10 de agosto de 2012

Motivos para desacreditar na intercessão dos santos


A crença na intercessão dos santos é um dos principais pilares do catolicismo romano. Se provado que os que já morreram não têm qualquer condição de interceder pelos vivos, toda a base do catolicismo cai, como um efeito dominó. Iremos mostrar, pelas Escrituras, a impossibilidade da intercessão dos mortos pelos vivos. Comecemos com o Antigo Testamento, onde está escrito: 

Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome” (Isaías 63:16) 

Aqui é nos dito que Abraão (já morto) não tinha nenhum conhecimento dos israelitas vivos naquela época. Da mesma forma, o mesmo é dito com relação a Israel (Jacó). Segundo a crença católica, Abraão e Jacó seriam dois “santos intercessores” dos israelitas. Porém, biblicamente, nenhum deles “conhecia” o povo israelita que estava vivo na época! 

Salomão também afirma em Eclesiastes: 

“Ora, para aquele que está entre os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto). Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Eclesiastes 9:4-6) 

Para os católicos, alguém que morreu pode interceder pelos vivos muito mais do que enquanto esteve aqui na terra. Já pela Bíblia, a pessoa que morreu tanto não pode fazer coisa nenhum pelos vivos que há a menção de que vale menos do que um cão vivo! É nos dito que os mortos não sabem de “coisa nenhuma” (Ec.9:5), então como saberiam das necessidades de cada devoto espalhado aos quatro cantos da terra? 

E, para aqueles que pensam que os mortos estão neste momento intercedendo ou trabalhando em favor dos vivos, Salomão escreve poucos versos adiante: 

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10) 

Se não há conhecimento nenhum, então os mortos não tem conhecimento daquilo que os vivos precisam, para poderem interceder em favor deles. Mas se eles tivessem conhecimento de tudo o que se passa aqui e dos pedidos de cada um, então este versículo não faria qualquer sentido. Tampouco faria sentido dizer que no além não há “sabedoria nenhuma” (Ec.9:10), sendo que a sabedoria é necessária até mesmo para se interceder por alguém! 

“No Sheol, ninguém te agradece, ninguém louva o teu nome, os que estão ali não confiam na tua fidelidade. São os vivos, e somente os vivos, que te louvam, como eu te louvo agora” (Isaías 38:18,19) 

Pois no Sheol não és lembrado, e lá ninguém pode te louvar (Salmos 6:5) 

Os mortos, que descem à terra do silêncio, não louvam a Deus, o Senhor. Mas nós, que estamos vivos, daremos graças ao Senhor agora e para sempre. Aleluia!” (Salmos 115:17,18) 

Se os que já morreram não podem nem sequer louvar a Deus ou confiar na fidelidade dEle, mas somente os vivos, então como é que eles vão poder interceder? Ora, se os mortos pudessem interceder por alguém aqui da terra, certamente eles poderiam também louvar ao Senhor. Mas, se não podem, e se a menção bíblica é clara de que tais coisas só se pode fazer entre os vivos, então não há qualquer possibilidade de intercessão dos mortos pelos vivos. São somente os vivos que louvam a Deus, são somente eles que intercedem uns pelos outros. 

Além disso, há a clara menção no Salmo 6:5 de que os mortos não se lembram de Deus. Ora, se eles não se lembram nem de Deus, como é que irão se lembrar de cada "devoto", ainda mais de pessoas que eles nem sequer conheceram em vida? Como é que eles iriam passar os seus pedidos a Deus, se a Bíblia diz que eles não se lembram de Deus? Como eles iriam orar para alguém que eles não se lembram? Essas e outras perguntas incontestavelmente derrubam a tese na intercessão dos santos mortos.

Se o salmista fosse devoto de um panteão de “santos” e “santas” a quem ele recorria nos momentos de dificuldade, ele certamente não teria dito: 

No céu, eu só tenho a ti [Deus]” (Salmos 73:25) 

E o mesmo diz no Salmo 146: 

Não ponham a sua confiança em pessoas importantes, nem confiem em seres humanos, pois eles são mortais e não podem ajudar ninguém. Quando eles morrem, voltam para o pó da terra, e naquele dia perecem os seus pensamentos. Feliz aquele que recebe a ajuda do Deus de Jacó, aquele que põe a sua esperança no Senhor, seu Deus, o Criador do céu, da terra, do mar e de tudo o que neles existe!” (Salmos 146:4-6) 

Se o salmista cresse na intercessão dos santos mortos, não teria dito que os pensamentos deles cessariam no momento da morte, nem tampouco que não eram dignos de confiança. O fato de ele colocar a sua confiança e esperança unicamente em Deus é uma demonstração clara de que ele não era devoto de santos para colocar sua esperança na intercessão deles. 

O Novo Testamento não mudou este fato, pois a Bíblia não é confusa e nem contradiz a si mesma. Ao contrário: é nos dito que “Davi não subiu aos céus” (At.2:34), que a única esperança do cristão é na ressurreição dos mortos no último dia (1Co.15:18,19,32), que Deus "é o único que possui a imortalidade” (1Tm.6:16), que só entraremos em nossas moradas no Céu após Jesus voltar para nos levar onde Ele está (Jo.14:2,3), que é apenas na consumação do mundo que os justos brilharão como o sol no Reino de Deus (Mt.13:43), e que a nossa adoção como filhos é somente na ressurreição (Rm.8:23). 

É somente na ressurreição dos mortos, com o Juízo Final, que os justos ouvirão do Pai: 

“Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34) 

Os salvos herdarão na ressurreição o Reino Celestial que lhes estava preparado desde a fundação do mundo. Mas, se eles já estivessem lá, pouco faria sentido esta passagem, pois não se toma a herança de algo que você já tomou herança! 

Muito mais poderia ser dito sobre isso, mas, como o objetivo deste estudo é ser algo mais resumido, creio que o que já foi transmitido é o suficiente para vermos que a doutrina católica da intercessão dos santos não tem qualquer fundamento bíblico, e que não passa de uma lenda engenhosamente inventada pela imaginação humana através de homens que se desviaram da verdade e já se entregaram às fábulas. 

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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10 comentários:

  1. Muito boa sua explicação, era exatamente isto que procurava, fatos com provas biblicas, Deus te abençõe...

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  2. Tento levar a "luz" a minha sogra extremamente católica. Ela sempre refuta meus argumentos dizendo que não adora a Santos, mas apenas da o devido valor a pessoas que foram referência nesta terra. Que não idolatra a Santos pois os pedidos dela são concebidos por Deus e não pela entidade intercessora. Me ajude com embasamentos bíblicos a resgatar essa vida das garras de Satanás. Obrigado. Fique na paz de Deus.

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    1. Olá, veja este artigo onde eu refuto isso:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/05/nao-adoram-so-veneram.html

      Abs!

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  3. Achei fraca a explicação.
    Por todo o NT vemos o pedido dos apóstolos que seja feita orações intercessora uns pelos outros, normal até aí.
    Lendo o NT, fica bem claro que os próprios apóstolos criam que após a morte iriam para a glória, Paulo fala que nem a morte nos separa de Cristo, e que ele próprio as vezes desejava a morte para poder estar com Jesus, o próprio Jesus fala que Deus não é Deus de mortos, mas de vivos. Em apocalipse vemos que existem os sacerdotes e muitas outras pessoas perante Deus no céu, orando e adorando. Faltou muitas coisas serem explicadas, infelizmente não tenho tempo agora, mas seu artigo foi bem raso num questão bem complexa.

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    1. "Por todo o NT vemos o pedido dos apóstolos que seja feita orações intercessora uns pelos outros, normal até aí"

      Onde isso fala de intercessão de um morto por um vivo?

      "Lendo o NT, fica bem claro que os próprios apóstolos criam que após a morte iriam para a glória"

      Onde isso fala de intercessão de um morto por um vivo?

      "Paulo fala que nem a morte nos separa de Cristo"

      Onde isso fala de intercessão de um morto por um vivo?

      "e que ele próprio as vezes desejava a morte para poder estar com Jesus"

      Onde isso fala de intercessão de um morto por um vivo?

      "o próprio Jesus fala que Deus não é Deus de mortos, mas de vivos"

      Onde isso fala de intercessão de um morto por um vivo?

      "Em apocalipse vemos que existem os sacerdotes e muitas outras pessoas perante Deus no céu, orando e adorando"

      Cadê o texto?

      "Faltou muitas coisas serem explicadas"

      Quais?

      "infelizmente não tenho tempo agora"

      Ahhhh, entendi!

      "mas seu artigo foi bem raso num questão bem complexa"

      Me desculpe, Sir. Felizmente você chegou com as suas "explicações profundas" que provaram em definitivo a intercessão de mortos pelos vivos com vários textos que tem tudo a ver com o assunto e que destruíram o meu "artigo raso". Obrigado.

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  4. A Igreja Católica ensina a respeito da comunhão dos santos, isto é, toda a Igreja é uma só em Cristo. Os membros falecidos do Corpo de Cristo não são separados de Cristo quando eles deixam seus corpos físicos, pois “se Cristo está em vós, embora o corpo esteja morto por causa do pecado, o espírito é vida por causa da justiça” (Rm 8:10 ). São Paulo afirma que “nem […] a morte nem a vida será capaz de nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8, 38-39). Portanto, as almas dos santos nunca se afastam ou deixam de ser parte do Seu Corpo. Elas fazem, na verdade, parte do Corpo de Cristo ou da Igreja no Céu, a Igreja Triunfante.

    Uma vez no céu, os santos podem interceder pelos membros da Igreja na Terra, a Igreja militante. A Bíblia confirma que os santos do céu oram a Deus:

    Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e pelo testemunho que deram. Eles clamavam em alta voz: “Ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, quanto tempo antes de julgar e vingar o nosso sangue nos que habitam sobre a terra?” (Apocalipse 6: 9-1

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    1. Eu não sei por que ainda permito comentários na base do CONTROL C + CONTROL V de sites católicos que nem mesmo os que copiam estão lendo, mas tudo bem, vamos lá:

      “A Igreja Católica ensina a respeito da comunhão dos santos, isto é, toda a Igreja é uma só em Cristo. Os membros falecidos do Corpo de Cristo não são separados de Cristo quando eles deixam seus corpos físicos, pois “se Cristo está em vós, embora o corpo esteja morto por causa do pecado, o espírito é vida por causa da justiça” (Rm 8:10)”

      Nunca vi alguém distorcer esse texto de Romanos 8:10 de forma tão descarada como “você” faz. Vamos ver todo o contexto que você exclui para saber o que Paulo estava falando:

      “Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. Mas se Cristo está em vocês, o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês” (Romanos 8:9-11)

      Veja como o texto é simples sem a sua adulteração que o tira totalmente do contexto. Paulo não estava falando do corpo físico morrer mas um espírito “fantasminha camarada” sair do corpo e ir voando pro Céu para lá interceder pelos vivos, mas sim que o corpo é dominado pela carne (e neste sentido, portanto, está espiritualmente “morto”), mas nós cristãos temos o Espírito de Deus, que nos faz espiritualmente vivos, mesmo tendo uma carne pecaminosa. E no verso 11, que diz quando nós de fato iremos ser vivificados em sentido literal, não diz que é na morte corporal em um estado intermediário pré-ressurreto, mas sim QUANDO DEUS NOS RESSUSCITAR, dando vida aos nossos corpos mortais, pelo simples fato de que não existe vida fora do corpo. Sua distorção não apenas muda o sentido do texto, mas faz o mesmo dizer O CONTRÁRIO do que afirma de fato!

      “São Paulo afirma que “nem […] a morte nem a vida será capaz de nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8, 38-39)”

      Exato: nem a morte poderá nos afastar DO AMOR de Deus. O texto não diz “de Deus”, mas sim “DO AMOR” de Deus. Você não deixa de amar a sua mãe só porque ela morreu, e muito menos Deus, que além de ser puro amor, ainda é atemporal e por isso está ao mesmo tempo em nosso passado, presente e futuro, e por essa mesma razão “para ele todos vivem” (Lc 20:38). Não há nada de alma imortal saindo do corpo nesse texto não!

      “Uma vez no céu, os santos podem interceder pelos membros da Igreja na Terra, a Igreja militante. A Bíblia confirma que os santos do céu oram a Deus”

      O texto que você usa agora (de Apocalipse 6:9-11) é mais uma manipulação grosseira, primeiro porque trata-se de uma simbologia apocalíptica como tantas outras presentes no mesmo livro, até porque ninguém no Céu estaria GRITANDO POR VINGANÇA CONTRA OS SEUS INIMIGOS, uma vez que este é o lugar em que “não existe mais pranto, nem clamor, nem dor” (Ap 21:4), biblicamente falando. Como não existe mais clamor, não podem haver “almas” gritando por vingança contra inimigos. A simbologia aqui é óbvia. Eu escrevo mais sobre isso neste artigo:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/as-almas-debaixo-do-altar.html

      E mesmo que esse texto fosse literal (o que não é), ele não mostra aquelas almas intercedendo por outras pessoas vivas na terra, mas sim pedindo justiça POR ELAS MESMAS, e por isso nem a literalidade do texto ajudaria alguma coisa em sustentar a doutrina católica, ao contrário: só mostra o quanto vocês estão desesperados e precisam distorcer textos como esse, na falta de um texto sério e claro que afirme tal heresia.

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