21 de agosto de 2012

A História negra dos Papas - Parte 2


No artigo anterior, vimos alguns dos vários papas imorais que reinaram em Roma, aos quais o povo católico aceitava suas doutrinas e dogmas, embora estes fossem estupradores, pedófilos, assassinos e tarados. É claro que não estamos falando de todos os papas que já existiram na História, mas de uma boa parcela deles.

De qualquer forma, já é o suficiente para mostrarmos o quão tola é a ideia de seguir cegamente algum homem como se fosse um deus, concedendo infalibilidade a pessoas que mais se pareciam com anticristos do que com cristãos. Aqui irei prosseguir o artigo anterior e mostrar outros papas que foram reconhecidos mundialmente por seus comportamentos, digamos, inconvenientes, para falar pouco.


João XXII (1316-1334)

Excomungava até os religiosos, padres, clérigos e amigos, se não pagassem as taxas! Ele compareceu ao Concílio onde ficaram comprovados os seus horrendos crimes de adultério, incestos, sodomia, rombos, violação de 300 monjas e defloramento em Bolonha de 20 donzelas, que passaram a serem vítimas da sua lascívia. E disse:

“Matei meu pai, deflorei minha irmã, tive amor com minha filha, adulterei, fui sodomita, cometi o pecado da bestialidade, mas tu não me perseguirás, que eu sei quanto custa o teu perdão; eu sei quanto é preciso dar-se ao juiz supremo (Deus) para peitá-lo nestas coisas; eu sei como se obriga Deus a aceitar uma bolsa com dinheiro" (Conclusões, pág. 443, livro “Jesus e sua Doutrina”)


Clemente VI (1342-1352)

Descrito por Petrarca como "um Dionísio eclesiástico com suas artimanhas infames e obscenas". Ele dormia com prostitutas e teve dúzias de amantes. Quando morreu, cinqüenta sacerdotes rezaram a missa pelo repouso de sua alma, numa última tentativa de livrar o Papa Clemente VI do inferno.


Pio II (1458-1464)

Foi um conhecido autor de literatura erótica e teve 12 filhos ilegítimos.


Paulo II (1464-1471)

Homossexual e sádico, gostava de ver homens nus sendo torturados. Consta que morreu de ataque do coração enquanto estava sendo sodomizado por um de seus rapazes favoritos.


Inocêncio VIII (1484-1492)

Gerou sete filhos ilegítimos e outras tantas filhas que ele reconhecia abertamente. Seu pontificado ficou conhecido como The golden Age of Bastards (Era de Ouro dos Bastardos). Autorizou a Inquisição contra suspeitos de bruxaria. Em seu leito de morte, seu último desejo satisfeito: uma ama de leite; queria leite de mulher!


Alexandre VI (1492-1503) – Orgias & Nepotismo

Nascido Roderic Llançol ou Lanzol, em Valencia Espanha, trocou o sobrenome por Borja i Borja (em italiano Rodrigo Borgia) quando um Borja, seu tio, irmão de sua mãe, Alonso de Borja, foi eleito Papa (Calisto III), em 1455. Era uma questão de prestígio. Rodrigo seguiu a carreira eclesiástica. Foi bispo, cardeal e vice-chanceler da Igreja. Serviu à Cúria romana em cinco pontificados: Calisto III, Pio II, Paulo II, Sisto IV e Inocêncio VIII.

Adquiriu muita experiência administrativa e muitos bens. Bens que, disseram as más línguas, embora não seja provado, serviram para comprar o papado em 1492. Naquele conclave, depois da morte de Inocêncio VIII, havia três candidatos ao pontificado: além de Rodrigo Borgia, também foram cotados Ascanio Sforza e Giuliano della Rovere.

Diz a lenda que Sforza saiu do conclave com quatro mulas carregadas de prata, preço do apoio que deu a Rodrigo. Quanto a Della Rovere, sua "campanha", que custou 300 mil ducados de ouro, teria sido financiada em 200 mil pelo rei da França e 100 mil, providenciados pela República de Gênova.

Sobre a eleição de Rodrigo Borgia, Giovanni di Lorenzo de Medici, que mais tarde se tornaria Papa Leão X, criticou a escolha e advertiu: "Agora estamos nas mãos de um lobo, um predador, um opressor como, talvez, jamais o mundo tenha visto igual. Se não fugirmos ele vai, inevitavelmente, devorar a nós todos".

No começo, o pontificado de Alexandre VI encaminhava-se bem, com uma administração justa e ordeira. Porém, movido pela ambição, este Papa cercou-se de parentes, nomeando-os para cargos eclesiásticos, manobra que permitia engordar os cofres da família e aumentar sua influência político-econômica muito rapidamente.

Alexandre VI foi um daqueles papas que jamais respeitaram a castidade exigida do sacerdócio católico: teve ao menos duas amantes conhecidas e muitos filhos: Girolama, Isabel e Pedro Luis, filhos de uma amante cujo nome se perdeu na história. Depois, quando ainda era cardeal, teve mais quatro, com Vannozza Cattanei: a famosa Lucrécia Bórgia (1480-1519), Cesar, Juan e Godofredo (ou Jofre). Com uma terceira concubina, Julia Farnesio, teve mais dois herdeiros.

Todos os parentes, aderentes e apadrinhados receberam postos importantes. Ordenou cardeais: o filho Cesar Borgia com a idade de dezesseis anos; e os sobrinhos Francisco Borgia, Juan Lanzol de Borgia de Romani, dito o maior; o primo Juan Castellar y de Borgia; os sobrinhos-netos Juan Lanzol de Borgia de Romani, o menor; Pedro Luis de Borgia Lanzol de Romani, Francisco Lloris y de Borgia; e o cunhado de seu filho e cardeal Cesar (que, portanto, teve uma mulher) Amanieu d'Albret.

A filha Lucrécia, dotada de grande beleza, foi um caso à parte. Colaborava para aumentar o poder do pai através do casamento. Assim, em 1493, aos 13 anos, ela desposou Giovanni Sforza em magnífica cerimônia realizada no Palácio do Vaticano. Quando Sforza deixou de ser politicamente interessante para os Borgia, o Papa-pai de Lucrécia tratou de articular o divórcio.

A princípio, Giovanni Sforza recusou a separação e acusou Lucrécia de manter relacionamento incestuoso com o pai e o irmão Cesar. A força de ameaças, este marido acabou cedendo, confessou que era impotente, admitiu que o casamento jamais se consumara e o sacramento foi anulado. Ela ainda se casou mais duas vezes, sempre tendo em vista aliança política, com Alfonso de Aragon (Duque de Bisceglie) e Alfonso d'Este (Príncipe de Ferrara).

Teve inúmeros amantes e oito filhos. No último parto, morreram mãe e filha, em 1519. O primogênito, Giovanni Borgia, gestado e tido em segredo no intervalo entre o primeiro e o segundo casamentos, suscitou comentários maliciosos. Sua paternidade tornou-se uma incógnita: foi atribuída a um amante dela, mensageiro de Alexandre VI, chamado Perotto.

Mas corria a boca pequena que, na verdade, Giovanni era fruto de incesto, filho de Lucrécia com seu pai ou com seu irmão Cesar. Uma outra versão, dizia que Giovanni era filho do Papa com uma amante desconhecida ou, ainda, filho de Cesar. Assim, Giovanni poderia ter sido meio-irmão ou sobrinho de Lucrécia, escândalo em qualquer caso posto que Papa e cardeal traíram o voto de celibato. Nada discreto, Alexandre VI reforçou sua fama de devasso promovendo grandes festas que beiravam à orgia.


Papa Julio II (1503-1513)

Foi este que contratou Michelangelo para pintar a capela Sistina. Era pedófilo; ocupava muito de seu tempo na companhia de meninos e jovens michês (prostitutos).


Leão X (1513-1521) – Rachou a Igreja no Meio

Giovanni di Lorenzo de' Medici foi eleito papa em 1513. Adotou o nome Leão X. Ele se preparou para aquele destino: estudou teologia e direito canônico, foi bispo e cardeal e tornou-se famoso um comentário a ele atribuído quando alcançou o papado: “Uma vez que Deus nos conferiu o pontificado, vamos aproveitá-lo”.

Festejou sua própria eleição com um exótico cortejo pelas ruas de Roma: desfilaram bobos, músicos e animais selvagens. Também ofereceu um jantar luxuoso, durante o qual um rapaz pintado de ouro e fantasiado com asas representava um anjo para os convidados. O jovem morreu envenenado pelo ouro. Promovia caçadas. Queria realizar construção da Basílica de São Pedro. 

Enfim, esvaziou os cofres do Vaticano. Na urgência de levantar dinheiro, teve a ideia de estimular a venda de indulgências. Aquilo logo se transformou em um comércio ultrajante complementado pela venda de relíquias de procedência quase sempre duvidosa. A "salvação" podia ser comprada nas bancas dos representantes de Deus! Os milagres podiam ser alcançados pela nem sempre módica quantia que pagava um pedaço da cruz de Jesus ou um dedo de João Batista.

A degradação do cristianismo, com o papa validando práticas muito próximas da superstição pagã, provocou revolta em meio ao clero europeu e ali surgiu a figura de Martinho Lutero, o homem que deflagrou a Reforma Protestante dividindo os fiéis cristãos do continente em duas facções rivais.

Quando Lutero fixou suas 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg, Leão XI emitiu uma bula, Exsurge Domini, em junho 1520, censurando o texto de Lutero e ameaçando-o com a excomunhão. Ameaçou e fez. O precursor da reforma protestante foi excomungado em 1521 e o Cristianismo europeu perdeu sua unidade.


Clemente VII (1523 – 1534)

Era filho bastardo de Giuliano de Médici, assassinado na conspiração Pazzi contra os Médici. Clemente declarou como verdadeira relíquia o prepúcio sagrado de Jesus e declarou legítima sua veneração, concedendo indulgência aos peregrinos que visitassem o relicário.

Sua incapacidade de elevar o nível moral da Igreja ajudou o avanço da Reforma. Foi Mecenas de artistas como Rafael e Miguel Angelo. Clemente VII morreu envenenado, depois de comer uma refeição à base deAmanita phalloides, um cogumelo altamente tóxico. Antes de morrer, ele declarou:

"Que nos importam, em suma, os dogmas? O que nos convém é uma obediência passiva; o que devemos desejar é que os povos estejam eternamente submetidos ao jugo dos padres e dos reis; e, para conseguir este fim, para prevenir as revoltas, para fazer cessar esses ímpetos de liberdade, que abalam nossos tronos, é preciso empregar a força bruta, transformando em algozes os vossos soldados — os de Carlos V —; é necessário acender fogueiras, matar, incendiar; convém exterminar os sábios, aniquilar a imprensa! Então, tende a certeza de que nossos súditos entrarão na ortodoxia e adorarão de joelhos vossa majestade imperial" (M. Lachatre - Historia dos Papas, vol. 3 p. 403 - Lisboa 1895)


Paulo III (1534-1549)

Mantinha um relacionamento incestuoso com a irmã. Para obter o controle da fortuna da família, matou, por envenenamento, vários parentes, incluindo a mãe e uma sobrinha. Matou dois cardeais e um bispo polonês para estabelecer um argumento sobre uma questão teológica. Ele foi, ainda, provavelmente o maior cafetão que já existiu. Tinha uma lista de 45 mil prostitutas que pagavam tributo mensal ao papado.


Julio III (1550-1555)

Outro entre os homossexuais e incestuosos. Sodomizava adolescentes imberbes, entre os quais, o próprio filho ilegítimo. O famoso poema do Cardeal della Casa, In Praise of Sodomy (Louvor a Sodoma), foi dedicado e este Papa.


Pio V (1566-1572) – Perseguição aos Judeus

Este papa, que foi beatificado no dia 27 de Abril de 1672 e foi canonizado no dia 22 de Maio de 1712, declarou na bula Romanus Pontifex perseguição da Igreja aos judeus e a sujeição deles à servidão perpétua ao papa, tornando-os seus escravos:

“Pela autoridade da presente carta, nós ordenamos que todo e cada judeu de ambos os sexos em nosso domínio temporal e em todas as cidades, terras, lugares e baronatos sujeitos a eles deve deixar sua terra no espaço de três meses a partir da publicação da presente carta. Devem ser despojados de suas propriedades e processados de acordo com a lei. Eles devem tornar-se servos da Igreja Romana e sujeitar-se à servidão perpétua. E a dita Igreja deve ter sobre eles os mesmos direitos que outros domínios têm sobre seus escravos e servos” (Papa Pio V, 1567, bula Romanus Pontifex, VII, 741)


Conclusão

Muito mais poderia ter sido dito e mostrado, tanto sobre cada um deles como também de outros inúmeros papas ao longo da História, mas o que foi apresentado nas duas partes deste estudo já é o suficiente para mostrar o quão inteligente é colocar sua fé em um indivíduo supostamente dotado de infalibilidade, mas capaz de praticar os piores pecados que chegam a causar assombros no próprio demônio.

Deste modo, nós, cristãos, ficamos felizes e satisfeitos por colocarmos a nossa fé no único infalível e inerrante – Cristo Jesus – e não em homens pecadores, horrivelmente cruéis e idolatrados por milhões de fieis em todas as partes do mundo, que nem fazem ideia de tamanha sujeira e sangue que já mancharam Roma há muito tempo.

Agora os católicos já podem se sentir de consciência limpa quando falarem de Lutero.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

-Obras bibliográficas e fontes referenciais:
- Santos e Pecadores: A História dos Papas (Eamon Duffy)
- Enciclopédia Católica
Liber pontificalis (Livro dos Papas)
Liber Gomorrhianus (São Pedro Damião)
Exsurge Domini (Leão XI)
- A História dos Papas (M. Lachatre)
- Bula Romanus Pontifex (Pio V)


-Artigos relacionados:


-Não deixe de acessar meus outros sites:
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Preterismo em Crise (Refutando o Preterismo Parcial e Completo)
Desvendando a Lenda (Refutando a Imortalidade da Alma)

8 comentários:

  1. Olá Lucas, tudo bem?

    Queria perguntar uma coisa que muito tenho muita dúvida.. é a respeito da ceia do Senhor, mas conhecida como "Santa Ceia". Muitos defendem o argumento que, nas passagens onde fala sobre esse assunto Jesus se referia ao "partir/comer o pão" e "tomar o vinho -novo testamento" em uma forma espiritual e não física. Gostaría de saber como esta no original grego essas passagens pois fala claramente "tomai e comei" "fazei em memória de mim" etc.. Ainda dizem mais, que essa forma fisica de "comer a ceia" foi infundado pela ICAR (novamente), que é pratica dos pagãos, do deus mitra e etc.. Como esses comentarios não são tão novos assim acredito que o irmão ja deve tenha ouvido falar a respeito. Fico aguardando seu retorno. Obrigada.

    A Paz do Senhor!

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    1. Olá, Ligiah, a paz. Embora eu não creia na doutrina da transubstanciação dos elementos da Ceia (i.e, que o pão e o vinho se transformem literalmente no corpo e no sangue de Cristo), não há cabimento para a tese de que o comer o pão não seja um ato físico. De fato existia um pão e existia um vinho, senão o apóstolo Paulo não teria dito que alguns chegavam a ficar BÊBADOS por beberem demais do vinho da Santa Ceia:

      "Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se" (1 Coríntios 11:21)

      Como alguém poderia ficar EMBRIAGADO tomando algo que não fosse real? Não há o menor sentido nessa tese.

      Um abraço.

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    2. Lucas, esse ponto é interessantíssimo! Eu sempre questionava os católicos ( crentes na transubstanciação) sobre como o sangue do Senhor poderia embriagar alguém.

      Talvez alguém diga: Cuidado! Se beber demais o sangue de Cristo, não dirija.

      É cada uma.

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    3. Perfeita observação, se o vinho fosse de fato TRANSFORMADO no sangue de Cristo (como dizem os católicos), quem o bebesse não poderia ficar bêbado, a não ser que o sangue de Jesus tornasse alguém bêbado(!), o que é um absurdo. Portanto é óbvio que o vinho nunca deixa de ser vinho. Um abraço!

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    4. Lucas, boa tarde.. tudo bem?

      Queria te pedir, caso tivesse como, que o irmão escrevesse algo sobre a Santa Ceia, pode ser resumido, qual o intuito dela, pq Jesus nos pediu para "fazer em memória dele" e qual seu grau de importancia, se tem algum vínculo em relação a salvação. Tenho muitas dúvidas caro irmão Lucas. Desculpe prolongar esse assunto, me responda quando puder. Fico confusa pois em outras passagem diz que Ele é o PÃO VIVO que desceu do céu, que o seu sangue é o novo testamento, repartir o pão seria repartir ele proprio, ou seja, a palavra e também tem a passagem que o irmão citou numas das cartas de Paulo. Enfim! como pode perceber são muitas as minhas dúvidas. Por favor me ajude. Muito obrigada.

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    5. Olá, Ligiah. Há vários artigos sobre a Santa Ceia aqui neste blog, vou lhe passar uma lista deles:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/joao-6-e-transubstanciacao-parte-5-final.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/joao-6-e-transubstanciacao-parte-4.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/joao-6-e-transubstanciacao-parte-3.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/joao-6-e-transubstanciacao-parte-2.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/joao-6-e-transubstanciacao.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/os-pais-da-igreja-e-transubstanciacao_22.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/os-pais-da-igreja-e-transubstanciacao.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/os-horrores-da-transubstanciacao.html

      Por estes dias será difícil eu arranjar tempo para escrever algo mais completo sobre a Santa Ceia que envolva todas essas questões, mas quando puder eu escrevo um, e confira nos artigos acima se algum deles preenche as suas dúvidas.

      Abraços.

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    6. Obrigada.. vou dar uma lida sim.

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