16 de agosto de 2012

Desafio aos católicos sobre a intercessão dos santos


Este será um artigo mais simples e curto, até porque não é exatamente um artigo, mas somente uma simples pergunta, ou, se preferirem, ou desafio que eu lanço a qualquer católico. Ele é basicamente muito simples. Basta responder a seguinte questão proposta: 

-Em qual situação é melhor ou mais recomendável rezar a um santo do que orar direto a Deus? Em que caso seria mais eficiente dirigir as suas rezas a um santo que já morreu e não ao Criador do Céu e da terra? Em que circunstância, por exemplo, uma oração dirigida a um santo é atendida, onde na mesma circunstância o milagre não aconteceria se a reza fosse dirigida a Deus? 

Creio que a questão é muito simples e da facilíssima assimilação. Não é preciso nem se alongar muito. Basta responder prontamente com um exemplo claro e direto de algum caso em que seria melhor rezar a um santo do que ir direto a Deus, ou quando ir direto a Deus não funciona, mas ir aos santos funciona muito bem.  

Se algum católico for capaz de me responder a esta questão com fundamentos e base sólida de argumentação, eu passarei agora mesmo a me tornar o mais entusiasmado devoto de defuntos que este mundo já viu, e pregarei a doutrina da intercessão dos santos mortos a tempo e a fora de tempo. 

Mas, se nenhum católico sequer for capaz de responder a minha pergunta, então creio que o mais sensato será continuar indo direto a Deus. Afinal, eu não estarei perdendo nada com isso, não é mesmo? Então para que me arriscar? Para que rezar a um morto, se eu posso atingir qualquer coisa que eu pedir direto a Jesus Cristo?  

Por que, ao invés de me arriscar em saber se o tal “santo” tem onisciência para ter conhecimento do íntimo do meu ser e meus desejos, se tem onipresença para atender a minha oração e ao mesmo tempo a oração de milhares de pessoas do outro lado do mundo, se tem pan-onipotência para ter poder junto a Deus para realizar os milagres, não seria melhor ir direto a Cristo Jesus, cuja segurança de intercessão já é garantida pelos seus próprios atributos da divindade?  

Ainda mais tendo em vista que existem “santos” que a Igreja Católica hoje reconhece que nunca existiram (e que, portanto, os milhares de fieis que rezaram a eles apenas conseguiram desperdiçar seu tempo inutilmente, enquanto poderiam ter ganho este tempo buscando a Deus), alguns que foram inclusive assassinos (como Inácio de Loyola), e os próprios católicos reconhecem que o processo de canonização pela Igreja não é infalível, mas está sujeito a erros (o que você pode conferir clicando aqui), não seria mais seguro e sensato irmos direto a Deus? 

-Nota importante: 

Se você fizer um teste e passar o desafio acima a qualquer católico que seja, ele obviamente não será capaz de responder ao desafio ou mostrar efetivamente alguma circunstância em que é melhor ou mais eficiente rezar a um santo do que ir direto a Deus (e muito menos será capaz de argumentar documentalmente ou logicamente bem a sua tese), mas ele possivelmente irá rebater com uma questão muito dita entre eles, que diz respeito à oração de vivos pelos vivos. 

É comum vermos os sites católicos defendendo a oração dos santos mortos fazendo uso de uma porção de passagens bíblicas que tratam-se sempre e unicamente somente de oração de vivos por outros vivos, mas nunca de um vivo para um morto ou vice-versa. Por que será?  

Mas os católicos não param por aí. Eles vão dizer que, se você pede oração a um irmão da sua igreja ou ao seu pastor, então eles podem fazer o mesmo com o panteão de santos que possuem e aos quais são devotos fieis, pois supostamente “daria na mesma”. 

Porém, este exemplo está muito longe de ser a mesma coisa. Na verdade, os católicos confundem grotescamente oração por pessoas vivas com oração para pessoas já falecidas. Ou seja, nós não dirigimos a nossa oração ao pastor ou a qualquer irmão da igreja.  

O máximo que fazemos é pedir para que ele ore por nós diretamente a Deus, e não a um santo. É necessário deixar bem claro isso: nós, evangélicos, jamais, nunca e em circunstância alguma oramos para algum santo (seja vivo ou morto). Você jamais ouvirá algum legítimo evangélico orar deste jeito: 

“Pastor Joãozinho, livra-me de todo o mal, não me deixe cair em tentação, supre as minhas necessidades, perdoe os meus pecados, rogue por mim agora e na hora da minha morte, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Em nome do pastor Joãozinho, amém” 

É óbvio que nenhum evangélico faz uma oração dessas, pois nós não oramos para algum santo (muito menos por um que já está morto!). Os católicos, no entanto, fazem a coisa completamente diferente. O Catecismo Católico deixa bem claro que eles são obrigados a orarem com os santos e para os santos. É por isso que ele diz: 

§2679.Maria é a Orante perfeita, figura da Igreja. Quando rezamos a ela, aderimos com ela ao plano do Pai, que envia seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo bem-amado, acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus, que se tornou a mãe de todos os vivos. Podemos rezar com ela e a ela. A oração da Igreja é acompanhada pela oração de Maria, que lhe está unida na esperança. 

§2677. "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós...". Porque nos dá Jesus, seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: "Seja feita a vossa vontade". 

Fica claro e evidente que o que a Igreja Católica obriga seus fieis a praticarem em relação aos mortos difere completamente daquilo que os evangélicos fazem de vivo para vivo em oração. Nós não “oramos aos santos”. Nós não rezamos uma oração como essa: 

“Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte, Amém” 

Os católicos oram aos santos, para eles. Nós não oramos para o pastor, mas pelo pastor. Há uma gigantesca diferença entre ambos, só não percebe quem não quer. Portanto, como nós não oramos para algum santo, nós não estamos submetidos à questão acima que foi levantada inicialmente neste artigo, mas os católicos sim, porque eles rezam aos santos e para eles, e também para Deus. 

Nós oramos unicamente a Deus, pois Ele é o único a quem dirigimos nossas orações. Os católicos, porém, dizem orar a Deus, mas também aos santos. Então, por este mesmo contraste vem à tona a seguinte pergunta que foi levantada logo no início: 

-Em qual situação é melhor ou mais recomendável rezar a um santo do que orar direto a Deus? Em que caso seria mais eficiente dirigir as suas rezas a um santo que já morreu e não ao Criador do Céu e da terra? Em que circunstância, por exemplo, uma oração dirigida a um santo é atendida, onde na mesma circunstância o milagre não aconteceria se a reza fosse dirigida a Deus? 

Como nós não oramos a santo nenhum, mas apenas a Deus, temos a certeza de que Ele nos responde e nos atende prontamente em tudo aquilo que pedimos e suplicamos a Ele, pois Cristo disse que tudoquanto pedirdes em meu nome eu o farei” (Jo.14:13).  

Ele disse “tudo”, e não somente “uma parte” ou “algumas coisas”. Portanto, se os católicos oram aos santos e para eles dirigem suas preces, queremos saber o que exatamente deste “tudo” Jesus acaba não fazendo, para fazer-se necessário rezar a algum santo para que, aí sim, o milgare aconteça. 

Estamos esperando. Enquanto nenhum católico for suficientemente corajoso para aparecer com uma resposta convincente, começarei a pensar que o único valente de verdade para responder essa questão foi o santo e doutor da Igreja, Afonso de Ligório, que respondeu cheio de convicção e com toda a ousadia a estas perguntas da seguinte maneira: 

“Muitas coisas se pedem a Deus, e não se alcançam. Pedem-se a Maria, e conseguem-se (Glórias de Maria, p.118) 

Depois dessa brilhante resposta católica sincera, creio que o artigo pode terminar por aqui. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo e que sabem que não perdemos nada quando oramos somente a Deus, sabendo que Ele é suficientemente poderoso para fazer tudo aquilo que pedirmos em nome de Cristo. 

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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15 comentários:

  1. "..e os próprios católicos reconhecem que o processo de canonização pela Igreja não é infalível, mas está sujeito a erros.."

    Depende de que católicos for. Na Igreja Romana sabe-se que o papa é infalível, mas não se sabe quando.

    Os especialistas em infalibilidade dividem-se sobre as ocasiões em que o papa se pronuncia infalivelmente. Há uns dizem que a canonização de um santo é uma declaração infalível e há outros que não.

    De modo que o fiel católico nunca pode ter a certeza de quando é que as declarações do papa são infalíveis. É por isso que o dom da infalibilidade papal é tão útil como um pára-quedas num submarino. :)

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    1. Tem razão, Conhecereis a Verdade.

      O professor católico Orlando Fedeli, muito conhecido e citado pelos romanistas, afirmou no link acima em que eu mencionei no artigo que o processo de canonização dos santos não é infalível e que muitos santos foram extremamente ímpios e pecadores. Como seria longo demais postar cada uma das citações no artigo, passo algumas frases deste professor católico aqui:

      "O senhor defende São Pedro Arbuès que foi Inquisidor? Que acha o senhor de São Luís Rei, que mandou queimar a língua de um blasfemador com ferro em brasa, ou que mandou executar na Sexta-Feira Santa um culpado para vingar a pena de morte infinitamente mal aplicada a Cristo nesse dia?"

      Em outro momento, ele fala sobre o papa João XXIII (canonizado pela Igreja Romana), que era um facista, maçônico e modernista. Também declarou sobre ele:

      "Poderia lhe dar muitas outras provas sobre erros de João XXIII e de seu envolvimento com os modernistas, inclusive do processo que ele sofreu acusado de Modernismo em 1914. Mas por hoje, chega, que estou respondendo somente à sua carta, e não escrevendo uma biografia de João XXIII"

      E, finalmente, ele afirma que o processo de canonização não é infalível, o que implica que há "santos" por aí, que recebem as rezas dos católicos, que podem nem mesmo estarem no Céu:

      "Quanto ao núcleo central de sua carta, seu erro inicial é imaginar que a proclamação de alguém como Beato implica necessariamente na infalibilidade desse julgamento. Ora, tal não é verdade. O processo de beatificação não é infalível. Mais ainda, no novo processo em que o exame de não-culto é somente "de visu", isto é, a olho, e o exame "De scriptis" se limita ao que foi publicado de modo impresso, não se examinando manuscritos. No novo processo foi abolido também o chamado "advogado do diabo", isto é, o acusador, de modo que o novo processo se faz examinando uma biografia positiva do Servo de Deus, cuja causa está em exame"

      Tudo isso pode ser visto neste link:

      http://aquinas.com.br/index.php?title=Montfort:Como_ousa_dizer_que_o_Beato_Jo%C3%A3o_XXIII_era_herege_(pergunta)

      Em resumo, de fato seria muito mais seguro e altamente confiável que os católicos dirigissem as suas orações a Deus, tendo em vista que não perdemos nada ao orarmos a Deus e que é muito pouco sábio dirigirmos orações a "santos", sendo que eles podem nunca ter existido, terem sido assassinos, estarem no inferno ou não serem "santos" de verdade. Afinal, o processo católico de canonização não é infalível. Mas Deus é.

      Um grande abraço em Cristo Jesus!

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  2. "Depende de que católicos for. Na Igreja Romana sabe-se que o papa é infalível, mas não se sabe quando."

    Outra mentira repetida a exaustão nos blogs protestantes!O papa é infalível em questões de doutrina quando fala ex-cathedra e isso não tem nada a ver com o temperamento,comportamento e nem com impecabilidade.

    O processo de canonização é criterioso e totalmente diferente das seitas que acham que seguem a Bíblia,mas seguem na verdade o próprio umbigo...

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    1. Caro "Apologista" Católico.

      Em primeiro lugar, peço para que as suas discussões com o "Conhecereis a Verdade" sejam feitas no blog dele (http://conhecereis-a-verdade.blogspot.com.br/), e não aqui. Aqui não é espaço aberto para pessoas como você que não tem a mínima cultura, respeito ou educação, mas que não passa de um troll que roda pelos sites evangélicos tentando aparecer a qualquer custo. Portanto, as suas discussões com ele a partir de agora não serão mais aceitas aqui, mas somente lá.

      Sobre o que dissestes, é ridículo afirmar que Pedro (ou qualquer outro papa) não errava em termos doutrinários. Pedro falhou ao errar em questões de fé, tais como pensar que certos alimentos que Deus purificou ainda eram imundos (At.10:10-17), pensar que era proibido comer com os não-judeus (Gl.2:11-13), e ser temporariamente contra a evangelização dos gentios (At.10:15). Mas se isso para você não for questões de fé, então eu só tenho a lamentar por você.

      Ademais, queria que você me definisse exatamente quais foram os momentos na Bíblia em que Pedro falou em "ex cathedra" e onde Pedro não falou em "ex cathedra". Citação por citação, fazendo-me um favor, e definindo precisamente bem o que difere uma situaão da outra. Se quiser, vale até fazer como aquele outro católico fez: dizer que quando Pedro sentava na sua "cadeira mágica" em Roma ele era infalível em matéria de fé, mas perdia a infalibilidade quando se levantava da "cadeira mágica" dele. Não sei até onde isso vai parar...

      Sobre a canonização, não me importa nem um pouco aquilo que você pensa sobre o quanto "criterioso" que é, importa sim o que os próprios católicos mais respeitados (e não como você) pensam sobre o tema, e eles provam que o processo de canonização:

      1) Não é infalível, mas está sujeito a erros.

      2)No novo processo em que o exame de não-culto é somente "de visu", isto é, a olho, e o exame "De scriptis" se limita ao que foi publicado de modo impresso, não se examinando manuscritos.

      3)No novo processo foi abolido também o chamado "advogado do diabo", isto é, o acusador, de modo que o novo processo se faz examinando uma biografia positiva do Servo de Deus, cuja causa está em exame.

      Portanto, se isso para você é sinal de "credibilidade" e "processo criterioso", imagine só aquilo que não é criterioso...

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  3. Gostaria de fazer uma importante observação que não foi dita pelo apologista católico.O papa,segundo o catolicismo tbm é infalivel nas questões morais,não somente doutrinárias.Mas isso é um grande problema,já que Pedro,sendo o primeiro papa considerado pelos católicos,falhou quando agiu de maneira hipócrita em Gl 2.Portanto,não existe infalibilidade papal nem em questões doutrinárias e nem morais registrada nas escrituras.

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  4. Você pode se achar digno suficiente para ir diretamente ao Criado. Pode se achar puro e sem mancha para ir ter com Ele. Sim, isso é direito seu.
    Mas eu não. Eu me considero, fraco e pecador, indigno e cheio de manchas para ir ter diretamente com Deus. Jesus veio reparar e limpar minhas manchas, isso eu sei, mas sei que Jesus faz parte da Santíssima Trindade, e é assim por dizer Deus, porque Ele e o Pai são um só. Assim, eu não me considero digno de ir diretamente a Jesus que é puro e sem mancha, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Por isso eu diretamente a Nossa Senhora, ou a outro santo, porque sei que esses já passaram por essa vida, amaram e serviram em grau heróico a Deus, e estão em alma na presença de Deus. Por isso vou diretamente aos Santos, para ir indiretamente a Jesus...

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    1. O seu pensamento é uniforme ao do padre Paulo Ricardo, que dizia que os evangélicos eram "orgulhosos" por quererem ir diretamente a Deus ao invés de passar antes pelos "santos" que supostamente estariam vivos no Céu, e já foi refutado por mim aqui:

      http://apologiacrista.com/index.php?pagina=1079572813

      Cabe lembrar que Jesus em momento nenhum disse que não era para irmos direto a Ele por sermos pecadores; muito pelo contrário, o que Ele disse foi:

      “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6)

      Infelizmente vocês católicos, cegos pelas lentes de Roma, leem o texto da seguinte maneira:

      “Não sejam orgulhosos. Eu sou um dos caminhos, e uma das verdades. Para chegar ao Pai, passem antes por alguns dos milhares de santos canonizados. Eles são dez mil, então não é por falta de opções que vocês vão ter que ser orgulhosos ao ponto de irem direto ao Pai através de mim!”

      Óbvio que o que o real Jesus - e não o montado pelos católicos - realmente queria era que fôssemos diretamente a Ele. Foi por isso que o apóstolo Paulo, que era um pecador, disse que temos LIVRE ACESSO A DEUS, e em confiança:

      “De acordo com o seu eterno plano que ele realizou em CRISTO JESUS, nosso Senhor, POR INTERMÉDIO DE QUEM TEMOS LIVRE ACESSO A DEUS EM CONFIANÇA, pela fé nele” (Efésios 3:11,12)

      Só este texto sozinho já mutila por completo essa filosofia vã e enganosa que você sugere. Não é por sermos pecadores que Deus não aceita que nos dirijamos diretamente à Ele e tenhamos que passar antes pelo panteão de santos que fazem barreira entre nós e Deus, é exatamente pelo fato de sermos pecadores que Deus nos aceita a fim de nos redimir do pecado e de exercer sobre nós a Sua misericórdia, e sabe por que? Por causa de uma coisa chamada GRAÇA. Foi por isso que o autor de Hebreus disse para nos aproximarmos diretamente de DEUS (e não dos santos) com plena confiança:

      “Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo. Temos, pois, um grande sacerdote sobre a casa de Deus. Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e tendo os nossos corpos lavados com água pura. Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hebreus 10:19-23)

      Portanto, a sua lógica de pensamento é completamente corrompida à luz das Escrituras, não passa de um engodo maligno que busca afastar os fieis de Jesus e caminhá-los em direção aos ídolos mortos, surdos, cegos e mudos, que nada podem fazer por ninguém. E também não é possível entender como que um católico afirma que não vai a Jesus porque Cristo é sem pecado, mas vai a Maria que eles também dizem que é sem pecado...

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  5. Prezado Lucas,

    Paz so Senhor.

    Li algumas referências sobre um sermão de Gregório Nazianzeno que teria evidências sobre intercessão à Maria. Onde ele relataria que "a santa Justina implorou socorro da Santíssima Virgem Maria." No Vol. VII de Philip Schaff (http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf207.iii.ii.ii.html), ele diz sobre a divisão de seus Sermões:

    "e- Panegyrics on Saints.—The Maccabee Brothers and their Mother; S. Cyprian of Carthage (in which there is evidence of the cultus of the Blessed Virgin Mary and of the practice of invocation of the Saints); and on S. Athanasius."

    Não consegui achar este sermão em lugar algum. Vi referências como sendo a Or. xxiv e também como P.G., XXXV, 1181.

    Você sabe sobre isso?
    Abs

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    1. Eu também não conheço. Já tentou procurar no New Advent? Ele é mais completo que o ccel:

      http://home.newadvent.org/fathers/

      Abraços.

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  6. Nunca vi um católico pedir intercessão a Moisés,Abrão,Samuel etc,etc,

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    1. Deveriam pedir. Eles não estão no Céu ou tem menos poder que os demais "intercessores"? Rsrs

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  7. O engraçado é que nenhum dos apóstolos fez qualquer menção desse assunto para a igreja primitiva. Também não ò vimos rezar ou pedir a qualquer um dos santos do Antigo Testamento que ò intercedesse por eles após a ascensão de Cristo.

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  8. Olá Lucas, eu perguntei a um teólogo católico sobre a onipresenca dos santos.
    vc poderia comentar sobre este texto abaixo :
    Nossa Senhora não tem esses atributos divinos, mas acontece que ela e os santos estão em comunhão com Deus, então, participam desses dons divinos, mesmo sem tê-los naturalmente. Participam deles pela graça. Como assim? É através de Deus, com quem estão em comunhão plena, que eles ficam sabendo de nossos pedidos. Para Deus nada é impossível".

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    1. Olá, vamos lá, por partes:

      "Nossa Senhora não tem esses atributos divinos, mas acontece que ela e os santos estão em comunhão com Deus"

      Errado, os mortos estão sem vida, sem consciência, fora de atividade:

      "Volta-te, Senhor, e livra-me; salva-me por causa do teu amor leal. Quem morreu não se lembra de ti. Entre os mortos, quem te louvará?” (Salmos 6:4-5)

      “Os mortos não louvam o Senhor, tampouco nenhum dos que descem ao silêncio” (Salmos 115:17)

      “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento” (Eclesiastes 9:5)

      "Se o Senhor não tivesse sido o meu auxílio, já a minha alma estaria habitando no lugar do silêncio” (Salmos 94:17)

      “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o faça com toda a sua força, pois no além, para onde vais, não há atividade alguma e nem planejamento, não há conhecimento e nem sabedoria” (Eclesiastes 9:10)

      “Quando eles morrem, voltam para o pó da terra, e naquele dia perecem os seus pensamentos” (Salmos 146:4)

      “Pois Davi não subiu ao céu, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita’” (Atos 2:34)

      “E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa. Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados” (Hebreus 11:39-40)

      Prosseguindo:

      "...então, participam desses dons divinos, mesmo sem tê-los naturalmente"

      Lógica tosca. Nós já estamos em comunhão com Deus HOJE, aqui na terra:

      "Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo" (1 João 1:3)

      E mesmo assim não participamos de dom divino nenhum! Ele que vá enganar outro.

      "Participam deles pela graça. Como assim? É através de Deus, com quem estão em comunhão plena, que eles ficam sabendo de nossos pedidos"

      Errado de novo. Não estão em "comunhão plena", e mesmo se estivessem, não teriam como participar de atributos EXCLUSIVOS DA DIVINDADE, ou senão seriam como deuses, o que é uma heresia e uma blasfêmia.

      "Para Deus nada é impossível"

      Pra fechar com chave de ouro! É aquele velho argumento de quem não tem argumento, basta citar que "para Deus nada é impossível" e pronto, está provada a tese! Eu vou citar isso como argumento para a tese de que existe um Monstro do Espaguete Voador que criou o Universo junto com Deus, ocasião na qual vários mundos cheios de unicórnios, fadas dos dentes e porcos voadores foram criados. E se você questionar ou duvidar com base na Bíblia e na lógica, eu respondo que isso é verdadeiro, porque para Deus nada é impossível!!!

      Falando sério: que para Deus nada é impossível, concordamos. Mas isso não significa que Deus irá fazer alguma coisa absurda que vá contra a sua própria Palavra e soberania, como, por exemplo, ser co-fundador do mundo com o Monstro do Espaguete Voador, ou dividir sua onipotência e demais atributos divinos com os deuses católicos romanos, que os pagãos romanistas adoram (ops, quis dizer "veneram", me perdoe).

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