29 de agosto de 2012

O inferno e o fogo eterno


A Igreja Católica trata o destino dos pecadores como condenados a um inferno de tormento eterno como um ponto de fé indiscutível. E, para isso, eles se utilizam de algumas interpretações distorcidas dos textos bíblicos, que mais servem de prova contra eles do que a favor, as quais eu refuto com mais exaustão e amplitude em meu livro sobre o tema: A Lenda da Imortalidade da Alma, e aqui farei apenas breves comentários sobre cada passagem.

-O “Fogo Eterno”

Os imortalistas argumentam que a linguagem bíblica acerca do “fogo eterno” implica necessariamente que os ímpios passarão de eternidade em eternidade queimando em meio às chamas como em um processo infindável. Porém, a linguagem bíblica acerca de fogo eterno é bem diferente disso. Biblicamente, fogo eterno é uma linguagem aplicada para os efeitos irreversíveis da destruição, e não para um processo literalmente sem fim.

Para explicar isso com exemplos práticos à luz da Sagrada Escritura, basta vermos aquilo que Deus diz sobre Edom:

“Os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu pó, em enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de noite nem de dia se apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será assolada, e para todo o sempre ninguém passará por ela” (Isaías 34:9-10)

Onde é que estão os edomitas? Já desapareceram há muitíssimo tempo e na sua terra o fumo não está subindo nem queimando e muito menos o piche está ardendo até hoje. Mas seria de se esperar que víssemos um fogo literalmente queimando até os dias de hoje como em um processo sem fim na terra de Edom, no caso da linguagem de “fogo eterno” (“nem de noite nem de dia se apagará... subirá para sempre a sua fumaça... de geração em geração será assolada”) implicasse naquilo que os imortalistas afirmam que implica.

Os ribeiros de Edom não estão queimando até hoje. O fogo que Deus enviou sobre Edom não durou de “geração em geração” em sentido literal. Nem tampouco vemos alguma fumaça subindo de lá em tempo contínuo e ininterrupto. Qualquer um poderia olhar para essa descrição e pensar: “Deus mentiu! A Bíblia é uma farsa! Viva o ateísmo! Viva Dawkins”! Não tão cedo. Só pensa que a profecia bíblica não se cumpriu se estiver com um conceito errado daquilo que o “fogo eterno” signifique.

Se olharmos pela ótica imortalista, realmente, a profecia falhou e a Bíblia mente. Mas, se olharmos exegeticamente, apenas constatamos que o fogo eterno é uma linguagem bíblica para uma destruição irreversível causada pelo fogo. Em outras palavras, o fogo que consumiu Edom a deixou em ruínas para sempre (“eterno”), não por estar queimando até hoje, mas porque os efeitosda destruição são eternos (irreversíveis). Da mesma forma, lemos Deus dizendo aos israelitas:

“Mas, se não me ouvirdes, e, por isso, não santificardes o dia de sábado, e carregardes alguma carga, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de sábado, então, acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém e não se apagará(Jeremias 17:27)

Aqui vemos que Deus disse que se o povo israelita deixasse de santificar o sábado, ele iria acender fogo nas portas da cidade que “não se apagará”. Lemos em 2ª Crônicas 36:19-21 que esta profecia se cumpriu. A cidade está queimando até hoje? É claro que não! Os palácios antigos da cidade nem existem mais, muito menos estão queimando até hoje.

As portas da cidade também não estão em chamas. Então, o que aconteceu com a profecia bíblica? Não se cumpriu? Deus falhou? Pelo contrário: a profecia se cumpriu perfeitamente, quando temos em vista o significado real do termo “fogo eterno” ou “que não se apagará”. Como já vimos, este fogo eterno significa uma destruição completa e irreversível, cujos efeitos são permanentes.

No caso da profecia acima, o fogo realmente destruiu completamente os palácios de Jerusalém, que simplesmente deixaram de existir – não estão até hoje entre as chamas. No caso dos ímpios, é a mesma coisa que acontecerá: serão consumidos completamente pelo fogo eterno, isto é, serão completamente consumidos de modo irreversível. Deus também disse sobre a floresta do Neguebe:

“Diga à floresta do Neguebe: Ouça palavra do Senhor. Assim diz o Soberano, o Senhor: Estou a ponto de incendiá-la, consumindo assim todas as suas árvores, tanto as verdes quanto as secas. A chama abrasadora não será apagada, e todos os rostos, do Neguebe até o norte, serão ressecados por ela. Todos verão que eu, o Senhor, acendi, e não será apagada (Ezequiel 20:47,48)

Notem que Deus diz que essa floresta seria “consumida” e que o fogo “não seria apagado”. Essa linguagem é exatamente a mesma que Deus emprega para o destino final dos ímpios: serão “consumidos”(Sf.1:18; Lc.17:27-29; Is.47:14; Sl.21:9; Jó 20:26-29; Ap.20:9; Is.26:11; Naum 1:10; Sl.21:9; Lc.17:27-29) pelo “fogo eterno” (Mt.25:41; 18:8).

Para os imortalistas, essa linguagem bíblica de consumir pelo fogo eterno significa o prosseguimento eterno de vida, queimando em meio às chamas de um inferno eterno. Já pela Bíblia, vemos que essa mesma linguagem é expressa para tratar das florestas do Neguebe, que seriam “consumidas” (Ez.20:47) por um fogo que “não seria apagado” (v.48). E as florestas do Neguebe estão queimando até hoje? Não! Não!! Não!!! Mil vezes: não!

Portanto, a linguagem bíblica de consumir por um fogo eterno que não é apagado não implica no prosseguimento eterno de vida através de um processo infindável em meio às chamas em algum lugar, mas sim na extinção completa do sujeito, com efeitos eternos (permanentes), assim como ocorreu com a floresta do Neguebe (Ez.20:47,48), com os palácios de Jerusalém (Je.17:27), com os ribeiros de Edom (Is. 34:9-10) e com Sodoma e Gomorra:

“De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades ao redor se entregaram a imoralidade e a relações sexuais antinaturais, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno (Judas 7)

Judas chama o fogo que caiu sobre Sodoma e Gomorra (registrado em Gênesis 19:24) de “fogo eterno”. Porém, será que em Sodoma e Gomorra está entre chamas até os dias de hoje? Certamente que não! No lugar, atualmente, encontra-se o Mar Morto. Não há fogo eterno dentro do Mar Morto, e o fogo que caiu sobre Sodoma e Gomorra serviu para consumir completamente as cidades e exterminar por completo os seus habitantes, e não deixá-los para sempre em meio àquelas chamas, embora Judas tenha chamado de “fogo eterno”!

O que mais impressiona é que Judas diz que este fogo “eterno” que caiu sobre Sodoma e Gomorra era uma figura (tipologia) do fogo eterno do dia do Juízo Final, o que se deduz claramente da frase que ele diz: “...foram postas como exemplo. Em outras palavras, aquilo que aconteceu com Sodoma e Gomorra será o mesmo que ocorrerá com os pecadores no dia do Juízo. Por acaso Sodoma e Gomorra sofrem entre as chamas até hoje? Por acaso o fogo que caiu naquelas cidades serviu para exterminar por completo tudo e todos, ou para continuar queimando para sempre?

A resposta é óbvia: o exemplo de Judas elucida bastante a questão e nos mostra com clareza incontestável a verdade bíblica do aniquilamento dos ímpios pelo “fogo eterno”. Poderia passar mais quinhentas passagens que tratam disso, mas por enquanto chega, isso é só um artigo, quem quiser leia o meu livro com mais de 850 mil caracteres sobre isso.

O resumo de tudo isso é o seguinte: o fogo eterno não é uma linguagem que expressa tormento eterno, consciente e infinito como em um processo, mas sim uma linguagem que denota claramente um aniquilamento (cessação completa de vida) com efeitos eternos (irreversíveis) para aquele que sofrer este dano da segunda morte. Ou seja, o fogo é eterno em seus efeitos, e não em seu processo. Qualquer principiante de Bíblia consegue perceber isso quando se depara com todas as evidências bíblicas.

Antes de terminar, penso ser útil passar o repertório bíblico de aniquilamento dos ímpios (onde em meu livro eu cito aproximadamente 175 passagens em sequencia, aqui irei apenas fazer um breve resumo de citações, quem quiser pode ir conferir cada uma delas). Biblicamente, vemos que os ímpios serão:

-eliminados (cf. Pv.2:22; Sl.37:9; Sl.37:22; Sl.104:35; Is.29:18-20), destruídos(cf. 2Pe.2:3; 2Pe.2:12,13; Tg.4:12; Mt.10:28; 2Pe.3:7; Dt.7:10; Fp.1:28; Rm.9:22; Sl.145:20; Gl.6:8; 1Co.3:16,17; 1Ts.5:3; 2Pe.2:1; Sl.145:20; Sl.94:23; Pv.1:29; 1Ts.5:3; Jó 4:9; Sl.1:4-6; Sl.73:17-20; Sl.92:6,7; Sl.94:23; Pv.24:21,22; Is.1:28; Is.16:4,5; Is.33:1; Lc.9:25; Gl.6:8; 1Ts.1:8,9), arrancados (cf. Pv.2:22), mortos(cf. Jo.8:24; Jo.11:28; Jo.6:47-51; Is.65:15; Rm.6:23; Is.11:4; Pv.11:19; Sl.34:21; Rm.8:13; Sl.62:3; Pv.15:10; Tg.1:15; Rm.8:13; Pv.19:16; Is.66:16; Je.12:3; Rm.1:32; Ez.18:21; Ez.18:23,24; Ez.18:16,28; 2Co.7:10; Rm.6:16; 2Co.3:6; Hb.6:1), exterminados (cf. Sl.37:9; Mc.12:5-9; At.3:23), executados (cf. Lc.19:14,27), serão devorados(cf. Ap.20:9; Jó 20:26-29; Is.29:5,6; Sl.21:9), se farão em cinzas (cf. 2Pe.2:6; Is.5:23,24; Ml.4:3), não terão futuro (cf. Sl.37:38; Pv.24:20), perderão a vida (cf. Lc.9:24), serão consumidos (cf. Sf.1:18; Lc.17:27-29; Is.47:14; Sl.21:9; Jó 20:26-29; Ap.20:9; Is.26:11; Naum 1:10; Sl.21:9; Lc.17:27-29), perecerão(cf. Jo.10:28; Jo.3:16; Sl.37:20; Jó 4:9; Is.66:17; Sl.37:20; Sl.68:2; Sl.73:27; At.13:40,41; Is.1:28; Is.41:11,12; 1Co.1:18; Rm.2:12; 2Co.4:3; 2Co.2:15,16; Lc.13:2,3; Lc.13:4,5; 2Ts.2:10), serão despedaçados (cf. Lc.20:17,18; Mt.21:44; 1Sm.2:10), virarão estrado para os pés dos justos(cf. At.2:34,35), desvanecerão como fumaça(cf. Sl.37:20; Sl.68:2; Is.5:24), terão um fim repentino (cf. Sf.1:18; Pv.24:21,22; Is.29:5,6; 1Ts.5:3; Is.29:18-20; 2Pe.2:1), serão como a palha que o vento leva (cf. Sl.1:4-6; Is.5:24; Is.29:5,6), serão como a palha para ser pisada pelos que vencerem (cf. Ml.1:1,3; Mt.5:13; Hb.10:12,13), serão reduzidos ao pó (cf. Sl.9:17; Is.5:24; Is.29:5,6; Lc.20:17,18; Mt.21:44; 2Pe.2:6), desaparecerão (cf. Sl.73:17-20; Is.16:4,5; Is.29:18-20), deixarão de existir (cf. Sl.104:35), serão apagados (cf. Pv.24:20), serão reduzidos a nada (cf. Is.41:11,12; 1Co.2:6), serão como se nunca tivessem existido (cf. Ob.1:16), serão evaporados (cf. Os.13:3), será lhes tirada a vida (cf. Pv.22:23; Jo.12:25), e não mais existirão (cf. Sl.104:35; Pv.10:25).

Cabe ao leitor honesto e pensante discernir se essa linguagem bíblica se parece mais com aniquilamento ou com um tormento infinito com consequente subsistência eterna de existência...

E, antes de terminar, deixo aqui um desafio a todos os que seguem a doutrina católica do tormento eterno do inferno:

-Que me tragam um único exemplo bíblico onde comprovadamente um “fogo eterno” está queimando literalmente até os dias de hoje como em um processo infindável de dias.

Ficarei imensamente grato por isso.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com) 


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41 comentários:

  1. Sinto-me incomodada com certas heresias no meio cristão, como o inferno de fogo eterno e o arrebatamento secreto, gostaria muito que os cristãos vivessem uma fé pura e sem mentiras e enganos, como alertá-los, parecem cegos!!

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    Respostas
    1. Assino embaixo! De fato, estas duas doutrinas (inferno de fogo eterno e arrebatamento secreto) são duas doutrinas errôneas, que fazem muito mais mal do que bem na comunidade cristã, e que devem ser imediatamente corrigidas. Abraço!

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  2. Prezado Lucas Banzoli

    Boa noite

    Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pela sua colocação sobre a questão da mortalidade da alma.Seus artigos sobre o tema são muito bem fundamentados e coerentes.
    Poderia me explicar Mateus 25:46 onde é usado a palavra grega aionios,tanto para a palavra castigo quanto para a palavra vida.Se a palavra é entendida como um tempo não eterno, então a vida eterna seria somente por um tempo e não eterna?

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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    Respostas
    1. Olá, Luiz. Acabei de criar um artigo para responder a sua pergunta:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/o-castigo-eterno-de-mateus-2546.html

      Fique com Deus!

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  3. Prezado Lucas Banzoli

    Bom dia

    Muito obrigado pela resposta.Respeito muito a visão mortalista.Tenho lido com atenção os argumentos a favor da visão mortalista e confesso que tenho achado interessante,inclusive teve um debate entre o Professor Leandro Quadros e um Pastor que defendia a imortalidade,e tenho que admitir que o Professor foi mais seguro e coerente em seus argumentos.
    Eu gostaria de postar um comentário sobre o tema que na verdade reflete a razão pela qual eu entendo não ser possível um aniquilação em sentido absoluto.
    Eu entendo que antes de Deus criar todas as coisas,visíveis e invisíveis só Deus existia.Sendo assim quando dizemos que Deus criou as coisas a partir do nada,significa que Deus criou as coisas a partir dele mesmo,logo tudo estava em Deus.A essencia das coisas em Deus ,não seriam iguais a essência de Deus pois se fossem iguais seriam Deus,porém as coisas tem a essência Dele,isto é Ele preenche todas as coisas.Sendo assim quando dizemos que as coisas não existem não significa que elas não existam em sentido absoluto,pois o nada nunca existiu,existe ou existirá e como as coisas um dia foram criadas não podem nem estar no nada e nem ser o nada,pois o nada não pode vir a ser algo,as coisas vem de Deus.A essência das coisas é diferente da essência de Deus que sempre existe e diferente do nada que nunca existe.A essência das coisas em Deus,são totalmente preenchidas pela essência de Deus e nesse sentido “não existem”.Quando são criadas passam a existir em si mesma com suas características,porém são diferentes da essencia de Deus que é eterna e nunca foi criada e passou a existir.Se entendermos uma aniquilação em sentido absoluto as coisas passam a ser o nada o que descaracterizaria o nada pois o nada nunca existe,se algo se torna o nada então o nada em um momento anterior foi algo.Bom é isso.

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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    1. Olá, Luiz.

      Não tenho conhecimento filosófico para debater com você por este prisma, mas posso objetar o seu argumento por razões lógicas, como por exemplo:

      -Se o seu argumento de que não pode haver aniquilacionismo porque o nada não existe e nem pode existir está correto em sentido pleno e absoluto, então deveríamos pressupor que quando matamos um pernilongo ele não deixa de existir absolutamente, mas tem que estar subsistindo de alguma forma ou em algum lugar.

      O mesmo vale com todos os outros seres vivos. Se matarmos uma mosca, ela deixa de existir ou continua subsistindo eternamente de forma consciente? Se a resposta for que ela não deixa de existir, então você estaria sustentando as teses espiritualistas e de outras seitas que pregam que até mesmo os animais continuam existindo após a morte, e vão reencarnando em outros corpos, e assim por diante.

      Mas, se você concordar que o pernilongo, a barata e a mosca (a exemplo de todos os demais animais) realmente morrem e deixam de existir (ao invés de terem um prosseguimento eterno de vida consciente em algum lugar), então por que deveria necessariamente ser diferente com nós seres humanos, estabelecendo uma impossibilidade para nós que não é impossibilidade para os outros?

      Pense bem nisso. O seu argumento está bem estruturado filosoficamente, mas não logicamente. Pois, uma vez admitindo a veracidade do seu argumento no campo real e não apenas no campo das ideias, teremos que por critério admitir que todas as coisas e todos os seres (não apenas os seres humanos) continuam existindo de alguma forma mesmo depois de mortos. E isso iria abrir espaço para todas as heresias vindas de seitas anticristãs, que chocam-se plenamente com a Bíblia.

      É por isso que eu prefiro ficar com a clareza das Escrituras que nos mostram um arsenal muito grande de aniquilacionismo, e não de um prosseguimento eterno de vida entre as chamas de um lago de fogo e enxofre.

      Que Deus te abençoe!

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  4. Prezado Lucas Banzoli

    Boa noite

    Muito obrigado pela resposta.
    Suas colocações foram muito interessantes e oportunas.
    Só gostaria de teclar um comentário.
    Quando um gafanhoto,mosca ou qualquer outro animal morre, a estrutura fisica dos mesmos não some ou desaparece de repente,passa por um processo de decomposição.Bom embora eu não entenda muito do assunto sobre quimica creio que a esturuta fisica vai se decompondo gradativamente até que as partes constituintes se espalham,podendo creio eu,se tornar atomos ou algo menor ou se funde na terra,porém algo permanece.Se existiu vida então foi ação Divina que deu a vida e o folego de vida é algo,que no caso dos animais desce para a terra, talves os dos insetos também desçam e se misturem na terra,porém não desaparece.Deus, autor da vida por excelência pode através de Seu Poder transformar poderosamente e de maneira tremenda eles pela ressurreição.Nestes casos não é necessário aceitar a reencarnação para o prosseguimento da vida.As partes diminutas constituintes da estrutura fisica e o aspecto espiritual permanecem ainda que invisível a olhos humanos.Mais uma vez,obrigado pela atenção e compreensão.

    Um abraço e felicidades

    Luiz


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    1. Olá, Luiz. Respeito muito a sua opinião, mas discordo dela por alguns aspectos bíblicos e lógicos, os quais irei abordar resumidamente. O primeiro, é que dificilmente poderíamos conceber que os animais ressuscitarão. Essa foi uma conclusão sua, mas que não tem base bíblica.

      Eu creio que a possibilidade de todos os animais ressuscitarem um dia são muito baixas, não apenas porque a Sagrada Escritura apenas diz sobre ressurreição de seres humanos e absolutamente nada sobre ressurreição de animais, mas também pelo fato de que, se todos os animais que já pisaram neste planeta ressuscitarem um dia, não haveria espaço para a humanidade.

      Além disso, seria presumível de que nestes milhares (ou milhões, dependendo de como você vê a idade da terra) de anos alguns destes animais já estivessem ressuscitando, o que também não ocorre. Por fim, vale ressaltar que Deus prometeu que faria novos céus e nova terra, e, portanto, não haveria como os animais que já passaram por todo o processo de decomposição "ressuscitarem" naturalmente, pois toda esta terra será desfeita para dar lugar a uma nova terra prometida. E nessa nova terra não há inferno, não há diabo, não há ímpios, não há pecado, não há maldição. Há apenas Cristo e os que com Ele reinam.

      Uma última observação: eu passei o exemplo dos animais não apenas para sustentar que é possível algo passar a inexistência, mas principalmente para atestar que, após a morte destes, eles perdem completamente a consciência e racionalidade.

      Em outras palavras, não mais vivem, apenas resta uma carcaça que em algum tempo passará por decomposição. Se este processo sucede aos animais, por que não poderíamos dizer que ocorreria com os próprios seres humanos? Creio que os corpos mortos ficarão expostos no Geena, como nos diz o Apocalipse, até o dia em que Deus fizer novos céus e nova terra, onde os próprios cadáveres não mais existirão. E, ainda que voltassem a existir de alguma forma, ficaria muito difícil eles voltarem a subsistir conscientemente e corporalmente na mesma forma de vida humana, com os mesmos pensamentos e personalidade conservada e plenamente mantida.

      Nenhum átomo consegue se tornar naturalmente um ser humano consciente, isso é fruto da ação divina. Muito menos conseguiria voltar a ser um ser pensante mantendo a memória daquilo que era antes. Isso é impossível por processos naturais, a não ser que aconteça por ação divina. Porém, biblicamente não há nenhuma menção que Deus ressuscite os mortos ímpios duas vezes; ou melhor, que eles voltem a ser ressuscitados após serem destruídos no lago de fogo.

      Se fossem, isso iria contradizer as Escrituras e ainda por cima iria abrir margens à tese universalista, que prega que todos serão salvos, o que sabemos que é uma heresia e que anula a obra vicária de Cristo e a salvação pela fé.

      Um abraço, me desculpe pela demora em respondê-lo, e que Deus lhe abençoe!

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  5. Prezado Lucas Banzoli

    Bom dia

    Agradeço mais uma vez sua resposta.
    Quanto a demora ,não tem problema.
    Também respeito a sua visão.
    Eu teclei sobre os atomos para indicar tão somente que resta algo ou seja nao some ou desaparece no nada.Entendo que no Novo Céu e Nova Terra não teria problema de espaço pois Deus pode fazer um espaço fora de nossa compreensão humana,seria então um espaço espiritual.A ressurreição cósmica daria a possibilidade da ressurreição dos animais pela ação de Deus somente.É certo que existe uma grande diferença entre seres humanos e animais tanto fisica quanto espiritual,porém mesmo assim entendo que os animais tem um aspecto espiritual que naõ some no nada.Se algo espiritual permanece Deus pode fazer ressurgir .De fato,é Deus quem ressucita os corpos que tem atomos.Mais uma vez parabens pelos artigos sobre a questão da mortalidade da alma.

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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    Respostas
    1. Olá, Luiz.

      Bom, eu creio que não há muito mais a comentar sobre isso, pois tanto eu quanto você já mostramos o que entendemos sobre este aspecto da inexistência, portanto continuarmos debatendo sobre isso seria somente repetirmos os mesmos argumentos já apresentados por ambos os lados. Permita-me somente enumerar as minhas razões finais sobre os seus últimos argumentos:

      1) Não há lugar nenhum na Bíblia que pregue que todos os animais irão ressurgir um dia, muito menos que todos ressurgirão com a mesma consciência de antes, enquanto estavam vivos. Eu particularmente creio ser improvável que todos os insetos, anfíbios, mamíferos, animais terrestres e aquáticos, etc, todos eles venham a seres ressuscitados por Deus, pois a Bíblia fala somente sobre ressurreição de justos e ímpios, não dos animais. Portanto, embora isso seja possível, creio que seja muito improvável que em todas as vezes que um escritor bíblico relatasse a ressurreição sempre se focasse somente e unicamente nos seres humanos, mas nunca se lembrasse dos animais.

      2) Eu creio que Deus seja suficientemente poderoso para fazer com que algo passe a inexistência, da mesma forma que não existiam antes de serem criados (digo isso no campo físico e natural). Negar que Deus possa aniquilar algo é subtrair a Onipotência divina. Onipotência consiste exatamente em ter poder para executar todas as coisas que não sejam mutuamente excludentes, e, portanto, Deus tem poder para destruir ou aniquilar tanto o corpo como a alma, como nos é dito em Mateus 10:28. Ou seja, o mesmo Deus que teve poder para criar tudo também tem poder para eliminar tudo. Da mesma forma que ele trouxe todas as coisas à existência, ele pode também trazer todas as coisas à inexistência. Isso faz parte da Onipotência divina, e é por isso que a Bíblia diz que a nossa vida está nas mãos de Deus.

      3) Ainda que você diga que um átomo continua subsistindo mesmo após a pessoa ou animal chegar à morte, o fato é que a consciência e racionalidade é completamente perdida. Por isso, não nego que possa se tornar átomos, o que eu nego é que a consciência, racionalidade e personalidade seja mantidas e conservadas. Quando digo que os ímpios serão aniquilados, o que eu estou dizendo é exatamente que o ser racioinal e consciente deles chegará ao fim, assim como quando um pernilongo é esmagado contra a parede e imediatamente perde a consciência de si. Se o processo de decomposição leva um tempo ou se vai se tornar átomos, isso é uma outra história, e eu não nego essa possibilidade. Só quero dizer que o seu argumento, ainda se for provado estar correto, não nega a aniquilação dos ímpios como sendo o fim de todos os pensamentos e consciência humana. Se Deus vai fazer com que estes átomos sejam usados para uma futura ressurreição aí é outra história, mas isso seria antibíblico, visto que a Bíblia não prega uma segunda ressurreição para os ímpios ou uma segunda chance após a morte.

      Creio que uma análise mais criteriosa do seu argumento pode constatar que ele, ainda que verdadeiro, não nega as teses bíblicas sobre o aniquilacionismo final, no sentido que eu expus acima. Portanto, podemos estar falando a mesma coisa com prismas diferentes.

      Que Deus te abençoe!

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    2. Em mateus 25:45 está escrito: "E irão estes para O TORMENTO ETERNO, mas os justos, para A VIDA ETERNA"(Mt. 25:46) A mesma palavra grega para eterno é a mesma para definir a eternidade de D eus, e a do estado dos dois grupos de pesssoas , as que vão ao céu, e as que vão a perdição, se os salvos vão viver eternamente, porque os que vão as castigo etrno não vão? sendo que jesus aplica a mesma sentença a ambos? Como explicar as diversas penalidades aos pecadores se houver um fogo aniquilador? Corazim e Betsaida, vão receber mais duro juízo, como será aplicado isto se ofogo consome os pecadores deuma só vez?

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    3. Este argumento de que "Jesus usa a mesma palavra, então é eterno nos dois casos", é um argumento muito fraco, porque NENHUM aniquilacionista crê que a condenação dos ímpios não é eterna. Todos nós cremos na condenação eterna. O eterno é realmente eterno para os dois casos. A diferença não está no "eterno" em si, mas sim NO QUE que é "eterno". No primeiro caso, Jesus fala de VIDA eterna, ou seja, existência para sempre. No segundo caso, ele fala de MORTE eterna, ou seja, inexistência para sempre. Ambos serão julgados a algo no qual estarão para sempre, mas um é vida, outro é morte. A tradução do texto que você me passou está adulterada, o original não traz "basanos" (tormento), mas sim "kolasin" (punição no sentido de pena capital), ou seja, mais uma vez mostrando o contraste entre VIDA [existência] eterna e MORTE [inexistência] eterna. Veja este artigo:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/mateus-2546-fala-de-um-tormento-eterno.html

      Com relação ao segundo texto, há uma diferença entre aniquilacionismo direto e aniquilacionismo posterior a castigo. Os testemunhas de Jeová creem da primeira maneira, os adventistas creem da segunda maneira, eu não sou nenhuma das duas coisas mas concordo com os adventistas nesta questão: a Bíblia fala de castigo, punição proporcional aos delitos de cada um, então existe o castigo, como este texto diz. Na verdade o texto em questão derruba a própria tese de tormento eterno, porque se o tormento é eterno ele é igual para todo mundo (eterno), então como pode ser que alguém seja MAIS castigado que outro? Impossível, a não ser que o tormento não seja "para sempre" para todo mundo, mas uns sejam castigados por mais tempo e outros por menos tempo, para em seguida serem aniquilados, essa é a doutrina bíblica.

      Abraços.

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  6. Prezado Lucas Banzoli

    Boa tarde

    Muito obrigado pelo e-mail.
    Primeiramente eu gostaria de agradecer pelas respostas e parabenizá-lo pela sua dedicação ao tema sobre a alma.Confesso que tenho aprendido muito sobre a mortalidade da alma.Nunca tinha visto um estudo assim,parabéns.
    Entendo que as coisas antes de serem criadas não eram o nada e nem estavam no nada pois estavam em Deus,ou seja a natureza delas estava preenchida pela Natureza de Deus,antes da criação de tudo só existia Deus.
    Bom entendo também que o ser consciente levando em consideração que estão no elemento espiritual permanecem,pois são algo e assim também não podem se tornar o nada.Creio que a Onipotência neste caso não é afetada pois tem coisas que por serem impossíveis não acontecem,como por exemplo Deus se auto destruir.

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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  7. Prezado Lucas Banzoli

    Desculpa, esqueci de postar o comentário abaixo.
    Você está certo quando teclou que já foram expostos os argumentos.
    Este assunto me fez lembrar da visão imortalista dos dicotomistas que também creem que os animais não existirão mais,porém creio que fica meio estranho admitir que os seres humanos tem uma alma imortal e os animais não tem. Agradeço muito seus argumentos,respeito e consideração.

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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    1. Olá, Luiz. Embora eu não creia na ressurreição dos animais, creio que você tem razão quando diz que é incoerente considerar que os seres humanos tem uma alma imortal e os animais não; afinal, no hebraico a mesma palavra para alma (nephesh) aparece para ambos no relato da criação em Gênesis 2, indiscriminadamente.

      Quanto ao argumento sobre a impossibilidade da inexistência, embora eu e você já tenhamos concordado que nós dois já expomos os nossos argumentos e que não há mais necessidade de debate sobre isso, gostaria somente de saber se você crê na pré-existência das almas, em estado consciente antes da encarnação.

      Você diz que o nada não existe, e que todas as coisas já existiam em Deus. Mas isso é diferente de dizer se essas coisas que estavam em Deus já existiam conscientemente ou não. Se as almas já existiam conscientemente, isso significa que você crê igual aos espíritas na crença da pré-existência das almas, crença essa que foi fortemente rejeitada pela Igreja Cristã ao longo de todas as épocas de Cristianismo, mas que é pregada pelos espíritas e kardecistas.

      Mas se a resposta for que não, isso significa que há a possibilidade de algo não existir conscientemente. Sendo assim, se as almas não existiam conscientemente antes de serem criadas, por que não poderiam voltar a não existir conscientemente no futuro? Isto é, se em algum momento no passado as almas não existiam conscientemente, isso significa que em algum momento no futuro elas também podem não viver conscientemente. Sendo assim, o argumento da impossibilidade lógica seria derrubado.

      Abraços e felicidades.

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  8. Prezado Lucas Banzoli

    Bom dia

    Muito obrigado pela sua resposta.

    Você citou uma questão muito interessante e pertinente.


    Antes da criação das coisas visiveis e invisíveis todas as almas estava em Deus como todas as coisas sendo assim não poderiam estar no nada ou não existência pois a Essência de Deus impossiblita o nada.Entendo que o nada só seria possível caso Deus se auto destruisse.

    As coisas estando em Deus ainda não tem uma essência em si mesmas, só teriam tal essência depois de criadas,sendo assim a essência delas está incompleta.Se está incompleta então está inconsciente,porém tal consciência está em Deus,e se está em Deus,logo existe pois a consciencia também não pode estar no nada. As almas estão inconscientes mas não estão no nada estão em Deus que tem a consciência delas. Então veja, as coisas com as consiencias delas existem,apenas ainda não foram criadas(criação que sai de Deus) para que se manifeste a essência em si mesmas.Como as coisas em Deus estão incompletas?Só Deus é Pleno, e mesmo Nele as essências devem ter a incompletude pois quando Deus preenche elas é ação de Deus reflete à Soberania de Deus nelas quando Deus as preenche a consciencia ainda não é manifesta nelas pois ainda não foram criadas.Saõ duas ações de Deus uma é o preenchimento outra é a colocação da consciência.Quando Deus preenche as almas e não coloca a consciência,isto é estando Nele, reflete ainda mais o Poder e a Soberania Dele sobre elas.Em relação ao futuro,veja no futuro as coisas já foram criadas elas já tem um essência em si mesmas antes da criação não.No passado a consciencia embora existisse ainda nao estavam nas almas no futuro estará.A minha visão imortalista é diferente da dos imortalistas dicotomistas.

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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    1. Olá, Luiz.

      Respeito a sua opinião, mas creio que, se todas as coisas existiam desde a eternidade em Deus, então Deus seria a causa e a origem do mal, o que eu não concordo. Se a essência das coisas malignas já existiam desde a eternidade e estavam em Deus, então em Deus haveria malignidade, o que não é verdade.

      Ademais, você confirmou que, se um pernilongo ou um outro animal morre, perde imediatamente a consciência, e passa pelo processo de decomposição até virar átomos. Eu argumentei que, se isso se passa com os animais, seria presumível que se passasse igualmente com os seres humanos. Mas, de acordo com aquilo que você acabou de expor, o homem não poderia jamais perder a consciência uma vez depois de ser criado, pois as coisas já criadas já teriam essência em si mesmas.

      Ou seja, o comentário acaba sendo contraditório, pois uma hora afirma que as coisas criadas podem sim perder totalmente a consciência após a morte (como no caso dos animais que morrem) e que só podem ganhar consciência novamente através de uma ressurreição dos mortos, mas em outro momento afirma que não podem perder a consciência, já que já possuem essência em si mesmas.

      A minha visão é de que, se podem perder consciência de modo temporário, podem perder consciência também de modo permanente. E, se a ressurreição é o único meio pelo qual algo volta à existência após perder a consciência, teríamos que aderir ao aniquilacionismo, pois não existe uma ressurreição senão apenas uma única ressurreição futura para a condenação ao geena, antes da criação de novos céus e nova terra, e não há qualquer relato de que os ímpios serão transferidos para outro lugar do Universo para ali continuarem queimando eternamente depois da antiga terra ser desfeita, pois na nova terra não há morte, nem dor, nem luto, nem pranto - logo, não há "inferno", no sentido mais comum da palavra, de como ele é imaginado.

      Em resumo, eu não creio que o nada não pode existir. Creio que Deus sempre existiu, mas o Universo não. O princípio básico do argumento cosmológico para a existência de Deus é a finitude do Universo. Sendo assim, o Universo e as coisas que nele foram criadas tem um início e podem também ter um fim, dependendo da vontade e desígno de Deus. Se essas coisas estavam em Deus antes de existir e se essas coisas não podem de jeito nenhum jamais ter um fim completo ou temporário de existência ou consciência, isso é mera especulação, em minha modesta opinião.

      Um abraço e que Deus lhe abençoe.

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  9. Prezado Lucas Banzoli

    Boa tarde

    Muito obrigado pelo e-mail.

    Creio que quando os animais morrem o corpo, folego de vida e a alma voltam para a terra.O folego de vida e a alma dos animais estão interrelacionados de maneira complexa na terra.A alma e o espirito tem caracteristicas espirituais que nao os fazem sumir e o corpo tem uma caracteristica material que não o faz sumir.Se algo sumisse no nada nao teria como ressucitar.
    Mesmo na visão mortalista a ressurreição acontece pois o folego de vida que existe se une ao corpo que está na terra e que também existe.O folego de vida e corpo não somem no nada.
    O Universo estava em Deus antes da criação,pois se não estava nEle então de onde veio?

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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    Respostas
    1. Olá, Luiz.

      Concordo com o que você disse sobre o fôlego de vida dos animais, e também creio que o corpo não desaparece por completo, exceto nos casos de cremação de cadáver, onde Deus se vê forçado a criar um novo corpo, pois o antigo já não existiria. Mas não concordo com a sua visão que na prática acaba sendo dualista, entre corpo material e alma espiritual, como você deu a entender acima. Lembre-se de que nós SOMOS uma alma, e não POSSUÍMOS uma (Gn.2:7). Portanto, uma alma vivente é o equivalente bíblico a um "ser vivo", e os significados secundários da palavra devem ser analisados à luz deste significado primário, e não o contrário.

      Sobre a inexistência material do universo e sua possível extinsão futura, recomendo este artigo do doutor William Lane Craig sobre este tema, em que ele aborda o argumento cosmológico para a existência de Deus baseando-se exatamente no fato de que o Universo é finito e não eterno:

      http://apologiacrista.com/index.php?pagina=1078029688

      Abraços e que Deus o abençoe.

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  10. Prezado Lucas Banzoli

    Boa noite

    Muito obrigado pela resposta.
    O artigo é muito interessante.
    O Dr. Willian Lane Criag é um grande apologista e um hábil debatedor.Na verdade o artigo é um refutação a idéia ateísta que não cre no Criador e sustenta que as coisas vieram do nada.Dr. Craig se opôe a tal visão usando argumentos filosoficos e cientifícos.O artigo nega que as coisas vieram do nada e sim de Deus e foi isso que eu postei anteriormente.Em relação ao fim ,entendo que Deus vai transformar poderosamente o Cosmo conforme 2 Pedro 3:1-13 é uma complexa ,total e profunda transformação.

    Um abraço e felicidades

    Luiz

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  11. O Lucas está me transformando em um aniquilacionista. :)

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  12. Lucas, depois de me interessar muito sobre esta questão, que aliás, muito bem exposta por vc, voltei a ter algumas dúvidas e gostaria, que se possivel, vc as tirasse. Por exemplo:

    Em Daniel 12.2 diz que no final dos tempos os justos serão ressuscitados para a vida eterna e os injustos para para a punição eterna. Porém, a mesma palavra hebraica traduzida por eterna é usada em ambos os casos,ou seja, se no caso cremos q as pessoas serão aniquiladas no inferno, então pelo mesmo uso da palavra eterno, deveríamos dizer q as pessoas serão aniquiladas no céu,o que não é fundamentado nas escrituras,não é verdade? Mais uma vez em Mateus 25, Jesus apresenta um claro ensinamento em que pretende abordar a questão do estado eterno do céu e do inferno, e utiliza a mesma palavra ETERNO para referir-se a ambos.

    Sobre a expressão "eliminar", "ser destruído", no antigo testamento geralmente significa que as pessoas são eliminadas de Israel e da terra. A maior parte dessas passagens tem pouco ou nada que ver com a vida eterna, mas sim ser eliminado nesta vida das promessas que Abraão deu ao povo na terra.

    Sobre a linguagem do fogo, biblicamente pude perceber algo interessante depois de ler suas propostas, que como disse, bem elaboradas.
    Por exemplo: Em apocalipse, somos informados que o inferno e a morte são lançados no lago de fogo, mas todos nós sabemos que nem o inferno, e nem a morte possa se queimar, o inferno é um reino espiritual, assim como o céu, e a morte tbm não é algo que se possa encostar uma tocha e ser queimada. Nesse caso, podemos perceber que o fogo, ou o lago de fogo, tem a finalidade de representar o juízo. Quando se diz que põe fim ao inferno, a palavra inferno se refere ao estado temporário dos que estão entre a morte e a ressurreição final.Nesse momento, eles receberão novamente o seu corpo e ficarão localizados longe de Deus. E a morte chega ao fim pq não haverá mais morte. Então, percebo que a figura de linguagem das chamas do lago de fogo e o fogo, visa claramente uma representação para o juízo, e não uma queima literal.

    Agora gostaria muito da sua opinião sobre isso.

    Um grande abraço, e que vc se converta logo ao catolicismo, e Deus tenha misericórdia de vc. (rsrsrsrs)

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    1. Olá, Emmanuel.

      Primeiro gostaria de dizer que já li todos os seus últimos artigos e quero dizer que estão muito bons, e me desculpe por ter demorado tanto para comentar sobre eles.

      Já sobre os textos de Daniel 12:2 com Mateus 25:46 e a argumentação de que vida eterna e punição eterna aparecem lado a lado, essa foi a mesma argumentação que o Luiz sustentou acima, e eu já havia criado um artigo para tratar especificamente sobre isso:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/o-castigo-eterno-de-mateus-2546.html

      Creio que será bem interessante a leitura dele, pois explica precisamente aquilo que você escreveu. Um resumo básico nos mostra que:

      1) "Eterno" pode se referir ao processo ou aos efeitos. O erudito bíblico Basil Atkinson sabiamente discorreu sobre isso nas seguintes palavras:

      “Quando o adjetivo aionios com o sentido de ‘eterno’ é empregado no grego com substantivos de ação faz referência ao resultado da ação, não ao processo. Assim, a frase ‘castigo eterno’ é comparável a ‘eterna redenção’ e ‘salvação eterna’, ambas sentenças bíblicas. Ninguém supõe que estamos sendo redimidos ou sendo salvos para sempre [como um processo]. Fomos redimidos e salvos de uma vez por todas por Cristo, com resultados eternos. Do mesmo modo, os perdidos não estarão passando por um processo de punição para sempre, mas serão punidos uma vez por todas com resultados eternos. Por outro lado, o substantivo ‘vida’ não é um substantivo de ação, mas um que expressa uma condição. Assim, a própria vida é eterna” (Basil Atkinson, Life and Immortality)

      2) Em Mateus 25:46, a palavra utilizada para "castigo" no grego é "kolasin", que, de acordo com o Dicionário Internacional de Teologia do NT (pág. 313), que por sinal NÃO é adventista e nem adota a mortalidade da alma, significa: "Deriva-se de Kolos, ‘mutilar’, ‘cortar fora’; é usado figuradamente para ‘impedir’, ‘restringir’, ‘punir’".

      Kolasin era usada nos tempos de Cristo no sentido de Pena Capital, que não consistia na subsistência eterna de vida para alguém aprisionado em algum lugar, mas na aniquilação dessa pessoa condenada à morte. Era uma "punição eterna", mas não no sentido de ser atormentado eternamente, mas sim do sentido de ser condenado à morte para sempre, isto é, irreversivelmente.

      3) Quanto a Daniel, como ocorre o mesmo contexto de Mateus 25:46, creio que os esclarecimentos expostos no meu artigo sobre Mateus 25:46 (cujo link passei acima) servem também para Daniel 12:2. Mas há ainda um outro ponto importante sobre Daniel, e que prova que ele não cria na imortalidade da alma. Trata-se do versículo 13 deste mesmo capítulo, onde Deus diz a ele:

      "Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará, e então, no final dos dias, você se levantará para receber a herança que lhe cabe" (Daniel 12:13)

      Aqui vemos que Daniel não receberia a sua herança imediatamente após a morte, mas só entraria na sua herança (o Paraíso celestial) no "final dos dias", após ele ter "descansado" (morrido) e "levantado" (ressuscitado). Ou seja, que só entramos no Paraíso após a ressurreição dos mortos. Portanto, se Daniel não cria na imortalidade da alma, ele também não cria no tormento eterno dos ímpios, pois uma é consequencia da outra.

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    2. Quanto à sua explicação sobre ser "destruído" no Antigo Testamento significar apenas a eiminação da terra prometida (Israel), isso você está certo em partes, pois por vezes as passagens bíblicas podem ter este sentido. Porém, é completamente errôneo alegar que em todos os casos se aplica esta exceção, visto que muitas vezes há descrições claras de que tal aniquilamento não se dará nesta presente vida ou apenas da terra de Israel, mas aponta claramente para o Dia do Juízo, como em Malaquias 4:1-3, onde Deus diz que "o Dia" viria como fornalha, que nada ficaria dos ímpios - nem raiz nem ramo - e que virariam pó para serem pisados pelos justos (v.3).

      Que "o Dia" aqui se refira ao Dia do Juízo isso fica claro pelo fato de que essa palavra é assim entendida em todo o Novo Testamento, e pelo fato de que os ímpios não foram exterminados da terra prometida - se fosse assim, os israelitas não teriam rejeitado o Messias.

      Outro exemplo se encontra em Isaías 29, onde nos é dito:

      “Naquele dia os surdos ouvirão as palavras do livro, e não mais em trevas e escuridão, os olhos dos cegos tornarão a ver. Mais uma vez os humildes se alegrarão no Senhor, os necessitados exultarão no Santo de Israel. Será o fim do cruel, o zombador desaparecerá e todos os de olhos inclinados para o mal serão eliminados” (Isaías 29:18-20)

      “Naquele dia” refere-se ao dia do Juízo, quando os surdos ouvirão as palavras do livro da vida (o que não aconteceu ainda) e os olhos dos cegos tornarão a ver (v.18). É uma clara referência ao Dia Final quando os justos sairão para a vida e os ímpios para a condenação. Enquanto os justos ouvirão as palavras do livro e sairão para a vida, o que acontecerá com os ímpios? Isaías não poderia ter deixado menos pistas no caminho. A clareza da linguagem é tão evidente que não necessita de maiores elucidações.

      Os ímpios terão um fim de suas existências, desaparecerão, e como se isso não fosse suficientemente claro ele termina dizendo que serão eliminados. Não há espaços para duplas interpretações; qualquer pessoa com um mínimo de clareza percebe a linguagem denominativa de aniquilamento evidenciado em Isaías pelas palavras do próprio Deus (v.13)! De acordo com o original hebraico, a partir deste texto de Isaías podemos perceber que o destino final dos ímpios corresponde a:

      (1) Desaparecer, deixar de existir, ser reduzido a nada ['aphec]
      (2) Perecer, ser consumido, ser totalmente destruído, expirar [kalah]
      (3) Ser cortado, eliminado, destruído, perecer [karath]

      Os ímpios desaparecerão, deixarão de existir, perecerão, serão consumidos e devorados; cortados e eliminados, totalmente destruídos e reduzidos a nada. Definitivamente um estado de total e completo aniquilamento.

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    3. Para finalizar, a verdade é que, se esta linguagem fosse reduzida somente ao Antigo Testamento e à terra prometida, então teria certamente desaparecido no Novo Testamento. Porém, o que vemos é exatamente o contrário. Pedro, por exemplo, nos disse que os ímpios seriam feitos cinza, e as cinzas não são conscientes, não tem uma existência eterna de vida, não tem racionalidade, não podem queimar eternamente:

      "Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecerá aos ímpios" (2 Pedro 2:6)

      Note que Pedro nos disse que o destino dos ímpios será o mesmo de Sodoma e Gomorra. Essas duas cidades continuam existindo até hoje? Claro que não. Portanto, se a analogia de Pedro não é falha, devemos presumir que da mesma forma os ímpios não ficarão em existência para sempre. Igualmente, ele afirma que elas foram "reduzidas às cinzas", como exemplo do que acontecerá aos ímpios. Mas as cinzas não pensam nem tem existência eterna. Então a analogia de Pedro só seria válida no caso dele crer no aniquolacionismo bíblico, doutra forma a analogia dele com a extinção de Sodoma e Gomorra e com as cinzas não faria sentido algum. Seria uma antítese, e não uma analogia.

      Quanto ao lago de fogo, eu posso não ter compreendido muito bem as suas palavras, mas você deu entender que não existe fogo literal. Isso eu concordo, pois seria incoerente dizer que o Hades seria lançado no lago de fogo, se o Hades fosse o inferno e o lago de fogo também. Se assim fosse, João estaria a dizer que um lago de fogo estaria sendo lançado dentro de outro lago de fogo! Isso não faz sentido, portanto eu creio que o lago de fogo representa a "segunda morte" (Ap.20:14) no sentido real de extinção de vida, e não de um prosseguimento eterno dela. Sendo assim, o lago de fogo é a segunda morte: a morte final e irreversível.

      Que Deus lhe abençoe, e que você se "converta" junto comigo ao catolicismo... rsrsrs

      Abraços!

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  13. Aproveitando o espaço, gostaria de tirar uma duvida que tenho e muitas pessoas tem tambem.

    Porque no antigo testamento Deus não advertiu ninguem sobre a doutrina do inferno de fogo?

    Vejo que hoje o que mais se pregam nas igrejas é a existencia do inferno de fogo apos a morte, se baseam na parabola de lazaro e do rico para afirmar que existe um inferno de fogo literal, eu ja vi tantos testemunhos de pessoas que dizem ter ido no inferno, e apos voltarem de la pregam coisas que contradiz as sagradas escrituras nos textos de eclesiastes 9:5-6, genesis 2:7.

    Por exemplo Adão e Eva pecaram, desobedecendo a Deus, então eles foram pra onde?
    e todas as pessoas de sodoma e gomorra e do diluvio de nóe?

    Pode me citar um versiculo biblico que fala da doutrina do inferno de fogo no antigo testamento?

    A paz do Senhor Jesus, parabens pelo seu lindo trabalho dedicado a obra de Deus, vejo que vc faz tudo por amor ao Criador.

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    1. Olá, Joenildo, a paz de Cristo. De fato, este é somente mais um dos vários dilemas que os imortalistas têm pela frente quando encaram a doutrina do inferno de tormento eterno, uma vez sendo que ela não se encontra no Antigo Testamento e que o Novo Testamento fala do "geena" como sendo um local de condenação final, da segunda morte final e irreversível, de morte eterna, e não de tormento eterno.

      Ainda sobre o seu comentário, é também interessante ressaltar que os termos bíblicos para o aniquilacionismo no Antigo Testamento aparecem mais de uma centena de vezes, bem como no Novo Testamento, enquanto que não há qualquer menção a um "tormento eterno" em nenhum dos dois Testamentos, salvo uma citação de Mateus 25:46 que não diz "tormento" mas sim "punição" e que o termo "eterno" está aplicado aos efeitos e não à duração, e a uma citação hiperbólica presente no hiperbólico livro de Apocalipse que você pode conferir aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/o-apocalipse-e-o-tormento-eterno-parte-1.html

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/o-apocalipse-e-o-tormento-eterno-parte-2.html

      Então, são mais de 170 provas bíblicas sobre o aniquilacionismo, no Antigo e Novo Testamento, contra literalmente zero a favor de um tormento eterno.

      E tem gente que ainda acredita.

      Fique com Deus!

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  14. Paz irmão Lucas,


    Quanto a questão da dor ser eterna na visão imortalista do "fogo eterno", alguém já considerou que esta dor ou sofrimento não seja físico, mas uma angustia, sofrimento psicológico pelo simples fato de os ímpios, existirem na eternidade vindoura sem Deus e suas bênçãos (Romanos 2:9-10), vendo de longe a alegria dos salvos e não podendo desfrutar da mesma? Semelhante a um mendigo que passa pelo portão da casa de um rico, vê, ouve a fartura deste, sente o cheiro da comida mas ninguém lhe dá nada?

    Eu creio que este quadro do sofrimento eterno seja possível neste sentido, como uma espécie de remorso eterno. Parece ser este o quadro desenhado justamente na parábola do Rico e de Lázaro. Uma infeliz ironia para o Rico. Lázaro agora era o Rico e o outro era o mendigo. Não é que Deus vai provocar diretamente o sofrimento dos ímpios mas que este virá naturalmente por estar separado de Deus e de tudo o que Ele representa: Amor, paz e alegria, pois na verdade o reino de Deus não é comida e nem bebida.

    Fica na paz. Jacob Lima

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    1. Olá, Jacob.

      Eu já ouvi algumas argumentações imortalistas a este respeito, de que o tormento não será físico mas apenas psicológico. Esta é na verdade uma vertente minoritária no meio imortalista, pois a maioria interpreta o fogo de forma muito, muito literal. O problema é que ela tem que interpretar alegoricamente TODOS os textos que falam de "fogo" e de "tormento", ou seja, eles perdem todos os "trunfos" que eles costumam usar contra nós, pois se eles mesmos interpretam o fogo e o tormento alegoricamente então não há nenhuma prova de tormento eterno na Bíblia, nem mesmo do psicológico! E se por um lado eles perdem estes trunfos, estas cartas na manga, eles ainda não conseguem refutar nenhum dos 152 textos bíblicos que falam do aniquilacionismo dos ímpios. Ou seja: eles enfraquecem sua pró-argumentação e não fazem nada em relação à contra-argumentação. Por isso não me parece viável.

      Em relação ao aspecto moral, sim, esta visão é muito mais moral e válida do que a do tormento eterno literal, mas ela ainda está longe de cobrir todas as falhas da visão imortalista clássica. Por exemplo, mesmo se o tormento for mental e não físico, haveriam pecadores praticando o mal e blasfemando contra Deus para sempre, em algum canto do Universo. Isso não me parece nada com a nova criação descrita na Bíblia, onde não há mal, nem pranto, nem luto, nem choro ou coisa do tipo. Para que o mal seja exterminado de cada canto do Universo é necessário que os que PRATICAM o mal também sejam eliminados. Aí sim existirá um período eterno de paz, sem qualquer mancha de pecado, e totalmente livre de qualquer resquício passado do mal. Esta é a nova e eterna criação de Deus, após a ressurreição dos mortos.

      Fica na paz!

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    2. Ok, irmão. Muito obrigado!

      Continuo apreciando muito seu trabalho apologético.

      Fica na Paz.

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  15. Saudações Lucas

    Sou estudante da bíblia, li sua matéria sobre alma mortal e inexistência de inferno de fogo eterno e concordo com tudo que disse, porém gostaria de saber mais em relação a sua analogia de existir uma nova terra, ou seja um novo planeta.. Afinal está escrito que uma nova cidade santa descerá do céu após o apocalipse, e sendo que as estrelas cairão do céu, um novo céu e uma nova terra não poderiam simplesmente ser os mesmos em que vivemos entretanto aperfeiçoados?

    Agradeço a atenção, e parabéns pelo trabalho!


    -Erick

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    1. Olá, a paz. Sim, é possível que a nova terra seja uma transformação da terra atual, mas também pode ser que seja literalmente uma outra terra, e neste caso a terra atual seria destruída e uma nova seria imediatamente criada no momento em que a Jerusalém celestial descesse para cá. De um jeito ou de outro, o fato é que essa nova terra apresentará as mesmas características do MODELO ORIGINAL da criação, ou seja, será o Jardim do Éden restaurado à sua perfeição original.

      Abs!

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  16. Olá, Lucas.
    Me chamo Thiago e hoje em dia não tenho religião embora tenha crescido em lar evangélico. E a ideia de pecadores irem para o inferno e sofrerem por toda a eternidade sempre esteve presente.
    Confesso que quando ia à igreja quando criança e até a adolescência, o fazia por medo de que não sendo salvo iria para o inferno e não por prazer em adorar a Deus.

    Sou e sempre fui um tipo de pessoa que fica entediado facilmente. E a ideia de passar a eternidade no paraíso "adorando a Deus" também me soava monótono e chato (Sim, me foi ensinado dessa maneira).

    Se a ideia de inferno realmente não existir- e com ela um terrível e cruel sofrimento eterno também não - então estou satisfeito em não ter vida eterna. Não quero parecer arrogante. Só não faço questão de viver pela eternidade. Me contento com meu tempo de vida terrena, seja ele qual for.
    Não sendo salvo, então eu simplesmente deixarei de ressuscitar dentre os mortos para uma vida eterna? "Apenas" não conhecerei a Deus e a todos os heróis bíblicos?


    Uma boa noite.

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    1. O seu texto apenas reforça aquilo que eu venho explicando há anos: a crença no tormento eterno não tem a capacidade de formar cristãos sinceros, cristãos que estejam em Cristo por amar a Cristo e não por medo do inferno, cristãos que adorem a Deus porque o amam e desejam passar a eternidade ao seu lado, em vez de quererem a salvação de forma intereisseira apenas para escapar de um mal maior (o inferno). A crença no tormento eterno nunca formou e nunca irá formar um cristão genuíno, e a prova disso é seu próprio testemunho de que, como imortalista e antes mesmo de conhecer a doutrina aniquilacionista, já havia abandonado o Cristianismo e quando ainda era crente o era apenas para "escapar do inferno", mas nunca teve prazer em adorar a Deus. Com toda a sinceridade, você deveria enviar esse depoimento não para o meu site, mas para todos os sites imortalistas para os quais eu há anos venho dizendo isso, mas eles se recusam a entender o óbvio.

      Pessoas como você, que não adoram a Deus por amá-lo mas sim por medo do inferno, não seriam salvas nem se o inferno fosse eterno, nem se fosse temporário, nem se não existisse. Ou seja, o medo do inferno não ajuda em nada, não salva ninguém, não segura ninguém na fé, pelo menos não na verdadeira fé, embora possam dissimular em público e externamente parecer "bons cristãos" diante dos outros. Por outro lado, a crença bíblica traz à tona quem são os verdadeiros cristãos. Quem são aqueles que, mesmo sabendo que não vão ser atormentados eternamente caso não vivam em pecado, ainda assim se recusam a viver no pecado. Por quê? Porque amam a Deus, e porque o que mais querem é viver pra sempre ao Seu lado. E, para tais pessoas, não importa se a outra opção é um tormento passageiro, ou mesmo se não fosse tormento nenhum, porque qualquer opção que seja longe de Deus é, isso sim, um verdadeiro "inferno" para os verdadeiros adoradores que O adoram em espírito e em verdade.

      Muito, MUITO obrigado por comprovar tudo aquilo que eu venho dizendo há anos. Vou guardar o seu testemunho e mostrá-lo a todos os que ainda insistirem em dar murros em ponta de faca. Uma boa noite.

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    2. Só um pequeno comentário. Não irá haver tédio no céu. Não irá haver nada ruim, nem nenhum sentimento que nos cause mal. Assim pelo menos eu creio. O texto que fala sobre isso é maravilhoso: "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam." Caro Thiago, pode ter certeza que estar no céu não se compara a nada, nada mesmo, que você possa ter sentido aqui na vida humana. A maior alegria ou o maior prazer que você sentiu será pouco no céu, e lá será duradouro. Deus te abençoe.

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  17. Boa noite, Lucas. Fique à vontade para replicar/publicar meu comentário. E, de fato, até meus amigos que cresceram comigo na igreja, nenhum deles continua crente.

    Se algum dia - por um milagre de Deus, literalmente falando - eu voltar ao caminho do Evangelho e da fé, que seja por amar a Deus.
    Abraço. Tudo de bom. Continue fazendo este belo trabalho.

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  18. Sobre essa passagem que vc citou de Isaías 38 e outras similares, veja, no reino físico, ou seja reino da matéria, nada pode queimar se consumir pra sempre, e totalmente diferente do PLANO ESPÍRITUAL.. no reino espiritual sim as coisas podem perfeitamente serem consumidas eternamente

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    Respostas
    1. Isso não responde em nada as objeções do artigo. O argumento apresentado não é que "nada pode queimar eternamente, então o inferno eterno não existe", mas sim que os textos que falam em "fogo eterno" não servem para fundamentar um fogo eterno pelo processo uma vez que TODAS as expressões semelhantes na própria Escritura Sagrada implicam não em um processo sem fim, mas sim em uma destruição total seguida de efeitos eternos (irreversíveis), que é exatamente o que ocorre no caso da condenação final.

      Sem falar que esse tal "plano espiritual" que você insere em relação ao inferno é pura bobagem teológica sem qualquer fundamento, visto que a Bíblia mostra clara e repetidamente que o local de condenação dos ímpios é o geena, que não é nenhum lugar em "outro mundo" ou em "outra dimensão", mas nesta terra. Leia Apocalipse 20, que registra a ressurreição dos ímpios e seu cerco à cidade santa nesta terra, com a posterior destruição dos mesmos pelo fogo que cai do céu, e me diga se em alguma parte do registro há qualquer menção a esses ímpios terem repentinamente saído deste mundo e serem conduzidos a uma outra dimensão para serem "atormentados" para sempre. Depois aproveita e me diz em que parte da Bíblia é dito que os ímpios após a ressurreição corporal tem seus espíritos queimados em forma incorpórea ou tem seus corpos incorruptíveis assim como os justos.

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