16 de agosto de 2012

"E não a conheceu até que..."


A Igreja Católica tradicionalmente ensina o dogma da virgindade perpétua de Maria, segundo o qual Jesus seria filho único e Maria jamais teve outros filhos além dele, e os irmãos de Jesus eram meramente primos.  

Como será demasiadamente extenso tratar de todos os pontos que envolvem este dogma e refutar uma por uma de cada uma das aberrações que são pregadas pela Igreja Romana, irei me reservar apenas a tratar de uma única passagem bíblica, que para mim já é suficiente para decidir o assunto. Vamos, portanto, ao que Mateus nos diz a respeito:

“E despertando José do sonho, fez como o anjo do Senhor tinha lhe mandado, e recebeu a sua mulher. E ele não a conheceu [corporalmente], até que ela fez nascer ao filho dela, o primogênito, e lhe pôs por nome Jesus”(Mateus 1:24,25)

O termo “a recebeu como sua mulher” (v.24), tendo em vista a sua utilização entre os hebreus, poderia dar a entender que José teve relações com Maria. Por isso, no versículo seguinte Mateus faz questão de ressaltar que ele “não a conheceu” (corporalmente) atéquando nascesse Jesus. O termo “conhecer” era frequentemente utilizado pelos hebreus no sentido de relações sexuais normais entre marido e mulher, como Adão que conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim”(Gn.4:1).

Várias das mais recentes versões já traduzem da mesma forma, tal como é o caso da NVI, que verte por: “não teve relações com ela enquanto não deu à luz a um filho...”. Se Mateus quisesse dar a entender que José não “conheceu” Maria nunca, teria simplesmente escrito que “ele nunca a conheceu”, e não que ele somente não a conheceu “até” quando Jesus nascesse.

Ele teria essa opção pronta, a mão, que poderia ser perfeitamente utilizada caso ele quisesse defender o dogma da “virgindade perpétua de Maria”, e acabaria com essa questão de uma vez por todas. Mas, ao contrário, ele faz questão de ressaltar que o tempo em que eles se reservaram foi o determinado até o nascimento de Jesus, pois este teria que nascer de uma virgem, para cumprir as Escrituras proféticas (Mt.1:23; Is.7:14).

Ele também poderia ter escrito o mesmo que foi dito com relação à Mical, que “não teve filhos até o dia da sua morte” (2Sm.6:23). Com isso, ele estaria deixando claro que ela não havia gerado filhos durante todo o seu período existencial (“até a sua morte”).

Contudo, no caso de Maria é diferente: ao invés de Mateus relatar que “não teve mais filhos até a sua morte, afirma que José não a conheceu corporalmente “até que ela fez nascer ao filho dela. Ou seja, essa restrição do relacionamento corporal não estava relacionada a todo o seu período existencial, mas somente até o momento que Jesus nascesse (“até que lhe nascesse o primogênito”).

Que o “até que” é uma prova conclusiva de que Maria teve outros filhos além de Jesus, além do fato de que o evangelista Mateus poderia perfeitamente ter escrito de forma diferente que visasse defender o dogma e não colocá-lo em dúvida, vem do fato de que em diversas outras ocasiões este mesmo termo aparece no Novo Testamento não deixando dúvidas quanto ao fato de que o “até que” marca o fim de um acontecimento para dar lugar a outro.

Por exemplo, em Apocalipse lemos Deus dizendo: “Mas o que tendes, retende-o até que eu venha” (Ap.2:25). É óbvio que Deus não quer que nós continuemos retendo mesmo depois que Jesus voltar, quando haverá a recompensa e retribuição das nossas obras. Da mesma forma, Paulo disse:

“Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha” (1 Coríntios 11:26)

É evidente que Paulo não queria que os coríntios continuassem celebrando a Ceia do Senhor mesmo depois que Ele voltar. Novamente, o “até que” marca o fim de um acontecimento, designando o limite dele. João escreve no Apocalipse que “o restante dos mortos não voltou a viver até que se completassem os mil anos” (Ap.20:5).

Esse “até que” marca o limite de um acontecimento ou restrição. Ninguém iria contestar o fato de que o restante dos mortos voltou a viver depois que se completaram os mil anos. E como sabemos disso? Por causa do “até”! Se ele não marcasse conclusivamente o fim de um acontecimento ou restrição, ele não provaria que os mortos voltaram a viver e nem nós saberíamos disso, embora esteja implicitamente óbvio no texto.

Jesus também disse que “aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt.24:13). Se o “até” não delimitasse o limite, iria ter gente perseverando mesmo depois de ter acabado tudo! Lucas diz que “agarraram Pedro e João e, como já estava anoitecendo, os colocaram na prisão até o dia seguinte” (At.4:3). Sabemos que no dia seguinte Pedro e João foram soltos porque o “até” nos indica claramente o fim daquele acontecimento.

Se os apóstolos tivessem sido doutrinados na exegetica católica onde o “até” não marca necessariamente o fim de um acontecimento, eles estariam esperando sair da prisão até hoje! Se o “até” não marcasse o fim, não faríamos a mínima ideia de quando eles foram soltos – poderia ter sido anos depois, quem sabe!

Depois da transfiguração, Jesus disse: “Não contem a ninguém o que vocês viram, até que o Filho do homem tenha sido ressuscitado dos mortos”(Mt.17:9). Prova de que Pedro entendia que o “até que” delimitava um limite, é o fato de que ele próprio realmente contou sobre isso depois que Jesus ressuscitou (2Pe.1:17,18). Ou seja: ele compreendia que o “até que” era necessariamente uma restrição que chegava ao fim depois daquilo.

Portanto, com tantas esmagadoras evidências bíblicas de que o “até que” delimita um limite que é ultrapassado com o fim da restrição, por que deveríamos pensar que bem exatamente no caso de Mateus 1:25 a coisa deveria ser diferente? Ora, o que ocorre no texto de Mateus 1:25 é rigorosamente a mesma estrutura que ocorre nos textos que acabamos de passar.

Se cremos que os mortos revivem depois de mil anos, que Pedro falaria da transfiguração após a ressurreição de Cristo e que Pedro e João foram soltos no dia seguinte, é porque o “até que” nos diz isso. Se a mesma estrutura textual é aplicada no texto de Mateus 1:25 e usarmos um critério básico da exegese (dois pesos, duas medidas), a mesma coisa acontece também no texto de Mateus 1:25, onde uma restrição é lançada tendo o seu fim depois do “até que”. Portanto, Maria foi virgem até que nascesse Jesus, e não perpetuamente.

O fato de Mateus acrescentar também que Maria deu a luz ao seu “primogênito” (v.25) também indica que ela teve outros filhos. Caso assim não fosse, teria simplesmente escrito que Jesus era o seu “filho único”, como a Bíblia frequentemente afirma em outros casos, em que de fato não havia outros irmãos na família (Lc.7:12; Lc.9:38), como o caso da viúva de Naim, cujo “filho único” (Lc.7:12) havia falecido, e do homem que queria expulsar de seu filho o demônio, porque era o seu “filho único” (Lc.9:38).

Por que nestes casos não está escrito que eles eram os seus filhos primogênitos? Porque eles eram os seus únicos filhos. Quando alguém era o primeiro de outros filhos de uma mesma mãe, é comum a Bíblia chamar de “primogênito”; porém, quando ele não apenas é o primeiro, mas também o único, a palavra usada frequentemente é “filho único”, como mostra a tabela abaixo:

Primeiro e único filho
Primeiro de outros filhos
Último filho
“Filho único” (Lc.7:12; 9:38)
“Primogênito” (1Cr.4:4; 2:50; 1:29)
“Caçula” (Jz.1:13; 3:9; 1Sm.14:49)

Jesus se enquadra no segundo quadro, e não no primeiro (Mt.1:25; Lc.2:7).

Em suma, Mateus não escreve nem que José não teve relações com ela nunca, nem tampouco que Jesus era o seu filho único. O texto bíblico não verte: “...e ele nunca a conheceu, e ela fez nascer ao filho único dela, e lhe pôs o nome de Jesus”. Ao contrário, diz categoricamente que a restrição estava lançada “até...” o nascimento daquele que foi o primeirodos filhos de Maria.

O fato de Maria ter tido outros filhos, cumprindo o papel de esposa para com o seu marido (1Co.7:3-5), de modo algum chega a ser algum tipo de desprezo a ela ou ao matrimônio. Ao contrário, o que Deus proíbe é o adultério, o ato de trair o seu cônjuge com alguma outra pessoa (Lc.18:20). O relacionamento natural entre marido e mulher é apoiado biblicamente, de acordo com a ordem do próprio Deus – “crescei e multiplicai-vos” (Gn.1:22), e “deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne” (Mt.19:5).

Da mesma forma, o fato de Jesus ser o primogênito (e não “filho único”) não é um desprezo a ele; muito pelo contrário, serve para reforçar ainda mais fortemente o fato de que ele quis ficar em igualdade conosco “em todos os aspectos”(Hb.2:17), tendo uma família com vários irmãos de sangue (Mc.6:3), além de sua família espiritual, que é a reunião de todos os crentes em Cristo Jesus (Mt.12:48-50).

Assim como Jesus foi o “primogênito entre muitos irmãos” (Rm.8:29) no campo espiritual, ele também foi o primogênito de muitos irmãos no campo natural (Mc.6:3). Desta forma, as alegações católicas contra a validade de Mateus 1:25 carecem de fundamento, bem como as suas tentativas de defender um dogma que não possui qualquer estrutura bíblica de respaldo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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17 comentários:

  1. Não faria o menor sentido Maria se casar se ela queria de fato permanecer virgem.

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    1. Muito bem colocado, Emmanuel. Se a intenção de Maria fosse permanecer perpetuamente virgem, não teria se casado com José - teria permanecido como estava. Mas, uma vez havendo o casamento com José e não existindo absolutamente NENHUMA proibição dita por Deus ou por um anjo à ela no sentido de não poder ter mais filhos, então não há nada que impeça que ela factualmente José não a conheceu "ATÉ QUE nascesse Jesus" (Mt.1:25).

      Portanto, de duas, uma:

      -Ou Maria queria se casar mas não ter filhos (o que é uma teoria muito fraca, visto que entre os judeus o casamento era para ter filhos, que ter filhos era considerado uma honra e uma bênção e que só não tinha filho quem era estéril, o que não era o caso de Maria).

      -Ou Maria se viu proibida de ter filhos depois que soube que daria à luz ao Salvador do mundo (o que também é uma teoria bem fraca, visto que essa suposta "proibição" não veio nem por meio de anjos, nem de visões, nem de Deus, em toda a Sagrada Escritura, tendo que apelar para o vazio para salvar essa teoria).

      Com qual será que os católicos irão adotar para "salvar" o dogma da virgindade perpétua de Maria?

      Fique com Deus!

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  2. Na Cabeça de católico José apesar de temente a Deus, foi condenado ao celibato obrigatório católico em sua sincera obediência ao Deus vivo e amor a Maria se viu na obrigação de assumir Maria como esposa sustentar e proteger ela e seu filho mas sem poder toca-lá e nem ter filhos ou seja casou e não casou ao mesmo tempo e outra mulher estava fora de cojitação afinal José era servo de Deus e não cometeria adulterio em suma José passou seus anos de vida chupando cana com uma linda mulher ao lado e sem poder encostar pois é imaculada assim ele ficou velho e morreu com um belo castigo por ser um servo de Deus.
    Católico é malvado!! rs
    Aqui é Eremilson

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  3. Só para reforçar. Fiz uma oração à DEUS em que eu falei que iria abrir a BÍBLIA SAGRADA e, DEUS que comanda e controla todas as coisas nos céus e na terra me mostrasse a verdade em relação a virgindade perpétua de Maria e a primogenitura de Jesus.
    Quando abrí as ESCRITURAS SAGRADAS foi certeiro, o verso 24 do capítulo 1 de MATEUS, no momento que ví e lí dei glórias ao DEUS DE MISTÉRIOS, O TODO PODEROSO O ALTÍSSIMO, O EU SOU.

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  4. Graça e paz!
    Se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo? "contar todos os primogênitos masculinos dos filhos de israel, da idade de um mês para cima" (Num 3,40).

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    1. São casos diferentes, não há uma simetria aqui. O primeiro caso (de Maria) é um CASO ESPECÍFICO, ou seja, alguém que individualmente é chamado pelo autor bíblico de "primogênito", enquanto que este caso citado por você é uma REGRA GERAL, ou seja, algo aplicado a toda a comunidade. Como o autor bíblico não poderia saber quantos dentre todos os milhões de israelitas teriam mais de um filho e quantos teriam somente um, ele generalizou no emprego da palavra "primogênito", pois havia a possibilidade de ter mais de um filho na família. A mesma regra não se aplica ao caso de Jesus porque, como já foi dito, trata-se de um caso particular e específico, onde o autor bíblico já teria plenas e perfeitas condições de saber, acima da dúvida, se o indivíduo em questão era o primeiro filho ou o filho único do casal, e, portanto, o emprego do "primogênito" nesta circunstância se adequada bem melhor à tese bíblica de que Maria teve mesmo outros filhos além de Jesus.

      Abraços.

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  5. Vale ressaltar que o querer aí não foi de maria e sim de Deus. A Bíblia fala que Deus não é deus de confusão.Se o casamento é uma instituição abençoada pelo próprio Deus que diz que os dois se tornarão uma só carne por que o casamento deles seria diferente? Só porque os católicos querem? Tinha que ser uma mulher noiva que em breve se casaria? Viveram como irmãos só porque os católicos querem?

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  6. estou em dúvida pois se na vcs estão dizendo que maria foi tocada por josé então porque ela nao gerou filhos afinal no proprio matheus diz quem realmente sao os irmaos de jesus , ou seja , abiblia nem afirma o conhecer de jose e maria e nem nega ?

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    1. Como não?

      "Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs?" (Marcos 6:3)

      A Bíblia dá o nome dos irmãos de Jesus, os filhos de Maria.

      “Tenho-me tornado um estranho para com meus irmãos, e um desconhecido para com os FILHOS DA MINHA MÃE” (Salmos 69:8)

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  7. Olá, Lucas!

    O que vc me diz destes argumentos de um católico em um diálogo que ele teve com um "usuário do Facebook" (só copiei, vai saber se o tal diálogo não foi forjado, rs)?

    Usuário do Facebook: Cristiano?
    Cristiano: Oi, td bem?
    Usuário do Facebook: É que não gostei da sua postagem, não tem base bíblica.
    Cristiano: Qual postagem?
    Usuário do Facebook: Essa daqui, olha!
    "Aqueles que trazem o sinal da condenação, como os hereges, os ímpios, os orgulhosos, e os mundanos, odeiam e desprezam a Ave- Maria e o terço. Os hereges ainda aprendem e recitam o Pai-nosso, mas abominam a Ave- Maria e o terço. Trariam antes uma serpente sobre o peito do que o rosário ou o terço".
    TVD
    (São Luís Maria Grignion de Monfort)
    Cristiano: O que tem demais?
    Usuário do Facebook: Herege aqui é vc que reza essas orações que não tem base bíblica.
    Cristiano: O que é que não tem base bíblica?
    Usuário do Facebook: a ave maria.
    Cristiano: Tem base bíblica sim. Se eu provar vc a rezará de hoje em diante?
    Usuário do Facebook: Me mostre a base bíblica.
    Cristiano: tá bem.
    Ave, Maria, cheia de graça, (Lc 1, 28a)
    O Senhor é convosco. (Lc 1, 28b)
    Bendita sois vós entre as mulheres, (Lc 1, 42a)
    e Bendito é o Fruto do teu ventre, Jesus! (Lc 1, 42b)
    Santa Maria, Mãe de Deus, (Jo 1, 14)
    Rogai por nós, pecadores, (Jo 2, 1-5)
    Agora e na hora de nossa morte. (Jo 19, 25-27)
    Usuário do Facebook: Mas Maria foi uma mulher qualquer, teve outros filhos após ter Jesus, tá na bíblia!
    Cristiano: Santo Irineu, ainda no primeiro para o segundo século. Ele que era discípulo de João, o Evangelista, afirma que Deus escondeu de Satanás a perpétua virgindade da Santíssima Virgem Maria. Logo nem preciso dizer quem vc anda ouvindo para dizer tais coisas... xau! Salve Maria Imaculada.
    (Usuário do Facebook lhe bloqueou, não poderás enviar mais mensagens para esta pessoa.)

    Shalom!

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    1. Hahahahaha esse diálogo é mais fake do que "Casos de Família" e o "Teste de Fidelidade"!

      Vamos aos fatos:

      1) A primeira parte realmente tem algo de "bíblica", mas NÃO É UMA ORAÇÃO! É apenas uma coisa que o anjo disse a Maria naquele momento, não era um modelo de oração para ser feito a Maria depois da morte!

      2) O anjo NÃO disse "cheia de graça", disse "agraciada", e isso é reconhecido até mesmo por muitos linguístas católicos que estudaram o assunto com honestidade intelectual. Hoje em dia só quem traduz por "cheia de graça" são versões católicas desonestas que SABEM que estão adulterando o original grego, mas fazem isso porque seguem a Vulgata Latina de Jerônimo e não os originais.

      3) O anjo não disse "ave", disse "salve", era apenas uma saudação comum da época e não uma glorificação como afirmam os católicos.

      4) Nenhum protestante discorda que o Senhor era com Maria, ou que ela era bendita entre as mulheres, ou que ela fosse agraciada por Deus, etc. Mas novamente: ISSO NÃO ERA UMA ORAÇÃO! NÃO ERA ALGO PARA SER REZADO A MARIA DEPOIS DA MORTE!

      5) A segunda parte da reza é grotescamente antibíblica com versos grotescamente tirados do contexto. João 1:14 NÃO diz que Maria é mãe de Deus, diz apenas isso:

      "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (João 1:14)

      Claro que o católico fanático pensa que ninguém vai conferir as referências para desmascarar a fraude!

      6) João 2:1-5 NÃO diz que Maria "roga pelos pecadores". Sequer houve intercessão de Maria naquele episódio, como eu já expliquei aqui:

      http://apologiacrista.com/a-intercessao-de-maria

      Tudo o que Maria fez foi INFORMAR Jesus de que o vinho tinha acabado. Mais nada. Isso qualquer um poderia fazer, outros fizeram o mesmo em diversas outras ocasiões nos evangelhos. E isso Maria fez ENQUANTO ESTAVA VIVA, e não depois de morta. É uma burrice completa tirar do contexto este evento para justificar intercessão de Maria após a morte!

      7) Essa última parte é a mais engraçada, eu rolei de rir quando vi a tal referência! Ele diz que Maria roga por nós agora e NA HORA DA NOSSA MORTE usando este texto:

      "E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa" (João 19:25-27)

      A pergunta que não quer calar é: que parte deste texto diz que Maria roga por nós agora e na nossa morte??? Qualquer pessoa com um pedaço de cérebro na cabeça sabe a resposta óbvia: EM LUGAR NENHUM. Apenas na imaginação fértil dos papistas desesperados que precisam perverter os significados simples de textos bíblicos simples para impor uma sandice romana sem qualquer fundamento lógico ou teológico.

      8) Santo Irineu foi discípulo de João? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk esses caras não tem como serem mais idiotas! Irineu nasceu em 130 d.C, ou seja, pelo menos 30 anos depois da morte de João, como é que ele poderia ser seu discípulo? Por necromancia e mediunidade?

      9) Irineu NUNCA usou o termo "perpétua virgindade de Maria", o "perpétua" é um acréscimo mentiroso que esse católico descarado, falso e sem escrúpulos inseriu na citação. Você pode ver no artigo abaixo como Irineu jamais ensinou a virgindade perpétua de Maria:

      http://respostascristas.blogspot.in/2016/05/a-virgindade-perpetua-de-maria-e.html

      São tantas sandices, mentiras, deturpações e distorções grotescas que chega a dar náuseas desmascarar cada uma delas...

      Abs!

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  8. Olá. Por favor qual tradução a igreja católica usa. Estou vendo uma aqui ave Maria. Aqui tem pontos na escrita que foi retirado. Nela não está escrito" E NÃO A CONHECEU ATÉ QUE NASCEU O MENINO JESUS""QUE bíblia e essa?

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    1. Essa é uma Bíblia católica em português completamente adulterada, que não vale nada. Nem tampouco é a versão oficial da Igreja Romana, que adota a Vulgata Latina de Jerônimo que por sua vez contém o "não o conheceu até que...". Assim como versões católicas em português como a CNBB e a Bíblia de Jerusalém, dentre outras. De todas que eu conheço, a Ave Maria foi a única que suprimiu descaradamente do texto, sem nenhum escrúpulo mesmo, simplesmente arrancou fora o que não quis porque sabiam que vai na contramão de seu dogma inventado. Mas qualquer um que vá no grego percebe facilmente que essa sentença está lá, e é essa a razão pela qual até mesmo as outras versões católicas, incluindo a oficial (Vulgata), traduzem exatamente igual as Bíblias evangélicas fazem.

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  9. Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
    Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.
    Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
    E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
    Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
    E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.
    Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.
    A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.
    Apocalipse 22:14-21

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  10. Lucas. Como sabemos bem oque o escritor sagrado está tentado dizer e que Jesus nasceu sem relação sexual. Pois você que da uma Continuada no texto.
    Exemplo : fulano não vai jogar bola até que ele fique melhor.
    Será que Depois Ela não vai jogar bola?

    Você deu um texto Bliblico de Mical.
    Será que Depois da morte ela teve?
    Pois se demos continuacao chegaramos a essa conclusão.

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    1. “Exemplo : fulano não vai jogar bola até que ele fique melhor.
      Será que Depois Ela não vai jogar bola?”

      Mas é exatamente isso o que os protestantes dizem, criatura!!!

      “Fulano não vai jogar bola ATÉ que ele fique melhor”, significa que ele VAI jogar bola depois que ficar melhor. Da mesma forma, “não teve relações com ela ATÉ que nascesse Jesus”, significa que TEVE relações depois do nascimento de Jesus. É tão difícil assim entender? Você, sem querer, acabou refutando o próprio dogma católico com a sua analogia. Nem precisa da minha ajuda!

      Sobre texto de Mical, ele diz que ela não teve filhos ATÉ A SUA MORTE. Ou seja, abrange todo o período conhecido, que neste caso é toda a vida da mulher (uma vez que na mentalidade hebraica a morte era a cessação da existência). Por que com Maria não é dito a mesma coisa? Se o escritor bíblico quisesse dizer o período inteiro de vida de Maria como tendo mantido a virgindade, teria feito o mesmo e dito que ela não teve relações até a sua morte, e não somente até que nascesse Jesus.

      Essa ênfase seria completamente desnecessária aqui, pois ao invés de intencionar uma virgindade por toda a vida (como ocorre no texto de Mical), diz respeito a um curto período, justificado apenas pelo rompimento posterior, ou seja, as relações conjugais com José, que eram totalmente naturais e normais entre um casal de hebreus. O estranho mesmo (estranho não, surreal) seria dois judeus se casarem na intenção de não fazer sexo e nem ter filhos juntos – isso sim seria um devaneio e um delírio total para a mentalidade judaica, que valorizava profundamente a criação de filhos e que via nisso justamente um dos maiores propósitos (senão o maior) de um casamento.

      Quero deixar claro aqui que não vou permitir novos comentários seus neste blog. Primeiro porque são todos idiotas, me desculpe dizer deste jeito mas você claramente é um sujeito sem cultura ou instrução, acho que esse seu outro comentário aqui resume tudo:

      https://3.bp.blogspot.com/-8KcyVsrH0SQ/WVazL9st88I/AAAAAAAADkw/wk8U557QV4UCNsIHCVFXx0poMCgpQXQVwCLcBGAs/s1600/41.png

      Segundo porque metade dos seus comentários são ofensas gratuitas ou futilidades puras, e terceiro porque eu zelo por manter um nível no blog, mesmo nos comentários, o que não é possível com um sujeito como você. Eu ainda fiz muito em ler esse seu comentário, os outros serão deletados antes mesmo.

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