11 de agosto de 2012

O Purgatório existe?


Nenhuma doutrina inventada pela Igreja Católica é tão ferrenhamente contra a validade do sacrifício vicário de Cristo Jesus e o valor de seu sangue derramado na cruz do que a doutrina do purgatório, segundo a qual pessoas salvas, mas não totalmente purificadas, passam por um local de purificação, onde são punidas com fogo, para depois entrarem no Céu felizes da vida. 

Mas será que o sangue de Jesus não é suficiente para purificar totalmente os salvos? João nos responde essa, dizendo:

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado (1ª João 1:7)

Se o sangue de Jesus nos basta para nos purificar de todo pecado, então não há qualquer necessidade de sobrar algum pecado para ser purgado no purgatório. Por que o purgatório conseguiria algo que o sangue de Jesus supostamente não teria sido capaz de operar na vida de alguém? Temos que sempre lembrar que, para o catolicismo, o purgatório é um local reservado a pessoas salvas, mas não totalmente purificadas.

Mas temos uma incoerência aqui. Se a pessoa é salva, já presume-se por si mesmo que ela já está purificada, pois o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado, e o salvo é lavado e coberto com o sangue de Jesus! Portanto, ou a Igreja Católica pensa que o sangue de Jesus é insuficiente para perdoar e purificar todos os pecados (de modo que ainda precisamos passar pelo purgatório antes de entrar no Céu), ou ela pensa que existe alguém salvo que não é lavado e coberto com o sangue de Cristo!

De qualquer forma, a teologia católica se vê em apuros. Eles sugerem o texto de 1ª João 5:16-17 para sustentarem sua tese de que existem pecados a serem purgados no purgatório. Isso tanto não é verdade, que o texto diz claramente sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo, que é um pecado que não se tem perdão (e, portanto, seria inútil passar pelo purgatório para purificar alguém de algo que não se pode purificar!).

Se não fosse por isso, João não teria dito para não orarmos pela pessoa que cometeu este pecado. Ora, a Igreja Católica incentiva que se orem pelas almas do purgatório. Portanto, essa passagem não tem absolutamente nada a ver com o purgatório, ou senão a própria doutrina católica deveria ser reformulada.

Outro texto usado por eles se encontra em 1ª Coríntios 3:15, que diz que “se obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1Co.3:15). Eles tiram essa passagem do contexto e dizem que este “fogo” é o fogo do purgatório. Porém, em primeiro lugar, esta passagem está se referindo ao grande Dia do Juízo Final, como aponta o seu próprio contexto (v.13), e este dia não aconteceu ainda, mas está para acontecer quando Jesus voltar e os mortos ressuscitarem (2Tm.4:1; At.17:31). Portanto, esta passagem não pode ser referência ao purgatório.

Também vemos, em segundo lugar, que Paulo escreve que seria salvo como pelo fogo”, e não “pelo fogo”. Esta leve distinção faz toda a diferença. Se ele tivesse dito “pelo fogo”, daria a ideia de algo mais literal. Mas, como ele diz comopelo fogo”, este “como”mostra que ele está fazendo uma analogia, uma comparação, dizendo que a dificuldade que tal pessoa teria de salvar-se é “como” (comparada) a alguém que passa pelo fogo.

Em outras palavras, ela se salvará por tão pouco que será como se tivesse passado pelo fogo. É algo semelhante à expressão que usamos nos dias de hoje: “foi salvo por um triz”! Portanto, a passagem não faz absolutamente nenhuma alusão à lenda do purgatório, que jamais foi desenvolvida ou sequer imaginada por Paulo.

Vale ressaltar ainda que Paulo afirmou que quem pratica “as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus(Gl.5:20-21). Ele afirma que as pessoas que cometem estes pecados – a maioria dos quais considerados “veniais” – não herdarão o reino de Deus.

A Igreja Católica, ao contrário, faz de tudo para mandar tais pessoas para o Céu através do purgatório. Ou seja: os pecados menores que Paulo afirma que as pessoas que os praticam não entrarão no reino de Deus, a Igreja Católica manda com facilidade tais pessoas ao Paraíso, se tão somente passarem pelo purgatório!

O fato é que, se a pessoa passar por um sincero arrependimento dos seus pecados e consequente mudança de vida, ela será lavada e coberta com o sangue de Jesus e será perdoada de todo pecado, sem precisar passar pelo purgatório. Mas, se alguém pratica pecados considerados mais “leves” e não se arrepende deles, tal pessoa não entrará no reino de Deus de forma alguma.

A Igreja Católica muda e altera este quadro. Para ela, há pessoas que não foram purificadas pelo sangue de Cristo, mas são purificadas pelo fogo do purgatório, assim como as pessoas que morreram com pecados veniais podem ir para o Céu depois de fazerem uma visitinha ao purgatório. Ou seja, distorcem completamente o evangelho bíblico!

Biblicamente, só existem dois caminhos: Vida ou Morte, Salvação ou Condenação, Céu ou Inferno. Mas a Igreja Católica sempre trata de adicionar um meio-termo em todos estes, sem qualquer fundamento bíblico sério, mas somente com passagens isoladas e distorcidas, manipuladas sem qualquer exegese e tirando-as fora de seu devido contexto.

Para alcançarmos a vida, o pecador (não importa o nível de gravidade de seu pecado) tem que necessariamente passar por uma coisa que a Bíblia chama de “arrependimento”. É preciso nos arrepender para herdarmos o reino de Deus (Mt.3:2; 4:17; At.3:19,38). Mas a Igreja Católica corrompe e aniquila o significado e a necessidade do arrependimento, ao dizer que o purgatório é para pessoas que pecaram mas não se arrependeram, nem deram satisfação sobre seus pecados:

“As que, tendo sido formalmente culpadas de pecados maiores, não deram plena satisfação deles a justiça divina (Papa Pio IV, A Base da Doutrina Católica contida na Profissão de Fé)

A pessoa que não dá satisfação a Deus acerca de seus pecados é alguém que não se arrependeu deles. Tal pessoa, que peca e não se arrepende, jamais herdará o reino de Deus, não importa o tamanho ou gravidade de seu pecado (Ap.22:15; Gl.5;19-21). O arrependimento é sempre um precedente necessário e indispensável para a salvação (Mt.4:17; At.2:38; At.3:19; Mt.3:2). Com isso, o catolicismo dispensa aos seus fieis a necessidade do arrependimento verdadeiro, fazendo aquilo que Satanás mais quer.

Ela ensina que, mesmo se não se arrepender dos pecados veniais, é só passar pelo purgatório que você chega ao Céu de qualquer jeito – queimado ou não, mas chega lá! Jesus, por outro lado, nos informa que é necessário nos arrepender, pois é chegado o reino de Deus (Mt.4:17). Paulo afirma que tais pecados veniais, se não tiverem passado pelo arrependimento, são suficientes para excluir qualquer pessoa do reino de Deus (Ap.22:15; Gl.5;19-21).

Portanto, você tem duas opções: viver a vida desleixada que você quiser levar e só se preocupar com os “pecadões”, mas nem precisa se preocupar com os pecados veniais, porque disso o purgatório cuida; ou, então, se arrepender, e se humilhar, e orar, e buscar a face de Deus, e se converter dos seus maus caminhos. Então, Ele ouvirá sua voz dos céus, perdoará os seus pecados, e sarará sua terra.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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53 comentários:

  1. Gostei muito desse blog, foi indicado por um amigo e vou estudar cada topico, me esforçar pra isso, por que realmente é muito assunto, quanto mais conhecimento melhor, e esse sobre purgatorio...nao tem coisa mais revoltante para mim do que essa invenção, é algo que me deixa revoltada mesmo rs.. como invalidam o sacrifício feito por Jesus dessa maneira?! Mas com conhecimento biblico e amor a gente pode mostrar a verdade.

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    1. Olá, Tati. O blog ainda está em construção (o meu primeiro artigo é deste mês, no dia 5 de Agosto), mas agradeço pelas suas palavras e pelo apoio. De fato, eu também creio que o purgatório é provavelmente a invenção mais revoltante de Roma, pois impugna o valor e a necessidade de um arrependimento sincero e genuíno, e faz com que um lugar mitológico e fictício tome o lugar do sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado. Fique com Deus!

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  2. 3 - Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do Purgatório. Em 1Cor 3,10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo (palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E S. Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, o seu autor “receberá uma recompensa”; mas, se não resistir, o seu autor “sofrerá detrimento”, isto é, uma pena; que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador “se salvará, mas como que através do fogo”, isto é, com sofrimentos.

    4 - Na passagem de Mc 3,29, também há uma imagem nítida do Purgatório:”Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’. E começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar (…) e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes.” (Lc 12,45-48). É uma referência clara ao que a Igreja chama de Purgatório. Após a morte, portanto, há um “estado” onde os “pouco fiéis” haverão de ser purificados.

    5 - Outra passagem bíblica que dá margem a pensar no Purgatório é a de (Lc 12,58-59): “Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo.”

    O Senhor Jesus ensina que devemos sempre entrar “em acordo” com o próximo, pois caso contrário, ao fim da vida seremos entregues ao juiz (Deus), nos colocará na “prisão” (Purgatório); dali não sairemos até termos pago à justiça divina toda nossa dívida, “até o último centavo”. Mas um dia haveremos de sair. A condenação neste caso não é eterna. A mesma parábola está´ em Mt 5, 22-26: “Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo” . A chave deste ensinamento se encontra na conclusão deste discurso de Jesus: “serás lançado na prisão”, e dali não se sai “enquanto não pagar o último centavo”.

    6 - A Passagem de São Pedro 1Pe 3,18-19; 4,6, indica-nos também a realidade do Purgatório:”Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados (…) padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos na prisão, aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes (…).” Nesta “prisão” ou “limbo” dos antepassados, onde os espíritos dos antigos estavam presos, e onde Jesus Cristo foi pregar durante o Sábado Santo, a Igreja viu uma figura do Purgatório. O texto indica que Cristo foi pregar “àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes”. Temos, portanto, um “estado” onde as almas dos antepassados aguardavam a salvação. Não é um lugar de tormento eterno, mas também não é um lugar de alegria eterna na presença de Deus, não é o céu. È um “lugar” onde os espíritos aguardavam a salvação e purificação comunicada pelo próprio Cristo.

    Prof. Felipe Aquino"

    Matheus

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    1. Refutado:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/10/o-purgatorio-existe-parte-2.html

      Volte sempre.

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    2. Prof. Felipe Aquino, VC mesmo se contradiz pois se os rebeldes do tempo de Noé estavam no purgatório como VC citou no último testo acima então entende-se que os mesmo seriam salvos pois estavam em um lugar de ”Purificaçao”, então porque Jesus teve que ir até lá para pregar o evangelho aa eles? E mais uma pergunta porque DEUS sacrificaria seu filho se sempre houve o purgatório e porque Paulo, Pedro, Joao, Mateus e o próprio CRISTO sempre pregaram incessantemente sobre o arrependimento sobre TODOS os nossos pecados?

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  3. NAO EXISTE PURGATORIO, AMIGO CATOLICO , A BIBLIA NAO DIZ NADA DE PURGATORIO

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    1. E onde a bíblia diz que toda doutrina está contida nela? Alias, vc pode me mostrar em que parte da bíblia está a lista de livros inspirados?

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    2. Se você quiser discutir sobre Sola Scriptura e cânon bíblico, a tarefa de casa MÍNIMA é a leitura e refutação do meu livro "EM DEFESA DA SOLA SCRIPTURA", que você pode ler aqui:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2014/06/novo-livro-em-defesa-da-sola-scriptura.html

      Essa é a leitura básica e elementar para qualquer católico que quiser discutir aqui sobre o tema. Não vou desperdiçar meu tempo discutindo coisas das quais já dediquei um livro inteiro a respeito.

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  4. Caro Lucas, a cada artigo seu que eu leio, vejo o quanto vc carece de discernimento e razão sobre a fé da Igreja.

    A Igreja nunca negou que o sangue de Cristo nos purifica os pecados.
    O problema de vocês protestante é achar que o perdão dos pecados acontece automaticamente pela fé, sem precisar pedir o perdão. É por isso que nunca vemos protestantes pedindo perdão até mesmo em seus cultos, nunca há um momento de pedir perdão.

    O que purifica nossos pecados é o sangue de Cristo, todo mundo sabe, mas para que isso aconteça, vc precisa arrepender-se e pedir perdão para que tal pecado cometido seja então "purificado" pelo sangue de Nosso Senhor.
    Se vc pecou 10 vezes, terá de arrepender-se e pedir perdão a cada vez, para receber essa purificação do sangue de Cristo. O problema, é que pecamos todo o tempo, com pensamentos, palavras e omissões, acaba que praticamente todo mundo morre com algum tipo de pecado venial pelo menos.
    Esses, que morrem com pecados leves, que morrem sem tê-los purificados no sangue de Cristo em vida, é que passam pelo fogo purificador do purgatório após a morte, pois no céu não entra nada impuro, ninguém entra no céu carregando pecados na alma.

    E quanto aos que morrem com pecados graves, sem terem arrependido e pedido perdão em vida, esses sim são logo condenados ao inferno. Uma simples reflexão e podemos entender a necessidade de Deus ter criado o purgatório, pois se ele não existisse praticamente todo mundo seria condenado, pois como já falei, quase todos morrem com algum pecado leve pelo menos.

    Agostinho, Tertuliano, Cipriano, João Crisostomo etc, muitos são os pais da igreja que falavam da oração pelos mortos.

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    1. Quanto show de desinformação e malabarismo pseudo-exegético, Deus do céu! Quer dizer que se a pessoa morre sem ter pedido perdão a Deus por um pecado leve Jesus não perdoa, ele precisa enviar para um lugar de fogo e castigo chamado "purgatório" para aí sim decidir perdoar a criatura? Que tipo de Deus sádico que você segue? E de onde foi que você tirou a ideia de que nós podemos expiar nossos próprios pecados (no purgatório)? É Jesus quem expia os nossos pecados, não nós mesmos, muito menos um purgatório, que não passa de uma imaginação fértil de mentes pobres.

      Pior ainda é o seu conceito de que as pessoas que morreram sem se arrepender dos pecados leves vão pro céu depois de passar pelo purgatório. Se você tivesse lido a Bíblia uma única vez que fosse, teria percebido isso aqui:

      "...as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:20-21)

      Que interessante: os pecados que a Igreja Católica considera "leves" e que manda pro Céu após um test drive do inferno conhecido como "purgatório", são pessoas que Paulo afirma que NÃO herdariam o Reino de Deus! Paulo diz que tais pessoas não herdarão o Reino de Deus, e a Igreja Romana vai lá e afirma que elas herdarão sim, depois de expiarem seus próprios pecados no purgatório. É isso o que dá interpretar a Bíblia com as lentes da tradição, fazendo EXATAMENTE O MESMO que os fariseus faziam em seus dias. O resultado só pode ser uma grotesca deturpação do texto bíblico, na tentativa insana de oferecer justificação fora de Cristo.

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    2. Em que momento eu citei os pecados leves aqui? Eu não citei gálatas 5.
      Os pecados leves podem ser alguma omissão de algum fato, maus pensamentos, vãs palavras, ou até mesmo quando alguém comete pecados graves sem saber que são graves, por ignorância invencível da fé. etc. Além disso, nós fazemos parte de um corpo, e quando pecamos, prejudicamos os outros membros deste corpo, assim mesmo com a contrição apagando os pecados, isso não tira todo o débito de pena que por eles se deve, devendo pagar por tais faltas aqui ou no purgatório.

      Mas é como falei, o perdão dos pecados não acontece automaticamente por vc ter fé. O perdão dos pecados acontece pelo ato de arrepender-se e pedir perdão por cada pecado cometido, antes de morrer para então ser purificado pelo sangue de Cristo. O pecado venial não agride a substância da lei divina e não apaga a graça em nossa alma.

      Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte. (1São João 5,17).

      Há pecados que levam a morte, que é a segunda condenação, porém os pecados que não condenam o homem ao inferno precisam ser expiados antes de entrar no reino dos céus, seja em vida ou após a morte. Praticamente todos morrem com algum tipo de pecado leve, por isso a necessidade de purga-los após a morte. O purgatório não é justificação fora de Cristo, mas é mais uma demonstração de Sua misericórdia para com nós.

      Negar o Purgatório é, pois, blasfemar contra a justiça divina. É um erro, e um erro contra a fé” (São Tomas de Aquino, Suma Teológica, suplemento, questão 71).

      Porque vc se acha mais entendido do que todos os doutores da igreja que acreditavam no purgatório? Me mostre algum cristão que negou a oração pelos mortos antes de Lutero.

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    3. Esses seus "desafios" me mostram cada vez mais o quanto que você entende de história da Igreja. Mostrar algum cristão que negou a oração pelos mortos antes de Lutero é mais fácil do que achar água no Oceano Pacífico.

      CLEMENTE ALEXANDRINO (150-215):

      “É uma tolice extrema rogar como deuses àqueles que não são deuses, porque há um só bom Deus; nós e os anjos suplicamos UNICAMENTE A ELE (Stromata, v.4, MG 11, 1185)

      IRINEU DE LYON (130-202):

      “Como a Igreja recebeu liberalmente do Senhor, assim liberalmente ministra e nada pede. Nada faz pela evocação dos anjos, nem por encantamentos e outras perversas artes curiosas, mas dirigindo as suas orações num espírito puro, sincero e direto ao Senhor, de quem são todas as coisas, e invocando o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, ela foi acostumada a operar milagres em benefício dos homens, e não para levá-los ao erro” (Contra as Heresias, Livro II, 32:5)

      AGOSTINHO (354-430):

      “Que não seja a nossa religião o culto das obras feitas por mão de homem... que não seja a nossa religião o culto dos animais. Pois são melhores que elas os mais ínfimos homens aos quais, no entanto, não devemos prestar culto. Que não seja a nossa religião o culto dos defuntos, porque se viviam uma vida santa, é impossível crer que desejem tais honras, antes desejam que demos o nosso culto Àquele a quem devemos ser participantes com eles da salvação. Portanto, temos que prestar-lhes honra imitando-os, e não prestando-lhes culto religioso” (De vera Rel., LV, 108; ML 24,169)

      “De modo que o bom servo, como eu disse, que já pode ser chamado um filho, não deseja que ele mesmo, mas que o seu senhor seja venerado. Pensai um pouco, irmãos e irmãs, e recordai o que assistis todos os dias; o que é realmente vos ensinado na igreja? Os fiéis sabem em que estilo os mártires são comemorados nos mistérios, quando os nossos desejos e orações são dirigidas a Deus” (Sermão 198.12)

      “Se alguém lhe disser: ‘Invoque o anjo Gabriel desta forma, invoque Miguel dessa outra; ofereça este pequeno ritual antigo, ou este mais moderno’; não se deixe levar, não concorde. E não se deixe enganar por ele só porque os nomes desses anjos podem ser lidos nas Escrituras; observe antes qual o papel dos anjos que lá pode ser lido, se eles alguma vez exigiram de algum homem qualquer tipo de veneração religiosa pessoal para eles próprios, ou em vez disso sempre desejaram que a glória fosse dada ao único Deus, a quem eles obedecem” (Sermão 198.47)

      JUSTINO (100-165):

      "Além disso, eu indiquei-lhe que há alguns que se consideram cristãos, mas são ímpios, hereges, ateus, e ensinam doutrinas que são em todos os sentidos blasfemas, ateístas e tolas. Mas, para que saiba que eu não estou sozinho em dizer isso a você, eu elaborarei uma declaração, na medida em que puder, de todos os argumentos que se passaram entre nós, em que eu devo registrá-las, e admitindo as mesmas coisas que eu admito a você. Pois eu opto por não seguir a homens ou a doutrinas humanas, mas a Deus e as doutrinas entregues por Ele. Se vós vos deparais com supostos Cristãos que não façam esta confissão, mas ousem também vituperar o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, e neguem a ressurreição dos mortos, sustentando antes, que no ato de morrer, as suas almas são elevadas ao céu, não os considereis Cristãos. Mas eu e os outros, que somos cristãos de bem em todos os pontos, estamos convictos de que haverá uma ressurreição dos mortos, e mil anos em Jerusalém, que será construída, adornada e alargada, como os profetas Ezequiel e Isaías e outros declaram" (Diálogo com Trifão, Cap.80)

      Vale ressaltar que os primeiros Pais da Igreja nem na imortalidade da alma criam, portanto tinham chance ZERO de defender oração por defunto:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/12/os-pais-da-igreja-criam-na-imortalidade.html

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    4. E estou vendo também que você não entende nem da própria doutrina católica. A Igreja Romana manda sim para o purgatório todos aqueles que estão inclusos nos pecados "leves" de Gálatas 5:

      §1030 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.

      §1031 A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala de um fogo purificador: No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem presente século nem no século futuro (Mt 12,32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro.

      Resumindo: para a Igreja Católica, os que não se arrependem das faltas leves HERDARÃO O REINO DE DEUS depois de dar uma passadinha no purgatório. Já para a Bíblia Sagrada, os que não se arrependem destes pecados que a Igreja de Roma considera "leves", NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS.

      Em quem confiar? Eu prefiro na Bíblia. Mas se você prefere continuar crendo que praticamente todo mundo que morre vai para esta fantasia que vocês deram o nome de "purgatório", fique a vontade.

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    5. A propósito inúmeras vezes peço perdão pelos meus pecados e erros pois como não vou pedir se JESUS disse para pedirmos perdão pelos nossos pecados!? Fred Máximo vc está afirmando fatos sem conhecer todo o contexto.

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    6. Caríssimo Lucas,
      Admiro a astúcia com que escreves, venho acompanhando o teu blog e acho muito legal a maneira como o fazes. Todavia, devo dizer que discordo de todo o conteúdo que apresenta-nos. Não porque sou católico e quero ser contra o que dizes. Afinal não nego e orgulho-me de ser, mas porque nós católicos cremos e vivemos segundo a Tradição. Não se pode falar coisas sem que as conheçamos de perto. Parabenizo-lhe pela sua inteligência, pois vi que leres a Sagrada Escritura e o Catecismo da Igreja.
      Afirmo meu caro, que não adianta acusar alguém sem uma autoridade, por isso não o acuso. Porem, digo que Jesus deu autoridade a Pedro, seu apóstolo, que nós católicos chamamos de primeiro papa: "E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16.19). Essa autoridade, entretanto, não foi dada só ao São Pedro, mas a todos os apóstolos: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.” (Mt 18:18), o que, mesmo assim não o tira de sua autoridade dada pelo nosso Senhor, Jesus Cristo: “Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, você me ama realmente mais do que estes? " Disse ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Cuide dos meus cordeiros".
      Novamente Jesus disse: "Simão, filho de João, você realmente me ama? " Ele respondeu: "Sim, Senhor tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Pastoreie as minhas ovelhas".
      Pela terceira vez, ele lhe disse: "Simão, filho de João, você me ama? " Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez "Você me ama? " e lhe disse: "Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Cuide das minhas ovelhas.
      Digo-lhe a verdade: Quando você era mais jovem, vestia-se e ia para onde queria; mas quando for velho, estenderá as mãos e outra pessoa o vestirá e o levará para onde você não deseja ir".
      Jesus disse isso para indicar o tipo de morte com a qual Pedro iria glorificar a Deus. E então lhe disse: "Siga-me! "
      Pedro voltou-se e viu que o discípulo a quem Jesus amava os seguia. ( Este era o que se inclinara para Jesus durante a ceia e perguntara: "Senhor, quem te irá trair? " )
      Quando Pedro o viu, perguntou: "Senhor, e quanto a ele? "
      Respondeu Jesus: "Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa? Siga-me você".(Jo 21:15-22)

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    7. (Continuando). Então, meu cara amigo, se bem estudaste sobre a Palavra de Deus e sobre a Igreja Católica, deves saber que os apóstolos deixaram aos bispos, para dar continuada no trabalho de evangelização e cuidar da igreja, a autoridade que lhe foram cedidas. Também deves saber que S. Lino substituiu S. Pedro, e que foi substituído por S. Anacleto, que eram bispos de Roma e que foram sucedidos até os dias de hoje. A isso, dá-se o nome de sucessão apostólica, coisa que os cristão primitivos faziam e nós ainda fazemos, e eles dirigiam a igreja do senhor. Assim, quem é contra a Igreja é contra os bispos, então contra os apóstolos, logo contra Cristo Jesus: “Poisquem não é contra nós, é por nós” (Mc 9.40; Lc 9.50); “Quem não é por mim é contra mim, e quem comigo não ajunta, espalha” (Mt 12.30; Lc 11.23).
      Portanto, como ousar falar contra a Igreja? Nesse sentido não seria ousar falar contra Deus?
      Vocês protestantes são realmente incompreensíveis. Alteram a bíblia (saber que antes da reforma protestante já eram 73 livros, estudar todos os Concílios Ecumênicos e história, principalmente da Imprensa e sobre a reforma protestante), além de interpretarem mal. Rejeitam os sacramentos, falam mal da Mãe do nosso Senhor e negam a tradição de toda uma cristandade que durou desde a época de Cristo. Sem falar que dizem que eles se fundamentam na bíblia, que nós católicos fizemos o favor de guardar e mantê-la todos aqueles séculos, e dizem que o que não estiver nela não vale. Ora, disse João: “Há, porém, ainda outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.” (Jo 21:25).

      Ainda precisa ser aprovado? Bom pra fazer mesmo a cabeça das pessoas!

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    8. Você me lembra eu quando eu tinha 16 anos. Eu não sabia nada, mas debatia com ateus e católicos apenas com os poucos versículos que eu sabia até então e com alguns argumentos clichês, e pensava que estava detonando o adversário quando na verdade o oponente já tinha ouvido aquele mesmo argumento mil vezes, embora eu pensasse que fosse uma novidade super bombástica que acabava com todo mundo. Todos os seus argumentos eu já rebati em mais de 350 artigos deste blog, mais os do outro blog, e em outros dois livros sobre o tema, o que me leva a crer fortemente que você não estava sendo tão sincero quando disse que costuma acompanhar os artigos do blog. Já li milhares de vezes estes textos, já ouvi milhões de vezes estes argumentos, já os refutei em zilhões de ocasiões, mas mesmo assim me impressiona que você os cite para mim como se fosse alguma novidade bombástica que destrói o protestantismo, em vez de refutar as nossas contra-argumentações.

      Você diz que é católico por causa da “Tradição”. Você sabe o que é “tradição”? Sabe que os ortodoxos têm tradições totalmente divergentes da de vocês? Sabe provar que a de vocês está certa e a deles não? Sabe se algum Pai da Igreja alguma vez fez um compêndio de tradições dizendo o que chegou pela Bíblia e o que chegou oralmente? Sabe o que eles consideravam “tradição apostólica”? Sabe que bispos romanos e concílios já entraram muitas vezes em contradições uns com os outros? Sabe que entre as coisas consideradas “tradição oral” pelos antigos estavam incluídas muitas práticas que Roma nunca praticou, e nem observa até hoje? Sabe que em várias ocasiões a tradição de um bispo oriental prevaleceu sobre a tradição de um bispo romano? Sabe que tudo aquilo que a Igreja Romana arroga como sendo fruto “da tradição” na verdade não tem NENHUM fundamento histórico, e que os Pais da Igreja já refutavam há mais de um milênio atrás? Sabe que os seus argumentos batidos que às vezes servem para ludibriar leigos e desinformados no protestantismo não dão certo comigo ou com qualquer estudioso sério?

      Não vou nem perder tempo refutando seus argumentos sobre Pedro, a pedra, as chaves, as ovelhas, etc, porque eu já tenho um livro inteiro de 362 páginas refutando tudo isso, sem contar os outros vários artigos escritos sobre estas questões. Dá desânimo pensar que vou ter que rebater tudo isso outra vez. Pra mim basta rebater todo esse montaréu de textos isolados com um único fato histórico: os mesmos Pais da Igreja de data tardia que criam que Pedro foi bispo de Roma também diziam que ele foi bispo de ANTIOQUIA antes disso. Inclusive você pode ver neste site ortodoxo a lista de sucessão de bispos antioquenos, que tem Pedro como o primeiro da sucessão:

      http://sor.cua.edu/patriarchate/patriarchschronlist.html

      Ou seja: se a Igreja de Roma é a primaz, a que tem a autoridade, a que manda em todo mundo, a infalível, etc, etc, etc, porque tem Pedro como seu primeiro bispo, ENTÃO A IGREJA DE ANTIOQUIA TAMBÉM DEVERIA SER. Mas a sucessão de Antioquia preserva-se hoje no domínio da Igreja Ortodoxa, e não da Romana. Você certamente deve saber que eles ensinam muitas doutrinas contrárias à de vocês, então eu não preciso ensinar essa parte também. E a mesma sucessão que você diz que ocorreu em Roma também ocorreu nas demais igrejas – Antioquia inclusa – e mesmo assim você crê que essas outras igrejas caíram na apostasia pelo menos a partir do cisma de 1054 d.C. Isso já é o bastante para provar que “sucessão apostólica” NÃO GARANTE a apostolicidade da doutrina, pois duas doutrinas contraditórias não podem ser “apostólicas” ao mesmo tempo. Aqui morre todo o seu argumento.

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    9. No mais, você faz uma pergunta interessante:

      “Portanto, como ousar falar contra a Igreja? Nesse sentido não seria ousar falar contra Deus?”

      Pois é, Daniel. Talvez você não saiba, mas a sua igreja na Idade Média vendia até o leite das mamas da Virgem Maria e o “dedo” do Espírito Santo para enganar incautos como você. Você deve ser contra isso (eu suponho), então como ousa falar contra a Igreja? Como ousa falar contra Deus?

      Talvez você também não saiba, mas a sua igreja costumava matar pessoas que não tinham a mesma fé de vocês. Ela as colocava em instrumentos de tortura, em fogueiras, matavam também por afogamento, e às vezes pela espada. E sim, isso acontecia debaixo do nariz do papa e com a permissão dele, o grande “vigário de Cristo” e “sucessor de Pedro”. Se você tem um mínimo de senso moral em si mesmo, deve ser contra isso também. Então como ousa falar contra a Igreja? Como ousa falar contra Deus?

      Também não vou perder tempo refutando as outras pilhérias do final. Tenho mais de trinta artigos sobre o cânon bíblico, o suficiente para não desperdiçar tempo com quem pensa que “Lutero arrancou sete livros da Bíblia”, que é a mentira mais estúpida que já ouvi na vida. O cânon do AT era de responsabilidade dos judeus, que tinham O MESMO cânon de Lutero. Se você gosta ou não, é problema seu. Chore quem quiser.

      A Igreja Romana guardou a Bíblia? Só se foi deste jeito:

      “Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento... Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido” (Concílio de Tolosa, Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2)

      Talvez você não saiba, mas a grande maioria dos manuscritos bíblicos NÃO estava guardada por Roma. Você um dia já deve ter ouvido falar em Códice Sinaítico e em Códice Alexandrino. Se não sabe, procure na internet, leia livros, estude, se informe. Faz bem.

      Sim, é claro que Jesus fez coisas que não foram escritas. Mas você poderia me dizer cada coisa que Jesus fez e que não foi escrita? Ou será que é só o que foi escrito que comprovadamente se conservou através dos séculos?

      Você me acusa de não aprovar certos comentários “para fazer a cabeça das pessoas”. De fato, eu não costumo publicar comentários de imbecis, zumbis, abestalhados e palhaços, e aqui obviamente não me refiro a todos os católicos, mas sim àquela raça limitada que nunca estudou nada na vida e vem ofender, xingar, debochar, menosprezar, fugir dos temas tratados no artigo ou repetir ad nauseam argumentos já refutados há séculos. Eu não tenho a mínima obrigação de perder tempo respondendo a comentários de gente deste nível. Mas para convencer as pessoas da verdade eu não preciso esconder comentários de gente decente: basta publicá-los junto com os meus comentários, e deixar que o contraste fale por si mesmo.

      Pax Domini.

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  5. Mas a Igreja de Roma reconhece os ortodoxos e orientais, tanto que permite (a depender da ocasião) que católicos comunguem em igrejas de tradição oriental. A final, a Igreja está no coração do cristão. Por isso entendo quando um protestante diz: “A igreja somos nós”, ou quando alguns autodenominados “cristãos sem igreja” dizem: “não importa onde eu estou, mas a quem eu sigo”. Concordo plenamente com todos vocês, a Igreja somos nós. Mas somos nós unidos a Cristo, respeitando os seus ensinamentos e os ensinamentos dos Apóstolos. Os primeiros cristãos _ deves saber, já que leres os Padres da Igreja_ já faziam a Eucaristia, acreditavam, ou deveriam, que aquilo era para ser praticado até a consumação dos séculos, e que aquelas substâncias eram, verdadeiramente, o Corpo e o Sangue de Cristo. Dizer que a Igreja de Roma é a verdadeiramente certa talvez seja um erro dos homens que governam de Roma, bem como dizer que o papa não erra. O papa S. João Paulo II pediu perdão pelos pecados cometidos pelos cristãos (e isso incluía até os papas), mas não cometidos pela Igreja. O fato é que, na própria Bíblia, caro defensor da Sola Scriptura, manda-se que respeite as Tradições. Não direi onde, mas deves saber. Se leres tanto a Patrística, verás que eles seguiam as Tradições. A igreja de Antióquia e a Igreja de Roma seguiam as tradições, e elas vieram da mesma origem. Da Igreja dos apóstolos. Já percebeu que os ortodoxos, Igrejas orientais e a Igreja Católica Apostólica Romana tem algo em comum? Isto é, TRADIÇÃO, SAGRADAS ESCRITURAS e MAGISTÉRIO como pilares? O que os diferem são suas contradições intencionais? Elas são dirigidas por homens, meu caro! Mas isso não os faz errados ou falsos. A Igreja, em algumas partes do Catecismo reconhece as tradições orientais. Como poderiam dizer-se os certos e eles errados se os reconhecem? Lembre-se, também, que até os apóstolos chegaram a discordar entre si (estudioso da Bíblia!), quando Paulo não concordou com as atitudes de Pedro. Então Pedro estaria errado? Ou Paulo estaria errado? Se confirmares isso, todos, então, deveríamos nos tornar ateus, pois toda fé cristã surgiu com as pregações desses homens. Todavia, apesar de Ocidentais e Orientais terem se divergido no passado, as tradições e os seus costumes os unem a uma só origem, ao princípio da cristandade. Já parou para se perguntar sobre qual seja a origem do protestantismo? Faça uma comparação com o culto das igrejas protestantes de o culto das igrejas católicas e orientais. E compare ainda o culto dessas igrejas citada com os das primitivas. Certamente notará algo interessante. Aqueles a quem condenas preservam a unidade litúrgica, eles preservam também, as tradições e todos os costumes que eram praticados pelos cristãos até mesmo contemporâneos dos apóstolos. As heresias já existiam, mas certamente não eram do verdadeiro povo de Deus. A Igreja está sim, em cada coração de cada cristão (cristão verdadeiro), em templos ou fora deles, em comunhão com os anjos, com todos os mistérios que foram revelados por Cristo aos apóstolos, e preservados pelas Santas Tradições, com todos aqueles que obedecem aos seus ensinamentos.

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  6. Quanto a dizer quem está certo, Orientais ou Romanos, aqueles versículos que disseste que são dos poucos que aprendi. Os famosinhos clichês. Devo enformar que arqueólogos já haviam encontrado os restos de Pedro no local exatamente abaixo da Basílica nomeada com o nome do mesmo apóstolo, no Vaticano, Roma. Isto é, para não dizer que S. Pedro não tenha ido a Roma, e estado lá. Aguarde os resultados das pesquisas científicas e me diga, se ele não é Pedro. Falo isso, pois, foi a Pedro que Jesus confiou que cuidasse das suas ovelhas, foi a ele que foram dadas as chaves dos céus. Então, se pensássemos por esse lago, quem estaria certo? Todavia, há também de se perceber que os dois, Patriarcas, como ainda eram chamados, tinham grande autoridades, isto é, achavam-se os líderes da Igreja, e acabaram se excomungando, um ao outro, ao mesmo tempo. Se pensar assim, então todos não eram mais da Igreja, e o cristianismo acabariam lá. Pois todos que viessem após eles seriam hereges, até mesmo os protestantes. Então o padre Martinho Lutero teria saído de uma seita pagã e dado origem a uma série de denominações pagãs autodenominadas cristãs, mas que de fato não eram, pois o cristianismo verdadeiro teria acabado quando o oriente e o ocidente se excomungaram. Caro irmão. Se a Igreja Católica Apostólica Romana, cuja origem é apostólica for a errada, a única correta seria então a Ortodoxa, e o Protestantismo, cuja origem é o Luteranismo, também seria mais errado ainda (Ixe, nem se fala), já que Lutero também tem origem católica. Por outro lado, os Ortodoxos também reconhecem o culto e as tradições ocidentais (Católica) e, se fores estudar, eles também cometeram erros. Então, quem estaria certo? Assim, volto àqueles versículos clichês: as chaves do Reino dos céus foram dadas a Pedro. Pergunto, se em um acidente de carro, você, como o policial que colhe informações, perguntaria a quem presenciou e viu tudo com os próprios olhos ou em quem chegou depois, ouviu tudo, e contou da sua própria forma? Se acreditar nos primeiros, estaria acreditando nos defensores das tradições, que preservam a sucessão apostólica, isto é, os hoje, católicos e os de tradição oriental. Mas devo informar uma coisa, eles adotam a Septuaginta, e não o modelo nacionalista hebraico, adotada pelos Judeus e protestantes. Sobre o que eu já vi em seus posts, no princípio, os Padres da Igreja possuíam dúvidas e discordâncias quanto ao Cânon, mas com o tempo a Igreja definiu. Lembro que os Padres da Igreja pertencia a mesma Igreja a qual pertenço, ou que os ortodoxos pertencem. Lembro também que, quando a primeira impressão (a Bíblia Sagrada) foi feita, por Gutemberg, havia esses mesmos livros que hoje são adotados pela Igreja Católica, isto é, cerca de 70 anos antes da Reforma Protestante e, não sei quantos anos, antes do Concílio de Trento. Só para saber!

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  7. Respostas
    1. Você falou, falou, falou, falou mais ainda, mas não respondeu qualquer coisa satisfatória sobre o PONTO CENTRAL da nossa discussão, que é sobre a extensão e delimitação da tradição. Não adianta nada exaltar e glorificar a “tradição” como de forma abstrata, sem responder qualquer coisa sobre onde ela se manifesta visível e CONCRETAMENTE, ou seja, sobre qual igreja hoje guarda e preserva incorruptivelmente todas as tradições sem erro desde o século I, e quais são estas tradições exatamente, e por que eu deveria confiar mais na sua igreja do que em qualquer outra que também diz preservar a “tradição”, incluindo a ortodoxa.

      Tentar unir a tradição da Igreja Romana com a Ortodoxa é uma jogada esperta, mas fracassada. Qualquer estudioso sério da história cristã sabe que as duas tradições simplesmente NÃO SÃO COMPATÍVEIS, e o bom senso nos diz que duas proposições mutuamente contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Isso é o básico da lógica modal. É por isso que eu devo insistir, querendo ou não, gostando ou não, nas mesmas coisas de sempre:

      (1) Qual tradição é a certa: a que diz que Maria não teve concepção imaculada (ortodoxos) ou a que diz que teve (romanos)?

      (2) Qual tradição é a certa: a que diz que não existe purgatório (ortodoxos) ou a que diz que existe (romanos)?

      (3) Qual tradição é a certa: a que diz que existem sete concílios ecumênicos normativos (ortodoxos) ou a que diz que existem vinte (romanos)?

      (4) Qual tradição é a certa: a que diz que o Espírito Santo procede apenas do Pai (ortodoxos) ou a que diz que procede do Filho também (romanos)?

      (5) Qual tradição é a certa: a que diz que o bispo de Roma (papa) é infalível em ex cathedra (romanos) ou a que diz que ele é mais um bispo falível como os demais (ortodoxos)?

      (6) Qual tradição é a certa: a que permite as indulgências (romanos) ou a que as proíbe (ortodoxos)?

      (7) Qual tradição é a certa: a que permite o divórcio em casos excepcionais (ortodoxos) ou a que proíbe em qualquer circunstância (romanos)?

      (8) Qual tradição é a certa: a que diz que o padre pode escolher se vai se casar ou não (ortodoxos) ou a que prescreve o celibato obrigatório (romanos)?

      (9) Qual tradição é a certa: a que diz que o templo pode estar cheio de imagens de escultura (romanos) ou a que só permite ícones (ortodoxos)?

      (10) Qual tradição é a certa: a que comunga em ambas as espécies (ortodoxos) ou a que comunga em uma só (romanos)?

      (11) Qual tradição é a certa: a que entende a tradição como uma forma de interpretar as Escrituras (ortodoxos) ou a que a entende como uma fonte de revelação paralela à Bíblia (romanos)?

      (12) Qual tradição é a certa: a que diz que há um único juízo (ortodoxos) ou a que diz que há juízo particular e geral (romanos)?

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    2. Vou parar por aqui, porque senão perderia a vida toda escrevendo sobre mais divergências. Essas questões não podem ser relevadas pela autoridade abstrata da “tradição”, elas PRECISAM ser respondidas. Se você conhece mesmo a doutrina católica romana, deve saber que muitos destes pontos são dogmas de fé ou doutrinas das quais o papa não pode abrir mão. A coisa não é tão simples quanto você imagina, e simplesmente evocar a autoridade da “tradição” sem nem ao menos nos garantir o que e quais são essas tradições é simplesmente jogar para o público com argumentos vazios.

      E nos artigos e livros ortodoxos que já li, eles afirmam que há mais proximidade da Igreja Ortodoxa com certas igrejas protestantes (como a anglicana) do que com a Igreja Romana. Isso é fato. Você falou da liturgia, mas a liturgia anglicana é muito mais próxima da ortodoxa do que a romana. E falando em liturgia da igreja primitiva, você deveria ouvir Paulo antes de dizer que uma igreja que fez missa num idioma que ninguém conhecia durante séculos e mais séculos tem alguma moral para falar de liturgia “certa”:

      “Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida” (1ª Coríntios 14:19)

      Ou seja: Paulo repudiava por completo falar em língua desconhecida dentro da igreja (para ninguém entender nada do que se diz), e vocês praticaram missa em latim (que quase ninguém entendia nada) por séculos, e ainda querem encontrar moral para vir criticar a liturgia protestante, que sempre cultuou a Deus na língua do povo, como Paulo dizia para fazer. Vai entender...

      Vou responder às outras questões resumidamente, para não me alongar mais ainda:

      (1) É falsa a afirmação de que todos os Pais da Igreja criam no que hoje é chamado de “transubstanciação”. Você pode ver no artigo abaixo dezenas de textos de Agostinho negando essa concepção explicitamente, rejeitando uma interpretação literal dos textos que os católicos costumam usar para fundamentar essa tese e dizendo se tratar de simbolismo, de linguagem espiritual e de algo que não deve ser entendido ao pé da letra:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2014/02/agostinho-cria-na-transubstanciacao.html

      (2) O que era infalível não eram os apóstolos em si, mas os seus escritos. Os apóstolos, como todo e qualquer ser humano, eram pecadores e sujeitos a erros de ordem prática e moral, tal como Pedro errou em Antioquia e foi corretamente corrigido por Paulo (ele já havia negado a Cristo três vezes antes disso). Este é o mesmo conceito que a Igreja Romana tem a este respeito, então não sei por que discutir isso. Isso não responde absolutamente nada sobre quem tem a tradição certa (se é que alguém a tem). Na verdade, se esta analogia fosse válida, ela só provaria que NÃO devemos confiar nas tradições, e não que devemos confiar nelas.

      (3) Quando foi que eu neguei que Pedro morreu em Roma? Me diz onde eu fiz isso que eu fecho este site. O que eu sempre disse é que Pedro não foi BISPO de Roma, mas nunca neguei que ele tenha morrido em Roma, e que consequentemente este corpo possa ser de Pedro. Se você tivesse lido o artigo abaixo, não teria perdido tempo argumentando nesta linha:

      http://apologiacrista.com/pedro-nunca-foi-bispo-de-roma

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    3. (4) Se você insiste em não querer ler o que eu já escrevi sobre o pastoreio das ovelhas, então vou resumir de uma vez. Pedro negou Jesus três vezes e por isso ficou perturbado ao ponto de chorar amargamente (Mc.14:72), e precisava ser restaurado novamente. Por isso, em João 21:15-17 Jesus restaurou Pedro à sua condição de pastor de ovelhas, permitindo que ele reafirmasse seu amor por ele também por três vezes, e mostrando que ele ainda era digno de pastorear o rebanho de Deus, que é obrigação de TODOS os líderes eclesiásticos e não apenas de Pedro. Paulo chama todos os bispos e presbíteros da igreja de pastores do rebanho (At.20:28), e o próprio Pedro disse que os presbíteros tinham o dever de pastorear a Igreja (1Pe.5:2).

      Portanto, pastorear as ovelhas não é, nunca foi e nunca será um papel EXCLUSIVO de Pedro. Se Pedro tivesse um status especial e mais elevado, Cristo nunca teria dito para ele pastorear ovelhas, mas sim para pastorear OS PASTORES, já que a Igreja Romana alega que Pedro era “bispo dos bispos”. No entanto, Cristo recolocou Pedro à condição de pastor de ovelhas, ou seja, A MESMA dos demais apóstolos, e não como um “pastor de pastores”, ou seja, como uma liderança eclesiástica sobre os próprios líderes da igreja.

      (5) Outro argumento ruim. Cristo não deu a chave apenas a Pedro, ele a deu a TODOS os apóstolos (Mt.18:18), e depois Paulo e Barnabé usaram as “chaves” para abrir a porta da fé aos gentios (At.14:27). Ou seja, as chaves são a capacidade de abrir a porta do evangelho para as pessoas que de outra forma estariam presas no engano e nas trevas do pecado, e isso não tem NADA a ver com algo exclusivo de Pedro ou com qualquer tipo de “infalibilidade papal” que seja.

      (6) O protestantismo NÃO É uma “outra religião”, mas simplesmente uma restauração a algo mais próximo do Cristianismo original. Portanto não faz sentido tratar da questão temporal. Eu posso provar que todas as doutrinas genuinamente evangélicas são bíblicas e também prová-las pela patrística, porque “Reforma” tem o sentido de reformar algo que já existe, e não o de começar algo novo do zero, como os papistas imaginam que seja.

      (7) Você pergunta;

      “Se em um acidente de carro, você, como o policial que colhe informações, perguntaria a quem presenciou e viu tudo com os próprios olhos ou em quem chegou depois, ouviu tudo, e contou da sua própria forma?”

      Ora, é justamente porque eu quero ter as testemunhas originais que eu recorro à Sola Scriptura, em vez das tradições católicas! Tudo o que se conservou até hoje e que pode COMPROVADAMENTE ser considerado proveniente dos discípulos de Jesus é aquilo que foi ESCRITO, e isso que foi escrito foi conservado no que hoje chamamos de “Escrituras”. Por isso que existe a Sola Scriptura. As tradições que vocês dizem guardar não têm NADA de “testemunha ocular”, pelo contrário, são doutrinas estranhas às Escrituras, de data tardia, inventadas séculos e às vezes até mais de um milênio depois dos apóstolos.

      Elas NÃO SÃO a testemunha ocular, pelo contrário, são justamente as que “chegaram depois”, como você diz no exemplo citado. A “testemunha ocular” não é o papa Francisco no século XXI, mas os apóstolos no século I, e o único lugar que reúne o que eles escreveram é a Escritura Sagrada. O que não foi escrito se perdeu com o tempo, passando por acréscimos e desvios totalmente naturais a uma tradição “preservada” apenas oralmente, e é ISSO o que explica as tantas divergências entre romanos e ortodoxos. Sobre isso eu não preciso me alongar mais, porque já escrevi amplamente neste artigo:

      http://apologiacrista.com/telefone-sem-fio-tradicao-oral

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    4. (8) As tradições mencionadas pelos Pais da Igreja NUNCA tinham ligação alguma com qualquer tipo de conjunto de doutrinas extrabíblicas, mas sim com questões relacionadas a costumes, dados históricos, interpretação da Bíblia ou coisas que estão na Escritura. Para escrever o meu livro eu procurei pela tradição em TODOS os milhares de escritos patrísticos que eu tenho acesso, e descobri que NUNCA algum Pai tratou a tradição no sentido que vocês tratam. O resultado das minhas pesquisas pode ser visto no meu livro “Em Defesa da Sola Scriptura”, ou neste link:

      http://apologiacrista.com/tradicao-apostolica

      Portanto, é o católico que distorce o sentido de “tradição” na patrística, cometendo puro erro de anacronismo – erro este imperdoável.

      (9) Não adianta nada usar o argumento da Septuaginta, porque a LXX tinha um monte de livros que vocês católicos NÃO TEM na Bíblia de vocês, como por exemplo o primeiro livro de Esdras, terceiro e quarto livro dos Macabeus, o Salmo 151, odes e oração de Manassés e Salmos de Salomão. Por que você não aproveita e canoniza todos estes livros também, já que eles estão na LXX?

      (10) A Bíblia de Gutemberg também tinha vários livros que vocês católicos NÃO TEM na Bíblia de vocês, como por exemplo a Oração de Manassés (depois do livro de Crônicas), III e IV Esdras (depois de II Esdras = Neemias), e a Oração de Salomão (depois de Eclesiástico). Por que você não aproveita e canoniza todos estes livros também, já que eles estão na Bíblia de Gutemberg? Vocês rejeitam o cânon judaico pra isso?

      Teria muito mais a comentar sobre outros erros nítidos do seu discurso, mas vou parar por aqui, e deixar para minha próxima resposta ao seu novo comentário. Já adianto desde já que meu tempo para debates como este é bastante limitado, e que por isso eu restrinjo sempre a três rodadas de debate, esta já é a segunda. Escreva se quiser a sua terceira refutação, que eu escrevo minha terceira resposta e encerro esta discussão, para que ela não seja eternizada e eu tenha tempo para fazer as outras coisas.

      Pax Domini.

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  8. Se você quer saber mesmo sobre as tradições, então aconselho que continue buscando, mas não de forma externa, para analisá-las, pois os primeiros cristãos certamente têm mais razão que nós que estamos tão distantes cronologicamente dos tempos evangélicos. Não sei a que igreja pertence, se é pastor, ou seja lá que for... A certeza que posso te dar é que encontrará o caminho e a verdade. Continue buscando e não rejeite. O erro de quem defende e dar tanto a vida pela Sola Scripura é não lembrar que as Sagradas Escrituras que os apóstolos falavam ainda não era a Bíblia que conhecemos. Na verdade, quando eles viveram e por mais de século, ainda não havia um Cânon definido, isto é, a Bíblia como conhecemos hoje. Se rejeita as tradições, ou as interpreta de outra forma, procure ler, DE FATO, todos os textos patrísticos e da Igreja. Tome cuidado com as heresias da época, como as gnósticas e outras. Peça ao Espírito Santo de Deus que te ilumine na busca da verdade, seja para ler a Bíblia ou qualquer texto comum. E não pare de buscar, mas MUITO IMPORTANTE, mude a forma de buscar, tente viver o que os primeiros cristãos viveram e escreveram, sem antes filosofar sobre. Foi muito bom partilhar do seu trabalho com essa discussão sadia.



    Pax Domini.

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    1. Obrigado pelas recomendações. É justamente porque eu faço tudo isso que eu sou evangélico.

      Deus lhe abençoe.

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  9. Marcos 9:49 fala do Purgatório.

    ''Pois todas as pessoas serão purificadas pelo fogo, assim como os sacrifícios são purificados pelo sal''

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Eu só publiquei esse seu comentário tosco pra todo mundo ver como funciona a exegese no fundo de quintal do Vaticano. Agora Marcos 9:49 virou a "base bíblica" pro purgatório (LOL!), e ainda manipula o texto vergonhosamente, que somente diz:

      "Cada um será salgado com fogo" (Marcos 9:49)

      Não sei de onde você tirou essa tradução acima totalmente adulterada, mas da Bíblia é que não foi. O próprio termo "PURIFICADA" é uma invenção sua que você colocou para dentro do texto descaradamente. Nem nas Bíblias católicas adulteradas esta palavra consta no verso.

      Que feio, muito feio...

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    2. É de uma bíblia protestante, e não foi uma invenção minha e sim da NTLH.

      https://www.bible.com/pt/bible/211/mrk.9.ntlh

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    3. HUEHUEHUEHUEHUEHUEHUEHUE

      A NTLH, caso você não saiba (e não sabe mesmo), é uma versão FEITA PARA CRIANÇAS, baseada inteiramente em paráfrases que fazem em cima dos textos bíblicos. NENHUM estudioso sério, na verdade nem mesmo um leigo que saiba nada de teologia, chega ao cúmulo do ridículo de citar a NTLH em artigos acadêmicos, discussões teológicas ou exegese textual. É como citar a "Bíblia Freestyle" com o objetivo de discutir doutrina, simplesmente bisonho...

      NENHUM tradutor da NTLH traduziu qualquer coisa a partir do grego ou do hebraico, eles simplesmente fizeram uma versão própria que julgaram mais fácil para uma criança entender. Ou você não entendeu que é uma Bíblia para crianças, ou você é uma (o que é mais provável, ao meu ver).

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  10. "Cristo padeceu a morte em Carne, mas foi vivificado quanto ao Espírito. Neste mesmo Espírito Ele foi pregar aos espíritos detidos na prisão: aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes”
    .
    O Cristo não teria porque pregar àquelas almas, se elas não tivessem a possibilidade de salvação: vemos então que os antigos estavam numa “prisão” temporária. Novamente, aí está o Purgatório: um estado onde as almas aguardam pela Salvação definitiva. Ou vai me dizer que uma pessoa no inferno vai ser salva ?

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    1. Puxa vida, eu não sabia que os ímpios que morreram na época do dilúvio morreram NA GRAÇA E NA AMIZADE DE DEUS!!!

      §1030 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.

      Isso aqui é do catecismo católico que você nunca leu:

      http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/p/p.html#PURGATORIO

      A Bíblia diz que só Noé e sua família eram justos e que o resto era tão ímpio, mas tão ímpio, que mereceu ser devorado pelas águas de um terrível dilúvio para começar tudo de novo do zero. Mas agora a fantástica apologética católica conseguiu transformar todos estes ímpios diluvianos em pessoas que estavam NA GRAÇA E NA AMIZADE DE DEUS(!), que morreram "com a garantia da salvação eterna"(!) e que apenas não estavam "plenamente" santificadas e por isso precisaram de uma forcinha do purgatório!!!

      Meu Deus do céu, até onde vai tanta loucura? Só o Senhor sabe...

      Sobre o texto em questão:

      http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/os-espiritos-em-prisao.html

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  11. Pregar aos espíritos em prisão, a saber, aos que foram incrédulos outrora, nos dias de Noé.
    Está claro que Cristo não iria pregar no inferno, mas sim em um lugar onde os espíritos - em prisão - precisavam ser libertados. Não é no purgatório não?

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    1. O purgatório não existe.

      Nenhum lugar do texto bíblico diz que Jesus veio LIBERTAR os espíritos em prisão. Os espíritos em prisão continuaram presos. Jesus veio PROCLAMAR A VITÓRIA do evangelho aos espíritos em prisão. Estes espíritos em prisão são os mesmos anjos caídos aprisionados no tártaro, que caíram em Gênesis 6:1-4. O Leandro Lima tem um excelente artigo postado sobre isso aqui:

      http://www.ipsantoamaro.com.br/artigos/os-anjos-pecaram-com-as-mulheres-em-genesis-6.html

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  12. Se alguém argumenta que Jesus não poderia pregar aos condenados ao inferno, pois não tem razão isso, agora cria-se uma explicação de idêntico resultado, a pregação a anjos condenados, e fica tudo certo.

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    1. Ah, claro, o certo mesmo é Cristo ter pregado aos condenados no PURGATÓRIO, que sequer existe. Agora tá "serto"!

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  13. Gostaria de fazer uma pergunta: antes de existir o protestantismo, todos os cristãos católicos iam para o inferno, visto Lutero & cia ainda não haviam pisado na Terra para corrigir os erros de interpretação do catolicismo?

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    1. Não. Antes de Lutero já haviam os hussitas, os wycliffistas, os anabatistas, os morávios, os valdenses, os beguínos, os fraticelli, os ortodoxos orientais e outros grupos menores separados de Roma e vivendo um evangelho mais puro do que o católico romano. E mesmo entre os católicos romanos a salvação não era impossível, certamente Deus salvava muita gente de bem que cria em Jesus genuinamente e só seguia as doutrinas romanas por ignorância.

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  14. O papa se cerca de riquezas, se assenta num trono, eh reverenciado por "todos" usa vestes luxuosas... Toda essa descrição assemelha se bastante com os relatos bíblicos de Jesus entre nós, nada se parece aos fariseus e professores da lei... Que o Espírito Santo de Deus faça sua obra em nossos coraçoes...

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  15. Parabéns Lucas, que Deus continue te abençoando sempre. E que dê sabedoria e vontade de se aprofundar cada vez mais no puro conhecimento da Sua palavra. Aprendi muito com o artigo. Abraço

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  16. Quanto ao purgatório, os católicos devem, em primeiro lugar, responder a pergunta mais importante: o sacrifício de Cristo foi suficiente para a salvação?
    Sem rodeios, sem firulas, sem tergiversações, somente isso. Duvido que consigam.

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  17. Meus parabéns caro amigo por toda apologética(defesa da fé) que Deus continue a te dar sabedoria para tal,é preciso muita paciência para defender a fé como você faz.apesar de tudo eu fiquei bastante espantado por tamanha falta de conhecimento de muitos que se posiciona a favor da igreja romana,visto que a maioria desconhece a própria historia e tradição romana.
    abraços.

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  18. Lucas banzoli. Sua teologia e muito fraca. Eu acho que você tenta colocar muitas coisas pensando quer ninguém irá refutar seus texto. Eu JÁ li alguns. Principalmente os dogmas maria e patriótica e poderia refutar fácil com provacao de grandes Historiadores como Scott hann, Daniel gols. Thomas woods. Etc. Mais seus textos sao prolixo demais.

    FICA NA PAZ E Deus te ilumine.

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    1. "Dogmas Maria e PATRIÓTICA"? Que dogmas patrióticos são esses?

      "Provacao de grandes historiadores"? Por qual provação eles passaram?

      "Scott Hann"? Desde quando ele é um historiador?

      "Daniel Gols"? Quem é esse e quantos gols ele fez?

      "Thomas Woods"? Sério mesmo que você quer que eu acredite que você leu o livro dele?

      Meus textos são prolixos demais? Desculpa, é que eu não aprendi com você! Vou ser menos prolixo da próxima vez e fazer mais gols que o historiador Daniel.

      Fica na paz e Deus te elimine.

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    2. kkkk, é tão fácil que ele nem começou, kkkkk. É a típica arrogância ignorante, comum em muita gente.

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    3. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk provação kkkkkkkkkk

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  19. Paz,
    Lucas, gosto muito dos seus estudos e a gente aprende muito com isso.
    Eu resolvi esvaziar minha mente e entrar no modo zumbi só pra entender a "teologia" católica e pasme consegui. Tem um jeito de provar biblicamente que o purgatório EXISTIU: Vai lá em Exodo 8 e vai ver que Deus mandou as pulgas pra "purgar" os egípcios.
    Isso quando a pessoa não procura pelo purgatório: "Agora, pois, não se derrame o meu sangue na terra diante do Senhor; pois saiu o rei de Israel em busca de uma pulga, como quem persegue uma perdiz nos montes." 1 Samuel 26:20
    Pois é, o purgatório existiu e tem gente que a procura.
    Obs: Agora que sai do modo zumbi, estou bem melhor
    Conselho: Crianças não tentem isso em casa
    Ricardo Soares

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    1. Nossa, tem toda a razão, o "purgatório" é bíblico mesmo, como será que eu nunca percebi isso??? Obrigado por abrir os meus óleos!

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