28 de fevereiro de 2015

Padre desmascara as "aparições" de Fátima e diz: "Fátima Nunca Mais"!


No dia 18 deste mês eu escrevi um artigo onde afirmo que todos os militantes católicos são como zumbis, que não tem capacidade de pensar por si mesmos e por isso deixam que o papa pense no lugar deles, o que os torna cada vez mais facilmente manipuláveis e suscetíveis às mais diversas formas de lavagem cerebral, como de fato ocorre. Mas eu estava errado. Existe pelo menos um padre, um português chamado Mário de Oliveira, que não apenas não acredita nas “aparições” de Fátima, como também escreveu um livro inteiro refutando essa bobagem. Se ele ainda continua padre ou se já foi excomungado pela “Santa Igreja”, eu não faço a menor ideia. Mas pelo menos mostra que até Roma de vez em quando falha em suas técnicas de lavagem cerebral. Quem diria!



Vídeo do Padre Desmascarando “Fátima”:



Trecho do Primeiro Capítulo do Livro:

Quando, há tempos, aceitei participar num debate promovido pela sic e respondi abertamente "não!" à pergunta "acredita nas aparições de Fátima?", foi um escândalo (quase) nacional. Nunca tal se ouvira na televisão, para mais, da boca de um padre católico. Infelizmente, o debate abortou pouco depois de ter começado, e quase não me foi possível apontar as razões do meu não. O que terá deixado toda a gente mais ou menos frustrada. E até a pensar menos bem de mim. Mas o impacto da minha resposta foi tal, que até o próprio jornalista que conduzia o debate não conseguiu esconder o seu ar de espanto.

Apressei-me, por isso, a recordar tanto a ele como a todas as portuguesas e portugueses que, nessa hora, sintonizavam-se na sic - e deveriam ser milhões, tal o impacto do debate que, ao contrário do que pensa a maior parte das pessoas, mesmo não católicas, as aparições de Fátima não fazem parte do núcleo da fé cristã católica; o que quer dizer que se pode não acreditar em Fátima e continuar a ser cristão católico romano.

Mesmo assim, e talvez porque não costuma ser esta a mensagem-informação sobre as aparições de Fátima que passa nas pregações dos párocos e dos bispos, nem nas peregrinações que, um pouco de todo o país e de muitas partes do mundo, são reiteradamente organizadas para lá, a verdade é que, se eu já era um padre meio maldito, passei, desde então, a ser maldito de todo, aos olhos de quase todos os meus irmãos e irmãs de fé católica.

Entretanto, se ainda me aflijo com isso, não é por mim que me aflijo, mas por todos aqueles e aquelas que, preguiçosamente, preferem continuar a escandalizar-se com as minhas declarações, honestamente ditadas pela fé cristã que me anima e dá sentido à minha vida, em vez de, interpelados por elas, apressarem-se, elas e eles também, a meter mãos ao trabalho para investigarem seriamente o que se passa à volta de Fátima.

É que, com posições assim preguiçosas e acomodada objetivamente tão contrárias à fé cristã, dificilmente conseguiremos ir longe em liberdade e em responsabilidade humanas. E, em vez disso, manter-nos-emos, geração após geração, como uma espécie de Portugal dos pequeninos e uma igreja de crianças (não é verdade que na generalidade, todos os que nos confessamos católicos, fomos batizados poucos dias ou poucas semanas depois de termos nascido e que nunca mais crescemos na fé nem nas razões dela?), inevitavelmente à mercê de influentes hierarquias políticas e eclesiásticas! Uma postura social e eclesial que, indubitavelmente, também a senhora de Fátima tem ajudado, e muito, a implementar. Não só em Portugal, mas também um pouco por todo o mundo católico.

Entretanto, quando, na sic, respondi que não acreditava nas aparições de Fátima, mais não fiz do que retomar hoje a mesma atitude que a igreja católica em Portugal tomou entre 1917 e 1930. Na verdade, durante 13 anos, também ela não acreditou nas aparições de Fátima. e podia ter-se apressado a reconhecê-las, porque, até então, eram já muitos os milhares de pessoas que acorriam a Fátima, entre 13 de maio e 13 de outubro, de cada ano. E, inclusive, havia já ocorrido o chamado "milagre do sol", no dia 13 de outubro de 1917. Porém, só em 1930 é que a igreja católica reconhece Fátima.

Um reconhecimento oficial a que não terá sido alheio o fato de ter saído vitorioso o golpe militar de 28 de maio de 1926. O novo regime, obscurantista católico, saído deste golpe militar e presidido pela dupla Salazar-cardeal Cerejeira, carecia de uma coisa assim, para mais facilmente se implantar nas populações. A Senhora de Fátima, com a mensagem retrógrada, moralista e subserviente que lhe é atribuída e que, ainda hoje, vai tão ao encontro da generalidade dos nossos funcionários eclesiásticos católicos e do paganismo religioso-católico das nossas populações, vinha mesmo a matar. Nem sequer era preciso.

Esforçar-se por arregimentar as populações à volta do clero. Bastava ir ao seu encontro, todos os meses, em Fátima. Vai daí, em lugar de continuar a demarcar-se do fenômeno e até a hostilizá-lo, a hierarquia maior da igreja católica, em 1930, mudou radicalmente de estratégia e reconheceu-o e canonizou-o, como sobrenatural. Terá percebido nessa altura que, se não adiasse mais esse reconhecimento, os lucros seriam enormes, como, efetivamente, foram. Lucros financeiros, lucros políticos, lucros clericais. Lucros eclesiástico-católicos.

Algo assim como um verdadeiro "milagre", não de Deus, evidentemente, que Deus nunca faz milagres - com eles, faria de nós uns súbditos assustados, em vez de filhas e filhos livres e responsáveis-, mas um "milagre" produzido por aquela vertente demoníaca que, sobretudo em horas de maior aflição, sempre se manifesta no mais fundo dos seres humanos e os leva a prostrar-se de joelhos não só diante de imagens surdas e mudas, mas também diante dos representantes do idolatrado poder religioso e eclesiástico, na ilusória esperança de que, assim, as suas muitas aflições poderão encontrar uma qualquer mágica saída.

Por outro lado, esta nova atitude da hierarquia maior da igreja católica veio revelar-se, igualmente, como um verdadeiro trunfo contra a república de 1910 e contra a liberdade. Contra a autonomia individual. E contra todas as outras igrejas não católicas. Contra a maçonaria e contra a laicidade e a cidadania, então incipientes. Mas o pior - e parece que na igreja católica ainda ninguém, entre os mais responsáveis, deu por isso - é que essa surpreendente mudança de estratégia da hierarquia maior católica, relativamente às "aparições" de Fátima, materializava também uma histórica traição ao evangelho de Jesus Cristo. Uma traição que acabou por desfigurar completamente o Cristianismo, tal como o próprio Jesus Cristo o inspirou com a sua prática e palavra, no sentido de que ele materializasse, na história, a via de realização humana integral, saudavelmente cômoda, como o sal da terra, e libertadoramente subversiva, como a luz do mundo (Mt 5).

Só que Fátima e as suas pretensas aparições resumiam-se, nessa altura, praticamente a nada. Para cúmulo, das três crianças que, em 1917, afirmaram a pés juntos que tinham visto nossa senhora - uma delas, Francisco, nunca ouviu nada e tanto ele, como a sua irmã, Jacinta, nunca disseram uma palavra que fosse à senhora das "aparições", apenas Lúcia foi protagonista, o que prova que até nas "aparições do céu" há discriminação!

Duas delas já tinham morrido, há uns dez-onze anos, de pneumonia. E também em consequência do terror que a senhora de Fátima lhes incutiu (entenda-se, certas catequeses moralistas e terroristas de grande parte do clero de então). Na circunstância, valeu, por isso, ao regime e à sua poderosa dupla, Salazar-cardeal Cerejeira, a existência de Lúcia, a mais velha das três antigas crianças "videntes". Talvez, por ser mais vigorosa e menos impressionável, conseguiu sobreviver a todo aquele terror que a Senhora de Fátima materializava e materializa ainda hoje.

Entretanto, alguns clérigos mais fanáticos do catolicismo obscurantista e moralista de então - eles viam nas "aparições de Fátima" não a presença do demoníaco, como elas efetivamente são, mas sim a presença do divino, e até um verdadeiro milagre do céu - haviam conseguido arrastar a pequenina Lúcia, poucos anos depois de 1917, para fora da sua aldeia e encurralaram-na, primeiro, no asilo de vilar, no porto, e, depois, num convento da Galiza. Foram ao ponto de lhe arrancar o nome (é o mesmo que tirar-lhe a identidade) e passaram a chamar-lhe - imagine-se! - irmã Maria das Dores. Ao mesmo tempo, proibiram-lhe que alguma vez falasse a alguém das "aparições".

O terreno estava, pois, mais do que preparado para obter desta antiga "vidente" uns relatos bem mais completos das "aparições", os quais, duma vez por todas, impusessem Fátima à igreja e ao mundo. E, se bem o pensaram, melhor o fizeram. Deram ordens à irmã dores (atualmente, ela é, de novo, Lúcia), sempre em nome, é claro, do voto de obediência, para que ela escrevesse. E até lhe forneceram, antes de cada relato, orientações muito precisas sobre o que ela deveria escrever. Finalmente, corrigiram-lhe os textos que ela manuscreveu, para que pudessem ser publicados sem erros e com boa pontuação. Tudo muito isento, como se vê...!

***

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

Colaboração: Dionatan Silva.


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3 comentários:

  1. Mesmo uma pessoa com total conhecimento expondo suas experiências, ainda haverá aqueles que sem nenhuma base ou expectativa bíblica, esbravecerá e babará defendendo essas aparições diabólicas, somente porque o deus-papa apoia e acha "divino" Como o já escrito, os zumbi contra o livre exame.

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  2. Legal Lucas! Tenho que ler esse livro completo!

    Abraço!

    Dionatan.

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  3. Que o Senhor nos proteja.

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