1 de setembro de 2012

João 6 e a transubstanciação - Parte 5 (Final)


Este é o último artigo da série sobre João 6 e a transubstanciação. As outras quatro partes que compõem o estudo podem ser conferidas clicando logo abaixo:

Ficamos devendo somente uma explicação sobre os termos gregos “efagon” e “trogô, que alguns católicos dizem corroborar com a tese deles da transubstanciação dos elementos da Ceia e da literalidade e materialidade das declarações de Cristo em João 6. Vou passar aqui a argumentação que os católicos dão a este respeito, e em seguida fazer as minhas considerações sobre tal argumento:

Argumento Católico – No capitulo de João 6, nos versículos 26, 31, 49, 50, 51, 52 e 53, o verbo utilizado no grego é efagon”, que significa comer, tanto no sentido real quanto no sentido simbólico. Jesus, notando que os discípulos não estavam entendendo a literalidade daquilo que ele estava dizendo, troca o verbo utilizado a partir do versículo 54, 56 e 58 e usa o verbo trogô”, que tem o significado de mastigar, dilacerar com os dentes.

Refutação – Em primeiro lugar, cabe-se ressaltar aqui que este argumento é meramente especulativo; de fato, nem de longe poderia ser considerado um “argumento”, pois parte do princípio especulativo de que a intenção de Jesus em mudar o verbo é exatamente porque ele cria na transubstanciação. Mas poderia haver muitas razões para isso, sem apelar necessariamente para a explicação católica.

Eles cometem a falácia petitio principii, onde se tenta provar uma tese partindo do princípio de que a mesma é verdadeira. No caso em que estamos tratando, é óbvio que se Jesus cresse na transubstanciação ele poderia ter mudado os verbos por este motivo. Porém, falta provar o mais importante: que Jesus cria na transubstanciação! Enquanto isso não for provado, poderíamos ter muitas outras razões para o fato de Jesus ter trocado de verbo, como, por exemplo, o fato de que eram meros sinônimos. Fernando Saraví discorre sobre isso nas seguintes palavras:

O primeiro verbo (esthion) aparece oito vezes nesta passagem, e o segundo (trögö) quatro vezes. As quatro vezes que aparece trögö figura com a mesma construção, ho trögös, ou ‘aquele que comer’. Mas também em quatro ocasiões (versículos 50, 51 e 53 [duas vezes]), esthion/éfagonse refere a comer ‘a carne do Filho do homem’. Por conseguinte, uma vez que ambas as expressões e usam obviamente como sinônimos, não pode construir-se um argumento com base no uso de trögö (1)

Quem é que pode provar que Jesus não quis trocar os verbos simplesmente por serem sinônimos que poderiam ser aplicados intercambiavelmente sem qualquer problema? Ninguém. Como vemos, a tentativa de argumentação católica falha em presumir antecipadamente que Jesus cria na transubstanciação, e que por isso ele trocou os verbos. Mas poderia haver outras um milhão de razões para ele fazer isso. Uma pessoa pode perfeitamente trocar de verbos dentro de um determinado contexto para não ser demasiadamente repetitiva.

Por exemplo, vejamos o texto abaixo:

“Vou julgar todos os ímpios por causa dos seus atos de impiedade que eles impiamente cometeram e acerca de todas as palavras ímpias que os pecadores ímpios falam contra mim”

Aqui há uma repetição desnecessária de “ímpios”, “impiedade” e “impiamente”. Poderíamos mudar a frase acima da seguinte maneira:

“Vou julgar todos os ímpios por causa dos seus atos de iniquidade que eles cruelmente cometeram e acerca de todas as palavras maldosas que os pecadores perversos falam contra mim”

Neste segundo caso, trocamos a repetição contínua de “ímpios”, “impiedade” e “impiamente” por sinônimos, tais como: crueldade, maldade, iniquidade e perversidade. Será que o sentido do texto mudou por causa disso? É claro que não. Será que existe algum “mistério” para ser desvendado aqui? Lógico que não. Então, por que eu fiz questão de mudar os verbos? Simplesmente para não ser repetitivo demais.

Preferi usar sinônimos, que, embora fossem palavras distintas, passavam o mesmo significado. Se isso pode ser feito com total naturalidade com o texto acima, por que razão Cristo não poderia ter feito exatamente a mesma coisa em João 6? Por que ele tinha que usar sempre o mesmo verbo o tempo todo, repetindo e repetindo até a exaustão? E, se a intenção dele era aplicar o trogô para passar um suposto sentido de “literalidade”, por que ele não usou este verbo desde o início do seu discurso? Ou será que foi só a partir do verso 54 que ele começou a querer falar literalmente?

Como vemos, não há razão para crermos que as alegações católicas sejam as únicas que respondam ao fato da mudança de verbos satisfatoriamente. Na verdade, qualquer uma das inúmeras razões lógicas e naturais que eu poderia citar são muito mais coerentes do que a apelação católica. Jesus usou vários verbos sinônimos no contexto de João 6, para não ser repetitivo demais. E a gramática permite isso.

Na verdade, é a própria gramática que nos mostra que é preferível mudar de verbo a insistir em um mesmo o tempo todo! Além disso, se Jesus quis trocar o verbo a partir do verso 54 para passar um sentido de literalidade (supostamente abandonando o verbo utilizado anteriormente, o efagon), então por que este último aparece em pleno verso 58?

Aqui vemos claramente o verbo efagon em pleno verso 58, lado a lado com o trogô, quando, na teoria, os católicos dizem que Jesus havia “abandonado” o efagon e lançado mão somente do trogô! Ora, se a mudança de verbo deve-se ao fato de que Jesus quis ser “mais literal” a partir do versículo 54, então será que ele quis ser voltar a ser “menos literal” no verso 58? É claro que não.

Essa argumentação católica é simplesmente um devaneio, ensinando que a simples mudança de verbos sinônimos implica em “mais literalidade” ou “menos literalidade”, o que simplesmente adulteraria todo o texto.  Além disso, no verso 55, que fala sobre a carne de Cristo ser “verdadeira comida” (que é o texto mais usado pelos católicos), Jesus não usa mais trogô, mas sim brosis, que, de acordo com o léxico da Concordância de Strong, significa:

1035 βρωσις brosis
da raíz de 977; TDNT - 1:642,111; n f
1)ato de comer.
1a)em sentido amplo: corrosão.
2)aquilo que é comido, alimento, mal estar.
2a)da comida da alma: tanto o que refresca a alma, como o que a nutre e sustenta.

Essa palavra tem basicamente o mesmo significado de trogô, que significa “comer” (Strong, 5176). 

Mas Jesus não usa trogô aqui no verso 55, mas brosis:

Em outras palavras, se a intenção de Cristo fosse trocar o efagon pelo trogô a partir do verso 54, os católicos terão que explicar:

1. Como que o verbo efagoncontinua aparecendo no verso 58. Será que Jesus estava querendo de deixar de ser tão “literal” assim?

2. Por que Jesus não usa trogô, mas brosis no verso 55 (o principal e mais usado pelos católicos).

3. Por que Jesus não poderia aplicar vários verbos sinônimos num mesmo contexto ao invés de ficar sempre repetindo, repetindo e repetindo o mesmo verbo o tempo todo, com a ameaça católica de que, se ele mudar, estará apoiando a suposta transubstanciação!

A verdade é que Jesus, ao ter usado vários sinônimos no mesmo contexto (tais como efagon, trogô e brosis) mostra que não estava “preso” a um único verbo do início ao fim do seu discurso, mas estava livre para lançar mão de sinônimos a vontade, como bem quisesse.

Ademais, a afirmação católica de que as palavras de Cristo eram literais por causa do verbo trogô é por demais fraca também quando levamos em consideração que, segundo eles, trogô não significa apenas comer, mas significa triturar, devorar, dilacerar. Agora eu pergunto aos católicos:

-Qual foi o padre que já mandou os fieis não apenas comerem, mas também triturarem, devorarem e dilacerarem a hóstia?

É óbvio que nenhum. Na verdade, o que ocorre é precisamente o contrário. Muitos padres, na prática, insistem quase clamando para que os fieis sequer mastiguem a hóstia. Um ex-católico (que hoje é ateu) disse:

“Olá a todos. É minha primeira vez aqui. Quando tinha mais ou menos 13 anos, tive uma experiência na Igreja Católica (influenciado pela minha mãe e sua família) semelhante a de Dráuzio Varella. O padre me pediu pela enésima vez para não mastigar a hóstia, pois seria castigado por deus com o inferno. Disse que eu estava mastigando Jesus, carne, sangue, ossos, espírito e tudo mais... E, mais uma vez eu o desafiei e, adivinha... nada de sangue!”

Outro afirmou:

“Ai, um belo dia, resolvi mastigar a bendita hóstia. Só pra saber, mesmo. No início tive medo. O que será que Deus reservava para mim? Qual seria o meu castigo diante daquele absurdo? Será que ele tinha percebido que eu mastigara a hóstia sagrada? Pelo jeito não. Depois daquele fatídico dia, comecei a crescer sem frequentar a missa, os dogmas e as mentiras católicas”

As experiências que eles contam não são nem um pouco incomuns. Humberto Rohden, que é conhecido como sendo “um dos maiores pensadores espiritualistas que o Brasil já produziu”, declarou semelhantemente a sua própria experiência que teve sobre isso, nas seguintes palavras:

“A professora, sempre muito piedosa, me preveniu severamente que eu não podia mastigar a hóstia sagrada, que era o corpo de Jesus. O único jeito era engolir a hóstia, sem deixá-la tocar nos dentes. Para maior segurança contra um possível sacrilégio, cortei, em casa, uma série de hóstias de papel e fui engolindo, uma por uma, sem morder nem encostar nos dentes”

O doutor Dráuzio Varella, que é um famoso ateu, contou como foi que ele deixou de ser católico para se tornar ateu:

“Aos 10 anos de idade, Dráuzio Varella desafiou a recomendação da professora de catecismo segundo a qual não se podia morder a hóstia porque dela sairia o sangue de Cristo, a exemplo do que tinha havido com um garoto na França. Na missa de bodas de prata de um tio, Varella desobedeceu a professora e mordeu a hóstia, e dela não saiu sangue. Foi quando – então fazia uma ou duas semanas de sua primeira comunhão – que ele concluiu não fazer sentido a existência de um Deus”

Um apologista católico que é dono de um conhecido blog na internet (o qual eu me reservo a não citar nomes, para não dar IBOPE a hereges), reafirmou a um pastor que a Igreja proíbe mastigar a hóstia, porque é o corpo de Cristo:

“Quanto ao respeito de não mastigar a hóstia, pedido pela Igreja, ‘pastor’, é pelo fato desta, após consagrada, tornar-se verdadeiramente o Corpo de Cristo, como lhe ensinaram acima, os ‘veneráveis’ Pais da Igreja que o senhor mandou anotar”

Além de colocar na boca dos Pais da Igreja aquilo que eles nunca disseram (pois já vimos que os Pais da Igreja negavam a transubstanciação, como você pode conferir clicando aqui e aqui), ele reitera que é mesmo proibido mastigar a hóstia, por essa ser, segundo eles, literalmente o corpo de Cristo. Ora, se é proibido até mesmo mastigar a hóstia, quanto mais dilacerá-la, triturá-la ou devorá-la com os dentes, como é o significado literal de trogô!

Em outras palavras:

-Se o significado de trogô é literal, então por que os católicos não literalmente trituram, dilaceram, mordem e devoram a hóstia?

Ainda que em alguns casos não haja uma proibição oficial a este respeito (de mastigar e triturar a hóstia), ainda assim nunca foi visto até hoje um padre que mandasse executar o significado pleno e literal de trogô nas hóstias. Uns proíbem isso ferozmente, enquanto outros, menos radicais, permitem até certo ponto, mas não incentivam isso e muito menos instruem que o comer a hóstia deve ser feito desta forma.

Mas por que os padres não mandam (todos eles) que o povo católico literalmente deve executar trogô (i.e, triturar, devorar com os dentes e morder a hóstia)? Por que nenhum deles ensina os fieis a comerem a hóstia desta maneira? A resposta é óbvia: porque nem eles mesmos admitem a literalidade de trogô! Ora, se nem os próprios padres tomam ao pé da letra o significado de trogô, então por que é que nós, evangélicos, deveríamos tomar tal palavra como em sentido pleno e literal?
Não faz sentido. Como vemos, trogô só é literal quando o assunto é querer “refutar um protestante”; porém, na hora do “vamos ver”, quando a coisa é colocada na prática, eles mesmos não executam a literalidade de trogô que eles tanto defendem! Eles somente comem a hóstia com naturalidade (a maioria deles sem nem sequer morder a hóstia), ou seja, executam efagon, e não trogô.

E como para eles é o trogô que Jesus estava aplicando para dar um ar de “literalidade” às suas palavras, e não o efagon, fica claro que o argumento católico é por inteiro falacioso e hipócrita, algo que não é praticado nem sequer por eles mesmos, mas querem enfiar na cabeça dos evangélicos tal aberração!

Sendo assim, o argumento do trogô é de todo falacioso, superficial, especulativo e chega até mesmo a ser hipócrita. Nenhum apologista católico que se preze e que não queira se passar pelo ridículo deveria dar o braço a torcer a um argumento tão fraco como esse. Mas, infelizmente, eles não apenas caem nessas falácias, como também não entendem que o que Jesus estava falando eram verdades espirituais, e não físicas:

“O Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida (João 6:63)

Paz a todos vocês que estão em Cristo, o pão da vida.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com) 


-Meus livros:

-Veja uma lista completa de livros meus clicando aqui.

- Acesse o meu canal no YouTube clicando aqui.


-Não deixe de acessar meus outros sites:
Apologia Cristã (Artigos de apologética cristã sobre doutrina e moral)
O Cristianismo em Foco (Reflexões cristãs e estudos bíblicos)
Estudando Escatologia (Estudos sobre o Apocalipse)
Desvendando a Lenda (Refutando a Imortalidade da Alma)
Ateísmo Refutado (Evidências da existência de Deus e veracidade da Bíblia)


-Fazem parte da série:

11 comentários:

  1. É bom ver tudo isso...os pais da Igreja também foram acusados de "caníbais" pelos pagãos por acreditarem na transubstanciação...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fontes e referências são uma boa ideia, sabia?

      Excluir
    2. Conclusão: O apologista católico pensa igual aos acusadores dos pais da Igreja e não igual a estes.

      Excluir
  2. Lucas, excelente artigo, fenomenal, para dar mais luz, permita-me postar alguns comentários;


    " Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?"


    Vamos acabar de vez com essa argumentação furada, de que os Judeus escandalizaram por Jesus ter dito que deveríamos comer a sua carne, tudo isso literalmente e por conta disso (diz os católicos) que eles como nós protestantes escandalizamos por não acreditar que Jesus está ensinando tanto ali como para a gerações futuras que os padres (como que no "espírito" de Simão o mago) como que no passe de mágica ia transformar a hostia em carne de Cristo e tudo isso literalmente e por Jesus ter dito que daria a sua carne, os Judeus se escandalizaram e se retiraram, dizendo;"Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne"?.

    Pois bem, os Judeus entenderam literalmente e de forma semelhante, os romanistas, entendem que Jesus estava falando "literalmente" e não "Espiritualmente".

    Os Judeus tinha grande dificuldade em entender o sentido literal e espiritual nos ensino de Cristo, até mestre na lei, escorregaram, vejamos alguns exemplos bíblicos para derrubar essa argumentação de palha, vejamos.

    Jesus diz para Nicodemos que quem não nascer da água e do Espirito....e.i,...

    Nicodemos semelhantemente aos romanistas(literalistas) diz: (compare a indagação de Nicodemos com a dos Judeus sobre a carne)

    Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
    João 3:4

    Veja, Nicodemos mestre em Israel, a semelhança dos mestre romanistas com dificuldade de entender o sentido que Jesus quis dizer.

    Vejamos outro exemplo;

    Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
    João 2:19

    Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
    João 2:20

    Aqui semelhantemente aos demais textos os Judeus com dificuldade de entender o sentido que Jesus estava dizendo, acabaram caindo no literalismo, mas João diz em que sentido Jesus estava falando.

    Jesus no texto de João 6 fala para nós em que sentido Ele estava falando.

    O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.
    João 6:63

    Os romanistas a exemplo dos Judeus(teve até mestre com dificuldade) na época de Jesus, entendem que as metáforas ditas por Jesus e ditas no sentido literal.

    Abraços Lucas, que Deus seja contigo sempre.

    Maranata.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito boa as suas considerações, são textos bíblicos providenciais que também cairiam como uma luva nesse artigo. Deus te abençoe!

      Excluir
  3. Olá Lucas, é só comparar as indagações, vejamos;


    "Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer"?
    João 6:52


    "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer"?

    "Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias"?
    João 2:20

    "Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva"?
    João 4:11


    O caso torna ainda mais interessante, é que todos estes relatos, se encontram no evangelho de João.

    Neste evangelho(o único) encontramos essas extraordinárias expressões;

    "Eis o cordeiro de Deus...e.i,..."

    Veja Lucas, a facilidade em derrubar aquilo que Jesus disse espiritualmente, e é entendido pelos litaralistas(Judeus e Católicos) como que Jesus estivesse falando literalmente, quando entendemos isso, fica claro o motivo de escândalo dos Judeus, é bom lembrar que uma das acusações que os Judeus tinha contra Jesus, é que Ele iria destruir o templo.

    E disseram: Este disse: Eu posso derrubar o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias.
    Mateus 26:61

    Abraços Lucas, fica com Deus.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito bem explanado, Neilom, a comparação das passagens desmorona o castelo de heresias romanistas. Um abraço!

      Excluir
  4. Caro Lucas, é comum a gente se deparar por aí, Católicos nos desafiando a mostrar nas escrituras, o verbo "trogon", sendo usado para algo que não seja literal.

    Por estes dias estive a debater com um amigo Católico no Orkut e mostrei para ele, este verbo sendo usado para algo figurado( não literal), observe;

    "...quem COMER(trogon) este PÃO viverá para sempre."
    João 6:58

    Veja, aqui está.

    O único meio para aceitar a falácia desse povo, é reconhecer que de fato Jesus, seja LITERALMENTE, um pão.

    Adivinha o que aconteceu?

    O amigo, de fato, declarou que Jesus é literalmente um Pão.

    Isso é hilário.

    Estou rindo até agora.

    Abraços Lucas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pelo seu comentário, Neilom, realmente foi bastante importante a sua observação quanto ao verbo trogon em João 6:58, eu não tinha notado isso, e pra mim isso "mata a charada" de uma vez. Agora nos resta apenas pensar que Jesus desceu do Céu LITERALMENTE na forma de pão, mas por alguma razão misteriosa foi confundido por "ser humano" nos 33 anos em que aqui esteve (porque trogon nunca pode ser usado em sentido figurado, é claro!). Que infelicidade que ninguém tenha percebido que Jesus era literalmente um pão e não um ser humano. Sorte nossa que os católicos estão aí para nos esclarecer dos profundos mistérios do Evangelho =)

      Mantenha contato sobre novas descobertas, é sempre útil e acrescenta muito :)

      Abraços!

      Excluir
  5. Lucas, meu nobre amigo, boa tarde.

    Caro amigo, vc não vai acreditar, é hilário como os apologistas Nicodemoromanistas(rsrsrsr), fazem de tudo, para dizer que o pão e o sangue é "LITERALMENTE", carne e sangue de Jesus. Permita-me, descrever, um comentário de um deles, o qual eu estava debatendo. A seguir, passo a descrever, junto com a minha refutação, vejamos:


    meu caro Neilon vc come muita pastolaria!!! É O ES ME DISSE!!!!
    Os Evangelhos foram escritos na língua Grega, de alta cultura, na qual existem muitas expressões para os verbos simbolizar, significar (=em grego "Semanei"), representar, lembrar, etc. no entanto, os três evangelistas (Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; Lc 22, 19-20) e São Paulo (1 Cor 11,23-26) no descreverem a última Ceia de Jesus, usam exclusivamente a forma grega "Esti", que somente significa "É". Desta maneira transmitiram-nos, unanimemente a interpretação autêntica das palavras de Jesus: " Isto é o meu corpo...; este é o cálice do meu sangue...".

    Agora vejamos a minha refutação;


    de novo essa potoca, se a expressão grega "Esti", foi designada para dar "literalidade" a figura representada, então Deus é "literalmente", um "LAVRADOR". Observe: "...., meu Pai é(Esti) o lavrador.

    João 15:1 ............Afffffffffffffff.


    Caro amigo Lucas, o desespero dessa gente é grande.

    Isso é hilário.

    Grande abraço Irmão.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hehehehe muito bom Neilom!

      Eu imagino que daqui alguns séculos vai surgir alguma seita, do mesmo tipo da católica-romana, adorando uma porta de madeira, sob a alegação de que Jesus disse:

      "EU SOU A PORTA; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens" (João 10:9)

      Então eles vão se prostrar diante da porta e dizer que Jesus está ali na porta, e se alguém ousar contestar este fato em função de que a porta continua sendo uma porta, eles vão responder que Jesus é a porta "substancialmente" e não "fisicamente", e que temos que crer por fé! hsuahsuahsuash

      Abraço!

      Excluir

Seu comentário será publicado após passar pela moderação. Ofensas, deboches, divulgação de páginas católicas (links), control c + control v e manifestações de fanatismo não serão aceitos. Todos os tipos de perguntas educadas são bem-vindas e serão respondidas cordialmente. Caso o seu comentário ainda não tenha sido liberado dentro de 24h, é possível que ele não tenha chegado à moderação, e neste caso reenvie o comment.