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4 Horas de hangout para os 500 anos de Reforma

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Ontem rolou uma “live surpresa” dos 500 anos da Reforma, um hangout que contou com a participação do Bruno Lima (do Respostas Cristãs ), do Francisco Tourinho (do Questões Últimas ), do Elisson Freire (do Resistência Apologética ) e minha:

Perguntas de um protestante curioso sobre a tradição oral romanista

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O leitor que costuma acompanhar este blog sabe que eu não sou do tipo que costuma lançar “desafios” ou “perguntas que ninguém responde”, armar “armadilhas” ou coisa do tipo. Na verdade, o único artigo que fiz em forma de perguntas/desafios que eu me lembre agora é este sobre Pedro , que é um dos mais antigos do blog. A razão pela qual eu escrevo este artigo em forma de perguntas não é para “desafiar” ninguém, mas apenas porque eu realmente tenho a curiosidade de saber como os romanistas respondem a estas questões, que não são nunca abordadas pela apologética católica. Portanto, as perguntas aqui são diretamente dirigidas aos apologistas católicos por questão de curiosidade pessoal, e eu gostaria muito que me respondessem mesmo. Vamos a elas!

A verdade sobre os “massacres” de Cunhaú e Uruaçu

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Os “massacres” de Cunhaú e Uruaçú são uma lenda velha da apologética católica que agora ganhou espaço na grande mídia em função do papa Francisco ter canonizado os “30 mártires”. Para responder ao embuste, dividirei este artigo em duas partes. A primeira será uma introdução absolutamente importante para que as pessoas tenham uma noção de quem eram os holandeses na época, o que ajuda a demonstrar o quanto a acusação é irrisória e patética. A segunda é uma exposição do outro lado da moeda sobre os eventos propriamente ditos, contado não pelos católicos profissionais em distorcer os fatos, mas pelos próprios holandeses e por historiadores leigos.

Novos vídeos do Alon sobre preterismo e outros informativos

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O Alon criou recentemente um canal no Youtube com excelentes vídeos sobre o preterismo. Quem puder, inscreva-se no canal para receber as atualizações: https://www.youtube.com/channel/UCOsu67Q3o5vnKW4fMSB9NAA/videos Abaixo segue os vídeos já postados até o momento:

O celibato obrigatório do clero é bíblico?

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Em primeiro lugar, é necessário deixar claro que o que será refutado aqui não é o “celibato” em si, mas sim o celibato obrigatório, que é a imposição de celibato para alguém que quiser ser sacerdote na igreja. O celibato em si é respeitável; Paulo foi celibatário assim como João Batista, mas o eram por opção e não por imposição ou obrigação. Nas igrejas evangélicas e nas ortodoxas o celibato também é opcional; o pastor ou padre se casa se quiser, permanece solteiro se achar melhor. Não há um pré-requisito de celibato para ser ordenado ou para continuar exercendo a função. O mais importante a mostrarmos logo de cara é que na Bíblia NUNCA há qualquer imposição de celibato para ser sacerdote; pelo contrário, vemos os sacerdotes, via de regra, possuindo esposa.

Pregações evangélicas que recomendo

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Com certa frequência me pedem recomendação de livros e sites bons, mas não me lembro de alguma vez alguém ter me pedido uma coisa ainda mais importante: pregações. Estamos acostumados a um nível, sejamos honestos, muito baixo dentre os pregadores que se dizem “evangélicos” na televisão brasileira. Ligo em um canal e é pastor pedindo o “trízimo” ou ofertas de 900 reais para resolver todos os problemas da vida em um passe de mágica; ligo em outro e é pastor passando o culto todo conversando com o “demônio” que fala mal da igreja “concorrente”; ligo em outro e é pastor vendendo o “sabonete ungido” ou “sei-lá-o-que-consagrado” aos prantos enquanto pede mais dinheiro; ligo em outro e é pastor indo até o rio Jordão para pegar uma das “sete águas mais poderosas do mundo” para a campanha da “sexta-feira forte” (seja lá o que isso signifique); e, se estiver em um dia de sorte, na melhor das hipóteses irei me deparar apenas com uma pregação antropocêntrica de autoajuda com muita gritaria e ...

Lutero, Calvino e Confissão de Fé protestante refutando a “moderna” apologética católica

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Há quinhentos anos, Lutero, Calvino e as confissões de fé protestantes já refutavam os mesmos argumentos bobinhos usados pelos papistas nos dias de hoje, que eles citam em seus sites e blogs como se fosse uma novidade bombástica que “acaba” com o protestantismo. Uma vez que selecionar muitos trechos ou capítulos inteiros seria bastante cansativo ao leitor, eu decidi selecionar um parágrafo de Calvino nas Institutas, um artigo da Confissão de Fé Escocesa elaborada por John Knox e um trecho de uma obra de Lutero bastante citada pelos apologistas católicos fora de contexto. Vamos a eles.

O que há de errado com Olavo de Carvalho?

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O nome de Olavo é recorrente neste blog, não tanto por mim, que o menciono em menos de meia dúzia de artigos dentre os mais de quinhentos aqui presentes, mas por alguns de meus leitores, que vez por outra trazem as birutices que o senhor da Virgínia profere contra o protestantismo. A primeira vez que escrevi sobre ele foi no artigo "A Igreja Católica contra o capitalismo" , quando ainda tinha certo respeito pelo sujeito que ainda não havia surtado por completo, ocasião na qual o próprio foi avisado rapidamente e foi o primeiro a comentar (chegou antes mesmo do “First”!).

Os protestantes são “subjetivistas” e “relativistas” por rejeitarem o "magistério infalível"?

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Essa é uma das acusações mais frequentes da apologética católica, e se você já participou de debates já deve estar acostumado com ela. Basicamente, o argumento funciona da seguinte maneira: (1) só podemos chegar à verdade de forma objetiva se houver uma autoridade infalível dizendo isso; (2) os protestantes não têm uma autoridade infalível (um papa), portanto, são subjetivistas; (3) os católicos têm o papa e seu magistério infalível, então podem chegar à verdade de maneira objetiva. Baseando-se nesses pressupostos que analisarei melhor adiante, eles elaboram questões perniciosas, tais como: (a) Como você pode saber que a sua interpretação é a certa? (b) Isso é “apenas a sua opinião”, por acaso você é um papa infalível? (c) A Bíblia é um livro “obscuro” demais, portanto só o papa e seu magistério podem interpretar!