11 de setembro de 2012

2ª Timóteo 3:14-17 e a Sola Scriptura


Uma das passagens mais fortes em favor do princípio cristão bíblico da Sola Scriptura se encontra em 2ª Timóteo 3:14-17, onde Paulo diz: 

“Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.14-17) 

Aqui Paulo atesta e confirma a completa suficiência das Escrituras, pois ele diz que as Sagradas Letras: 

“...são capazes [dunamai] de torná-lo sábio para a salvação” (v.15) 

Paulo aqui emprega a palavra grega “dunamai”, que denota poder. Ele está dizendo que a Escritura é suficientemente poderosa para fazer com que o homem seja sábio para a salvação. “Sábio” aqui é a tradução da palavra grega “sophizo”, que significa: 

4679 σοφιζω sophizo
de 4680; TDNT - 7:527,1056; v
1) tornar sábio, ensinar.
2) tornar-se sábio, ter entendimento. 

Em outras palavras, a Sagrada Escritura é poderosa {dunamai} para fazer o homem sábio, entendido {sophizo} para que seja salvo {soteria}. Se as Escrituras não fossem suficientes para a salvação, Paulo não teria dito que elas eram poderosas para fazer com que o homem seja sábio para a salvação. Elas seriam incompletas, insuficientes, sem a tradição oral. Portanto, não seriam suficientemente poderosas, ou no máximo faria o homem de Deus sábio para muitas coisas, mas nao para a salvação, no caso de que as Escrituras fossem insuficientes para a salvação, como pregam os católicos. 

Em, seguida, Paulo diz: 

“...toda a Escritura é divinamente inspirada [theopneustos]” (v.16) 

“Divinamente inspirada” é a tradução de “theopneustos”, que significa:

2315 θεοπνευστος theopneustos
de 2316 e um suposto derivado de 4154; TDNT - 6:453,876; adj
1) inspirado por Deus.
1a) o conteúdo das escrituras. 

Portanto, Paulo aponta a Escritura como sendo divinamente inspirada (theopneustos) por Deus, e não uma tradição oral extra-bíblica. E ele continua: 

“...e proveitosa para ensinar [didaskalia]” (v.16) 

“Ensinar” aqui é a tradução do termo grego “didaskalia”, que significa: 

1319 διδασκαλια didaskalia
de 1320; TDNT - 2:160,161; n f
1) ensino, instrução.
2) ensino.
2a) aquilo que é ensinado, doutrina.
2b)ensinamentos, preceitos. 

Paulo está apontando a suficiência das Escrituras em vista ao doutrinamento do homem para a salvação. Ele havia acabado de apontar o ponto da sabedoria proveninente das Escrituras para a salvação (v.15), e agora aponta que essas mesmas Escrituras são o que constituem o doutrinamento do cristão (v.16), o ensino, a instrução, os preceitos da fé genuína. Novamente, a tradição oral é deixada de forma e somente as Escrituras são apontadas como sendo o centro do doutrinamento humano com vista à salvação.  

E Paulo prossegue, dizendo: 

“...para a repreensão [elegchos]” (v.16) 

“Repreensão” (ou “redarguir”) é o correspondente ao grego “elegchos”, que significa: 

1650 ελεγχος elegchos
de 1651; TDNT - 2:476,221; n m
1)verificação, pela qual algo é provado ou testado.
2)convicção. 

Em outras palavras, Paulo aponta as Escrituras como sendo o material pelo qual algo é testado e verificado como sendo verdadeiro ou falso. A verificação da plauseabilidade de qualquer doutrina deve passar pela peneira das Escrituras, que Paulo aponta como sendo o “elegchos” da fé cristã, isto é, o meio pelo qual verificamos (testamos, provamos) se a doutrina ensinada por alguém procede ou não procede.  

Os católicos não podem dizer a mesma coisa, pois eles pouco ou nada se importam se determinada doutrina é bíblica ou não-bíblica, tendo em vista que o bode expiatório deles (também conhecido como tradição oral) serve como base para todos os ensinamentos não-bíblicos da parte deles. E Paulo continua: 

“...para a correção [epanorthosis]” (v.16) 

“Correção” aqui provém da palavra grega “epanorthosis”, que significa: 

1882 επανορθωσις epanorthosis
de um composto de 1909 e 461; TDNT - 5:450,727; n f
1) restauração a um estado correto.
2) correção, aperfeiçoamento de vida ou caráter. 

Sendo assim, o aperfeiçoamento do nosso caráter em nossa vida cristã, com vistas à restauração a um estado correto, provém das Escrituras Sagradas, e não de qualquer outro escrito ou tradição. São as Escrituras que tem o poder de restaurar o homem à imagem e semelhança de Deus.  

E Paulo vai além e diz: 

“...para a instrução na justiça” (v.16) 

“Instrução na justiça” é, no grego, “paideia ho em dikaiosune”. A primeira palavra significa uma “instrução que aponta para o crescimento em virtude” (Concordãncia de Strong, 3809), e a segunda significa: 

1343 δικαιοσυνη dikaiosune
de 1342; TDNT - 2:192,168; n f
1) num sentido amplo: estado daquele que é como deve ser, justiça, condição aceitável para Deus.
1a) doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus.
1b) integridade; virtude; pureza de vida; justiça; pensamento, sentimento e ação corretos.
2) num sentido restrito, justiça ou virtude que dá a cada um o que lhe é devido. 

Fica muito claro, portanto, que o padrão de justiça (em termos doutrinários e morais, tais como integridade, virtude, pureza, pensamentos e ações) é alcançado através das instruções que recebemos na Escritura Sagrada. Seria muito estranho que Paulo apontasse as Escrituras como sendo tudo isso, se elas fossem meramente aquilo que os católicos dizem a respeito dela: insuficientes! 

Mas a bomba maior vem no verso 17, que diz: 

“...para que o homem de Deus seja perfeito [artios]” (v.17) 

“Perfeito” aqui vem da palavra grega “artios”, que significa: 

739 αρτιος artios
de 737; TDNT - 1:475,80; adj
1) provido, suprido.
2) completo, perfeito. 

Portanto, Paulo aqui atesta e confirma que as Escrituras fazem o homem “completo, perfeito, provido, suprido” (significados de artios) para a salvação (v.15), ensino (v.16), correção (v.16), repreensão (v.16) e instrução na justiça (v.16)! Se as Escrituras fossem insuficientes, então a Bíblia não faria o homem de Deus “completo”, mas incompleto; não faria com que ele fosse “suprido”, mas carente de uma tradição oral; e não o tornaria “perfeito”, mas imperfeito, visto que o homem só seria completo e perfeito para a salvação se fosse complementado com a tradição oral.  

Portanto, vemos que a linguagem de Paulo, do início ao fim, atesta a superioridade e completa suficiência das Escrituras para o andar cristão.  

E o apóstolo completa dizendo: 

“...e plenamente preparado [agathos] para toda boa obra” (v.17) 

A Escritura é poderosa para fazer com que o homem se torne “plenamente preparado”, o que no grego é “agathos”, que quer dizer: 

18 αγαθος agathos
uma palavra primitiva; TDNT 1:10,3; adj
1) de boa constituição ou natureza.
2) útil, saudável.
3) bom, agradável, amável, alegre, feliz.
4) excelente, distinto.
5) honesto, honrado. 

Ou seja: plenamente honesto, honrado, excelente, distinto, útil, saudável, bom, agradável, amável, alegre, feliz! É difícil vermos os limites dos benefícios de agathos na vida do cristão. E Paulo diz que a Escritura faz o homem “plenamente agathos”, isto é, completamente tudo isso que são os significados de agathos 

Portanto, torna-se ingênuo e descabido inferir que a Escritura não é suficiente na vida do cristão, se Paulo diz que ela faz o homem perfeito e plenamente preparado. Ela torna o homem tudo aquilo que vemos acima em sua plenitude; portanto, jamais, nunca e em circunstância alguma podemos dizer que ela seja insuficiente na vida do cristão! 

E Paulo também diz que ela faz com que o homem seja plenamente habilitado para “toda a boa obra”, o que no grego é “exartizo”, que significa: 

1822 εξαρτιζω exartizo
de 1537 e um derivado de739; TDNT - 1:475,80; v
1) completar, terminar.
1a) suprir com perfeição. 

Ou seja, as Escrituras, suprem com perfeição as nossas necessidades espirituais, em todos os sentidos vistos nos versos anteriores. Diante de tudo isso, é incoerente e até absurdo dizer que a Escritura é insuficiente e carente de uma tradição oral para que o homem seja suficientemente doutrinado para a salvação. Paulo nem sequer cita a tradição oral aqui, e atesta a completa suficiência das Escrituras de diversas formas possíveis.  

Alegar que as citações dizem respeito somente ao Antigo Testamento é uma objeção fraca e superficial, visto que Paulo estava se referindo à natureza das Escrituras, e não de uma lista de livros. Portanto, sendo uma referência à essência ou natureza das Escrituras Sagradas, ela abrange “toda a Escritura”, isto é, todos os escritos divinamente inspirados que seriam reconhecidos como sendo igualmente Escrituras Sagradas.  

Na verdade, temos fortes indícios de que os próprios apóstolos já consideravam o Novo Testamento divinamente inspirado tanto quanto o Antigo, pois Pedro afirma que os escritos de Paulo fazem parte das Escrituras (2Pe.3:16), e Paulo cita em 1ª Timóteo 5:18 um trecho do evangelho de Lucas (10:7), chamando-o de “Escritura” (1Tm.5:18), junto às citações do Antigo Testamento.  

Portanto, a referência de Paulo em 2ª Timóteo 3:14-17 diz respeito à natureza das Escrituras que abrange todos os livros que reconhecemos como sendo “divinamente inspirados” por Deus, o que evidentemente não inclui somente o Antigo Testamento, mas também o Novo. 

Recomendo também a leitura deste artigo, em que eu esclareço tal passagem com muito mais amplitude e profundidade. 

E mais uma vez caem por terra as pretensões católicas contra a Sola Scriptura. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo. 

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

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9 comentários:

  1. MARAVILHA, lUCAS!

    Tem mais sola scriptura aqui

    Flp 3:1 - RESTA, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós.

    Ou pior,

    “... escrever-vos ... é segurança para vós...”

    Observe Isaías,

    8:20 À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra jamais verão a luz.
    Aqui tem mais,

    Quer falar pode falar católico, mas tem que ser segundo a Palavra de Deus. examinem os versículos anteriores a este de Isaías e saibam porque ele disse isso.

    Jesus diz que só é possível crer nEle segundo a Bíblia

    Joa 7:38 - Quem crê em mim, COMO DIZ A ESCRITURA, rios de água viva correrão do seu ventre.

    O próprio João confirma Jesus acima, quando diz por que se deve escrever,

    Joa 20:31 - Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

    “...foram escritos para que creiais...”

    Em outra passagem ele afirma a mesma coisa

    1Jo 5:13

    Estas coisas vos escrevi a vós... PARA QUE SAIBAIS que tendes a vida eterna, e PARA QUE CREIAIS no nome do Filho de Deus

    Fala Pedro

    2Pe 3:1

    AMADOS, escrevo-vos agora esta segunda carta, em AMBAS AS QUAIS DESPERTO com exortação o vosso ânimo sincero

    Paulo outra vez testifica da Sola Scriptura, que era um princípio no Velho Pacto e é um princípio para sempre,

    Rom 15:4 - Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que PELA PACIÊNCIA E CONSOLAÇÃO DAS ESCRITURAS TENHAMOS esperança.

    Jamais pude entender porque os católicos afirmam não encontrar versículos na Bíblia que confirmam a Sola Scriptura!

    By Alon

    Abraços





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    1. Perfeito, Alon! A Sola Scriptura aparece na Bíblia inteira!

      Fique com Deus!

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  2. Lucas,

    Acho que você conhece a mais famosa objeção dos apologistas romanistas é a de que esse texto de Paulo a Timóteo "se referia ao Antigo Testamento",portanto,"cai a farsa" o princípio da sola scrpitura.Bom!Como o post e o blog é seu eu deixo para você refutar tamanha besteira repetida a exaustão afim de esclarecer os nossos irmãos na fé.

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    1. Olá. Eu já refutei essas objeções católicas no meu artigo mais amplo sobre este tema em meu outro site, como eu me referi neste próprio artigo. O artigo mais amplo que eu me refiro é esse aqui:

      http://apologiacrista.com/index.php?pagina=1084794748

      Fique com Deus.

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  3. Os católicos confirmam a sola scriptura e não sabem.

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  4. Já foi refutado aqui:

    http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/protestantismo/477-2-timoteo-316-17-a-1-corintios-4-6-e-a-sola-scriptura

    Existem aqui cinco considerações que enfraquecem a interpretação protestante desta passagem:

    1-A palavra grega ophelimus utilizado no v.16 significa útil e não suficiente. Um exemplo desta diferença seria dizer que a água é útil para nossa existência – mesmo necessária – mas não é suficiente; isto é, ela não é o único componente que nos manteria vivos. Também precisamos de alimentos, medicamentos, etc. Da mesma forma, a Escritura é útil na vida do cristão, mas isto nunca quis dizer que ela é a única fonte de ensino cristão e a única coisa que cada o necessita.

    2-A palavra grega pasa, que geralmente é traduzida como toda, na realidade significa qualquer, e seu sentido se refere a cada uma ou qualquer uma das classes denotadas pelo substantivo a que está conectado. Em outras palavras, a forma grega indica que toda e qualquer Escritura é útil. Se a doutrina da Sola Scriptura fosse verdadeira, baseada no verso grego 16, todo e qualquer livro da Bíblia poderia, isoladamente, ser considerado a única regra de fé, uma posição que é obviamente absurda.

    3-A Escritura a que Paulo se refere é o Antigo Testamento, um fato que é claramente referido pelo fato de as Escrituras serem conhecidas desde a tenra infância (v.15) por Timóteo. O Novo Testamento como conhecemos ainda nem mesmo existia, ou na melhor das hipóteses estava incompleto, então não poderia estar incluído no que Paulo quis dizer com o termo Escritura. Se aceitarmos as palavras de Paulo sem analisarmos o que realmente significam, a Sola Scriptura, então, significaria que a única regra de fé do cristão é o Antigo Testamento. Esta é uma conclusão que todos os cristãos rejeitariam. Os protestantes responderiam a este argumento dizendo que Paulo não está tratando do cânon da Bíblia (os livros inspirados que constituem a Bíblia), mas sim da natureza da Escritura. Ainda que haja alguma validade nesta afirmação, a questão do cânon também é relevante aqui, pelas seguintes razões: antes que falemos da natureza das Escrituras como sendo theopneustos, ou seja, inspirados (literalmente “soprados por Deus”), é imperativo que identifiquemos com segurança os livros que queremos listar como Escritura; de outra forma, livros errados poderia ser chamados de inspirados. Obviamente, as palavras de São Paulo aqui tomaram uma nova dimensão quando o Novo Testamento foi completado, e os cristãos eventualmente as consideravam, também, como sendo Escritura. Deve ser dito, então, que o cânon bíblico também entra na questão, pois Paulo – escrevendo sob a inspiração do Espírito Santo – enfatiza o fato de que toda (e não somente alguma) Escritura é inspirada. A questão que deve ser discutida, entretanto, é esta: como podemos ter a certeza de que temos todos os livros corretos? Obviamente, somente poderemos conhecer a resposta se soubermos qual é o cânon da Bíblia. Tal questão guarda um problema para os protestantes, mas não para os católicos, pois estes possuem uma autoridade infalível que pode responder"

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    1. Esse artigo pobre dele, que na verdade é um plágio descarado do texto original em inglês feito por Joel Peters, que você pode ver aqui (http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/8581-nao-e-ensinada-em-parte-alguma-da-biblia), mas que ele mente dizendo que é dele para levar os créditos, já foi refutado por mim aqui:

      http://apologiacrista.com/index.php?pagina=1079227153

      Apenas alguns acréscimos que eu poderia fazer em relação ao que foi escrito naquele meu artigo mais amplo:

      1) Ele parte do princípio de que este "ministro" é um ministro católico e observa a tradição católica. Nada mais longe da verdade, pois já foi provado que a verdadeira tradição apostólica conhecida pelos Pais não servia em nada para acrescentar doutrinas extra-bíblicas:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/search/label/Tradi%C3%A7%C3%A3o%20Apost%C3%B3lica

      2) Além disso, a analogia "dele" é tosca. Na verdade, prova exatamente o contrário do que "ele" pretende, pois "ele" mistura alhos com bugalhos. Trabalhando em cima da própria analogia "dele", o Tratado de Medicina Interna de Harrison é suficiente para dar TODO O CONHECIMENTO TEÓRICO AOS MÉDICOS. Da mesma forma, a Sagrada Escritura é suficiente para dar TODO O CONHECIMENTO TEÓRICO AOS CRISTÃOS. Ou seja: doutrina. O resto que ele cita são objetos físicos, materiais, que os médicos usam. Não é um acréscimo de conhecimento teórico, como seria a "tradição" católica! A Bíblia é sim suficiente para fazer o homem perfeito em conhecimento teórico, mas se ele não ler, se não pregar aos outros, se não levar esse evangelho de nada adiantará. Da mesma forma, o Tratado de Medicina Interna de Harrison é suficiente para fazer um médico perfeito em conhecimento teórico, mas se ele não tiver os equipamentos básicos para colocar isso a efeito de nada adiantará. Ou seja: não se trata de acréscimo de teoria que esteja fora do livro de Harrison (ou acréscimo de doutrinas que estejam fora das Escrituras), mas de MEIOS para levar esse evangelho (ou a medicina) na prática. Essa analogia "dele" é um tiro no pé.

      3) Sobre o texto de Tiago, eu não sei em que mundo "ele" viu que a paciência sozinha é suficiente para fazer o homem perfeito:

      "Pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma" (Tiago 1:3-4)

      Em primeiro lugar, Tiago não está falando só da paciência: ele também fala da fé e da perseverança. E ele diz que essa perseverança DEVE ter ação completa de nossa parte, ou seja, que não devemos "perseverar um pouco", mas até o fim, para que sejamos maduros e íntegros, e só depois disso "sem lhes faltar coisa alguma". Obviamente ele está falando de aperfeiçoamento de CARÁTER aqui, e não de aperfeiçoamento DOUTRINÁRIO. Em outras palavras, o que torna o homem perfeito em doutrina é a BÍBLIA, e o que torna o homem perfeito em moral é a fé que gera perseverança contínua e até o fim. Nada disso nega a Sola Scriptura, apenas a apoia.

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  5. Lucas,eles afirmam que este texto não pode provar a sola scriptura, porque a Bíblia ainda não tinha sido toda escrita. Paulo referia somente ao velho testamento.

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    1. Refutei este argumento aqui:

      http://apologiacrista.com/a-sola-scriptura-p3

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