21 de setembro de 2012

Os irmãos de Jesus eram primos?



A Igreja Católica ensina que os irmãos de Jesus não eram realmente irmãos – eram primos! Ela afirma que o aramaico não faz distinção entre primo e irmão, e, portanto, os irmãos do Senhor eram meros primos. Realmente é muito comovente o fato de que o aramaico não tenha essa definição, mas é uma pena que isso não tem absolutamente nada a ver com o original do Novo Testamento, que foi escrito em grego, e não no aramaico.

E, ainda que o aramaico deixe a desejar neste sentido, o grego é tão claro e específico quanto o português. No grego, há palavra específica para primo, para irmão e para parente. Vejamos os significados de cada palavra de acordo com o léxico da Concordância de Strong:

431 ανεψιος anepsios
de 1 (como partícula de união) e uma partícula arcaica nepos (um parente); n m
1) primo.

80 αδελφος adelphos
de 1 (como uma partícula conectiva) e delphus (o ventre);
TDNT 1:144,22; n m
1) um irmão, quer nascido dos mesmos pais ou apenas do mesmo pai ou da mesma mãe.
2) tendo o mesmo antepassado nacional, pertencendo ao mesmo povo ou compatriota.
3) qualquer companheiro ou homem.
4) um fiel companheiro, unido ao outro pelo vínculo da afeição.
5) um associado no emprego ou escritório.
6) irmãos em Cristo.
6a) seus irmãos pelo sangue.
6b) todos os homens.
6c) apóstolos.
6d) Cristãos, como aqueles que são elevados para o mesmo lugar celestial.

4773 συγγενης suggenes
de 4862 e 1085; TDNT - 7:736,1097; adj
1) da mesma família, semelhante a, parente de sangue.
2) num sentido mais amplo, da mesma nação, compatriota.

Portanto, vemos que:

AnepsiosPrimo
AdelphosIrmão
Suggenes Parente

A única palavra que tem um sentido mais amplo é adelphos, que em sentido figurado ou espiritual significa os “irmãos em Cristo”, ou “companheiro”, e não irmão de sangue. Também pode significar um irmão de sangue apenas de parte paterna ou materna. Porém, como ambos os casos são rejeitados pela Igreja Romana (a ortodoxa adota a segunda posição, enquanto a romana sustenta que são primos), não irei me basear nestes sentidos secundários, mas apenas no primário, isto é, de irmão de sangue, que não eram filhos de José em um casamento anterior.

O caso que vemos aqui, portanto, é bem curioso. Nós temos três palavras no grego de parentesco. Uma é somente um “parente próximo”, outra é especificamente “primo”, e a outra é “irmão” mesmo. Seria de se esperar, por motivos óbvios, que nas vezes em que os “primos” de Jesus fossem mencionados estivesse em cena a palavra anepsios, mas isso não ocorre em absolutamente nenhuma citação dos irmãos de Jesus.

Em absolutamente todas as citações, vemos sendo usado adelphos (irmãos, e não primos) para designar os irmãos de Cristo. Segue-se abaixo uma pequena lista de citações em português e no original grego, todas elas confirmando que os irmãos de Jesus eram adelphos, e não anepsios:

Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?” (Mateus 12:48)

de apokritheis eipen tô a=legonti tsb=eiponti autô tis estin ê mêtêr mou kai tines eisin oi adelphoi mou”(Mateus 12:48)

E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe” (Mateus 12:46)

eti tsb=de autou lalountos tois ochlois idou ê mêtêr kai oi adelphoi autou eistêkeisan exô zêtountes autô lalêsai(Mateus 12:46)

“E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te” (Mateus 12:48)

o de apokritheis eipen tô a=legonti tsb=eiponti autô tis estin ê mêtêr mou kai tines eisin oi adelphoi mou (Mateus 12:48)

Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?” (Mateus 13:55)

ouch outos estin o tou tektonos uios a=ouch tsb=ouchi ê mêtêr autou legetai mariam kai oi adelphoi autou iakôbos kai a=iôsêph tsb=iôsês kai simôn kai ioudas (Mateus 13:55)

“Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe; e, estando fora, mandaram-no chamar. E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãoste procuram, e estão lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe” (Marcos 3:31-35)

“tsb=erchontai tsb=oun tsb=oi tsb=adelphoi kai a=erchetai ê mêtêr autou kai a=oi a=adelphoi a=autou a=kai exô a=stêkontes tsb=estôtes apesteilan pros auton a=kalountes tsb=phônountes auton kai ekathêto tsb=ochlos peri auton a=ochlos a=kai a=legousin tsb=eipon tsb=de autô idou ê mêtêr sou kai oi adelphoi b=sou b=kai b=ai b=adelphai sou a=[kai a=ai a=adelphai a=sou] exô zêtousin se kai a=apokritheis tsb=apekrithê autois a=legei tsb=legôn tis estin ê mêtêr mou a=kai tsb=ê oi adelphoi a=[mou] tsb=mou kai periblepsamenos tsb=kuklô tous peri auton a=kuklô kathêmenous legei ide ê mêtêr mou kai oi adelphoi mou os a=[gar] tsb=gar an poiêsê to thelêma tou theou outos adelphos mou kai adelphê tsb=mou kai mêtêr estin” (Marcos 3:31-35)

E foi-lhe dito: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te. Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam” (Lucas 8:20-21)

“tsb=kai apêggelê a=de autô tsb=legontôn ê mêtêr sou kai oi adelphoisou estêkasin exô idein tsb=se thelontes a=se o de apokritheis eipen pros autous mêtêr mou kai adelphoimou outoi eisin oi ton logon tou theou akouontes kai poiountes tsb=auton” (Lucas 8:20-21)

Depois disto desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias” (João 2:12)

meta touto katebê eis a=kapharnaoum tsb=kapernaoum autos kai ê mêtêr autou kai oi adelphoi a=[autou] tsb=autou kai oi mathêtai autou kai ekei emeinan ou pollas êmeras (João 2:12)

Porque nem mesmo seus irmãos criam nele” (João 7:5)

oude gar oi adelphoi autou episteuon eis auton (João 7:5)

Mas, quando seus irmãos já tinham subido à festa, então subiu ele também, não manifestamente, mas como em oculto” (João 7:10)

ôs de anebêsan oi adelphoi autou a=eis a=tên a=eortên tote kai autos anebê tsb=eis tsb=tên tsb=eortên ou phanerôs a=alla tsb=all a=[ôs] tsb=ôs en kruptô” (João 7:10)

Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes” (João 7:3)

eipon oun pros auton oi adelphoi autou metabêthi enteuthen kai upage eis tên ioudaian ina kai oi mathêtai sou a=theôrêsousin a=sou tsb=theôrêsôsin ta erga tsb=sou a poieis (João 7:3)

Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos (Atos 1:14)

outoi pantes êsan proskarterountes omothumadon tê proseuchê tsb=kai tsb=tê tsb=deêsei sun gunaixin kai a=mariam tsb=maria tê mêtri tou iêsou kai tsb=sun tois adelphois autou (Atos 1:14)

Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?” (1ª Coríntios 9:5)

mê ouk echomen exousian adelphên gunaika periagein ôs kai oi loipoi apostoloi kai oi adelphoi tou kuriou kai kêphas (1ª Coríntios 9:5)

“E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gálatas 1:19)

eteron de tôn apostolôn ouk eidon ei mê iakôbon ton adelphon kuriou (Gálatas 1:19)

Vemos, portanto, que em absolutamente todas as vezes em que alguém se referia aos irmãos do Senhor (ou a algum irmão em específico), empregava adelphos, e não anepsios. Logo, afirmar que os irmãos do Senhor eram anepsios (primos) e não adelphos (irmãos) por causa do aramaico chega a ser risível e é no mínimo uma piada.

Imagine você sabendo que os irmãos do Senhor eram meramente primos, e tendo a palavra para “primo” (anepsios) pronta, a mão, que pode ser perfeitamente utilizada por você quando você quiser ao seu bem querer, e mesmo assim abre mão de aplicá-la em todas as vezes em que alguém se refere aos irmãos de Jesus, e em lugar disso aplica em todas as vezes a palavra para irmão (adelphos)! Dá para entender uma coisa dessas?

Como que nas dezenas de passagens bíblicas sobre os irmãos de Jesus não há nem sequer uma única delas que aplique anepsios? Inferir que eles eram primos é assassinar a exegese, mutilar a gramática grega e querer se passar por alguém melhor do que os apóstolos e evangelistas, pois eles escreveram explicitamente adelphos e não anepsios!

Além disso, temos que lembrar que o apóstolo Paulo, que por duas vezes se referiu aos irmãos de Jesus como sendo adelphos (Gl.1:19; 1Co.9:5) e que nunca se referiu a eles como anepsios, também tinha essa opção por anepsios pronta e totalmente disponível, prova disso é que ele a emprega em Colossenses 4:10:

Aristarco, meu companheiro de prisão, envia-lhes saudações, bem como Marcos, primo de Barnabé. Vocês receberam instruções a respeito de Marcos, e se ele for visitá-los, recebam-no” (Colossenses 4:10)

aspazetai umas aristarchos o sunaichmalôtos mou kai markos o anepsios barnaba peri ou elabete entolas ean elthê pros umas dexasthe auton (Colossenses 4:10)

Paulo diz que Marcos era primo (anepsios) de Barnabé, mas ele mesmo não se refere aos irmãos de Jesus como primos (anepsios), mas como “irmãos” (adelphos), e não em sentido figurado, pois ele os distingue dentre os demais discípulos e apóstolos:

Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?” (1ª Coríntios 9:5)

mê ouk echomen exousian adelphên gunaika periagein ôs kai oi loipoi apostoloi kai oi adelphoi tou kuriou kai kêphas (1ª Coríntios 9:5)

Portanto, os irmãos de Jesus eram realmente irmãos (adelphos), e não primos (anepsios). Mas isso não acaba aqui. Ainda há uma importante adição a ser ressaltada: se não fosse suficientemente marcante a diferença entre adelphos e anepsios, os escritores bíblicos ainda tinham à sua disposição a palavra grega suggenes, que significa um parente de sangue. Ela também seria perfeita para ser aplicada aos irmãos de Jesus (caso não fossem irmãos de sangue literalmente), mas nunca foi! No “Manual de Exegese Bíblica”, Gilson Xavier de Azevedo diz:

“Os irmãos de Jesus segundo a carne eram irmãos carnais ou primos (como dizem os romanistas)? O grego aqui diz ‘adelphos’ – irmãos consanguíneos. Irmãos significando parente é ‘suggenes’”(Manual de Exegese Bíblica do Novo Testamento)

Portanto, os apóstolos deixaram de aplicar uma palavra que seria ideal se os irmãos de Cristo fossem apenas primos, isto é, parentes sanguíneos próximos, mas não irmãos. E essa omissão não se deu pelo fato dos evangelistas terem preferido fazer “uso do aramaico”, pois o próprio Lucas a aplica em seu evangelho:

“Também Isabel, sua parenta, terá um filho na velhice; aquela que diziam ser estéril já está em seu sexto mês de gestação” (Lucas 1:36)

kai idou elisabet ê a=suggenistsb=suggenês sou kai autê a=suneilêphen tsb=suneilêphuia uion en ab=gêrei ts=gêra autês kai outos mên ektos estin autê tê kaloumenê steira (Lucas 1:36)

Disseram-lhe: ‘Você não há nenhum parente com esse nome’” (Lucas 1:61)

kai a=eipan tsb=eipon pros autên oti oudeis estin a=ek tsb=en a=tês tsb=tê a=suggeneias tsb=suggeneia sou os kaleitai tô onomati toutô (Lucas 1:61)

E nos Atos dos Apóstolos, Lucas continua aplicando essa palavra:

Saia da sua terra e do meio dos seus parentes e vá para a terra que eu lhe mostrarei” (Atos 7:3)

kai eipen pros auton exelthe ek tês gês sou kai a=[ek] tsb=ek tês suggeneias sou kai deuro eis a=tên gên ên an soi deix (Atos 7:3)

João, em seu evangelho, também não hesita em fazer uso de suggenes quando tratava de parentes:

Um dos servos do sumo sacerdote, parente do homem cuja orelha Pedro decepara, insistiu: ‘Eu não o vi com ele no olival?’” (João 18:26)

legei eis ek tôn doulôn touarchiereôs suggenês ôn ou apekopsen petros to ôtion ouk egô se eidon en tô kêpô met autou”(João 18:26)

O apóstolo Paulo também fazia uso dessa palavra quando falava de parentes:

Saúdem Herodião, meu parente. Saúdem os da casa de Narciso, que estão no Senhor” (Romanos 16:11)

aspasasthe ab=êrôdiôna ts=êrodiôna ton suggenê mou aspasasthe tous ek tôn narkissou tous ontas en kuriô (Romanos 16:11)

Portanto, temos aqui outro caso interessante:

–Lucas aplicava suggenes a pessoas que não eram irmãs, mas parentes, e faz isso três vezes, tanto em seu evangelho como em Atos (Lc.1:36; Lc.1:61; At.7:3), mas quando se referia aos irmãos de Jesus, nunca usava suggenes, mas sempre adelphos (Lc.8:20; Lc.8:21).

–João, o discípulo amado, também usava suggenes quando falava de parentesco (Jo.18:26), mas também nunca a utilizou quando falava sobre os irmãos de Jesus (Jo.2:12; 7:3; 7:5; 7:10).

–E o apóstolo Paulo é o caso mais interessante, pois ele usava anepsios quando falava de primos (Cl.4:10), e suggenes quando falava de parentes (Rm.16:11), mas só usou adelphos quando falou dos irmãos de Jesus (Gl.1:19; 1Co.9:5)!

A tabela abaixo nos mostra os diferentes termos gregos que os escritores bíblicos utilizavam e tinham à sua disposição, seguido de referências de algumas de suas menções no Novo Testamento:

Irmão
Primo
Parente
“Adelphos” (Mc.3:31-35; Jo.2:12; Jo.7:3-10; Gl.1:19; 1Co.9:5)
“Anepsios” (Cl.4:10)
“Suggenes” (Lc.1:36; Lc.1:61; At.7:3; Jo.18:26; Rm.16:11)

–Anepsios (primo) aparece uma vez no Novo Testamento, mas nunca alguém a aplicou para os irmãos de Cristo.

–Suggenes (parente) aparece cinco vezes no Novo Testamento, mas nunca alguém a aplicou para os irmãos de Cristo.

–Adelphos (irmãos) é sempre e somente o único termo grego sempre utilizado constantemente pelos apóstolos e evangelistas, sobre os irmãos do Senhor.

–O grego tinha palavra específica para primo (anepsios), para parente (suggenes) e para irmão (adelphos), mas os escritores bíblicos só lançavam mão desta última quando se referiam aos irmãos de Jesus.

-Se os apóstolos cressem que os irmãos de Jesus eram primos, teriam usado anepsios ou suggenes, mas não adelphos, e muito menos teriam deixado de mencionar os dois termos mais apropriados acima em absolutamente todas as vezes que falavam dos irmãos de Jesus!

Sendo assim, a coisa mais notável do mundo, que qualquer principiante e amador de Bíblia consegue discernir facilmente, é que os irmãos de Jesus não eram primos! Alegar que os irmãos de Jesus eram primos é corromper toda a exegese, mutilar toda a hermenêutica bíblica e enviar o original grego para o quinto dos infernos.

Não, o Novo Testamento não foi escrito em aramaico. E não, os escritores bíblicos não escreveram “irmãos” querendo dizer “primos” por não terem outra opção. Tanto é que todos eles que falaram que os irmãos de Jesus eram adelphos, também aplicaram os termos gregos para primo e para parente em muitas outras ocasiões, pois eles sabiam discernir muito bem entre aquilo que é irmão e aquilo que é primo ou parente próximo, assim como eu e você sabemos. Eles não eram ignorantes e nem estavam presos ao aramaico escrevendo em grego.

Sendo assim, essas alegações católicas vistas em sites desprestigiosos não passam de pura enganação para iludir os mais instáveis na fé, que são facilmente atraídos e iludidos por qualquer invenção doutrinária ou malabarismo teológico, por mais lunático que seja. Me espanta ver que existem pessoas que em pleno século XXI não conseguem fazer essa distinção básica entre primo, irmão e parente no grego, e ainda continua sustentando a ingênua falácia do aramaico. E me assusta ainda mais ver que ainda há gente ignorante o suficiente para acreditar nela e defendê-la como se fosse um “argumento”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)


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67 comentários:

  1. Muito bom!
    Continue postando, por favor! Eu sempre era pega nessa ladainha do aramaico, rsrs.

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    1. Puta que pariu dizer que a linguagem original dos evangélios, é o grego.É o fim da picada kkkkkkkkkkkk

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    2. Print! Essa vai direto para a série: "Como funciona o mundo na cabeça de um zumbi tridentino - Parte 4". Obrigado por me fornecer material. Continue assim!

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  2. Não existe tradição nenhuma neste planeta que possa adulterar o que você apresentou aqui.

    Só uma coisa pode anular as verdades mostradas nesse artigo: A INCREDULIDADE!

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  3. Mateus nao foi o unico evangelho escrito em hebraico antigo, ou aramaico? Ortodoxos e adventistas q creem nas assercoes de Ellen White, dizem q Jose' era viuvo e trouxe filhos do 1.o casamento, mas a Biblia nao diz isto e "quem acrescentar ou tirar seja anatema!" Estes caem quase no mesmo erro dos catolicos, pois nao parecem querer conceber q Maria copulasse c/ Jose'. A Biblia so' diz que nao coabitaram ate' que Cristo nasceu, mostrando assim o Espirito q Cristo era pre-existente e gerado atraves do Espirito Santo. Ainda q Cristo tenha dado Maria a Joao ao morrer, isto nao necessariamente prova q ela nao tinha filhos. Podiam ser todos casados, os tempos eram dificeis p/criar filhos e muito mais trazer a mae, ou pq Ele nao confiava neles mesmo, pois se o rejeitavam, deviam fazer o mesmo c/ a mae.Isto nao e' ponto de salvacao, mas a catolicos e' uma grande pedra de tropeco, pois Maria passa a ser co-redentora c/ Cristo, o Pai e mesmo o Espirito,a partir da cruz, qdo, segundo catolicos ela passam a ser a mae de nos todos! A ladainha de "Nossa Senhora" a chama inclusive de porta do Ceu --Cristo e' unica Porta!--, mae do bom conselho, auxilio dos cristaos, sede a nossa sabedoria --estas sao prerrogativas do Espirito Santo!--, rainha da paz --Cristo e' o Principe da Paz!,alem de ser chamada de medianeira, quando Cristo atraves do Espirito, e' o unico Intercessor --"nao sabemos como orar mas o Espirito intercede por nos com gemidos inesprimiveis!" Gracas a Deus por Cristo e que nossos irmaos catolicos, ortodoxos e mesmo adventistas que, baseados em Ellen, creem que pecados sao perdoados mas nao cancelados e ficam no santuario ate' o fim, sejam iluminados e confortados a verdade que liberta!Que tortura nao ter a certeza do perdao, quando Ele diz que os joga nas profundezas do mar e deles nao mais se lembra! Tudo o que adiciondo 'a Palavra, peca por contradize-la! Todos temos nossas heresias. Deus nos ampare!

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    1. ESTE AMIGO ESTA ERRADO AO FAZER ACUSAÇOESSEM FUNDAMENTO, PORQUE ESTA ESCRITO QUE "JOSE NAO CONHECEU MARIA ATE QUE DEU A LUZ... ". ORA A COPULA FOI PROVIDENCIADA POR DEUS "CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS". CRISTO FOI O PRIMEIRO FILHO E UNICO FILHO DE MARIA! CREIO QUE OS OUTROS SERIAM DE JOSE E SAO IDENTIFICADOS POR FILHOS E NAO PARENTES. AQUI ESTARA A CONFUSAO. SE FOSSEM DE MARIA PORQUE E QUE JESUS DISSE NA CRUZ A JOAO "EIS AI O A TUA MAE" ? MESMO NO SOFRIMENTO ENCARREGOU O JOVEM DISCIPULO AMADO DE TOMAR CONTA DE SUA MAE. SE OS OUTROS FOSSEM FILHOS NAO PRECISAVA NAQUELE MOMENTO DE PROFUNDA ANGUSTIA DE SE PREOCUPAR COM O FUTURO DE SUA MAE. AI, DAQUELA QUE FOSSE VIUVA, E DOS ORFAOS NAQUELE TEMPO, SO TINHA UM CAMINHO PARA SOBREVIVER MENDIGAR.POR ISSO AO LONGO DE TODA A HISTORIA DE ISRAEL DEUS REPREENDEU O SEU POVO POR NAO TER O PERFEITO AMOR QUE ERA CUIDAR DOS NECESSITADOS, APRESENTAR NO TEMPLO SACRIFICIOS ERA ABOMINACAO AOS SEUS OLHOS QUANDO OS NECESSITADOS SE ESVAIAM POR FALTA DE COMPAIXAO.

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    2. Mas que argumentação mais confusa. Primeiro você diz que José não conheceu Maria ATÉ que ela desse à luz, então ele "conheceu" ela depois. Você deve saber que este "conhecer" na linguagem semítica era o mesmo que ter relações sexuais (Gn.4:1), então José teve relações sexuais com Maria. Aparentemente você está defendendo que José e Maria tinham relações normais e mesmo assim Maria não teve mais nenhum filho além de Jesus, mas isso não tem sentido nenhum para os padrões da época, onde o objetivo maior do sexo era justamente ter filhos.

      Sobre o seu argumento do "eis aqui a tua mãe", eu já respondi há muito tempo atrás neste outro artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/mulher-eis-ai-o-teu-filho.html

      Abs.

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    3. "Você deve saber que este "conhecer" na linguagem semítica era o mesmo que ter relações sexuais (Gn.4:1), então José teve relações sexuais com Maria"

      Acabou com o catolicismo!

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    4. 2 Samuel 6,23 "E Micol, filha de Saul, não teve filhos até o dia da sua morte."
      Pela lógica de vocês depois depois da morte dela ela teve filhos, porque está escrito ..."não teve filhos até o dia da morte."

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    5. Parabéns Rogério, você acabou de dar o maior tiro no pé. O texto que você usa diz que Mical não teve filhos até A SUA MORTE, mas o de Maria diz que ela não teve filhos apenas até O NASCIMENTO DE JESUS, e não até a morte. Pergunta: por que causa, razão, motivo ou circunstância com Maria é diferente de Mical, e a ela não é dita que não teve filhos até morrer, se supostamente os dois casos se referem a virgindade perpétua?

      Estarei aguardando vossa resposta ansiosamente.

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  4. Meu caro irmão Lucas, as escrituras não deixa dúvidas que de fato se trata de irmãos de sangue.

    Existe uma narrativa bíblica on os autores cita os nomes dos dícípulos de Jesus (os quais são os doze, Apóstolos ) dizendo que os mesmo entraram num determinado local com o Mestre, estando o mestre ensinando neste local, alguém chega para Ele e diz que a sua mãe e seu irmãos, estão do lado de fora querendo falar com, no exato momento Jesus aponta para os seus díscipulos e não a multidão, dizendo quem é a sua mãe e seus irmãos e irmãs( ainda cita irmã, diante da clareza).
    Portanto os doze estava do lado de dentro juntamente com Jesus, e aparece os a mãe de Jesus, com os seus irmãos.
    Outra coisa, os irmãos de Jesus não era seus discípulos, pois é dito que seus irmãos não criam nEle, o autor não diz que apenas alguns não criam nEle, mas diz que seus irmãos, ou seja, fazendo alusão que todos eles, não criam nEle.
    Abraços Lucas.

    Neilom Soares.

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    Respostas
    1. Olá, Neilom. Esses argumentos também são muito bons e ajudam a comprovar que os irmãos de Jesus eram um grupo distinto dos Seus discípulos, e portanto não eram seus "primos" e "discípulos" como ensinam os católicos romanos. Lembro-me de ter escrito resumidamente sobre esses argumentos há muitos anos atrás, neste link:

      http://apologiacrista.com/index.php?pagina=1085004613

      Um abraço!

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  5. Essa tese estaria "perfeita", desde que, não existem mais furos que queijo de minas, senão vejamos:
    a) - O termo "adelphos" é também usado na Septuaginta, que é a tradução grega do Torá, para se referir tanto a irmãos, como também a primos ou parentes próximos. Ex. a tradução apresenta Abraão como "adelphos" de Lot, quando na verdade, eram tio e sobrinho;
    b) - o grego utilizado nos evangelhos é o popular (koiné), e não o clássico.
    Neste contexto, a palavra "suggenes" jamais fora utilizada para os escritos no Novo Testamento, ao passo que a designação de "anepsio", embora possa ser restrita a primos em primeiro ou segundo grau, a palavra "adelphos" assumia o conceito de toda parentela próxima, que incluía primos distantes, tios, tios avós, avós e sobrinhos.
    c) - existe diferença entre tradutor e interprete.
    Embora os evangelhos tenha sido escritos em grego popular, o fato é que este descrevia fatos e situações onde a língua falada era o aramaico.
    Observando a tradução (copista) pura e literal, se estava escrevendo dentro da cultura hebraica, cujo idioma aramaico não fazia distinção entre as palavras primo, parente e irmão, tanto fazia ao tradutor no grego, empregar as palavras adelphos ou anepsios, já que ele não fazia uma redação interpretativa do episódio, mas simplesmente, de tradução copista.
    E por aí vai...
    Portanto, cuidado com a arrogância, o orgulho proselitista e a pretensão de se afirmar categoricamente, algo que nem a bíblia fez, que é a afirmação incontroversa da existência de irmãos legítimos e sanguíneos de Cristo.
    Cuidado.
    O simplismo evangélico, anda geralmente, de braços dados com a ignorância.

    ResponderExcluir
  6. Continuando...
    A questão não é o significado da palavra "adelphos", mas o significado dentro do contexto em que ela foi usada no AT e no NV. Embora, etmologicamente, possa significar "irmão carnal", dentro do contexto do AT, na tradução da Septuaginta, o termo "adelphos", tanto serviu para identificar relação de paternidade biológica, como também as relações de parentesco próximo em geral, linhagens ou clãs. Diante disto, não dá para afirmar que o NT também não seguiu esse padrão. Isto porque, havia necessidade de se suprir a deficiência das línguas semíticas, que não continham expressões equivalentes a primos, sobrinhos, tios, cunhados.
    Assim, dizer que a palavra "adelphos" comporta tradução puramente literal, e não uma tradução interpretativa dentro do contexto cultural em que foi lançada, é assassinar a hermenêutica.
    Os evangelhos foram traduzidos, ou mesmo escritos na língua grega (koiné), mas tendo como destinatário principal, povo de cultura e idioma que não era o grego, no caso, o hebreu.
    Muito provavelmente ainda, tiveram os evangelhos um texto original em aramaico, o que foi o responsável pela tradução literal, e portanto, descontextualizada, que gerou essa confusão dos "irmãos" de Jesus.
    Na cultura judaica da época, tanto fazia o uso do termo "adelphos, anepsio ou suggenes" porque para o hebreu, poderia ser entendido, tanto como parente próximo, quanto como irmão ou meio irmão.
    Outra questão que derruba a tese protestante, que afirma que José e Maria tiveram vários filhos, é a cronologia.
    Até os 12 anos de idade de Cristo, não há registro bíblico de um contexto familiar, no qual possamos identificar na família sagrada, outros personagens, além de José, Maria e Cristo.
    Por ocasião dos fatos mais importantes da tenra idade de Cristo, só estavam presentes esses três personagens. Na circuncisão, somente Ele e seus pais estavam presentes, quando o costume do judeu ordenava que toda família estivesse na Sinagoga, para esse evento.
    Aos 12 anos, quando nas comemorações festivas, ele se perdeu na multidão, e foi achado no templo, novamente, a família estava representada pelos três, o que se deflui, que até aquele momento, Maria e José não tinham "outros filhos", os quais só despontam na bíblia, após o início do ministério de Cristo.
    Ocorre que Maria ficou viúva muito cedo.
    Embora não haja registro claro, a última aparição de José na bíblia data do sumiço de Cristo, e seu reencontro no templo.
    Nas bodas de Canaã, no início do ministério de Cristo, estando este com 30 anos de idade, Maria aparece sozinha, sem marido, algo impensável aquela época, salvo em casos extraordinários de viuvez ou prisão.
    Tendo outros filhos, na melhor das hipóteses, estes foram concebidos num espaço de tempo entre os 12 e os 30 anos de idade de Jesus.
    Ainda na melhor das hipóteses, gerando um filho por ano, de modo contínuo, sem esperar a recomposição da saúde hormonal da mulher, e com no máximo uma menstruação, (o que seria também impensável, já que o Judeu não toca mas mulheres durante ou logo após as regras, e pela religião, tem de guardar períodos de abstinência sexual), o sexto e último irmão ou irmã (caçula) de Cristo, teria nascido quando este detinha18 anos de idade.
    De 18 aos 30 anos de Cristo, no início do seu ministério, esse irmão ou irmã caçula deveria ter no máximo 12 anos.
    Seria muito estranho alguém identificar Cristo, através da referencia aos irmãos ou irmãs de apenas 12, 13, 14 anos de idade. A sociedade judaica considerava as crianças e adolescentes "praeter famílias et societat", ou seja, elementos ainda não integrados ao convívio social ou com importância em seus clãs.
    Mas quando se fala dos irmãos de Jesus, pressupõe pessoas já adultas, já que é dito que estes não criam Nele. Ora, para se crer ou não, é preciso ter discernimento de adulto.

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    1. Eu não sei para que querer complicar as coisas. O grego diz explicitamente uma coisa, e você quer tornar obscuros os textos que são claros, e pior: usando argumentos totalmente ultrapassados, já superados há muito tempo. Você trabalha em cima da tese de que os evangelhos (senão todo o NT) foram originalmente escritos em aramaico e depois traduzidos para o grego, e isso é falso. A maioria esmagadora de manuscritos antigos (mais de 5 mil) estão em grego. Até hoje não se encontrou um único manuscrito antigo do NT em aramaico. O ex-padre Aníbal Pereira dos Reis também já refutou essa tese do evangelho escrito em aramaico (você pode ver aqui: http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2013/06/o-aramaico-e-mateus-1618.html?spref=bl), na verdade nem os católicos mais inteligentes e estudiosos são adeptos dessa tese falida de que o evangelho foi escrito originalmente em aramaico!

      A citação de Abraão e de Ló está totalmente fora de contexto, eles eram irmãos em sentido figurado, como sendo “próximos”, eu também posso dizer que um amigo ou um parente próximo é “um irmão” mesmo sem ser irmão de sangue. Não tem nada a ver com uma contradição do grego ou da Septuaginta.

      Você também disse que a palavra “suggenes” não aparece no grego koiné, isso é risível, ele aparece várias vezes, por exemplo:

      “Também Isabel, sua PARENTA, terá um filho na velhice; aquela que diziam ser estéril já está em seu sexto mês de gestação” (Lucas 1:36)

      No grego:

      “kai idou elisabet ê a=SUGGENIS tsb=suggenês sou kai autê a=suneilêphen tsb=suneilêphuia uion en ab=gêrei ts=gêra autês kai outos mên ektos estin autê tê kaloumenê steira” (Lucas 1:36)

      Também:

      “Disseram-lhe: ‘Você não há nenhum PARENTE com esse nome’” (Lucas 1:61)

      No grego:

      “kai a=eipan tsb=eipon pros autên oti oudeis estin a=ek tsb=en a=tês tsb=tê a=suggeneias tsb=SUGGENEIA sou os kaleitai tô onomati toutô” (Lucas 1:61)

      Também:

      “Saia da sua terra e do meio dos seus PARENTES e vá para a terra que eu lhe mostrarei” (Atos 7:3)

      “kai eipen pros auton exelthe ek tês gês sou kai a=[ek] tsb=ek tês SUGGENEIAS sou kai deuro eis a=tên gên ên an soi deix” (Atos 7:3)

      Também:

      “Um dos servos do sumo sacerdote, PARENTE do homem cuja orelha Pedro decepara, insistiu: ‘Eu não o vi com ele no olival?’” (João 18:26)

      No grego:

      “legei eis ek tôn doulôn tou archiereôs SUGGENÊS ôn ou apekopsen petros to ôtion ouk egô se eidon en tô kêpô met autou” (João 18:26)

      Também:

      “Saúdem Herodião, meu PARENTE. Saúdem os da casa de Narciso, que estão no Senhor” (Romanos 16:11)

      No grego:

      “aspasasthe ab=êrôdiôna ts=êrodiôna ton SUGGENÊ mou aspasasthe tous ek tôn narkissou tous ontas en kuriô” (Romanos 16:11)

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    2. Ou você não tem o costume de ler a Bíblia ou está sendo desonesto em dizer que “suggenes” não aparece no grego koiné. Ele aparece diversas vezes, significando parentesco próximo, embora não irmão, e seria perfeitamente aplicável caso os irmãos de Jesus fossem primos, MAS NUNCA FOI UTILIZADA, pois a palavra sempre usada era a de irmão mesmo (adelpho). Negar isso é desonestidade intelectual.

      E outra: se não fazia diferença traduzir por “irmão” ou por “primo” ou por “parente” porque era tudo a mesma coisa, POR QUE OS ESCRITORES BÍBLICOS FAZIAM ESSA DISTINÇÃO? Por que será que os irmãos de Jesus SEMPRE são adelphos e NUNCA são suggenes ou anepsios? E por que será que quando não é irmão eles nunca traduzem por adelphos? Seria tudo isso PURA COINCIDÊNCIA? É claro que não. Os autores bíbicos não eram idiotas, eles sabiam muito bem aquilo que era primo (anepsios) e irmão (adelphos), é por isso que eles sempre faziam essa correta distinção entre ambos, e para o seu azar os irmãos de Jesus eram SEMPRE adelphos (=irmãos!).

      Paulo escrevia em grego, conhecia perfeitamente o grego, e quando citou o irmão de Jesus (Tiago) empregou “adelphos”:

      “E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, IRMÃO do Senhor” (Gálatas 1:19)

      No grego:

      “eteron de tôn apostolôn ouk eidon ei mê iakôbon ton ADELPHON kuriou” (Gálatas 1:19)

      Mas O MESMO apóstolo Paulo empregou “anepsios” quando se tratava de primos e não de irmãos:

      “Aristarco, meu companheiro de prisão, envia-lhes saudações, bem como Marcos, PRIMO de Barnabé. Vocês receberam instruções a respeito de Marcos, e se ele for visitá-los, recebam-no” (Colossenses 4:10)

      No grego:

      “aspazetai umas aristarchos o sunaichmalôtos mou kai markos o ANEPSIOS barnaba peri ou elabete entolas ean elthê pros umas dexasthe auton” (Colossenses 4:10)

      Por que será que ele fazia essa distinção, já que para você é tudo a mesma coisa? Por que ele não escreveu “adelphos” em todos os casos? Distinguir O QUE, já que dava no mesmo?

      Sobre o seu argumento final, suas contas estão todas erradas. Dos doze anos de Jesus até seus trinta anos há 18 anos (idade possível do irmão mais velho, Tiago). Dos 30 até os 33 (quando ele terminou o ministério) temos um Tiago com 21 anos. Isso se José morreu mesmo por essa época, pois ele pode ter morrido um pouco depois (não há evidências conclusivas quanto a isso). Se Tiago tinha 21 anos na época que Jesus morreu, é falsa sua afirmação de que ele tinha 14. Ora, com 21 anos já é totalmente possível exercer fé ou negar fé (21 anos é a idade que eu tenho hoje, por exemplo). Portanto, seu argumento é falacioso.

      Lembrando que eu estou trabalhando dentro do seu paradigma, de que José tinha que ter morrido até os 30 anos de Cristo, e que Maria não teve outro filho em um intervalo de 12 anos (são duas coisas que não podem ser provadas, e, mesmo que fossem, não chegariam à conclusão de que Tiago não poderia ser irmão de Jesus por ser jovem demais para exercer fé).

      Fique com Deus.

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  7. Dois pontos a se destacar:

    1)Em Gálatas 1:19: “E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor”. O "Tiago" de quem Paulo estava falando era tanto um "irmão do Senhor" e um "apóstolo". Existem dois apóstolos chamados Tiago entre o 12. O primeiro Tiago é revelado para ser um "filho de Zebedeu". Ele provavelmente não seria o "Tiago" referido porque, de acordo com Atos 12:1-2 ele foi martirizado muito cedo. Mesmo que fosse ele, seu pai foi nomeado Zebedeu, não José.

    Paulo provavelmente estava se referindo ao segundo Tiago, que era um apóstolo, de acordo com Lucas 6:15-16. É revelado que este Tiago tinha um pai chamado Alfeu, não José. Assim, Tiago, o apóstolo e Jesus não eram irmãos uterinos.

    2)A visão da Igreja, na verdade é uma terceira. Veja o que diz o Catecismo:

    "A Igreja sempre entendeu estas passagens como não se referindo a outras crianças da Virgem Maria. Na verdade Tiago e José, "irmãos de Jesus", são os filhos de outra Maria, uma discípula de Cristo, a quem São Mateus chama significativamente de "a outra Maria" (Mt 13,55). Eles são parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão do Antigo Testamento." (CCC 500)

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  8. A bíblia não foi escrita por um único homem, mas vários, de culturas e épocas distintas, havendo oscilações linguísticas.
    Os escritos de Paulo ( ou indicados como sendo de Paulo ) são mais eruditos em grego original, e oscilam entre o clássico e o koiné, misturando ambos, pelo fato dele ter sido educado na cultura grego romana, lembrando que o apostolo mais novo era João e não Tiago.
    As diversas cópias dos evangelhos sinóticos estão escritas em grego koiné, havendo possibilidade de Lucas e Marcos terem uma versão em aramaico completa, por conta de pequenos trechos escritos nesta língua.
    A palavra "suggene", só aparece nas cópias mais recentes desses evangelhos, sendo que nos pergaminhos mais antigos há somente a expressão adelpho, adelphoi e anepsio, para representar parentes em linha colateral ou por afinidade, assim como na Septuaginta.
    A palavra "suggenes", tanto no grego helenístico quanto no alexandrino (koiné) é utilizada apenas e tão somente para representar UM FAMILIAR QUAL QUE NÃO SE CONHECE O GRAU DE PARENTESCO, como entre Maria e Isabel, que não se distingue o grau entre as primas.
    Com relação José não estamos levando em conta a idade de Jesus, mas a data provável da morte de José, que quando casou-se com Maria já era idoso.
    Assim, é muito provável que quando Jesus estava com 30 anos, José já tinha morrido, porque:
    a) - Não há mais registro dele nos evangelhos, nem na crucificação e nem aos pés da cruz com Maria;
    b) - Maria não poderia ter ido desacompanhada do marido as festas das bodas de Canaã, porque isto contrariava a tradição judaica da submissão da mulher ao patriarcado reverencial.
    Estando Cristo com 30 anos, seu "irmão ou irmã" mais velho deveria ter 18 anos e os demais com idades abaixo, considerando a hipótese mirabolante de Maria e José terem cada ano terem um filho.
    Dentro da sociedade da época, esses adolescentes não teriam expressão social, política ou religiosa, não representando grau de importância ao ponto de serem referencial na comunidade, que pudesse ser usado para identificar a linhagem ou a "Casa" de Jesus Cristo.
    Não existe na bíblia a narrativa de qualquer contexto familiar que inserisse esses "supostos irmãos e irmãs".
    A páscoa era celebrada por 07 dias na Sinagoga, com a consagração de TODA FAMILIA no júbilo religioso, e não há referencia de filhos e filhos de Maria nesse episódio. Apenas Maria, José Cristo são citados como o núcleo familiar sagrada.
    Quanto a morte de José ter ocorrido entre os 12 e 30 anos de Cristo, não há prova irrefutável deste fato, como também não há da existencia de Sodoma e Gomorra, Torre de Babel ou das façanhas de Sansão.
    Você cobra dos outros, algo que não tem para justificar suas crenças.
    O fato é que as fontes históricas assentam que a probabilidade ( e não a suposição) da morte de José ( São José) até os 30 anos de idade de Cristo.
    Neste compasso, supostos filhos que teve com Maria, seriam novos demais para servirem como referencial para identificar Jesus através deles, demonstrando que nem pela tradução linguística, nem pela historicidade bíblica, é possível provar que Maria teve outros filhos, prevalecendo a tradição patrística que afirma o contrario, ou seja, que não gerou filhos de José, porque abriu mão de sí para cuidar de Cristo.
    Fique na paz. PERDÃO se fui áspero, lembrando que " o que nos une, é maior do que o que nos separa".

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    1. Amigo, deixe de loucura! Qualquer pessoa com o texto grego em mãos pode conferir o q Banzoli afirma em seu artigo. Eu mesmo o fiz, conferindo alguns textos citados por ele q pessoalmente, eu ainda não havia percebido. Vcs católicos além de incrédulos são cegos e não passam de instrumentos nas mãos de Satanás cujo objetivo é distorcer a Palavra de Deus desde o Éden. Vai te converter. Que Deus tenha misericórdia de vcs que seguem uma tradição religiosa sem nenhum respaldo bíblico.

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  9. Livro de Geneses - versão septuaginta.
    Kish e Eliazer eram irmãos (adelphos=irmãos), filhos de Mali. Kish teve apenas filhos, e Eliazer filhas, que se casaram com seus irmãos ( adelphos=primos), filhos de Kish

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  10. continuando..

    Jamais afirmei ou trabalho com a tese de que os evangelhos foram inicialmente escritos em aramaico ou hebraico. ( embora hajam textos esparsos que indiquem ter havido uma cópia em aramaico de alguns dos evangelhos
    Estou apenas afirmando, que a língua praticada no território judeu na época de Jesus, era o aramaico ( o hebraico caíra em desuso). Logo, temos que contextualizar que os diálogos referentes aos "irmãos" de Jesus, se deram em aramaico e não em grego.
    Ai reside o erro crasso de seus argumentos, e de todos os protestantes, em não considerar essa assertiva.
    Vocês querem contextualizar absolutamente tudo ( a fala e o registro escrito dessa fala) apenas no grego, ( e pior, no grego helenístico que é uma língua mais rica que o dilaleto koiné), razão porque, não conseguem entender e distinguir a semântica das palavras traduzidas no registro escrito, dentro do contexto original em que foram pronunciadas.
    No aramaico, a palavra Ah ou Ahc, conforme as variantes regionais, era usadas para designar linhas de parentesco em geral, por afinidade ou consanguinidade, dentre eles, irmãos, primos sobrinhos, parentes adotivos, dentre outros.
    A citação de Lot e Abraão fora do contexto?
    Mas não estou procurando contextualizar, porque não busco uma interpretação axiológica do texto ( interpretar os fatos e deduzir deles a mensagem), mas tão somente mostrar a interpretação LITERAL da palavra adolphos/adelphoi, que na Septuaginta, que tanto pode servir para designar irmãos ou outros parentes, como também ser para representar um TÍTULO de tratamento afetivo.
    Em 1Cronicas 21-23, é apenas uma das inúmeras referentes de textos antigos, em que a palavra adelpho é traduzida APENAS PARA DESIGNAR PRIMOS, e não irmãos, senão vejamos no seu texto grego transliteralizado pela cópia mais antiga dessa tradução:

    " uioimerarimolitar isia o deuteroV oiu merari mooli kaimousi oioi mooli Eleazar kai kivi kai aoeqanen Eleazer kai ouk hsan autun oioiall qV qatereV kai Eleazer labon autaV uioi kiv autaV kiv ADELFOI autn"

    tradução portuguesa:

    1 Cr. 23 - 21/22:

    " Merari foi pai de dois filhos: Mali e Musi.Mali, também foi pai de dois filhos: Eleazar e Quis, mas Eleazar morreu sem deixar nenhum filho varão; só deixou filhas. Estas casaram-se com seus PRIMOS, filhos de Quis."

    Percebe-se que a palavra ADELFOI - grego alexandrino, que corresponde a ADELPHOs no grego clássico, é utilizada aqui apenas para designar PRIMOS e não irmãos.
    Existe outras dezenas de exemplos, nos Livros da biblia católica como Tobias, Judith e em vários escritos da Tradição dos Pais da Igreja, que formam a patrística, em que o termo adelpho corresponde não somente a irmão, sendo mais comumente usado para emprego de parentes próximos ou amigos íntimos. O mais usual, é quando se fala em irmãos sanguíneos, haja um complemento no texto antigo, fazendo alusão clara aos genitores comuns, indicando não somente o pai, mas também e especialmente, a mãe que legitima a prole.
    Para se entender o grego bíblico, deve-se entender as variações que essa língua sofreu, através da mistura cultural ao ser introduzida na mesopotamia e entre os povos semitas.
    É isso que chamamos de fenômeno do "aramaismo"
    Afinal, se eu disser que eu sou o "filho de uma rapariga" essa frase em português, vai ter sentidos e contextos totalmente distintos, aqui no Brasil, e em Portugual.
    abraços, e fique com Deus.

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    1. Olá, novamente. Você escreveu muito conteúdo nessa última resposta, muito mesmo, mas quase tudo é uma repetição daquilo que já havia sido afirmado antes, o qual eu já havia respondido, e você nem chegou a tocar no ponto nefrálgico do que foi abordado por mim, quando perguntei isso:

      "Se não fazia diferença traduzir por “irmão” ou por “primo” ou por “parente” porque era tudo a mesma coisa, POR QUE OS ESCRITORES BÍBLICOS FAZIAM ESSA DISTINÇÃO? Por que será que os irmãos de Jesus SEMPRE são adelphos e NUNCA são suggenes ou anepsios? E por que será que quando não é irmão eles nunca traduzem por adelphos? Seria tudo isso PURA COINCIDÊNCIA? É claro que não. Os autores bíbicos não eram idiotas, eles sabiam muito bem aquilo que era primo (anepsios) e irmão (adelphos), é por isso que eles sempre faziam essa correta distinção entre ambos, e para o seu azar os irmãos de Jesus eram SEMPRE adelphos (=irmãos!)"

      É isso o que você tem que explicar, meu caro. É o porquê desta distinção tão clara que os autores do NT faziam, que refuta a tese católica de que eles seguiram os costumes do aramaico. Sem responder diretamente a esta questão, não chegaremos a lugar algum. O único momento em que você chegou mais próximo de algo a respeito foi quando comentou que o irmão de Jesus chamado Tiago era na verdade o seu discípulo e primo, porque Paulo diz que ele era um apóstolo. Isso é refutado pelo simples fato de que existiam apóstolos além dos Doze, como Paulo e Barnabé:

      "Ouvindo, porém, isto os APÓSTOLOS BARNABÉ E PAULO, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando" (Atos 14:14)

      Outros dois que são chamados de apóstolos e não são dos Doze são Andrônico e Júnias:

      "Saúdem Andrônico e Júnias, meus parentes que estiveram na prisão comigo. São notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim" (Romanos 16:7)

      O próprio Paulo deixa claro que o Tiago irmão de Jesus NÃO ERA UM DOS DOZE DISCÍPULOS, ao relatar ele em separado do grupo dos discípulos:

      "Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo" (1 Coríntios 15:3-8)

      Veja que primeiro ele cita o grupo dos doze discípulos, depois o grupo maior de quinhentas pessoas e depois Tiago no grupo de "todos os apóstolos", que incluía MAIS do que os doze discípulos, porque os doze discípulos já haviam sido mencionados anteriormente, e Paulo não iria repetir a mesma coisa duas vezes. Portanto, Tiago era um apóstolo, irmão de Jesus, fora do grupo dos doze discípulos:

      "Não vi nenhum dos outros apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor" (Gálatas 1:19)

      Se esse Tiago NÃO era um dos doze discípulos de Jesus, então ele NÃO podia ser o tal "primo" que vocês afirmam, mas o irmão mesmo. Paulo escrevia em grego, conhecia perfeitamente o grego, e quando citou o irmão de Jesus (Tiago) empregou “adelphos”:

      “E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, IRMÃO do Senhor” (Gálatas 1:19)

      No grego:

      “eteron de tôn apostolôn ouk eidon ei mê iakôbon ton ADELPHON kuriou” (Gálatas 1:19)

      Mas O MESMO apóstolo Paulo empregou “anepsios” quando se tratava de primos e não de irmãos:

      “Aristarco, meu companheiro de prisão, envia-lhes saudações, bem como Marcos, PRIMO de Barnabé. Vocês receberam instruções a respeito de Marcos, e se ele for visitá-los, recebam-no” (Colossenses 4:10)

      No grego:

      “aspazetai umas aristarchos o sunaichmalôtos mou kai markos o ANEPSIOS barnaba peri ou elabete entolas ean elthê pros umas dexasthe auton” (Colossenses 4:10)

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    2. Por que será que ele fazia essa distinção, já que para você é tudo a mesma coisa? Por que ele não escreveu “adelphos” em todos os casos? Distinguir O QUE, já que dava no mesmo?

      São essas as questões que você precisa responder, e que até hoje em não vi um católico lidar com o caso.

      Quanto ao mais, eu não encontrei nenhum léxico do grego que concorde com a sua afirmação de que "suggenes" significa um parente que "NÃO SE SABE" o parentesco. Nenhum deles mostrou essa definição, sobre "não saber". A Concordância de Strong, por exemplo, diz isso:

      4773 συγγενης suggenes
      de 4862 e 1085; TDNT - 7:736,1097; adj
      1) da mesma família, semelhante a, parente de sangue.

      Ou seja, "suggenes" no grego seria a palavra relacionada a "parente", no português. Ela poderia ser perfeitamente aplicada aos irmãos de Jesus caso eles fossem primos, mas nunca foi aplicada. Por exemplo, eu posso chamar o meu primo Samuel de "meu parente", mas seria estranho se eu dissesse que meu irmão de sangue é um mero "parente". Curiosamente, o NT sempre se refere aos irmãos de Jesus como sendo adelphos (irmãos), e nunca suggenes (parentes).

      Sobre o outro argumento, você teria que definir bem o que você considera por "identificar Jesus através deles", quando você fala dos irmãos de Jesus. Em sua última mensagem você havia dito que isso se referia a não ter idade suficiente para poder crer ou descrer em Cristo, mas eu mostrei que Tiago deveria ter em torno de 21 anos por essa ocasião e, consequentemente, teria idade para crer ou descrer. Você teria que passar algum texto bíblico e expor claramente qual a contradição que ele acarretaria caso os irmãos de Jesus tivessem de 16 a 21 anos.

      Abraços.

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  11. TIAGO APÓSTOLO PRIMO DE JESUS

    POIS O QUE PRIMEIRAMENTE LHES TRANSMITI FOI O QUE RECEBI: QUE CRISTO MORREU PELOS NOSSOS PECADOS, SEGUNDO AS ESCRITURAS, FOI SEPULTADO E RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA, SEGUNDO AS ESCRITURAS,

    1ª) E APARECEU A PEDRO

    2ª) E DEPOIS AOS DOZE.

    3ª) DEPOIS DISSO APARECEU A MAIS DE QUINHENTOS IRMÃOS DE UMA SÓ VEZ, A MAIORIA DOS QUAIS AINDA VIVE, EMBORA ALGUNS JÁ TENHAM ADORMECIDO.

    4ª) DEPOIS APARECEU A TIAGO

    5ª) E, ENTÃO, A TODOS OS APÓSTOLOS;

    6ª) DEPOIS DESTES APARECEU TAMBÉM A MIM, COMO A UM QUE NASCEU FORA DE TEMPO.

    Na primeira e segunda aparições Pedro é destacado dos Doze. Sabemos que ele faz parte dos Doze, mas o que o texto afirma é que houve uma aparição a ele, e depois aos Doze juntos. É A CONTAGEM DAS APARIÇÕES.

    Outra aparição a 500 irmãos, não apóstolos.

    Então, outra aparição a Tiago destacado dos outros apóstolos todos, e depois a TODOS os apóstolos.

    Depois, DESTES apareceu a Paulo. E são Paulo é um apóstolo.

    Dessa análise do texto, literalmente, temos que, as afirmações de que havia outros apóstolos, e de que Paulo não considerou apóstolo a Tiago, e que Tiago estava no grupo de todos os apóstolos, considerado não somente os Doze, são afirmações distorcidas, não compreendidas para a questão.

    1) Pedro é contado fora dos Doze, e isso não o tira do mesmo grupo de apóstolos.

    2) Se Tiago está fora de ‘todos os apóstolos’, não significa que não fosse do número desses mesmos apóstolos.

    3) Se esses “todos” os apóstolos incluía aqueles além dos Doze, então Paulo não era apóstolo, pois afirma que depois da aparição a todos OS APÓSTOLOS, então apareceu a ele.

    Dessas premissas, temos que os DOZE=TODOS OS APÓSTOLOS.

    * Apóstolos além dos Doze: Paulo, Barnabé, Andrônico, Júnias... Ok. Mas não foram contados quando se fala dos DOZE.

    * Paulo "deixa claro" que Tiago "não" era apóstolo. EISEGESE.

    * Tiago no grupo de "todos os apóstolos", que incluía MAIS do que os doze discípulos. O texto não inclui Tiago em grupo distinto dos Doze. Todos os apóstolos nessa passagem refere-se aos Doze.

    Reconsidere sua leitura e faça as devidas correções Lucas.

    Em Cristo.

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    1. só o fato de você transcrever exegese com EISEGESE já me leva à descrença dos seus argumentos.....

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    2. Gledson disse: "Na primeira e segunda aparições Pedro é destacado dos Doze. Sabemos que ele faz parte dos Doze, mas o que o texto afirma é que houve uma aparição a ele, e depois aos Doze juntos. É A CONTAGEM DAS APARIÇÕES".

      ...............................

      Vai ficar difícil você provar que Jesus apareceu para Pedro antes da primeira aparição deles aos discípulos.

      Provavelmente houve uma alteração proposital das palavras de Paulo. A ordem das aparições foi alterada para favorecer a primazia papal.

      1 Coríntios 15:3-8 pode ser lido da seguinte forma:

      "Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a TIAGO e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo".

      Ainda não terminei minha pesquisa, mas ela está me levando nessa direção.

      Existe um texto no evangelho dos Hebreus sugerindo claramente que Jesus apareceu para Tiago antes da sua primeira aparição aos 11.

      Pesquise e encontre!

      Alon

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  12. Por que interpretei assim? Comparando a afirmação de são Paulo em comparação com todos os apóstolos, temos que concluir que o mesmo é apóstolo, visto que as expressões anteriores não negaram a apostolicidade por um nome ser citado antes da denominação Doze etc. No entanto, por causa do que foi colocado por você anteriormente, essa afirmação excluiria Paulo do apostolado, o que não é correto supor.
    Alguns podem afirmar que Paulo não se considerasse apóstolo, por ter sido incluído mais tarde, pela perseguição à Igreja e etc. Mas, ainda que o mesmo se considere o menor dos apóstolos, ele se considera apóstolo, sendo então uma suposição vazia. Assim, a expressão ‘todos os apóstolos’ o excluiria se fôssemos pela sua interpretação.
    Ainda, os comentadores da Bíblia afirmam que esse grupo de “todos os apóstolos” pode incluir mais que os DOZE, talvez mesmo os 70 discípulos. A Bíblia de Jerusalém concorda que pode referir-se a um número maior que os Doze, o que contradiz o que eu expliquei.
    No entanto, vejamos:
    Se a expressão como está escrito no verso 15,7 excluir Tiago dos Doze, Pedro seria excluído igualmente em 15,5, e Paulo em 15,8 de todos os apóstolos, contradizendo o v. 9, assim como também Tiago no mesmo v. 7, pois está citado antes dos outros “todos os apóstolos”. Portanto, Tiago é apóstolo e está entre os Doze, é o Filho de Alfeu, e parente de Jesus.
    Até mais.

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    1. Eu não sei para que escrever um texto tão grande para só confundir algo que está tão claro. Quando Paulo coloca Pedro à parte dos discípulos, ela o está destacando dentre o grupo dos doze discípulos (ou seja, os doze discípulos com atenção mais especial a Pedro em função de suas três negações ao Senhor); da mesma forma, quando no mesmo contexto ele coloca Tiago destacado dos demais apóstolos isso ocorre em função da conversão súbita de Tiago, que antes era incrédulo e não tinha fé nele (Jo.7:5), mas depois que viu o Cristo ressurreto passou a crer.

      Ou seja: "os doze" e "apóstolos" naquele contexto são dois grupos DISTINTOS, pois não faria lógica alguma Paulo mencionar DUAS VEZES A MESMA COISA, e Pedro era destacado entre os doze tanto quanto Tiago era destacado no grupo mais ampliado de apóstolos. Portanto a Bíblia de Jerusalém, que é católica, acerta em dizer que se refere a um grupo maior que os doze. Até mais.

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  13. Lucas, me chamo Everaldo Santana e estou em uma comunidade de debates entre protestantes e católicos, e nunca tive dúvidas sobre Maria e seus filhos, mas assisti um vídeo que o padre Paulo Ricardo, faz algumas citações que nunca tinha realmente prestado atenção e que realmente é lógico e bíblico; não sei se já assistiu, o nome do vídeo é: QUEM SÃO OS IRMÃOS DE JESUS? vou colocar aqui no espaço o link ou o vídeo para sua avaliação, pois ele fundamenta muito bem seus argumentos e a clareza dos fatos da razão a sua afirmação que os nomes citados nas Escrituras como irmãos de CRISTO, são verdadeiramente filhos de outra Maria, provavelmente irmã de Maria a mãe de JESUS. Aguardo sua avaliação e que possa refutar ou aceitar o que o padre diz. Nós afirmamos sempre que as Escrituras está do nosso lado, mas demonstramos de certa forma um amadorismo e tanto, em não ver as listas de apóstolos onde encontramos 02 Tiagos, um filho de Zebedeu outro filho de Alfeu, que Maria a mãe de Jesus tem uma irmã com o mesmo nome dela e que tem filhos de nome Tiago, José e Judas, veja aí e me responda por favor!!!http://youtu.be/MWGW02v4r_4

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    1. Respondido:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2014/01/o-terceiro-tiago-o-irmao-de-jesus.html

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    2. Um ser divino não pode ter família!

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    3. Por essa lógica, então não poderia ter nem mãe. Logo, lá se foi o "Theotókos"...

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    4. Onde estava Maria, minha irmazinha querida, usada por Deus para que ELE estivesse entre nós, após o pentecoste? Não há mais referência a ela após tal acontecimento. Nenhum dos apóstolos, incluindo os seus filhos, Tiago e Judas, mencionaram algo sobre ela. Fica claro, portanto, para Jesus Cristo o que é mais importante não são os laços carnais e sim os espirituais, pois Deus é espirito e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em VERDADE. Em Isaias está escrito que DEUS JAMAIS DARÁ A GLÓRIA DELE PARA OUTRO/A. Então por que o homem está sempre querendo adorar mais a criatura do que o criador? Prefiro estar entre aqueles que "não o viram e creram", para glória de Deus! Aleluia!

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  14. Belo texto, e belas réplicas, em especial ao do "Anônimo". Texto tão bom quanto do Lucas Banzoli. Pena que não continuou (há alguma forma de contata-lo, será?)

    Percebi que existem duas frentes básicas para se afirmar ou negar a existência de irmãos de sangue de Nosso Senhor. Pela hermenêutica e pela linguística.

    Quanto a questão dos termos utilizados, não me parece tão simplório ou errado afirmar que os termos em questão no Novo Testamento são apenas "Adelphos" e "Suggenes", analisando-se o grego koiné.
    Anepsios aparece apenas uma vez em uma carta de São Paulo (portanto não se limitando ao koiné), e ainda em um texto de uma carta onde há divergências se é puramente paulina.

    Algumas perguntas me surgiram:

    É absolutamente correto afirmar que "Adelphos" aparece em outros trechos bíblicos para se indicar primos também?

    Suggenes alguma vez foi utilizado pra falar de pessoas realmente próximas, de convívio, da mesma casa? Suggenes não seria utilizado somente como sendo "familiares" ou "parentes" no sentido mais amplo? Ou ainda, por que utilizar "suggenes" no lugar de Adelphos quando se tratava de parentes realmente próximos, quando o termo "adelphos" se referia mais propriamente para este fim?

    São apenas conjecturas, mas dependendo das respostas para estas questões, a questão linguística fica um pouco abalada e perde um pouco sua força para se chegar a conclusão sobre o parentesco dos ditos irmãos do Senhor.



    Quanto a hermenêutica, também não estamos muito bem servidos, pois há muitas lacunas onde só são realmente preenchidas por suposições.

    Conheço um texto realmente antigo (383 d.C.) que já lidava com a hermenêutica da questão. Trata-se de "Jerônimo x Helvídio". Conhecem?

    Pode ser encontrado aqui. Acredito que possa trazer novos desafios aos exegetas:

    http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/a_virgindade_perpetua_de_maria.html


    Boa leitura!

    A Paz!


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    1. Olá, Carlos.

      A carta de Paulo aos colossenses é assinada pelo próprio apóstolo (Cl.1:1) e contém a linguagem própria dele. Colocar em dúvida essa carta é o mesmo que colocar em dúvida todas as outras. Além disso, o Novo Testamento inteiro foi escrito no grego koiné, inclusive a carta de Paulo aos colossenses.

      Sobre sua primeira pergunta, NUNCA "adelphos" aparece como significando "primo" no Novo Testamento. Você pode procurar por cada menção neotestamentária e você não achará nenhum, e até hoje eu nunca vi nenhum apologista católico mostrar algum texto que diga em contrário. É por isso que as evidências de que os irmãos de Jesus não eram primos é tão forte: as provas são esmagadoras, pois de um lado temos 100% das vezes os irmãos de Jesus sendo chamados de "irmãos" (adelphos), e por outro lado NUNCA vemos adelphos sendo usado para significar primos, nem "suggenes" como significando irmão de sangue. Suggenes era sempre utilizado para falar de parentes, como primos, tios, sobrinhos, etc, mas nunca foi utilizada quando a referência era aos irmãos de Jesus, embora os evangelistas usassem "suggenes" com bastante frequência.

      A única forma que o católico pode argumentar contra isso é fazer como o "Anônimo" fez aqui: apelando para a Septuaginta, a tradução em grego do Antigo Testamento, onde em certa ocasião a palavra "adelpho" é colocada onde seria um "primo". O problema com esse argumento é que a Septuaginta não era o original do AT, mas uma TRADUÇÃO. O original do AT é hebraico, enquanto o original do NT é grego. Como no original hebraico não havia palavra para "primo", quando aquele texto disse "irmão", o tradutor foi lá e traduziu por "adelphos", por não prestar a devida atenção no contexto, pois ele estava meramente fazendo uma tradução. Mas o NT não era uma tradução de outra língua, pois foi de fato escrito em grego. Consequentemente, Paulo e os evangelistas tinham plena liberdade de dizerem se os irmãos de Jesus eram adelphos, anepsios ou suggenes, mas sempre disseram que eram adelphos. Como eles não estavam traduzindo do hebraico, não podem ter feito isso por mera desatenção. Não foi "por acaso".

      Jerônimo cometeu o mesmo erro que os católicos atuais, porque ele foi o primeiro Pai da Igreja na história a alegar que os irmãos de Jesus eram primos. TODOS os que viveram antes dele, sem exceção, disseram que eles eram filhos de Maria ou filhos de José de outro casamento. NENHUM havia suposto antes que eram primos. Portanto, parece-me muito mais uma inovação de Jerônimo do que um apelo à tradição (o que o próprio Jerônimo não faz em lugar nenhum daquele tratado contra Helvídio, diga-se de passagem).

      Grande abraço!

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  15. Vc mentiu meu caro Lucas.vc disse q os irmãos de Jesus nâo criam nele,me diz então desse Tiago q foi morto a espada,vc diz q os irmãos de Jesus nâo criam nele.porqué Tiago o irmâo do senhor foi morto a espada?isso só mostra q esse Tiago era o apóstolo de Jesus,e q na verdade é parente próximo e nâo irmâo uterino dele.pare de Mentir Lucas Banzoli

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    1. Meu Deus do Céu, em todos estes anos eu confesso que NUNCA havia lido algo tão estúpido em tão poucas linhas. Chega até a ser difícil identificar tantas pérolas nesta tua fala patética. Em primeiro lugar, não foi Tiago irmão de Jesus quem foi morto à espada, mas sim Tiago FILHO DE ZEBEDEU, o irmão de João. Para o seu conhecimento, existiam pelo menos três Tiagos na Igreja primitiva, isso você não sabe porque os padres não transmitiram este conhecimento a você, e porque você é preguiçoso e não gosta de estudar e buscar este conhecimento tão básico.

      Em segundo lugar, NAQUELA ÉPOCA os irmãos de Jesus não criam nele, mas quem foi que disse que eles nunca passaram a crer??? É óbvio, e eu já disse muitas vezes, e a Bíblia reafirma isso com total clareza, que estes irmãos passaram a crer em Cristo depois de Jesus ter apresentado as provas de sua ressurreição dos mortos. Isso você também não sabe, pois vomita frases desconexas.

      Em terceiro lugar, quem foi que te ensinou que os irmãos de Jesus eram apenas "parentes próximos"? Eu nunca vi uma lavagem cerebral tão absurdamente notável quanto esta, que os padres fazem na tentativa desesperada de convencer os incautos (como você) que os irmãos de Jesus não eram irmãos de Jesus, e pior, se baseando no ARAMAICO, quando até um estudante principiante de teologia, ou um adolescente qualquer, sabe que o Novo Testamento foi escrito em GREGO, e não no hebraico ou no aramaico. E se você não fosse tão preguiçoso leria ESTE PRÓPRIO ARTIGO, onde apresento inúmeras provas de que existia distinção no grego entre irmão e primo (adelphos e anepsios), e que os próprios apóstolos faziam este distinção quando necessária, mas mesmo assim os irmãos de Jesus são SEMPRE apresentados como irmãos (=adelphos).

      Sério mesmo, esta apologética católica do "vale tudo" para ter um argumento já está beirando o ridículo, vocês um dia já foram mais inteligentes, ou pelo menos sabiam mentir melhor.

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    2. Desculpem-me a franqueza, mas, vcs católicos só sabem distorcer e confundir a mensagem bíblica. chega a ser patético. Tem até cheiro do capiroto por trás destas "refutações' católicas. Seria de rir se não fosse pra chorar.

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  16. Por que são chamados de irmãos de Jesus,mais nenhuma vez filhos de Maria vlw irmãozinho

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    1. Porque o foco está em Jesus e não em Maria. Se alguém é irmão de alguma pessoa importante (como o Barack Obama, por exemplo) o mais natural é dizer que "esse cara é irmão do Obama", e não que "esse cara é filho da Dona Maria", já que a referência mais conhecida é o irmão famoso e não a mãe desconhecida. De qualquer forma, o argumento parte de um pressuposto lógico:

      1- Jesus é filho de Maria.
      2- Jesus tinha irmãos.
      3- Logo, Maria tinha outros filhos além de Jesus.

      A única forma de refutar este silogismo seria afirmando que os irmãos de Jesus eram irmãos somente por parte de pai (José), essa é a crença da Igreja Ortodoxa, por exemplo. Mas tem um problema: também não há texto bíblico nenhum que diga que os irmãos de Jesus são filhos de José, o que nos leva para a mesma condição em relação a Maria. O ortodoxo que usasse este argumento (de que a Bíblia não diz que os irmãos de Jesus eram filhos de Maria) para sustentar a tese de que os irmãos de Jesus eram somente filhos de José esbarraria em sua própria lógica, e cairia em cima dela.

      Abraços.

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    2. Irmão Lucas,

      Aqui você pegou pesado com esse pobrezinho! Você disse que Maria não era quem mais importava! Isto é de matar e causar a revolta de qualquer desses católicos mariólatras! Olhe que em outro tempo você não seria só cassado nas redes sociais, não, iriam procurar saber onde você mora e iriam te queimar na fogueira! Agora falando sério irmão, parabéns pela excelência argumentativa, que Deus sempre te conceda, e a mim, 10% dela já me bastaria!

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  17. Se Maria tivesse tido outros filhos, porque JESUS ENTREGOU SUA MÃE A JOÃO e não aos outros irmãos na hora de sua morte, caros senhores? E mesmo que os tivesse tido, nada alteraria em sua grandeza de ser escolhida para a Mãe do nosso Senhor - Senhor de católicos e protestantes. Que perda de tempo toda essa discussão, não acham? Vamos nos unir no que é mais importante!

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    1. Escrevi sobre Jesus entregar sua mãe a João neste artigo:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/08/mulher-eis-ai-o-teu-filho.html

      Não há problema em "se unir" no combate a um adversário em comum (como o ateísmo), mas isso é totalmente diferente de ignorar nossas diferenças e de fazer de conta que somos iguais. Onde há heresia, ela deve ser combatida - esteja ela dentro ou fora da Igreja Romana. O sangue de milhares de mártires, derramado por esta igreja, não pode ter sido em vão. Não vivemos de mentirinha. Vivemos do evangelho, custe o que custar, doa a quem doer.

      Abraços.

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    2. Se não combatermos as heresias, o verdadeiro evangelho vai sendo contaminado ao passar do tempo; e esta é uma realidade. Se fizermos de conta que tudo esta certo e nada esta errado, não fazemos mais parte do cristianismo, mas sim do humanismo secular.

      A fé sem obras é morta, assim como diz a carta de Tiago, defender o evangelho é a a obra , e a obra é fruto da fé autêntica.

      " Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra? "
      Lucas 18:8

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  18. Fica uma pergunta a quem não acredita que Jesus tinha irmãos: Porque sera que Maria andava sempre acompanhada com os "primos" de Jesus, será que eles não tinham mãe, para estar sempre ao lado dela? Estranho isso.

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    1. Estranho mesmo. Vai ver eles não tinham mãe e Maria adotou eles, tadinhos.

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    2. Também parece óbvio para mim, irmãos, que neste contexto, Jesus estava entregando ao único crente ali próximo os cuidados que um irmão na fé (João) tem que ter por outro (Maria), como Jesus vinha ensinando até então aos seus discípulos: amai-vos como eu vos amei. Os demais irmãos de Jesus não acompanhavam Maria justamente porque não criam em Jesus e não queriam se arriscar a tanto perto da cruz, a própria Maria deve ter os impedido. A final, vai que sobra para eles também, né? Paz aos irmãos.

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    3. Jesus que morreu pra me salvar. Nao foi Maria.9 de maio de 2015 04:23

      Concordo com vc, Lucas Banzoli. Era costume dos judeus ter uma familia numerosa.Maria foi casada com Jose e nao havia nenhum pecado ter filhos com o esposo pelas leis da natureza. O pecado está em querer provar o contrario.Maria foi uma serva de Deus.Uma pessoa importante como os apostolos e outros seguidores de Jesus. Deve ser respeitada. Mas nao deve ser adorada! Os proprios escritores do NT tratariam do assunto se fosse realmente necessário.O problema é q os catolicos fazem de tudo pra transformá-la numa "deusa". O Próprio Jesus era claro quando a chamava de mulher( ou seja, Ele é o Criador e ela, a mulher, criatura). Os outros referiam-se a ela como mãe Dele. Mas Nosso Senhor a chamava de 'mulher'. Jesus é Deus. Maria é criatura humana. Os catolicos se baseiam em suas proprias tradiçoes mas os verdadeiros crentes acreditam na BIBLIA. O assunto é muito complexo. Basta crer na BIBLIA e acabou-se.

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    4. Não fala isso não, senão eles vão dizer que você está "ofendendo" Maria. Qualquer um que decide adorar somente a Deus e que ousa dizer que Maria é apenas uma criatura é acusado de estar "rebaixando a mãe de Deus". Muito cuidado!

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  19. Mas e lá em 1 coríntios 15,6 onde diz:
    Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido.
    Aqui também se VC pesquisar em grego vai aparecer a palavra adelphos, então significa que são 500 irmãos de sangue da mesma mulher? Pode pesquisar em versículo em grego que você vai reparar que aqui também se usa adelphos para estes 500 irmãos, como seria possível uma mulher ter 500 filhos?

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Não precisa nem de grego para responder a essa objeção tola e infantil. Até em LÍNGUA PORTUGUESA a palavra "irmão" é usada às vezes em sentido espiritual, como por exemplo se eu digo que "eu me reuni com os irmãos da igreja", etc. Mas só um lesado, um demente ou alguém que já teve o cérebro arrancado da cabeça chegaria ao ponto de concluir, por exemplo, que NO CONTEXTO ABAIXO a palavra "irmão" está neste sentido simbólico e não no sentido natural:

      "Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?" (Mateus 13:55)

      É por culpa desses argumentos católicos risíveis que eu entendo a renúncia do Papa Bento XVI =)

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    2. CVeja só que falta de sabedoria desse Erivelton. Ele diz: "... então significa que são 500 irmãos de sangue da mesma mulher?"

      Não Erivelton, CVoce pensar bem, vai descobrir que são 500 primos de Jesus!

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  20. Respostas
    1. Comunidade Alcance (Curitiba/PR).

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    2. A palavra grega irmão empregada nas passagens bíblicas para se referirem aos irmãos de Nosso Senhor Jesus não agride, nem de longe, o dogma da Imaculada Conceição de Maria, posto que os irmãos de Nosso Senhor Jesus eram filhos de José...

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    3. Em primeiro lugar, o fato de Jesus ter tido irmãos ou não, não tem nada a ver com a imaculada conceição de Maria, mas com com a virgindade perpétua de Maria.

      Em segundo lugar, os irmãos de Jesus não poderiam ser propriamente chamados de "irmãos" se fossem apenas por parte de José, visto que biologicamente falando Jesus só era filho de Maria, e então para ter irmãos teria que ser por parte de mãe e não somente por parte de "pai".

      Em terceiro lugar, Mateus 1:27 diz que José não teve relações com Maria ATÉ QUE ela desse à luz a Jesus, indicando assim que José e Maria tiveram relações naturalmente dentro do casamento depois disso.

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    4. Pois é, Lucas Banzoli, católico não tem jeito nao. Se tá na Bíblia ele não crê.

      Uma vez João disse o seguinte sobre algumas pessoas da familia de Jesus:

      “Porque nem seus irmãos criam nele”.

      João 7:1-5, “E DEPOIS disto Jesus andava pela Galileia, e já não queria andar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo. E estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos. Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele”.

      João não daria ênfase à incredulidade se tivesse registrando que “nem mesmo seus primos criam nele”. Porém, pelo fato de serem mais próximos, então o alarde foi exposto para demonstrar o absurdo da descrença. Os incrédulos eram, sem dúvida, irmãos de Jesus.

      Marcos 6:4, diz: “E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa.”

      Os opositores de Jesus estão ligados a ele por laços familiares muito fortes quando declara que ele “não tinha honra na sua própria casa”.

      O registro de Marcos entrou na pátria de Jesus e passou por todos os seus parentes – primos, sobrinhos, tios e etc., e foi parar dentro de sua casa. Quem eram os incrédulos ali, Maria e José? Se José havia morrido, então era Maria! Possivelmente não. João esclarece quando confirma: “nem seus irmãos criam nele”, João 7:5.

      Lucas, seu texto em Mateus 1:25 está errado. Na verdade ali diz que “[José] não a conheceu”.

      Rsrsrsrsrsrsrsrs os católicos chegam babar. Posse até ver!

      Acordem do sonho!

      Mateus 1:25, E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.

      Essa doeu!

      Existe algo mais claro que isso nas Escrituras para provar que José teve relações sexuais com sua esposa?

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    5. "O registro de Marcos entrou na pátria de Jesus e passou por todos os seus parentes – primos, sobrinhos, tios e etc., e foi parar dentro de sua casa"

      Acabou com o catolicismo!

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  21. Banzoli, a situação é mais grave do que se pode imaginar.

    Veja outra vez as palavras do Senhor Jesus registradas por Marcos:

    "E Jesus lhes dizia: Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa."

    "Na sua pátria" trata da incredulidade de Israel em não aceita-lo como o Messias. Quando Jesus diz que não tinha honra "Entre seus parentes", mostra que a situação era mais delicada ainda. E entre parentes você inclui Tios, sobrinhos, PRIMOS e similares. Porém, quando ele diz que também não tinha honra "dentro da sua própria casa", alcançou os relativos de sangue, gerados por seus progenitores. Coincidência ou não, João fala de alguns incrédulos e os chama de irmãos de Jesus, como registrado em João 7:5. Eles não podem ser primos, pois os primos já foram citados na classe de parentes.

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  22. Lucas Vieira, veja como a coisa fica mais seria ainda:

    "Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua própria família"

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  23. Debater pelo iPhone e uma maravilha. Vai acento ate onde não tem é o que tem fica sem acento

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  24. QUANDO DIGO 'ATE' E CONFORME O EVANGELHO OU SEJA MARIA TEVE RELACOES COM JOSE APOS O NASCIMENTO DE CRISTO! OS CHAMADOS IRMAOS NAO SAO PRIMOS MAS SIM MEIOS IRMAOS (FILHOS DE JOSE DE ANTERIOR RELACAO).
    O QUE E CERTO E QUE CRISTO CONFIOU A JOAO O CUIDADO DE SUA MAE, O QUE PARECE ESTRANHO! O QUE ME DA ENTENDER QUE ELES NAO ERAM FILHOS DE MARIA. ESTA E A MINHA OPINIAO, MAS POUCO IMPORTA, O IMPORTANTE COMO DISSE CRISTO E: OS MEUS IRMAOS SAO AQUELES QUE OUVEM A PALAVRA DE DEUS E LHE OBEDECEM! FAÇAMOS COMO CRISTO!

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  25. E EVIDENTE QUEM CASA, E MAIS A MAIS NAQUELE TEMPO, ERA PARA TER DESCENDENCIA, E JOSE TEVE OUTROS FILHOS, QUE CREIO NAO COM MARIA, MAS TEVE RELACOES COM MARIA. O EVANGELHO E CLARO ATE AO NASCIMENTO DE CRISTO ELE NAO CONHECEU MARIA DEPOIS ACONTECE O QUE E NATURAL ENTRE HOMEM E MULHER, FORAM UMA SO CARNE! O QUE LEVANTA MUITAS PERGUNTAS, SE MARIA ASCENDEU AOS CEUS, JOSE FOI COM ELA, PORQUE NAO ERAM UM SO CARNE, CONFORME GENESIS?ELE TAMBEM FOI SEM PECADO COMO DISSEM QUE MARIA FOI? SE BEM QUE EU NAO CREIA QUE MARIA FOSSE ISENTA DO MESMO POR QUE ELA DIZ ' BENDIGO A DEUS MEU SALVADOR' SO PECADORES PRECISAM DE UM SALVADOR, NOUTRA PARTE E DITO NAO HA 'UM JUSTO'! JOSE E MARIA DESCANSAM NO PO DA TERRA TERRA!SER MAE DE JESUS OU IRMAO, NAO LHES CONCEDEM PRIVILEGIO CONFORME JESUS DISSE EM MATEUS 12 VERSO 50!

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