assim perpetuou e difundiu sua opinião hostil” (Fonte)

Quando a própria Enciclopédia Católica assegura que antes de Lutero haviam POUCOS que reconheciam inequivocamente a canonicidade dos apócrifos, creio que só o maior cara de pau do planeta poderia continuar batendo na tecla morta de que “Lutero arrancou livros da Bíblia”. Esse slogan serve bem para os propósitos desonestos de uma apologética católica desonesta, mas é completamente alheio à realidade dos fatos.


Mito 5: Lutero e os primeiros protestantes aceitavam os apócrifos, mas a Sociedade Bíblica Britânica os retirou do cânon.

Sim, por incrível que pareça, ao mesmo tempo em que uns afirmam que Lutero retirou esses livros do cânon, outros alegam que Lutero os manteve e que só em pleno século XIX é que a Sociedade Bíblica Britânica os retira do cânon. E o mais hilário é que às vezes as mesmas pessoas que inventam a primeira mentira também inventam a segunda, mesmo sendo alegações contraditórias entre si. O que não é nada anormal dado o fato de que para eles pouco importa a mentira, o que importa é mentir. Nem mesmo precisam combinar as mentiras antes, para não ocorrer algo assim.

A alegação desses senhores é que os apócrifos constavam nas Bíblias protestantes até a Sociedade Bíblica Britânica aparecer em 1804 e tirá-los da Bíblia, o que supostamente implicaria que os protestantes aceitavam o cânon católico até o começo do século XIX. Este é argumento é tão furado e risível que por essa mesma lógica poderia se afirmar que os protestantes consideravam o hinário como parte do cânon, já que os hinos estavam lá, no final das Bíblias! Ou seria o mesmo que alguém daqui duzentos anos sustentasse que nós protestantes dos dias atuais cremos que os mapas, as notas de rodapé, o índice e outras informações presentes em muitas de nossas Bíblias modernas também faziam parte do cânon.

É evidente que o fato de algo constar numa versão da Bíblia não implica necessariamente que aquelas pessoas o considerem inspirado ou canônico. Os primeiros protestantes decidiram manter os apócrifos na Bíblia, geralmente em um apêndice no final, pela mesma razão que Jerônimo os incluiu na Vulgata como apêndice, mesmo sem os considerar canônicos. Isso porque a leitura poderia ser útil ou edificante de alguma maneira, e não por ser inspirado ou poder fundamentar doutrina. É assim que Jerônimo escreve em seu prefácio aos livros de Salomão na Vulgata:

“E, assim, da mesma maneira pela qual a Igreja lê Judite, Tobias e Macabeus (no culto público) mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros [Sabedoria e Eclesiástico] úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja" (Prefácio dos Livros de Salomão)

Creio que não preciso explicar mais nada. A Sociedade Bíblica Britânica decidiu retirá-los de vez da Bíblia para evitar uma possível confusão em torno disso por parte dos leitores mais leigos e menos instruídos, e não porque alguém decidiu que a partir dali o cânon protestante seria diferente.


Mito 6: Os Pais da Igreja defendiam o cânon católico.

Completamente falso. Embora alguns Pais de data mais tardia aceitassem os apócrifos, como Agostinho, em geral os Pais da Igreja costumavam rejeitar a canonicidade de todos ou de quase todos os livros que mais tarde viriam a ser chamados de “deuterocanônicos” pela Igreja Católica. Colocar aqui todas as citações de cada um deles seria por demasiado extenso e cansativo, por isso desafio a ler estes dois artigos que eu escrevi há muito tempo atrás, repleto de citações patrísticas incontestáveis, que até hoje não foram alvo de qualquer contestação por parte dos apologistas católicos:


Os artigos contam com citações bem claras e diretas de Melitão de Sardes, Teófilo, Orígenes, Júlio Africano, Eusébio, Atanásio, Hilário, Apolinário, Epifânio, Cirilo de Jerusalém, Basílio, Gregório Nazianzeno, Rufino, Anfilóquio, os 85 Cânones Apostólicos, o Concílio de Laodiceia, Gregório Magno, João Damasceno e, é claro, Jerônimo. Todos eles confirmando totalmente ou em grande parte o mesmo cânon que mais tarde seria aceito pelos protestantes em consonância com o cânon judeu, patrístico e majoritariamente da própria Igreja de Roma pré-Trento.


Mito 7: Os Concílios de Hipona (393) e de Cartago (397) definiram o cânon de forma dogmática.

100% falso, talvez seja a mentira mais comum sobre o cânon no meio católico. Sim, de fato esses concílios incluíram os apócrifos no final do século IV d.C., mas eram sínodos locais, com jurisdição regional e limitada apenas àquelas regiões ao norte da África, na mesma época. Não se diferia, portanto, em questão de jurisdição em relação ao Concílio de Laodiceia, um sínodo local que rejeitou todos os apócrifos à exceção de Baruque, ocorrido meio século antes (350 d.C), mas misteriosamente nunca citado pelos apologistas católicos que fazem tanta questão de ressaltar Hipona e Cartago como se fossem concílios universais aplicáveis a toda a Igreja da época (o que não eram).

Se os católicos fazem mesmo questão de dogmatizar tudo aquilo que é prescrito em um concílio regional, então teriam que aceitar também o que diz, por exemplo, um concílio liderado por Cipriano, o qual disse:

“Pois nenhum de nós coloca-se como um bispo de bispos, nem por terror tirânico alguém força seu colega à obediência obrigatória; visto que cada bispo, de acordo com a permissão de sua liberdade e poder, tem seu próprio direito de julgamento, e não pode ser julgado por outro mais do que ele mesmo pode julgar um outro. Mas esperemos todos o julgamento de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o único que tem o poder de nos designar no governo de Sua Igreja, e de nos julgar em nossa conduta nela” (Concílio de Cartago, 256 d.C.)

Isso foi determinado em um Concílio de Cartago em 256 d.C em represália a uma intromissão descabida do bispo romano, uma prévia do que viria mais tarde com a ostentação do primado universal, mas nenhum católico o admite ou cita em seus sites. Quando citam é para desacreditá-lo, diminuindo-o pelo fato de ter sido um concílio regional e não ecumênico. Mas quando um novo Concílio de Cartago se reúne 150 mais tarde dizendo alguma coisa que de alguma forma os favorece, aí o conceito muda repentina e drasticamente, e esse Concílio de Cartago vira tão ou mais importante que um concílio ecumênico, com jurisdição sobre toda a Igreja e determinações dogmáticas aplicáveis a todos em todas as épocas. É por isso que não dá para levar a sério esse tipo de apologética, que se resume em malandragem e desonestidade do início ao fim.

É interessante notar as citações dos Pais da Igreja (nos meus artigos que passei no tópico anterior) e dos doutores da Igreja (nos artigos do Bruno que passei no tópico 4). Dos que escreveram depois desses concílios de Hipona e Cartago, nenhum deles afirmou aceitar os apócrifos por causa desses concílios locais. A grande maioria os rejeitava por causa dos prefácios de Jerônimo na Vulgata Latina ou por causa da Glossa Ordinária (também influenciada por Jerônimo), ou seja, para eles Jerônimo e a Vulgata tinham mais autoridade sobre o assunto do que esses tais concílios, não obstante a apologética católica moderna os exalte acima de tudo e de todos, porque não quer admitir o fato de que os apócrifos só foram aceitos dogmaticamente no Concílio de Trento (1545-1563), após a Reforma Protestante e em resposta a ela. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,

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84 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Cara, é inacreditável que essa insistência sobre o concílio de Jamnia e etc. ainda ocorra. Só nos leva a crer que é a única resposta plausível (embora falsa, safada e mentirosa) que os católicos tem para isso, por isso a insistência. Eu imagino Deus conversando com Moisés no monte e entregando a tábua da Lei e dizendo: "Só uma observação, caro Moisés: essa tábua só é válida se daqui a 1.500 anos a reunião de um grupo de notáveis judeus aprovarem, ok? Lembre-se disso!" É claro que isso não ocorreu. Deus definiu o cânon para orientar o seu povo, e o definiu na época certa. É tão difícil entender isso. Quer uma prova. Pergunte à qualquer teólogo judeu hoje em dia qual é o livro de Deus, quais são as escrituras sagradas, o que Deus deixou ao povo judeu como testamento. A resposta será, sem tirar nem por, todos os livros do antigo testamento da bíblia protestante. Só não vê quem não quer, ou quem é fanático.

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    1. Pois é, não coube aos homens "definir" um cânon, mas reconhecê-lo. É como eu digo no meu livro sobre o tema: assim como Newton não "inventou" a gravidade e Colombo não "determinou" a existência da América, a Igreja não decretou quais livros seriam inspirados e quais não são, mas apenas reconheceu como lhe cabe fazer com o auxílio do Espírito Santo quais livros já eram inspirados e quais não eram. É por isso que todos os Pais da Igreja citavam amplamente as Escrituras (incluindo o Novo Testamento) muito antes desses concílios se reunirem (e o mesmo vale para os judeus).

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  3. Qual é a prerrogativa que a ICAR determinou o cânon junto com os Pais da igreja?Que tradição eles apresentam essa falácia?Os apologistas católicos afirmam que nós Protestantes não reconhece a Igreja Romana como verdadeira, por que não conhecemos o "Magistério Infalível" e segundo eles distorcem o que os pais da igreja falaram...será mesmo verdade Lucas?A Paz do nosso Salvador esteja com você!

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    1. Dizer que devemos aceitar a Igreja Romana como verdadeira porque o magistério "infalível" deles afirma isso é o mesmo que dizer que devemos crer no Inri Cristo porque o mesmo alega ser tudo o que diz. É um argumento circular e completamente falacioso. Primeiro eles tem que provar que o magistério deles é o único legítimo, depois eles tem que provar que esse magistério é infalível, e só depois usar esse magistério como um argumento em favor da igreja deles.

      A ICAR não determinou um cânon com os Pais da Igreja em primeiro lugar porque nem existia ICAR na época dos Pais da Igreja. A patrística corresponde ao período entre os séculos I e VII e nessa época não havia uma Igreja Católica Apostólica Romana arrogando ser a Igreja cristã como um todo, a única e verdadeira. Isso é uma construção pós-cisma (1054 d.C). Nenhum Pai da Igreja era católico romano. E mesmo se fosse, só seria ainda mais vergonhoso dado o fato de que os Pais da Igreja rejeitaram fortemente o cânon católico, como mostrei nestes artigos:

      http://apologiacrista.com/desmascarando-os-livros-apocrifos-p12

      http://apologiacrista.com/desmascarando-os-livros-apocrifos-p2

      Por fim, se tem alguém que distorce a todo o tempo o que os Pais da Igreja falam são eles, que repetem sempre as mesmas citações isoladas uns dos outros, sempre fora de contexto e às vezes até falsificada. Mas não adianta discutir, pois eles se consideram os "donos" da patrística da mesma forma que se acham os "donos" da Bíblia - quando na verdade não são donos de mais nada além da mentira.

      Abs!

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  4. Muito bem, Lucas. Formidável seu artigo. Lembro-me que voce postou, algum tempo atras, algo bem parecido. Gostaria de transferir para esse artigo o mesmo comentario que fiz la. É algo interessante, que pode surpreender os católicos principalmente. Atenção: Não havia nos tempos dos profetas um Velho Testamento encadernado num volume só.

    Apesar da paixão católica pela Septuaginta, ela não existia como um livro (se existiu mesmo antes de Cristo). É um engano achar que a septuaginta estava toda encadernada num volume apenas. O códex só foi inventado muito tempo depois de Jesus. O que havia antes era apenas papiro – rolos.

    Veja que em Atos capítulo 8, Felipe encontra o Eunuco e o surpreende lendo o rolo do profeta Isaias. O mesmo aconteceu com Jesus quando entrou numa sinagoga: Lhe deram o rolo do profeta Isaias para ler. Eles não entregaram a Jesus um volume em forma de Livro, mas um rolo:

    “... E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito...”, Lucas 4:17.

    Portanto, caros colegas, católicos: Quem disse que o Velho Testamento estava todo reunido num volume só?

    Mais perguntas: O Velho Testamento em forma de Septuaginta ficava guardado onde, alguns rolos em prateleiras e outros dentro de gavetas? Estavam em ordem livro por livro? Eles tiravam para ler e voltavam a guardar na sequência obedecida hoje ou as vezes o rolo de Gênesis ficava na mesma gaveta do livro de Samuel?

    Supondo que a Septuaginta tenha existido mesmo antes de Cristo - em rolos - rsssssss, então vamos falar dos apócrifos. Estes livros ficavam guardados em que ordem? Ficavam separados para consulta ou eram incluídos nas mesmas gavetas/prateleiras dos outros livros? Os católicos devem estar assustados por que citei gavetas e prateleiras. Provavelmente achavam que o Velho Testamento estava todo reunido num volume só como temos hoje. Esse é o engano fatal, o que não permite que eles estabeleçam como inspirados rolos apócrifos. Quem sabe estes ROLOS ficavam separados dos livros inspirados?

    Ora, se um mestre em Escritura nos dias de hoje tem um livro dos mórmons em sua biblioteca não deve significar que ele o estima como inspirado por que está na mesma prateleira da Bíblia.

    E mais: quantos rolos eram considerados parte do Velho Testamento antes que existisse a família de Judas Macabeus? Outra coisa; Como pode um rolo apócrifo estar incluído no Velho Testamento/Septuaginta se ele foi escrito quase dois séculos depois dela estar supostamente concluída?

    Os problemas são diversos. Por exemplo: a Septuaginta JAMAIS poderia ser traduzida por 72 sábios Judeus sendo seis de cada tribo. Na época da convocação de 72 sábios não existia mais as doze tribos de Israel. Existiam apenas a tribo de Judá e Benjamim. Sendo a tribo de Judá maioria, todos os Israelitas passaram a ser classificados como Judeus, já desde o exílio Babilônico, o que pode ser confirmado por documentos dos Gregos encontrados no ano de 305 até 333 a.C. E mais do que isto, a Torá proíbe a tradução por qualquer Judeu que não seja um Levita. Portanto, se existissem os membros das outras doze tribos, eles não poderiam traduzir.

    O Velho Testamento era um coleção de rolos – 22 rolos inspirados. Flávio Josefo escreveu bem antes do Concílio de Jamina - Banzoli colocou o texto dele no artigo acima - que só haviam 22 livros inspirados reconhecidos pelos judeus, que por sinal eram os guardiões da Palavra de Deus. Esses 22 rolos perfazem os mesmos 39 livros do V Testamento das Bíblias Protestantes.

    Alon

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    1. Perfeito. Esse seu texto esmaga qualquer pretensão papista. Fica cada vez mais complicado sustentar o cânon católico pela LXX. É o principal argumento deles, que evapora cada vez mais.

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    2. Então Lucas, na sua opinião, o que levou a ICAR optar pelo cânon que possui?

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  5. Lucas, o cânon latino (romano) é o mesmo ortodoxo?

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    1. Não, o cânon ortodoxo é mais amplo, veja uma comparação aqui:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Livros_da_Bíblia

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  6. Oi Lucas, eu vi um teólogo protestante afirmar que os deuterocanônicos possuem, pelo menos valor histórico e portanto não devem ser desprezados. Você concorda? Você não acha que os apócrifos possam enriquecer a teologia de alguma forma? ou você é da opinião que os mesmos pouco ou nada se aproveita, e portanto devem ser ignorados?

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    1. Possuir valor histórico é diferente de possuir valor teológico (no sentido de poder fundamentar doutrina). Veja por exemplo o que Jerônimo escreveu sobre isso:

      “E, assim, da mesma maneira pela qual a Igreja lê Judite, Tobias e Macabeus (no culto público) mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros [Sabedoria e Eclesiástico] úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja" (Prefácio dos Livros de Salomão)

      Ou seja, os apócrifos eram considerados "úteis", mas não para fundamentar a teologia da Igreja. Se fosse passar para a linguagem dos dias de hoje, eu os classificaria da mesma forma que classifico os livros cristãos em geral, os quais não são divinamente inspirados e nem são canônicos, mas podem ser lidos e muitos são bastante úteis, mesmo correndo o risco de conter falsos ensinos. É assim que eu encaro todos os livros que leio à exceção da Bíblia, a qual por ser inspirada se distingue de todos os outros tipos de literatura e é a Palavra de Deus expressa e revelada para nós.

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  7. O que são esses tais códice? quem inventou isso? pra que eles servem?

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    1. Os códices eram manuscritos gravados em madeira, uma evolução em relação à escrita em pergaminhos. Vale lembrar que os manuscritos originais tendiam a se perder com o tempo e tudo o que sobreviviam eram cópias. Em relação à LXX, os códices (cópias) mais antigos e bem preservados que temos são os três que mencionei no artigo. Ou seja, se não existisse nenhuma dessas cópias, ninguém saberia hoje como era a LXX. O mesmo vale para a Bíblia e os outros documentos antigos, todos sobreviviam em cópias.

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    2. Mas então existiu 3 Septuagintas? cada uma com uma quantidade de livros? Como saber qual a certa?

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    3. A Septuaginta era uma só. O que há mais de um são as cópias, já que o original não se preservou. Sua pergunta final é a mais interessante: "Como saber qual a certa?". É exatamente este o problema que eu expus no artigo: não tem como saber precisamente. Os católicos sustentam que a LXX original possuía os mesmos livros que eles tem em suas Bíblias, mas isso é simplesmente falso, não tem como provar, e nenhum dos três códices sustenta essa posição alegada, todos eles divergem do cânon católico em uma medida maior ou menor.

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  8. Os principais argumentos que usam em favor da tradição católica é em relação ao cânon do Novo Testamento, alegando que no século 4 havia 300 evangelhos e escolheram 4.
    Ou seja, afirmam que as pessoas viveram no engano por 3 séculos, aceitando evangelhos falsos.
    E tb não bate com a lógica de quanto mais pra trás da história nós formos, mais perto da verdade estaremos, já que alguém do século 2 estava confuso com tantas verdades sobre Jesus e no século 5 já estavam mais seguros

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    1. Isso é totalmente falso. Tanto Justino como Irineu ainda no século II diziam haver apenas quatro evangelhos legítimos. Os quatro evangelhos já eram considerados Escritura desde os primórdios e nunca foram colocados em dúvida. Em contraste, não havia nenhum outro evangelho fora dos quatro que fosse chamado de Escritura pelos Pais da Igreja dos séculos I ao IV, no período em que os conspiracionistas alegam que existiam "300 evangelhos". Essa tese não passa de uma teoria da conspiração bem velha e liberal sem qualquer fundamento histórico. É incrível que, em pleno século XXI, ainda tenha gente acreditando nessas baboseiras (o mesmo vale para o AT, pois tem católico dizendo por aí a asneira de que na época de Jesus havia uns 300 livros considerados Escritura pelos judeus).

      Recomendo este artigo:

      http://apologiacrista.com/os-pais-da-igreja-e-a-sola-scriptura

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  9. Por que você continua postando neste blog, já que você disse na postagem anterior que se rendia?
    Você também disse na postagem anterior que se visse algum católico dizendo "Salve Jesus" ou "A paz do Senhor" você iria fechar o blog para sempre, católicos disseram isso, mas você não cumpriu.
    Você é um mentiroso, sim ou não?

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    1. Parece que alguém aqui está precisando urgentemente de um detector de ironias bem potente...

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    2. A meu ver, se vence uma mentira mostrando a verdade (o que o blog faz). Eu gostaria que o catolicismo fizesse sua apologia comprometido com aquilo que ele alega ser (verdadeiro) e não excluindo o direito de expressão de quem não está convencido de suas ideias.

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  10. Lucas, se você tivesse que passar alguns anos num país onde não existissem igrejas protestantes e nem católicas romanas (claro), mas apenas igrejas ortodoxas (ex. Albânia, Sérvia, etc). Você iria a uma igreja ortodoxa normalmente? Veria as pessoas que ali estão como seus irmãos em Cristo mesmo discordando de alguns aspectos de fé? Ou não participaria de igreja nenhuma?

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    1. Mas por que você iria?
      Acho ortodoxos ainda pior do que católicos, ortodoxos creem na "divinização", isto é, eles entendem que para uma pessoa ser salva ela deve se tornar cada vez mais como Cristo, ou seja, eles negam quase que completamente qualquer noção de salvação pela graça, enquanto que nem católicos romanos chegam neste nível de heresia.

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    2. Pelo menos eu nunca vi um padre ortodoxo se flagelando ao ponto de sangrar e perder os sentidos para alcançar o favor divino, vendendo indulgências para o perdão dos pecados, aceitando dinheiro ou fazendo campanhas para tirar uma alma do purgatório, subindo de joelhos as escadarias do Senhor do Bonfim, andando quilômetros de joelhos descanços na rua para se tornar aceitável a Deus ou fazendo sacrifícios insanos para obter a salvação.

      Sobre o que eu penso sobre as crenças deles, escrevi aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/09/semelhancas-e-diferencas-entre.html

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  11. Lucas, como vai? Estou pela primeira vez no seu blog e gostei...só tenho 17 anos e estou estudando aos poucos seus artigos que são excelentes!Lucas por que você não fala mais do assunto Inquisição , por que nos sites católicos é o que eles mais atacam nós Protestantes com tanta mentira e crueldade...digo isto;eles tiveram a ousadia de dizer que nos Países de maioria Protestante, é por que os Evangélicos proibiram a evangelização católica por isso que os Protestantes é maioria na Europa... será mesmo?Pelo o que estou estudando em fontes primárias, percebi que que os católicos tiveram liberdade religiosa graças aos Protestante devido a História que diz isso ...por ex: Na Alemanha a liberdade foi em 1555, mas oficializada em 1558 e por que de lá pra cá a ICAR não reverteu o quadro por que? na Dinamarca a liberdade foi em 1682...mas foi oficializada em 1849 e também de lá pra cá não reverteu o quadro a ICAR, por que será?lembrando que lá só existe 3% de católicos e vem com essa falácia desses fanáticos não é mesmo Lucas? na Escócia foi em 1689 e a ICAR não reverteu, na Noruega em 1843 e mesmo assim a igreja romana não conseguiu atrair fiéis..chega ser risível a porcentagem lá não chega nem a 3%, Suécia em 1860, Finlândia e em 1923 e mesmo assim os católicos não reverteram e no Reino Unido em 1707 oficializada a liberdade devido aos Protestantes , agora vem com essas asneiras ...estou protestando esses dados devido a um vídeo que o vi do Felipe Aquino da Canção Nova detonando os Protestantes ...agora Lucas não entendo dá onde eles tiram esses dados que nem no livro de História fala a respeito que que os Evangélicos não deram oportunidades de eles evangelizarem ...é um grande absurdo você não acha? é só lembrar do Brasil que a restrição ferrenha era contra quem....concerteza contra nós Evangélicos e vem com esse vitimismo pra tentar enganar e atrair mais fiéis pra seu rebanho , só sei que eles estão perdendo com tantas mentiras descaradas pensando que nós estamos mortos!Jesus te abençõe, me desculpe se sai do tema , mas por que estou chateado e não posso ficar quieto com tantas aberrações contra nós, como se fosse um País católico seria a melhor coisa só fanático pensa assim , o Brasil o maior País católico , mas não tem mudança no estilo de vida ...são mais de 60 mil homicídios , 7 milhões passando fome,sincretismo religioso ao extremo, Idolatria ferrenha e etc. eu me sentiria vergonha sabe de ser católico num País sem mudança.

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    1. Olá, Matheus. Este blog deve ser o blog protestante com mais artigos sobre Inquisição na internet, confira nesta tag alguns artigos já produzidos:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/search/label/Inquisição

      Eu estava escrevendo um livro sobre o tema, que parei no ano passado e pretendo retomar em breve, desmascarando todas essas fraudes católicas desses sites perniciosos que se dizem "apologéticos", mas que na verdade são simplesmente fraudulentos, servem unicamente para enganar e mentir. A alegação católica que você mostrou aí é completamente patética, que moral eles têm pra dizer que os evangélicos proibiam a evangelização católica, quando eles não apenas proibiam a evangelização protestante, mas também ASSASSINAVAM e torturavam protestantes sem nenhum pudor ou modéstia?

      É verdade que os países protestantes por vezes não deram liberdade de culto aos católicos por algum tempo, mas isso porque naquela época a ICAR não se diferia em quase nada de um ISIS dos tempos modernos, uma religião suja, perversa, assassina e terrorista, não tinha nada a ver com essa versão "domesticada" dos dias de hoje, que não oferece mais mal nenhum a ninguém, e tampouco tem poder político para isso. Foi essa religião terrorista que os protestantes proibiram por algum tempo, e mesmo assim apenas por um período e sem precisar assassinar ninguém, de um modo totalmente diferente do que eles nos tratavam na mesma época.

      P.S: E parece que já são 80 mil homicídios por ano, não 60 mil. Realmente esse maior país católico do mundo deu certo...

      Abs!

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  12. Irmão a Paz de Cristo! Lucas queria saber se você tem ou está programando não sei alguns artigos em Espanhol , já que tenho colegas e amigos meus com desejo forte Missionário em Países vizinhos como Argentina, Colômbia, Uruguai, Chile , Equador ...sabe Lucas. artigos em espanhol confrontado o catolicismo ou outras correntes sincréticas religiosas espiritismo ,Tjs e etc..esses meus amigos não sabe a quem recorrer entende irmão, mesmo sabendo o idioma espanhol...poderia dá uma dica? fica com Deus!

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    1. Olá, há tempos atrás eu criei um blog em espanhol mas não pude dar continuidade ao processo porque traduzir é uma tarefa muito mais trabalhosa e que exige mais tempo do que eu pensava, se eu fosse traduzir textos para um site em espanhol teria literalmente que abandonar esse aqui (em português), que é obviamente a minha prioridade. O jeito seria outra pessoa traduzir os meus artigos, mas não conheço ninguém que tenha tempo e disponibilidade (além de conhecer muito bem os dois idiomas). Então o que eu posso fazer é recomendar blogs em espanhol (eu não conheço muitos, mas segue alguns abaixo):

      http://conocereislaverdadmexico.blogspot.com.br

      http://www.conocereislaverdad.org

      http://respuestasevangelicas.blogspot.com.br

      Abs!

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  13. Em Lucas 1:15 diz que João batista era cheio do Espírito santo antes do seu nascimento. Como isso é possível sendo que a pessoa só recebe a habitação do Espirito santo depois que ela nasce de novo pois eu vi um catolico usar esse fato pra defender o batismo infantil.

    É verdade que haverá no mundo a terceira guerra mundial? entre quem?

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    1. Isso é uma hipérbole, o que quer dizer é que João Batista era escolhido pelo Espírito Santo desde antes do seu nascimento, como o foi Jeremias (Jr 1:5). João tinha um propósito especial, porque prepararia o caminho para o Messias. Mesmo que isso não seja uma hipérbole e sim algo literal, ainda assim não teria nada a ver com batismo infantil, realmente não faço ideia de qual malabarismo ele poderia se apropriar para aplicar isso a um batismo, numa época em que batismo nem mesmo existia. Será que ele quer dizer que João foi batizado antes de nascer?

      Se não é hipérbole, apenas implicaria que João foi uma excepcional exceção à regra, no sentido de que todos recebem o Espírito após crerem, e ele recebeu antes. Não tem nada a ver com batismo, portanto.

      Não sei se vai haver terceira guerra mundial. A Bíblia fala de uma tribulação de amplitude global, mas isso não significa necessariamente uma guerra mundial, pode ser apenas uma perseguição mundial aos cristãos e aos judeus em todas as partes. Se vai haver outra guerra mundial, isso vai além do escopo da Bíblia. Eu pessoalmente creio que vai haver uma guerra para cumprir as profecias de Daniel, mas se essa guerra vai ser mundial, aí não dá pra dizer.

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    2. A pessoa disse que uma criança já tem o espirito santo habitando nela e portanto pode já ser batizada nas aguas. Pra que serviu o fato de joao batista ja ter o espirito santo dentro dele ainda criança?

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    3. "A pessoa disse que uma criança já tem o espirito santo habitando nela e portanto pode já ser batizada nas aguas"

      Não, o texto implicaria justamente no contrário. Não faria sentido nenhum o anjo fazer questão de frisar que AQUELA CRIANÇA seria cheia do Espírito Santo desde o nascimento se todas as outras crianças do universo também nascem com o Espírito Santo desde o ventre. Ou o texto é uma hipérbole, ou ele está apresentando algo totalmente novo, inédito até então, algo excepcional que foge à regra (e neste caso o argumento se volta contra ele, porque seria a prova de que crianças comuns não nascem com o Espírito Santo).

      "Pra que serviu o fato de joao batista ja ter o espirito santo dentro dele ainda criança?"

      Exato, é por isso que eu penso ser uma hipérbole, faz pouco sentido pensar em algo literal. Mas pode ser que tivesse algo ver com a sua função específica, diferente da de todos os outros homens, de uma forma que só Deus poderia precisar.

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  14. Lucas, existe uma maneira correta de se ler a Bíblia?
    Eu devo começar a partir de Gênesis ou eu posso adotar outra ordem de leitura?

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    1. Na primeira vez que eu li, eu também li de Gênesis a Apocalipse, mas depois vi que a leitura poderia ser mais produtiva lendo livros que se aplicam mais ao meu campo de estudo. No meu caso, o Novo Testamento. Não acho que exista uma "maneira universalmente correta" de se ler a Bíblia, mas acho que existem formas de leitura que se tornam mais produtivas para os anseios de uma pessoa em particular.

      Por exemplo, muitos acham os livros de Números, Levítico e Deuteronômio chatos demais e acabam se desmotivando e parando de ler a Bíblia ali, quando se pulassem esses livros e lessem os outros iriam pelo menos continuar lendo, não iriam ficar sem ler nada. E eu acho problemático um recém convertido ler a lei de Moisés antes do Novo Testamento, porque vai ficar parecendo na cabeça dele que nós ainda temos que obedecer aquelas leis que, à luz do Novo Testamento, já caducaram.

      E além disso, para um recém convertido seria complicado ler um evangelho espiritualizado demais como o de João, e poderia ser tedioso ler seguidamente os três evangelhos sinópticos (muito parecidos entre si, em grande parte com as mesmas histórias, o que pode tornar a leitura cansativa). O meu conselho pessoal seria escolher Mateus ou Lucas, e depois pular para as epístolas (de Atos a Apocalipse). Mas claro que isso é para um recém convertido, alguém que está começando agora. Para quem já tem experiência, é obrigação ler a Bíblia inteira, incluindo as partes que considere menos relevantes ou mais difíceis e cansativas.

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  15. Olá Lucas!

    Você já leu aquele livro do Rafael Rodrigues: "Manual de defesa dos livros Deuterocanônicos"?

    Se já leu, o que achou dele?

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    1. Olá, não, eu não leio porcarias. Às vezes perco tempo lendo uns artigos dele porque é de graça, mas nunca iria gastar dinheiro com isso. Vale mais a pena esperar o lançamento de uma obra católica de qualidade sobre o cânon do que comprar o livro de um amador que, a julgar pelos seus artigos extraídos do livro, não tem nada a acrescentar além de manipulação desonesta e pobreza argumentacional. E que nenhum papista venha reclamar, porque ele também nunca leu um livro meu, nem faço questão que leia.

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    2. O problema de ele ler um livro seu é que ele viraria protestante na hora.

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  16. Lucas, vc conhece o livro "Eles falaram sobre o inferno" do Marcos Granconato? Seria bem interessante vc dar uma olhada quando tiver tempo, o livro me lembra o seu livro sobre os pais da igreja contra a imortalidade da alma, abs!

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    1. Já vi no site dele, mas não comprei. Não acho que ele tenha descoberto algum texto novo além daqueles típicos que já são usados por todos os imortalistas. Com todo respeito ao Granconato, é certeza que será "mais do mesmo", uma mistura de textos usando a terminologia do "fogo eterno", com textos mal interpretados e outros do século III em diante (quando muitos já criam nessa doutrina). No meu livro já há a explicação e refutação a tudo isso. O livro dele tem 155 páginas, o meu tem mais que o dobro (330), mais uma razão pra pensar que ele não expôs algo novo. Mas se alguém leu e encontrou algum texto inédito e totalmente desconhecido por todos os outros imortalistas e que eu também passei despercebido na minha leitura dos Pais e quiser passar aqui, fique à vontade. Abs!

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    2. Na verdade o que mais me chamou atenção foi ele ter usado pais do século II, dando a enfase de que o inferno foi uma doutrina fundamental na pregação do evangelho naquele tempo (visto que era um tempo de muita imoralidade e os cristãos poderiam acabar se desviano da fé), para assim fazerem os fiéis temerem e não apostatarem
      Acho que se você lesse você teria interpretações diferentes das que o Granconato teve sobre os textos dos pais, pois vocês tem visões diferentes (não falando que você deturparia a interpretação dos textos para provar sua visão sobre o inferno, eu ainda estou estudando para ver qual visão é a correta)
      Abs!

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    3. Lucas, ainda nesse assunto, pelo que eu percebi parece que só Tertuliano acreditava fielmente que o inferno é eterno, achei estranho porque tudo indica que Ireneu de Lião (que nasceu uns 30 anos antes de Tertuliano) não concordava com essa visão. O que ocorreu nesse tempo para Tertuliano defender tanto o tormento eterno enquanto Ireneu parece não ter o mesmo pensamento?
      Abs!

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    4. Muito boa a pergunta, isso eu explico no meu livro a partir da página 134 (o pdf pode ser baixado no link abaixo):

      https://mega.nz/#!flZjxRZI!LcNs95Mourqdnl6TrKrmFDDFYOR9mkCVIDZx0MqjWJc

      Abs!

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  17. Lucas, o que vc me diz sobre o fato que Lutero rejeitou a carta de Tiago e o Apocalipse?

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    1. Outro mito romanista. Lutero nunca rejeitou a canonicidade desses livros, recomendo esses artigos com diversas refutações a calúnias papistas contra Lutero (inclusive essas):

      Em português:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/12/refutando-calunias-contra-martinho.html

      Em inglês (mais completo):

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/01/refutando-calunias-contra-martinho.html

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  18. "Sim, de fato esses concílios incluíram os apócrifos no final do século IV d.C., mas eram sínodos locais, com jurisdição regional e limitada apenas àquelas regiões ao norte da África..."

    Mas eram sínodos locais? E qual a diferença pra vc entre concílio regional e ecumênico? Desde quando protestante aceitam autoridade de alguma jurisdição ou algum concílio ecumênico da Igreja? Já que para vcs Cristo não deixou uma Igreja hierárquica na terra para dirimir dúvidas e questões de fé?

    "Se os católicos fazem mesmo questão de dogmatizar tudo aquilo que é prescrito em um concílio regional, então teriam que aceitar também o que diz, por exemplo, um concílio liderado por Cipriano..."

    Primeiramente se vc ler o conteúdo do concílio de Hipona e Cartago, verá que eles enviaram as Atas para serem APROVADAS POR ROMA. Pois mesmo quando o Bispo romano não se faz presente num concílio, ele deve dar o veredito depois, aprovando ou rejeitando a decisão dos demais bispos. E quanto a esse concílio de São Cipriano, vc deveria saber que ele estava errado no embate contra o Papa Estevão na questão do Rebatismo. Inclusive esse concílio foi excomungado e totalmente anulado pelo próprio Estevão, e todos os bispos que participaram dele, VOLTARAM ATRÁS em sua opinião, isso é contado por São Jerônimo, Santo Agostinho e São Vicente de Lerins, entre outros.

    Agora eu gostaria muito de ver vc mostrar nos pais da igreja, as objeções INVENTADAS pelo protestantismo a respeito destes 7 livros, como por exemplo, quem deles disseram que Macabeus é apócrifo porque ensina orar pelos mortos ou ensina intercessão dos santos? Ou quem dise que o livro de Tobias é apócrifo porque o anjo ensina mentir? etc etc
    Esses 7 livros eram amplamente usados e chamados de escrituras na igreja primitiva desde o início. Embora alguns pais da igreja não os tenham citados em sua lista canônica (assim como alguns livros do novo testamento também), mesmo assim diziam que deviam serem lidos na igreja e não falavam nada sobre ensinamentos heréticos como diz os protestantes hoje.

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    1. Em primeiro lugar quero deixar bem claro que fanáticos sofistas como você não são bem-vindos aqui, se no blogger tivesse opção de bloquear pessoas você já estaria bloqueado há muito tempo, assim como foi bloqueado na minha page (você e todos os seus fakes). Você e sua turma representam tudo o que há de mais nefasto e repugnante na apologética católica: a mediocridade aliada à desonestidade e à ignorância, além de um fanatismo invencível que lhe impede de pensar. Até o Bruno Lima, o cara mais paciente e tolerante de todos os que eu já conheci na vida, teve que lhe cortar do blog dele, de tão insuportável quem um troll como você é. Não sabe nada, não tem argumentos, repete as mesmas asneiras dos blogs católicos sem refutar nada, e depois que é contra-argumentado foge do assunto, repete as mesmas bobagens já refutadas e quer ganhar pelo cansaço. Aqui você não tem espaço.

      Mesmo assim decidi publicar só esse seu post específico para mostrar a todos até que nível chega a mediocridade da apologética católica com seus velhos argumentos sofistas e mentirosos de sempre. TUDO, simplesmente TUDO o que você disse aí são fraudes e mentiras toscas que já foram refutadas há séculos. Vamos começar:

      “Mas eram sínodos locais? E qual a diferença pra vc entre concílio regional e ecumênico? Desde quando protestante aceitam autoridade de alguma jurisdição ou algum concílio ecumênico da Igreja? Já que para vcs Cristo não deixou uma Igreja hierárquica na terra para dirimir dúvidas e questões de fé?”

      Primeiro: da onde que você tirou a ideia de que nós protestantes somos obrigados a crer necessariamente em tudo o que esses concílios dizem? E onde foi que eu afirmei isso no texto? Nem os Pais criam assim, Agostinho foi perfeitamente claro quando disse que os concílios e os Pais da Igreja não eram infalíveis, que tinham autoridade abaixo da Escritura e que portanto poderiam ser corrigidos pela autoridade dela (ou seja, podiam errar):

      “Em primeiro lugar, esta classe de escritos [dos Pais] DEVE SER CONSIDERADO DE MENOR AUTORIDADE, DISTINGUINDO-SE DA ESCRITURA CANÔNICA. Pois tais escritos não são lidos por nós como um testemunho do qual seria ilegal manifestar qualquer opinião diferente, pois pode ser que as opiniões deles sejam diferentes daqueles que a verdade exige a nossa concordância [as Escrituras]” (Letter 93, 10)

      “Por mais respeitado que Ambrósio seja, e por mais santo que sabemos que ele é, ele não pode ser comparado com a autoridade da Escritura canônica” (Da graça de Cristo e do pecado original, Livro I, 47)

      “Nem ouse alguém concordar com bispos católicos, se por acaso eles errarem em alguma coisa, resultando que sua opinião seja contra as Escrituras canônicas” (De unitate ecclesiae, 10)

      “Mas quem pode deixar de estar ciente de que a Sagrada Escritura canônica, tanto do Antigo como do Novo Testamento, está confinada dentro de seus próprios limites, e que ela ESTÁ TÃO ABSOLUTAMENTE EM UMA POSIÇÃO SUPERIOR A TODAS AS CARTAS POSTERIORES DOS BISPOS, e que sobre ela não podemos ter nenhum tipo de dúvida ou disputa se o que está nela contida é certo e verdadeiro, MAS TODAS AS CARTAS DE BISPOS QUE FORAM ESCRITAS OU QUE ESTÃO SENDO ESCRITAS SÃO SUSCEPTÍVEIS DE SEREM REFUTADAS, SE HÁ ALGUMA COISA NELAS CONTIDAS QUE SE DESVIA DA VERDADE” (Do Batismo, Contra os Donatistas, Livro II, 3)

      “Nos inúmeros livros que foram escritos ultimamente podemos às vezes encontrar a mesma verdade como está na Escritura, MAS NÃO É A MESMA AUTORIDADE. A ESCRITURA TEM UMA SACRALIDADE PECULIAR A SI MESMA. Em outros livros, o leitor pode formar sua própria opinião, e, talvez, de não concordar com o escritor, por ter uma opinião diferente da dele, e pode pronunciar em favor do que ele escreve, ou contra o que ele não lhe agrada. Mas, em conseqüência da peculiaridade distintiva das Sagradas Escrituras, somos obrigados a receber como verdadeira qualquer coisa que tenha sido dita por um profeta, ou apóstolo, ou evangelista” (Contra Fausto, Livro XI, 5)

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    2. “Pois os raciocínios de qualquer homens que seja, mesmo que seja católico e de alta reputação, NÃO É PARA SER TRATADO POR NÓS DA MESMA FORMA QUE A ESCRITURA CANÔNICA É TRATADA. Estamos em liberdade, sem fazer qualquer ofensa ao respeito que estes homens merecem, para condenar e rejeitar qualquer coisa em seus escritos, se por acaso vemos que eles têm tido opiniões divergentes daquela que os outros ou nós mesmos temos, com a ajuda divina, descoberto ser a verdade. EU LIDO ASSIM COM OS ESCRITOS DE OUTROS, E EU GOSTARIA QUE MEUS INTELIGENTES LEITORES LIDASSEM ASSIM COM OS MEUS” (Letter 148, 4)

      “Nem eu para prejudicar-te devo argüir com o Concílio de Niceia, nem tu a mim deves argüir com o Concílio de Rímini, como se tivesse de decidir a questão antecipadamente. Nem estou sujeito à autoridade deste, nem estás sujeito à autoridade daquele. PELAS AUTORIDADES DAS ESCRITURAS, NÃO PELAS PESSOAIS DE CADA UM DESSES DOIS CONCÍLIOS, MAS PELAS QUE SÃO COMUNS A UM E AO OUTRO, DISPUTE COISA COM COISA, CAUSA COM CAUSA, RAZÃO COM RAZÃO” (Contra Maximino e Ário, II, XIV, 3)

      Ou seja, a visão protestante e dos Pais da Igreja era de que a Escritura era a autoridade suprema, máxima e final, e que as outras autoridades (como escritos de concílios e bispos) eram respeitadas, mas classificadas em um patamar ABAIXO da Escritura, o que implicava que somente à Escritura se devia submissão total e incondicional, e os demais estavam passíveis de erro caso fosse comprovado que seus ensinos contrariam os da Escritura. Portanto eu não falei dos concílios não serem ecumênicos no sentido de que se eles fossem nós deveríamos crer obrigatoriamente, porque tampouco era essa a crença dos Pais, o que eu disse e ficou bem claro para quem não é mal-intencionado como você é que aqueles concílios REFLETIAM APENAS A OPINIÃO DAQUELAS IGREJAS ao norte da África naquele período, e não um posicionamento oficial de toda a Igreja do Ocidente ao Oriente, e é por essa razão que mesmo nos séculos seguintes os teólogos católicos continuaram seguindo majoritariamente o cânon de Jerônimo (sem os apócrifos). Se ainda não ficou claro, vai ser preciso desenhar.

      Você diz ainda:

      “Primeiramente se vc ler o conteúdo do concílio de Hipona e Cartago, verá que eles enviaram as Atas para serem APROVADAS POR ROMA”

      Deixa de ser mentiroso, as citações que vocês usam nos seus sites são TOTALMENTE FRAUDULENTAS e qualquer um que não seja tão desonesto como você sabe disso. Eis aqui a tal citação que você copia dos sites católicos como supostamente afirmando isso no Concílio de Cartago:

      "Isto se fará saber também ao nosso santo irmão e sacerdote, Bonifácio, bispo da cidade de Roma, ou a outros bispos daquela região, para que este cânon seja confirmado, pois foi isto que recebemos dos Padres como lícito para ler na Igreja”

      Só tem um pequeno probleminha que os patetas da apologética católica ainda não perceberam: esse tal papa Bonifácio aí mencionado reinou de 418 a 422, e o bispo de Roma na época do Concílio de Cartago era Sirício, que reinou de 384 a 399. Isso pode ser constatado na própria Enciclopédia Católica com as datas:

      http://www.newadvent.org/cathen/12272b.htm

      Infelizmente vocês não contavam com essa, a falsificação é tão mal feita que nem o nome do papa acerta!

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    3. Você continua com as mentiras:

      “Pois mesmo quando o Bispo romano não se faz presente num concílio, ele deve dar o veredito depois, aprovando ou rejeitando a decisão dos demais bispos”

      Quanta picaretagem, meu Deus do Céu! Qualquer um que estude um mínimo de história da Igreja sabe que esse discurso católico fajuto não passa de um MITO, muitos concílios eram reunidos sem o conhecimento e às vezes até sem o consentimento dos bispos romanos, e por vezes tomaram medidas que contrariavam seus interesses diretamente. A verdade histórica é que:

      • Nenhum concílio ecumênico foi convocado por um papa; todos foram convocados por imperadores bizantinos.

      • Se o ensino da primazia romana fazia parte da tradição, então esse poder teria sido exercido para resolver as muitas disputas no início da história da Igreja (mas não foi).

      • Um concílio geral podia ignorar as decisões do pontífice romano.

      • As decisões tomadas pelos papas em casos que envolviam outros bispos foram muitas vezes confirmadas por concílios ecumênicos. Isso indica que a própria decisão papal em si não era considerada final.

      Se quiser aprender um pouco sem o viés do fanatismo católico, leia este artigo com todas as citações e referências:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/06/os-concilios-da-igreja-primitiva.html

      Para se ter uma leve ideia, o Concílio de Constantinopla (381), ecumênico, foi presidido por Melécio de Antioquia, que não estava em comunhão com Roma, e o Concílio de Calcedônia (451) foi convocado contra a vontade expressa do papa. Só isso já deveria ser o bastante para deitar por terra o mito de que o papa estava acima dos concílios, como se os concílios precisassem da aprovação do papa para serem aceitos.

      “E quanto a esse concílio de São Cipriano, vc deveria saber que ele estava errado no embate contra o Papa Estevão na questão do Rebatismo”

      E daí? Ninguém aqui está debatendo quem estava certo ou errado na questão do rebatismo, o que está em debate é o fato de aqueles bispos (incluindo Cipriano) NÃO ACEITAREM E NEM RECONHECEREM UMA JURISDIÇÃO ROMANA UNIVERSAL. Eles podiam estar discutindo sobre “biscoito ou bolacha”, que este fato permaneceria o mesmo. Cipriano e os demais bispos não aceitavam um primado papal, e isso fica evidente a partir do momento em que ele rejeita essa pretensão romana enfaticamente.

      O que estava em jogo ia MUITO ALÉM da questão do rebatismo em si, mas dizia respeito a um problema maior: a pretensão de um bispo de se colocar acima de todos os outros bispos, forçando obediência incondicional. Se Cipriano visse o bispo de Roma como um “papa infalível” que está sempre certo sobre tudo e nunca pode ser contrariado, ele NUNCA teria rejeitado sua decisão e muito menos o chamado de “amigo de hereges e inimigo dos cristãos” (Epístola 74). Ele teria simplesmente acatado a decisão papal como qualquer subalterno faz em submissão a um superior. Isso demonstra que essa hierarquia NÃO EXISTIA na Igreja da época. Chore o quanto quiser, mas não dá pra negar este fato.

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    4. Você prossegue:

      “Inclusive esse concílio foi excomungado e totalmente anulado pelo próprio Estevão”

      E desde quando essa “excomunhão” tem algum peso real para alguém fora dos domínios de Roma? Essa excomunhão é tão fajuta quanto a excomunhão do papa contra Lutero ou contra o rei Henrique VIII, ou seja, só vale para a própria Igreja de Roma, não tem valor “per se”. Isso seria o mesmo que dizer que Lutero considerava o papa um herege e por isso o papa era herege. Você não iria considerar este argumento, porque não dá valor à opinião de Lutero, da mesma forma que a opinião do bispo de Roma não tem validade a não ser para si próprio e seus subalternos. Os bispos africanos estavam totalmente alheios a isso e não deram a mínima para a “excomunhão”, e a Igreja de Cartago e seus bispos continuaram sendo considerados parte da Igreja Universal (católica) em todas as partes do mundo, com ou sem a “excomunhão” de Estêvão.

      Você continua:

      “...e todos os bispos que participaram dele, VOLTARAM ATRÁS em sua opinião”

      Mais uma mentira grosseira. Não apenas os bispos de Cartago não voltaram atrás em porcaria nenhuma, como ainda se reuniram em outro sínodo local onde REITERARAM o mesmo posicionamento de antes por VOTO UNÂNIME (Epístola 75 de Cipriano). É incrível a capacidade que vocês têm de distorcer os fatos, chega a níveis surreais.

      Você prossegue em sua ignorância:

      “...isso é contado por São Jerônimo, Santo Agostinho e São Vicente de Lerins, entre outros”

      Mostre aqui, citação por citação, onde é que Jerônimo, Agostinho e Vicente afirmam expressamente que os bispos de Cartago (incluindo Cipriano) VOLTARAM ATRÁS e afirmaram que o bispo de Roma é sim um “bispo dos bispos” que pode presidir sobre todos os demais exigindo obediência absoluta e incondicional. Ah, já sei, você não tem esses textos, porque nunca leu nada de nenhum deles, apenas COPIOU DESCARADAMENTE o que está escrito no artigo do astronauta católico, até mesmo a ordem dos citados você copiou igual, a quem você pensa que engana? Você nunca leu nem estudou nada, é apenas um papagaio de Rafael Rodrigues e sua turma sem personalidade.

      Deixa eu adivinhar o seu próximo passo: agora você vai lá pedir ajuda do seu amiguinho (o astronauta católico) como sempre faz quando está desesperado sem saber nada e precisa de ajuda para “refutar” algo daqui (ou seja, sempre). Vai lá, amigão. Só que tem um problema: dessa vez nem ele pode te salvar, porque NENHUMA das citações desses autores que ele passou no artigo diz que os bispos de Cartago “VOLTARAM ATRÁS”, isso foi você quem disse (ou interpretou errado) pensando que alguém aqui é bobo e não iria perceber a fraude.

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    5. Quanto às objeções finais de heresias nos apócrifos, realmente você não vai encontrar algum autor da época dos concílios (século IV) afirmando que algum livro é herético por ensinar intercessão dos santos, uma vez que nesta época a crença numa alma imortal que sai do corpo depois da morte e que pode orar pelos vivos no Céu já era comum, como eu explico no meu livro “Os Pais da Igreja contra a Imortalidade da Alma” (que refutou totalmente o artigo podre que o seu ídolo astronauta fez contra mim e que está até hoje sem contra-argumentar uma vírgula). Mas isso não significa que não houvessem outros tipos de informações que eram vistas com maus olhos por pelo menos parte dos Pais, o que é visível quando Jerônimo escreve:

      “Que [Paula] EVITE TODOS OS ESCRITOS APÓCRIFOS, e se ela for levada a lê-los não pela verdade das doutrinas que contêm mas por respeito aos milagres contidos neles, que ela entenda que não são escritos por aqueles a quem são atribuídos, que muitos elementos defeituosos se introduziram neles, E QUE REQUER UMA PERÍCIA INFINITA ACHAR OURO NO MEIO DA SUJEIRA” (Epístola 107:12)

      E que não venha me dizer que a designação “apócrifos” que Jerônimo usa não se aplicava aos livros que vocês chamam de “deuterocanônicos”, porque o mesmo disse explicitamente:

      “Este prólogo, como vanguarda com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os livros que traduzimos do hebraico para o latim, de forma que nós podemos garantir que o que não é encontrado em nossa lista DEVE SER COLOCADO ENTRE OS ESCRITOS APÓCRIFOS. Portanto, A SABEDORIA COMUMENTE CHAMADA DE SALOMÃO, o livro de Jesus, filho de Siraque [ECLESIÁSTICO], e JUDITE e TOBIAS e o Pastor [supõe-se que seja o Pastor de Hermas], não fazem parte do cânon. O PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS eu não encontrei em hebraico, O SEGUNDO É GREGO, como pode ser provado de seu próprio estilo" (Prologus Galeatus)

      Ou seja, para Jerônimo os livros adicionais das Bíblias católicas (Sabedoria, Eclesiástico, Judite, Tobias, 1ª e 2ª Macabeus, etc) eram livros APÓCRIFOS, e os apócrifos deviam ser evitados porque se requeria uma “perícia infinita para achar ouro no meio da sujeira”.

      Quero deixar claro mais uma vez que, diferentemente de outros papistas que comentam aqui, VOCÊ NÃO É BEM-VINDO, pois é um tipo de fanático sofista pedante e persistente no erro, que mesmo depois de refutado e destroçado quinhentas vezes ainda tem a cara de pau de voltar sempre com os mesmos argumentos já refutados, além de ser mal-educado, ignorante, sem absolutamente nenhum conhecimento de nada do que diz e sem qualquer capacidade cognitiva para argumentar ou refutar qualquer coisa que seja. Seu único objetivo é fazer a gente perder tempo tendo que refutar tanta bobagem copiada de sites católicos com informações que você próprio nunca pesquisou nem estudou. Volte aqui comentando qualquer coisa que seu comentário SERÁ DELETADO SEM LER, como eu já faço com os comments do mito Gleyson (esse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=A240Z4qEWJk). Refutei essa para mostrar o nível de desconhecimento e desonestidade que vocês são capazes de chegar, mas debater com tipos como você é só querer perder tempo e jogar pérolas aos porcos. Volte a puxar saco do Rafael que você ganha mais.

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  19. Lucas eu estava lendo seus estudos sobre batismo infantil e creio que algumas coisas ali estão estranhas.De fato já no seculo 2 há evidencias de que os cristãos já batizavam seus bebês, uma vez que criam no batismo como uma forma de remissão de pecados.Esse chocante desvio apostolico é encontrado poucas decadas depois de concluido o NT. Alguns documentos do seculo 2 que o atestam são a espistola de barnabé(11:1,11), o pastor de hermas(11:5,93:2-4), justino de roma ( primeira apologia 66:1) e teófilo de antioquia(a autolico 2:16).
    Quando vc cita Tertuliano vc deve entender que ele foi contra o batismo infantil porque ele entendia que o arrependimento para perdão de pecados mortais só poderia ocorrer uma vez depois do batismo. Dai Tertuliano disse que o batismo deve ser adiado até que a pessoa se sentisse mais distante do perigo de cometer pecados mortais como adultério, assassinato, etc...

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    1. Vamos lá. A citação de Barnabé:

      “Pesquisemos se o Senhor teve intenção de falar antecipadamente sobre a água e sobre a cruz. Quanto à água, está escrito que Israel não teria recebido o batismo que leva à remissão dos pecados, mas que eles próprios teriam constituído um. Com efeito, diz o profeta: Pasma, ó céu, e que a terra trema ainda mais! Pois este povo cometeu mal duplo: eles me abandonaram, a mim que sou a fonte viva da água, e cavaram para si mesmos uma cisterna de morte. Por acaso, o Sinai, minha montanha santa, é rocha deserta? Vós sereis como os passarinhos que voam, quando se lhes tira o ninho. E o profeta diz ainda: Eu marcharei à tua frente, aplainarei as montanhas, quebrarei as portas de bronze, despedaçarei as trancas de ferro, e te darei tesouros secretos, escondidos, invisíveis, a fim de que saibam que eu sou o Senhor Deus. Tu habitarás numa caverna alta de rocha sólida, onde a água não falta nunca. Vereis o rei em sua glória e vossa alma meditará no temor do Senhor” (Epístola de Barnabé, 11)

      Aqui não fala nada de batismo infantil.

      As citações de Hermas:

      “Ouve, portanto, as parábolas da torre, pois eu vou te revelar tudo. Não me incomodes mais, pedindo-me revelação, pois essas revelações podem acabar. Tu, porém, não pararás de pedir revelações, pois és insaciável. A torre que viste em construção, sou eu mesma, a Igreja, que viste e antes” (Pastor de Hermas, 11:5)

      Aqui nem de batismo fala.

      “O selo é a água: eles descem à agua e daí saem vivos. Também a eles foi anunciado esse selo, e eles o usaram para entrar no Reino de Deus” (Pastor de Hermas 93:2)

      Aqui nada fala de batismo infantil. Aliás a citação fala de “DESCER À ÁGUA”, isso diz respeito ao batismo por imersão em um rio e não a um batismo por aspersão em um bebê.

      A citação de Justino:

      “Este alimento se chama entre nós eucaristia, da qual ninguém pode participar, a não ser que creia serem verdadeiros nossos ensinamentos e se lavou no banho que traz a remissão dos pecados e a regeneração e vive conforme o que Cristo nos ensinou” (Primeira Apologia, 66:1)

      Aqui de novo nada fala de batismo infantil, só diz que para participar da Ceia era necessário ser batizado e crer verdadeiramente nos ensinamentos de Cristo. Na verdade se isso prova alguma coisa prova o contrário, já que os bebês não podem “crer verdadeiros nossos ensinamentos”, então presume-se que também não estariam aptos a se “levar no banho” (=batismo). Ou seja, a citação simplesmente não se aplica aos bebês., está falando de pessoas adultas, que já podem crer.

      Fui conferir a citação de Teófilo e novamente não tem nada a ver, nem de batismo fala. Você pode acompanhar aqui:

      https://domvob.wordpress.com/2012/02/02/primeiro-livro-de-sao-teofilo-de-antioquia-a-autolico/

      Em síntese, recomendo ser mais crítico em relação a essas citações de internet, porque elas muitas vezes não remetem aos documentos originais e são apenas citações de citações, não significa que sejam sempre falsas, mas muitas vezes o são, e assim acabam enganando muita gente. Sempre quando for possível, averigue a autenticidade da citação nas fontes originais. Os Pais do século II já falavam em “lavar os pecados” pela água do batismo, mas não aplicavam isso aos infantes, e essa é a mesma terminologia usada na Bíblia (veja 1ª Pedro 3:21; Atos 22:16; Hebreus 10:22, etc). O que essa linguagem significa exatamente e no que ela implica é questão de outro debate, mas isso não implica necessariamente em batismo infantil. O próprio Tertuliano (que você afirma que não aceitava o batismo infantil) falava que o batismo limpava os pecados (Do Batismo, 1), então crer que batismo lava pecados não implica que se creia em batismo infantil.

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  20. Na Escócia você torce pro Rangers ou pro Celtic?

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  21. Oi Lucas.
    Mas você lê livros de teólogos católicos (não me refiro a amadores)? Na minha opinião existem bons teólogos católicos e ortodoxos que merecem ser lidos apesar de suas convicções.

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    1. Sim, embora eu leia bem mais livros de história do que de teologia (de autores católicos ou não).

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  22. Olá Lucas, a paz!
    Venho pensando ultimamente e acabei vendo que nó falamos muito das idolatrias com relação á Maria, os santos menores e etc, mas percebo que antes de tudo o católico AMA, em primeiro lugar sua instituição religiosa.
    Não posso deixar de notar tb que muitas acusações feitas contra evangélicos parecem cair como luva para a maioria dos católicos romanos, como dizer dizer por exemplo que nós temos o cerebro 'lavado' nas igrejas por pastores , quando fica mais que claro que um católico pra ser católico,a ponto de negligenciar as escrituras em detrimento á sua religião apóstat, sofreu desde a infância uma doutrinação radical,sutil e lenta ao ponto de formar assíduos defensores do indefensável. A ICAR e o marxismo das universidades tem um ponto em comum : são perigosos doutrinadores e 'lavadores' de mente que não se pode subestimar. A questão é: eles aprendem a amar a igreja deles ao ponto de não verem mais nada além do horizonte limitado de Roma. Não seria o amor deles á igreja uma idolatria em si?

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    1. Olá.
      A pergunta não foi feita a minha pessoa mas, a meu ver, a resposta é uma só: ARROGÂNCIA.

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    2. Olá Nataly, você disse tudo. Uma das maiores marcas de um católico fanático é o fanatismo pela instituição religiosa dele, que é idolatrada acima de qualquer outra coisa. Se você parar pra pensar, todo sistema tirânico tinha (ou tem) essa marca. Os nazistas idolatravam o nazismo, os fascistas idolatravam o fascismo, os comunistas idolatravam/idolatram o comunismo, os nacionalistas idolatravam/idolatram o Estado, e assim por diante. Primeiro cria-se um vínculo profundo de ligação com a instituição, fazem toda a lavagem cerebral para pensarem que essa instituição é a coisa mais maravilhosa do mundo que vai salvar o planeta de todos os males, e então, depois de fanatizá-las, conseguem manipular as pessoas a concordarem com qualquer mazela ou monstruosidade que essa instituição pratique.

      Veja como isso deu certo na Igreja Romana: uma instituição marcada em sua história por perseguir, torturar e assassinar seus oponentes religiosos, que praticava e apoiava a escravidão, que teve parte no extermínio de índios e minorias, que vendia a salvação em indulgências e falsas relíquias ridiculamente inventadas para enganar os trouxas, que caçava as bruxas e praticava terrorismo tanto psicológico como físico, que forçava conversões, que se aliou a ditaduras fascistas e tolerou Hitler, que sempre foi abertamente contra a liberdade de pensamento, a consciência individual e o Estado laico, que tem as mãos mais sujas de sangue do que todas as outras instituições cristãs juntas, e mesmo depois de tudo isso, seus adeptos ainda chamam essa mesma instituição religiosa de "SANTA IGREJA", e pior, muitos ainda alegam que é errado chamar a Igreja (Romana) de "santa e pecadora", porque ela é só "santa".

      Daí da pra perceber um pouquinho da profunda lavagem cerebral praticada e sofrida nesses meios, é realmente triste.

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    3. Pois é, e eu imagino a cara de todo católico fervoroso ao deparar com Cristo e ver que estava sob 'hipnose' a vida toda. É triste mesmo.

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    4. Olá Lucas.
      Não retiro uma vírgula sobre o que você escreveu sobre a ICAR mas gostaria de fazer uma ressalva (não uma contestação): Existem bons teólogos católicos que reconhecem e não compactuam com as mazelas da ICAR (pe Mário de França Miranda) e não vêem cristãos protestantes e ortodoxos com animosidade e desprezo (Karl Rahner). Muitos deles negam abertamente dogmas católicos como infalibilidade papal (Hans Küng), tradição igual as Escrituras (Yves Marie-Joseph Congar) entre outros temas. É falsa e crença que o universo católico é um mar de concordância e uniformidade.

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  23. Você gosta de Gabriela Rocha?

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    1. Em geral eu não gosto de música brasileira, mas duas dela são boas (Creio que tu és Cura e Eu sou Teu), embora sejam traduções de músicas americanas.

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  24. Lucas,faltou essa MITO aqui daquele maculo que se chama Lávio Pareschi:

    "Sem a igreja católica a sua Bíblia NAO TEM BASE"

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    1. Mas essa daí já entraria na coleção de pérolas da série dos zumbis tridentinos, e não aqui ;p

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  25. Veja esse site Lucas banzoli. Abaixo do vídeo principal vc irá ver um título e subtítulo escrito: "Brasil" - Subtítulo= A última cruzada. Como se a cruzada fosse algo bom. E muitos católicos conservadores querem passar essa imagem utópica.

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    1. Acho que você se esqueceu de passar o site, assim eu não posso conferir a pérola :)

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  26. Boa tarde, Lucas! A paz de Cristo esteja contigo!
    Estive algum tempo lendo os vários pontos deste blog (e é bem amplo) mas não consegui localizar onde você, de uma forma concisa, expõe como foi REALMENTE definida a lista de livros que compõe a Bíblia. Você poderia por favor indicar o link onde poderia encontrar esta descrição?

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    1. No blog do Hugo há dois bons artigos sobre isso, um sobre como foi formado o cânon do AT e outro sobre o do NT, escritos pelo Fernando D. Saraví. Segue os links:

      http://conhecereis-a-verdade.blogspot.com.br/2010/01/o-canon-do-antigo-testamento.html

      http://conhecereis-a-verdade.blogspot.com.br/2010/04/formacao-do-canon-do-novo-testamento_2248.html

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    2. Paz de Cristo, Lucas!
      Muito obrigado pela pronta resposta!
      Mas fiquei com uma dúvida: no artigo do NT coloca-se como processo de formação do cânon o discernimento dos Padres da Igreja sobre os livros, processo este que tomou séculos.
      Mas se pegarmos a maioria destes mesmos Padres, estes também defendem os livros deuterocanônicos do AT. Não seria uma incoerência reconhecer a autoridade destas pessoas no discernimento dos livros no NT e negá-lo no AT?
      Peço desculpas por não estar acertando a minha identificação correta e assim entrar sempre como Anônimo. Sou Fernando Coan.

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    3. Há duas imprecisões aqui. Primeiro que os Pais da Igreja, em suma maioria, não criam em todos ou em quase todos os livros apócrifos. Sobre isso eu escrevi nestes artigos com dezenas de citações explícitas que não deixam qualquer margem de dúvida:

      http://apologiacrista.com/desmascarando-os-livros-apocrifos-p12

      http://apologiacrista.com/desmascarando-os-livros-apocrifos-p2

      O segundo erro é pensar que o cânon bíblico se fundamenta na AUTORIDADE dos Pais da Igreja. Sobre esse equívoco eu trato em um artigo mais recente, esse aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/09/a-igreja-catolica-esta-acima-da-biblia.html

      Os Pais da Igreja apenas reconheceram o cânon, eles não "decretaram" o cânon ou o "criaram", pois a autoridade dos mesmos é intrínseca aos próprios livros e não depende do decreto de nenhuma autoridade humana, mas da inspiração do Espírito Santo.

      E mesmo que todos os Pais usassem de autoridade para decretar quais livros seriam inspirados e quais não, e ainda que esse "cânon patrístico" do AT fosse o católico romano com os apócrifos, isso também não provaria nada, porque a responsabilidade a respeito do AT não recai sobre a Igreja que nem existia ainda, mas sobre os judeus, que eram o povo de Deus na época do AT, ou seja, na antiga aliança. Foram eles que receberam os oráculos ou palavras de Deus, como diz Paulo em Romanos 3:2, numa época em que sequer existia Igreja para decidir algo a respeito disso. Quando a Igreja surgiu já existia AT, Jesus já citava o AT, os evangelistas e apóstolos também já citavam, e se eles já citavam é porque já existia um conjunto de livros considerados Escritura Sagrada, ou seja, um cânon. Em outras palavras, os apóstolos não criaram um cânon à parte, eles seguiram aquilo que já era considerado canônico pelos judeus de seus dias, com a diferença de que como cristãos acrescentaram também o NT, que consiste na doutrina de Jesus. E, como todo mundo sabe, o cânon judaico é o mesmo cânon protestante, com o mesmo conteúdo, os mesmos livros.

      Abs!

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  27. Lucas,

    Alguns pontos estamos em acordo mas em alguns, se eu não estiver sendo inconveniente, gostaria de aprofundar o debate:
    1- Sem dúvida o Espírito Santo é o inspirador e mentor (desculpe este termo que pode parecer impróprio, mais é o que melhor vem em minha mente agora) de todas as fases que dizem respeito à Sagrada Escritura: os fatos históricos, a escrita dos hagiógrafos, o discernimento de quais textos comporiam a Bíblia e, naturalmente, na interpretação dos textos em seus aspectos literais e espirituais. Mas não podemos esquecer que o Senhor utiliza (não porque necessite, mas porque quer) instrumentos humanos nestes 4 processos. Sem dúvida a autoridade canônica é de cada livro, por si só, mas se não há pessoas inspiradas pelo Espírito Santo, para humanamente atestar esta verdade, seria impossível para o Seu povo receber a Escritura. Um exemplo em outro contexto, mas que prova esta situação, é a profissão de Fé de Pedro ao dizer que Jesus era o Cristo, filho de Deus, ao que o Senhor disse que não foi a carne, mas o Pai do Céu que lho revelou; ao contrário da postura de Pedro temos a ação de dezenas de pessoas que cuspiram, açoitaram e crucificaram Nosso Salvador. Pedro foi o escolhido para naquele momento professar a Fé. Lógico, depois muito outros o fizeram, mas Pedro foi o instrumento naquele instante. Assim, se não reconhecermos que hoje temos o cânon graças ao trabalho de séculos de discernimento divinamente inspirado pelos Pais da Igreja, que outra explicação teríamos? Poderoso é Deus para ter escolhido qualquer outro método/processo mas aparentemente não foi esta a escolha Dele.
    2- Sem dúvida, os Pais da Igreja unanimemente não criam em todos os deuterocanônicos do AT, assim como não criam unanimemente em todos os deuterocanônicos do NT. No link que você indicou http://conhecereis-a-verdade.blogspot.com.br/2010/04/formacao-do-canon-do-novo-testamento_2248.html (muito interessante o artigo, aliás), cartas de Pedro, João, Tiago e o Apocalipse são questionados, mas aí entra o discernimento, divinamente inspirado, ao longo dos séculos para trazer a verdade.
    3- Por fim, talvez esta seja a minha observação que gere mais controvérsia! (mas se não houver controvérsia, não tem graça rsrs). Os saduceus não criam na ressurreição, nos anjos e nos espíritos (Mt 22,23; Mc 12, 18-27; At 23,8). Isso não é evidência que na época de Cristo não houvesse um consenso dos Livros Sagrados? Ok, eu li no seu blog (ou teria sido no do Fernando Saravi?) uma argumentação que eles criam nos mesmos livros que os fariseus, no entanto ele teriam uma interpretação diferenciada (talvez mais literal) da Escrituras. Bem, este argumento me parece frágil quando vemos tão explicita a ressurreição em Daniel (Dn 12,2), Isaías (Is 26,19), Oséias (Os 6,2) ou Ezequiel (Ez 37, 12-14). Como é possível alguém não crer na ressurreição e tomar como sagrados estes livros?
    Obrigado!

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    1. Como eu disse, os Pais da Igreja reconheceram o cânon, mas eles não tinham autoridade para decidir quais livros seriam inspirados e quais não seriam, porque a inspiração é anterior pelo Espírito Santo, e isso é apenas revelado aos cristãos que por sua vez reconhecem essa inspiração prévia. Na prática isso significa que, embora os cristãos pela luz do Espírito Santo possam chegar a um consenso em relação aos outros inspirados, eles não têm a autoridade para mudar qualquer coisa nesses livros, no sentido de tirar ou acrescentar alguma doutrina nova; a eles cabe reconhecer o cânon e então se submeter a ele. Digo isso porque os papistas têm o conceito de que a Igreja Romana está acima da Bíblia e por isso qualquer coisa que definir doutrinariamente estará sempre certo independentemente de ser flagrantemente não-bíblico, o que é um absurdo.

      Sobre os saduceus, não se surpreenda, porque até hoje existem cristãos que rejeitam a doutrina da ressurreição da carne, eu inclusive já debati com alguns deles, como você pode ver abaixo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/12/debate-sobre-o-preterismo-lucas-banzoli.html

      Por causa disso mesmo eu tive que escrever alguns artigos onde provo a ressurreição da carne na Bíblia, como esses dois:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/12/refutando-os-neo-gnosticos-que-negam.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/08/refutando-os-neo-gnosticos-que-negam.html

      Basicamente o que os negacionistas da ressurreição fazem é espiritualizar (ou seja, interpretar alegoricamente) todos os versos que falam da ressurreição dos mortos, então se isso acontece hoje em pleno século XXI não apenas com quem segue o AT mas também com quem segue o NT, imagine com eles que só tinham o AT e alguns trechos como os que você citou. É surreal mesmo, mas se você for pensar bem, os católicos e outras seitas também defendem um monte de doutrinas em expressa contradição com a Bíblia, de forma tão explícita quanto a questão da ressurreição (o culto e a invocação dos mortos, por exemplo). Não é por alguém seguir a um livro, que irá necessariamente interpretá-lo corretamente, seguindo uma linha de interpretação literal ou mesmo ser intelectualmente honesto na interpretação.

      Abs!

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  28. Sobre os saduceus, a hipótese que você levantou deles não aceitarem a ressurreição por uma má interpretação (seja por ignorância ou má fé) é bem razoável, mas para analisá-la realmente preciso de uma evidência histórica desta linha de raciocínio. Fiz uma pesquisa e não encontrei nenhuma evidência contra ou a favor desta tese. Então voltei a Mc 12, 18-27 para tentar encontrar alguma “pista” sobre este assunto. Chamou-me a atenção a estória que os saduceus utilizam (uma mulher 7 vezes viúva). Será que eles criaram esta estória ou ela tem algum paralelo no AT? Bem, talvez seja apenas coincidência, mas o Livro de Tobias tem como história central a jovem Sara, que casou com 7 homens, e o demônio Asmodeu que os matava, até que com a ajuda do anjo Rafael ela livrou-se deste suplício. Não seria plausível que os saduceus quisessem de uma vez só desacreditar a fé na ressurreição e ridicularizar um livro aceito por muitos, porém não aceito por eles, que tratava também da ação angélica no mundo (outro artigo de Fé que renegavam)? De qualquer forma, ao responder, Nosso Senhor corroborava estes pontos daquela Escritura. Aliás, nos deuterocanônicos do AT há vários pontos confirmados por passagens do NT, como por exemplo: há 7 anjos que assistem ao Trono de Deus (Tb 12,15 e Ap 8,2); a origem e a data da Festa da Dedicação (1Mc 4,59 e Jo 10,22); a história da mãe que viu seus 7 filhos martirizados, os quais buscavam uma ressurreição melhor por serem fiéis a Lei (Hb 11,35 e 2Mc 7), este ponto sem nenhum tipo de paralelo nos outros livros do AT; e ainda a questão do desaparecimento da Arca da Aliança ,talvez o objeto mais sagrado dos judeus, que não é citado em nenhum livro do AT, exceto no livro dos Macabeus, que descreve como o profeto Jeremias a escondeu. Será que estes livros deuterocanônicos não eram realmente aceitos pelos cristãos?
    Sobre a questão dos Padres da Igreja, vou fazer um comentário, que talvez fosse até mais conveniente eu fazê-lo em outra sessão do blog para não “bagunçar” os temas (se for o caso eu poderia repeti-lo depois no local correto). Acho que para avançarmos neste tema dos Padres da Igreja temos que primeiro alinhar o entendimento que cada um de nós têm do que seja Igreja. Se a Igreja fosse apenas uma organização exclusivamente humana, eu estaria 100% de acordo com você! Mas quando lemos Atos vemos que a perseguição à Igreja foi classificada pelo Cristo como uma perseguição a Si Próprio (At 9, 1-6), confirmando assim seu discurso no Evangelho em que afirma “eu sou a videira, vós sois os ramos”. Mais tarde, Paulo explicará melhor esta realidade em Efésios 4 e 5 quando ele afirma que todos nós somos membros de Seu Corpo, do qual Cristo é a cabeça. Havendo um só Batismo, uma única Fé, um único Deus e um único Corpo, que é chamado de Igreja, Paulo garante o amor que o Salvador tem por ela, a ponto de ter morrido por sua Igreja. E este amor é tão forte que nem a morte pode nos separar Dele (Rm 8, 38-39). Assim, a Igreja não pode ser apenas um bando de padres e bispos brigando entre si e cometendo pecados. A Escritura, conforme acima, afirma que a Igreja é o Corpo de Cristo, com ele sendo sua cabeça. Se acreditamos que o Corpo de Cristo é uma realidade assim, não é uma blasfêmia professar que da Igreja, Corpo de Cristo, surgiu a Bíblia como temos hoje. Claro, ao longo da história vemos muitos pecados, mas Ele garantiu que estaria conosco todos os dias até o final dos tempos (Mt 28,20) e que o Paráclito nos ensinaria muitas outras coisas e se, apesar de todos os abomináveis pecados, Jesus ainda assim reconhecia a autoridade dos fariseus para ensinar (Mt 23, 2-3), quanto mais a autoridade da Igreja pela qual ele morreu para que esta pudesse se apresentar pura e imaculada (Ef 5, 25-27).

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    1. O argumento de que os apócrifos católicos sejam canônicos por serem citados em livros canônicos é totalmente ruim. Se fosse assim teríamos que canonizar também o livro de Enoque, citado por Judas:

      “Enoque, o sétimo a partir de Adão, profetizou acerca deles: ‘Vejam, o Senhor vem com milhares de milhares de seus santos, para julgar a todos e convencer a todos os ímpios a respeito de todos os atos de impiedade que eles cometeram impiamente e acerca de todas as palavras insolentes que os pecadores ímpios falaram contra ele’” (Judas 1:14-15)

      Judas considerava Enoque canônico por ter citado o livro dele? Se isso for verdade, então não apenas os protestantes estão errados, mas os papistas e ortodoxos também; em suma, toda a cristandade. E eu nem preciso dizer que também muitos outros livros não-canônicos são citados em livros canônicos ou pelo menos aludidos, como é o caso da Assunção de Moisés aludida em Judas e até de poetas pagãos citados por Paulo. As pequenas alusões aos “deuterocanônicos” são apenas mais uma nesse montante. Não prova absolutamente nada. Provaria apenas se a Escritura os citassem COMO ESCRITURA, seja de forma explícita ou implícita, através da expressão “está escrito”, que ocorre em 90 vezes no Novo Testamento em alusão a textos do Antigo, mas nunca para algum apócrifo.

      Seu argumento sobre a mulher em questão ser a citada no livro Tobias também é muito ruim, pois está muito claro no próprio texto que os saduceus não estavam fazendo alusão a mulher alguma do passado, mas sim a uma que viveu ENTRE ELES naquela época mesmo:

      “Ora, HOUVE ENTRE NÓS sete irmãos; e o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão” (Mateus 22:25)

      Então era uma mulher contemporânea deles, e não a do livro de Tobias. Usar esse texto como “evidência” em favor de um deuterocanônico é querer ver chifre em cabeça de vaca.

      Seu texto sobre o conceito de Igreja é prolixo e não diz nada com nada. Tudo o que você escreveu aí é o que todos já sabem, os textos bíblicos que você citou são os que eu e os demais evangélicos já lemos quinhentas vezes, e nenhum deles prova nada sobre a Igreja ser apenas a hierarquia ou uma instituição religiosa em específico. Muito menos a romana. É lógico que a perseguição de Paulo à Igreja era uma perseguição ao próprio Cristo, porque ele não estava perseguindo instituições ou hierarquias, mas os próprios cristãos, o povo de Deus.

      A Igreja é o povo de Deus, o corpo de Cristo, onde quer que estejam. Onde houver dois ou três reunidos em nome de Jesus em espírito e em verdade, ali está o Seu corpo, ali está a Igreja. Jesus não morreu por uma instituição; Jesus morreu por nós, homens e mulheres pecadores, do primeiro ao último. Todos os textos que você usa são os que provam este conceito bíblico/protestante de Igreja. O texto que fala dos fariseus em momento nenhum Jesus insinua que o Judaísmo ou a Palavra de Deus a eles pertencia, e muito menos que eles fossem infalíveis ou só eles tivessem o direito de ensinar, tanto é que ele condenou diversas vezes suas tradições orais corrompidas JUSTAMENTE por contrariar as Escrituras:

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    2. Mateus 5:13 - E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês?

      Mateus 15:6 - Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês.

      Marcos 7:3 - Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa.

      Marcos 7:6,7 - Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

      Marcos 7:8 - Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens.

      Marcos 7:9 - Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições!

      Quer provar o conceito romanista de “Igreja”? Ótimo! Então comece mostrando os textos que provam em primeiro lugar o papado, que Cristo instituiu alguém para ser chefe de todos os cristãos e governar sobre todos eles, com poderes temporais ademais de espirituais, que Roma teria a supremacia sobre todas as outras Sés, que a Igreja consiste na hierarquia eclesiástica, que há um magistério romano possuindo e interpretando a Bíblia infalivelmente, e, é claro, que a Igreja primitiva cria nas doutrinas e dogmas particulares do catolicismo romano – inclusive aqueles que nem a Igreja Católica Ortodoxa com sucessão apostólica e tudo acredita. Se não for capaz de fazer isso, qualquer argumento usado na direção de sustentar um conceito deturpado papista de Igreja só servirá para desviar o assunto com cortinas de fumaça.

      Quero deixar bem claro aqui que comentários de católicos são bem-vindos quando feitos com educação, e que você não tem sido mal-educado até aqui, mas uma coisa que eu não admito é católico dissimulando de “evangélico” para depois mostrar o que é. Fosse honesto e admitisse desde o início seus posicionamentos em vez de dissimular, e eu o respeitaria bem mais. Quando se trata de debates e não de simples perguntas, que é para onde você está querendo levar, eu costumo dar três rodadas aos meus adversários e então fecho a caixa de comentários, senão o debate se eterniza e eu não tenho tempo para ficar debatendo todo dia, além de todas as outras coisas que já faço. Tecnicamente falando você já teve as três rodadas, mas vou abrir uma exceção aqui e lhe dar mais uma palavra, depois disso vou fechar e dar por encerrado, não tenho como ficar respondendo questionamentos longos todos os dias.

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  29. Bom dia, Lucas! A paz de Cristo esteja com você!

    Antes de mais nada, quero lhe pedir desculpas se em algum momento minhas palavras ou meu comportamento foram inconvenientes ou o irritaram. Não foi essa minha intenção. O Papa Bento XVI, quando ainda era cardeal, deu uma entrevista a Peter Seewald. Perguntado quantas maneiras existem de se chegar a Cristo, ele respondeu: “Tantas quanto existem pessoas”.
    Bem, esta é minha maneira de se achegar a Ele, falar Dele e das coisas que em meu coração acredito pertencerem a Ele. Foi boa a sua crítica à minha maneira de falar, pois tomarei cuidado para nas próximas vezes, independente de ser com você ou com outros protestantes, colocar meus pontos de vista com maior assertividade.
    Agradeço os pontos que você levantou para eu defender “o romanismo da Igreja”. Vou trabalhá-los, mesmo sabendo que levará longo tempo, pois será um bom desafio e acredito que aí está a Verdade. Aliás, nas entrelinhas da sua última resposta, você mesmo já me deu uma indicação disto, quando disse que o que tento fazer é “querer ver chifre em cabeça de vaca”. Bem, certamente as vacas têm chifres, não é mesmo? (rsrs, brincadeira..., é só pra descontrair!)
    Quando terminar as respostas, e como disse levará um tempo, eu enviarei para você, Lucas, independente de serem postadas ou não no blog. Eu não lhe vejo como um adversário, mas como um irmão em Cristo, pois apesar da agressividade para com os católicos (e estes, você queira ou não queira são seus irmãos pois somos batizados e integramos o Corpo de Cristo) é inegável seu amor por Nosso Senhor, porque se não fosse este amor não seria possível você construir um blog deste tamanho.
    Sei também, perfeitamente, que mesmo provando até a última linha, sem possibilidade de contestação, toda a Doutrina Católica ainda assim não seria suficiente para você aceitar a Igreja como nós católicos a vemos. Seria uma enorme soberba de minha parte pensar que isso seria possível. Como Jesus nos ensinou em Mt 16,17 não é ação ou argumento humano, mas o Pai que toca o coração de cada um. Rezarei por você, Lucas, assim como peço que você ore por mim.
    Neste espírito, coloco o trecho a seguir de Sto Tomás de Aquino: “Se alguém quiser escrever contra minhas soluções, ser-me-á muito agradável. De fato, não há melhor maneira de descobrir a verdade e de refutar o erro que precisar defender-se de opositores”, e ainda complementa, “é preciso amar tanto aquele de quem adotamos a opinião como aquele de quem nos separamos; pois um e outro aplicaram-se a busca da verdade, e um e outro são nossos colaboradores”.
    Abs

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    1. Fique tranquilo que sua resposta será publicada sim, já que essa eu desconsidero por não ser a resposta em si, apenas alguns breves apontamentos. Sobre eu usar de agressividade nos meus artigos, primeiramente eu admito que em muitos deles eu acabo sendo mais agressivo do que o necessário, confesso. Mas essa agressividade que às vezes passa dos limites ainda assim não é nada em comparado com a agressividade que os apologistas católicos usam contra nós. Entre em qualquer site católico e verá os protestantes sendo chamados de “filhos da serpente”, “filhos do demônio”, “evanjégues” e coisas do tipo.

      Um conhecido apologista costuma dizer que quando alguém é protestante, metade do cérebro está atrofiado e a outra metade tem esterco dentro. Um padre famoso chamou os evangélicos de otários no meio da missa, por não concordarem com a intercessão dos santos. Entre em qualquer comunidade de debate no facebook e você verá as mulheres crentes sendo chamadas da vagabundas e prostitutas rotineiramente em troco de nada. Eu confesso que nunca vi nem ateus descerem a um nível tão baixo, e olha que eu também debato com ateus. Alguns pedem explicitamente pela volta da Inquisição para queimar os protestantes em praça pública, como você pode ver alguns prints neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/08/padre-reconhece-as-atrocidades-da.html

      Um dos sujeitos mais aclamados nesses debates é um tal de Edmilson Silva, cujo nível você pode ver aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2015/01/o-que-explica-tanto-odio-intolerancia-e.html

      E o pior é que tais indivíduos não são recriminados pelos outros católicos, pelo contrário, recebem todo o apoio possível, são amigos, parceiros, etc. Isso que é o mais repudiável de tudo, não são casos isolados em se tratando do mundo apologético. É a regra. Acho que eu sou até bonzinho demais com essa turma comparado ao que ela merece, e sempre faço toda a questão de ressaltar que meus ataques não são aos católicos como um todo, mas a essa turba de apologistas que são quase sempre do tipo fanáticos jihadistas em espírito de cruzada antiprotestante.

      A respeito de eu não mudar de opinião nem se me provarem o contrário, acho que você não me conhece bem. Pode ser falsa modéstia, mas ninguém tem a mente mais aberta para se mudar de opinião caso seja convencido mediante argumentos quanto eu. Não tenho apego a tradição nenhuma e nem a nenhum suposto homem ou magistério pretensamente “infalível” para teimar em uma posição errada. Me é estranho que alguém que creia em autoridade humana infalível à qual deva se prestar obediência e submissão incondicional se veja como de “mente aberta”, enquanto alguém que defende a consciência individual como eu seja de “mente fechada”. Isso é um paradoxo, para dizer o mínimo.

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    2. Se precisa de exemplos práticos, posso citar a ladainha de que “Constantino fundou a Igreja Católica”, que eu enquanto adolescente leigo desqualificado cria como a maioria crê, e depois de estudar a questão vi que não tem fundamento nenhum. Se os católicos provassem a falta de fundamento também nas outras asserções evangélicas e provassem suas doutrinas e argumentos históricos com fatos, eu seria o último a hesitar em mudar de pensamento. O problema é que quanto mais estudo o catolicismo, mais vejo o quanto ele é um desvio e uma perversão do evangelho primitivo do primeiro século. É inimaginável que os apóstolos reunidos concordassem ou pregassem coisas como Inquisição, cruzadas, caça às bruxas, missa toda em uma língua ininteligível, que tivessem uma lista de “santos canonizados” para serem invocados, que fossem presididos por Pedro, e assim por diante. O estudo da Bíblia e da história não deixa opção.

      Por fim, sobre Tomás de Aquino, é muito bom que ele tenha escrito isso aí sobre amar até os inimigos, mas seria melhor ainda se ele não fosse um ferrenho defensor da Inquisição e da execução de “hereges”, ou seja, dos que pensavam diferente da religião dominante. Inclusive tentando justificar esses assassinatos com sofismas e argumentos excêntricos que escandalizariam qualquer católico honesto nos dias de hoje. Particularmente eu preferiria ser odiado mortalmente pelo apologista católico mais fanático nos dias de hoje sem poder fazer nada contra mim, do que ser “amado” no estilo de Tomás de Aquino, onde esse “amor” consiste em “eu vou te queimar até a morte se você não concordar comigo”. Quem tem um “amigo” desses, definitivamente, não precisa de inimigos.

      Amor se demonstra na prática, com atitudes, não com declarações vazias.

      Deus lhe abençoe.

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