8 de setembro de 2012

Breve resumo de heresias católicas - Parte 4


XVI – Maria é mãe de Deus 

Há várias razões para crermos que Maria não é mãe da natureza divina de Jesus Cristo, mas somente da natureza humana. Primeiro, porque não foi Maria quem gerou Jesus, mas o Espírito Santo. Em Mateus 1:2-16, há 39 menções nas quais alguém gera outro (ex: “Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó”), mas quando chega a Maria, é a única vez na qual o evangelista muda a citação mais comum é diz somente: “Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo” (v.16). Segundo a Bíblia, quem gerou Jesus não foi Maria, mas o Espírito Santo (Mt.1:20). Como Maria não gerou a divindade de Cristo (que já existia muito antes de Maria) e só é mãe daquilo que gera, logo, Maria não é mãe de Deus. 

Em segundo lugar, é nos dito claramente que Jesus se esvaziou de sua própria natureza, ao se tornar humano: “mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fp.2:7). Se Jesus se “esvaziou” de sua natureza (divina), então Maria não era mãe de Deus, mas de “Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Disso dá testemunho o escritor de Hebreus, ao dizer que Jesus se fez igual a nós “em todos os aspectos” (Hb.2:17). 

Em terceiro lugar, devemos lembrar que por “Deus” entende-se: Pai, Filho e Espírito Santo. Porém, Maria não é mãe do Espírito Santo, logo, não é mãe de Deus. Da mesma forma, Maria não gerou o Pai, logo, não é mãe de Deus. Maria foi mãe unicamente da natureza humana de Jesus Cristo, mas isso não quer dizer que Maria foi “mãe de Deus”. Dizer que Maria era mãe de Deus porque Jesus era Deus é o mesmo que dizer que Maria foi mãe de 1 deus, e não mãe de Deus, que por implicação significa Pai, Filho e Espírito Santo.  

Em quarto lugar, enquanto Maria é relatada dezenove vezes na Escritura como sendo “mãe de Jesus”, em nenhuma delas é nos dito que ela era “mãe de Deus”. Por que os escritores bíblicos nunca fizeram questão de escrever tal coisa, mas sempre se limitavam apenas a mencionar que Maria foi mãe de Jesus em sentido humano?  

Devemos lembrar, finalmente, que os próprios católicos reconhecem que Deus é eterno (Gn.21:33), e que a divindade de Cristo já existia muito antes de Maria existir. Portanto, eles reconhecem que Maria não gerou a divindade de Cristo, mas mesmo assim creem que Maria é mãe de Deus. Ora, se partirmos do princípio básico de que só se é mãe daquilo que gera, Maria não é mãe de Deus (da mesma forma que os próprios católicos admitem que ela não é mãe da alma ou do espírito de Cristo, que já existiam antes dela). Ser contrário a isso é ser contraditório, além de presumir que pode ser mãe de algo que não se gera (o que é ainda mais contraditório!). 

Para ler mais sobre mariolatria, clique aqui.


XVII – Culto às imagens 

Os católicos justificam o seu culto às imagens tendo por base o fato de que Deus mandou certa vez que Moisés fizesse uma serpente de bronze, para que fosse curado quem olhasse para ela. Contudo, os israelitas não rezavam à serpente, não cultuavam a serpente, não a consideravm uma mediadora ou intercessora entre Deus e os homens, não queimavam incenso a ela, nem nada parecido com aquilo que os católicos praticam com suas imagens. Quando eles começaram a praticar tais coisas abomináveis que os católicos praticam com suas imagens esculpidas, Deus ordenou ao rei Josias que a destruísse (2Rs.18:4-6). 

Portanto, o que Deus proíbe não é a imagem em si, mas o culto que se presta à imagem. Deus ordenou que só a Ele prestasse culto (Lc.4:8; Mt.4:10), e declarou que não dividiria a sua glória com outro, nem o seu louvor com as imagens de escultura (Is.42:8). Porém, os católicos praticam com suas imagens todas as coisas que os pagãos praticam com as imagens deles (e muitas outras mais!). Deus proibiu que se fizessem imagens com a finalidade de se prostrarem diante delas e lhes prestar culto (Êx.20:5; Dt.5:9), mas os católicos fazem imagens e se dobram diante delas, prestando-lhes culto, fazendo igual aos pagãos e descumprindo a ordenança e o propósito divino desta ordenança. 

Quando lemos as páginas do Novo Testamento, não encontramos nenhuma citação a uma imagem de escultura, muito menos a um culto a elas. Quando lemos os Pais da Igreja, vemos inúmeras citações contra o uso de imagens na Igreja, como Epifânio, que disse: “Eu encontrei um véu suspenso nas portas desta mesma igreja, o qual estava colorido e pintado, ele tinha uma imagem, a imagem de Cristo pode ser ou de algum santo; eu não recordo mais quem ela representava. Eu pois tendo visto este sacrilégio; que numa igreja de Cristo, contra a autoridade das Escrituras, a imagem de um homem estava suspensa, lacerei aquele véu[1]. 

Em síntese, a proibição de Deus em se construir imagens era com vista exatamente a cultuá-las e se prostrar diante delas (Êx.20:5; Dt.5:9), que são exatamente coisas praticadas pelos católicos. Nem a Igreja do Novo Testamento nem o testemunho dos Pais da Igreja fazem qualquer alusão às imagens esculpidas como sendo cultuadas na Igreja com qualquer tipo de culto, que, aliás, deve ser prestado única e exclusivamente a Deus (Lc.4:8; Mt.4:10). 

Para ler mais sobre o culto às imagens, clique aqui.


XVIII – A Igreja católica é una

A alegação de que a Igreja Católica é “una” e livre de divisões está mais para piada do que para realidade. Os católicos de Roma já são divididos dos católicos do Oriente há muito tempo, quando a ambição – temporal e espiritual – dos bispos de Roma resultou no Cisma do Oriente, em 1054 d.C. Até hoje a Igreja de Roma tem muitas doutrinas divergentes com a Igreja Ortodoxa. Entre elas, destaca-se a negação à imaculada conceição, ao purgatório, à primazia do bispo romano, à infalibilidade papal, ao limbo, às indulgências, às imagens de escultura, ao batismo por aspersão, ao celibato obrigatório, dentre outros temas semelhantes. 

Da mesma forma, a Igreja Romana até hoje vive dividida entre tradicionais e carismáticos. Estes creem na atualidade do dom de línguas em língua celestial (ao maior estilo protestante pentecostal), em retiros de cura e libertação, no ecunemismo religioso, em leigos impondo as mãos, em músicas evangélicas e coisas do tipo. 

Enquanto no século XI o bispo de Roma excomungou o de Constantinopla e o de Constantinopla excomungou o de Roma, no século XXI muitos católicos tradicionais não consideram os carismáticos como verdadeiros católicos. Vale também ressaltar outros grupos sectários existentes entre eles, tais como a teologia da libertação, e dezenas de outras igrejas que arrogam para si mesmo o nome “católica”[2]. 

Existe até mesmo a “Velha Igreja Católica”, que se formou após um cisma por causa da promulgação do dogma da infalibilidade papal (1870), que jamais havia sido reconhecido para uma igreja particular, como a romana. Consequentemente, os “velhos católicos”, que também dizem guardar a “verdadeira doutrina católica”, também não aceitam a assunção de Maria, que foi definida como dogma em 1950 através da infalibilidade papal. 

Portanto, em questão de divisão, os católicos calados são poetas. 

Para ler mais sobre divisão católica, clique aqui.


XIX – Batismo por aspersão 

Que a forma bíblica do batismo é a imersão, isso fica claro por inúmeras razões. Primeiro, porque a própria palavra traduzida por “batizar” é, no grego, “baptizo”, e significa: “mergulhar repetidamente, imergir, submergir [cobrir completamente com água]”[3]. Seria muito estranho que Cristo e os apóstolos dessem o nome de “batismo”, que significa “imergir em águas”, a uma cerimônia na qual não se imerge em águas! 

Segundo, porque João Batista fazia questão de batizar no rio Jordão, onde existiam “muitas águas” (Jo.3:23). Não haveria razões para procurar um lugar que tivesse “muitas” águas, se tão pouco já fosse mais que o suficiente para praticar um “batismo” por aspersão. 

Terceiro, porque o etíope não pôde ser batizado com a água de beber que todos os viajantes levavam consigo em suas viagens, enquanto atravessavam o deserto. Ele e Filipe tiveram que sair do carro, descer para as águas e depois subir das águas (At.8:38,39). Tal coisa seria totalmente desnecessária no caso do batismo ser simplesmente por aspersão, mas seria absolutamente preciso no caso do batismo ser por imersão. 

Quarto, porque o batismo por imersão é o único que representa devidamente a analogia bíblica do batismo como sendo um sepultamento (Cl.2:12; Rm.6:3-6). A figura bíblica do sepultamento, que implica em ser envolto na terra, é muito mais coerente com o batismo por imersão, onde a pessoa é completamente submergida na água, no ato do batismo. Porém, um batismo por aspersão não corresponde corretamente a figura bíblica do batismo como sendo análogo a um sepultamento. Deitar e se levantar das águas figura muito melhor o sepultamento, onde se deita (morte) e se levanta (ressurreição). 

Quinto, porque a imersão foi a forma de batismo aceita universalmente durante os primeiros séculos da cristandade. Cirilo de Jerusalém, por exemplo, escreveu sobre a “santa piscina do divino batismo”[4], afirmando que deveriam ser “imersos na água e em seguida emergir”[5]. As evidências históricas do batismo sendo praticado por imersão são esmagadoras, e comprovam que a novidade na forma de se batizar não foi a imersão, mas a aspersão, que entrou tardiamente na Igreja.


XX – Inferno de tormento eterno 

A crença em um inferno eterno provém da crença no fogo eterno, que é descrito na Bíblia Sagrada quando se referindo ao destino final dos ímpios. Porém, não há nenhum indício de que o fogo seja eterno em seu processo, senão em seus efeitos. Afinal, Deus disse que o fogo que iria cair sobre Edom “nem de noite nem de dia se apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será assolada” (Is.34:9-10), e nem por isso o fogo está queimando literalmente está hoje. 

A mesma coisa acontece com os palácios de Jerusalém (Je.17:27) e com a floresta do Neguebe (Ez. 20:47), que seriam atingidos por um fogo que nunca se apaga. Porém, nenhum deles está queimando até hoje. Judas 7 nos diz que o fogo que caiu sobre Sodoma e Gomorra foi um “fogo eterno” (Jd 7), e que serve de tipologia para o futuro dos ímpios. Porém, o fogo que caiu sobre Sodoma e Gomorra não está queimando até hoje.  

Ademais, a palavra graga traduzida por “eterno” [aion] por diversas vezes não implica em um tempo infinito (sem fim), mas em “uma era”, ou “um período de tempo, idade, geração”[6]. Portanto, não necessariamente sem fim. Por diversas vezes a Bíblia afirma que o destino dos ímpios será o aniquilamento. Pedro nos diz que os ímpios serão reduzidos às cinzas (2Pe.2:6), e não que continuarão eternamente em vida. Em outra ocasião, ele disse que as almas dos ímpios seriam exterminadas (At.3:23). 

Ao longo de toda a Escritura vemos menções de que eles serão consumidos (Sf.1:18; Lc.17:27-29), devorados (Ap.20:9; Jó 20:26-29), destruídos (2Pe.2:3; 2Pe.2:12), eliminados (Pv.2:22; Sl.37:9), mortos (Jo.8:24; Jo.11:28), executados (Lc.19:14,27), deixarão de existir (Sl.104:35; Pv.10:25), desaparecerão (Sl.73:17-20; Is.16:4,5), não terão futuro (Sl.37:38; Pv.24), perderão a vida (Lc.9:24), serão despedaçados (Lc.20:17,18; Mt.21:44), arrancados (Pv.2:22), se farão em cinzas (2Pe.2:6; Is.5:23,24), terão um fim repentino (Sf.1:18; Pv.24:21,22), serão reduzidos a nada (Is.41:11,12; 1Co.2:6) e desvanecerão como fumaça (Sl.37:20; Sl.68:2).  

Tudo isso é uma linguagem muito mais assemelhada ao aniquilacionismo do que a uma permenência eterna de vida em algum lugar. 

Para ler mais sobre o inferno e o fogo eterno, clique aqui. 

Em breve, mais heresias católicas refutadas. 

Paz a todos vocês que estão em Cristo. 

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com) 



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-Notas e referências bibliográficas: 

[1] Jerome, Lettres, Paris 1951, pag. 171. 


[3] Concordância de Strong, 907. 

[4] Segunda Catequese Mistagógica, Cap.4. 

[5] ibid. 

[6] Concordância de Strong, 165.

15 comentários:

  1. Fazer da serva do Senhor Maria,mãe de Deus,é destruir a doutrina da trindade.Pois se nem o Pai não existir sem o Filho e o Espirito Santo,sendo ambos co-eternos com Deus,Maria sendo mãe de Deus,foi quem o criou,passando a ser não mais criatura,mas criadora.E já que Maria gerou Deus,então nem o Pai,nem o filho e nem o Espirito Santo são co-eternos,acabando de vez com a doutrina da trindade do credo católico.

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  2. Quanto à Maria ser mãe de Deus, uma vez li num site protestante mesmo que a igreja primitiva lhe outorgava o título de Theotókos (mãe de Deus), já que Jesus também era 100% Deus, mesmo que essa essência divina viesse apenas de Deus e não de sua mãe carnal. Nestor foi considerado herege por algumas coisas, dentre elas, por negar o título Theotókos a Maria. Confirma isso tudo?

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    1. Há de se fazer algumas ressalvas que este tal site "protestante" não fez:

      1) Primeiro, que Nestório é do quinto século depois de Cristo, então não era a igreja "primitiva" que cria em Theotókos, pois não remete aos apóstolos, mas a tempos bem posteriores.

      2) Segundo, que muitos ficaram a favor de Nestório, o que mostra que a Igreja não tinha uma posição "oficial" com relação a isto, e que as opiniões eram divididas. O bispo Celestino, de Roma, se juntou ao lado de Cirilo, que tomou conta do Concílio, abrindo as discussões sem esperar a chegada da já muito atrasada comitiva de bispos orientais de Antioquia, que eram a favor de Nestório. Sendo assim, eles condenaram Nestório sem dar a devida oportunidade para a defesa e para ouvir ambos os lados.

      Contudo, conforme o Concílio progredia, João I de Antioquia e os bispos orientais chegaram e ficaram furiosos ao saber que Nestório já havia sido condenado. Eles se reuniram num sínodo próprio e depuseram Cirilo. Ambos os lados apelaram ao imperador e ele inicialmente ordenou que ambos fosse exilados. Porém, Cirilo eventualmente retornou após subornar vários membros da corte imperial. Essa história não é contada por eles, pois eles só contam meia parte da história, ocultando verdades fundamentais que desmentem a manobra deles.

      3) Terceiro, que a única fonte histórica fora das Escrituras e que remete factualmente aos apóstolos é o texto que Eusébio conservou do apóstolo Tadeu, onde este diz que Jesus depôs (abandonou) a sua divindade ao se fazer humano:

      "E Tadeu respondeu: Agora guardarei silêncio. Mas amanhã, já que fui enviado para pregar a palavra, convoca em assembléia todos teus concidadãos, e eu pregarei diante deles, e neles semearei a palavra da vida: sobre a vinda de Jesus: como foi; e sobre sua missão: por que o Pai o enviou; e sobre seu poder, suas obras e os mistérios de que falou no mundo: em virtude de que poder realizava isto; e sobre a novidade de sua mensagem, de sua humildade e humilhação: como se humilhou a si mesmo DEPONDO E REDUZINDO A SUA DIVINDADE, e como foi crucificado e desceu ao Hades, e fez saltar o ferrolho que desde sempre prevalecia e ressuscitou mortos, e como, tendo descido só, subiu a seu Pai com uma grande multidão" (História Eclesiástica, Livro I, 13:20).

      E isso é muito antes de Nestório, Cirilo e do Concílio de Éfeso, que ocorreu somente em 431 d.C. Vale ressaltar também que a Bíblia em momento nenhum atesta que Maria é "mãe de Deus" (Theotókos), mas sim que ela é "mãe de Cristo" (Christotokos), que é o termo mais adequado de acordo com as Escrituras, que o próprio Nestório defendia, mas Cirilo preferiu rejeitar Christotokos (que é o termo bíblico) e aceitar Theotókos (que é um termo não-bíblico).

      Que Deus lhe abençoe.

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  3. Puxa vida!
    Essa de Nestório (tinha escrito o nome errado, rsrs) e o concílio é completamente novo pra mim! Tenho uma bíblia aqui em casa de estudo apologético inclusive que o coloca no hall dos hereges!!!
    Se não for muito incômodo, poderia me indicar obras publicadas confiáveis de estudo de patrística (não sei se escreve assim)?

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    1. Eu não creio que Nestório era "herege", eu creio que ele tinha muito mais razão do que os que criam em Theotókos (que Maria era mãe de Deus), pois ele tentou restaurar o princípio bíblico de Christotokos (mãe de Cristo) unido ao fato de que Maria seria mãe não da natureza divina de Cristo (o que a faria mãe de Deus), mas da natureza humana (portanto, mãe de Cristo feito homem). Eu pretendo escrever algo mais sobre isso em um artigo mais específico, colocando mais explicações sobre o tema.

      Sobre livros de patrística, eu tenho dois aqui muito bons. Um se chama "Os Pais da Igreja", escrito por Hans Von Campenhausen, e o outro é o "História da Igreja e o Evangelismo Brasileiro", escrito por Saulo de Mello. A primeira obra é melhor quando se trata de patrística, pois aborda mais o assunto, mas eu prefiro o segundo por ser mais abrangente, principalmente porque também entra na questão da Idade Média, da Reforma, dos morávios, dos anabatistas, dos valdenses, da inquisição, etc. É um livro mais amplo, em minha opinião.

      Mas também há outros livros sobre patrística, alguns eu leio pela internet mesmo. O site "Church Fathers" disponibiliza uma grande quantidade de escritos patrísticos em ingês [http://www.newadvent.org/fathers/], e há também o ótimo site do arminianismo (arminianismo.com), que disponibiliza em português os escritos dos Pais da Igreja mais importantes do primeiro século até meados do segundo século:

      http://arminianismo.com/index.php/categorias/obras/patristica

      Eu comecei lendo patrística neste site do arminianismo, é o que eu mais recomendo para quem quiser começar.

      Fique com Deus.

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  4. Outro ponto importante é o seguinte:Os irmãos católicos alegam que pelo fato de Isabel ter dito:Mas qual o motivo desta graça maravilhosa,que me venha visitar A MÃE DO MEU SENHOR?(Lc 1:43)fica claro o uso do termo para MÃE DE DEUS.O que vc acha Lucas?

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    1. Olá, Emmanuel. Desculpe-me pela demora, só agora pude responder-lhe. O fato de Isabel ter dito que Maria era "mãe do meu Senhor" (Lc.1:43) não significa que Maria é mãe de Deus, o que é um título mariano e grotescamente antibíblico. Isso porque Jesus é chamado de "Senhor" em vários lugares da Escritura, uma vez sendo que "Senhor" significa alguém que possui autoridade sobre outro, não precisa ser necessariamente Deus.

      O termo grego Kyrios (kuriou), aplicado a Jesus em Lucas 1:43, não é usado para se referir somente a Deus. Veja a referencia a "Senhor" sem ser especificamente a Jeová, por exemplo:

      1) Os donos de propriedades são chamados Senhor (Mt. 20:8, kurios é "dono" — NVI).

      2) Os donos de casas foram chamados Senhor (Mc. 13:35, dono = kurios).

      3) Os donos de escravos foram chamados Senhor (Mt. 10:24, senhor = kurios).

      4) Os maridos foram chamados Senhor (1 Pe. 3:6, senhor = kurios).

      5) Um filho chamou o seu pai Senhor (Mt. 21:30, senhor = kurios).

      6) O Imperador romano era chamado Senhor (Actos 25:26, Sua Majestade = kurios).

      7) As autoridades romanas foram chamadas Senhor (Mt. 27:63, senhor = kurios).

      Portanto, se alguém alega que Lucas 1:43 é alguma "prova" de que Maria é "mãe de Deus", demonstra no mínimo uma grande imaturidade e profunda falta de conhecimento bíblico.

      Para terminar, o apóstolo Paulo disse que Deus é o "único que possui a imortalidade, e habita na luz inacessível; A QUEM NENHUM DOS HOMENS VIU NEM PODE VER, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém" (1Tm.6:16).

      Portanto, se nenhum humano JAMAIS viu Deus, então Maria era mãe de Cristo Jesus homem, encarnado, feito de carne e osso. Desta forma, Maria é mãe de Cristo (Christotokos) e não mãe de Deus (Theotókos), que é um dogma mariano inventado unicamente para exaltar a pessoa de Maria acima do devido lugar, e tem sido usado à exaustão pelos apologistas católicos, e infelizmente alguns (poucos) protestantes tem caído nessa história e aceitado facilmente essa heresia.

      Um abraço!

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  5. Respostas
    1. Quero apenas notificar ao Emmanuel, à Serva Agraciada e aos demais que eu escrevi um artigo mais amplo para tratar especificamente deste tema, se Maria é ou não é mãe de Deus:

      http://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2012/09/maria-e-mae-de-deus-theotokos.html

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  6. kkkkkkkkkkkkk.Ei, não espalha,, deixa ele primeiro sair da zona de rebaixamento tá?

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    Respostas
    1. Se é que vai sair, né...rsrsrs

      Brincadeira, o meu time também está mal pra caramba. Desde quando tiraram o Muricy o time há 4 anos que não ganha nada... :)

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  7. Fale sobre a doutrina Católica da Trindade. Grato.

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    Respostas
    1. A Trindade não é uma doutrina "católica", é uma doutrina cristã, não foi criada no Concílio de Niceia, foi ensinada pela Bíblia e crida pelos apóstolos e pelos primeiros cristãos, você pode conferir uma análise bíblica sobre a trindade aqui:

      http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1079757988

      E sobre ela existindo historicamente antes do Concílio de Niceia aqui:

      http://marceloberti.wordpress.com/2010/05/21/doutrina-da-trindade-antes-de-niceia/

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