Os problemas da infalibilidade papal


OS PROBLEMAS DA INFALIBILIDADE PAPAL
(Norman Geisler)

Problemas Teológicos com a Infalibilidade Papal 

O Problema dos Papas Hereges 

O Papa Honório I (bispado 625-638) foi condenado pelo Sexto Concilio Geral (680-681) por ensinar a heresia monotelita (de que havia somente uma vontade em Cristo); Ludwig Ott admite que o “Papa Leão II (bispado 682-683) confirmou a sua anatematização” (FCD, 150). Nós somos deixados, então, com a incrível situação de um papa infalível ensinando uma doutrina falível (e herege). Se o ofício do ensinamento papal não pode conduzir mal em doutrina e ética, como pode o ensinamento de um papa ser herege?  

Afirmar que o papa não era infalível nesta ocasião, somente contribui para minar a doutrina da infalibilidade: como pode um papa saber quando seus pronunciamentos doutrinários são ou não infalíveis? Sem uma lista infalível, a Igreja Católica não pode proporcionar orientação infalível em doutrina e moral; se o papa pode ser falível em uma doutrina, por que não poderá ser falível em outra? Além disto, o comentário de Ott de que Leão II não condenou Honório I por heresia, “mas por negligência na supressão do erro” (ibid.), é uma defesa ineficaz.  

Primeiro, ainda há sérias questões quanto à maneira como o Papa Honório poderia ser um guia infalível em fé e moral enquanto ensinava heresias; a resposta católica de que ele não estava falando ex cathedraneste ponto é conveniente, mas inadequada. Mesmo se tal distinção existisse, invocá-la somente teria a tendência de minar a autoridade das ocasiões, muito mais numerosas, em que o papa, supostamente, está falando com autoridade, mas não infalibilidade.  

Segundo, isto não explica por que o Sexto Concilio Geral condenou Honório como herege. Terceiro, rejeitar a infalibilidade papal nesta situação, e em situações semelhantes, torna pronunciamentos supostamente infalíveis extremamente raros; por exemplo, seguindo este padrão, um papa falou ex cathedrasomente uma vez nos últimos cem anos (sobre a assunção corpórea de Maria).  

A “infalibilidade” exercida tão raramente tem praticamente nenhum valor, em quase todas as ocasiões. Com o papa quase sempre tendo somente palavras falíveis, os católicos estão propensos a aceitar a sua autoridade em fé e moral quando ele pode estar (e algumas vezes esteve) errado. A orientação infalível que o papado supostamente proporciona é desprezível, na melhor das hipóteses; e, pela admissão da igreja, em um número impressionante de ocasiões, não existe uma orientação supostamente infalível, de maneira nenhuma. 

Além disto, em 1590, o Papa Sixtus V autorizou uma versão da Bíblia que alegava ter completa autoridade por todo o tempo futuro. O seu prefácio declarava: “Pela plenitude do poder apostólico, nós decretamos e declaramos que esta edição, aprovada pela autoridade entregue a nós pelo Senhor, deve ser recebida e sustentada como verdadeira, legítima, autêntica e inquestionável, em todas as discussões públicas e privadas, leituras, pregações e explanações”. Se algum papa infalível afirmou ter um pronunciamento infalível, foi este. No entanto, a versão do Papa Sixtus da Bíblia estava tão equivocada, com milhares de erros, que teve que ser revisada somente dois anos mais tarde (veja Mathison, SSS, 222). Esta é a infalibilidade papal! 

O Problema da Insuficiência de Revelação 

Uma das principais razões dadas pelas autoridades católicas para um magisterium de ensino infalível é o fato de que precisamos de uma orientação infalível para compreender a revelação infalível de Deus, para que ela não seja mal interpretada. Existem, pelo menos, dois problemas aqui. Primeiramente, como uma interpretação infalível pode ser melhor do que a revelação infalível? A revelação divina é uma revelação feita por Deus; afirmar que a revelação infalível de Deus precisa de uma revelação infalível adicional significa dizer que ela não foi apropriadamente revelada, para começar. 

Certamente, existe uma diferença entre a revelação objetiva (revelação) e a revelação subjetiva (compreensão), mas o problema central nesta consideração não está na nossa percepção da verdade de Deus (cf. Rm 1.19,20). Mais crítico para a verdade da revelação de Deus é a recepção; o “homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus” (1 Co 2.14, RA). Ele não pode “entender” estas verdades porque não as recebe na sua vida, mesmo que as compreenda na sua mente. Na realidade, o que ele percebe claramente (Rm 1.19,20) ele não recebe abertamente, mas “detém” ou suprime (v. 18); ele escolhe o ateísmo na sua mente, rejeitando a verdade sobre Deus em seu coração (Sl 14.1).  

Embora exista uma diferença entre a revelação objetiva e a compreensão subjetiva, os seres humanos são “indesculpáveis” por deixarem de compreender a revelação de Deus, seja na natureza ou nas Escrituras. E interessante que a teologia católica propriamente dita sustente que os incrédulos podem e devem compreender a verdade da lei natural independentemente do magisterium de ensino romano. Como tal, por que eles precisariam de um magisterium infalível, para compreender apropriadamente a lei divina?  

Parece singularmente incoerente que os estudiosos católicos afirmem que precisam de outra mente para interpretar corretamente as Escrituras, quando as mentes que Deus lhes deu são suficientes para interpretar todo o restante. Por exemplo, muitos deles são especialistas em interpretar a literatura clássica, envolvendo tanto o significado moral quando o religioso destes textos.  

No entanto, desejam que acreditemos que estas mesmas mentes, altamente educadas e instruídas, sejam inadequadas para obter uma interpretação religiosa e moral confiável das suas próprias Escrituras. A resposta católica de que os protestantes têm seu próprio magistenumde ensino de conhecimento moderno erra o alvo, por diversos motivos. Por um lado, o magisterium católico depende do conhecimento, tanto quanto os protestantes. Se não dependessem, não seriam capazes de traduzir os textos e entendê-los no contexto correto. 

Por outro lado, os protestantes não afirmam que é necessário ter conhecimento infalível para interpretar a Bíblia. Adicionalmente, para os protestantes, o conhecimento necessário para o entendimento bíblico não proporciona uma estrutura teológica para interpretar a Bíblia, como é o caso do magisteriumde ensino da Igreja Romana; na verdade, ele proporciona as ferramentas linguísticas necessárias para interpretar a Bíblia. Finalmente, as habilidades de interpretação escriturai são as mesmas que as de interpretação de qualquer documento: compreender, no texto, o significado expresso pelo autor. 

Novamente, os advogados e juízes católicos que são especialistas na interpretação da Constituição ouvem que suas habilidades são inadequadas para obter uma interpretação confiável das Escrituras que Deus deu a todos os crentes. Não é necessário um especialista para interpretar os ensinamentos cruciais das Escrituras. Por exemplo, o Novo Testamento foi escrito no vernáculo da época, a linguagem de comércio do século I, conhecida como grego koiné, a linguagem comum e diária da pessoa comum. 

Da mesma maneira, a grande maioria das traduções da Bíblia Sagrada para a língua inglesa (incluindo as versões católicas) estão escritas em inglês comum e simples; as verdades essenciais da Palavra de Deus podem ser compreendidas por qualquer pessoa alfabetizada. Na verdade, é um profundo insulto à nossa inteligência, dada por Deus, sugerir que nós podemos ler e entender as notícias diárias, mas precisamos de algum magisterium infalível para entender as Boas Novas de Deus para toda a humanidade.


O Problema da Indecisão com os Pronunciamentos Infalíveis 

Outra dificuldade para a doutrina católica: Se for necessário um magisterium de ensino infalível para superar as interpretações conflitantes das Escrituras, por que as suas declarações supostamente infalíveis também estão sujeitas a interpretações conflitantes? Existem muitas diferenças, acaloradamente debatidas, entre os estudiosos católicos, sobre o significado exato das declarações ex cathedra, incluindo aquelas sobre as Escrituras, tradição, Maria, e justificação.  

Embora possa haver esclarecimentos futuros em algumas questões, o problema permanece, pelo menos, por duas razões: (1) Ele mostra a natureza indecisa dos pronunciamentos supostamente infalíveis; (2) a julgar pela experiência passada, nem mesmo declarações futuras determinarão completamente todas as questões. Os pronunciamentos sobre a infalibilidade das Escrituras são um bom exemplo; pois, apesar de serem declarações infalíveis, existem discordâncias entre alguns estudiosos. Alguns chegam a ter dúvidas sobre o fato de a Bíblia ser realmente infalível em todas as questões, ou somente em questões de salvação. Porém, está bastante claro que a Bíblia Sagrada é perfeita, e que ela é a Palavra de Deus para a humanidade.

Problemas Filosóficos com a Infalibilidade Papal 

O Problema Epistêmico 

A suposta necessidade do catolicismo de um magisteriuminfalível é uma base epistemicamente insuficiente para ir além do nível do conhecimento provável. Os estudiosos católicos admitem (como devem) que não têm evidências infalíveis para um magisteriumde ensino infalível; eles meramente têm o que creem ser bons (e prováveis) argumentos. Sendo este o caso, epistemicamente (ou apologeticamente), não existe nada além de uma base provável para que um católico acredite que um pronunciamento supostamente infalível, feito pela igreja, seja verdadeiro. O resultado: ele não está em posição melhor para ter certeza a respeito de questões de fé e moral do que um protestante que aceita a infalibilidade escritural sobre bons (e prováveis) argumentos.

O Problema de Morte por Qualificação 

Uma vez que todas as qualificações sejam apresentadas, tanto em teoria quanto em prática, a infalibilidade papal é removida da sua glória, e permanece tão expostamente falível quanto qualquer outro ensinamento humano. O papa é supostamente infalível somente quando fala: 

(1) em cumprimento do seu ofício como supremo pastor e professor de todos os cristãos; 

(2) em virtude da sua suprema autoridade apostólica, isto é, como sucessor de Pedro; 

(3) determinando uma doutrina de fé e moral, isto é, expressando revelação divina; 

(4) impondo uma doutrina definitiva a ser seguida por todos (Dulles, “IT” 79-80); 

(5) como o papa verdadeiro (em oposição a papas rivais). 

Além disto, muitos estudiosos católicos creem que o papa fala infalivelmente somente em consenso com todos os bispos (o colegiado), isto é, a sua decisão deve ser ratificada por um concilio ecumênico. Mas não somente todos estes critérios não são proferidos infalivelmente, eles não são todos universalmente aceitos entre os católicos. Além do que, quando alguém tenta aplicar estes critérios à doutrina da infalibilidade papal, ela começa a sofrer uma “morte por mil qualificações”. Por exemplo, se o papa não foi infalível quando excomungou Galigeu, ou quando ensinou heresias, como podemos ter a certeza de quando ele realmente é infalível? Se jamais pudermos ter esta certeza, então de que serve a doutrina da infalibilidade?

Problemas Históricos com a Infalibilidade Papal 

O Problema dos Antipapas 

Outra anomalia do catolicismo romano é o escandaloso espectro de não ter tido mais do que um papa supostamente infalível ao mesmo tempo — um papa e um antipapa: “Existiram cerca de trinta e cinco antipapas na história da igreja” (Mercati, “MLP”, in: MS, 71-80). Como podem existir papas infalíveis e antagônicos, ao mesmo tempo? Qual deles é o verdadeiro papa? Uma vez que não existe uma lista de papas infalíveis, ou uma maneira infalível de determinar quem é o papa infalível, o sistema tem um sério problema lógico que deixa de ser hipotético; esta dificuldade teve, na realidade, diversas manifestações históricas. 

Os apologistas católicos afirmam que jamais houve, na realidade, dois papas, uma vez que somente um pode ser infalível. Esta é, na verdade, uma solução teórica, pois os fiéis não têm como saber, com certeza, qual deles pode dar orientação legítima (e infalível) em fé e moral. Em tempos de múltiplos papas, cada um deles pode excomungar o outro (e algumas vezes o fez).

O Problema de Galileu 

Talvez uma das maiores vergonhas para a “igreja infalível” seja o seu juízo falível sobre Galileu Galilei (1564-1642). Em oposição ao modelo heliocêntrico do sistema solar, proposto por Galileu, Roma escolheu o modelo geocêntrico cientificamente ultrapassado de Ptolomeu. A injusta condenação e banimento de Galileu provocou uma pausa para quaisquer pronunciamentos subsequentes sobre questões científicas (talvez isto explique a relutância de Roma em rejeitar formalmente a macroevolução, permitindo que se creia nela, por temer que possa ser verdade). 

Galileu, usando seu telescópio para examinar os céus, adotou a visão copérnica de que o sol, e não a terra, era o centro do sistema solar. Isto, naturalmente, se opunha à posição teológica sustentada pela igreja, de um sistema centrado na terra. O problema surgiu quando Galileu escreveu sua obra Letters on Sunspots, em 1613, e desviou a atenção das discussões científicas para dificuldades das Escrituras: “as pessoas queriam saber por que Josué ordenou que o sol não se movesse, se ele jamais se moveria, de qualquer maneira (veja Js 10.12,13). Elas se perguntavam como uma terra móvel poderia ser reconciliada com a declaração de que Deus ‘lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum’ (SI 103.5)” (Marthaler, NCE, 252). 

Em 1616, Roma condenou a teoria de Copérnico. Em 1632, Galileu foi convocado pela Inquisição; em 1633, depois de ser julgado, ele foi declarado “veementemente suspeito de heresia”. Como punição, foi-lhe ordenado que repetisse os sete salmos de penitência uma vez por semana, durante três anos. Depois de cinco meses, o Papa Urbano VIII (bispado 1623-1644) permitiu que Galileu retornasse à sua casa, em Florença, onde permaneceu em confinamento domiciliar até a sua morte, em 1642. 

Em 1979, depois que a igreja tinha sofrido séculos de humilhação pela condenação equivocada de Galileu, o Papa João Paulo II falou à Pontificai Academy of Science (Pontifícia Academia de Ciências); no seu discurso, intitulado “Fé, Ciência e o caso de Galileu”, ele pediu que todo o episódio fosse reexaminado (Brown, FTP, 177). Em 1983, falando de “igreja e ciência”, João Paulo II concordou que “Galileu tinha ‘sofrido por causa de divisões da igreja’”. Isto, naturalmente, não é um claro cancelamento da condenação, nem uma solução para o problema de como um pronunciamento infalível da Igreja Romana poderia ser um erro. 

Nenhuma das “soluções” propostas por Roma são convincentes, tendo todos os sinais de um conserto “depois-do-fato” dos pronunciamentos que resultaram deste episódio. Galileu e seus oponentes ficariam confusos ao descobrir que as sérias acusações feitas contra ele não tinham força ex cathedra. Além disto, em vista do peso, por natureza, tanto da condenação quanto da punição, Galileu ficaria muito mais que surpreso ao ouvir apologistas católicos dizendo que ele não estava sendo condenado por falsos ensinamentos, mas que “a sua ‘prova’ não impressionou nem mesmo a astrônomos do seu tempo — nem impressionariam a astrônomos de hoje”.  

De qualquer forma, a condenação de Galileu pelo papa enfraquece ainda mais esta notoriamente instável doutrina romana. A reivindicação persistente de que o pontífice não estava falando infalivelmente naquela ocasião é um apelo para uma distinção impossível de comprovar, que mina a suposta infalibilidade que se propõe a defender. 

Por: Norman Geisler, em “Teologia Sistemática”, Volume II. 

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Comentários

  1. Vim fazer uma visita e ver seu blog e o que está a escrever.
    Pelo que dou graças, porque vejo seu esforço, pela riqueza que aqui tenho encontrado.
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    Estarei sempre à sua disposição, se precisar de ajuda, conselho estou aqui.
    Deixo a Paz de Jesus, e que haja saúde e amor no seu lar.
    António.

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  2. Sou católico, com a Graça divina. Só gostaria de questionar como o Sr. gostaria que eu acreditasse nas premissas de seu texto: infalível ou infalivelmente? Quem realmente não acredita na infalibilidade deveria (se é que ama a verdade) usar sempre o "talvez", talvez Cristo existiu, talvez ressuscitou, talvez seja Deus, talvez a Bíblia seja palavra de Deus, talvez eu esteja certo, talvez não. Ora! Como então quer ensinar "infalíveis certezas"? Certamente dirá: a Bíblia é infalível! Se não acredita na infalibilidade papal pelo proceder dos papas... como crer então na infalibilidade da Bíblia pelo proceder daqueles pastores evangélicos que criaram (e continuam criando) as mais aberrantes teologias, como as dos "ununcos" GLS (homossexuais) e a "arvore da vida" dos maconheiros, por exemplo? Todos seguem admiravelmente a bíblia e todos se unem para atacar a Igreja Católica. Onde, onde será que está então a infalibilidade? Um dos grandes sinais, para nós Católicos, do equívoco evangélico não está enterrado nas páginas da história e é justamente este: negar aquilo que se pratica! Eu nego a infalibilidade... mas me considero infalível... por isto não mudo minhas convicções...

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    Respostas
    1. Nunca vi uma "lógica" mais ridícula do que essa. Então você só acredita que Jesus Cristo existiu PORQUE O PAPA DIZ ISSO? Você não tem cérebro para pensar por si mesmo? E se o papa disser amanhã que Jesus nunca existiu? Você deixará de crer nisso?

      Infelizmente para você, nós chegamos a conclusão que Jesus existiu por razões HISTÓRICAS, pela crítica textual, pelos estudos dos manuscritos antigos, pela autenticidade do Novo Testamento e por uma minuciosa pesquisa nas mais variadas fontes da história antiga, e não por um ridículo "porque o papa disse". Idem para a ressurreição. Nós cremos que Jesus ressuscitou não porque o papa disse, mas pelas razões históricas que nos levam a crer que nenhum cristão morreria por algo que sabe que é uma mentira, então eles não mentiram sobre a ressurreição de Cristo e suas aparições após a morte.

      E essa "lógica" absurda e patética, de que não se pode crer 100% em algo a não ser que o papa diga, de onde foi que o Sr. aprendeu isso? Então eu não posso crer na matemática, que 2+2=4, a não ser que o papa diga que sim? Então eu não posso crer em dados históricos com 100% de certeza, como que Lula foi eleito presidente do Brasil em 2002, a não ser que o papa confirme isso? Então nenhum juiz pode condenar um acusado com muitas provas de sua condenação, a não ser que o papa diga? E, se não, por que com a interpretação das Escrituras deveria ser diferente?

      E como você pode ter 100% de certeza de que o papa é infalível? Porque ele diz que é infalível? Então se eu ou um qualquer outra pessoa sair por aí a partir de amanhã se dizendo ser infalível, isso faz de mim infalível sem a mínima sombra de dúvidas?

      E da onde foi que você chegou à "conclusão" de que nós nos consideramos "infalíveis"? Que evangélico disse isso? Quando foi que Lutero ou Calvino disseram isso? Quando foi que eu mesmo disse isso em qualquer ocasião que seja?

      Você não entende nada de argumentação, nada de protestantismo e nada de lógica, mas faz do papa um "deus", e de você um espantalho que só serve para repetir o que ele diz e nem sabe pensar por si mesmo, apenas quer nos catequizar com a mesma lavagem cerebral que os padres fizeram em você para crer em tantas aberrações dentro de um texto tão curto.

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  3. Lucas, essa "suposta" alegação da infalibilidade papal com a total comunhão com a igreja ou bispos é contraditória.

    O teólogo Thomas P. Raush afirma que, quando os teólogos desenvolvem "conceitos teológicos", o que prevalece é a vontade dos bispos, não a do teólogo, o mesmo ocorre em relação ao papa com o magistrado, ou seja, não é que haja comunhão ou unidade com o magistrado, mas a prevalência da palavra final do papa. Outro equívoco que percebi na alegação da defesa da infalibilidade é, a confusão que se faz entre interpretar e ser infalível. Ora, interpretar não é o mesmo que infalibilidade, pois se pode fazer uma interpretação correta, e mesmo assim, errar em outra, isso não prova que a interpretações possa ser infalível, assim como vc já demonstrou citando vários casos.

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  4. Essa suposta "lógica"

    1-Os protestantes querem que acreditemos em suas interpretações bíblicas.

    2-Mas a interpretação bíblica é infalível.

    3-Logo,os protestantes crêem na infalibilidade das escrituras.

    É uma autocontradição do próprio católico, pois:

    1:Se os católicos não crêem na interpretação dos protestantes, e:

    2:Se a interpretação dos protestantes não é infalível

    3-Logo,são os próprios católicos que não acreditam na própria infalibilidade da interpretação.

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